AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

31 março, 2006

UM GRANDE EXEMPLO DO POVO FRANCÊS

Mais de um milhão de trabalhadores na manifestação de Paris, a que se juntaram todas as principais cidades de França, num total que ultrapassou as 200 manifestações. O povo francês mostrou a sua decisão de defender os direitos conquistados, rejeitando uma lei do primeiro emprego iníqua. Depois de, em votação histórica, ter derrotado nas urnas o Tratado da Constituição Europeia, esta jornada vem dizer-nos que o povo francês começa a reaprender que é pela luta de massas que passa a derrota da política neoliberal. A enorme participação da juventude em todo o processo e a sua disponibilidade em continuar a lutar, constituem um sinal mais de esperança na derrota da política neoliberal e na defesa de que outro mundo é possível. É pela luta que lá vamos.

Todo apoio à chapa 2 dos bancários do Rio

Veja o pedido de apoio à chapa dos bancários do Rio

29 março, 2006

Parabéns MST

Ter, 28 Mar - 18h15 MST ocupa e destrói fazenda no Pará
Agência Estado
PUBLICIDADE
Uma série de protestos violentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) contra a desocupação de dez fazendas na região de Eldorado dos Carajás começou ontem com o incêndio da casa principal, a destruição de tratores e de um laboratório de inseminação de matrizes bovinas dentro na fazenda Peruana. O MST programou o fechamento de estradas, a invasão da sede da superintendência do Incra em Marabá e de outras fazendas se tiver de sair das áreas que hoje ocupa. A região está cercada por 280 homens da Polícia Militar.
O juiz da Vara Agrária de Marabá, Sérgio Lima da Costa, autor das liminares de reintegração de posse, não pretende recuar da decisão tomada, garantindo que a lei será cumprida. A primeira das fazendas desocupadas foi a Rio Vermelho, em Sapucaia. Sem-terra ligados ao MST, em represália, promoveram quebra-quebra e incêndio na Peruana, cerca de 50 quilômetros distante do local do despejo.
Peritos da Polícia Civil começaram ontem a levantar os estragos provocados pelos sem terra. Funcionários da Peruana contaram que foram ameaçados de morte e receberam um aviso de que o MST retornaria à propriedade ainda esta semana para ocupá-la definitivamente. O fazendeiro Benedito Mutran reforçou a segurança, temendo novos atos de vandalismo. "O prejuízo aqui já passa de R$ 3 milhões. Foi uma barbaridade o que fizeram", disse.
Para o secretário de Defesa Social do Pará, Manoel Santino, o que aconteceu na fazenda tem o mesmo perfil da destruição feita a duas semanas em uma fazenda da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul. "Isso obedece a uma orquestração nacional do MST e só ocorre porque os vândalos se sentem protegidos e impunes diante da fraqueza do governo federal." Ele acrescenta que as metas de reforma agrária não foram cumpridas, o que contribui para o quadro de "insegurança no campo".
O líder do MST Alberto da Silva Lima, o Tim Maia, preso na operação na fazenda Rio Vermelho, disse que a chegada da PM à região foi uma surpresa para os sem terra. "Havíamos combinado que as desocupações seriam comunicadas antecipadamente aos movimentos sociais, mas isso não foi cumprido". Sua prisão, segundo ele, teve o objetivo de atingir o MST.

28 março, 2006

Assessor especial de Alckmin pede demissão após denúncia

Da Redação
20:03 27/03, atualizada às 20:08 27/03
O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aceitou nesta segunda-feira o pedido de exoneração de seu Assessor Especial de Comunicação Roger Ferreira. Segundo Ferreira, sua saída não representa uma confissão de culpa das denúncias publicadas no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.
Leia abaixo o texto
O jornal denunciou possíveis irregularidades nas contas de publicidade da Nossa Caixa, e colocou o ex-assessor na posição de intermediário em um esquema que direcionava verbas públicas para veículos de comunicação designados por deputados estaduais.
Em sua carta de demissão, Roger Ferreira fez questão de afirmar que, durante sua atuação dentro da Assessoria, nada fez “que ferisse os ditames da ética e do espírito público”. O ex-assessor justificou sua saída como uma forma de evitar pretextos que poderiam “provocar desgastes injustificáveis à candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República”.
Alckmin agradeceu os serviços prestados por Roger Ferreira e aceitou sensibilizado o pedido de exoneração do ex-assessor. O governador ainda considerou que a decisão de Ferreira foi uma demonstração de "lealdade e alto espírito público".

Assessor especial de Alckmin pede demissão após denúncia

Da Redação
20:03 27/03, atualizada às 20:08 27/03
O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aceitou nesta segunda-feira o pedido de exoneração de seu Assessor Especial de Comunicação Roger Ferreira. Segundo Ferreira, sua saída não representa uma confissão de culpa das denúncias publicadas no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.
Leia abaixo o texto
O jornal denunciou possíveis irregularidades nas contas de publicidade da Nossa Caixa, e colocou o ex-assessor na posição de intermediário em um esquema que direcionava verbas públicas para veículos de comunicação designados por deputados estaduais.
Em sua carta de demissão, Roger Ferreira fez questão de afirmar que, durante sua atuação dentro da Assessoria, nada fez “que ferisse os ditames da ética e do espírito público”. O ex-assessor justificou sua saída como uma forma de evitar pretextos que poderiam “provocar desgastes injustificáveis à candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República”.
Alckmin agradeceu os serviços prestados por Roger Ferreira e aceitou sensibilizado o pedido de exoneração do ex-assessor. O governador ainda considerou que a decisão de Ferreira foi uma demonstração de "lealdade e alto espírito público".

Assessor especial de Alckmin pede demissão após denúncia

Da Redação
20:03 27/03, atualizada às 20:08 27/03
O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aceitou nesta segunda-feira o pedido de exoneração de seu Assessor Especial de Comunicação Roger Ferreira. Segundo Ferreira, sua saída não representa uma confissão de culpa das denúncias publicadas no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.
Leia abaixo o texto
O jornal denunciou possíveis irregularidades nas contas de publicidade da Nossa Caixa, e colocou o ex-assessor na posição de intermediário em um esquema que direcionava verbas públicas para veículos de comunicação designados por deputados estaduais.
Em sua carta de demissão, Roger Ferreira fez questão de afirmar que, durante sua atuação dentro da Assessoria, nada fez “que ferisse os ditames da ética e do espírito público”. O ex-assessor justificou sua saída como uma forma de evitar pretextos que poderiam “provocar desgastes injustificáveis à candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República”.
Alckmin agradeceu os serviços prestados por Roger Ferreira e aceitou sensibilizado o pedido de exoneração do ex-assessor. O governador ainda considerou que a decisão de Ferreira foi uma demonstração de "lealdade e alto espírito público".

27 março, 2006

Presidente da Caixa afirma que repassou extrato de caseiro a Palocci

15:29 27/03, atualizada às 23:29 27/03
Tiago Pariz, repórter Último Segundo em Brasília
BRASÍLIA – O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, afirmou em depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira que entregou o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Mattoso deixou a sede da PF, em Brasília, indiciado e responderá a processo por violação de sigilo funcional.
Palocci pede demissão; Guido Mantega é o novo ministro da Fazenda
Em carta à Lula, Palocci nega ter quebrado sigilo de caseiro
Mattoso nega ter sido o responsável pelo vazamento do sigilo de caseiro e pede demissão
Lula nomeia funcionária de carreira para presidência da CEF
Consultor Ricardo Schumann revelou ação de Mattoso
Leia abaixo o texto
O presidente da Caixa afirmou que foi alertado pela equipe técnica do banco sobre a movimentação atípica de Santos Costa e em posse do extrato telefonou ao ministro da Fazenda. Mattoso repassou o documento em uma conversa na residência do ministro. O presidente da Caixa recebeu o extrato do consultor de recursos humanos da presidência do banco, Ricardo Schumann.
De acordo com Mattoso, o pedido para acessar o sigilo do caseiro partiu dele próprio. Segundo o depoimento, no dia 16 (o mesmo dia em que Francenildo depôs na CPI dos Bingos), o presidente da Caixa jantou com Schumann, recebeu o dado e encontrou-se com Palocci depois.
O governo calculava que a saída dele e a demissão de subordinados da CEF deveriam reduzir pressões pela exoneração do ministro Antonio Palocci, alvo de denúncias do caseiro. A nova presidente da Caixa é a superintendente do Departamento Nacional de Negociações Estratégicas e Empresariais, Maria Fernanda Ramos Coelho, funcionária de carreira com 22 anos de instituição. A exoneração de Mattoso e a nomeação de Maria Fernanda estarão no Diário Oficial de amanhã.
A polícia já identificou todos os funcionários com cargo de chefia que participaram da quebra de sigilo. No domingo, a PF ouviu três funcionários. O gerente Jeter Ribeiro Souza, a superintendente Suely Aparecida Mascarenhas e a diretora de logística Diva de Souza Dias.
Jeter admitiu ao delegado Rodrigo Carneiro Gomes, responsável pelo inquérito, que consultou o dado bancário do caseiro, imprimiu e o entregou para Suely. A superintendente, por sua vez, disse que repassou o dado ao consultor da presidência.
A diretora de logística da Caixa foi ouvida por estar dentro da cadeia hierárquica da instituição, mas a PF descarta qualquer envolvimento dela no caso. A PF também descarta envolvimento do vice-presidente da Caixa, Carlos Alberto Cotta.

O telhado de vidro de alckmin

Nossa Caixa beneficiou aliados de Alckmin

Caseiro X Ministro

CEF x Extrato

25 março, 2006

Eleições Cassi: Todo apoio à Chapa 5 - Saude para Cassi

Chapa 5 - Saude para Cassi

De Plinio de Arruda Sampaio a Eduardo Suplicy

Essa carta resposta a Eduardo Suplicy merece e presisa ser muito divulgada, pela lucidez com que o advogado e presidente da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária) Plinio de Arruda Sampaio defende lindamente a ação das mulheres da Via Campesina no caso da destruição de mudas eucalípto em laboratório de pesquisas da criminosa Aracruz no Rio Grande do Sul. Dediquem um pouquinho de seu tempo nessa leitura. É imprescindível.

Eis a íntegra da carta: "Meu caro Eduardo Suplicy: Temos uma longa amizade e um longo companheirismo político. Não me esqueço -e aproveito para agradecer publicamente- do corajoso apoio que você deu a minha candidatura a presidente do PT, numa hora em que isso iria lhe custar -como está custando agora- dificuldades com a oligarquia dirigente do partido. Por isso mesmo, sei que você receberá estas palavras como uma contribuição sincera de um velho companheiro. Levanto duas objeções à carta aberta que você enviou ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), publicada neste mesmo espaço na última sexta-feira, a propósito da destruição de mudas de espécies florestais em um centro de pesquisas da Aracruz, no Rio Grande do Sul. A primeira é a invocação das ações de Gandhi e Martin Luther King Jr. como exemplos de ações não violentas que o MST deveria seguir. No entanto, a ação das mulheres do MST, na Aracruz, se enquadra perfeitamente na tradição das lutas desses dois mártires dos oprimidos. O que elas praticaram foi um ato de desobediência civil -uma ação que desafia a lei, a medida ou a omissão injustas sem incitar agressão a pessoas. Em seus respectivos contextos, os atos de desobediência civil comandados por esses dois grandes líderes foram considerados inaceitáveis e escandalizaram as pessoas sérias, honestas, cumpridoras das leis. Ora, o objetivo das ações de desobediência civil é precisamente este: desassossegar consciências tranqüilas, como um meio de fazê-las ver a responsabilidade que têm na manutenção de situações inaceitáveis, porém admitidas como normais e corretas. Trata-se de um gesto extremo para despertar sociedades anestesiadas, incapazes de ouvir os clamores do povo. Vejamos, por exemplo, em que deu a marcha pacífica que os sem-terra realizaram em Brasília, no ano passado, a fim de pedir, de forma respeitosa e ordeira, a reforma agrária. Que resposta obtiveram do governo? Que solidariedade receberam da sociedade? Que noticiário deram os jornais? A não-violência de Gandhi e Luther King não diz respeito às coisas, mas, sim, às pessoas humanas. Repare bem no próprio texto transcrito na sua carta aberta: Luther King diz que o protesto "não pode degenerar em violência física". Não há menção a causar prejuízos ao capital. Por acaso, o boicote do sal e do tecido inglês na Índia, o dos ônibus segregacionista no Sul dos Estados Unidos e tantos outros movimentos de desobediência civil em todo o mundo deixaram de causar enormes prejuízos materiais aos capitalistas? Violência física não houve no ato das mulheres. Houve a destruição de mudas destinadas a implantar a monocultura florestal no Rio Grande do Sul. Sem falar nos danos que esse tipo de agricultura causa ao meio ambiente, é preciso que todos saibam que se trata de uma forma de agricultura extremamente nociva à pequena agricultura. Poucos sabiam disso. Agora, com a cobertura que a imprensa deu ao episódio, todos ficaram sabendo. Nisso consiste a desobediência civil. É selvagem porque a realidade é selvagem. Minha segunda objeção a sua carta aberta se refere à falta de uma outra carta aberta: aquela que teria de ser enviada à Aracruz, reclamando da destruição da aldeia indígena dos guaranis no Estado do Espírito Santo e falando sobre a ameaça que representa atualmente a monocultura da celulose para os pequenos agricultores. Essa forma de violência, sim, se volta contra a existência física das pessoas, na medida em que destrói o ambiente em que essas pequenas unidades familiares podem sobreviver. No entanto, isso se faz daquela forma disfarçada, asséptica, que o capitalismo usa para dar uma aparência de racionalidade à destruição dos grupos humanos que perturbam o "progresso" -o outro nome da sua fome insaciável de lucro e de acumulação de capital. Prezado Eduardo, o MST vive uma hora dificílima, porque o governo depositário de suas esperanças não tem coragem de realizar a reforma agrária nem de enfrentar as forças políticas que tentam criminalizá-lo, como estamos vendo com a CPI da Terra. Sei o quanto você já fez pelo movimento e sei também o apreço e o respeito que os sem-terra têm por você. Seu artigo, contudo, embora obviamente contra sua vontade, fornece munição aos adversários. Peço que o reconsidere e que venha somar conosco na defesa incondicional dos legítimos interesses dos trabalhadores rurais sem terra. Por que não enviar uma carta aberta ao governo, a fim de exigir a publicação dos índices atualizados de produtividade da terra? Isso permitiria acelerar a reforma. Caso a reforma fosse acelerada -você o sabe tão bem quanto eu-, as pacíficas e extraordinárias mulheres do MST não seriam compelidas -como estão sendo- a realizar gestos extremos a fim de chamar a atenção da sociedade para o drama que vivem há muito tempo.

Justiça anula punição a bancário da CEF

CEF: TRT confirma anulação de punição a bancário

22 março, 2006

A CASSI E O PESO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Estamos velhos. Com a idade, mazelas corriqueiras nos sobressaltam. Nada sério, na maioria das vezes... É o tempo cobrando seu dízimo. Alguns de nós padecemos de males graves, frutos do deterioramento do sistema, dos órgãos. Mas, fomos jovens! E foi na juventude quando ingressamos no BB de antigamente. O Banco precisava de nós. O Banco queria expandir suas agências para o sertão. Era um Banco do povo, pioneiro e eu bem me lembro da inauguração da agência de número 1.000 e do slogan "O Brasil tem mil Bancos do Brasil"! Foi em Barra dos Bugres! Muito antes da minha época, o Banco foi chamado a interiorizar-se para promover o desenvolvimento do país, financiar a safra, atender ao pequeno e médio produtor e lá fomos nós, os colegas que deixavam suas cidades de origem para "fazer carreira no mato". Para tanto, tínhamos a segurança da CASSI. O Banco não nos deixava a míngua. Agências do interior... Sem luz elétrica, somadora FACIT à manivela, fichas gráficas, tudo feito a mão! Ter letra bonita era qualidade valorizada. E jovens e fortes, fomos criando família e trazíamos pequenas despesas para a CASSI: pré-natal, parto, assistência aos nossos pequerruchos. Com o crescimento da carreira e a solidariedade do plano, o que pagávamos sem nada usar cobria a despesa daquele colega cujo infortúnio à sua porta bateu. Éramos felizes e poucos de nós tínhamos a sensibilidade para disso se dar conta. Depois veio a tempestade... Na forma de um movimento sindical parasitário e ávido por boquinhas e cabides de emprego. Negociaram na surdina um Estatuto para a CASSI que desobrigava o BB de tudo o que lhe era afeto. A desculpa? Ora, "iríamos participar da gestão", "a saúde seria gerida pelos trabalhadores"... Deu no que deu.. O patrocinador, BB, assumiu as rédeas dessa nova Cassi, fez de nossos gestores eleitos figurinhas decorativas e foi cassando uma a uma as conquistas que custaram a dedicação de tantos colegas do passado. Agora estamos velhos... No Grande Sertão Veredas e alhures, o atendimento da Cassi passa longe... Estamos a mercê de um 0800 impessoal e tele marketing que lá está pra nos dizer, quase sempre,"que esse procedimento não é previsto", "necessita de senha prévia". "o senhor vai estar recebendo uma autorização.." E a gente olha para um lado e para o outro, procura uma cadeira para descansar os ossos osteoporóticos e fica bem quietinho, pois se a gente se zangar corre o risco de nem ser atendido por desacato a "autoridade" Hoje é minha neta que está fazendo pré-natal... Morre de medo de não poder contar com seu médico de confiança quando a hora chegar porque isso não é mais assegurado. Hoje sou eu quem procura o cardiologista e ouço a secretária dizer que só tem vaga para daqui a dois meses... Sossega coração, dois meses passam rápido... Agüenta ai ... O pior é que essa artrite me dói tanto que quase não posso ficar em pé, dizem que não é nada disso, "e o ciático", mas o neurologista só tem vaga para... Sei! Daqui a dois meses...Tem importância não.. A gente agüenta. Isa Musa de Noronha

Oposição suspeita de diretora da Caixa por vazamento de sigilo de caseiro

16:00 21/03, atualizada às 20:58 21/03
Tiago Pariz, repórter Último Segundo em Brasília
BRASÍLIA – A oposição passou a acusar uma diretora da Caixa Econômica Federal pela divulgação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O PFL quer convocá-la para depor na CPi dos Bingos.
Leia mais:
PF abre inquérito para apurar quebra de sigilo ilegal de caseiro
Procuradoria Geral da República investigará quebra de sigilo de caseiro
CEF diz que precisa do extrato original para apurar violação
Ministro diz que nem Planalto nem PF quebraram sigilo
Leia abaixo o texto
A Caixa abriu inquérito na segunda-feira para apurar o vazamento da informação. Três senadores da CPI, Flávio Arns (PT-PR), Wellington Dias (PMDB-MG) e Álvaro Dias (PSDB-PR) reuniram-se com o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, para pedir agilidade nas apurações.

“São cerca de 200 milhões de operações diárias e centenas de sistemas corporativos empresariais, A dificuldade de conseguir o resultado é muito grande”, afirmou o presidente da Caixa, acrecentando ser necessário o extrato original de Santos Costa e que já pediu à CPI que colabore com o que for possível. A informação pode demorar até 15 dias, segundo Mattoso, que pediu colaboração da CPI para ter acesso ao original do extrato de Francenildo.

A suspeita de que o vazamento tenha sido feito por uma diretora da Caixa foi confirmada pelo senador Álvaro Dias.

Santos Costa foi caseiro da residência alugada por assessores e ex-funcionários da prefeitura de Ribeirão Preto, na época em que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, administrava a cidade do interior paulista. O ministro rechaçou as acusações feitas pelo caseiro de que o viu na residência. A “república de Ribeirão”, como era conhecida a casa, era usada como escritório de lobby e de confraternização e entretenimento adulto.

Mas o PT responde à ameaça do PFL com a possibilidade de voltar ao Supremo Tribunal Federal caso a CPI dos Bingos insista em atuar fora do foco das investigações. "A CPI não pode se tornar um órgão de investigação em nome da disputa política. É por isso que ela constitucionalmente deve ter um fato determinado. Uma CPI não pode extrapolar o fato determina", afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Drible no governo

O caseiro entregou nesta terça-feira à CPI dos Bingos autorização para que sejam quebrados os sigilos fiscal, bancário e telefônico. O presidente da Comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB), afirmou que encaminhará o pedido já amanhã. E o clima no plenário do Senado voltou a esquentar com a disputa entre governistas e oposicionistas.

“O Francenildo quer deixar claro que está falando a verdade. Ele não teme e não treme. Estamos abrindo o sigilo que já foi aberto”, afirmou o advogado do caseiro, Wlício Chaveiro Nascimento, ao entregar a autorização a Efraim.

A disputa política em torno do caseiro voltou a ficar quente no plenário do Senado. A líder do PT, senadora Idelli Salvatti (SC), propôs que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), repassasse as fitas de segurança para saber com quem Santos Costa reuniu-se antes de dar a entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo".

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) reagiu imediatamente dizendo que esteve com o caseiro em seu gabinete e que fez os contatos com a imprensa para arranjar a entrevista. O palamentar tucano afirmou que se reuniu com Santos Costa depois de o depoimento de Francisco Chagas Costa na CPI dos Bingos que também afirmou ter visto Palocci na residência.

O clima ferveu no plenário e coube ao líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP) desautorizar Idelli e afirmar que entendia desnecessário a proposta de requisitar as fitas de segurança. A temperatura baixou, mas não o suficiente para enterrar as discussões.

Desde que surgiram as acusações, o ministro da Fazenda tem adotado uma postura frugal evitando exposição à imprensa, mas a vida política de Palocci complicou-se e a disputa acirrou-se depois de o PT conseguir liminar no Supremo Tribunal Federal para impedir o testemunho de Santos Costa na CPI dos Bingos.

A autorização repassada pelo caseiro à CPI ainda tem de ser votada pelos integrantes da Comissão. Mas não devem surgir dificuldades pela aprovação. “Amanhã mesmo já darei encaminhamento a esse tema. E tenho certeza de que ninguém vai contestar já que a iniciativa é dele mesmo”, afirmou o senador Efraim Morais.

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) pretende propor que Palocci seja enquadrado por crime de responsabilidade no caso da suposta quebra de sigilo ilegal do caseiro da “república de Ribeirão”.

18 março, 2006

Chapa 2 no Rio de Janeiro para derrotar a diretoria pelega do sindicato

Oposição Bancária do Rio lança chapa de lutaCom apoio e representatividade na categoria, objetivo é resgatar o sindicato do peleguismo da CUT
André Freiredo Rio de Janeiro (RJ)


Outros textos deste(a) autor(a)• Entre os dias 3 e 7 de abril acontecerão as eleições para o Sindicato dos Bancários da cidade do Rio de Janeiro, uma das principais entidades da categoria em nível nacional.A Chapa 2, da Oposição Bancária, foi lançada em 21 de fevereiro e sua construção é uma vitória para os bancários, pois significará uma alternativa forte e combativa ao governo neoliberal de Lula e ao sindicalismo chapa branca do PT, PCdoB e da CUT.Esta chapa representa a unificação de diversos setores que resistem ao atrelamento do movimento sindical brasileiro ao governo federal e aos partidos da sua base de sustentação.Compõem a chapa bancários militantes do PSTU, PCB (que acaba de anunciar seu rompimento com a CUT), P-SOL, MRB (grupo sindical regional), Reage Socialista, MTL, União Comunista e, principalmente, bancários independentes que se destacaram na organização das greves protagonizadas pela categoria nos três anos de governo Lula.A companheira Eliana Oliveira, funcionária do Itaú há 20 anos, diretora da Federação dos Bancários do RJ / ES e que rompeu com a Articulação Sindical por discordar do governismo e do “corpo mole” frente aos banqueiros, será a candidata a presidente pela Chapa 2.No programa da chapa, consta o compromisso de abrir o debate democrático na categoria sobre a desfiliação do sindicato da CUT e a posterior filiação à Conlutas ou a outra organização que seja alternativa à falência dessa central. Durante a campanha eleitoral, a chapa deixará clara sua proposta de que o sindicato se desfilie da CUT.Outro ponto fundamental no programa é a denúncia da falsa polarização entre a Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC). A chapa vai debater a proposta de construção de uma entidade intersindical nacional dos bancários, que represente uma alternativa de direção para as futuras lutas dos bancários, sobretudo nas campanhas salariais.Ainda antes da inscrição da Chapa 2, foram lançados dois manifestos de apoio à Oposição Bancária. O primeiro obteve mil assinaturas de bancários do Banco do Brasil, e o segundo, 500 assinaturas de funcionários da Caixa Econômica Federal.Outra vitória muito importante foi a inscrição de 29 candidatos de bancos privados, mesmo com a ameaça de demissões e a parceria entre os banqueiros e a atual maioria da diretoria do sindicato.Afirma o companheiro Cyro Garcia, militante do PSTU e candidato a vice-presidente de bancos públicos pela Chapa 2: “Chamamos todo o movimento sindical, popular e estudantil que se coloca na oposição de esquerda ao governo Lula e ainda se mantém fiel aos interesses dos trabalhadores a apoiar ativamente a Chapa 2. A vitória política dessa chapa representará mais um importante passo no fortalecimento de uma alternativa de direção para a classe trabalhadora e a juventude brasileira”.

Educação em greve no Rio Grande do Sul

Greve da Educação do Rio Grande do Sul ganha força

Greve unificada na PUC para enfrentar a intransigência da reitoria e do governo

Assembléia unificada aprova greve na PUC

Jovens trabalhadores franceses lutam bravamente contra o governo

Protesto com 120 mil jovens incendeia a França

Mais um crime do governo israelense contra os palestinos

De olho nas eleições, Israel seqüestra dirigente palestino

14 março, 2006

Leia a carta dos sindicatos de Alagoas, rompendo com a CUT. CARTA DE DESFILIAÇÃO DA CUT/AL ABERTA A TODOS OS ALAGOANOS

Desfiliação foi feita no dia 31 de janeiro
``“...tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá...” (Renato Russo) Há mais de vinte anos, os trabalhadores brasileiros davam um importante passo na construção de um projeto político independente da burguesia e dos patrões, já representados politicamente no regime bipartidarista. Nas lutas e nas heróicas greves do ABC paulista surgiu o PT como legítimo representante destas lutas e dos trabalhadores. No encalço deste processo surge um novo modelo sindical, rompendo os grilhões do sindicalismo amarelo getulista, sindicalismo pelêgo e estatal, totalmente atrelado ao governo. A CUT, cuja formação e consolidação se deu graças aos esforços de heróicos lutadores, dentre os quais os que estão representados pelos sindicatos subscritores do presente documento, surgiu como alternativa àquele modelo sindical “amarelado”, trazendo o vermelho das lutas de volta ao sindicalismo brasileiro e banindo dos sindicatos as centrais sindicais pelegas e atreladas ao governo. Porém, infelizmente, já que este era o projeto do PT e da CUT, a adaptação à “democracia dos ricos” e seu calendário eleitoral fez com que ambos depusessem as armas com as quais lutavam junto aos trabalhadores. O PT, ainda para garantir sua vitória nas eleições presidenciais, sinalizou para os patrões e para a burguesia nacional e internacional que Lula, por ser de origem operária e contar com o apoio da então iludida maioria da classe trabalhadora brasileira teria condições de terminar de aplicar à risca o projeto neoliberal iniciado no governo FHC. Da mesma forma que Lula foi guindado pela burguesia nacional e internacional para valer-se de sua credibilidade perante a maioria da classe trabalhadora brasileira e terminar de aplicar os planos neoliberais impostos pelo FMI, a CUT, atualmente através de seu presidente de fato, Luis Marinho, foi guindada para impedir que seus sindicatos filiados lutassem contra estes planos. Nossa certeza se baseia no fato de a CUT jamais ter-se colocado como obstáculo contra a Reforma da Previdência e os ataques do Governo Lula, bem como, por outro lado, jamais ter-se colocado ao lado dos trabalhadores na luta contra esses ataques. Enquanto o funcionalismos público federal amarga mais de uma década de arrocho salarial, a CUT se limita em negociar e referendar o mísero salário mínimo pago no País. Enquanto a luta pela terra gera conflitos agrários e cada vez mais mortes no campo, a CUT e seu “presidente” ocupa o prédio do Ministério do Trabalho próximo ao do Ministro latifundiário da Agricultura, Sr. Roberto Rodrigues. Enquanto há fome, desemprego e arrocho salarial no País, a CUT assente e silencia diante do Governo que melhor honrou os compromissos com o FMI na história do Brasil, já tendo amortizado recentemente mais de 15 bilhões de dólares. Por tudo já exposto, os sindicatos subscritores do presente documento vêm, de forma irrevogável, comunicar sua DESFILIAÇÃO desta Central Sindical. A decisão tomada, exaustiva e longamente discutida nas bases de cada sindicato subscritor, o que contou, ao final, com representativas assembléias as quais deliberaram quase que unanimemente pela presente desfiliação, não é motivo de alegria, tampouco de comemoração. Afinal, não é com alegria que “sepultamos” projetos e sonhos. Porém, as armas que foram depostas pela CUT precisam, urgentemente, passar para as mãos daqueles que querem prosseguir lutando e, mais ainda, dos que ainda acreditam na vitória do SOCIALISMO, e será sobre os escombros de uma Central Sindical outrora de luta e, hoje, incorporada ao projeto neoliberal que construiremos a verdadeira alternativa de esquerda e de luta! Saudações Sindicais, SINDJUS – SINTSEP – SINPOFAL – SIND. MUNIC. SÃO MIGUEL DOS CAMPOS`` [ 31/1/2006 17:13:00 ]

12 março, 2006

MST e os eucaliptos

Se há 30 anos alguém atacasse uma fábrica de equipamentos de refrigeração ou de desodorantes aerosol para denunciar o papel do gás CFC como destruidor da camada de ozônio, todos os chamariam de loucos. Lembro-me como era difícil, naquele tempo, alguém entender que o gás do inocente desodorante aerosol e o do ar condicionado eram tão nocivos. Hoje está lá o buracão na atmosfera, ajudando a derreter a calota polar e a aumentar a incidência de câncer de pele. E ainda vemos os americanos resistirem à idéia de que a poluição pela emissão de gases de carbono tem a ver com a maior incidência de furacões, para não terem que investir na limpeza da sua indústria, com aumento dos custos. Não aderem ao Protocolo de Kyoto insistindo na falta de comprovação entre poluição e aquecimento global, nem com a pressão de muitos países que já aderiram. A ação do MST contra algo de podre na agricultura não é a primeira. Da outra vez, atacaram uma fazenda experimental da Monsanto, monopólio mundial de sementes transgênicas, que produzem alimentos cujos efeitos sobre o ser humano ainda não são comprovadamente inócuos, e exigem grande quantidade de agrotóxicos. Agora, contra a desertificação provocada pelo plantio de eucaliptos, que consome enorme quantidade de água do subsolo, eleva a umidade e a temperatura locais, e impede qualquer outra espécie de conviver na sua floresta. Como o Brasil ainda é um feudo do latifúndio e da sua versão "high-tech", o agronegócio, é natural que a mídia tenha feito o espalhafato com a destruição do laboratório no Rio Grande do Sul. Em todas as matérias jornalísticas, abordaram o protesto como ato de vandalismo e a destruição de uma pesquisa que poderia dar muito dinheiro, nunca o objetivo da denúncia. O MST devia ter um departamento de marketing melhor, para explicar o que fazem, afinal, se a gente não corre atrás de ver o que houve, fica a versão da imprensa burguesa como única verdade.
Fernando Branquinho
Fortaleza, 11/03/06

10 março, 2006

Todo apoio aos grevistas do Banco Central

São Paulo dá largada na greve do Banco Central

Intervenção criminosa das forças armadas no Rio de Janeiro

Leia o artigo de Demétrio Magnoli sobre a operação militar no Rio de Janeiro

Descaramento: acordão no Congresso Nacional para absolver corruptos

Pizza no Congresso: mais dois mensaleiros são absolvidos

Rede Globo defende a insana Aracruz e tenta criminalizar a Via Campesina

Todo apoio ao MST e a Via Campesina!

O que os soldados do exército pensam estar defendendo?

A violência oficial, ou seja, a violência do estado, materializada na ação do exército no Rio de Janeiro, ataca os efeitos mas não a causa dos males que a ignorância política desses soldados os impedem de ver. Os verdadeiros bandidos não estão nas favelas mas sim nos palacetes e gabinetes.

09 março, 2006

Vinte armas foram roubadas do exército. Custo diário da operação do exército para tentar recuperá-las daria para comprar mais de mil por dia.

Seis dias sem resultados nos cercos às favelas do Rio, em busca de armas roubadas de um quartel, sexta-feira passada, levaram o Exército a ocupar os principais acessos à cidade por terra, mar e ar. Desde ontem e por tempo indeterminado, tropas estão posicionadas nas rodovias Presidente Dutra, Washington Luís, Rio-Santos, Rio-Teresópolis e na saída da Ponte Rio-Niterói, na pista em direção à Região dos Lagos. Enquanto militares patrulham as estradas, quatro helicópteros sobrevoam esses pontos e uma lancha da Polícia Federal fiscaliza a Baía de Guanabara, em apoio ao Exército.
Por terra, além das estradas, dez comunidades dominadas por facções criminosas continuam cercadas pelas forças militares. Ao todo, são aproximadamente 1.500 homens em busca dos dez fuzis e uma pistola 9mm roubados do Estabelecimento Central de Transporte (ECT), em São Cristóvão, e dos suspeitos de participação no assalto. Na manhã de ontem, duas favelas em Vila Kennedy foram ocupadas por 300 soldados.
À medida que a operação se amplia, a tensão nas comunidades também cresce. Na madrugada de ontem, traficantes voltaram a desafiar o Exército. Em Manguinhos, eles fizeram vários disparos a esmo na tentativa de assustar os soldados que ocupam os acessos à comunidade.
A disputa entre militares e traficantes vem sitiando moradores dessas regiões. Em várias delas, as tropas impõem toque de recolher. No Morro da Providência, além de fecharem a Ladeira do Barroso, principal acesso à favela, às 20 horas, elas impedem a ligação de um gerador, deixando sem luz a parte central da comunidade. No Jacarezinho, na Zona Norte, moradores denunciaram que às 19h já não podem mais circular na rua.
Para quem vive de perto a ocupação, a sensação é de que aos poucos os militares vão tomando a cidade.
- Os soldados não podem impedir a gente de ir e vir - desabafou o dono de um bar, há 52 anos na Providência, sem querer se identificar.
Relações-públicas do Comando Militar do Leste (CLM), o coronel Fernando Lemos afirmou apenas que todos os abusos cometidos pelas tropas serão apurados. Procurada pelo Jornal do Brasil, a governadora Rosinha Matheus indicou o secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa do secretário informou que ele não se pronunciaria porque a operação está sob o comando do Exército.

Se o povo não cobra, os deputados fazem o que querem

Acordão salva mandatos de Luizinho e Brant

Sem pressão popular, acordão PT/PSDB/PFL livra mais dois deputados corruptos confessos

O nome do deputado do PT surgiu nas denúncias do “mensalão” por ter tido um assessor que sacou R$ 20 mil das contas do empresário Marcos Valério de Souza e usado para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2004 na cidade de Santo André, curral eleitoral de Luizinho.

Se a absolvição do deputado Roberto Brant (PFL-MG) era tida como certa, ainda restavam dúvidas sobre Luizinho. Na oposição, alguns defendiam que o deputado tivesse o mandato cassados e os direitos políticos perdidos por oito ano por ter sido líder do governo na Câmara na época em que eram distribuídos os recursos de Marcos Valério para os parlamentares da base aliada.

“É a Pizza do Lulão. Não vejo porque subir a tribuna para fazer a defesa de alguém que já está absolvido. Claro porque o Brant foi agora é a vez de um petista”, afirmou o deputado João Fontes (PDT-SE) ao subir à tribuna para defender a cassação de Luizinho.

Nas câmeras e fora delas, oposição e governo negavam que havia sido firmado um acordo para salvar o mandato dos correligionários, mas tanto Luizinho quanto Brant foram absolvidos com ajuda de PT, PSDB, PMDB, PP, PTB. A votação foi secreta. Sobrou o instinto da auto-preservação em ano eleitoral.

Até agora, somente os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB), autor das denúncias do "mensalão", e José Dirceu (PT), acusado por Jefferson de comandar o esquema, foram cassados. Sandro Mabel (PL-GO), Romeu Queiroz (PTB-MG) foram absolvidos.
Defesa
"Tenho confiança que os processos serão analisados individualmente. Não há função pública que me honre mais. Por mais contundente que possa ter sido, o nosso embate não afetou a nossa relação", afirmou o ex-líder do governo na Câmara. "A pena a mim já está dada. Nunca menti, nunca faltei com a verdade. Não dei autorização a ninguém. Confio no Parlamento", disse Professor Luizinho, encerrando o discurso de 19 minutos na tribuna da Câmara.
Luizinho discursou após a Câmara absolver o deputado Roberto Brant (PFL-MG), que recebeu R$ 104 mil de "caixa 2" da Usiminas, via SMPB, agência de publicidade de Marcos Valério de Souza, acusado de ser um dos operadores do "mensalão".

07 março, 2006

Forma-se a Chapa da Oposição Bancária no Rio de Janeiro

No dia 3 de março passado (2006) foi inscrita a Chapa Independente da Oposição Bancária para as eleições do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. A chapa é uma aliança formada por bancários do P-SOL (Partido Socialismo e Liberdade), PCB (Partido Comunista Brasileiro), MRB (Movimento de Reconstrução Bancária), FES (Frente de Esquerda Socialista), PSTU e independentes. As eleições devem se realizar entre os dias 4 e 7 de abril próximo. A Oposição vai enfrentar a atual diretoria petista (composta majoritariamente pela Articulação Sindical, grupo Lulista dentro do PT) e que conta com o apoio do governo federal, do CSC (Corrente Sindical Classista, do PCdoB) e da direção burocrática da CUT. A vitória dos bancários cariocas contra os pelegos pode significar o início da reconstrução do movimento sindical bancário em nível nacional.

É possível que o amplo leque de forças que formam a Chapa de Oposição derrotem os pelegos da chapa da situação. As divergências em relação à discussão sobre o rompimento com a CUT e construção de uma nova central sindical não foram empecilho para a construção da aliança, sendo que, em caso de vitória nas eleições, existe o compromisso de levar esse debate para a base da categoria.

Apóie a Oposição Bancária!!!

Vamos derrotar os pelegos agentes dos banqueiros!!!