AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

26 dezembro, 2007

URGENTE

OLÁ, AMIGOS E COLEGAS!



Sou de uma classe social ao qual me foi propiciado o acesso ao mínimo que a cidadania digna tem o direito: escola, saúde, habitação, educação.
As oportunidades que tive aproveitei-as e tento, na medida do possível, proporcioná-las aos meus filhos através de condições materiais e afetivas, para também terem uma vida digna.
Um dos meus filhos, Luís Fernando Kalife Júnior, de 21 anos, lindo, inteligente, músico, ambicioso pelo saber, batalhador desde nascença da luta pela Vida, estudante do curso de letras da UFRGS, professor-estagiário e monitor em curso pré-vestibular da própria universidade, por dificuldades de saúde encontra-se hoje dependendo de transplante dos dois pulmões. Vive dependente de "oxigenoterapia" (respiração artificial), estando atualmente na lista de espera para transplante de pulmões da Santa Casa de Misericórdia (Pavilhão Pereira Filho) POA/RS. O acompanhamento e a dedicação médica são impecáveis. O convênio (SAÚDE CAIXA) supre as necessidades para amenizar as deficiências que seus pulmões lhe impõem.
Sou sabedor e tenho muita fé que a possibilidade dele ter a continuidade da sua vida de forma normal diminuindo as dificuldades para viver e também a nossa angústia, começará a partir da doação de pulmões. E por este motivo venho recorrer a solidariedade e sensibilidade humana divulgando o presente e-mail ao número máximo de pessoas possíveis.
As doações de órgãos, por serem muito escassas, requerem uma constante, permanente e persistente campanha publicitária evocativa e esclarecedora (o que infelizmente não existe) para que tomemos consciência de que a doação autorizada dos órgãos de um "ente querido nosso com morte celebral declarada” possibilitará a outros seres humanos vida normal, saindo do sofrimento e das algemas que sua doença lhes impõem. Há na lista de pessoas que esperam a doação um índice muito grande de óbitos pela falta de doadores. Residem ai paradoxos, paradigmas e preconceitos que somente poderão ser quebrados através de uma mídia grande de esclarecimento e convocações constantes, feita por pessoas e órgãos de comunicação com credibilidade jornalística e humana para tal conscientização.
Tenho a consciência de que esta deveria ser uma função dos governos, mas se entrarmos nesta área divagaremos muito e certamente não chegaremos à objetividade vital para o momento e para a vida de muitas pessoas, as quais a vida de meu filho está incluída.
Não consigo avaliar a extensão e o resultado da minha pretensão recorrendo a vocês. É uma tentativa urgente e desesperadora de Pai.
Sofremos duas vezes nesta situação, por nós e pelos filhos.
Tenho fé e esperança que o Novo Ano traga uma boa nova para o Júnior e que ele vença esta batalha pela Vida. Conto com a sensibilidade de todos para os anseios e as necessidades humanas, dando ampla divulgação ao presente e-mail.



Tenham todos um Ano Novo de muita Paz, Saúde, Amor, Alegria e Felicidade e de muitas Esperanças.



Abraço Forte no Coração!



LUÍS FERNANDO KALIFE

GITER PO

Matrícula 5815296

Endereços eletrônicos: luis.kalife@caixa.gov.br ; kalife.voy@terra.com.br

25 dezembro, 2007

Por muitos felizes natais e demais dias a todos os que vivem do trabalho

Por um feliz natal a todos aqueles que são excluídos,
Humilhados, esquecidos, pisoteados,
Assassinados de fome, ou pela violência,
Que são encarcerados, marginalizados, caluniados,
Despejados, precarizados, desempregados e explorados.
Aqueles que não tem história,
que saem deste mundo sem deixar memória.
Aqueles a quem o Capital usurpou a vida
e condenou à sobrevivência miserável,
como expectadores passivos do Espetáculo
a sonhar e comer as migalhas de uma mesa que nunca comerão,
Vendendo sua pele como assalariados! – todos nós!

Por todos aqueles que trabalham
e são sujeitados aos ditames vorazes do deus-Capital.
A todos os despossuídos e deserdados deste mundo.
Por um Natal de solidariedade, e não de vendas e mercado.

E um ano novo que não seja mais um ano,
na estrada lenta e inexorável da nossa (sobre)vida assalariada,
Que não seja mais do mesmo, mas um ano de muitas lutas
Onde a dignidade no homem reapareça!
Onde a vida se reapresente, sem preço, não-mercadoria
Como dádiva, gratuita!

16 dezembro, 2007

Eleição Saude Caixa, muito suspeita

Alguém saberia nos responder sobre a composição da Comissão Eleitoral, se ela conta com representantes de todas as chapas ou se é formada só por apoiadores da chapa 2. Se não houver equanimidade na composição da Comissão Eleitoral que garantia podemos ter sobre a transparência no processo eleitoral?! Também recebemos aqui o folheto da chapa 2. Muito dinheiro foi gasto para rodar milhares de panfletos dessa chapa para distribuição no Brasil inteiro, inclusive para enviar aos aposentados e afastados. Muita coisa estranha está acontecendo no processo eleitoral: 1) muito dinheiro que não se sabe de onde está saindo, 2) mensagem emitida pela GESAD na véspera do início da votação, nominada a cada empregado com o texto (com efeito luminoso) na primeira linha que dizia "HOJE É O ÚLTIMO DIA PARA VOTAR, EXERÇA SEU DIREITO", o que fêz com que muitos colegas desinformados achassem não dar tempo mais para votar e deletassem a mensagem, 3) VÁRIAS tentativas de votar no primeiro dia de votação, sem sucesso, porém dando a impressão de que o voto já teria sido computado, 4) várias tentativas sem sucesso de contato com a Comissão Eleitoral através dos telefones e e-mail disponibilizados na página de votação, 5) impugnação da chapa 1 o que possibilitou que a chapa 2 fosse a primeira da lista na página de votação sem sabermos quem decidiu sobre a ordem das chapas na lista e os critérios de impugnação de chapas, 6) quem e por quê decidiu utilizar o método virtual para votação, sabemos que o método virtual pode ser fraudado e não há meios de fiscalização por parte das chapas ou de qualquer interessado. Enfim, todo o processo eleitoral está completamente comprometido e sem nenhuma credibilidade. Sendo assim, não temos dúvida de que a chapa 2 será a mais votada, mas não por merecimento.

14 dezembro, 2007

Eleição no Saúde Caixa

A eleição para conselheiros do Saude Caixa é uma farsa.
A chapa 2, que é a chapa da diretoria atual é a chapa apoiada
pela própria Caixa e pelas entidades ligadas à CUT/PT
que são entidades governistas e patronais.

Basta ver a composição da chapa, para ver a sua caracteristica;
seus componentes são gerentes e superintendentes da Caixa que,
estão infiltrados no movimento sindical e associativo dos
empregados apenas para criar obstáculos à luta; estão no movimento
para fazer o jogo do patrão dentro das entidades dos bancários.

Nessa eleição, a única chapa que tem condições de derrotar a chapa 2
é a CHAPA 6, é a chapa constuída por integrantes do Movimento Nacional
de Oposição Bancária, é a chapa dos colegas que nunca abandonaram a
luta e estão, categoricamente do lado da parte mais explorada dos
empregados da Caixa. São colegas que tem consciência de classe.

Portanto, todo respeito merecem as demais chapas (exceto a chapa 2), que provavelmente foram montadas por colegas que realmente tem boa vontade,
mas, infelizmente não estão organizados nacionalmente ainda como está a
Oposição Bancária Nacional.

Votem na chapa 6 - Saúde Caixa, Melhor e Para Todos.

A chapa 6 é apoiada por todos aqueles que acreditam na luta dos
trabalhadores

ATENÇÃO: A ELEIÇÃO VAI ATÉ DIA 20/12 ÀS 16 HORAS.

09 dezembro, 2007

O que é um militante de esquerda

O militante de esquerda jamais dirá que tudo está perdido, que o mundo é assim mesmo, que todas as pessoas são mesmo corruptas e que não vale a pena lutar.

O verdadeiro militante sempre terá consciência dos motivos que o move a lutar incansavelmente.

O verdadeiro militante de esquerda não é imediatista nem egoista, mas é coletivista e altruísta, é duro com os injustos, mas terno com os injustiçados.

O verdadeiro militante não nasce feito, embora, desde muito cedo já demonstre sua índole boa, sua formação e consciência de classe se faz na luta.

O verdadeiro militante não se conforma em acomodar-se na ignorância e persegue o conhecimento que só se consegue fora da escola a partir do momento que percebe que o que se aprende nas escolas é só o que interessa ao sistema que o oprime.

Sempre surgirá um novo militante de esquerda enquanto o estado se colocar como opressor e alguém se conscientizar da sua condição de oprimido, porém sujeito das transformações históricas.

30 novembro, 2007

Mais uma vitória da Conlutas

Resultado das eleições do Sintusp.

A Chapa 1, atual diretoria do Sintusp, desde o ínicio engajada na
construção da Conlutas venceu as eleições realizadas nesta última
semana de forma inquestionável, com 75 % dos votos válidos.
A votação não deixa nenhuma dúvida.
A Chapa 3, que teve o apoio da CUT, teve cerca de 10 % dos votos.

Parabéns aos piqueteiros e lutadores do Sintusp que mantém seu
sindicato em uma perspectiva classista e de luta.
Resultado

Chapa 1 - 1773 74,5 %
Chapa 2 - 369 15,5 %
Chapa 3 - 240 10,0 %
brancos - 47
Nulos - 67

Total de votos - 2496

Votos válidos - 2382

24 novembro, 2007

BANCÁRIOS DO RN PÕEM CUT PARA FORA DO SINDICATO

A CUT já era. Os bancários do RN provaram à Central do PT que respeito é um princípio básico na construção da luta diária. No plebiscito da desfiliação do Sindicato da CUT, realizado entre 19 e 22 de novembro, deu a lógica. Com 75% dos votos (1211 votos a 412), a categoria mandou uma resposta: que o Sindicato precisa estar ao lado de uma Central de luta.

Não tinha como ser diferente. Quem assistiu, nos últimos anos, às Campanhas Salariais (des) orientadas, em nível nacional, por dirigentes da CONTRAF/CUT abraçados aos banqueiros e ao Governo Lula ficou com aquilo entalado na garganta. Nas próprias assembléias deste ano, a base já sentia a necessidade de se manifestar contra quem tanto fez para desmobilizar o movimento.

Agora, a história mudou. E os bancários do RN fazem parte desta virada. O resultado acachapante do Plebiscito nos dá a certeza de que começaremos 2008 com muito mais força. Há um novo cenário à frente dos bancá-rios. Sem dúvida, com lutas.

21 novembro, 2007

Vitória: Bancários de Bauru se desfiliam da CUT e filiam-se à Conlutas

Por 136 votos contra 14, os bancários da base do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região decidiram, em assembléia ontem à noite, pela desfiliação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e imediata filiação à Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas).
Os debates em torno da desfiliação da CUT ocorrem há anos. Os rumos tomados pela CUT não satisfaziam mais os interesses dos trabalhadores, já que se aliou e se tornou braço do governo Lula. Desde que Lula assumiu, a CUT passou a apoiar vários projetos governistas, como os das reformas previdenciária e trabalhista - que aumentaria a idade da aposentadoria e o aumento da contribuição previdenciária - pela manutenção do imposto sindical e muitos outros, como também o fim das férias, do FGTS e do 13º salário.
Nas últimas campanhas salariais dos bancários, a Contraf-CUT - Confederação Nacional dos Trabalhores do Ramo Financeiro ligada à CUT não lutou para que os bancários conquistassem um índice de reposição de 30% (perdas salariais da categoria desde 1994) e, beneficiando os banqueiros e o governo Lula, assinou um Acordo Coletivo rebaixado e insatisfatório.
Parabéns, bancários de Bauru e Região
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região parabeniza a todos os bancários que votaram pela desfiliação da CUT, sinalizando total descontentamento com esta central inerte, governista e contrária aos interesses de quem trabalha, e optando pela filiação à Conlutas.
A partir da agora, será possível encaminhar as verdadeiras lutas da categoria, por melhores salários, condições de trabalho, mais empregos, contra as privatizações e também contra os ataques do governo neoliberal de Lula e dos banqueiros, sem qualquer interferência dos cutistas governistas, que ano-a-ano só permaneciam no meio sindical para abocanhar cargos e impedir qualquer avanço nas lutas dos trabalhadores.
Agora é luta com a Conlutas!
A Conlutas é uma central de luta, forte, democrática e independente, que surgiu como uma resposta vigorosa à degeneração irrecuperável da CUT. Diante dos boicotes e traições da CUT governista, trabalhadores de luta de todo o país se uniram em 2004 para fundar uma nova central, independente e de luta, que pertencesse somente à classe trabalhadora.
Assim nasceu e cresceu a Conlutas, sob o signo da combatividade, sem nenhum atrelamento a governos ou patrões, como deve ser uma ferramenta de luta de verdade. Hoje, a Conlutas agrega centenas e mais centenas dos sindicatos mais expressivos, mais fortes e mais combativos do Brasil, seguindo na defesa implacável dos direitos dos trabalhadores. Se um sindicato tem o selo da Conlutas é porque esse sindicato é uma verdadeira ferramenta de luta dos trabalhadores. Um sindicato como o nosso. Afinal, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região é referência nacional de luta, democracia e independência, sempre a serviço dos trabalhadores, claro. Como a Conlutas. Porque, para nós, Sindicato é pra lutar!
Bauru, 21 de novembro de 2007
Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

18 novembro, 2007

DEBATE DO PLEBISCITO REVELA “DEMOCRACIA” DA CUT

Plebiscito pela desfiliação do Sindicato dos Bancários da CUT esquentou terça-feira passada (13/11) com o debate envolvendo representantes das duas correntes que divergem na disputa. De um lado, o diretor nacional da Conlutas e do MNOB, Dirceu, e do outro, o representante da Contraf/CUT, Marcel, apresentaram seus principais argumentos de defesa.

O Plebiscito começa na próxima segunda-feira, 19, e segue até

22 de novembro. Haverá urnas itinerantes espalhadas pelas agências na Capital, dias 19 e 20, e no Interior, dias 21 e 22. Além delas, a comissão organizadora disponibilizará duas urnas fixas, localizadas na sede do Sindicato e na Associação dos Aposentados. A votação será realizada entre 8h e 16h. A apuração ocorre dia 22 de novembro, na sede do Sindicato.

Durante o debate, mediado pelo presidente da comissão organizadora, Eugênio Xavier (BB/Jaguarari), trouxe para a mesa uma discussão sobre democracia no movimento sindical. O representante da CUT, no entanto, ficou numa saia justa quando foi lembrado de que a Central cassou as liberações sindicais dos diretores Liceu Carvalho e Juvêncio Hemetério, logo que a atual direção tomou posse.

Dirceu, conhecido como Didi, também lembrou que o jornal Luta Bancária trouxe, na edição passada, a defesa de ambos os lados sobre o Plebiscito. “Prova de democracia é isso! Tanto a direção do Sindicato que defende a desfiliação do Sindicato da CUT como a oposição tiveram o mesmo espaço. No Sindicato dos Bancários de São Paulo, que é dirigido pela Contraf/CUT, isso é impossível de ser visto”, disse Dirceu.

Embora alguns ânimos tenham sido exaltados em meio ao calor da discussão, o debate ocorreu em paz. Agora, é a base quem decide.

17 novembro, 2007

O apoio do governo Lula à obrigatoriedade do imposto sindical e à destinação de uma parte às centrais é uma operação de compra e venda

Por José Maria de Almeida
• Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou emenda ao projeto de lei 1.990/07 -sobre o reconhecimento legal das centrais sindicais- que acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical. A decisão provocou um alvoroço no meio sindical. As centrais governistas já pediram e receberam o apoio do governo federal. Sindicatos e centrais estão fazendo forte lobby pela derrubada da emenda no Senado. Não foram às ruas defender os direitos dos trabalhadores no dia 24 de outubro em Brasília, mas querem ir às ruas para defender suas receitas provenientes do imposto sindical. Por que todo esse alvoroço? Caso a emenda seja aprovada, o movimento sindical perde R$ 1,2 bilhão por ano.
Receita advinda desde a época de Getúlio Vargas, em 1943, que institucionalizou a obrigatoriedade do imposto para quebrar a autonomia do movimento sindical brasileiro, atrelando-o ao Estado.

A estrutura sindical seria, a partir daí, financiada pelo imposto sindical, em vez de ser financiada pelas contribuições espontâneas dos trabalhadores. Dentro dessa lógica, o dirigente sindical deveria obediência ao Estado, e não mais aos trabalhadores, os quais ele deveria representar. Ainda hoje persiste essa lei perversa e todo trabalhador tem descontado em folha, anualmente, um dia de salário no mês de março para a contribuição sindical.
Conforme o projeto de lei original apresentado pelo governo, do montante, 10% seriam destinados às centrais sindicais. Com a emenda aprovada no Congresso Nacional, o que era obrigatório se tornaria facultativo.

A Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) defende o reconhecimento legal das centrais sindicais, pois esse é um direito dos trabalhadores. Mas não concorda com esse projeto de lei negociado entre o governo e algumas centrais sindicais.

Para nós, é inaceitável que as centrais venham a ser financiadas com o famigerado imposto sindical, que já se constitui como um câncer no movimento sindical brasileiro.

Os sindicatos devem financiar suas atividades por meio das contribuições associativas e dos descontos realizados por ocasião das campanhas salariais, sempre a partir de decisão soberana dos trabalhadores. Contribuições espontâneas, portanto.

As centrais devem ser financiadas pelos sindicatos, que devem repassar a elas uma parcela de suas receitas, sempre a partir de decisão dos trabalhadores na base. As centrais sindicais que não conseguirem sobreviver dessa forma não têm representatividade real. E a pergunta óbvia é: elas deveriam existir?
Em nossa opinião, o Congresso Nacional deveria ir além, portanto, nessa questão e extinguir completamente o imposto sindical.

O apoio do governo Lula à obrigatoriedade do imposto sindical e à destinação de uma parte dele às centrais, contrariando inclusive posicionamento tradicional do próprio PT, é uma operação de compra e venda. O governo Lula precisa do apoio dessas centrais sindicais para aprovar suas políticas contrárias aos interesses dos trabalhadores (estão aí a reforma da Previdência, a reforma trabalhista, a reforma do ensino superior e muitas outras).

Dá dinheiro (e cargos etc) às centrais em troca desse apoio. A Conlutas foi constituída legitimamente como uma central sindical e popular. Possui representatividade real em uma parcela minoritária, mas significativa, do movimento sindical e dos movimentos sociais do nosso país. Mas não aceitará os recursos oriundos do imposto sindical, mesmo que isso seja aprovado no Congresso Nacional.
Diferentemente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que traiu seus princípios de fundação, a Conlutas não pretende fazê-lo.

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JOSÉ MARIA DE ALMEIDA, o Zé Maria, 50, metalúrgico, é presidente nacional do PSTU e membro da coordenação nacional da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas).

A única opção dos trabalhadores é lutar por fora dos sindicatos

Não devemos mais estranhar que os nossos pseudo-representantes não tenham sido mais intransigentes nessa discussão nas mesas de negociação da Campanha Salarial. Chegou-se a colocar em assembléias que havia sido negociado e a Caixa havia aceitado descontar os débitos não efetuados pelo sistema desde abril de 2005 (ou 2004 - não me lembro direito), em até dez vezes. Agora, percebe-se que foi só enrolação para encerrarmos a greve. Infelizmente, não poderemos contar com os sindicatos cutistas para a nova luta que caberia nesse caso, mas mesmo assim creio que deveríamos aproveitar a próxima reunião entre a Comissão de negociação e a Caixa, cuja pauta preve apenas discutir PCS e política de uso da internet e exigir que a Comissão inclua na pauta essa questão e ainda a questão da contratação de mais funcionários que parece que a Caixa não está disposta a cumprir o que foi acordado.

Tudo indica que vamos ter muita luta pela frente e que, infelizmente vamos ter que lutar por fora dos sindicatos.

Lucro da elite dos bancos aumenta 90%

Os cinco maiores bancos privados de varejo – Bradesco, Itaú, ABN AMRO Real, Unibanco e Santander – tiveram lucro líquido conjunto de R$ 18,5 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 90,3% superior ao do mesmo período de 2006. Esse resultado foi em parte decorrente de ganhos extraordinários obtidos com a venda de participações acionárias. Se forem considerados apenas os ganhos recorrentes em ambos os anos, o lucro líquido dessas cinco instituições cresceu ainda nada desprezíveis 25%. Os investidores podem esperar mais resultados extraordinários até o fim do ano, porque a maioria dos bancos vai contabilizar no quarto trimestre os ganhos elevados obtidos com a venda de ações na abertura de capital da Bovespa, informa o Valor.

Lucro do Unibanco cresce 123% em 9 meses - O lucro líquido do Unibanco cresceu 123% entre janeiro e setembro deste ano comparado a igual período de 2006, e atingiu R$ 2,62 bilhões. O resultado foi influenciado em R$ 736 milhões por alguns fatores extraordinários. Entre eles, estão as receitas adquiridas com a venda de participação na Serasa e ganhos no lançamento de ações da Redecard e na participação da Unibanco Participações Societárias (UPS).

Lucro da elite dos bancos aumenta 90% - Valor Econômico - 9/11/2007
Receitas extraordinárias inflam o lucro dos bancos - Valor Econômico - 9/11/2007
Somados, ativos dos 5 maiores já superam R$ 1 trilhão - O Estado de S.Paulo - 9/11/2007

O total de ativos dos cinco bancos privados que apresentaram balanço até agora referente ao terceiro trimestre de 2007 ultrapassou a casa de R$ 1 trilhão. O valor é 41% superior ao verificado em igual período de 2006, quando essas instituições somavam ativos da ordem de R$ 733,98 bilhões, segundo levantamento feito pela Austin Rating. Apesar do avanço, o ranking dos maiores bancos por valor de ativos não se alterou. O Bradesco continua na primeira colocação, seguido por Itaú, ABN, Unibanco e Santander. Esse ranking considera todos os ativos das instituições, inclusive a área de seguros. O resultado do trimestre também mantém o Itaú na segunda colocação entre os bancos privados. Pelo volume de ativos do primeiro semestre, o banco perderia a posição quando Santander e ABN oficializassem a fusão. No período de janeiro a setembro, as cinco instituições registraram aumento médio de 29% no estoque de empréstimos e financiamentos, que atingiu a cifra de R$ 378,34 bilhões. Ao
contrário do que ocorreu no ano passado, o avanço do crédito neste ano foi acompanhado de uma melhora nos níveis de inadimplência. No ano passado, com o avanço expressivo dos atrasos, as instituições decidiram reforçar suas ferramentas para a concessão dos empréstimos. A iniciativa surtiu efeito. No Itaú, o financiamento de veículos teve um incremento de 62% no acumulado entre janeiro e setembro de 2007 comparado a igual período de 2006. O mesmo ocorreu no Unibanco, cujo aumento foi de 70,6%. No ABN, o avanço foi de 37% e no Bradesco, de 24,1%. Tudo isso contribuiu para o robusto resultado dos bancos no período.

A CEF é inescrupulosa e eximia descumpridora de acordos com os seus empregados

A Caixa, além de estar descumprindo o compromisso assumido ao final da campanha salarial de contratar 3 mil funcionários até o final de 2007, para São Paulo e Rio de Janeiro, vem agora anunciar o Plano de "Apoio" à Aposentadoria, o que representará alguns milhares de empregados a menos. O mais trágico disso é a indiferença, ou mesmo conivência dos "sindiquietos" que receberam da Caixa em primeira mão a apresentação do plano no dia 14/11 último e não demonstraram nenhuma contrariedade com este plano diabólico que afetará ainda mais a saúde dos funcionários que ficarem e dos que saírem também, afinal o "apoio de apenas cinco salários é irrisório e se desfaz como vento em pouco tempo. Nada contra os colegas que queiram aderir ao plano, afinal muitos já estão à beira do desespero com as pressões do banco e aceitariam até injeção na testa se essa for a condição para sair. Não é a toa que o sindicato dos bancários da Bahia acaba de se desfiliar da CUT em decisão ampla de assembléia, o Sindicato dos bancários de Bauru realizará assembléia dia 20/11 para decidir a desfiliação e o do Rio Grande do Norte realizará plebiscito na base bancária de lá também sobre a continuidade ou não filiado à CUT.
No ano que vem tem eleição para diretoria do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes. Quem sabe poderemos também efetivar as grandes e necessárias mudanças por aqui, para que o sindicato volte a ser de luta, como nos bons tempos quando Lula ainda não era presidente da república.
Assim espero.

13 novembro, 2007

Assembléia dos bancários de Bauru decidirá desfiliação do sindicato à CUT e filiação à Conlutas

Reunião da diretoria colegiada de sábado delibera realização de assembléia para decidir desfiliação da CUT e filiação à Conlutas, no próximo dia 20

CHEGA DE TRAIÇÃO CUTISTA!
Temos que fortalecer a LUTA!
A Conlutas é uma central de luta, forte, democrática e independente, que surgiu como uma resposta vigorosa à degeneração irrecuperável da CUT. Com a ascensão de Lula e do PT ao poder, a CUT abandonou de vez a luta dos trabalhadores, passando a apoiar vergonhosamente o governo, em troca de vantagens pessoais e cargos para os dirigentes sindicais cutistas. Diante dos boicotes e traições da CUT governista, trabalhadores de luta de todo o país se uniram em 2004 para fundar uma nova central, independente e de luta, que pertencesse somente à classe trabalhadora. Assim nasceu e cresceu a Conlutas, sob o signo da combatividade, sem nenhum atrelamento a governos ou patrões, como deve ser uma ferramenta de luta de verdade. Hoje, a Conlutas agrega centenas e mais centenas dos sindicatos mais expressivos, mais fortes e mais combativos do Brasil, seguindo na defesa implacável dos direitos dos trabalhadores. Se um sindicato tem o selo da Conlutas é porque esse sindicato é uma
verdadeira ferramenta de luta dos trabalhadores. Um sindicato como o nosso. Afinal, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região é referência nacional de luta, democracia e independência, sempre a serviço dos trabalhadores, claro. Como a Conlutas. Porque, para nós, Sindicato é pra lutar!
A degeneração da CUT
Já faz muito tempo que a CUT abandonou definitivamente a luta dos trabalhadores brasileiros para se tornar um mero braço de sustentação do governo Lula, do PT. É traição que não acaba mais. Desde o início, em 2003, o governo de Lula, totalmente apoiado pela CUT, já demonstrava a que interesses atenderia. E não eram os interesses dos trabalhadores que o elegeram. Mas os interesses dos banqueiros, usineiros e grandes empresários, que financiaram sua milionária campanha.
O governo de Lula, do PT e da CUT foi uma grande decepção para a classe trabalhadora. Cada vez mais, Lula ataca os trabalhadores, que o elegeram, e favorece os banqueiros, usineiros e grandes empresários, que o financiaram. Lula traiu covardemente os trabalhadores e a pelega CUT tem sido seu principal instrumento para enganar o povo brasileiro.
A CUT se degenerou. Se tornou pelega, governista, entreguista. Em troca de cargos e altos salários no governo Lula, os dirigentes sindicais cutistas passaram a boicotar todas as lutas dos trabalhadores para proteger Lula e ajudá-lo a manter sua política econômica. A CUT virou um escudo pelego para que o governo pudesse livremente atacar, roubar e destruir direitos históricos dos trabalhadores brasileiros.
Lula prepara novas e terríveis reformas contra o povo brasileiro com total apoio da CUT. Lula defende a CPMF, a CUT o apóia. Lula privatiza e a CUT faz vista grossa. Agora, Lula quer acabar de vez com a aposentadoria. E a CUT apóia também. Reforma trabalhista, para retirar direitos como férias, 13º, FGTS etc? Lá estão os cutistas escondendo a sujeira de Lula e do PT. Chega! Não dá mais! Uma entidade de luta como o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região não pode estar filiada à CUT! Vamos dar um basta nisso! NOSSO SINDICATO É CONLUTAS!
Conlutas não pára de crescer
A tendência dos trabalhadores de luta: sindicatos e mais sindicatos abandonam a pelega CUT e aderem à combativa Conlutas
Ninguém mais agüenta o peleguismo da CUT. Por isso, há tempos, vem se consolidando uma forte tendência entre os trabalhadores de luta. Entidades, movimentos sociais e sindicatos vão, dia após dia, se envolvendo cada vez mais à luta, rompendo com o aparato governista da CUT e ajudando a construir e fortalecer a luta dos trabalhadores da Conlutas.
Sindicatos imensos, importantes, representativos também já compõem a estrutura de luta da Conlutas. Centenas de sindicatos já se filiaram à Conlutas, quase todos após deixarem a CUT, que, em contra-partida, vai merecidamente encolhendo. Hoje, verdadeiras potências do movimento sindical combativo já têm o selo da Conlutas, como, por exemplo, o ANDES, sindicato nacional de professores de ensino superior, segunda maior entidade sindical da América Latina.
Outros grandiosos sindicatos como o SINDSEF (servidores públicos federais), Metalúrgicos e Químicos de São José dos Campos, SindsPrev-RJ, entre centenas de outros, já também vêm carregando essa mesma bandeira. A Conlutas já é uma grande realidade!

Bancários do Rio Grande do Norte
Na mesma semana em que os bancários de Bauru e Região deverão se libertar definitivamente da mancha da CUT em seu sindicato e avançar rumo à Conlutas, os bancários potiguares também darão o seu basta às traições cutistas. No dia 23, o Sindicato dos Bancários do RN também já deverá estar filiado à Conlutas. Até a vitória, companheiros!
POR QUE SAIR DA CUT ?
- A CUT se degenerou. Tornou-se uma central pelega, governista, entreguista, que vem traindo gravemente todos os trabalhadores brasileiros, de forma cada vez mais escandalosa, sobretudo após a ascensão de Lula e do PT ao poder.

- Lula pretende implementar terríveis reformas neoliberais contra os trabalhadores brasileiros (previdenciária, universitária, trabalhista) e a CUT já vem auxiliando seu governo a viabilizar esses terríveis ataques ao povo brasileiro.

- A Contraf, mera extensão da CUT, vem boicotando as lutas dos bancários e enterrando, ano após ano, todas as campanhas salariais da categoria, elaborando pautas rebaixadas de reivindicações, sabotando nossas greves, desrespeitando a vontade dos trabalhadores com sua mesa única de negociação e fazendo acordos miseráveis com os patrões.
Os banqueiros e os bancos públicos lucram bilhões e os bancários sobrevivem com migalhas, sofrendo ainda grave assédio moral, adoecendo cada vez mais e convivendo com o fantasma das demissões. A Contraf-CUT trai os bancários também ao não lutar contra as terceirizações, não lutar pela reposição de perdas e por insistir em negociar acordos bianuais.

- O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região não precisa da CUT, da Contraf ou da Fetec para ABSOLUTAMENTE NADA. Nosso Sindicato é independente e, por isso, assina todos os seus compromissos, documentos e acordos DIRETAMENTE COM OS BANCOS. Já desde o ano passado, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região não passa nenhuma procuração aos traidores da Contraf-CUT, tendo assinado desde então todos os acordos coletivos e seus aditivos, sem qualquer problema. Afinal, somos independentes e capazes para assinar quaisquer documentos de interesse da categoria.

- Na verdade, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região já está fora da CUT há muito tempo, assinando, como vimos, TODOS os acordos coletivos da categoria, mas também seguindo toda a orientação política de luta do Movimento Nacional de Oposição Bancária e da Conlutas.

- Não podemos alimentar um monstro que nos ataca, enviando recursos financeiros para uma entidade traidora como a CUT, inimiga dos trabalhadores. É como municiar o inimigo, enviar armas para um exército que sempre nos ataca. Hoje, CUT, Força Sindical, CGTB etc são todas centrais sindicais igualmente pelegas. Não há mais diferença entre uma e outra. Estão todas envolvidas nos ataques e reformas que Lula pretende e vem fazendo contra os trabalhadores. Não faz nenhum sentido contribuir com uma central pelega e governista como a CUT.
- Não fomos nós, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região e trabalhadores brasileiros, que abandonamos a CUT. Foi a CUT que nos abandonou. Foi a CUT que abandonou a luta dos trabalhadores brasileiros, para se tornar governo, para fazer troca-troca de cargos e apoios.
Nós, Sindicato dos Bancários de Bauru e Região e trabalhadores brasileiros, seguimos no mesmo lugar. Na trincheira daqueles que nunca se venderam, nem se venderão. Lutando, ombro-a-ombro, contra governos, patrões e, agora também, contra os traidores cutistas.

- Temos que sair da CUT porque nosso sindicato e nossa base de trabalhadores são de luta e nossa combatividade não combina com o peleguismo governista da CUT. Somos limpos, somos sérios, somos independentes. Os bancários de Bauru e Região já mostraram nas urnas que querem lutar. Nossos trabalhadores não são CUT! Os bancários de Bauru e Região são Conlutas.
Responsabilidade, independência e luta
FIM DA FARSA CUTISTA: A CONTRAF É INÚTIL PARA NÓS!
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região prova mais uma vez sua independência, não enviando procurações aos pelegos da Contraf-CUT e assinando os acordos diretamente com Fenaban, CEF e BB. Junto com os sindicatos do Maranhão e do Rio Grande do Norte, novamente em 2007, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região assinou todos os acordos coletivos e seus aditivos, revelando que os bancários de Bauru e Região não precisam da CUT pra absolutamente NADA, desmascarando de uma vez por todas o papinho furado de isolamento. Pelegos cutistas: essa mentira não cola mais!

Enquanto a Conlutas luta pelos trabalhadores, a CUT briga pelo imposto sindical
Na mesma semana em que a Conlutas se unia às entidades e sindicatos mais combativos do Brasil para encher as avenidas de Brasília, numa grande marcha de 16 mil trabalhadores, lutando contra as reformas neoliberais que Lula pretende fazer contra o povo brasileiro, os dirigentes pelegos da CUT se juntavam vergonhosamente a seus comparsas da Força Sindical e CGTB para invadir gabinetes para brigar pela "boquinha" do imposto sindical. Que vergonha! Os cutistas só pensam mesmo em manter seus cargos, altos salários e aparatos. A qualquer custo!
O imposto sindical é uma praga que o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região já conseguiu afastar dos trabalhadores locais desde 1992. Contribuir com um sindicato deve ser uma atitude espontânea. Imposto sindical é fraude política, é extorsão moral, é constrangimento e relação incestuosa com o governo federal. Aqui em Bauru e Região, bancário não paga imposto sindical. Chega desses pelegos! Chega de imposto sindical! Fora CUT! Lugar de dirigente sindical de luta é nas ruas e avenidas, carregando faixas e bandeiras para defender os direitos dos trabalhadores. Nosso sindicato tem que ter o selo da Conlutas!

27 outubro, 2007

Imposto Sindical - dependência financeira que leva à dependência ideológica dos sindicatos ao estado

Criado em 1943, o imposto sindical pode ser um instrumento de perpetuação de dirigentes sindicais no poder e favorece ao "peleguismo" uma vez que é com esse imposto que muitos sindicatos mantém atividades assistencialistas deixando para segundo plano o que deveria ser a principal função do sindicato: a organização da luta dos trabalhadores.

Mais grave ainda é que esse imposto causa a dependencia financeira que leva à dependência ideológica e a perda de autonomia e identidade de classe frente aos patrões e ao estado.

Historicamente, a CUT, a Força Sindical, o PT sempre se mostraram contrários à cobrança desse imposto, mas hoje brigam para que o senado não aprove e Lula não sancione a mudança aprovada na câmara dos deputados no dia 17/10 ultimo que prevê a autorização por escrito do trabalhador para que o valor possa ser descontado em folha de pagamento.

A princípio, não é completamente ruim a forma como foi aprovado na âmara, pois pode resgatar os sindicatos para a luta uma vez que estas entidades se verão obrigadas a mostrar para que existem se quiserem merecer a confiança dos trabalhadores e assim conseguirem o maior número possível de cartas de autorização para o desconto em folha.

Mas, o ideal mesmo é que o imposto sindical fosse extinto de uma vez por todas, pois contribuiria imensamente para o desatrelamento ideológico do movimento sindical ao Estado e suas instituições e estruturas de exploração dos trabalhadores.

O pagamento do Imposto Sindical, atualmente é obrigatório a todos os trabalhadores, independentemente de serem ou não filiados a sindicato, o equivalente a um dia de trabalho por ano, descontado na folha de pagamento do mês de março de cada ano.

Responda a Enquete que a Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região formulou e dê sua opinião sobre o imposto sindical.

14 outubro, 2007

07 outubro, 2007

O Direito Coletivo se sobrepõe, Naturalmente, ao direito individual

Direito Coletivo e direito individual

O Direito Coletivo se sobrepõe, Naturalmente, ao direito individual

A própria natureza não concebe que qualquer ser humano possa nascer, crescer e se desenvolver sem a atividade coletiva, ou seja, sequer haveria vida e conseqüentemente a LIBERDADE INDIVIDUAL se ela não dependesse da ação coletiva e, a INDIGNIDADE está em não reconhecer essa realidade, em não reconhecer que devemos nossa liberdade individual a muitas pessoas que se uniram e outros tantos que doaram suas próprias liberdades individuais e até mesmo a vida na luta para que hoje todos pudéssemos ter alguma liberdade individual, que ainda depende de muita luta COLETIVA para que um dia ela seja realmente plena.

Lutar COLETIVAMENTE para preservar a liberdade individual e ampliá-la é mais do que respeitar a liberdade individual, é doar-se para que ela seja uma realidade para todos. É a partir desse princípio que o direito individual se subordina ao direito coletivo. É inconcebível que a liberdade individual seja usada como argumento para negar o PRINCÍPIO NATURAL das coisas.

Quanto aos que se sentem ou não explorados ou injustiçados pelo patrão, não é uma questão de sentir ou não sentir, trata-se de um FATO que, embora muitas pessoas não sintam, ele é FATO e é INQUESTIONÁVEL. Muitos sentem, mas optam por não enfrentar, por não entenderem como se dá essa exploração, por sentirem-se fragilizados diante do poder tão grande daquele que o explora e, PRINCIPALMENTE por achar que não encontrarão apoio dos colegas também explorados, mas aguentando calados. Só o diálogo entre os explorados poderá encorajá-los a unir-se para fortalecerem-se para o enfrentamento.

Podemos e devemos nos opor e lutar por mudanças nas leis criadas pelos homens quando estas visam favorecer a acumulação de bens e de poder a uma pequena parcela da humanidade, enquanto à maior parte resta apenas sobreviver com pouco ou mesmo morrer de inanição ou de doenças que poderiam ser curáveis, leis estas que, inclusive, caminham no sentido da destruição do próprio planeta terra. A única lei que é impossível de ser contestada é a Lei da Natureza.

06 outubro, 2007

Ameaça da Caixa de ir ao TST faz adesão à greve crescer para 80%

05/10/2007
Após ameaça da Caixa, greve cresce e atinge 80%


(São Paulo) A ameaça da Caixa Econômica Federal de ajuizar dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, caso os bancários não encerrassem a greve, foi respondida pelos empregados nesta sexta-feira, dia 5, com mais paralisações.

A greve, que começou na quarta-feira com o fechamento de 70% dos postos de trabalho no Brasil inteiro, cresceu e já atinge 80% das agências e departamentos do banco.

Até o final desta sexta-feira, não houve nenhuma sinalização da Caixa para a retomada das negociações, embora os bancários tenham deixado claro na última rodada que apostam num acordo negociado. Sem avanço, os bancários da Caixa devem ampliar a greve ainda mais na segunda-feira.

Confira abaixo como foram as mobilizações na sexta, conforme informações enviadas pelos sindicatos e federações até as 21h.

CENTRO OESTE
A paralisação foi forte em todo o Distrito Federal, atingindo praticamente todas as agências da Caixa, além de grande parte dos prédios administrativos. Na avaliação do Sindicato, a adesão é grande e crescente.

No Mato Grosso, os bancários da Caixa de Cuiabá, Várzea Grande e também do interior do Estado paralisaram mais de 32 unidades de atendimento ligadas à Caixa. Só na capital foram onze agências paradas.

No Mato Grosso do Sul, os bancários mantiveram fechadas todas as dez agências da Caixa e o Escritório de Negócios de Campo Grande. No interior, a greve atingiu as cidades de Dourados, Fátima do Sul, Maracaju, Corumbá, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas.

No Pará e Amapá, os trabalhadores da Caixa ampliaram a greve, que já atinge cerca de 80% da categoria. No Pará, os bancários decidiram reforçar o movimento nas cidades do interior para obter uma adesão massiva em resposta à ameaça da Caixa.

A greve dos bancários também prosseguiu forte no Acre, com novas adesões. Os bancários do Basa no Estado aprovaram a proposta específica e acabaram com a greve.

NORDESTE
As ameaças e tentativas de intimidação por parte da Caixa surtiram efeito contrário ao desejado pelo banco em Pernambuco e ajudaram a fortalecer o movimento. Em todo o Estado, somente duas agências do interior abriram nesta sexta: Salgueiro e Sanharó. Outras seis funcionaram parcialmente. Na capital e Região Metropolitana, todas as agências e postos pararam, o que significa 90% de adesão em todo o estado.

Em Alagoas, os bancários da Caixa fizeram pela manhã um "despacho" de macumba na porta da Filial, onde funciona a superintedência e outros departamentos da empresa. O ato simbólico, lembrando uma das práticas do candomblé, foi um apelo aos orixás, no sentido de quebrar o autoritarismo e a má vontade da diretoria em atender as reivindicações do funcionalismo. A macumba teve tudo que é de direito dos orixás, de pipoca e arruda a galinha e cachaça. A iniciativa ajudou a descontrair os grevistas e a levantar ainda mais o ânimo da paralisação na Filial, que vem sendo um sucesso. O Sindicato dos Bancários prepara outras manifestações parecidas para a próxima semana.

No Maranhão, todas as agências da Caixa Econômica Federal pararam, com exceção de duas que ficam no interior do Estado. Na capital, São Luiz, os bancários participaram em peso do movimento.

Na Bahia, a mobilização continua forte em Salvador e foi ampliada nesta sexta-feira no interior do estado. Os bancários de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, região do Sindicato de Cariri, entraram em greve e engrossaram o movimento. A paralisação prosseguiu forte nas cidades que já haviam aderido, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Jequié

A greve no Ceará também continuou forte, com 100% dos bancários envolvidos no movimento.

SUDESTE
A greve dos bancários da Caixa em São Paulo cresceu nesta sexta-feira, com 76% das agências paradas total ou parcialmente. Neste terceiro dia da paralisação, 187 das 247 agências aderiram. Os bancários dos centros administrativos também pararam, com 14 unidades fechadas. Em outros dois, um em Osasco e um na região Sul, a mobilização foi parcial. Segundo dados do Sindicato, a greve cresce a cada dia. Na quarta, foram 3,5 mil bancários de braços cruzados, número que subiu para 4,5 mil na quinta e para 4,8 mil nesta sexta. A Caixa tem 8 mil na capital paulista e na região de Osasco. No interior do Estado, a greve continuou forte em todas as regiões: Grande ABC, Baixada Santista, Campinas, Catanduva, Araçatuba, Araraquara, Assis, Barretos, Bauru, Bragança Paulista, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Jaú, Jundiaí, Limeira, Lins, Marília, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté, Tupã e Votuporanga.

No Rio de Janeiro, os bancários também ampliaram a mobilização e pararam quase 100% das agências da Caixa na capital. A greve também cresceu no interior, Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Campos dos Goytacazes, Itaguaí, Itaperuna, Macaé, Nova Friburgo, Parati, Petrópolis, Seropédica, Sul Fluminense, Teresópolis e Três Rios.

Os bancários da Caixa em Belo Horizonte pararam cerca de 90% das agências e departamentos da capital mineira e da região metropolitana, além das cidades de Congonhas, Itaúna, Mateus Leme, Pará de Minas, Pitangui e Sete Lagoas, todas da base do Sindicato de BH. No interior, a greve foi forte em Juiz de Fora, Uberaba, Patos de Minas e Teófilo Otoni.

No Espírito Santo, os bancários pararam 48 unidades, entre agências e postos de atendimento, cinco a mais do que ontem. Aderiram ao movimento os bancários das agências de Aracruz, Barra de São Francisco, João Neiva, Mimoso do Sul e São José do Calçado. Permaneceram paralisadas todas as 25 agências da Grande Vitória e as unidades de Colatina e São Silvano, Linhares, Nova Venécia, São Gabriel da Palha, São Mateus, Alegre, três unidades de Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Domingos Martins, Guaçuí, Guarapari, Iúna, Itapemirim, Muqui e Anchieta. Na capital também estão em greve os funcionários de todos os departamentos que funcionam no edifício Castelo Branco, no Centro de Vitória. No prédio da Enseada do Sua, a paralisação foi parcial.

SUL
Subiu para 96 o número de unidades da Caixa Econômica Federal fechadas no Paraná nesta sexta-feira. No terceiro dia de greve dos bancários, a novidade foi a adesão de todos os trabalhadores na Caixa na região de Arapoti e das agências de Guaíra e da Justiça Federal em Guarapuava. No total, são mais de 3.500 bancários em greve, o que significa paralisação em 98% dos municípios. Na Região Metropolitana de Curitiba, as atividades de 47 agências e três centros administrativos foram paralisadas. Também aderiu ao movimento a maioria dos 16 postos de atendimento. Na região, a única agência que abriu foi a da Lapa. No interior a greve foi forte em Arapongas, Cambé, Rolândia, Ibiporã, Assai, Porecatu, Londrina, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Cambará, Jacarezinho, Santo Antonio da Platina, Umuarama, Assis Chateubriand, Guaíra, Iporã, Paranavaí, Apucarana, Jandaia do Sul, Ivaiporã, Ribeirão Claro, Siqueira Campos, Ibaiti, Wenceslau Braz, Jaguariaíva, Arapoti, Campo Mourão, Mamborê, Guarapuava, Pitanga, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Palotina.

Em Santa Catarina, a greve na Caixa também foi ampliada. Todas as agências de Florianópolis fecharam. No Besc, a paralisação também foi forte. A greve se manteve no interior do Estado, com 100% de adesão em Concórdia, Criciúma e Chapecó.

A greve dos bancários também é forte em todo Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre e na região metropolitana, mais de 90% das agências e postos ficaram fechados, de um total de 55 agências e postos bancários. Na capital, funcionou apenas a agência do Bourbon Ipiranga. Os funcionários preparam uma passeata na próxima terça-feira, dia 9, para chamar a atenção da sociedade para o descaso do banco e para a ameaça de ajuizar dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em função da paralisação. No interior, a greve atinge as cidades de Cachoeira do Sul, Camaquã, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Guaporé, Horizontina, Ijuí, Lajeado, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rosário do Sul, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo, São Borja, São Leopoldo, Uruguaiana, Vacaria e Vale do Paranhana.

Fonte: Contraf-CUT, com federações e sindicatos

05 outubro, 2007

O fura-greve

Acima do direito INDIVIDUAL do “fura-greve” está o direito COLETIVO dos Trabalhadores em greve.

O “fura-greve” SABE que a decisão de uma Assembléia se sobrepõe à decisão individual, mas, simplesmente recusa-se a participar das Assembléias cuja pauta seja a deflagração de greve, achando, talvez, que com isso ficará isento de acatar suas deliberações. Ele SABE que, recusando-se a participar da Assembléia, aceita tacitamente que outras pessoas decidam por ela.

O “fura-greve” SABE que a greve é um DIREITO e um instrumento LEGÍTIMO de reivindicação dos trabalhadores na relação capital X trabalho, onde o lado mais fraco é o trabalhador e que daí nasce a necessidade da união de todos os trabalhadores, para ao menos minimizar a brutal desigualdade na correlação de forças.

O “fura-greve” SABE que sua atitude de furar a greve enfraquece, dificulta e desgasta a luta dos colegas grevistas, diminui as possibilidades de um resultado melhor para todos e aumenta as possibilidades de punições injustas sobre os colegas em greve.

O “fura-greve” SABE o quanto sua atitude de furar a greve colabora com o patrão que o explora e para a CONTINUIDADE dessa situação injusta.

A única coisa que talvez o “fura-greve” NÃO SAIBA é que ele, ao DESRESPEITAR a decisão da maioria de uma assembléia de deflagrar greve, ESTÁ DESRESPEITANDO A SI MESMO, pois, furar greve significa ACEITAR PASSIVAMENTE o desrespeito e a injustiça do patrão sobre ele e sobre os demais colegas, significa abrir mão da própria dignidade.

Por fim, espero que a leitura desse texto não ofenda os que furam greve, mas possa fazer com que o “fura-greve” reflita sobre sua atitude, reveja seus conceitos e passe a somar forças com os grevistas. Ainda que o resultado final da greve seja uma incógnita, certo é que a quem luta solidariamente com os demais colegas sempre ficará preservado o incomparável valor da dignidade.

03 outubro, 2007

Parabéns bancários da CEF

Na Assembléia de Mogi das Cruzes foi aprovada greve por tempo
indeterminado apenas na CEF.
As votações foram separadas. Primeiro foi votada só pelos bancos
privados que aprovaram a propost apor unanimidade cerca de 30
bancários. Depois foi a vez do BB que tinha a gerência em peso, uns
trinta, na assembléia e votaram pela aceitação da proposta mas pelo
menos três bancários preferiram se abster intimidados prela presença
massiva dos gerentes. Por último ficou a votação dos bancários da CEF
que eram uns 90 na Assembléia e com apenas três abstenções aprovamos a
greve por tempo indeterminado. Com a força da mobilização dos bancários
da CEF em todo o país podemos avançar para o rompimento com a mesa única,
a reposição de perdas, necessidade de eleger bancários de base para compor
a comissão de negociação e a contratação de mais funcionários.

01 outubro, 2007

Prevenção contra possíveis manobras

Colegas da CEF e do Banco do Brasil

Sinto-me na obrigação de prevenir aos bancários da CEF e do BB sobre o que poderá acontecer nas assembléias de amanhã. Com a nova proposta que a Fenaban apresentou (conforme descrito abaixo extraído do site da Contraf/CUT) poderá acontecer de os sindicatos "contraficustistas" orientarem a aprovação nas assembleias que ocorrerão amanhã em todo o Brasil. Essa proposta é irrisória até mesmo para os bancários privados, portanto temos que ficar prevenidos para as possíveis manobras que virão. Torço para que eu esteja enganado, mas nunca é demais se prevenir. Nossa única chance de atrapalharmos qualquer manobra que possa acontecer é comparecendo massivamente nas assembléias para rejeitarmos a proposta apresentada.

Se nenhum banco teve lucro líquido abaixo de 20%, por quê vamos aceitar um reajuste de apenas 6%?

Mauro Aguiar



Fenaban avança na proposta
Reajuste de 6% sobre salários e benefícios (o que siginica aumento real para inflação de 4,82%), incorporação da 13ª. Cesta-alimentação na Convenção Coletiva e melhora na PLR são alguns dos pontos

Na negociação extraordinária que aconteceu nesta segunda-feira a pedido dos bancos, os representantes da Fenaban apresentaram nova proposta econômica. Entre os principais pontos estão reajuste de salários e benefícios com aumento real (6% contra inflação de 4,82% no período), pagamento da 13ª. Cesta-Alimentação no valor de R$ 252,36, incorporada a partir de agora na Convenção Coletiva Nacional, e melhora na Participação nos Lucros e Resultados.

No caso da PLR, a regra básica seria de 80% dos salários mais R$ 878, com parcela adicional de 8% da variação do lucro líquido do banco entre 2006 e 2007. Para os bancos em que o lucro aumentou mais de 15%, ficaria garantido o mínimo de R$ 1.200 e o máximo de R$ 1.800.

Em caso de aprovação nas assembléias, o pagamento da primeira parcela da PLR aconteceria em 10 dias da assinatura. As diferenças salariais e sobre os benefícios seriam pagas na folha de novembro. O Comando Nacional está avaliando a proposta e deve soltar em breve sua recomendação.

Fonte: Contraf-CUT

Os tipos de fura-greves

Sempre que uma greve é deflagrada, sempre há os que resolvem furar a greve.
Aqui vai uma singela homenagem a esses “bravos” puxa-sacos, traidores da categoria a que pertencem, ignóbeis, muito úteis aos interesses dos patrões.

O tímido: é aquele que passa caladinho pelo piquete, de cabeça baixa, pois tem vergonha de sua própria covardia ou incompetência.

O angustiado: é aquele que não consegue deixar de furar a greve, mas também não consegue trabalhar por ficar o tempo todo pensando na besteira que está fazendo.

O neurótico: é aquele que perde completamente o controle emocional quando é barrado num piquete e parte pra briga com os grevistas.

O dissimulado: é aquele que antes de furar um piquete, pára, conversa com os grevistas e ri sozinho das próprias piadas que conta.

O chorão: é aquele que abre o berreiro é pede “por favor” aos grevistas para que o deixem entrar para trabalhar.

O revoltado: é aquele que finge estar descontente com o patrão, reclama com os colegas, mas quando começa a greve é o primeiro a sabotá-la.

O enrustido: é aquele que chega mais cedo só para não ter que passar pelo piquete e, lá dentro fica se escondendo atrás dos móveis para não ser visto pelos grevistas.

O puxa-saco: é aquele que adora furar a greve só porque vai ter mais tempo e privacidade para bajular o patrão e falar mal dos colegas.

O carreirista: é aquele que fura a greve só porque tem uma função de confiança ou porque o patrão lhe prometeu uma promoção.

O incompetente: é aquele que fura a greve porque tem medo de ser demitido.

O chantagista: é aquele que tem coragem até de inventar que a mãe morreu para comover os grevistas para deixá-lo entrar para o trabalho.

O vagabundo: é aquele que fura a greve, mas adora que os colegas a façam para ter desculpa para não trabalhar.

O parasita: é aquele que fura a greve, mas adora quando seu salário vem com o aumento conquistado pelos grevistas.

O dedo-duro: é aquele que fura a greve e fica observando a movimentação dos grevistas para informar ao chefe.

Há características que são comuns a qualquer tipo de fura-greve. Eles são mesquinhos, egoístas, individualistas, hipócritas, covardes, oportunistas e traiçoeiros.

Lembre-se, acima do direito individual do fura-greve está o direito coletivo dos trabalhadores em greve.

30 setembro, 2007

ESCLARECIMENTO À POPULAÇAO

O por que da Greve dos Bancários

Bancos lucram como nunca e quem paga são os bancários e a população

A greve nacional dos bancários poderá iniciar em 03/10

Nunca na historia os bancos bateram tantos recordes consecutivos de lucros. Nos últimos quatro anos os bancos têm aumentado consecutivamente seus lucros em média 30%. Neste ano todos os bancos aumentaram seus lucros em mais de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso a população continua sofrendo nas filas intermináveis e com as altas taxas, tarifas, juros e multas cobradas e os bancários vivem um verdadeiro inferno com o assédio moral pelo cumprimento de metas de venda, com as perdas salariais que se acumulam ano a ano, com os assaltos, com as demissões imotivadas, com a extrapolação de jornada de trabalho e com falta de compromisso dos bancos para com a população, com os bancários e com o país ao não contratarem mais funcionários para atenderem melhor a população e gerar empregos.

Hoje o salário do bancário vale a metade do que valia há treze anos atrás, quando foi instituído o plano Real, por que os reajustes salariais nesses treze anos não acompanharam a inflação. Essa é a realidade dos bancários e da maior parte da população brasileira. Por isso, nós bancários vamos à luta por nós e pelo respeito que a população merece e há muito tempo não recebe por parte dos bancos.

Já fizemos uma paralisação de advertência de 24 horas na sexta-feira, dia 28 de setembro e se os bancos não se sensibilizarem poderemos iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 03 de outubro. A população merece esse esclarecimento. Contamos com o apoio de toda a população. Pedimos desculpas à população pelo transtorno inevitável, muito embora a culpa seja dos banqueiros e do governo federal.

Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região

Os lucros dos bancos sobem, o salário dos bancários descem

É bom lembrar que nos últimos 4 anos
todos os bancos tem tido aumentos nos
lucros em média 30% acima de recordes
dos anos anteriores e os reajustes
salariais tem sido muito, muito, muito
aquém desses aumentos de rentabilidade.
Conclui-se daí que ano a ano aumenta
também o lucro líquido dos bancos sobre
a despesa com a folha de pagamento.
Ao mesmo tempo não vemos o retorno disso
em geração de emprego e melhorias nas
condições de trabalho dos bancários, o
que, consequentemente traduz-se na
continuidade do mal atendimento à população
usuária dos bancos.

Ou fazemos agora um movimento muito forte
para recuperarmos perdas passadas ou quando
chegar o tempo de vacas magras os "pobres"
banqueiros terão mais desculpas para se
recusarem a reajustar nossos salários.

24 setembro, 2007

Todos às Assembléias para impor a vontade da base bancária

Neste ano 3 sindicatos, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru entregaram outra pauta, tanto na Fenaban, quanto no BB e na CEF, exigindo o fim da mesa única. As assembléias que acontecem essa semana tem que exigir a votação de pauta. Rejeitar a farsa da mesa única, não aceitar a reivindicação rebaixada de 10 % que legitima a negociação rebaixada e eleger nas assembléias de base quem vai negociar em nome da categoria.
Que o bancário decida, chega de manobras dos sindicalistas governistas amigos dos banqueiros.
Esse é o desafio : preparar a greve para derrotar os banqueiros, o governo e seus amigos da CONTRAF/CUT.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DA NOSSA PAUTA:
29,27 % de reajuste para todos os bancários;
Fim da mesa única
Negociação das perdas especificas do BB (89,31%) e da CEF (100,93%);
Isonomia de salários e direitos;
Jornada de 6 horas para todos! Chega de estrapolação de jornada!
PLR – 25 % do lucro distribuído de forma linear para todos
Não à comissão sobre tarifas, que divide a categoria e explora a população
Fim da mesa única
Fim das metas e do assédio moral

Preparar a GREVE - Informe SEEB Oposição Bauru

Fenaban oferece apenas a reposição da inflação: 4,82%
Todos à assembléia dia 26, às 19 horas, para REJEITAR proposta
rebaixada e EXIGIR campanha salarial para valer! Em negociação na última
sexta-feira, dia 21, a Fenaban teve a cara-de-pau de propor reajuste de salários e benefícios em 4,82%, equivalente à inflação de 1º de setembro de 2006 a
31 de agosto de 2007. Apresentou ainda o mesmo formato da Participação nos
Lucros e Resultados, PLR, de 2006: 80% do salário + R$ 828 de parcela
fixa e a continuidade do programa de PLR adicional, ou seja, só ganhará os R$
1.500 de PLR adicional o bancário cujo banco tiver lucro maior que 15%. Essas verbas também serão corrigidas pelo índice de 4,82%. Foi apresentada
ainda uma 13ª cesta-alimentação no mesmo valor da que é paga mensalmente.
Hoje, ocorre nova rodada de negociação com a Fenaban.
Esta proposta tem de ser rejeitada. Desde 1994, os bancários dos privados
têm perdas de 29,28%, os do Banco do Brasil de 89,31% e os da CEF de
100,93%. Portanto, apenas a reposição da inflação não contempla uma
categoria com salário tão defasado. A proposta de PLR é um crime, pois
insiste na PLR adicional ao invés de uma PLR linear e sem vinculação à
porcentagem de lucratividade dos bancos. A 13ª cesta-alimentação é
positiva, mas apenas uma esmola frente ao que os banqueiros podem oferecer.

Assembléia
Na quarta-feira, 26, às 19 horas, ocorrerá assembléia para rejeitar
esta proposta dos banqueiros e deliberar sobre paralisação nos dias 27 e
28/9. Em nível nacional, impera o imobilismo da Contraf-CUT, que insiste nas
negociações no lugar da mobilização dos bancários. Por isso, as bases
de sindicatos como Porto Alegre e Rio de Janeiro já atropelaram suas
direções - petistas, cutistas e governistas - e chamam paralisação para o dia 27 junto com os sindicatos da Conlutas. É possível fazer desta campanha
vencedora.
Para isso, os bancários precisam ir à luta, participarem da assembléia
e paralisações. Chega de índice rebaixado e propostas costuradas na
calada da noite com a Contraf-CUT.

Bauru, 24 de setembro de 2007

Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

Preparar a GREVE - Informe Oposição Brasília

PREPARAR A GREVE:
CONTRA O DESRESPEITO DA FENABAN E DO GOVERNO

Não há nenhuma dúvida. Mais uma proposta sacana dos banqueiros
(Fenaban), articulada junto com o governo (BB e CEF).
Com os lucros subindo, em média, 30% por ano toda essa enrolação para
apresentar uma proposta de 4,82 %.
É claro que querem manter os lucros nas alturas. Para isso, continuar
com a rapinagem contra a população ( com os juros e tarifas ) e a exploração
em cima dos bancários (ritmo e condições de trabalho insanos e arrocho
salarial é fundamental.
Por isso é preciso preparar uma grande greve nacional dos Bancários
para inverter essa lógica.


E CONTRA A ENROLAÇÃO DA CONTRAF/CUT

Para manter essa situação os banqueiros e o governo contam com seus
principais aliados, a CONTRAF/CUT e seus sindicalistas.
Mais uma vez estão tentando facilitar para a Fenaban e o governo.
Com perdas salariais que variam de 29,27 % (nos bancos privados) à
quase 100 % (BB e CEF) desde o governo FHC os sindicalistas governistas da
CONTRAF/CUT apresentam uma pauta rebaixada (10 % de reajuste). A lógica é simples, escondem as perdas, para vender a idéia que um reajuste na casa de 7 % é uma grande conquista.
Ai o roteiro do filminho B é o seguinte. Reivindicação rebaixada, muita
enrolação na negociação, nenhuma preparação da mobilização, aparece uma
proposta (4,82 %) os sindicalistas da Contraf/CUT dizem que tem que
melhorar, fazem algum agito, melhoram a proposta e tentam acabar com a
luta vendendo a idéia de vitória.

TODOS À ASSEMBLÉIA DIA 27
VOTAR OUTRA PAUTA
NÃO À MESA ÚNICA
QUEM NEGOCIA TEM QUE SER ELEITO PELA BASE

Esse ano 3 sindicatos, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru entregaram
outra pauta, tanto na Fenaban, quanto no BB e na CEF, exigindo o fim da
mesa única. As assembléias que acontecem essa semana tem que exigir a
votação de pauta. Rejeitar a farsa da mesa única, não aceitar a reivindicação
rebaixada de 10 % que legitima a negociação rebaixada e eleger nas assembléias de base quem vai negociar em nome da categoria.
Que o bancário decida, chega de manobras dos sindicalistas governistas
amigos dos banqueiros.
Esse é o desafio : preparar a greve para derrotar os banqueiros, o
governo e seus amigos da CONTRAF/CUT.

NOSSA PAUTA :
29,27 % de reajuste para todos os bancários;
Fim da mesa única
Negociação das perdas especificas do BB (89,31%) e da CEF (100,93%);
Isonomia de salários e direitos;
Jornada de 6 horas para todos!
PLR – 25 % do lucro distribuído de forma linear para todos
Não à comissão sobre tarifas, que divide a categoria e explora a população
Fim da mesa única
Fim das metas e do assédio mora

22 setembro, 2007

Fenaban propõe reajuste irrisório - 4,82%

Matéria do site do Sindicato dos Bancários do Riogrande do Norte - http://www.bancariosrn.com.br . Não estranhem os 27,29%. De fato o SEEB RN, juntamente com o SEEB Bauru e SEEB Maranhão repudiam a merreca de 10,3% reivindicado pela Contraf e estão reivindicando a reposição de todas as perdas para os bancários privados.
Os três sindicatos estão reivindicando também: BB 89,31% e CEF: 100,93%, que são as reais perdas dos bancários desses bancos.
------------------------------------------------------------------

Bancos propõem reajuste irrisório de 4,82%
Fenaban faz a primeira proposta econômica de reajuste: 4,82% e 13ª Cesta Alimentação

Na reunião que ocorreu hoje (21/9) às 16h30, os representantes da Fenaban apresentaram a primeira proposta econômica desta campanha nacional.

O índice de reajuste proposto é de 4,82% para salários e demais benefícios, equivalente à inflação de 31 de agosto de 2006 a 1º de setembro de 2007. Outro ponto é o pagamento de 13ª cesta-alimentação, no mesmo valor da cesta de todo mês.

O valor e o formato da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, seria o mesmo do ano passado, corrigido apenas pela inflação.

A proposta está bem abaixo da reivindicação e anseios dos bancários, que lutam por um reajuste de 27,29% com reposição das perdas entre junho de 1994 e setembro de 2007. Ainda assim, o Comando Nacional está reunido neste momento analisando a proposta e fará sua avaliação ainda nesta tarde.

12 setembro, 2007

Pasmem, Contraf/CUT pede vigência de 2 anos para reajuste salarial dos bancários

Existem algumas cláusulas que introduzem vigência de 2 anos para o acordo da categoria bancária e, pasmem, faz parte da minuta da Contraf / CUT, portanto, a proposta dos banqueiros foi costurada a seis mãos (CUT / Fenaban / Governo) e para quem não sabe, o artigo 1 (que a Contraf quer que passe a valer por dois anos) diz respeito ao reajuste salarial dos bancários. Imaginem se os banqueiros não vão aceitar esse presentão.

ARTIGO 102 – VIGÊNCIA
Os artigos da presente convenção coletiva de trabalho terão dois períodos de vigência, nos seguintes termos:
a) Terão a duração de 1 (um) ano, de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008, os artigos 2, 4, 5, 9, 15, 17, 18, 20, 21, 22, 25, 26, 50, 56, 68 e 99.
b) Terão a duração de 2 (dois) anos, de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2009, todos os artigos não relacionados na aliena acima.

10 setembro, 2007

Em busca da autonomia operária

Depois de ler essa matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, concluo que é mais sensato acreditar que os funcionários do BB tenham sido mal informados durante o processo eleitoral e que também a eleição (eletrônica e sob total controle do banco) tenha sido fraudada. Os funcionários, em sã consciencia, jamais aprovariam as alterações que foram feitas no estatuto da Cassi. O mais triste é saber que esse golpe contra os trabalhadores foi feito com a cumplicidade dos sindicatos filiados à CUT e Contec.

Hoje, após a experiência histórica e desastrosa com o PT e com a CUT, o que resta aos trabalhadores é construirmos nossos próprios foruns autônomos de decisão e organização da luta onde prevaleçam a democracia direta e o repudio à "democracia" representativa. Não é de hoje que a instituição sindicato se enquadra entre as instituições capitalistas ao lado do Estado, dos partidos políticos, das empresas, dos governos e da igreja.

A matéria do Correio Brasiense sobre o que fizeram com a Cassi, bem como todas as traições e peleguismos sindicais, nos confirma a tese de que os trabalhadores precisam buscar a "Autonomia Operária" como forma embrionária de uma futura organização social justa e igualitária.

Mauro

Por Leonel Rocha - Correio Braziliense
>
> Depois de uma longa campanha, o Banco do Brasil conseguiu alterar o estatuto da Caixa de Assistência dos seus 80 mil funcionários e de 60 mil aposentados para dividir com eles eventuais futuros prejuízos que venham a ser registrados pela Cassi. O novo estatuto foi registrado ontem no cartório do 1º ofício de registro civil de Brasília e começará a vigorar em janeiro do próximo ano. A mudança altera o artigo 9º da regra antiga que isentava os bancários do BB, "direta ou subsidiariamente", pelas obrigações da Caixa de Assistência.
>
> Além de passarem a ter co-responsabilidade nos resultados futuros
> da Cassi, as alterações obrigam os funcionários a pagar 10% sobre o valor dos exames médicos e terapias realizadas sem internação
> hospitalar. Ficou mantido o percentual de 30% sobre o valor das
tabelas de preços de consultas pago hoje pelos trabalhadores. Os
percentuais de contribuição para a caixa ficaram unificados em 3% para os funcionários e aposentados e 4,5% da parte do BB. Pelo estatuto antigo, as contribuições eram paritárias de 3% para os funcionários e o BB (veja quadro).
>
> Para conseguir alterar o estatuto, a direção do BB se comprometeu a repassar à Cassi R$ 300 milhões referentes a contribuições antigas e não recolhidas. Desse total, metade será repassada em um só pagamento ainda este ano. O restante será pago em três parcelas de R$ 50 mil a cada ano. O pagamento servirá para sanear a caixa de assistência que registrou um prejuízo de R$ 112 milhões no balanço de 2006. "As mudanças visam garantir a sustentabilidade do plano de assistência médica", disse o vice-presidente de gestão de pessoas e relações com os funcionários, Luiz Oswaldo de Souza.
>
> As modificações foram aprovadas pelos funcionários e aposentados em eleições realizadas pela intranet entre os dias 8 e 21 de agosto. O BB mantém dois planos de assistência médica. O mais antigo, plano de Associados, é deficitário e o causador dos prejuízos da Cassi. O outro plano, Cassi Família, é superavitário e a contribuição é exclusiva dos trabalhadores e depende do número de dependentes e da faixa salarial. A Cassi hoje tem 400 mil associados. Do total, 140 mil são funcionários.
>
> A alteração no estatuto provocou uma briga política entre os
> dirigentes da Cassi e os diretores do BB. O registro recebeu um
parecer negativo do cartório que alegou desobediência ao Código Civil e à falta de clareza sobre os direitos e deveres dos associados. O BB teve dificuldades para encontrar advogados da Cassi e do próprio banco para "vistar" as páginas do documento no cartório. O banco despachou executivos da instituição para convencer o responsável pelo cartório de que o novo texto é legal. A mudança no estatuto causou uma crise na diretoria da Cassi e deve provocar a substituição do diretor-superintendente da entidade, Sérgio de Oliveira.
>
> Alterações - principais mudanças no estatuto da Cassi
>
> 1 Os associados passam a ter co-responsabilidade jurídica em caso de insolvência da entidade.
>
> 2 O percentual de contribuição dos funcionários fica limitado a 3% sobre o salário bruto. O BB vai contribuir com 4,5% de todos os 13 salários.
>
> 3 Associados passam a pagar 10% dos valores dos exames e terapias
> não vinculados à internação hospitalar, limitados a 1/24 do salário bruto a partir de janeiro de 2008. As transfusões de sangue,
> radioterapia, quimioterapia, hemodiálise, oxigenoterapia
hiperbárica, doenças do trabalho, tratamentos e cirurgias ambulatoriais e tratamento de deficientes ficam isentos de participação.
>
> 4 O BB vai pagar R$ 150 milhões à Cassi, referentes à metade da
> dívida do banco com a caixa de assistência. Outros R$ 150 milhões serão pagos em três anos.

08 setembro, 2007

SINDICATO DO RN É IMPEDIDO DE ACOMPANHAR NEGOCIAÇÕES

Não bastasse tamanho autoritarismo quando decidiu expulsar
o Sindicato do RN da Mesa de Negociação às vésperas da Campanha
Salarial, a Contraf/CUT expulsou o Sindicato, agora, do Comando
Nacional dos Bancários, um dia antes da primeira reunião de
negociação com os banqueiros, que está sendo realizada à portas
fechadas desde ontem, quinta-feira, em São Paulo.

O Sindicato do RN esteve representado, na capital paulista, pelo
diretor Juary Chagas. Ele conta que durante a reunião que antecedeu
a negociação com os banqueiros, a direção da Contraf/CUT questionou
a presença do RN e pediu um esclarecimento. "Dissemos que estávamos
ali atendendo ao chamado da formação de um Comando, até porque foi a
própria Contraf que, há um mês, deu uma vaga nesse mesmo Comando ao
RN. Isso demonstra a incoerência dessa entidade. Como resposta,
disseram que nossa participação era inviável porque apresentamos
outra pauta à Fenaban", disse.

Juary Chagas não tem dúvidas de que essa decisão, tomada de cima
para baixo, se trata de uma retaliação pelo fato da base ter
recusado, em assembléia, a proposta de pauta rebaixada da
Contraf. "É retaliação sim. Atitude de retaliação pelo fato do RN
não ter aprovado a pauta da Contraf/CUT. Já tinham nos expulsado da
mesa e agora nos expulsaram do Comando. Isso está claro! O objetivo
deles também é não permitir que os trabalhadores não tomem
conhecimento do que é dito lá", afirmou.

Negociação

Na quinta-feira, o Comando da Contraf/CUT se reuniu com os
banqueiros sem a presença do RN. As negociações não avançaram e
prosseguem hoje. Na pauta, apenas questões referentes à saúde e
condições de trabalho que, no primeiro dia, não foram aceitas pela
Fenaban. Até o momento, nada de reajuste salarial e incorporação das
perdas que a categoria vem acumulando desde 1994. Outro ponto
negativo é a falta de mobilização da entidade. Setembro já chegou e
a Contraf sequer organizou um calendário de mobilização para a
Campanha Salarial. "O objetivo deles (Contraf) é continuar enrolando
cada vez mais, assim privilegiam os banqueiros", completou Juary
Chagas.

02 setembro, 2007

Contraf-CUT, aliada dos banqueiros e do governo Lula, contra os bancários

Aliada dos banqueiros, Contraf-CUT bate outra vez a porta na cara dos bancários de oposição

Já o presidente Vagner Freitas declara, em alto e bom som:
"a base não pode saber sobre o acordo de dois anos!"

Que marmelada!

A primeira rodada de negociação entre o comando dos bancários e a Fenaban, quinta, dia 23, em São Paulo, deixou algo de muito podre no ar. Acordo por dois anos, arrocho salarial, remuneração variável e sindicalização de terceirizados são alguns dos golpes já preparados pela Contraf-CUT, em seu eterno conluio com governo e banqueiros.

Parecia 2006. Mais uma vez, na base do "tratorzão", os dirigentes cutistas já foram logo exclamando: "só entra pra negociar quem for da CUT! Quem tem outra pauta e desautorizou a Contraf está fora da mesa!" Ou seja, nada de oposição na mesa dos banqueiros! A Contraf-CUT tratou de expulsar os bancários da sala. Afinal, se alguns bancários de verdade assistissem ao que ocorre lá dentro da sala, poderiam ver e ouvir coisas cabeludas, que desmascarariam ainda mais as sujas artimanhas dos dirigentes da Contraf-CUT, eternos defensores do governo e velhos amigos dos banqueiros.

Enquanto Carlos Cordeiro, secretário geral, pedia para que os demais dirigentes cutistas escondessem o miserável índice de 10,3% atrás de outras cláusulas banais, Vagner Freitas, presidente da mesma Contraf-CUT, ordenava que ninguém revelasse aos trabalhadores as negociações por um acordo de dois anos. A Contraf-CUT vem ajudando os banqueiros a implementarem três históricos projetos dos patrões: acordo bianual, regularização da remuneração variável e da terceirização de mão-de-obra. Realmente, a Contraf-CUT é o sonho de todo banqueiro.

Contraf também sacaneou na negociação 2006
A mesma truculência já fora adotada pelos cutistas na campanha passada.
Todos se recordam que o comando de base, composto por bancários grevistas eleitos por assembléias, também foi sumariamente barrado pela Contraf-CUT da mesa de negociações em 2006. Medo? Pode ser, afinal os bancários de oposição estão bem preparados politicamente para o embate e foram munidos de uma grande pauta alternativa de reivindicações.
Os trabalhadores acabaram representando um risco ainda maior para a Contraf-CUT, confederação reconhecidamente governista e traidora, que já vem agonizando entre os bancários, principalmente desde os vexames da campanha salarial do ano passado. Quem poderá se esquecer das históricas traições cutistas de 2006? Foi um festival de traições, que já começou com encontros viciados e pauta rebaixada. Depois, passaram por cima das assembléias,
boicotando a greve e fazendo conchavos com as direções dos bancos e apoiando a reeleição de Lula. Pra encerrar, deram uma rasteira nos grevistas, empurrando um péssimo e já rejeitado índice de 3,5% e enterrando a greve com a ajuda da administração dos bancos.

2007 tem que ser diferente
Basta de engolir sapo! Ninguém agüenta mais as campanhas salariais fajutas da Contraf-CUT. Por isso, os bancários de oposição construíram uma pauta de verdade e irão novamente à luta contra a orientação cutista. O Sindicato seguirá nesse mesmo caminho de enfrentamento, insistindo na negociação de uma pauta séria, limpa e coerente, defendendo as bandeiras históricas dos trabalhadores. Haverá nova rodada de negociação com a Fenaban, quinta 31, e o Sindicato marcará presença novamente para, junto com Maranhão, Rio Grande do Norte e Oposição, impor as verdadeiras reivindicações dos trabalhadores.
Todos à luta, até a vitória!

29 agosto, 2007

Caixa lucra R$ 1,716 bi e cobre folha de pagamento só com tarifas e taxas

Segundo a matéria abaixo, postada no site da própria Contraf/CUT, só com tarifas e taxas a Caixa cobre a folha de pagamentos dos funcionários. O que justifica então a contraf impor apenas 10,3% de reivindicação aos bancários desse banco?


(São Paulo) A Caixa Econômica Federal lucrou R$ 1,716 bilhão no primeiro semestre deste ano e ampliou seus ganhos em 27,6% na relação com o mesmo período de 2006. A principal justificativa do banco para a melhora do resultado foi a receita das operações de crédito, que ficou em R$ 5,766 bilhões, e a captação da caderneta de poupança, da ordem de R$ 4,3 bilhões.

"O aumento na lucratividade do banco foi impressionante e mostra que a Caixa tem todas as condições de atender as reivindicações dos empregados, que estão em plena Campanha Nacional. Já entregamos nossa pauta para a empresa e não há justificativas para não atendê-la. Ainda mais em se tratando de um banco público", afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira, dia 28, pela Caixa, a instituição teve um ganho de R$ 3,353 bilhões somente com a prestação de serviços, que nada mais é do que as tarifas e taxas cobradas dos clientes e usuários. O montante representa um crescimento de 22,1% sobre os primeiros seis meses do ano passado.

"É lamentável que um banco público como a Caixa aumente em 22% a sua receita com as cobranças de tarifas e taxas, enquanto a despesa para cobrir a folha de pagamento teve um crescimento de apenas 10,4%. Só para se ter uma idéia, a Caixa gastou R$ 3,360 bilhões com os empregados no primeiro semestre, enquanto arrancou a mesma quantia dos clientes e usuários com as prestações de serviço", ressalta Plínio.

Fonte: Contraf-CUT

27 agosto, 2007

Construir uma alternativa

Estamos completamente abandonados à própria sorte nesta campanha salarial. Nenhuma mobilização, nenhuma luta, nenhum chamado aos bancários, nenhuma informação sobre o andamento das negociações com Fenaban ou com os bancos públicos. A lógica da CUT e do PT hoje é a mesma da patronal, manter os trabalhadores na ignorância para melhor dominá-los.

Temos que cair na real. Não fomos nós que abandonamos a CUT e o PT, mas eles é que nos abandoram, nos trairam e, agora cabe a nós construir outra orgnização, com outro modelo, com outra estrutura, com mecanismos internos que imunizem essa nova organização contra o virus que degenerou a CUT e O PT.

Primeira lição: Para ter autonomia e jamais correr o risco de perdê-la, o movimento dos trabalhadores não pode ser tentáculo de partidos políticos.

Tenho dito!

23 agosto, 2007

Onde está a LUTA neste calendário da Contraf????

22/08/2007 - (São Paulo)
Campanha: Contraf aprova calendário de mobilizações e jornada de lutas

A Executiva da Contraf-CUT aprovou nesta quarta-feira, dia 22, uma proposta de mobilização para a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. O objetivo é aumentar a pressão sobre os bancos e garantir o envolvimento da sociedade na luta que é de todos.A proposta de mobilização da Contraf-CUT prevê a realização de semanas temáticas.

O objetivo é que nas próximas três semanas, os trabalhadores realizem atividades ligadas a um tema específico, começando pela saúde e condições de trabalho, seguida pela semana da garantia de emprego e ampliação da renda e, por último, sobre o sistema financeiro nacional e desenvolvimento sócio-econômico.

Após essas atividades temáticas, a Contraf-CUT vai realizar uma Jornada de Lutas da categoria, em Brasília. Durante a quarta semana, os representantes dos bancários estarão na capital federal em audiências com as autoridades governamentais, entre elas, os ministro do Trabalho e Emprego, da Fazenda, da Previdência Social, o Ministério Público do Trabalho, o Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores.Os objetivos das audiências, entre outros, é discutir o impacto da venda do ABN/Real na concentração do setor bancário brasileiro, as especulações quanto à fusão BB e Caixa Federal, a fiscalização precária dos bancos por parte do Bacen, entre outros.

Confira abaixo a proposta de atividades da Contraf-CUT. E clique aqui para ler a entrevista com o presidente da Confederação, Vagner Freitas, sobre as mobilizações.

Semanas temáticas
1. Saúde e condição de trabalho*
Assédio Moral / violência organizacional*
Metas abusivas*
Igualdade de oportunidades*
Respeito à jornada de trabalho*
Segurança bancária.
2. Garantia de emprego e ampliação da renda*
Isonomia.*
Respeito à convenção 158 da OIT.*
Elevação dos pisos de funções.*
PLR.*
Contratação da remuneração variável.*
Representação e contratação do ramo financeiro.
3. Sistema financeiro nacional e desenvolvimento sócio-econômico * Regulamentação do sistema financeiro nacional.*
As atribuições dos bancos públicos.*
Debater a natureza e o alcance da concessão pública das atividades bancárias.* Ampliação do crédito bancário e o crescimento econômico, com distribuição de renda.* Tarifas abusivas e qualidade do atendimento bancário.

Jornada Nacional de Lutas da categoria (em Brasília)
Além as semanas temáticas e da Jornada Nacional de Lutas, a Contraf-CUT pretende audiências com as autoridades públicas:
* Ministro do Trabalho e Emprego.
* Ministro da Fazenda.
* Ministro da Previdência Social.
* Ministério Público do Trabalho.
* Supremo Tribunal Federal.
* Audiências públicas no Senado e na Câmara Federal.
* Polícia Federal (relacionada à segurança bancária).
* E canais de interlocução com a ANAMATRA.

Os objetivos das audiências, entre outros, é:
* O impacto da venda do ABN-Real na concentração do setor bancário brasileiro.
* As especulações quanto à fusão BB e Caixa Federal.
* Fiscalização precária dos bancos por parte do BACEN.
* Controle social do sistema financeiro com a ampliação do Conselho Monetário Nacional.
* Expansão do crédito agrícola para pequenos produtores e agricultura familiar.
* Universalização do atendimento bancário com mais contratações.
* Debater a relação do governo com o sistema financeiro.

Fonte: Contraf

20 agosto, 2007

Nossa realidade política atual

A realidade dos bancários nos dias de hoje exige mudanças profundas.
Tivemos um curto período, lá pela decada de 80, em que a CUT e o PT
apoiaram nossas lutas. Isso ocorreu porque, naquela época a CUT e o PT
tinham como política prioritária defender os trabalhadores e não eleger
Lula presidente da república. Mas, tudo mudou, quando, em 1999, Lula
perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello. Daí para frente a política
prioritária do PT e da CUT passou a ser a eleição de Lula e, para atingir
esse objetivo, PT e CUT passaram a fazer de tudo para apagar a pecha de
radicais, assumindo uma postura mais moderada e conciliadora com o
patronato e governos. Com a nova política de conciliação, começamos a
perder essas importantes ferramentas de luta e, consequentemente,
começamos a retroceder das conquistas que havíamos tido na década de
80. Durante toda a década de 90, até os dias de hoje o que vimos foi a
degeneração cada vez mais crescente do PT e da CUT, a ponto de trair
completamente os trabalhadores, os quais deveria defender. Hoje, o PT,
no governo federal, não passa de um continuador da mesma política que
condenava nos governos anteriores, aplica as mesmas políticas contra os
trabalhadores, e, pior ainda, monta esquemas de corrupção tal qual os
governos anteriores. Por ser um governo considerado de esquerda por
boa parte da classe trabalhadora e ter ainda o domínio sobre o movimento
sindicail, a eleição de Lula para presidente não poderia ter sido melhor
para a direita brasileira, só ele pode promover as políticas que só
interessam à direita sem causar grandes protestos dos trabalhadores,
utilizando a CUT para controlar as revoltas populares.
Cabe aos trabalhadores forjar uma nova organização de defesa dos
trabalhadores que assumam o vácuo deixado diante da falência da CUT
e do PT.

15 agosto, 2007

Violência imperceptível

Violencia imperceptivel, dissimulada, mas violencia. Violencia da fome, dos salarios miseraveis, da falta de saneamento, da corrupçao, da defesa da propriedade privada/especulativa em detrimento da propriedade coletiva/produtiva. Violencia da policia e da justiça burguesas, guardiãs da violencia dos ricos contra os pobres para forçar as vítimas a calarem-se, sem direito à legitima defesa, expressão concreta da violência do estado. Violência sem sentido, pois só faz perpetuar a violência, pois não existe ação sem reação. Violência dos meios de comunicação de massa (imprensa da classe dominante e dominadora da sociedade) que nos induz subliminarmente (sutilmente) em toda sua programação ao seu tipo de pensamento, à sua ideologia, a criminalizar e condenar movimentos sociais justos e legítimos, violência que induz a sociedade a condenar a solidariedade e o altruísmo dos que lutam contra a violência do estado e dos patrões, violência que nos induz a querer o que o burguês quer, a pensar como o burguês pensa e assim reproduzir o sistema que o burguês gosta. Quem não acredita, basta olhar atento a sua volta, a violência latente, mas disfarçada, a qual estamos todos constantemente submetidos, porém, não reagimos e, por isso essa violência se perpetua. Resignação, cumplicidade ou ignorância da nossa parte? Não sei; talvez as três coisas. É necessário e urgente que despertemos ou estaremos contribuindo para nossa própria destruição e de nossos filhos e netos. Tenho certeza de que não é isso que queremos.
Como acabar com toda essa violência sem uma revolução dos justos que acabe com todas as estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais hoje vigentes. Mas, antes, como fazer essa revolução dos justos se os justos não saírem da letargia e, antes ainda, como sair da letargia se os justos continuarem na ignorância.

14 agosto, 2007

Assembléia dos bancários do Rio Grande do Norte foi show de democracia

Um show de democracia operária, uma assembléia onde a base se sentiu à vontade para falar, teve esclarecida a questão das duas pautas (do MNOB e da Contraf), pode escolher qual queria e ainda eleger um representante para as negociações.

Que diferença de São Paulo, o maior sindicato do país, que nem assembléia chamou. Ou do RJ que chamou uma assembléia em cima da hora, não colocou a pauta do MNOB em votação, muito menos botou para votar a proposta de eleger um representante no Comando Nacional.

Aqui no RN, dá para sentir que há um crescimento da compreensão da base em relação à política nacional (a pauta rebaixada da Contraf, a relação da cut com o governo e os banqueiros, a luta do MNOB para construir uma alternativa, etc).

A assembléia aprovou apoio à construção da política do MNOB em nível nacional. Apareceram na assembléia um representante da CSC e dois da Articulação. Estavam em franca minoria, apenas um fez um pronunciamento desmiolado, sem conteúdo, completamente decadente e tiveram apenas dois votos favoraveis à pauta da Contraf/CUT. O nome escolhido pela base para o Comando Nacional é do companheiro Juary, empregado da CEF (tecnico bancário), diretor de base do sindicato. Dois suplentes foram eleitos também: Luciano (funcionário do BB, de base) e Marcos Tinoco (funcionário do Mercantil, diretor liberado do sindicato).

Saudações de luta

Não à reforma trabalhista!

Já há muitos anos é discurso amplamente difundido a nível global que os direitos trabalhistas representam custos, oneram as empresas, burocratizam tudo, e que a saída da Crise do Capital, estaria na “modernização” das relações de trabalho, ou seja, na flexibilização do trabalho. É com esse discurso que atacam a nós, servidores públicos, nos acusando de inépcia e nos culpabilizando pelos fracassos do Estado. Em nome do “desenvolvimento econômico” do país, tentarão transformar o Brasil numa China de mão-de-obra barata. Sobre a questão da reforma trabalhista, convém ressaltar: 1) Ela está sendo aplicada a conta-gotas, de forma intermitente, aos poucos. O que dificulta uma reação organizada por parte da sociedade. Pegam um setor por vez. 2) Ela se esconde sob vários nomes: flexibilização (flexploração), desregulamentação, desburocratização, etc. 3) Afirma-se que a “redução do custo Brasil”(nossos direitos trabalhistas viraram um “custo” para o Estado e o patronato) gerará empregos. Não existe mentira pior. Nos países em que os direitos trabalhistas foram retirados, o desemprego cresceu, beirando os 20%. Por uma razão muito simples: tirando as barreiras de defesa trabalhistas, o empresariado pode intensificar muito o trabalho dos indivíduos, e prolongar as jornadas de trabalho para além das 8 horas diárias, o que significa MENOS GENTE EMPREGADA TRABALHANDO EM DOBRO. Quem lucra com isso? Os patrões e o Estado. 4) Um nível de desemprego alto é interessante para o empresariado, pois pode usar a ameaça do desemprego para “calar a boca” dos trabalhadores e impor condições de trabalho piores e rebaixar os salários. 5) A Emenda 3, que permite contratar em massa trabalhadores sem carteira, como “autônomos” ou “empresário de si”, é uma monstruosidade que permite que os patrões contratem os trabalhadores pagando MENOS QUE UM SALÁRIO MÍNIMO! Alguém duvida disso? Isso já ocorre em larga escala no México, na Colômbia, no Chile, China, etc. 6) Na França, as reformas trabalhistas foram até hoje barradas e os direitos trabalhistas mantidos. Todos diziam que isso iria quebrar o país, mas não quebrou. O que mostra quanto esse discurso da modernização do trabalho é enganoso. E no fim, quem sai ganhando é o Capital, quem perde é a classe trabalhadora.

07 agosto, 2007

Itaú lucra R$ 4,016 bi no semestre e bate Bradesco

07/08/2007 - 09h19 Publicidadeda Folha Online
O banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 35,7% superior ao número apurado na primeira metade do ano passado e reflete ganhos não-recorrentes, sendo o principal, a venda da participação do banco na empresa de verificação de crédito Serasa. O resultado do Itaú supera o lucro semestral anunciado pelo rival Bradesco (R$ 4,007 bilhões), anunciado ontem, e que também teve impacto de ganhos extraordinários no período. No segundo trimestre, o lucro do Itaú foi de R$ 2,115 bilhões, acréscimo de 41% sobre o resultado para o mesmo período em 2006. O Itaú calculou um lucro recorrente --sem o efeito dos ganhos extraordinários-- de R$ 1,919 bilhão no período, um incremento de 0,9% sobre o primeiro trimestre deste ano e de quase 30% sobre o segundo trimestre do ano passado. As operações de crédito do banco totalizaram R$ 104,82 bilhões em junho, um crescimento de 40% sobre o resultado para o mesmo período no passado. A carteira de empréstimos para pessoa física somou R$ 45,03 bilhões, um salto de 32,9% sobre o primeiro semestre do ano passado. Na carteira de empresas, o saldo foi R$ 46,88 bilhões, um acréscimo de 32,4% sobre o ano passado. Os créditos voltados para grandes empresas totalizaram R$ 25,63 bilhões, um aumento de 16% sobre junho de 2005. A carteira de crédito voltara para micro, pequenas e médias empresas totalizou R$ 21,25 bilhões, num salto de 59,7% sobre o ano passado no mesmo período. Especial Leia o que já foi publicado sobre o Itaú

30 julho, 2007

BANCÁRIOS REJEITAM MESA ÚNICA

RESULTADO DO PLEBISCITO SOBRE A MESA ÚNICA REALIZADO EM DEZ AGÊNCIAS CEF E BB DE MOGI DAS CRUZES E BIRITIBA MIRIM ENTRE OS DIAS 24 E 27 DE JULHO/07

TOTAL GERAL
TOTAL DE VOTOS: 132 VOTANTES
VOTOS SIM: 29 VOTOS 21,97%
VOTOS NÃO: 103 VOTOS 78,03%
VOTOS NULOS: 00 VOTOS

28 julho, 2007

RESULTADO DO PLEBISCITO DE MOGI E REGIÃO SOBRE A MESA ÚNICA

Plebiscito sobre a Mesa Única da Fenaban para as negociações da campanha salarial dos bancários, realizado entre os dias 24 e 27 de julho de 2007 nas agências do Banco do Brasil e Caixa econômica Federal nas cidades de Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim


AG. CEF MOGI DAS CRUZES: 40 VOTANTES; SIM: 03 VOTOS; NÃO: 37 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG. CEF JD. DAS OLIVEIRAS: 13 VOTANTES; SIM: 04 VOTOS; NÃO: 08 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG CEF DR. DEODATO: 12 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 10 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG BB BRAZ CUBAS: 07 VOTANTES; SIM: 01 VOTOS; NÃO: 06 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG CEF BRAZ CUBAS: 16 VOTANTES; SIM: 10 VOTOS; NÃO: 06 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB MOGI (AVENIDA): 22 VOTANTES; SIM: 03 VOTOS; NÃO: 19 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB BIRITIBA MIRIM: 04 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 02 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG CEF BIRITIBA MIRIM: 11 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 09 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB JD DAS OLIVEIRAS: 06 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 04 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

PAB CEF MOGI DAS CRUZES: 02 VOTANTES; SIM: 00 VOTOS; NÃO: 02 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

TOTAL GERAL: 132 VOTANTES; SIM: 29 VOTOS (21,97%); NÃO: 103 VOTOS (78,03%); NULOS: 00 VOTOS

26 julho, 2007

PT, CUT e MESA ÚNICA

A mesa única da Fenaban foi uma imposição de cima para baixo, uma vez que os bancários dos bancos públicos nunca foram consultados a respeito do assunto. A cúpula cutista do movimento sindical gostaria de impor a mesa única durante o governo FHC para mostrar-se conciliadora com o patronato e com o governo do PSDB, para mostrar que uma futura eleição de Lula não seria uma ameaça socialista aos interesses da elite nacional e internacional. Após a chegada de Lula a presidencia da república e a mesa única imposta, provou-se então que a mesa única não era apenas uma estratégia para que o PT conseguisse seu intento de chegar ao poder central e fazer um governo para os tabalhadores, mas era de fato um engodo contra os trabalhadores e uma real capitulação definitiva do PT aos interesses da elite dominante.

13 julho, 2007

Motivos para lutar CONTRA à Mesa Única da Fenaban

Muitos bancários ainda nem sabem o que significa o termo Mesa Única, política imposta e implementada pela governista Contraf-CUT desde a campanha salarial de 2004.

O principal argumento usado pela Contraf para implementar a Mesa Única é de que a unificação de bancários de bancos públicos e de bancos privados na mesa da FENABAN (órgão patronal que representa os bancos privados nas negociações da campanha salarial) aumenta a força dos bancários para conquistar as reivindicações da campanha salarial.

Os bancários de bancos privados têm perdas acumuladas, desde julho de 1994, quando foi instituído o Plano Real, cerca de 27%, enquanto, a perda dos bancários da CEF no mesmo período atinge 98% e do BB 87%.

Pois bem. Com tal diferença de perdas entre bancários públicos e bancários privados, como, nós, bancários de bancos públicos, poderemos obter unificação de fato com os bancários privados?

A Mesa Única significa exatamente rebaixar o índice de reivindicação de reposição salarial dos bancários públicos, uma vez que, ao invés de as negociações dos bancários públicos se darem diretamente com os governos que são seus patrões diretos, se dão com os patrões dos bancos privados no patamar das perdas dos bancários privados.

A quem interessa essa política? Com toda certeza não é aos bancários públicos e nem aos privados, uma vez que, a cada ano que passa, a cada campanha salarial derrotada para os bancários públicos, estes gradativamente se desmotivam a “brigar” por migalhas diante de suas enormes perdas, deixando assim de juntar forças aos bancários privados na luta da campanha salarial.

A Mesa Única certamente divide e enfraquece a categoria bancária na medida em que faz os bancários de bancos públicos, que são os que mais tem condições de mobilização, se afastarem da necessária luta por suas reivindicações, uma vez que sabem de antemão que seu principal item da pauta de reivindicações será negociado no patamar rebaixado da FENABAN.

Portanto, o argumento da Contraf/CUT para defender a Mesa Única é falso, pois a Mesa Única implode a capacidade de uma verdadeira unificação e de uma forte mobilização.

Mas, se não são os bancários a ganhar, alguém está ganhando com a política da Mesa Única. Então, vejamos: o governo Lula é o principal beneficiado que pode continuar seguindo com sua política econômica subserviente ao FMI, ao imperialismo e à classe patronal interna e externa. Por sua vez, o governo, agradecido, beneficia seus apadrinhados nos sindicatos, encaixando-os em altos cargos que não exijam concurso público.

E, assim, os bancários, com uma direção sindical pró-governo e vendida se vê na condição de moeda política.

Podemos imaginar, então, o quão nefastas serão para os trabalhadores as reformas de interesse do governo, especialmente a sindical e trabalhista, assim como já foi e está sendo a da previdência, ajudado por um sindicalismo que tem o poder de desmobilizar qualquer luta salarial e anti reformas.

Por essas e por outras, é que, dizer NÃO à Mesa Única da FENABAN e ao peleguismo/governismo oPTado pela Contraf-CUT, é lutar pela verdadeira unidade e fortalecimento dos trabalhadores bancários.

11 julho, 2007

Plebiscito no Rio Grande do Norte: Bancários dizem não à mesa única

CAMPANHA SALARIAL
Bancários dizem NÃO à Mesa Única
O Sindicato realizou, no período de 25 a 29/6, cumprindo deliberação da Assembléia da Categoria do dia 14/6, o plebiscito a respeito da permanência, ou não, dos Bancos Públicos na Mesa Única da FENABAN. Votaram 1.341 bancários do BB, Caixa e BNB da nossa base sindical (Veja o resultado no quadro abaixo).

Nº de votantes: 1341
SIM: 202 (15,6%)
NÃO: 1.128 (84,12%)
BRANCOS: 7 (0,52%)
NULOS: 4 (0,3%)

O resultado, amplamente favorável à saída dos Bancos Públicos da Mesa Única, confirma o que já se percebia na Campanha Salarial desde 2004. Agora, não se trata mais de suposição, mas de fato concretizado com números. Esperamos que outros sindicatos caminhem na mesma direção e também realizem o plebiscito, porque não podemos aceitar que neste ano a CONTRAF/Cut se faça de surda à vontade das bases e apresente um índice de reajuste que não contemple a recuperação de perdas. Vale lembrar que as perdas salariais na Caixa são de 101%, no BB vão além de 89% e no BNB em torno de 110%.

A estratégia de negociação em Mesa Única é defendida e implementada pela governista Contraf/Cut, que vem entregando todas as campanhas salariais para proteger o governo Lula. Garantia no emprego, isonomia e reposição de perdas salariais só serão conquistadas com uma forte campanha salarial unificada, mas com negociações separadas dos Bancos estatais e com os Bancos privados, através da Fenaban.