AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

27 outubro, 2007

Imposto Sindical - dependência financeira que leva à dependência ideológica dos sindicatos ao estado

Criado em 1943, o imposto sindical pode ser um instrumento de perpetuação de dirigentes sindicais no poder e favorece ao "peleguismo" uma vez que é com esse imposto que muitos sindicatos mantém atividades assistencialistas deixando para segundo plano o que deveria ser a principal função do sindicato: a organização da luta dos trabalhadores.

Mais grave ainda é que esse imposto causa a dependencia financeira que leva à dependência ideológica e a perda de autonomia e identidade de classe frente aos patrões e ao estado.

Historicamente, a CUT, a Força Sindical, o PT sempre se mostraram contrários à cobrança desse imposto, mas hoje brigam para que o senado não aprove e Lula não sancione a mudança aprovada na câmara dos deputados no dia 17/10 ultimo que prevê a autorização por escrito do trabalhador para que o valor possa ser descontado em folha de pagamento.

A princípio, não é completamente ruim a forma como foi aprovado na âmara, pois pode resgatar os sindicatos para a luta uma vez que estas entidades se verão obrigadas a mostrar para que existem se quiserem merecer a confiança dos trabalhadores e assim conseguirem o maior número possível de cartas de autorização para o desconto em folha.

Mas, o ideal mesmo é que o imposto sindical fosse extinto de uma vez por todas, pois contribuiria imensamente para o desatrelamento ideológico do movimento sindical ao Estado e suas instituições e estruturas de exploração dos trabalhadores.

O pagamento do Imposto Sindical, atualmente é obrigatório a todos os trabalhadores, independentemente de serem ou não filiados a sindicato, o equivalente a um dia de trabalho por ano, descontado na folha de pagamento do mês de março de cada ano.

Responda a Enquete que a Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região formulou e dê sua opinião sobre o imposto sindical.

14 outubro, 2007

07 outubro, 2007

O Direito Coletivo se sobrepõe, Naturalmente, ao direito individual

Direito Coletivo e direito individual

O Direito Coletivo se sobrepõe, Naturalmente, ao direito individual

A própria natureza não concebe que qualquer ser humano possa nascer, crescer e se desenvolver sem a atividade coletiva, ou seja, sequer haveria vida e conseqüentemente a LIBERDADE INDIVIDUAL se ela não dependesse da ação coletiva e, a INDIGNIDADE está em não reconhecer essa realidade, em não reconhecer que devemos nossa liberdade individual a muitas pessoas que se uniram e outros tantos que doaram suas próprias liberdades individuais e até mesmo a vida na luta para que hoje todos pudéssemos ter alguma liberdade individual, que ainda depende de muita luta COLETIVA para que um dia ela seja realmente plena.

Lutar COLETIVAMENTE para preservar a liberdade individual e ampliá-la é mais do que respeitar a liberdade individual, é doar-se para que ela seja uma realidade para todos. É a partir desse princípio que o direito individual se subordina ao direito coletivo. É inconcebível que a liberdade individual seja usada como argumento para negar o PRINCÍPIO NATURAL das coisas.

Quanto aos que se sentem ou não explorados ou injustiçados pelo patrão, não é uma questão de sentir ou não sentir, trata-se de um FATO que, embora muitas pessoas não sintam, ele é FATO e é INQUESTIONÁVEL. Muitos sentem, mas optam por não enfrentar, por não entenderem como se dá essa exploração, por sentirem-se fragilizados diante do poder tão grande daquele que o explora e, PRINCIPALMENTE por achar que não encontrarão apoio dos colegas também explorados, mas aguentando calados. Só o diálogo entre os explorados poderá encorajá-los a unir-se para fortalecerem-se para o enfrentamento.

Podemos e devemos nos opor e lutar por mudanças nas leis criadas pelos homens quando estas visam favorecer a acumulação de bens e de poder a uma pequena parcela da humanidade, enquanto à maior parte resta apenas sobreviver com pouco ou mesmo morrer de inanição ou de doenças que poderiam ser curáveis, leis estas que, inclusive, caminham no sentido da destruição do próprio planeta terra. A única lei que é impossível de ser contestada é a Lei da Natureza.

06 outubro, 2007

Ameaça da Caixa de ir ao TST faz adesão à greve crescer para 80%

05/10/2007
Após ameaça da Caixa, greve cresce e atinge 80%


(São Paulo) A ameaça da Caixa Econômica Federal de ajuizar dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, caso os bancários não encerrassem a greve, foi respondida pelos empregados nesta sexta-feira, dia 5, com mais paralisações.

A greve, que começou na quarta-feira com o fechamento de 70% dos postos de trabalho no Brasil inteiro, cresceu e já atinge 80% das agências e departamentos do banco.

Até o final desta sexta-feira, não houve nenhuma sinalização da Caixa para a retomada das negociações, embora os bancários tenham deixado claro na última rodada que apostam num acordo negociado. Sem avanço, os bancários da Caixa devem ampliar a greve ainda mais na segunda-feira.

Confira abaixo como foram as mobilizações na sexta, conforme informações enviadas pelos sindicatos e federações até as 21h.

CENTRO OESTE
A paralisação foi forte em todo o Distrito Federal, atingindo praticamente todas as agências da Caixa, além de grande parte dos prédios administrativos. Na avaliação do Sindicato, a adesão é grande e crescente.

No Mato Grosso, os bancários da Caixa de Cuiabá, Várzea Grande e também do interior do Estado paralisaram mais de 32 unidades de atendimento ligadas à Caixa. Só na capital foram onze agências paradas.

No Mato Grosso do Sul, os bancários mantiveram fechadas todas as dez agências da Caixa e o Escritório de Negócios de Campo Grande. No interior, a greve atingiu as cidades de Dourados, Fátima do Sul, Maracaju, Corumbá, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas.

No Pará e Amapá, os trabalhadores da Caixa ampliaram a greve, que já atinge cerca de 80% da categoria. No Pará, os bancários decidiram reforçar o movimento nas cidades do interior para obter uma adesão massiva em resposta à ameaça da Caixa.

A greve dos bancários também prosseguiu forte no Acre, com novas adesões. Os bancários do Basa no Estado aprovaram a proposta específica e acabaram com a greve.

NORDESTE
As ameaças e tentativas de intimidação por parte da Caixa surtiram efeito contrário ao desejado pelo banco em Pernambuco e ajudaram a fortalecer o movimento. Em todo o Estado, somente duas agências do interior abriram nesta sexta: Salgueiro e Sanharó. Outras seis funcionaram parcialmente. Na capital e Região Metropolitana, todas as agências e postos pararam, o que significa 90% de adesão em todo o estado.

Em Alagoas, os bancários da Caixa fizeram pela manhã um "despacho" de macumba na porta da Filial, onde funciona a superintedência e outros departamentos da empresa. O ato simbólico, lembrando uma das práticas do candomblé, foi um apelo aos orixás, no sentido de quebrar o autoritarismo e a má vontade da diretoria em atender as reivindicações do funcionalismo. A macumba teve tudo que é de direito dos orixás, de pipoca e arruda a galinha e cachaça. A iniciativa ajudou a descontrair os grevistas e a levantar ainda mais o ânimo da paralisação na Filial, que vem sendo um sucesso. O Sindicato dos Bancários prepara outras manifestações parecidas para a próxima semana.

No Maranhão, todas as agências da Caixa Econômica Federal pararam, com exceção de duas que ficam no interior do Estado. Na capital, São Luiz, os bancários participaram em peso do movimento.

Na Bahia, a mobilização continua forte em Salvador e foi ampliada nesta sexta-feira no interior do estado. Os bancários de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, região do Sindicato de Cariri, entraram em greve e engrossaram o movimento. A paralisação prosseguiu forte nas cidades que já haviam aderido, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Jequié

A greve no Ceará também continuou forte, com 100% dos bancários envolvidos no movimento.

SUDESTE
A greve dos bancários da Caixa em São Paulo cresceu nesta sexta-feira, com 76% das agências paradas total ou parcialmente. Neste terceiro dia da paralisação, 187 das 247 agências aderiram. Os bancários dos centros administrativos também pararam, com 14 unidades fechadas. Em outros dois, um em Osasco e um na região Sul, a mobilização foi parcial. Segundo dados do Sindicato, a greve cresce a cada dia. Na quarta, foram 3,5 mil bancários de braços cruzados, número que subiu para 4,5 mil na quinta e para 4,8 mil nesta sexta. A Caixa tem 8 mil na capital paulista e na região de Osasco. No interior do Estado, a greve continuou forte em todas as regiões: Grande ABC, Baixada Santista, Campinas, Catanduva, Araçatuba, Araraquara, Assis, Barretos, Bauru, Bragança Paulista, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Jaú, Jundiaí, Limeira, Lins, Marília, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté, Tupã e Votuporanga.

No Rio de Janeiro, os bancários também ampliaram a mobilização e pararam quase 100% das agências da Caixa na capital. A greve também cresceu no interior, Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Campos dos Goytacazes, Itaguaí, Itaperuna, Macaé, Nova Friburgo, Parati, Petrópolis, Seropédica, Sul Fluminense, Teresópolis e Três Rios.

Os bancários da Caixa em Belo Horizonte pararam cerca de 90% das agências e departamentos da capital mineira e da região metropolitana, além das cidades de Congonhas, Itaúna, Mateus Leme, Pará de Minas, Pitangui e Sete Lagoas, todas da base do Sindicato de BH. No interior, a greve foi forte em Juiz de Fora, Uberaba, Patos de Minas e Teófilo Otoni.

No Espírito Santo, os bancários pararam 48 unidades, entre agências e postos de atendimento, cinco a mais do que ontem. Aderiram ao movimento os bancários das agências de Aracruz, Barra de São Francisco, João Neiva, Mimoso do Sul e São José do Calçado. Permaneceram paralisadas todas as 25 agências da Grande Vitória e as unidades de Colatina e São Silvano, Linhares, Nova Venécia, São Gabriel da Palha, São Mateus, Alegre, três unidades de Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Domingos Martins, Guaçuí, Guarapari, Iúna, Itapemirim, Muqui e Anchieta. Na capital também estão em greve os funcionários de todos os departamentos que funcionam no edifício Castelo Branco, no Centro de Vitória. No prédio da Enseada do Sua, a paralisação foi parcial.

SUL
Subiu para 96 o número de unidades da Caixa Econômica Federal fechadas no Paraná nesta sexta-feira. No terceiro dia de greve dos bancários, a novidade foi a adesão de todos os trabalhadores na Caixa na região de Arapoti e das agências de Guaíra e da Justiça Federal em Guarapuava. No total, são mais de 3.500 bancários em greve, o que significa paralisação em 98% dos municípios. Na Região Metropolitana de Curitiba, as atividades de 47 agências e três centros administrativos foram paralisadas. Também aderiu ao movimento a maioria dos 16 postos de atendimento. Na região, a única agência que abriu foi a da Lapa. No interior a greve foi forte em Arapongas, Cambé, Rolândia, Ibiporã, Assai, Porecatu, Londrina, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Cambará, Jacarezinho, Santo Antonio da Platina, Umuarama, Assis Chateubriand, Guaíra, Iporã, Paranavaí, Apucarana, Jandaia do Sul, Ivaiporã, Ribeirão Claro, Siqueira Campos, Ibaiti, Wenceslau Braz, Jaguariaíva, Arapoti, Campo Mourão, Mamborê, Guarapuava, Pitanga, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Palotina.

Em Santa Catarina, a greve na Caixa também foi ampliada. Todas as agências de Florianópolis fecharam. No Besc, a paralisação também foi forte. A greve se manteve no interior do Estado, com 100% de adesão em Concórdia, Criciúma e Chapecó.

A greve dos bancários também é forte em todo Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre e na região metropolitana, mais de 90% das agências e postos ficaram fechados, de um total de 55 agências e postos bancários. Na capital, funcionou apenas a agência do Bourbon Ipiranga. Os funcionários preparam uma passeata na próxima terça-feira, dia 9, para chamar a atenção da sociedade para o descaso do banco e para a ameaça de ajuizar dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em função da paralisação. No interior, a greve atinge as cidades de Cachoeira do Sul, Camaquã, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Guaporé, Horizontina, Ijuí, Lajeado, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rosário do Sul, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo, São Borja, São Leopoldo, Uruguaiana, Vacaria e Vale do Paranhana.

Fonte: Contraf-CUT, com federações e sindicatos

05 outubro, 2007

O fura-greve

Acima do direito INDIVIDUAL do “fura-greve” está o direito COLETIVO dos Trabalhadores em greve.

O “fura-greve” SABE que a decisão de uma Assembléia se sobrepõe à decisão individual, mas, simplesmente recusa-se a participar das Assembléias cuja pauta seja a deflagração de greve, achando, talvez, que com isso ficará isento de acatar suas deliberações. Ele SABE que, recusando-se a participar da Assembléia, aceita tacitamente que outras pessoas decidam por ela.

O “fura-greve” SABE que a greve é um DIREITO e um instrumento LEGÍTIMO de reivindicação dos trabalhadores na relação capital X trabalho, onde o lado mais fraco é o trabalhador e que daí nasce a necessidade da união de todos os trabalhadores, para ao menos minimizar a brutal desigualdade na correlação de forças.

O “fura-greve” SABE que sua atitude de furar a greve enfraquece, dificulta e desgasta a luta dos colegas grevistas, diminui as possibilidades de um resultado melhor para todos e aumenta as possibilidades de punições injustas sobre os colegas em greve.

O “fura-greve” SABE o quanto sua atitude de furar a greve colabora com o patrão que o explora e para a CONTINUIDADE dessa situação injusta.

A única coisa que talvez o “fura-greve” NÃO SAIBA é que ele, ao DESRESPEITAR a decisão da maioria de uma assembléia de deflagrar greve, ESTÁ DESRESPEITANDO A SI MESMO, pois, furar greve significa ACEITAR PASSIVAMENTE o desrespeito e a injustiça do patrão sobre ele e sobre os demais colegas, significa abrir mão da própria dignidade.

Por fim, espero que a leitura desse texto não ofenda os que furam greve, mas possa fazer com que o “fura-greve” reflita sobre sua atitude, reveja seus conceitos e passe a somar forças com os grevistas. Ainda que o resultado final da greve seja uma incógnita, certo é que a quem luta solidariamente com os demais colegas sempre ficará preservado o incomparável valor da dignidade.

03 outubro, 2007

Parabéns bancários da CEF

Na Assembléia de Mogi das Cruzes foi aprovada greve por tempo
indeterminado apenas na CEF.
As votações foram separadas. Primeiro foi votada só pelos bancos
privados que aprovaram a propost apor unanimidade cerca de 30
bancários. Depois foi a vez do BB que tinha a gerência em peso, uns
trinta, na assembléia e votaram pela aceitação da proposta mas pelo
menos três bancários preferiram se abster intimidados prela presença
massiva dos gerentes. Por último ficou a votação dos bancários da CEF
que eram uns 90 na Assembléia e com apenas três abstenções aprovamos a
greve por tempo indeterminado. Com a força da mobilização dos bancários
da CEF em todo o país podemos avançar para o rompimento com a mesa única,
a reposição de perdas, necessidade de eleger bancários de base para compor
a comissão de negociação e a contratação de mais funcionários.

01 outubro, 2007

Prevenção contra possíveis manobras

Colegas da CEF e do Banco do Brasil

Sinto-me na obrigação de prevenir aos bancários da CEF e do BB sobre o que poderá acontecer nas assembléias de amanhã. Com a nova proposta que a Fenaban apresentou (conforme descrito abaixo extraído do site da Contraf/CUT) poderá acontecer de os sindicatos "contraficustistas" orientarem a aprovação nas assembleias que ocorrerão amanhã em todo o Brasil. Essa proposta é irrisória até mesmo para os bancários privados, portanto temos que ficar prevenidos para as possíveis manobras que virão. Torço para que eu esteja enganado, mas nunca é demais se prevenir. Nossa única chance de atrapalharmos qualquer manobra que possa acontecer é comparecendo massivamente nas assembléias para rejeitarmos a proposta apresentada.

Se nenhum banco teve lucro líquido abaixo de 20%, por quê vamos aceitar um reajuste de apenas 6%?

Mauro Aguiar



Fenaban avança na proposta
Reajuste de 6% sobre salários e benefícios (o que siginica aumento real para inflação de 4,82%), incorporação da 13ª. Cesta-alimentação na Convenção Coletiva e melhora na PLR são alguns dos pontos

Na negociação extraordinária que aconteceu nesta segunda-feira a pedido dos bancos, os representantes da Fenaban apresentaram nova proposta econômica. Entre os principais pontos estão reajuste de salários e benefícios com aumento real (6% contra inflação de 4,82% no período), pagamento da 13ª. Cesta-Alimentação no valor de R$ 252,36, incorporada a partir de agora na Convenção Coletiva Nacional, e melhora na Participação nos Lucros e Resultados.

No caso da PLR, a regra básica seria de 80% dos salários mais R$ 878, com parcela adicional de 8% da variação do lucro líquido do banco entre 2006 e 2007. Para os bancos em que o lucro aumentou mais de 15%, ficaria garantido o mínimo de R$ 1.200 e o máximo de R$ 1.800.

Em caso de aprovação nas assembléias, o pagamento da primeira parcela da PLR aconteceria em 10 dias da assinatura. As diferenças salariais e sobre os benefícios seriam pagas na folha de novembro. O Comando Nacional está avaliando a proposta e deve soltar em breve sua recomendação.

Fonte: Contraf-CUT

Os tipos de fura-greves

Sempre que uma greve é deflagrada, sempre há os que resolvem furar a greve.
Aqui vai uma singela homenagem a esses “bravos” puxa-sacos, traidores da categoria a que pertencem, ignóbeis, muito úteis aos interesses dos patrões.

O tímido: é aquele que passa caladinho pelo piquete, de cabeça baixa, pois tem vergonha de sua própria covardia ou incompetência.

O angustiado: é aquele que não consegue deixar de furar a greve, mas também não consegue trabalhar por ficar o tempo todo pensando na besteira que está fazendo.

O neurótico: é aquele que perde completamente o controle emocional quando é barrado num piquete e parte pra briga com os grevistas.

O dissimulado: é aquele que antes de furar um piquete, pára, conversa com os grevistas e ri sozinho das próprias piadas que conta.

O chorão: é aquele que abre o berreiro é pede “por favor” aos grevistas para que o deixem entrar para trabalhar.

O revoltado: é aquele que finge estar descontente com o patrão, reclama com os colegas, mas quando começa a greve é o primeiro a sabotá-la.

O enrustido: é aquele que chega mais cedo só para não ter que passar pelo piquete e, lá dentro fica se escondendo atrás dos móveis para não ser visto pelos grevistas.

O puxa-saco: é aquele que adora furar a greve só porque vai ter mais tempo e privacidade para bajular o patrão e falar mal dos colegas.

O carreirista: é aquele que fura a greve só porque tem uma função de confiança ou porque o patrão lhe prometeu uma promoção.

O incompetente: é aquele que fura a greve porque tem medo de ser demitido.

O chantagista: é aquele que tem coragem até de inventar que a mãe morreu para comover os grevistas para deixá-lo entrar para o trabalho.

O vagabundo: é aquele que fura a greve, mas adora que os colegas a façam para ter desculpa para não trabalhar.

O parasita: é aquele que fura a greve, mas adora quando seu salário vem com o aumento conquistado pelos grevistas.

O dedo-duro: é aquele que fura a greve e fica observando a movimentação dos grevistas para informar ao chefe.

Há características que são comuns a qualquer tipo de fura-greve. Eles são mesquinhos, egoístas, individualistas, hipócritas, covardes, oportunistas e traiçoeiros.

Lembre-se, acima do direito individual do fura-greve está o direito coletivo dos trabalhadores em greve.