AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

09 agosto, 2010

Exploração dos bancários garante lucro dos banqueiros

No início do mês de agosto, os bancos informaram os balancetes semestrais e como vem acontecendo nos últimos oito anos de Governo Lula, apresentaram lucros espetaculares. O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 4,602 bilhões, crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O Itaú-Unibanco registrou o maior lucro da história do sistema financeiro brasileiro em um primeiro semestre: R$ 6,4 bilhões.

Estes anúncios revelam que apesar da maior crise que já se viu desde a Grande Depressão de 1929, o sistema financeiro brasileiro apresenta um quadro de grandeza e estabilidade. Os bancos obtém lucros recordes porque se beneficiam das medidas do governo como a alta das taxas de juros. Para se ter uma idéia, nos últimos 7 anos, os bancos lucraram R$ 127,8 bilhões.

O segredo de tantos lucros também se explica com o aumento da produtividade e a exploração da mão de obra bancária. Vamos mostrar a exploração do trabalhador bancário do Bradesco e do Itaú-Unibanco, as maiores instituições financeiras privadas do país, onde seus funcionários apresentam perdas salariais de aproximadamente 24% desde a implantação do Plano Real.

Segundo dados dos próprios balanços dos bancos pesquisados, o Itaú - Unibanco gastou com pessoal (somando salários e encargos) neste primeiro semestre deste ano apenas 7,67% do lucro, o Bradesco gastou ainda menos: 5,92%.

Cada trabalhador bancário do Itaú-Unibanco gerou em média R$ 60 mil só neste semestre e do Bradesco R$ 51 mil. No entanto, o salário médio da categoria não chega a R$ 1800 e vem se reduzindo a cada dia com a política adotada pelos banqueiros de concentrar as demissões nos maiores salários e fazer admissões com salários mais baixos.

Agora em números, fica demonstrada o seguinte: Primeiro, a ganância dos banqueiros que submetem os bancários ao assédio moral, ao stress e à pressão por metas aumentando o grau de exploração da categoria nos últimos anos. Segundo: A justeza das reivindicações das perdas salariais da categoria que só no setor privado chegam a 24% e por último a necessidade dos trabalhadores de tomar para si o controle do sistema financeiro para garantir que o lucro atenda as reais necessidades da população e não apenas a um punhado de banqueiros.

Fonte: SEEB/MA

30 julho, 2010

Deliberações do Encontro Nacional Aberto do Movimento Nacional dos Bancários

Deliberações do Encontro Nacional Aberto do Movimento Nacional dos Bancários – MNOB
realizado em 24 e 25 de Julho de 2010

Rio de Janeiro - RJ


Foi realizado nos dias 24 e 25 de Julho de 2010, no Rio de Janeiro, o Encontro Nacional Aberto do MNOB. A participação foi aberta e contou com representantes de bancários de 10 estados, 3 Sindicatos, uma Associação de Funcionários e 12 oposições. Os temas tratados neste fórum foram:

1. Conjuntura Internacional e Nacional

2. Congresso da Classe Trabalhadora e Reorganização

3. Campanha Salarial e pautas de reivindicações

4. Organização e Estruturação do MNOB

5. Encaminhamentos sobre Eleições Sindicais em 2010 e lutas específicas

Foram inscritas três teses que tratavam dos temas acima.

Sobre Conjuntura Internacional e Nacional, houve intervenções mostrando que a crise econômica não acabou e que, passada a recuperação parcial do início desta no ano passado, os eventos da Europa mostram que o novo ciclo desta mesma crise persiste e trará reflexos no Brasil.

Analisou-se que este ano, com as eleições presidenciais, está posto o debate com a classe trabalhadora para os desafios que virão e a necessidade de construir a resistência sobre ataques ao salário, emprego e direitos. Ao mesmo tempo, Neste mesmo período haverá a campanha salarial dos Bancários e debateu-se a necessidade de se unificar com outras categorias com data-base neste segundo semestre, construir o início da campanha no dia 10/08 como dia nacional de luta e lutar para impor um calendário de mobilização que priorize a campanha salarial, não as eleições.

Foi tema de análise a reorganização do movimento sindical e social no país com o desgaste das organizações como a CUT e UNE e a realização do Congresso da Classe Trabalhadora, com diferentes entendimentos sobre este processo de reorganização dos trabalhadores no Brasil.

O ponto sobre campanha salarial trouxe debates sobre construir uma campanha alternativa e análises sobre a estratégia da Contraf/CUT e do sistema financeiro nacional. Foram construídas, com adendos e atualizações, as pautas específicas por banco, fruto da construção de dois anos de acúmulos em encontros nacionais passados.

As principais resoluções sobre este tema foram:

• Campanha Nacional em defesa da ISONOMIA – constituição de uma coordenação, com representantes de cada Sindicato e das Oposições, para a campanha de Isonomia dos Bancos Públicos, com um chamado à realização de um encontro nacional aberto e que defina um calendário de lutas para além da campanha salarial;

• Reivindicar as perdas do período do plano Real: caso haja setores do movimento defendendo índice próximo aos 24% (perda mínima da categoria), buscar unificar, nas assembléias de aprovação das pautas, em torno a esse índice como um índice político, sem abrir mão das perdas que constarão nas pautas do BB, Caixa Econômica Federal, BNB e privados, votados no Encontro Nacional do MNOB;

• Piso salarial do Dieese (R$ 2.157,88 EM MAIO DE 2010);

• PLR de 25% do lucro líquido, distribuídos linearmente;

• Fim da mesa única de negociação;

• Lutar pela pauta alternativa e disputá-la em todas as assembléias do país. Realizar assembléias (onde somos direção), plenárias (onde somos oposição) nos próximos 15 dias após o Encontro Nacional do MNOB para aprovar as pautas;

• Comando aprovado na base e eleição de Comandos de Base nas assembléias;

• Como um dos eixos centrais desta campanha, reivindicar à Fenaban: Estabilidade no emprego, fim das metas e delegados sindicais em todos os bancos privados;

• Fim das metas e do assédio moral;

• Unificação dos bancários com outras categorias: construir o dia 10/08 como um dia nacional de luta;

• Que o MNOB incorpore como um dos eixos da Campanha Salarial, a defesa da licença-maternidade de 180 dias automática e SEM isenção Fiscal aos bancos;

• Procurar construir unidade de ação com outros sindicatos, em particular os da Intersindical, com eixos: pela Reposição das Perdas em negociações especificas, se contrapor a dinâmica/calendário da campanha dos governistas em priorizar a campanha de Dilma e as eleições, campanha pela ISONOMIA e contra o acordo de 2 anos;

• Defender que as assembléias sejam democráticas, debatam e deliberem por tudo que a categoria desejar, lutando para que tenham assembléias nas bases dos sindicatos da CUT.

• Participação do MNOB em fóruns onde tenha participação de base –assembléias, plenárias, seminários, encontros/congressos por banco- caso se respeite o processo de representação de base, avaliando taticamente se houver processo de filtro.

• Nenhum privilégio aos dirigentes sindicais! Contra a remuneração adicional e as comissões/cargos especiais para dirigentes sindicais;

• Fim da terceirização e dos correspondentes bancários;

• Estatização do Sistema Financeiro;

• Não as candidaturas Serra, Dilma e Marina: defender candidaturas com programas socialistas e classistas.

Ainda foram aprovados itens centrais específicos por banco:

• Volta das concorrências, com critérios objetivos para comissionamento;

• Fim do programa de PSO/USO no BB;

• Fim da lateralidade e volta do pagamento das substituições no Banco do Brasil;

• Que os sindicatos convoquem assembléia específica dos funcionários do BB para discutir o PCS e a jornada de 6 horas, aprovando um calendário de mobilização;

• Exigir o cumprimento da decisão do Congresso dos funcionários do BB sobre a realização de um seminário dos bancos incorporados para sintetizar os problemas da incorporação para ajudar na construção de uma proposta de PCS.

• Fim da reestruturação da Caixa: campanha estruturada em nível nacional, com material específico, denunciando a reestruturação da CEF como parte do processo de privatização dos bancos públicos, divulgando as medidas realizadas pelo MNOB e seus sindicatos;

• PFG na CEF: elaborar proposta alternativa para o PCC, que valorize as funções técnicas, crie níveis intermediários e garanta jornada de 6 horas para todos, sem redução salarial;

• Fim da discriminação na FUNCEF e do ônus para os que não abriram mão do benefício definido;

• Fim do voto de minerva da Caixa;

• Contra o sucateamento e encarecimento do SAÚDE CAIXA.

Foram debatidos os temas sobre a organização do MNOB. Apresentamos as principais resoluções:

• Será constituída uma Coordenação Nacional. Esta Coordenação é quem define a política do MNOB, com reuniões presenciais e por chat, garantindo a representação de todos os Sindicatos e Oposições que tenham funcionamento regular;

• Todos os representantes da Coordenação Nacional devem ser eleitos em reuniões amplamente convocadas. Deve ser realizada ata das reuniões que elegerá o (s) representante(s), com assinatura dos presentes;

• O mandato do representante é revogável a qualquer tempo, por assembléia ou plenária das entidades;

• Será formada uma Executiva Nacional do MNOB -entre os representantes da Coordenação Nacional- pelos Sindicatos do RN, MA e Bauru e das Oposições do Rio de Janeiro e São Paulo, até o próximo Encontro Nacional.

• Á executiva compete o encaminhamento das tarefas votadas pela Coordenação Nacional e encaminhamentos dos materiais/panfletos nacionais.

• Fim do fundo de campanha e das finanças regulares. O rateio entre os três sindicatos do MNOB das despesas com a campanha salarial e com materiais nacionais se dará quando da necessidade de despesas com materiais, encontros, viagens, à medida que se tenham iniciativas políticas do MNOB, e será administrado pela executiva em uma conta específica e com prestação de contas;

• Os materiais de divulgação política do MNOB, em papel ou meio eletrônico, devem ser escritos pela executiva em base ao que é votado nos encontros do MNOB. Para temas que não tenhamos definido uma política em nossos fóruns, é preciso que se garanta a ampla discussão na base e votação pela coordenação nacional para definição da nossa política e conseqüente elaboração dos materiais;

• Ampla discussão para a formação de chapas sindicais e para a disputa dos conselhos e diretorias dos fundos de pensão e dos planos/caixa de assistência médica. O debate programático deve ser prioridade na formação das chapas e deve envolver todo o MNOB na discussão. Qualquer chapa que possa receber o apoio do MNOB deve ser discutido e deliberado pela coordenação nacional;

• O MNOB deve propor as chapas concorrentes nas disputais sindicais, a inclusão nos materiais da logomarca MNOB;

• Impulsionar fóruns alternativos aos da Contraf/CUT também no caso dos encontros específicos por banco, com a participação efetiva da base, quando definido pela coordenação nacional.

A campanha Salarial dos Bancários e as pautas de reivindicações Alternativas têm como eixos centrais:

Encontro Nacional do MNOB

Campanha Salarial dos Bancários

Remuneração

Reajuste salarial de 24% para todos e Reposição das perdas (BB – 80,77%, CEF - 92,39%)

PLR de 25% do lucro, linear para todos

Piso salarial do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88)

Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação

e auxílio creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item

Campanha nacional pela Isonomia nos Bancos Públicos

Plano de Cargos e Salários que valorize os bancários, sem discriminação

Saúde do Trabalhador

Fim das metas

Combate ao assédio moral

Combate as doenças ocupacionais

Delegados sindicais em todos os bancos privados

180 dias de licença-maternidade automática, SEM isenção fiscal aos Bancos

Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa gratuita

Emprego

Estabilidade e mais contratação de bancários

Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas

com deficiência

Jornada de 6 horas para todos, sem redução salarial

Fim das terceirizações

Sistema Financeiro

Estatização do Sistema Financeiro

Fim dos correspondentes Bancários

Em defesa dos Bancos Públicos 100% Estatal

Defesa do papel social dos bancos públicos

Eixos Gerais de Campanha

Fim da mesa única de negociação: mesas das pautas específicas por banco

Unificação dos bancários com outras categorias: construir o dia 10/08 como dia Nacional de luta

Contrapor a dinâmica/calendário da campanha salarial dos sindicatos governistas em priorizar a campanha de Dilma e as eleições. Campanha Salarial já!

Eleição de Comandos de Base nas assembléias

Nem Serra, Dilma e Marina. Defesa de candidaturas socialistas e classistas

20 julho, 2010

Bancários gaúchos reivindicam 20% de aumento nesta Campanha Salarial

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

A plenária final da 12ª edição da Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS aprovou, por ampla maioria, a reivindicação de um reajuste de 20% sobre todas as verbas de natureza salarial para a Campanha Salarial 2010. A definição ocorreu após votação dos mais de 500 delegados que participaram do evento, no fim da tarde de sábado, no Hotel Embaixador.

Esta será a proposta de reajuste defendida pela delegação gaúcha na Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, agendada para o período de 23 a 25 de julho, no Rio de Janeiro. Na justificativa da proposta os bancários destacam que o índice aprovado contempla o momento econômico, político e social do país. Para o cálculo deste índice foram considerados os seguintes critérios: lucratividade média dos seis maiores bancos do país; projeção da inflação até agosto de 2010 e o resíduo inflacionário do acordo de 2003, que de acordo com o INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor, foi de 4,37%.

A estratégia de campanha aprovada pela Conferência Estadual propõe a reafirmação da Campanha Salarial Unificada em 2010, com manutenção das mesas de negociações específicas nos bancos públicos, concomitantes à mesa da Fenaban. Os bancários gaúchos também propõem um calendário de mobilização nacional geral e específico, respeitando a mobilização dos bancos públicos em todos os estados.

Outra proposta da 12ª Conferência Estadual prevê a entrega da minuta de reivindicações aos banqueiros ainda no mês de agosto. O objetivo é construir um calendário de mobilizações para o mês de setembro, data-base dos trabalhadores em instituições financeiras. Em caso de negociações frustradas com os banqueiros, a estratégia aprovada aponta mobilização para a greve em setembro de 2010.

14 julho, 2010

CAMPANHA URGENTE - REDE DE SOLIDARIEDADE AOS PALESTINOS EM SITUAÇÃO DE REFÚGIO NO BRASIL

O nossos irmãos palestinos em situação de refúgio no Brasil precisam da ajuda de todos nós.


Faça parte da rede de solidariedade aos refugiados palestinos no Brasil que pretendemos construir.

Abrimos uma conta bancária para receber contribuições voluntárias dos simpatizantes da causa palestina que servirá de suporte para a inclusão social dessas pessoas que estão, desde que para cá foram trazidos em 2007, abandonados pela ONU e pelo estado brasileiro, sem condições de alcançar a auto-suficiência no Brasil e proibidos de procurar asilo em outro país ou usufruir do direito de retorno.

Elaboramos uma ficha "Compromisso de Adesão" para ser preenchida pelas pessoas que possam e queiram se comprometer a fazer depósitos de qualquer valor, mensais ou bimestrais. Temos no Brasil um grande número de militantes e simpatizantes da causa palestina e um pouco de cada um será o bastante para que os palestinos no Brasil possam sair da exclusão social em que estão hoje.

Quem conhece a história do povo palestino sabe muito bem o quanto eles precisam de ajuda, seja refugiado no seu próprio país, usurpado para a imposição do estado de Israel em suas terras, a Palestina, seja em outros países, como no Brasil. Sabe também que todos os dias, palestinos são retirados a força de suas casas, na Palestina (onde hoje é Israel) e os que resistem são presos ou mortos pelo governo israelense. Pois bem, o que talvez poucas pessoas saibam é que no Brasil vivem hoje cerca de 130 palestinos refugiados que foram trazidos em 2007 e foram instalados em Mogi das Cruzes (SP), e Venâncio Aires (RS) depois de viverem por quase cinco anos no campo de refugiados de Ruweished (deserto da Jordânia). Antes, viviam como refugiados no Iraque (Bagdah), de onde tiveram de fugir sob ameaça de morte, após a invasão daquele país pelos Estados Unidos em 2003.

Quando foram resgatados do Campo de Ruweished para serem trazidos ao Brasil, muitas promessas lhes foram feitas mas não foram cumpridas e desde então, a grande maioria passa por muitas dificuldades, cinco já morreram, alguns não conseguem pagar o aluguel de onde moram e sofrem ameaças de despejo, e a outros falta até casa para morar e recursos financeiros para satisfazer as necessidades mais básicas do dia a dia, o que inclui comida e medicamentos de uso contínuo. Entre eles há muitos, de todas as faixas etárias, homens e mulheres, com a saúde debilitada e sem a devida assistência médica. E ainda sofrem com a incompreensão e discriminação no dia a dia.

Quem estiver interessado em contribuir mensalmente basta postar um comentário nesta postagem informando um e-mail para contato e solicitando o envio da ficha "Compromisso de Adesão", que deverá ser preenchida, escaneada e devolvida em anexo. Por e-mail enviaremos mensalmente as informações sobre a destinação dos recursos que houverem na conta e disponibilizaremos também tais informações neste blog.

Para quem quiser fazer depósitos esporádicos, segue abaixo o nº da conta, e se possível, informe por e-mail o dia e o valor do depósito:

Agência: 0350
Operação: 013
Conta nº: 00020048-0
Caixa Econômica Federal

Obs. Nos depósitos em caixas eletrônicos será solitado digitar os números na ordem acima.

Para quem for depositar por DOC, enviaremos, a quem me solicitar, o nº do CPF de um dos titulares da conta, documento exigido para tal operação.

Telefones para contato:
(11) 4796-5484 ou (11) 8389-2026 (Mauro)
(11) 6677-0766 ou (11) (Walid ou Huda)

Pedimos que todos contribuam e ajudem a divulgar esta campanha.

08 junho, 2010

Balanço do 26º CONECEF- COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE

Caros/as delegados/as sindicais,


Favor ler e divulgar o seguinte balanço sobre o CONECEF aos colegas do local de trabalho.

Balanço do 26º CONECEF- COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE

O resgate da importância do CONECEF, como fórum nacional de debate e deliberação dos trabalhadores da CEF, seu caráter mobilizador e potencializador de forças para a luta por melhores condições de vida e trabalho é a missão principal da nova geração de participantes em conjunto com aqueles que se mantiveram na luta no decorrer dos anos de existência deste congresso.

O balanço que fazemos aqui, enquanto bancários de base participantes do 26º CONECEF é parte desta missão que visa ampliar o debate trazendo de volta à base os temas discutidos, apontando os caminhos da luta e, através de um posicionamento crítico, esclarecendo o conjunto da categoria sobre os desafios que nos são colocados no momento presente.

Nós do coletivo (independente e autônomo) “Bancários de Base”, compondo forças com outras correntes de oposição (Intersindical, MNOB- que abrange o Conlutas e outros coletivos menores, CTB e alguns delegados independentes) fizemos uma atuação conjunta enquanto “frente” para lutarmos por nossas bandeiras históricas e pelos anseios dos empregados da Caixa, o que inclui: suspensão imediata da reestruturação, isonomia de direitos, reposição de perdas salariais, aumento do piso salarial, combate efetivo ao assédio moral, respeito à jornada de seis horas, democratização e autonomia do movimento sindical, entre outras diversas reivindicações de importância essencial para avançarmos na luta pela melhoria das condições de vida e trabalho.

Temos enfrentado uma difícil batalha nos contrapondo, por um lado, ao posicionamento desrespeitoso da direção da CAIXA em relação aos seus trabalhadores, e por outro lado, combatendo uma direção sindical burocratizada, comprometida com interesses escusos aos da categoria e, conseqüentemente, pouco atuante. Apesar da descrença generalizada do conjunto dos trabalhadores em relação ao movimento sindical como um todo e em especial à atual direção do movimento, estendendo-se à uma descrença na efetividade dos fóruns da categoria por ela controlados, o que nos norteou foi a firme convicção da necessidade de resistência e luta para nos contrapormos a tal situação.Apesar de sabermos que atualmente nossas forças estão reduzidas em relação ao aparato sindical e frente a ideologia empresarial e individualista, devemos colocar o contraponto essencial aos métodos e finalidades impostos pela atual direção do sindicato e da empresa. Resistir é uma forma de transformar.

Infelizmente não podemos afirmar que o interesse dos trabalhadores da Caixa prevaleceu nesse congresso. A tentativa de rechaçá-lo foi a tônica que imperou do começo ao fim. Ficou evidenciada a postura de desinteresse dos nossos representantes em empenharem-se na luta, e em possibilitar a maior participação da base nos fóruns dos trabalhadores. As oposições insistentemente lutaram contra a burocracia sindical: tínhamos a clara missão de não legitimarmos um congresso burocratizado e manipulador de idéias e consciências. Para tanto, estivemos presentes para denunciar todas as formas de controle, manobras, posições patronais que prevaleceram em todos os debates.

Nosso sentimento preponderante era de que se fôssemos uma base mais ampla, se não fôssemos “minoritários” (a maioria foi composta por dirigentes, delegados “natos” e uma pequena base manipulada), seríamos vitoriosos, pois aqueles que vivem o cotidiano de trabalho nas agências e departamentos da CEF sabem o que se passa na realidade, o que jamais os faria permitir que o movimento sindical majoritário ditasse regras que, em última instância, convergem com os interesses da direção da Caixa.

Desde o CONECEF do ano passado há uma tentativa de retirada do caráter DELIBERATIVO e VINCULADO À CAMPANHA SALARIAL do nosso congresso, medida que tem sido barrada pelo campo da oposição. Tal retirada de caráter transformaria o congresso em um mero fórum consultivo, anulando qualquer intervenção da base no movimento sindical nacional da CEF. É necessário estarmos sempre atentos para não permitirmos uma medida desta. Outro ataque que sofremos neste 26º CONECEF, foi a ameaça de redução da delegação, que na atual configuração do congresso já é pequena, e por tanto, pouco representativa. Temos que, pelo contrário, aumentar o número de participantes de base e reassumir o protagonismo da nossa organização e luta.

Houve diversas formas de impor o controle por parte dos dirigentes do campo majoritário (articulação bancária- “ARTBAN”) sobre os trabalhadores. Seguranças contratados pela CONTRAF-CUT se posicionavam na entrada da plenária para restringir o acesso dos trabalhadores e inibir nossa livre manifestação.

A figura do “delegado nato”, imposta pelos organizadores do congresso (CONTRAF E FENAE), foi crucial para a manutenção do poder do campo majoritário (ARTBAN). Tal delegado não precisa de votos para se eleger, tem carta branca para participar dos grupos de discussão, inclusive com direito a voz e voto, enfim, são figuras de “sangue azul”, com super poderes, o que os possibilita atrapalhar o debate salutar dos trabalhadores.

Uma das delegações, que representa 80% da base de Santa Catarina, não foi reconhecida pela CONTRAF e foi impedida de participar do congresso, também por conta disso é que se montou o aparato de segurança contra os bancários. No referido Estado (SC) ocorreu um racha que resultou em dois congressos estaduais que conseqüentemente elegeram duas delegações para o congresso nacional. Apenas a delegação de menor representação, correspondente à 20% da base, foi reconhecida e inscrita no congresso. Sem entrar no mérito do que ocorreu entre as duas delegações é importante termos o entendimento claro dos princípios básicos de democracia, que não corresponde simplesmente à “maioria de votos”. Mais sério do que os acontecimentos na base de Santa Catarina foram as manobras feitas pela mesa que, sobrepondo-se ao princípio de autonomia regional e desrespeitando o voto da base, impôs uma deliberação sobre a situação, estabelecendo que metade de cada uma das delegações seria inscrita no congresso. De forma tendenciosa a CONTRAF divulgou que 50% dos delegado se negou a participar do congresso, e que por isso estes foram “omissos” e “antidemocráticos”.

O item da tese da Articulação Bancária que se sobressaltou nos posicionamentos desta corrente foi o intuito de aprovar o apoio dos bancários da CEF à candidatura de Dilma Roussef para a presidência. Não concordamos que o movimento sindical esteja atrelado a partidos e candidaturas políticas. Entendemos como fundamental que o movimento defenda o trabalhador bancário de forma autônoma, sem se atrelar aos interesses de governos e partidos. Isso não significa (como eles querem afirmar) que preferimos um ou outro candidato. Apenas que o foco da nossa luta é, e deve permanecer sendo, as nossas bandeiras históricas e as nossas demandas atuais, em prol de uma real melhoria das condições de trabalho e vida. Nossa atuação no congresso fez com que a ARTBAN retirasse esta proposta. QUEREMOS QUE O MOVIMENTO SINDICAL TRABALHE PELA NOSSA CAMPANHA E NÃO PELA CAMPANHA ELEITORAL. Não abrimos mão do que a CAIXA nos tirou, reduzindo nosso salário pela metade na era FHC só porque é o governo Lula que está no poder. Nem acreditamos no discurso separatista que divide a categoria em duas, afirmando (como presenciamos no congresso) que os “novos” já entraram ganhando pouco e não devem reivindicar reposição de perdas.

O slogan do congresso foi: “Você constrói a Caixa, a Caixa constrói o Brasil”. Na atual situação do bancário da CEF, caberia melhor este outro: “Você constrói a Caixa, a Caixa destrói você”. Isso porque nossas condições de trabalho nos fazem cada vez mais vítimas de doenças físicas e psicológicas.

Mesmo assim resistimos. Já na cerimônia de abertura do Congresso, onde são realizados os ritos “solenes” e meramente formais, para as figuras públicas saírem bem na foto conseguimos nos manifestar. Foi através da entrega do abaixo-assinado contra a reestruturação, com mais de 3000 assinaturas recolhidas apenas na base de São Paulo, que manifestamos nossa indignação. Tal iniciativa partiu da base, e demonstrou que não nos deixamos enganar pelo discurso tão propagado de “responsabilidade social” por parte da empresa, e que somos capazes de nos auto-organizar e combater os ataques da empresa contra nós.

Conseguimos aprovar reivindicações importantes, mas fomos rechaçados em vários pontos “polêmicos”. Nada nos garante que nossas pautas serão encaminhadas. Exemplo disso foi a proposta acatada por consenso no Conecef do ano passado que estabelecia uma AUDITORIA EXTERNA E INDEPENDENTE PARA MENSURAR O REAL IMPACTO DA PARCERIA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, GRUPO “CAIXA SEGUROS” E “FENAE-PAR CORRETORA” NO RESULTADO DA CAIXA. Tal proposta aprovada foi simplesmente IGNORADA pela direção. Tal parceria, de acordo com o DIEESE, tem um impacto insignificante nos resultados da empresa (em torno de 4% da receita) e é, no entanto, a principal motivadora do assédio moral nas agências. Queremos simplesmente que isso seja esclarecido para a categoria, pois a “Caixa Seguros” é uma EMPRESA FRANCESA e nada tem a ver com a missão do banco público, e, no entanto, a venda dos produtos deste grupo nos é duramente imposta.

As entidades (APCEF e SEEB-SP) já divulgaram o conjunto de reivindicações aprovadas no congresso. Recomendamos à todos a leitura e cobrança dos itens, em especial, daqueles que dizem respeito à organização do movimento (já que para encaminhá-los não se necessita de uma aprovação da empresa). De antemão informamos que foi aprovado um calendário de lutas contra a reestruturação e em prol da isonomia de direitos, que deverá iniciar a nossa campanha deste ano. Tal calendário estabelece dia de luta, paralisação, encontros para debater os temas e assembléias para deliberar os rumos da luta. Temos que cobrar que seja cumprido!

Queremos deixar claro que este balanço, feito de forma sucinta, não será o ponto de vista “oficial” das entidades. Trata-se da nossa visão e do nosso sentimento, baseados na vivência que tivemos neste congresso. Não poderemos estender-nos sobre os pormenores que ocorreram e sobre o que está por trás do discurso hegemônico (isto se tornaria cansativo demais). O ideal seria que os colegas pudessem ter suas próprias reflexões e conclusões a partir de suas próprias vivências. Isso implicaria um protagonismo de cada um de nós no movimento sindical. Temos que nos auto-organizar e participar da luta coletiva. O individualismo serve apenas para propagar as formas de dominação da empresa e facilitar a burocratização da direção majoritária do movimento sindical.

Foi uma batalha difícil, mas tivemos uma vitória moral que indica uma futura possibilidade de mudança de qualidade no movimento dos trabalhadores da CEF. Vamos agarrar esta possibilidade!



Coletivo BANCÁRIOS DE BASE(São Paulo/SP).

01 junho, 2010

Abaixo assinado internacional - assine e divulgue

No dia 31 de maio de 2010, mais uma vez o governo israelense, em nome de um cruel bloqueio que mantém contra o povo palestino, desferiu um covarde ataque militar. Desta vez foi contra a "Flotilha da Liberdade", um comboio de 6 navios com cerca de 750 pessoas solidárias de 60 paises, em águas internacionais, que levava ajuda humanitária aos habitantes da Faixa de Gaza, que vivem na mais absoluta pobreza em consequência do bloqueio israelense. Nesse novo ataque, os militares israelenses mataram 9 pacifistas (número divulgado pelo governo israelense, mas há informações extra oficiais que afirmam ter sido pelo menos 26 mortos de diferentes países) e prenderam seiscentos. De ataque em ataque, Israel aumenta a cada dia sua extensa lista de crimes contra a humanidade.

Acesse o abaixo assinado que está no link abaixo e seja mais um a exigir que sejam devidamente punidos os responsáveis por mais esse ato de terror.


http://www.avaaz.org/po/gaza_flotilla/97.php?cl_tta_sign=ade2b8c4c1213b632259c1fdba225b4f

15 maio, 2010

FIQUE LIGADO !!! - Sobre o Congresso Estadual dos empregados da CEF

-Realizado no dia 15/05/10. Inicio às 10:10h com as saudações do Luis Claudio Marcolino (SEEB SP), Gledson (APCEF/SP), Sandra Cassetari, Fabiana Matheus e Jaqueline Machado.

-Destaques e votação do regimento interno do Congresso: incluídas à pauta original a discussão sobre conjuntura e outros assuntos. Mantida a mesa composta somente por representantes da organização do Congresso. Aprovada que todas as propostas seriam remetidas ao 26º CONECEF, independentemente de aprovação ou não. Mantido o artigo 7 que previa apenas três minutos para as intervenções dos participantes.

-Defesa das teses (4 teses): Articulação sindical, Oposição bancária / Conlutas, Oposição bancária / Intersindical e Bancários de Base (Osasco). Nesse momento houve a proposta de um participante, ligado à Articulação Sindical, para que fosse antecipada a eleição dos delegados ao 26º CONECEF. Uma contraproposta foi feita de consenso das três Oposições Bancárias para que fosse mantida a eleição dos delegados para o final do Congresso e a separação em grupos, inicialmente prevista no regimento, fosse substituída por intervenções em plenário, com teto até às 13:30. Tendo sido aprovada essa proposta pela maioria dos presentes.

-Propostas:

-que a CEE-Caixa seja eleita no CONECEF e não escolhida pela CONTRAF;

-reposição das perdas salariais;

-que todos os sindicatos e associações sigam o exemplo do SEEB Bauru e entrem com ações judiciais para barrar a reestruturação na Caixa;

-redução de jornada, sem redução de salários;

-ação judicial contra a Caixa de cumprimento de acordo coletivo;

-contratação de mais empregados;

-tornar deliberativo o Conselho do Saúde Caixa;

-alterar o RH 025;

-tornar melhor o PRO;

-que a Caixa torne disponível aos empregados o levantamento epidemiológico, de doenças e de acidentes de trabalho;

-que haja creche para os filhos pequenos dos delegados participantes do CONECEF;

-isonomia;

-não vinculação de adesão ao PFG a opção de plano previdenciário da funcef ou ação na justiça;

-transparência nos PSI;

-mantido o modelo atual de congresso estadual fechado, ou seja, somente delegados eleitos podem participar. (Aqui, uma manobra sórdida da mesa que voltou atrás depois de ter anunciado a vitória da proposta apoiada pela oposição bancária de tornar abertos os próximos congressos estaduais).


-Eleição dos delegados da ativa e aposentados, ao 26º CONECEF:

-Chapa (situacionista) “Nossa Luta” (aposentados): 69 votos = 58,47% = 20 delegados.

-Chapa (situacionista) “Nossa Luta” (ativos): 70 votos = 58% = 34 delegados.

-Chapa (oposição unificada) “Oposição na Luta” (aposentados): 49 votos = 41,53% = 13 delegados.

-Chapa (oposição unificada) “Oposição na Luta” (ativos): 50 votos = 42% = 24 delegados.

03 maio, 2010

Agressão armada à Caravana de Apoio e Solidariedade ao Município Autônomo de San Juan Copala, Oaxaca.

Por SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL 29/04/2010 às 23:00

Aos povos de México,

As organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, Aos povos internacionais,



Notícia - 30 de Abril - Segundo o Centro de Meios Livres (CML) foram resgatados com vida os/as periodistas do Contralínea Érika Ramírez e David Cilia, este úlimo ferido com um tiro de bala no pé. (Nota da Revista contralínea com mais detalhes).



Durante a incursão de uma Caravana de Apoio a uma comunidade indígena que passa por um processo de construção de autonomia no Estado de Oaxaca, no México, um grupo de paramilitares de 15 pessoas assassinou covardemente BEATRÌZ ALBERTA CARIÑO TRUJILLO integrante do CACTUS (Centro de Trabalhadores Comunitários Trabalhando Unidos) e TYRI ANTERO JAAKKOLA, observador internacional da Finlândia. Mais duas pessoas permanecem desaparecidas: Érika Ramírez y David Cilia (periodistas do Contralínea)

Veja a matéria completa em: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/04/470664.shtml

02 maio, 2010

Infelizmente, os partidários da CUT venceram o plebiscito, por diferença de apenas 30 votos num universo de votantes de 3.181. Eis a noticia abaixo.

Bancários ES decidem manter filiação à CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a unidade nacional dos bancários saíram fortalecidas, com a vitória pela manutenção da filiação à CUT do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo no plebiscito realizado nesta semana em todos os locais de trabalho. A apuração aconteceu na quinta-feira, dia 29, à noite, no Centro Sindical dos Bancários, no Forte São João, em Vitória.

Do total de 3.181 votos, a opção NÃO (contra a desfiliação) ganhou 1.574 votos e a opção SIM (pela desfiliação) teve 1.544 votos. Foram registrados, ainda, 42 votos nulos e 21 em branco. A assembleia itinerante foi realizada de terça-feira, dia 27, até quinta-feira. Dezessete urnas percorreram os locais de trabalho e uma ficou na sede do Sindicato, na capital capixaba.

O desligamento da CUT foi defendido pela maioria da atual direção do Sindicato, através de uma forte campanha de mídia, que ganhou as ruas por meio de 20 outdoors espalhados pela Grande Vitória e principais cidades do interior do Estado, além de várias chamadas em intervalos de programas de grande audiência da Rede Globo, como Jornal Nacional, Fantástico, Faustão e novelas.

O presidente da Contraf-CUT e diretor da CUT Nacional, Carlos Cordeiro, afirmou que "o resultado do plebiscito mostra que os bancários do Espírito Santo reconheceram a história de lutas e conquistas da CUT, que construiu a unidade nacional da categoria, possibilitando a assinatura da convenção coletiva nacional, desde 1992, unificando direitos e conquistas para todos os bancários do Brasil".

Para o secretário de Política Sindical da Contraf-CUT, Carlinho Abelha, "foi uma grande vitória da democracia e da CUT, onde os bancários se manifestaram contra o isolamento nacional e a favor da unidade da categoria para enfrentar os bancos e continuar avançando nas conquistas com mobilização e luta".


Fonte: Contraf-CUT com Seeb ES

Fonte: Contraf CUT

Do site do SEEB - ES - 05/04/2010 17:27 - SIM à desfiliação da CUT - A VERDADE DEVE PREVALECER

Ao contrário do publicado em informativo que circula nas agências bancárias capixabas, a decisão do Sistema Diretivo do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo aprovada em reunião no dia 6 de março de 2010 foi SIM orientar a desfiliação da entidade da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A direção do Sindicato também decidiu promover amplo debate e consulta à base, garantindo assim a soberania dos associados.



Essa informação, irrefutável, foi publicada no jornal Correio Bancário nº 863, que também trouxe o placar da votação: 37 votos favoráveis à desfiliação, 10 contrários e quatro abstenções.



A disputa de posições é legítima e salutar para a democracia. É lamentável, no entanto, que sejam utilizadas informações inverídicas para tentar confundir os bancários de base.



Conforme o Artigo 23° do Estatuto do Sindicato, o Plenário do Sistema Diretivo "constitui o órgão interno máximo de deliberação política do Sindicato". Nesse caso, sobraram votos favoráveis à saída da CUT.



A assembleia que decidirá pela desfiliação ou não do Sindicato será realizada de 27 a 29 de abril, com escrutínio secreto nos locais de trabalho. A diretoria desta entidade, em sua ampla maioria, espera que a posição minoritária faça um debate democrático, não omitindo nem distorcendo informações. O respeito à categoria deve prevalecer, assim como a verdade.



A DIRETORIA


Notícia retirada do Informativo do Sindicato do Espírito Santo nº 863

Desfiliação da CUT é aprovada pela diretoria

Em reunião do Sistema Diretivo do Sindicato dos Bancários realizada no dia 6 de março, foi aprovada por maioria a orientação de desfiliação da CUT. Agora caberá aos associados se posicionarem. A assembleia para votação da proposta de desfiliação vai acontecer nos dias 27, 28 e 29 de abril deste ano.

A assembleia será por escrutínio secreto, de acordo com as previsões estatutárias. “Vamos fazer um amplo debate com a categoria e garantir, através do voto a ser coletado nos locais de trabalho, a soberania dos associados”, afirmou o coordenador geral do Sindicato, Jessé Alvarenga.

A decisão do Sistema Diretivo foi tomada com 37 votos favoráveis à desfiliação, 10 contrários e 04 abstenções.

O debate está aberto e caberá a cada bancário sindicalizado refletir sobre o tema para se posicionar através do voto.

A condução da assembleia, conforme reafirmado pelo Sistema Diretivo, ficará a cargo da Coordenação Geral e da Secretaria Geral do Sindicato, que vai atuar em consonância com a Diretoria Executiva da entidade.Sindicato. A decisão final cabe aos sindicalizados; a assembleia será no final de abril.

30 abril, 2010

Eleições de delegados sindicais na CEF - Unidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Biritiba Mirim

Ontem foi publicado edital de convocação das eleições para delegados sindicais, para o mandato 2010/2011, nas unidades da Caixa Econômica Federal da base do sindicato dos bancários de Mogi das Cruzes e região.


O Edital define os dias 04, 05 e 06 de maio para incrições de candidatos e as eleições para os dias 18 e 19 de maio.

Pode se candidatar todo empregado Caixa que seja filiado ao sindicato.

Podem votar todos os empregados da unidade, sindicalizados ou não.

Será delegado sindical o candidato que tiver a maior votação, enquanto o segundo mais votado será o suplente.

Os interessados devem procurar qualquer diretor do sindicato.

O delegado sindical terá mandato de um ano e, de acordo com a CLT, no seu artigo 543, tem direito a estabilidade no emprego e inamovibilidade do local de trabalho até um ano após o término do mandato, embora a Caixa, equivocadamente, as reconheçam somente até o término do mandato, mesmo contrariando o que está garantido por lei.

A estabilidade e inamovibilidade do delegado sindical é garantida na Constituição Brasileira, na CLT e, desde 2004, é parte integrante do Acordo Coletivo, resultado da forte greve que fizemos naquele ano, e não é privilégio, mas sim uma necessidade para que o delegado sindical possa realmente defender os direitos dos colegas sem a insegurança de sofrer represálias por parte da empregadora ou seus prepostos.

Aos que vão eleger os novos delegados sindicais minha recomendação é que observem nos candidatos o histórico de luta em defesa dos empregados, a independência e autonomia política em relação à empresa, partidos e governos e o grau de comprometimento atual com as reivindicações dos empregados.

29 abril, 2010

SOBRE O CONGRESSO DOS FUNCIONÁRIOS DA CAIXA

O 26° congresso dos funcionários da Caixa Econômica Federal acontecerá nos dias 28 a 30 de maio, No Hotel Holiday Inn, em São Paulo. O número de delegados será na proporção de 01 para cada 300 ou fração de 150 bancários na base de cada estado. A eleição dos delegados será feita em plenárias ou encontros estaduais abertos, com proporcionalidade das chapas, com quórum mínimo de 2 bancários por delegado presentes aos encontros. Poderão ser eleitos também 10% de observadores que terão direito a voz, mas não a voto. Portanto, precisamos ficar atentos às datas desses eventos estaduais, que deverão ocorrer até o dia 16 de maio.



As teses deverão ser inscritas até o dia 07 de maio.

Os pontos do temário do 26º Conecef são:

· Conjuntura· Papel da Caixa no desenvolvimento social do Brasil· Organização do movimento· Isonomia, carreira e jornada de trabalho · Funcef/Prevhab· Aposentados· Saúde do trabalhador· Saúde Caixa· Segurança bancária, reestruturação e correspondentes bancários· Outros assuntos O 26º Conecef reunirá um total de 391 delegados, entre empregados da ativa e aposentados, além de observadores. A distribuição ficou assim: Acre – 3 delegados (2 de ativa e 1 aposentado), Alagoas – 4 delegados (3 da ativa e 1 aposentado), Amazonas – 3 delegados (2 da ativa e 1 aposentado), Amapá – 3 delegados (2 de ativa e 1 aposentado), Bahia – 16 delegados (12 de ativa e 4 aposentados), Ceará – 10 delegados (8 da ativa e 2 aposentados), Distrito Federal – 32 delegados (26 de ativa e 6 aposentados), Espírito Santo – 9 delegados (6 de ativa e 3 aposentados), Goiás – 11 delegados (9 da ativa e 2 aposentados), Maranhão – 4 delegados (3 da ativa e 1 aposentado), Minas Gerais – 41 delegados (30 da ativa e 11 aposentados), Mato Grosso – 4 delegados (3 da ativa e 1 aposentado), Mato Grosso do Sul – 4 delegados (3 da ativa e 1 aposentado), Pará – 5 delegados (4 de ativa e 1 aposentado), Paraíba – 4 delegados (3 da ativa e 1 aposentado), Paraná – 25 delegados (19 da ativa e 6 aposentados), Pernambuco – 12 delegados (9 da ativa e 3 aposentados), Piauí – 4 delegados (3 da ativa e 1 aposentado), Rio de Janeiro – 50 delegados (26 de ativa e 24 aposentados), Rio Grande do Norte – 5 delegados (4 da ativa e 1 aposentado), Rio Grande do Sul – 30 delegados (20 da ativa e 10 aposentados), Rondônia – 3 delegados (2 da ativa e 1 aposentado), Roraima – 3 delegados (2 da ativa e 1 aposentado), Santa Catarina – 16 delegados (12 de ativa e 4 aposentados), São Paulo – 84 delegados (65 de ativa e 19 aposentados), Sergipe – 3 delegados (2 de ativa e 1 aposentado) e Tocantins – 3 delegados (2 da ativa e 1 aposentado).



Para a organização do 26º Conecef ficou definindo o seguinte calendário:

-Dia 7 de maio - data-limite para a inscrição de teses;

-Dia 16 de maio - data-limite para a realização dos congressos, encontros ou assembléias estaduais, os chamados fóruns preparatórios;

-Dia 20 de maio - data-limite para a entrega das resoluções dos congressos, encontros ou assembléias estaduais. Este também é o prazo para a inscrição das delegações ao 26º Conecef;

-De 28 a 30 de maio - realização do 26º Conecef.

A categoria bancária e as duas faces da economia de mercado

Erra feio quem pensa a Contraf/CUT não representar mais qualquer dos segmentos da categoria bancária. Quem assim raciocina precisa prestar atenção no modo como age nos locais de trabalho a faixa nobre dos bancários hierarquizada, cuja faixa abarca dos altos escalões de administração dos bancos até o gerente da agência bem ali na esquina, rua ou avenida próxima.



Ressalvadas as raras e honrosas exceções, como bons feitores, essa faixa dos bancários demonstra ajuste de banda larga em sintonia fina com o pensamento do patrão, banqueiro privado ou governo. Então entra em cena a Contraf/CUT, que representa essa casta de bancário(a)s.



Afinadíssima com eles, a Contraf/CUT entabula suas estratégias e organização como régua e compasso do atual governo, que pratica a mesma política econômica do governo FHC. Por aí se explica a Contraf/CUT não priorizar a luta pela recomposição dos salários e sim pela PLR não linear, que privilegia o alto escalão e os cargos gerenciais.



E o que dizer da política econômica, senão que uma “herança maldita” agora a destinar mais de duas vezes anualmente para o ramo financeiro (R$ 127 bi) o que gasta nos programas sociais do Bolsa-Família (R$ 55 bi)?



É talvez por essas e outras razões que foram inventadas as mesas permanentes de negociação, que desossaram os debates próprios dos períodos de mobilização pelas campanhas salariais, deixando-nos apenas a fazer greves por pífios reajustes reais acima da inflação sem buscar as perdas acumuladas no período de FHC.



Mesas permanentes que em nada resolvem as questões do dia-a-dia do bancário, apenas afastam da data-base da categoria, período das grandes mobilizações e greves, a possibilidade de resolução dos problemas da falta de isonomia, dos baixos salários, das metas abusivas e da necessidade de mais bancários nos locais de trabalho.



Bom, mas pelo menos por serem permanentes, as mesas se prestam ao contato afável e a troca de idéias dos representantes do setor nobre dos bancários, no caso a Contraf/CUT, com as cúpulas patronais, sejam banqueiros privados ou governo. E por que não reconhecer: há sim convergência de idéias entre as partes que o velho Marx apelidou de Capital e Trabalho.



E, pode até parecer incrível, mas há mesmo a conciliação de interesses, principalmente no tocante aos altruístas interesses eleitorais que a cada dois anos vêm à tona. Mas, diga-se de passagem, as contas prestadas no TSE estão aí para provar que os banqueiros não têm se negado em serem os maiores financistas das campanhas eleitorais, seja do PT ou do PSDB. Ora e por que haveriam de se negarem, se para os banqueiros qualquer dos dois lados da moeda lhes têm servido bem?

28 abril, 2010

Campanha em solidariedade aos palestinos em situação de refúgio no Brasil - ajude a família de Abu Mustafa!

Recentemente, faleceu Abu Mustafá (Khaled Sabri), aos 47 anos de idade, um dos 117 refugiados palestinos que viveram por quase cinco anos no campo de Ruweished, perto da Jordânia, e foram recebidos pelo Governo brasileiro ao final de 2007. Atualmente, a família – mulher e três filhos – vive em Dois Vizinhos, no Paraná, onde Abu Mustafá trabalhava num abatedouro.

Uma maneira de ajudar essa família palestina, neste momento emergencial, de modo que possa ter estabilidade para construir e continuar sua vida no Brasil, é contribuir depositando qualquer quantia na conta abaixo:

Banco do Brasil

Ag. 0294-1

c/c 59129-7

Mustafá Khaled Sabri

15 abril, 2010

ELEIÇÃO FUNCEF: MANIFESTO DE APRESENTAÇÃO DA CHAPA 3 - A CHAPA D@S ASSOCIAD@S

Por uma representação autêntica e autônoma na Funcef

A chapa 3 - A CHAPA D@S ASSOCIAD@S - surge a partir da crise de representatividade por que passa o movimento dos/as empregados/as da Caixa nos últimos tempos. Isso tam­bém se reflete na nossa representação junto à Funcef.

A discrepância entre os anseios dos empregados ativos e aposentados e a postura de uma grande parcela de “nos­sas lideranças” têm se acentuado ao pon­to de a Caixa ter conseguido a reabertura do Saldamento — com o claro objetivo de pressionar os colegas que permanece­ram no REG/REPLAN a efetuarem o salda­mento, sob pena de ficarem fora do PFG, prestes a ser apresentado pela empresa — com o VOTO FAVORÁVEL dos diretores eleitos, dos “nossos representantes”.

Assim surgiu a Chapa d@s associad@s. Da indignação que atin­ge a grande maioria dos/as associa­dos/as da Funcef e do desejo de mu­dar esta situação.

Nas próximas semanas estaremos construindo o nosso Programa de Ação e queremos fazê-lo com a sua participação. Ouvindo os anseios, sistematizando pro­postas e dando vez para que os associa­dos tenham voz junto à nossa Fundação.

No entanto, queremos adiantar aqui cinco questões que serão basila­res para o nosso programa:

1) Os eleitos devem representar junto à Funcef EXCLUSIVAMENTE os interesses dos associados, atuando com total AUTONOMIA em relação à direção da Caixa e ao governo, seja ele qual for;

2) Os eleitos devem estar comprometidos com a PROFISSIONALIZAÇÃO e a TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO da Funcef, lutando para ampliar e normatizar as conquistas democráticas e mecanismos que permitam uma boa Gestão Corporativa;

3) Os eleitos devem lutar por uma política de investimento clara e transparente para a Fundação, que garanta rentabilidade, segurança e liquidez adequadas, mas que também insira a Funcef em um novo Projeto de Desenvolvimento Nacional, socialmente responsável e ambientalmente sustentável;

4) Os eleitos devem defender com veemência que nenhum associado seja discriminado em função do Plano de Benefício a que esteja vinculado ou por quaisquer outras razões;

5) Os eleitos devem estar plenamente COMPROMETIDOS com as lutas gerais da categoria, a exemplo da Isonomia, das questões do CTVA, da reposição das perdas salariais dos ativos e aposentados, dentre outras.


Nos últimos anos, a luta de todos nós tem conquistado avanços impor­tantes. A paridade na gestão é o maior deles e precisa ser garantida na práti­ca. Não foram dádivas, fruto da boa vontade da Caixa ou do governo como alguns querem fazer aparentar. Foram conquistas de nossa mobilização.

Precisamos ir muito mais adiante. Não concordamos com aqueles que propagandeiam que a Fundação vai a mil maravilhas e que vivemos em um mar de rosas.

Não adianta tentar esconder. A Funcef tem muitos problemas e al­guns deles bastante graves. Vários, in­clusive, ligados às Diretorias ocupadas pelos eleitos.

Destacamos quatro, dentre muitos: O Cadastro; A Tecnologia da Informa­ção (TI); O Atendimento aos Associa­dos e a inexistência de uma política de conseqüências e responsabilização normatizada.

Não temos a mesma estrutura nem os recursos financeiros da chapa da si­tuação, mas faremos a nossa campanha usando principalmente a internet e as redes sociais no intuito de estabelecer um debate franco, aberto e responsá­vel. Para isto, precisamos da sua ajuda. Acesse nosso site, opine, critique, man­de mensagens, imprima nosso mate­rial, coloque-os nos quadros de avisos, distribua-os, ajude financeiramente. A chapa é d@s associad@s e precisa ser sustentada pelos/as associados/as.

A direção da Caixa já tem o direito de indicar os seus representantes. Cabe aos associados elegerem os seus. Aqueles que verdadeiramente lhes representem.

De 26 de abril a 6 de maio, vote 3. Vote na Chapa d@s Associad@s. Por uma Funcef DEMOCRÁTICA, AUTÔNO­MA E TRANSPARENTE.

08 abril, 2010

Sindicato de Bauru conquista liminar na justiça contra a draconiana reestruturação imposta pela CEF

Em solidariedade aos colegas prejudicados pela draconiana medida de reestruturação, repasso o comunicado da CEF suspendendo seus efeitos sobre os colegas da base sindical do SEEB Bauru, em decorrência da liminar judicial conquistada por aquele sindicato.


Repasso para que os colegas que sejam de outras bases sindicais, cujos sindicatos ainda não tenham entrado com ação judicial contra os efeitos nefastos da reestruturação sobre os empregados, comuniquem imediatamente aos seus sindicatos que o caminho está aberto e quanto mais sindicatos entrarem com ação, maiores serão as chances de uma vitória dos empregados em nível nacional. Afinal o despacho da Juiza concedendo a liminar está muito bem fundamentada.


Peço que divulguem a colegas de todo o país esta mensagem.


PARABÉNS AO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BAURU / CONLUTAS




Legal, hem...?


Duplamente falando.Vejam também no site www.seebbauru.com.br ou www.seebbauru.org.br. A petição inicial está lá.


Usem-na, por favor, apresentando-a aos diretores dos seus sindicatos.
Divulguem , por favor.

28 março, 2010

Três eleições em andamento, nas três as Chapas da Oposição Bancária são CHAPA 3

Três importantes eleições estão em curso e os bancários são chamados a decidir, e nas três, a Oposição Bancária concorre com Chapa nº 3, portanto, em cada uma dessas três eleições, a Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região apoia e indica voto nas Chapas 3. São elas:

-Eleição para troca de diretoria do Sindicato dos bancários de Brasília, onde concorremos com a Chapa "BANCARIO, É HORA DE MUDAR". Votação de 29 a 31 de março de 2010.

-Eleição para troca do Conselho Deliberativo, Conselho fiscal e Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI. Nesta, concorremos com a Chapa 3: "UMA NOVA CASSI". Votação de 01 a 9 de abril.

-Eleição para troca do Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da FUNCEF. A Oposição concorre com a Chapa 3: "CHAPA d@s Associad@s . Votação: de 26 de abril a 6 de maio.


Componentes das Chapas:

Eleições para troca de diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasilia.
Chapa 3 - Bancário, é hora de mudar
PRESIDÊNCIA RODRIGO DE SOUSA CLAUDIO (Caixa)
Sec. Geral Carlos Mauro Valente Antunes (BB)
Sec. de Finanças Kleber Renato Albuquerque Araújo (BRB)
Sec. de Administração Luciana Ferreira Pinto (Real Santander)
Sec. de Imprensa Antônio Carlos Tarragô Giordano (BRB)
Sec. de Assuntos Jurídicos Waldimir Leastro dos Santos (BB)
Sec. de Formação Sindical Antonio Carlos Victorio (BB)
Sec. de Política Sindical Alberto Silva Junior (Caixa)
Sec. Social e Cultural Maiara Goulart Farias Victorio (BRB)
Sec. de Relações com a Comunidade Carlos Henrique Menezes Pinto (BB)
Sec. de Comunicação e Divulgação Geraldo Modrack Lira Júnior (BRB)
Sec. de Assuntos Parlamentares José Eugênio Cunha da Costa (Caixa)
Sec. de Estudos Socioeconômicos Ricardo César Alves de Oliveira (Caixa)
Sec. de Saúde e Condições de Trabalho Ivone Vidal Lisa (BB)
Conselho Fiscal Efetivo Amir Pedro de Melo (Caixa)
Conselho Fiscal Efetivo Genival Almeida Peixoto (BB)
Conselho Fiscal Efetivo Lucas Gonçalves de Araújo (BB)
Conselho Fiscal Suplente Gabrielle Teresa Araújo de Jesus (BRB)
Conselho Fiscal Suplente Giovanni de Moraes Aviani (Caixa)
Conselho Fiscal Suplente Patrícia Virmond Prates Correia (BB)

DIRETORIA
Aldy Alves Ferreira Filho (BB)
André Luiz Nascimento de Abreu Nunes (BB)
Antonio Augusto Maciel Neto (Caixa)
Bruno Rodrigues Chermont Vidal (BB)
Daniel Malcher Pereira de Sousa (BB)
Domingos Jose D’amico (Caixa)
Edison Vieira dos Santos Junior (BB)
Felipe Bergmann de Castro (BRB)
Fernando Allah de Farias Moreira (BB)
Gilmar Godoi Anunciação (Caixa)
Gustavo Carvalho Porto (Caixa)
Hermes Geraldo Soares (Caixa)
Leila Marta Borges Queiroz (BB)
Letícia Karla Lopes da Silva (Caixa)
Marcelo Filgueira Lopes (BRB)
Marcia Mhariy Yasuda (BB)
Marcia Pina da Silva (Caixa)
Marcio Antonio Hohne (BRB)
Marcos Aurelio Rangel da Silva (Caixa)
Ramiro Diegues Álvares Junior (Caixa)
Rosa Olímpia Martins de Melo (BB)
Silvio de Jesus Pereira (Caixa)
Silvio Soares Filho (BB)
Tiago Raposo Gadelha (BRB)
Wendy Santos Medeiros (BRB)
Antonio Augusto de Lima (BB)
Carlos Alberto Viana de Lacerda (BB)
Eva Maria Gitirana de Oliveira (BB)
Gladstone Machado de Menezez (BB)
Ivan Kaminski do Nascimento (BB)
Luiz Carlos Bandeira Mendes (BB)
Pedro Soares Arruda (BB)
Renato Oliveira Borges (BB)
Renan Rosa de Arruda (BB)
Samuel Carvalho Silva de Jesus (BB)
Sidnei Pereira de Macedo (BB)
Silvio Serpa (BB)
Waldefrance Jose Ferreira de Aguiar (BB)

_________________________________________________________________________

Eleição CASSI
CHAPA 3 - ”UMA NOVA CASSI”


Para membro do Conselho Deliberativo


Titulares
6.846.446-0 Maria Goretti Fassina Barone Falqueto (Goretti Barone) - Disponibilidade SEEB Espírito Santo
6.873.136-1 Maria Valéria Sarmento Coêlho da Paz (Belela) - CSL São Paulo

Suplentes
8.031.293-4 Paula Regina Goto (Paula Goto) - Agência Paiçandu-PR
3.763.506-9 Gilberto Luis Fernandes Monteiro (Gilberto Monteiro) - Agência Tirol-RN

Para membro do Conselho Fiscal


Titular

8.766.860-2 Ronaldo de Moraes Ferreira (Ronaldo) - CSL Rio de Janeiro

Suplente
6.771.670-9 Marcelo Valente Antunes (Marcelo Valente) - Diretoria Gestão de Pessoas

Para Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

4.311.970-0 Humberto Santos Almeida (Humberto Almeida) - Disponibilidade SEEB Bahia
________________________________________________________________________
 
Eleição FUNCEF
 
Chapa 3: A Chapa d@s Associad@s

Diretoria Executiva

Emanoel Souza de Jesus (efetivo)

Paulo Roberto Carpenedo (efetivo)

Josias Galeno Santiago de Oliveira (efetivo)


Conselho Deliberativo

Rita de Cassia Santos Lima (efetivo)

Fernando Batista dos Santos (suplente)

Carlos Alberto Oliveira Lima (efetivo)

Léo Paim de Mesquita (suplente)


Conselho Fiscal

Dirceu Alves (efetivo)

Carlos Alberto Castilho (suplente)

Eleições FUNCEF 2010 - Apoiamos e indicamos voto na Chapa 3 - A Chapa d@s Associad@s

A votação ocorrerá de 26 de abril a 6 de maio. O resultado será divulgado dia 7 de maio e os eleitos tomarão posse em 1º de junho.

São três vagas para a Diretoria Executiva, quatro para o Conselho Deliberativo (dois titulares e dois suplentes) e duas para o Conselho Fiscal (um titular e um suplente). As eleições serão realizadas em turno único, por meio de sistema eletrônico, com acesso por senha pessoal do eleitor.

Como votar - Os empregados da ativa votarão pelo SISRH 4.1 da CAIXA. Já os aposentados, pensionistas, autopatrocinados, licenciados e empregados ativos afastados votarão pelo site www.funcef.com.br ou pelo telefone 0800 722 0158. A ligação é gratuita.

A Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região apoia e pede voto para a CHAPA 3: A Chapa d@s Associad@s

Composição da Chapa 3: A Chapa d@s Associad@s


Diretoria Executiva

Emanoel Souza de Jesus (efetivo)

Paulo Roberto Carpenedo (efetivo)

Josias Galeno Santiago de Oliveira (efetivo)



Conselho Deliberativo

Rita de Cassia Santos Lima (efetivo)

Fernando Batista dos Santos (suplente)

Carlos Alberto Oliveira Lima (efetivo)

Léo Paim de Mesquita (suplente)



Conselho Fiscal

Dirceu Alves (efetivo)

Carlos Alberto Castilho (suplente)

22 março, 2010

Governo Lula retoma política de privatização de Collor e FHC para Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal anuncia um plano de “reestruturação” para reduzir custos, centralizar serviços e aumentar sua lucratividade com uma exploração ainda maior sobre os bancários.

JUARY CHAGAS
de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/


O início do mês de março foi um verdadeiro pesadelo para os bancários da Caixa Econômica Federal que trabalham nos setores administrativos (filiais) da empresa. Em decisão unilateral e absolutamente autoritária, a direção da Caixa decidiu implantar um plano de “reestruturação” das filiais, que determina – sem qualquer consulta ou debate com os trabalhadores – a centralização, fusão e extinção de diversas unidades administrativas.

O resultado disso é que uma grande quantidade de empregados que até então trabalhavam nessas filiais serão obrigados a migrar para outras cidades do país se quiserem manter suas atuais funções, ou, procurar outro local para trabalhar – muitas das vezes diminuindo salário e abrindo mão de outras garantias.

Trata-se, portanto, de mais um ataque brutal do Governo Lula, que colocou à frente da direção da Caixa uma ex-sindicalista de sua inteira confiança – Maria Fernanda Ramos Coelho – para melhor executar as mesmas políticas neoliberais aplicadas pelos governos anteriores.


Centralização: uma política deliberada a serviço do “Estado Mínimo”

A centralização dos serviços já é uma política conhecida pelos empregados da Caixa. Nos governos Collor e FHC, a orientação dada à empresa era de centralizar nas grandes metrópoles as atividades que não eram consideradas bancárias (infra-estrutura, recursos humanos, segurança, tecnologia, etc.), abrindo espaço para que essas atividades fossem terceirizadas em grande parte do país.

A terceirização se apóia basicamente em duas concepções: reduzir os custos com folha de pessoal através da contratação de empresas que exploram trabalho precarizado (trabalhadores que exercem a mesma atividade, mas na modalidade de “prestação de serviços” e, por isso, ganham salários muito menores); e desobrigar o Estado da execução de atividades que, na ótica neoliberal, “devem ser exercidas pela iniciativa privada”.

Essa política, portanto, era uma decisão deliberada de privatização gradativa, na medida em que a iniciativa privada aumentava sua influência no cotidiano da Caixa e, ao mesmo tempo, diminuía a responsabilidade do Estado sobre todas as atividades da empresa, deixando-a cada vez mais “enxuta” e preparada para ser comprada por grandes corporações financeiras. Essa mesma política foi aplicada em inúmeras empresas como, por exemplo, na Vale do Rio Doce, na EMBRAER e no antigo Banespa – todas elas já totalmente privatizadas.

Agora, essa orientação retorna com força na Caixa, mostrando que embora tenha a aparência e uma origem na classe trabalhadora, Lula e o PT não se diferenciam de FHC e do PSDB na prática, pois aplicam o mesmo programa neoliberal de sucateamento, privatização e “Estado Mínimo”, privilegiando os interesses da burguesia e das grandes empresas.


As primeiras faturas da crise econômica começam a chegar

Há também outro elemento importante que explica essa política adotada por Lula. Durante o auge da crise econômica, o governo não teve nenhum constrangimento em tentar contornar a crise salvando os lucros dos capitalistas e especuladores nacionais e internacionais.

Ao invés de garantir a estabilidade no emprego e estatizar as empresas que demitissem, colocando-as sob o controle dos trabalhadores, Lula socorreu as empresas e os bancos com mais de 300 bilhões de reais e para isso, utilizou tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa para comprar ações e incorporar instituições financeiras à beira da bancarrota.

Mas uma hora essa conta precisaria ser paga e as primeiras faturas estão chegando para os trabalhadores da Caixa. Com a nova “reestruturação”, além de fomentar um processo de privatização silenciosa, a direção da Caixa pretende, ao centralizar os serviços, deixar que todo trabalho das filiais antes realizado por uma quantidade maior de trabalhadores seja feito por um contingente mínimo de empregados, que serão super-explorados nas unidades que se fundirem ou que forem centralizadas a partir do fechamento de outros setores.

Na outra ponta do processo, os trabalhadores que perderam seus postos serão direcionados em sua maioria para o setor negocial (agências), mas não para amenizar o ritmo de trabalho e a pressão absurda por metas quase inalcançáveis. O objetivo da Caixa é submeter os recém-chegados nas agências ao mesmo nível de exploração ao qual estão submetidos os que hoje trabalham nas unidades de ponta para aumentar a lucratividade do banco e utilizar esses recursos não a serviço dos interesses dos trabalhadores, mas para pagar a conta de uma crise que é de responsabilidade da burguesia e do capitalismo.


A CUT mais uma vez se cala diante dos ataques de Lula

Infelizmente, essa “reestruturação” imposta pela Caixa e pelo Governo Lula não vem sendo combatida pela CUT, que controla a maioria das entidades do movimento sindical bancário do país.

Logo após o anúncio do plano, a CUT se limitou a comentá-lo “criticamente”, questionando apenas o “motivo” da Caixa ter agido dessa forma, sem apontar qualquer sinalização de que vai organizar os trabalhadores para lutar contra esse ataque.

Para se ter uma idéia, A FENAE (Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa), que é ligada à CUT, afirmou em nota que apenas “questionou” à presidenta da Caixa se “não haveria como suspender essas mudanças”, enganando os trabalhadores para fazê-los crer que é possível obrigar a empresa a recuar sem construir as lutas. Um de seus diretores, também em nota, chegou ao ponto de afirmar que “considerando o ano eleitoral”, não vê “outra razão para essa insanidade a não ser os interesses da oposição (PSDB) que ainda atuam (nas sombras?) na alta direção da Caixa”.

Como podemos ver, a CUT não apenas se omite diante dos ataques do Governo Lula, como também não tem nenhum pudor em tentar ludibriar os trabalhadores ao insinuar que os responsáveis pela política de uma estatal controlada pelo Governo Lula seria a oposição de direita (PSDB), e não o próprio Lula.

Durante os governos Collor e FHC, a CUT rechaçava as políticas privatizantes de centralização e colocava (acertadamente) toda a responsabilidade por isso nas políticas neoliberais dos governos. Agora, com Lula à frente desses ataques, a CUT se cala e se nega a construir a resistência, mostrando a sua falência absoluta como instrumento de luta da classe trabalhadora.


Somente com lutas é possível derrotar os ataques de Lula aos bancários

Sabemos que a maioria dos bancários ainda confia no Governo Lula. Se não confiam totalmente, mas temem que com o PSDB a situação possa piorar.

Não queremos a volta do PSDB e sabemos que o período dos governos da direita tradicional foram anos de chumbo para os bancários e a classe trabalhadora como um todo. Mas, por outro lado, o Governo Lula que encheu essa categoria de esperanças, foi uma decepção. Os bancários continuam trabalhando em ritmo alucinante, continuam adoecendo, recebendo pressão para atingimento de metas e continuam tendo o salário cada vez mais rebaixado, na medida em que Lula nunca se dispôs a fazer um plano de reposição das perdas da categoria.

Lula também não mudou a vida dos trabalhadores naquilo que de fato interessa: não alterou a situação geral de vida da classe, não estatizou nem o sistema financeiro nem nenhuma das empresas privatizadas por FHC e continuou governando para os empresários e banqueiros (que financiaram suas campanhas e nunca lucraram tanto como agora). Lula, em resumo, não está do lado dos trabalhadores e não tem nenhum compromisso com a luta por uma sociedade sem exploradores e sem explorados.

Por isso, é fundamental que os bancários se unam à Conlutas e se organizem para lutar contra Lula e todos os que aplicam as políticas neoliberais que afetam negativamente a vida dos trabalhadores. Somente dessa maneira é possível barrar esses ataques que são desferidos a cada dia contra a categoria e contra toda a classe trabalhadora.

18 março, 2010

Sindicato de Bauru/Conlutas vai devolver imposto sindical a todos os bancários

Todo ano, no mês de março, o governo federal garfa 3,33% do salário de todos os brasileiros com carteira assinada. A porcentagem corresponde exatamente a um dia de trabalho. Por exemplo: se um trabalhador tem salário mensal de R$ 1.200, praticamente R$ 40 ficam com o governo. Depois de abocanhar essa quantia, o governo distribui o dinheiro entre os sindicatos (60%), as federações (15%), as confederações (5%) e as centrais sindicais (10%). Os 10% restantes ficam com o governo, indo diretamente para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Essa cobrança — o imposto sindical — foi instituída por Getúlio Vargas em 1939. Na época, o presidente resolveu pôr os trabalhadores no bolso, doando uma montanha de dinheiro aos sindicatos em troca de silêncio. Estava instituído o peleguismo, vigente até hoje, 70 anos depois.


Aberração

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/ Conlutas abomina essa prática. Os diretores da Conlutas são unânimes em defender que um sindicato deve ser sustentado unicamente pelas doações voluntárias da categoria que representa. Os trabalhadores sabem diferenciar quando a entidade briga para defendê-los e quando a entidade é apenas “de fachada”. Por isso, os bancários de Bauru e região podem ficar tranquilos: o sindicato vai devolver os 60% que lhes cabem do imposto sindical assim que for creditado na conta da entidade.

O resto do dinheiro ficará com a Contraf/CUT (5%), com a Fetec/CUT (15%) e com a própria CUT (10%). Esses 30%, portanto, podem ser considerados “perdidos”.

16 março, 2010

BANCÁRIO DE BRASÍLIA, VOTE CHAPA 3 - BANCÁRIO, É HORA DE MUDAR!

A Chapa 3 avisa: o nosso Rodrigo ("Bocão") não tem nada a ver com o outro do Sindicato. O nosso é de luta e comprometido com a categoria. Já o outro... Não se deixe enganar!!!

Fomos surpreendidos por matéria divulgada no site do sindicato na última sexta-feira insinuando que a Chapa 3 estaria querendo gerar confusão nos bancários e induzi-los ao erro ao divulgar um artigo com o nome do candidato à presidente da chapa 3 que também se chama Rodrigo. Na verdade este artigo mostra o desespero da atual diretoria que está com medo de perder o sindicato e está vendo a adesão da categoria à chapa 3- Bancário, é hora de mudar! Oposição. Por isso partem para baixaria.

Queremos esclarecer que de nenhuma maneira queremos confundir o nosso candidato à presidente com o atual presidente do sindicato. Afinal de contas foi o atual presidente que esteve a frente dessa gestão desastrosa do sindicato. Foi com ele como presidente que os bancários de brasília tiveram desconto dos dias de greve de 2008, perderam a ação da CI 293 na Caixa, não conquistaram até hoje a isonomia, viram a caixa desrespeitar dois acordos coletivos e não implementar até agora um PFG digno com garantia da jornada de 6 horas sem redução salarial, no BRB, viram o sindicato assinar um acordo rebaixado que reduz a PLR pela metade e no BB até agora não viram o PCCS e o plano odontológico. De maneira nenhuma queremos confusão do nosso candidato à presidente Rodrigo com o atual presidente do sindicato, isso é desespero da atual diretoria. Nós queremos mudança!

Vamos mudar o sindicato! Por uma nova diretoria independente dos governos, banqueiros e da diretoria dos bancos públicos!



VOTE CHAPA 3 - BANCÁRIO, É HORA DE MUDAR!

PL da Isonomia é retirado da pauta mais uma vez!

O SEEB-MA por várias vezes já comparou o andamento do PL que restaura a isonomia para os empregados dos bancos públicos e Casa da Moeda com os passos da tartaruga. Depois do que ocorreu na última quarta-feira, dia 10 no plenário da Comissão de Trabalho na Câmara, descobrimos que estamos sendo injustos com o inocente animal.

O PL da Isonomia estava na pauta da Comissão de Trabalho nesta quarta (dia 10) para apreciação. Se aprovado passaria ainda por duas comissões e iria para o Senado sem necessidade de votação em plenário. Entretanto para decepção de milhares de bancários, o relator do projeto, deputado Eudes Xavier (pasmem, PT-CE), pediu sua retirada da pauta atendendo a um pedido do governo.

Não tem desculpa!

Pior foi ver as diferentes justificativas das entidades governistas para o novo adiamento da votação. Segundo a ANABB o motivo foi a necessidade de estreitar as relações com as entidades representativas dos empregados. Já a FENAE em seu site comunicou que o motivo foi o risco do projeto ser derrubado!!

Tudo mentira! Todos sabemos que as relações destas entidades são tão estreitas com o governo que nas greves e mobilizações da categoria não sabemos mais quem é patrão e quem é trabalhador. Além disso, a base de apoio do Governo tem a maioria da Comissão de Trabalho na Câmara e no momento da reunião dos 21 deputados presentes, apenas 2 não eram da base aliada do governo.

Agora o projeto não tem data para ser colocado em votação. Somente a mobilização dos trabalhadores dos bancos públicos pode conquistar a isonomia. Não podemos depositar nenhuma confiança nas entidades governistas que estão apenas a servir o interesse do governo e das direções dos bancos.

Abaixo a lista de deputados presentes na reunião.

ALEX CANZIANI PTB-PR

GORETE PEREIRA PR-CE

SABINO CASTELO BRANCO PTB-AM

ANDREIA ZITO PSDB-RJ

DANIEL ALMEIDA PC do B-BA

EDGAR MOURY PMDB-PE

EMILIA FERNANDES PT-RS

EUDES XAVIER PT-CE

FERNANDO NASCIMENTO PT-PE

GERALDO PUDIM PR-RJ

JULIO DELGADO PSB-MG

LUCIANO CASTRO PR-RR

LUIZ CARLOS BUSATO PTB-RS

MAURO NAZIF PSB-RO

PAULO PEREIRA DA SILVA PDT-SP

PAULO ROCHA PT-PA

PEDRO HENRY PP-MT

ROBERTO SANTIAGO PV-SP

SERGIO MORAES PTB-RS

VANESSA GRAZZIOTIN PC do B-AM

WILSON BRAGA PMDB-PB

06 março, 2010

Solidariedade a Fábio Bosco e à luta dos trabalhadores

No último dia 1 de fevereiro foi demitido pelo Banco Santander, sem justa causa, após 24 anos de banco o amigo e companheiro Fábio Bosco: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=4675

Apesar de ser integrante da Executiva da Conlutas-SP, o Banco não reconhece qualquer estabilidade sindical, apesar do registro da Conlutas junto ao Ministério do Trabalho a partir da lei que legalizou as Centrais Sindicais em 01 de maio de 2008.

Desde a privatização do Banespa em 2 de novembro de 2000, este foi o primeiro mês que o Fábio Bosco trabalhou sem estabilidade sindical ou de cipeiro. Ou seja, o Banco esperou a primeira oportunidade para demiti-lo.

Na assembléia dos funcionários do Santander em São Paulo foi votado o repúdio a este ataque ao direito de organização dos trabalhadores. O Sindicato dos Bancários de SP enviou um documento ao banco exigindo a sua reintegração mas ainda não há qualquer sinalização positiva.

Vamos atuar em duas frentes.

De um lado o Fábio Bosco precisa do apoio de todos os ativistas bancários, sindicatos e entidades para enviar um email para o presidente do Banco Santander (e também da Fenaban) sr. Fábio Barbosa exigindo sua reintregração (segue modelo e emails abaixo). Por favor, copiem a Conlutas para que possamos acompanhar o envio das mensagens. Em seguida o sindicato vai buscar uma nova negociação com o Banco.

Por outro lado, os advogados da Conlutas prepararam uma ação judicial para questionar a demissão baseado no direito de organização sindical, e no reconhecimento legal da Conlutas. Esta ação será feita em conjunto com o Sindicato.

Vou manter todos informados do andamento da campanha. Com certeza não será uma campanha fácil nem rápida. Mas tem que ser feita.

Segue abaixo o modelo de email e os email do presidente do banco e da Conlutas.


"À Presidência do Banco Santander SA
Sr Fábio Barbosa


Pela readmissão de sindicalista demitido pelo Banco Santander


Vimos através desta reivindicar a reintegração do dirigente da Conlutas Fábio José Bosco, demitido sem justa causa no último dia 1 de fevereiro de 2010.

A classe trabalhadora brasileira lutou muitos anos pelo direito de livre organização dos trabalhadores. As Centrais Sindicais foram legalizadas e reconhecidas no Brasil em 1 de maio de 2008. A Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas – é uma das Centrais Sindicais cadastradas junto ao Ministério do Trabalho conforme a legislação em vigor.


Fábio Bosco trabalha há 24 anos no Banco. Ingressou por concurso público no antigo Banespa, foi representante eleito no Conselho de Representação e Participação dos funcionários, cipeiro por vários mandatos, diretor da AFUBESP e da FETEC-SP. Teve atuação destacada na luta contra a privatização do Banespa.


O Banco Santander, ao demitir dirigentes sindicais, desrespeita esta conquista histórica dos trabalhadores e se coloca na contramão dos direitos democráticos do povo brasileiro. Por isso reivindicamos a imediata reversão desta demissão.


(ASSINATURA DA PESSOA OU ENTIDADE)


Enviar para:


fabio.barbosa@santander.com.br


fabio.barbosa@gruposantanderbrasil.com.br


Com cópia para:


secretaria@conlutas.org.br "

25 fevereiro, 2010

Vitória dos trabalhadores: Chapa da Conlutas derrota a CUT na eleição de bancários do RN

O resultado esmagador das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte não deixa dúvidas: o Movimento Nacional de Oposição Bancária e a Conlutas crescem em bancários.

JUARY CHAGAS

de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/


Na madrugada de 25 de fevereiro, um som ecoava do Palácio dos Esportes, no centro de Natal. Era a palavra de ordem “Eu sou Conlutas! Sou radical! Não sou capacho do Governo Federal!”, ecoada pelos bancários do RN e apoiadores que vieram de vários estados do país (SP, MA, RS, CE, etc.), durante a apuração das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.

A Chapa 1 – Independência e Luta –, do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) e da Conlutas, venceu com impressionantes 82,82%, enquanto a chapa 2, que era formada pela Articulação/CUT e pela patronal, obteve apenas 17,18% dos votos

Membros da Chapa da Conlutas, bancários, militantes e ativistas comemoram a vitória esmagadora contra a chapa da CUT e da patronal;

válidos. Após anunciada a vitória, os membros da Chapa 1, junto com os bancários da categoria, militantes e apoiadores, comemoraram o resultado histórico que sepultou de uma vez a CUT na categoria bancária do RN.

O gangsterismo sindical da CUT não foi suficiente para impedir a derrota

A campanha para a sucessão no Sindicato durou cerca de dois meses, período em que toda a categoria pôde tomar conhecimento da diferença brutal entre os dois projetos apresentados nas eleições.

Enquanto a chapa da CUT reafirmava a defesa da Mesa Única da FENABAN, do colaboracionismo com os patrões e o Governo Lula, a Chapa 1 defendeu a independência de classe frente a patrões e Governos, a autonomia frente aos partidos, além de todas as bandeiras de luta reivindicadas pelos bancários. Essas diferenças foram elementos norteadores que fizeram com que os bancários do RN, já antes do dia da votação, sinalizassem uma votação em massa na Chapa da Conlutas.

Diante dessa realidade e tendo a ciência de que sofreria uma derrota esmagadora, a Chapa da CUT tentou de todas as maneiras inviabilizar o processo de votação com posturas claras de banditismo e gangsterismo sindical. Provocações, intimidações, ofensas, tentativas seguidas de parar a coleta de votos foram apenas alguns exemplos do que a CUT tentou fazer para criar fatos políticos que manchassem ou diminuíssem o tamanho da vitória da Conlutas.

Em uma das maiores urnas, o mesário ligado à Chapa da CUT fez de tudo para sumir com a relação de votantes e quando foi impelido pelos próprios bancários que estavam no local de trabalho, tentou engolir (literalmente) a relação. Antes de iniciar a apuração, a CUT também tentou de todas as formas inviabilizar a contagem dos votos que selariam a humilhante derrota e, incentivados pelos próprios candidatos da Chapa 2, invadiram o ginásio com uma grande quantidade de militantes e capangas contratados.

Felizmente, a Comissão Eleitoral conseguiu garantir a continuidade e a segurança do processo, de forma que não tendo mais como impedir a deflagração do resultado das eleições, a CUT se retirou da apuração, reconhecendo tacitamente a sua derrota.

Foram episódios lamentáveis que demonstraram cada vez mais a decadência absoluta da CUT como instrumento da classe trabalhadora. No entanto, a melhor resposta para toda a violência, ofensas e provocações foi dada sem dúvida pela própria categoria, que varreu de uma vez o peleguismo ao depositar o voto na Chapa 1.

A propaganda ideológica contra o PSTU também virou pó

Além do gangsterismo da CUT, outra coisa chamou atenção na campanha. Mesmo com a Chapa 1 tendo sido construída a partir da composição de várias forças políticas e mesmo com a minoria de militantes sendo organicamente do partido, a chapa da CUT tentou utilizar um artifício político desonesto para evitar a derrota: atacar o PSTU.

A CUT procurou, durante todo o processo, fazer a sua campanha a partir de uma propaganda ideológica que tentava convencer os bancários a votar nos governistas, pois se não o fizessem, estariam colocando o sindicato “sob o controle” dos “radicais”, dos “xiitas da Conlutas e do PSTU”. A CUT simplesmente acreditava que nossa já reconhecida política de oposição de esquerda ao Governo Lula, ruptura com o imperialismo e construção das lutas da classe trabalhadora a serviço da transformação social, afloraria o conservadorismo da categoria e faria com que não depositassem o voto na nossa chapa.

Felizmente, o tiro saiu pela culatra. De nada adiantou o falatório cutista que procurou se apoiar nas concepções mais atrasadas disseminadas no seio da classe, pois a resposta de mais de 80% dos bancários do RN foi clara: o que queremos é um sindicato classista, combativo, com disposição e independência para enfrentar patrões, governos e quem mais se colocar à frente contra as nossas reivindicações imediatas e históricas.

“Me parece... que a Conlutas cresce!”

O anúncio oficial do resultado das urnas, que revelou a esmagadora maioria de votos para a Chapa 1, mostra que quem hoje está isolada é a CUT. Não ainda isolada do ponto de vista da estrutura e da quantidade dos sindicatos que dirige, mas sobretudo pelo aparato falido, engessado e “chapa branca” que se tornou.

A falência da CUT e os resultados expressivos obtidos nos locais onde o conjunto das categorias fez alguma experiência com a Conlutas e com as direções combativas mostram que é possível avançar na construção de uma ferramenta da classe trabalhadora que esteja a serviço não apenas da luta contra os governos e as burocracias sindicais governistas, mas principalmente que possa impulsionar um processo de organização da classe trabalhadora em direção ao socialismo.

Esta vitória dos bancários do RN é parte indissociável desse processo e deve ser repetida sempre que houver a possibilidade de unir os lutadores em torno de um programa que se norteie pelo classismo, democracia operária, independência de classe e pela ação direta em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Esta é uma vitória histórica dos bancários, mas principalmente da nossa classe, que vê a influência do projeto da Conlutas se ampliar e se fortalecer.

Ao final da apuração das eleições dos bancários do RN, um outro grito ecoava no Palácio dos Esportes, no centro da Natal: “Me parece... Me parece... Me parece... Que a Conlutas cresce! Na luta!”. Mas não nos parece. Simplesmente, não temos dúvidas.


Juary Chagas é diretor do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte

22 fevereiro, 2010

Bancários da Caixa decidem nesta terça (23) sobre greve contra redução de salários

18/02/2010

Os bancários da Caixa estão sendo convocados para realizar assembleia na próxima terça-feira (23), às 19h, diante do prédio Matriz 1, no SBS, e deliberar sobre indicativo de greve no dia 1° de março, caso a direção da Caixa insista em implementar a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, mas com redução proporcional de salários para as funções técnicas e de assessoramento.



A assembleia antecede em um dia a reunião de negociação entre a direção da Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados da empresa (CEE/Caixa). Está marcada para quarta (24) a retomada das conversações, a primeira desde que a direção da Caixa enviou comunicado eletrônico aos empregados no último dia 4, informando que reduzirá salários de quase 40 cargos, ignorando completamente as negociações em andamento e desrespeitando os empregados e suas entidades representativas.



Essa proposta indecente da direção da Caixa afetará profunda e negativamente a vida de milhares de bancários e contraria completamente a reivindicação da categoria, que é o cumprimento da jornada legal de seis horas sem redução salarial. A Caixa quer impor a medida antes de prosseguir a discussão para implementação de um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), batizado de Plano Funções Gratificadas (PFG).



Dependendo do que a Caixa colocar na mesa de negociação, nova assembleia deverá, antes do final de semana, ratificar a decisão de fazer a greve em 1º de março.



Reunião de delegados sindicais



Para preparar a assembléia e intensificar a mobilização da categoria, os delegados sindicais de todas as dependências da Caixa estão sendo convocados para reunião nesta segunda (22), às 19h, na sede do Sindicato.



“Não aceitamos nenhum acordo que promova o rebaixamento de salário, afetando a subsistência dos empregados e o sustento de suas famílias. Além disso, a medida poderá se estender, posterior e paulatinamente, a todos os funcionários que trabalham oito horas atualmente. Portanto, essa é uma questão que interessa a todos os funcionários da Caixa. Assim, contamos com a presença geral e o envolvimento de todos nessa luta contra mais uma medida injusta e irresponsável da direção da Caixa”, afirmou Alexandre Severo, diretor do Sindicato.



Fonte: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=5646&Itemid=23

09 fevereiro, 2010

Sindicato realiza plenária para debater PFG da Caixa amanhã, dia 10, às 19 horas

O departamento jurídico da entidade já está preparado para tirar dúvidas e orientar tecnicamente os empregados da CEF nesse importante momento de resistência e luta por nossos salários e direitos

Na Trincheira 120

O encontro já está marcado. Amanhã, quarta-feira, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, todos os empregados da Caixa estão convocados para, em conjunto com a direção da entidade e com nosso departamento jurídico, darmos um importante passo rumo à construção de um sólido pólo de resistência contra as artimanhas que envolvem a implementação do PFG. Já sabemos que, com a ajuda dos pelegos, a Caixa pretende reduzir salários e retirar direitos dos trabalhadores. E isso nós não podemos admitir jamais! Contra as manobras ardilosas do banco e as invariáveis e iminentes traições da Contraf-CUT, temos que estar bem organizados e bem preparados, inclusive tecnicamente. Nesse aspecto, surge a necessidade de estarmos muito bem informados, também juridicamente.
Nesse sentido, o Sindicato decidiu, como sempre, convocar o departamento jurídico para a luta, designando, desde já, o advogado Dr. Sérgio Luiz Ribeiro para estar à frente das discussões na plenária de amanhã e também para acompanhar todo o caso a partir de agora. Esse olhar técnico seguramente fará a diferença na dura luta que deveremos travar para, primeiro manter nossos direitos e salários, e avançar na construção de um PFG justo e digno para todos os empregados da Caixa.
Além do PFG, outros temas também deverão ser abordados, como o já concebido PAA e uma eventual reestruturação absurda que a Caixa pretenderia implementar, segundo nos trazem assustadores rumores Brasil afora. Também aí temos que estar bem preparados.
O Sindicato reafirma a importância da plenária e a necessidade de estarmos muito bem preparados e organizados para resistir e lutar por um PFG à altura do que nós merecemos. Não deixe de comparecer.

A hora de lutarmos é agora!

http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1224

Prazo para apresentação de plano odontológico é reiteradamente descumprido pelo BB

Falta de compromisso do banco levou os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas para a frente da agência Primeiro de Agosto. Questões referentes à saúde dos funcionários não podem ser motivo de descaso

Na Trincheira 120

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas fizeram ontem, dia 8, mais um protesto contra a diretoria petista do Banco do Brasil. A manifestação foi em frente à agência da rua Primeiro de Agosto, para denunciar o descaso da instituição com a saúde de seus funcionários, que estão esperando há mais de um ano pela implementação de um plano odontológico.
Na campanha salarial de 2008 o BB se comprometeu a apresentar o plano até 30 de junho de 2009. Chegado o dia, o banco não tinha nada pronto. O movimento sindical cutista, então, resolveu estender o prazo para 31 de janeiro de 2010. Sete meses a mais, portanto. Tempo de sobra para que alguma equipe do BB se dedicasse à tarefa, já que ela estava prevista no acordo de 2008.
Só que já é fevereiro e o Banco do Brasil ainda não conseguiu tirar o plano odontológico do papel. Houve na semana passada, no dia 3, mais uma rodada da "mesa de enrolação permanente", onde estiveram sentados alguns representantes do banco e da Contraf/CUT. Aqueles que esperavam alguma novidade saíram do encontro de mãos abanando. Não deram nem sequer uma satisfação sobre o motivo de tanta demora.
Diante desse absurdo, o departamento jurídico do Sindicato está ajuizando uma ação para exigir que o BB cumpra aquilo que está no acordo assinado. Basta de desprezo!

O caos
A manifestação estava planejada para denunciar o desprezo do BB quanto a um compromisso assumido em acordo coletivo, mas acabou ganhando outros contornos no decorrer da manhã.
Durante o protesto, os diretores do Sindicato presenciaram o verdadeiro caos no atendimento prestado aos clientes do banco. O relógio já marcava mais de 11 horas e a fila para entrar na agência já quase descia as escadas da entrada.
Além da demora -- que, muito infelizmente, é fato corriqueiro na maior parte dos bancos brasileiros --, o Sindicato verificou que até o elevador para facilitar o acesso a idosos e deficientes estava em frangalhos. Quem quis usá-lo não pôde. É esse o retrato do maior banco do país, com mais de 200 anos de vida e prestes a apresentar o maior lucro da história.

Terceirização
O Sindicato recebeu denúncias de terceirização em algumas agências de sua base sindical e está apurando tais irregularidades para tomar as medidas cabíveis caso sejam confirmadas. O Sindicato é contra qualquer forma de terceirização. Quem trabalha em banco, bancário é!

O original está em: http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1217

Santander apresenta proposta de acordo aditivo e de PPR; assembleia é nesta quinta, às 19 horas

Na Trincheira 120
Depois de enrolar os trabalhadores por mais de cinco meses, na quarta-feira passada o Santander finalmente apresentou sua nova proposta para o acordo aditivo e para o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os acordos cobrirão tanto os funcionários do Santander quanto os do Banco Real e terão validade de dois anos.
Todas as cláusulas do Acordo Aditivo 2008/2009 do Santander serão mantidas. Apenas os valores serão aumentados: em 6% neste primeiro momento -- reajuste obtido pelos bancários na última campanha salarial -- e, depois, pelo índice a ser conquistado na campanha salarial deste ano.

PPR
O acordo de PPR proposto pelo Santander Brasil prevê pagamento de R$ 1.250 na sexta-feira da semana que vem, dia 19, juntamente com a segunda parcela da PLR. O banco também garantiu que, em 2011, o valor do PPR será de, no mínimo, R$ 1.350.

Peleguismo
Depois de cinco meses de enrolação pelo Santander, os pelegos cutistas conseguiram negociar um acordo rebaixado e com validade de dois anos, o que é péssimo para os bancários. E, para piorar, tiveram a cara-de-pau de dizer que tudo foi conquistado com muita luta. Alguém viu a pelegada lutando por um aditivo e PPR melhores? Mais uma piada de mau gosto... Ah, também ignoraram uma negociação decente porque estão mesmos preocupados com as eleições que se aproximam.

Assembleia
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas convoca os funcionários do Grupo Santander Brasil para discutir e deliberar sobre o Acordo Aditivo referente ao período 2009/2010 nesta quinta-feira, dia 11, às 18h30, ou às 19 horas, em segunda convocação. Participe!

Sindicato dos Bancários de Bauru barra horas extras no Santander

Iniciativa do departamento jurídico da entidade enseja matéria da Folha de S.Paulo e ganha projeção nacional
Na Trincheira 120

A Folha de S.Paulo deu repercussão nacional a uma vitoriosa ação movida pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas contra o Santander em 2003. No dia 4, o jornal publicou matéria sobre a decisão do juiz do trabalho Levi Rosa Tomé, de Ourinhos.
Por ser uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, mas o fato é que, por enquanto, os funcionários do Santander da região de Ourinhos estão livres da exigência de horas extras.
Tudo aconteceu porque, motivado pela denúncia do Sindicato, o Ministério Público do Trabalho realizou uma auditoria nas agências do banco e constatou fraudes no controle do ponto eletrônico. "Após cumprido o tempo de trabalho, o ponto dava como encerrada a atividade do funcionário. Só que, a pedido do gerente, ele continuava na agência, com outra senha", explica um procurador.
O MPT, inclusive, já pretende fazer com que a decisão se estenda para todo o estado de São Paulo.

http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1220