AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

25 setembro, 2009

Greve dos bancários é forte e se amplia

No primeiro dia de greve nacional os bancários paralisaram de norte a sul do país.

No Rio Grande do Norte a forte adesão na capital e interior começa superior a greve passada.

"Observem o quadro da greve no RN no dia de hoje:
CAIXA - Todas as agências da capital e interior fechadas;
BB - 90% na capital e cinco cidades da grande Natal fechadas;
BNB - As duas agências da capital fechadas;
HSBC -As três agências da capital fechadas;
ITAÚ - Cinco agências da capital fechadas.
A assembléia de hoje ocorreu com pouca frequencia, porém com muita disposição de luta, de modo que amanhã fecharemos o restante das agências do Itaú. A tendência é de crescimento do movimento, inclusive com a adesão de mais cidades do interior no dia de amanhã.
A imprensa local está dando uma excelente cobertura, estivemos presentes em todos os telejornais, desde às 7h da manhã até às 19h, além dos jornais escritos.
"O único incidente mais tenso que ocorreu foi a proibição da CAIXA de afixar cartazes nas portas das agências, mas nós enfrentamos por meio do diálogo(não amistoso) com o superintendente em exercício (petista de carteirinha e ex sindicalista) e o chefe da segurança, de modo que conseguimos reverter essa ridícula decisão e colocamos cartazes em todas as unidades da CAIXA." afirma Liceu Carvalho, diretor do Seeb do RN."

Para Solimar, do MNOB do Piaui "a adesão chegou a 90% das cerca de 175 agências (setor público e privado) existentes no estado. Uma coisa é visível. Na Caixa a greve é de quase 100%. No BB é tbém muito forte. Privados, maior participáção esse ano que ano passado. Menos dificuldade p/ garantir. Nos outros anos, a greve vai aumentando o índice de adesão. Esse ano, tá diferente. Ela já começou fortíssima. O índice de adesão chega a surpreender." revela ela.

"Companheiros, na assembleia de hoje dos bancários foi marcada uma passeata para amanhã (25/09/2009) sexta-feira com concentração na Praça do Ferreira à partir das 15 horas e junto com os carteiros grevistas do Correio caminharemos até a sede do sindicato onde faremos nossa assembleia para encerrar a semana de mobilização!
Vamos reforçar a GREVE! Abaixo segue um relato do principal episodio da greve de hoje em Fortaleza!" conclama Fernando Saraiva da Oposição Bancária do Ceará.

Eloy Natan, diretor do SEEB Maranhão e funcionário da CEF relata o dia de ontem;

Quadro da greve 24/09/2009 no Maranhão, a adesão é crescente a todo momento!

Em São Luís
Caixa: 80%
BB: funciona apenas a agência do João Paulo.
Privados: paradas as agências do HSBC (Rua do Sol), Unibanco (Rua Grande) e Real (João Lisboa).

Outros municípios:
Açailândia: 100%
Balsas: Caixa
Buriti: BB
Bacabal: BB, Caixa e BNB
Caxias: BB e BNB
Imperatriz: BB e Caixa
Pinheiro: BB
Santa Helena: BB (a partir de 25/09)
Santa Inês: Caixa (parcial)
São Bento: BB

Assembleia no Maranhão ratifica decisão do dia 17/09: Greve por tempo indeterminado.

"Em Bauru 29 agencias fechadas (62% do total existente) com cerca de 712 bancários parados (69% do total existente). Paramos ainda o Serag da Nossa Caixa e o Prédio onde fica a area meio da CEF." nos informa Paulo Tonon, diretor do SEEB Bauru/SP e funcionário do BB. "No dia de hoje a paralisação irá se ampliar, pois várias agências trabalharam parcialmente e não terão como funcionar com aamplião do movimento." diz Marcos Lenharo, diretor do Sindicato de Bauru e funcionário do Santander.

Em Brasília, Rodrigo Cláudio, o Bocão, relata que a greve tem quase 100% dos bancários da CEF e a adesão do prédio da Tecnologia do BB não funciona. A greve é forte em todos os bancos no Distrito Federal e foi votado uma passeata para esta segunda-feira na esplanada dos ministérios.

No Rio de Janeiro, membros do MNOB afirmam que a adesão é grande. tem setores que até terceirizados estão sendo impedidos de entrar e fazendo um contigenciamento para trabalhar.Na Baixada Fluminense, Jeferson, integrante da Oposição Bancária/Conlutas, relata que a paralisação é forte. "Contamos com o apoio dos colegas comerciários que ajudaram na greve e nos piquetes" diz ele.

No Rio Grande do Sul, Fernando da CEF e Carlos Almeida, o Cabeça, funcionário do Banrisul, diz que a greve começoiu muito forte na CEF e no BB. Nos privados, onde o Sindicato fez piquete, a adesão é forte, comentam. Já os funcionários do Banrisul tem assembléia para a próxima terça-feira para definir sobre a paralisação .

Em São Paulo, os prédios do Banco do Brasil dos complexos São João e Verbo Divino tiveram adesão em cerca de 90%. Na CEF, os empregados estão aderindo em massa à paralisação e, em conjunto com funcionários de bancos privados, a greve teve por volta de 30 mil bancários paralisados.

Os relatos mostram que o movimento vai se ampliar.

24 setembro, 2009

Exemplo a ser seguido pelos grevistas de todas as categorias em greve. Espetacular unidade de ação entre bancários e trabalhadores dos Correios

Na manhã desta quinta-feira, 23, ocorreu em Fortaleza/CE um exemplo espetacular de unidade de ação entre os trabalhadores bancários (que iniciaram uma greve nacional hoje) e os trabalhadores dos Correios (em greve há uma semana).

O fato aconteceu diante do edifício-sede da Caixa Econômica Federal em Fortaleza, no Centro da cidade. A Caixa, em uma atitude extremamente truculenta e ditatorial, contratou dezenas de seguranças particulares para intimidar o movimento grevista. O edifício-sede amanheceu com a sua entrada principal escancarada, guarnecida por mais de 50 vigilantes, que receberam ordens de impedir o movimento sindical de fechar essa entrada (que tem bastante valor simbólico), e também impedir os ativistas de entrarem no prédio para fazer piquete de convencimento conversando com os funcionários que eventualmente ainda estivessem trabalhando.

Os sindicalistas e ativistas passaram bastante tempo tentando convencer os vigilantes a pelo menos permitirem que a porta fosse fechada e fossem colados cartazes na mesma, para caracterizar a greve. Mas as ordens da direção da Caixa eram de que os vigilantes não deveriam permitir a passagem de nenhum ativista, nem o fechamento da porta.

Quando o clima começou a ficar tenso, com alguns empurra-empurra, um trabalhador de base do Banco do Brasil, que estava no local, resolveu dirigir-se até o acampamento dos trabalhadores em greve dos Correios, em frente a sede regional da empresa, a poucos metros dali, e pedir auxílio. Após conversar com alguns grevistas dos Correios membros da Oposição-Conlutas, estes tomaram a providência de montar uma "comissão" de mais de 20 carteiros que se disponibilizaram a ir até o prédio da Caixa.

Ao chegar o "reforço" de mais de 20 carteiros no edifício-sede da Caixa, a correlação de forças mudou. Após alguns empurra-empurra "carinhosos" com os trabalhadores vigilantes (havia um acordo tácito de que não valia soco nem pontapé), o "cordão de isolamento" foi furado e alguns trabalhadores bancários e carteiros conseguiram entrar no prédio.

Após isso, e com a presença da imprensa, o que gerava um desgaste para a imagem da Caixa, acabou sendo dada ordem aos vigilantes para recuarem e permitirem o fechamento da porta principal e a colagem de cartazes de greve, o que foi comemorado com muita festa pelos bancários e carteiros, como uma vitória da unidade dos trabalhadores na luta.

fonte:
http://blogmolotov.blogspot.com/2009/09/espetacular-unidade-de-acao-entre.html

Greve dos Bancários atinge todos os estados do país.

As assembléias de ontem foram massivas em todas as partes e a greve deflagrada em todos os estados.
A proposta da mesa única da Fenaban de apenas repor a inflação do período, esquecendo das reposições das perdas que chegam a quase 100%, aliada a PLR inferior ao ano passado tiveram a resposta nacioanl da categoria: GREVE por tempo indeterminado.
Os maiores bancos brasileiros obtiveram lucros de mais de 14 bi de reias, além do socorro do governo da ordem de mais de 200 bi.
Os sindicatos da CUT não tiveram outra escolha que não defenderem a deflagração do movimento. Agora a luta é, além de buscar as perdas, preparar os bancários de bancos públicos a colocar em xeque o governo e ir além do acordo da Fenaban. A briga pela reposição das perdas, PCS, PCC, isonomia e outros ítens, não pode parar nas propostas da mesa única da Fenaban.
Os sindicatos de Bauru, RN e MA, que protolocaram a pauta alternativa do MNOB exigindo 30% de reajuste para todos, já haviam feito paralisações desde o dia unificado contra a crise em 14 de agosto, assim como em 28/08, dia do bancário e dia 18 passado. As Oposições do Movimento Nacional de Oposição Bancária também não ficaram a reboque do imobilismo da CUT e fizeram mobilizações em praticamente todas as capitais. Este movimento fez com que a categoria exigisse assembléias antes do final de setembro o que mostrou-se certo pelo nível de greve que temos hoje.
Veja o quadro nacional de paralisações:

Base Sindical
Resultado da Assembléia

São Paulo (SP)
Greve

Rio de Janeiro (RJ)
Greve

Belo Horizonte (MG)
Greve

Brasília
Greve

Porto Alegre (RS)
Greve no BB, Caixa e privados. Banrisul faz paralisação dia 29 e assembleia dia 28.

Curitiba (PR)
Greve

Pernambuco
Greve

Ceará
Greve

Mato Grosso
Greve

Florianópolis
Greve

Espírito Santo
Greve

Acre
Greve

Piauí
Greve

Rondônia
Greve

Bahia
Greve

Sergipe
Greve

Rio Grande do Norte
Greve

Pará
Greve

Amapá
Greve

Paraíba
Greve

Alagoas
Greve

Maranhão
Greve

Roraima
Greve

Goiás
Greve

Amazonas
Greve

Tocantins
Greve

Juiz de Fora (MG)
Greve

Londrina (PR)
Greve

Vitória da Conquista (BA)
Greve

Dourados (MS)
Greve

Campina Grande (PB)
Greve

Sul Fluminense (RJ)
Greve

Itabuna (BA)
Greve

Angra dos Reis (RJ)
Greve

Limeira (SP)
Greve

Santa Cruz do Sul (RS)
Greve nos bancos privados, assembléia dos bancos públicos hoje

Macaé (RJ)
Greve

Teresópolis (RJ)
Greve

Alegrete (RS)
Greve

Teófilo Otoni (MG)
Greve

Campinas (SP)
Greve

Nova Friburgo (RJ)
Greve

São Leopoldo (RS)
Greve na Caixa e bancos privados

Santo Ângelo (RS)
Greve

Mogi das Cruzes (SP)
Greve

Araçatuba (SP)
Greve

Ribeirão Preto (SP)
Estado de greve

São José dos Campos (SP)
Greve

Jaú (SP)
Greve

Guaratinguetá (SP)
Greve na Caixa. BB e privados em estado de greve

São Carlos (SP)
Decisão adiada

Corumbá (MS)
Não entrou em greve

Rio Claro (SP)
Estado de greve

Niterói (RJ)
Greve

Campo Mourão (PR)
Greve

Bagé (RS)
Não entrou em greve

Nova Friburgo (RJ)
Greve

Araraquara (SP)
Greve

Chapecó (SC)
Greve

Piracicaba (SP)
Greve a partir de sexta-feira

Cornélio Procópio (PR)
Greve

Uberaba (MG)
Greve

Ipatinga (MG)
Greve

Toledo (PR)
Estado de Greve

Arapoti (PR)
Estado de Greve

Campo Grande (MS)
Greve

Franca (SP)
Não entrou em greve

Vale do Paranhana (RS)
Greve

Assis (SP)
Greve

Barretos (SP)
Greve

Bragança Paulista (SP)
Greve

Catanduva (SP)
Greve

Guarulhos (SP)
Greve

Jundiaí (SP)
Greve

Limeira (SP)
Greve

Presidente Prudente (SP)
Greve

Grande ABC (SP)
Greve

Taubaté (SP)
Greve

Irecê (BA)
Greve

Cariri (CE)
Greve

Itaperuna (RJ)
Greve

Concórdia (SC)
Greve no BB, Caixa e Besc. Bancos privados a definir.

Feira de Santana (BA)
Greve

Campos dos Goytacazes (RJ)
Greve

Umuarama (PR)
Greve

Assis Chateaubriand (PR)
Greve

Jequié (BA)
Greve

Carazinho (RS)
Greve nos bancos privados

Erechim (RS)
Greve

Ijuí (RS)
Greve na Caixa

Litoral Norte (RS)
Greve

Passo Fundo (RS)
Greve nos bancos privados e Caixa 28/9

Santa Maria (RS)
Greve

Santa Rosa (RS)
Greve a partir de 28/9

Santiago (RS)
Greve no BB

São Gabriel (RS)
Greve

Umuarama (PR)
Greve

Paranavaí (PR)
Greve

Criciúma (SC)
Greve

Joaçaba (SC)
Greve

São Miguel D'Oeste
Nova assembleia dia 24

Blumenau (SC)
Nova assembleia dia 24

Videira (SC)
Assembleia no dia 25

Araranguá (SC)
Greve

Petrópolis (RJ)
Greve

Divinópolis (MG)
Greve

Jacobina (BA)
Greve

20 setembro, 2009

Agora é GREVE! - Assembléia dia 23

Bancários, vamos à greve a partir do dia 24. Chega de enrolação e desrespeito para com o nosso trabalho e com a nossa saúde. Queremos, merecemos, necessitamos e exigimos respeito, salário decente e condições dignas de trabalho.

ASSEMBLÉIA NO DIA 23/09, ÀS 19 HORAS, NO SINDICATO E A PROPOSTA É GREVE A PARTIR DO DIA 24 (veja matéria do Mogi News colada abaixo).

REPASSEM ESSA INFORMAÇÃO A TODOS OS SEUS CONTATOS.
VAMOS LOTAR ESSA ASSEMBLÉIA!

DIREITOS, SÓ SÃO CONQUISTADOS COM LUTAS
SÓ A LUTA MUDA A VIDA.

18 setembro, 2009

Quem diria! O próprio Lula dando ordens para os sindicalistas acabarem com a greve dos Ecetistas

Colegas, pelo visto a campanha salarial dos bancários está indo na mesma direção, com a diferença que na categoria bancária poucos dirigentes sindicais são independentes do governo.

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18/09/2009 - 14h45
Lula pede a sindicalistas "coragem" para acabar com greve nos Correios
Guilherme Balza, do UOL Notícias

Em discurso durante a inauguração das obras da BR-448, em Sapucaia do Sul (RS), nesta sexta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um recado para os dirigentes dos sindicatos de trabalhadores dos Correios colocarem um fim à greve da categoria.

Ex-líder sindical, Lula defende fim da greve nos Correios

Ontem, funcionários de 31 dos 36 sindicatos ligados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) não aceitaram a proposta apresentada pela estatal e decidiram manter a paralisação.

"O bom dirigente sindical é aquele que tem coragem de começar a greve e tem coragem de acabá-la. O dirigente que fica pedindo aquilo que está além das possibilidades [da empresa], apenas para dizer que vai continuar em greve, pode levar os trabalhadores a prejuízos enormes no final das contas", afirmou o presidente.

Lula teve momentos de "pelego", diz sindicalista

"O próprio Lula, quando era dirigente sindical, acabou com greves que ele não poderia ter acabado. Ele tem que rever o seu passado de dirigente sindical antes de falar isso. Inclusive a história mostra que teve momentos em que ele foi 'pelego'", diz Nilson Rodrigues, integrante da Fentect em Curitiba que ontem entregou ao presidente a lista de reivindicações da categoria.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,03%, aumento linear de R$ 300 para todos os funcionários, além de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso. Os Correios apresentaram sua contraproposta, que valeria para os próximos dois anos, oferecendo aumento salarial de 9%, reajuste linear de R$ 100, aumento no valor do vale-refeição de R$ 20 para R$ 21,50 por dia e no vale-transporte de R$ 110.

Diante da negativa pelo fim da greve, os Correios apresentaram recurso hoje no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para colocar um fim ao impasse. "A proposta dos Correios é razoável e eu acho que a vanguarda deveria se curvar diante da vontade da maioria", afirmou Lula. "Essa vontade [de manter a greve] não é da vanguarda ou das direções do sindicato, e sim do conjunto dos trabalhadores", rebate o sindicalista.

O que mais causa rejeição entre os trabalhadores entre todos os itens da proposta da estatal, e que está sendo decisivo para a continuidade da greve, é o acordo valer pelos próximos dois anos. Os funcionários exigem que o acerto valha somente até o ano que vem, segundo a Fentect. "O governo quer fechar um acordo com as estatais pelos próximos dois anos porque quer afastar a possibilidade de greves e protestos por melhores salários em ano de eleição e, assim, evitar desgastar o candidato do presidente", diz Rodrigues.

As eleições do ano que vem ocupam um papel importante dentro da negociação pelo fim da greve. Na última quarta-feira, dia em que a greve começou, o grupo formado por trabalhadores dos Correios que participou da comissão de negociação rachou, segundo a Fentect.

Dos sete integrantes do grupo, três são ligados à Articulação Socialista (do PT) e à Corrente Socialista Classista (do PCdoB), setores que apoiam o governo federal. Os outros quatro integrantes são ligados à Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), Movimento Resistência e Luta e PCO (Partido da Causa Operária), correntes de oposição ao governo petista.

Só concordaram com a proposta apresentada pelos Correios os três integrantes das correntes ligadas ao governo, ou seja, a minoria. Logo, os outros quatro representantes iriam redigir o informe indicando aos sindicatos regionais a continuação da greve. No entanto, os outros três membros "atravessaram" e enviaram antes o comunicado pelo fim da greve.

Outras exigências

A Fentect também reivindica redução da jornada de trabalho sem redução de salário, fim da terceirização, auxílio creche e educação, contratação de mais servidores e reintegração dos servidores demitidos, participação nos lucros no acordo coletivo, entregas de correspondência no período da manhã e fim dos assédios morais e sexuais.

A estatal afirma que não pode oferecer proposta melhor e que, por esta razão, recorreu ao TST. O argumento é que oferecer um reajuste maior prejudicaria a saúde financeira da estatal e dependeria da liberação de recursos do Ministério do Planejamento. Segundo os Correios, as negociações com os trabalhadores se arrastam por mais de um mês.

Adesão

No total, os Correios possuem 116 mil funcionários. A maioria dos trabalhadores paralisados é formada por entregadores, motoristas, operadores de triagem, funcionários de agências, motoqueiros, entre outros, segundo a Fentect. Somente as regionais da Bahia, Rio Grande do Norte, Bauru (SP) e Santa Maria (RS) não estão paralisadas. Os funcionários do Rio de Janeiro decidem se mantêm a paralisação nesta sexta-feira (18).

De acordo com sindicato, a adesão à greve alcançou 60% dos funcionários. Já de acordo com os Correios, 31% dos funcionários aderiram à greve. Há dois dias, quando a paralisação começou, a adesão era de 8%, segundo a própria empresa.

17 setembro, 2009

Proposta ridícula da Fenaban merece apenas uma resposta dos bancários: É GREVE !!!

Meus camaradas,

Em mais uma rodada de negociação com a Fenaban, infelizmente os banqueiros, que nos últimos anos tiveram lucratividade bilionárias, apresentaram proposta de desrespeito com os trabalhasores(as) bancários(as) que segue abaixo:

Índice: 4,50 %

PLR: 1,5 Salário Reajustado limitado ao valor individual de R$ 10.000,00 e 4% do lucro líquido do ano de 2009, o que ocorrer primeiro.

1,5% do lucro líquido , distribuido linearmente por funcionário, limitado ao valor de R$ 1.500,00

Auxilio de creche de 71 meses

Salário de ingresso 6 horas
Portaria R$ 673,71
Escritório R$ 966,20
Caixa R$ 966,20 + 285,83 + (grat de caixa) = 1.252,03

Salário após 90 dias 6 horas
Portaria 738,00
Escritório R$ 1.059,25
Caixa 1.480,24 (já incluida a gratificação de caixa e outras verbas)

ATS R$ 16,35
Gratificação de compensador R$ 93,13
Auxilio refeição R$ 16,63
Auxílio Alimentação R$ 285,21
13ª Cesta alimentação R$ 285,21
Auxílio Creche R$ 205,00 até 71 meses
Auxílio Funeral R$ 549,89
Ajuda deslocamento R$ 57,39
Idenização por Morte R$ 81.998,61
Requalificação Profissional R$ 819,52

Programa de Reabilitação, Política de Conflitos no ambiente de trabalho , Estabilidade por Pré-Aposentadoria, Comissão Bipartite de Saúde e Segurança, Ampliação da Licença-Maternidade por 60 dias (Quando da vigencia do incentivo fiscal lei 11.770 2008 em favor do empregador)
Isonomia de tratamento para homoafetivos e Iguadade de Oportunidades.

Em reunião do comando nacional do MNOB e sindicatos orientamos:
Rejeitar na íntegra a proposta da Fenaban, e aprovar indicativo de Greve Geral para dia 24.09.09 por tempo indeterminado.
Saudações Com Lutas,

Marcos Tinôco

Reunião secreta entre a Febraban e a PM para reprimir greve

Banqueiros reunem-se com a PM para reprimir bancários

17/09/09

No último dia 11/09, os banqueiros reuniram-se com a Polícia Militar para organizar esquemas de repressão contra uma possível greve dos bancários. “Isto é contra a Constituição Federal, portanto fora da Lei. A PM não é paga pelos contribuintes para ser segurança particular de banqueiro. Já estamos denunciando para o Ministério Público do Trabalho”, afirma Ricardo Saraiva Big, Presidente do Sindicato.

Magistrados e juízes confirmam que isto é contra a Lei e a greve é constitucional. “A greve é o principal mecanismo do trabalhador de enfrentamento da força empresarial. Exercício justo e legítimo”, disse Omar Afif, procurador-geral do Trabalho. Para Flavio Landi, da Anamatra (Associação Nacional do Magistrados do Trabalho), “mesmo o piquete, enquanto for pacífico está protegido pela Constituição, que estabelece que a ordem econômica está adstrita à valorização do trabalho”.

Os banqueiros apostam na repressão, conforme evidencia essa reunião com a PM e os interditos. A Febraban solicitou apoio da PM para o cumprimento dos interditos proibitórios, que visam coibir as manifestações do Sindicato nas agências e concentrações bancárias. ”A PM deve ser mantida a serviço da população, dos trabalhadores, e não na defesa de interesses privados”, conclui Big.

O Airbus da alegria na CEF

Época
12/09/09

Andrei Meireles

Na quinta-feira, 300 pessoas embarcaram em cinco aviões Airbus que partiram dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino à França para uma viagem com a promessa de se tornar inesquecível. No roteiro, além de um dia livre para compras em Paris, outros seis foram programados para conhecer o sudoeste da França, uma região com tradicionais vinhedos e ricas lendas, descrita como um dos locais mágicos do planeta pelo escritor Paulo Coelho, que mora lá. Os passageiros receberam um guia para a viagem que reforça o clima. Com o título de "Ano da França no Brasil, uma viagem no tempo", os promotores do evento prometem mostrar uma "fase da história que rendeu grandes mitos, grandes monumentos, grandes heróis e grandes paixões".

Ganharam direito a essa viagem os funcionários da Caixa Seguros -- uma empresa privada que tem como sócia majoritária a francesa CNP Assurances e, na condição de minoritária, a Caixa Econômica Federal. A viagem à França, com todas as despesas pagas, foi um prêmio por terem se destacado na venda de seguros. Para eles, foram reservadas 100 das 300 vagas da comitiva. As outras 200 foram destinadas a funcionários da Caixa Econômica. Dos cerca de 100 superintendentes do banco em todo o país, 60 foram premiados com a viagem à França, cada um com direito a um acompanhante. A Caixa é um banco estatal. Seus funcionários são obrigados a seguir as regras do Código de Ética dos servidores federais, estabelecidas no decreto da Presidência da República 1.171/94, que expressamente proíbe esse tipo de premiação.

ÉPOCA ouviu a Caixa Econômica Federal. O banco respondeu por escrito. "A Caixa possui 48,21% de participação acionária na Caixa Seguros e o seu desempenho reflete nos resultados do banco. Os empregados foram premiados pelo seu desempenho, atendendo a política de reconhecimento e valorização da Caixa. As ações inseridas na presente campanha estão alinhadas aos normativos internos em vigor e à legislação atinente à matéria."

Segundo Gabriel Nogueira, assessor de imprensa da Caixa, esse é o terceiro ano em que comitivas são premiadas com viagens ao exterior, sem nenhuma contestação do Tribunal de Contas da União (TCU). Uma das viagens anteriores foi à Grécia. Nogueira disse também que iria mostrar a ÉPOCA as normas legais que respaldariam a viagem dos funcionários do banco. Até o final desta edição, não havia mostrado. De acordo com Nogueira, parte das despesas da viagem à França será paga pela Caixa Econômica. Mas ele se negou a informar quanto custa a viagem da comitiva dos 300 e qual é o rateio entre o banco público e a Caixa Seguros.

ÉPOCA ouviu também o representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União. O procurador Marinus Marsico disse que esse caso é um festival de ilegalidades e imoralidades, afronta o código de ética dos servidores e o princípio da moralidade administrativa. "Estou perplexo. Em 20 anos de serviço público, nunca ouvi falar de uma viagem como essa. Vamos investigar", afirma. Se Marsico mantiver essa disposição, a viagem dos funcionários da Caixa pode, de fato, se tornar inesquecível, mas por motivos menos saborosos que os vinhos franceses.

04 setembro, 2009

Vergonhoso golpe do Sindicato dos Bancários de Brasilia nos bancários

Num vergonhoso golpe, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasília, um dos maiores Sindicatos de Bancários do Brasil, rasgou os estatutos e a democracia do movimento dos trabalhadores e, sob fortes evidências de fraudes, aprovou as mudanças estatutárias que praticamente garantem a parmanência eterna de seu grupo político/sindical à frente do nosso Sindicato.

Logo que possível divulgaremos no Youtube as imagens, fotos e filmes, mostrando diversos momentos dessa vergonhosa novela, com destaque para os trechos que mostram claramente que às 19:45 horas, mais de meia hora depois do prazo para início em segunda convocação, o teatro do Sindicato estava com pouco mais de 200 pessoas, quórum insuficiente para aprovar qualquer mudança.

O golpe só aconteceu porque a diretoria pelega tem claro que podem perder as eleições.

Um golpe que atenta contra a democracia no Sindicato deve ser combatido por princípio.

Assim, o MNOB deve tomar como prioridade essa luta, com todos os significados que a palavra prioridade tem. Empenho judicial e político.

01 setembro, 2009

Assim foi a luta no dia 28, dia dos Bancários - Dia do Vermelho

Dia 28 foi de luta e vermelho
Os sindicatos/CONLUTAS do Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru, fizeram do dia 28 um dia bastante movimentado com visitas às agências, levando cultura musical, juntamente com a presença da diretoria, todos vestidos de vermelho, unindo LUTA E CULTURA, fazendo discursos sobre a conjuntura, a campanha salarial, o lucro dos banqueiros, as condições de trabalho e salário. Ao adentrarmos às agências com faixas, música, discurso e a cor vermelha em destaque, causávamos muitos manifestações elogiosas e aplausos espontâneos.
Vamos agora começar a preparar os próximos embates, vamos já pensar nas próximas assembléias de avaliação das rodadas de negocições.

28 de agosto é Dia do Bancário e para os Sindicatos/Conlutas não há o que comemorar. Pelo contrário! O dia serviu para protestar! As demissões não param de acontecer, os banqueiros não se cansam de explorar e quando chega o momento de negociar, como é o caso do mês de setembro, data-base dos bancários, viram as costas para os trabalhadores.

Em São Paulo, pra variar o Sindicato não fez nada, quer dizer, participaram da passeata de 26 anos da CUT dizendo que era uma atividade de bancários e realizaram uma festa à noite. Com a célebre frase de abertura do Marcolino (presidente do Sindicato) “dia 28 não é dia de luta, mas sim de festa...".

Só que a Oposição pensa diferente, e em honra e glória daqueles que lutaram em 1951 e na continuidade da afirmação de uma campanha alternativa, realizamos um grande dia de vermelho em nossas bases.

No complexo São João distribuímos mais de 1000 fitas vermelhas, todos colocaram nos crachás, isso porque 40% já vestiam a cor. Na Verbo Divino adesão também de 100%. Na CEF vária locais também realizaram o ato e usaram o vermelho.

Também realizamos na semana passada reunião da Oposição. A mesma aprovou o panfleto específico que soltamos aqui e discutiu o dia do vermelho. A plenária tomou pra si a tarefa de ampliar agora a distribuição do material nacional, no último, distribuímos 25mil, nesse a expectativa é que façamos 30mil.

Houve também dia de protesto em várias capitais com o uso da cor vermelha, promovido pelo MNOB e Oposições. Estes eventos foram um contraste ao imobilismo da Contraf/CUT que preferiu fazer festas, passando em branco um dia de protestos em plena campanha salarial.

11 agosto, 2009

Cáritas quer criminalizar refugiados palestinos

Vou relatar um fato muito grave que aconteceu ontem a tarde e peço muita atenção a todos que se solidarizam com a causa dos refugiados palestinos.

A cáritas convocou o Hossam na data de ontem para lá comparecer, sob o pretexto de fazer um reembolso de remédios que o Hossam comprou para sua mãe nesses três meses em que ela esteve entre nós. Foram para lá o Hossam, a Huda, a Aysha e eu, como testemunha. Chegando lá, o que se viu foi uma tentativa da cáritas de que o Hossam, em troca do reembolso, não declarasse mais nada com relação à negligência da cáritas com os palestinos. Todas as argumentações das duas funcionárias da Cáritas, Shirley e Elisa, eram no sentido de desqualificar as reclamações dos refugiados, mas em nenhum momento se dignaram a perguntar como estava a saúde dos familiares dos palestinos.

Em dado momento, a Aysha irritou-se com a Shirley e segurou-lhe pela blusa, não chegando a consumar-se uma agressão física, mas, mesmo assim, imediatamente a Shirley, foi para outra sala e telefonou para a polícia. Chamei um advogado amigo meu e fomos todos para a delegacia e foi feito um boletim de ocorrência contra a Aysha, constando artigo 21 no B.O.

É importante frisar que a Aysha foi incluida juntamente com a Sra. Nuzha e seu sobrinho de 09 anos de idade no programa de reunião familiar da ACNUR, está há três meses no Brasil sem que até agora tenham ficado prontos os documentos dos três, previstos no Estatuto do Refugiado, não fala nada de português, teve a noticia da morte de seu marido em Gaza quando estava recem chegada em Mogi, perdeu sua irmã Nuzha que faleceu no último dia 27/07 por pura negligência da Cáritas, seu sobrinho tem passado por crises violentas de asma, com o conhecimento e negligência da cáritas que não tem lhe prestado a assistência devida, não receberam até o momento nenhum pagamento do auxilio subsistência previsto no convênio de reassentamento. A Nuzha era cirurgiada da coluna vertebral e por isso precisava de um colchão ortopédico, mas recebeu da cáritas um colchão de espuma, o que a obrigava a dormir no chão, o que pode ter causado a agua nos pulmões que provocou o agravamento dos seus problemas de saúde que a levou à morte.

Foi uma cena premeditada e fabricada pela cáritas essa de ontem, na tentativa de criminalizar os refugiados palestinos.

Sendo assim, daqui em diante, temos que ter muito cuidado com as armadilhas que a cáritas vai armar para angariar argumentos contra os palestinos, em represália à ampla cobertura que tem sido dada nos jornais sobre a negligência da Cáritas em relação aos refugiados.

Daqui em diante, tudo que for solicitado à cáritas tem que ser por escrito, protocolado e acompanhado por pelo menos duas testenhunhas solidárias aos refugiados e que falem o português, porque, a poucos dias a cáritas recusou-se a protocolar um pedido por escrito que uma refugiada palestina fêz à cáritas e não havia nenhuma testemunha com ela para atestar o acontecido.

10 agosto, 2009

Sugestão de amigo para quem ainda acha que os refugiados palestinos estão vivendo bem no Brasil

Tente sentir, por um minuto, a situação do povo palestino que tem de fugir da sua terra, expulso pela força de tiros e bombardeios aéreos, depois de ver familiares e amigos seus serem covardemente trucidados pelo exército extremamente sanguinário de Israel.
Uma vez em fuga (alguns apenas com a roupa do corpo), tenta atravessar a fronteira de um país vizinho, que geralmente, naquela região, fica no meio do deserto, e alguns desses países vizinhos lhe impede a passagem.
Não podendo voltar para não ver assassinados os que restaram vivos de sua família e amigos, estaciona ali e passa a viver por anos, da ajuda humanitária da ONU, suportando temperaturas de mais de cinquenta graus durante o dia e abaixo de zero a noite, sob tendas de dez metros quadrados, sob constante ameaça das monstruosas tempestades de areia, cobras e escorpiões do deserto.
Quando o Brasil o resolve acolher, lhe diz ter toda uma estrutura montada que vai lhe permitir reconstruir a vida.
Depois de desembarcados no Brasil, os dias vão passando, a estrutura prometida não funciona, não sai do papel, conforme prometida. Tentam subsistir por conta própria, com a diferença de que nós, pelo menos, falamos português e ele, o árabe.
Sem a estrutura prometida e um auxilio financeiro insuficiente, no dia a dia, aqui, sua opção mais lógica e priorizar a subsistência em detrimento de frequentar as inadequadas e escassas aulas de português e sofre com a impossibilidade de se comunicar para conseguir um emprego, para comprar algo numa loja, para um atendimento médico e o que antes era uma esperança de vida transforma-se em morte, como de fato se transformou por duas vezes, nesses 22 meses que estão em Mogi e alguns estão doentes e, repito: sem assistência médica. - A estrutura prometida não previu que eles precisariam de tradutores?
Sofre por ter de carregar o estigma de refugiado, sofre com a rejeição de muitos da sociedade local que não conhecem sua história, ou conhece apenas a versão apresentada pelos covardes invasores da sua terra, e por isso o rejeita. Sofre com a rejeição (ainda que velada) de um povo que não conhece seu idioma, sua religião, sua cultura totalmente diferentes da nossa.
Depois, descobre que se tornou refém, durante dez anos proibido de sair do Brasil, no caso de não ser possível se adaptar na nossa sociedade, o que normalmente acontece quando um refugiado de lingua árabe é enviado para um país de lingua latina.
Essa é a saga do povo palestino, a maior etnia de refugiados do mundo, a maior catástrofe humanitária da história, causada pela bestialidade humana. E quem os procurar conhecer, verá que são pessoas respeitosas, gentis e amigas verdadeiras.
Minha sugestão a todos que não conhecem a verdadeira história da catástrofe que vive o povo palestino é que procurem conhecer os refugiados, ouça sua versão para não ficar apenas com a versão dos seus algozes.
Vocês terão nos palestinos os melhores amigos de suas vidas.

30 julho, 2009

Uma tragédia anunciada - Luto entre os palestinos de Mogi das Cruzes

No dia 27 de julho de 2009, infelizmente aconteceu o que já era de se esperar. As falhas inexplicáveis da Cáritas e das autoridades no atendimento aos refugiados palestinos causou a morte da nossa amiga, recém chegada ao Brasil, Nuzha El Loh.

Há três meses ela chegava a Mogi das Cruzes, juntamente de sua irmã Aisha Elooh e seu neto Ayham, no programa da ONU de reunião de família de refugiados, respectivamente, mãe, tia e filho do Hossam, que chegou em outubro de 2007.

Sem a menor caridade, a cáritas, que recebe verba da ONU para prestar toda assistência aos refugiados palestinos a deixou nesses três meses, dormindo no chão, no frio intenso e úmido, típico do clima de Mogi das Cruzes, sem tratamento médico e sem a ajuda financeira que tem direito cada refugiado, inclusive, os que vêm no programa de reunião familiar.

Hossam foi trazido ao Brasil no final de 2007, juntamente com outros 116 refugiados palestinos, esperançosos de que finalmente iriam poder reconstruir suas vidas, mas já no primeiro mês, a esperança transformou-se em desespero. Sabiam que o programa da ONU para eles tem validade de dois anos e seria difícil para eles nesse tempo adaptar-se e obter seus próprios recursos para custearem a vida cara aqui no Brasil. Esse foi, inclusive o principal motivo que os levou a optar por procurar emprego para complementar a ajuda financeira irrisória enviada pela ACNUR e repassada pela Cáritas, ao invés de frequentar as aulas de português.

O mesmo descaso que causou o falecimento da Sra. Nusha, sofrem todos os nossos irmãos e amigos palestinos que estão em Mogi, no sul e os que protestam acampados em Brasilia, alguns com a saúde bastante debilitada, sem poder trabalhar e sem conseguirem sequer marcar uma consulta médica, porque não lhes foi colocado a disposição uma equipe de tradutores e quando acontece uma emergência, sua única opção é o precário pronto socorro do sistema público de saúde brasileiro.

A única opção de trabalho para um refugiado aqui é tentar montar um pequeno comércio, mas os que tentaram estão tendo prejuizos enormes e perdendo os parcos recursos que conseguiram trazer.

A ajuda da ONU termina em setembro e o desespero bate à porta. Como irão sobreviver depois de setembro, se mesmo atualmente, sua condição já é quase de indigência? Onde e como irão morar quando não tiverem mais o aluguel garantido pelo recurso enviado pela ONU?

Fica aqui minha indignação com a ACNUR, com nossas autoridades governamentais e com a cáritas. Onde estão os dólares destinados aos refugiados? Onde está a assitência prometida e que eles tanto precisam?

Nusha, quanta saudade da senhora! Ayham, Mohammad, Hossam, Ghazhi, Walid, Huda, Aisha, Ahmad, todos os palestinos; minha indignação e minha vergonha em ver como meu país os está recebendo me torna obstinado na luta ao vosso lado, com a mesma dignidade que tem um bom palestino.

25 julho, 2009

Oposições Sindicais fazem encontro nacional e aprovam pauta alternativa

Encontro do MNOB e das Oposições aponta uma Alternativa para a Campanha Salarial 2009

Nos dias 18 e 19 de Julho, foi realizado em São Paulo o Encontro de Bancários organizado pelo MNOB, Oposições Bancárias e Sindicatos dos Bancários de Bauru, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Foi um encontro vitorioso onde estiveram presentes bancários de 13 estados, representando vários locais de trabalho. Em sua esmagadora maioria os participantes eram bancários de base e não dirigentes sindicais, que vieram ao Encontro, com recursos próprios.

Neste mesmo final de semana ocorreu o Encontro da Contraf/CUT e em breve deverá ocorrer o Encontro da CONTEC. A categoria terá então três alternativas para a Campanha Salarial, pois cada um desses Encontros está deliberando por reivindicações e uma estratégia de Campanha Salarial.

No Encontro do MNOB e das Oposições, houve um debate democrático, com 4 teses sendo apresentadas e mais contribuições dos bancários presentes ao Encontro. Todos puderam falar e expressar a sua opinião, e fazer propostas para a Pauta de Reivindicações, a Organização da Campanha, etc.

As principais Resoluções do Encontro foram:
· Campanha Salarial Unificada – 24% para todos os bancários;
· Contra a Mesa Única da Fenaban;
· Negociação das Perdas do Plano Real nas mesas de negociações especificas;
· Contra o Acordo de 2 anos – Campanha Salarial todos os anos!;
· Isonomia já!
· PLR de 25% do lucro liquido distribuído linearmente
· Jornada de 6 horas para todos
· Piso do DIEESE
· Estabilidade no emprego e contra demissões imotivadas
· Fim do assedio moral e das metas
· Contra a terceirização
· Contratação de mais bancários (as)
· Nenhum privilégio aos dirigentes sindicais!
· Que os ricos paguem pela crise


Outra resolução foi abrir um prazo de uma semana para que todos os bancários que queiram fazer contribuições à pauta de reivindicações (além daquelas que já foram feitas no próprio Encontro) o possam fazer. Basta remeter suas propostas nos endereços eletrônicos abaixo.

Findo o prazo, os Sindicatos dos Bancários de Bauru, Rio Grande do Norte e Maranhão vão debater com suas bases em assembléia e, caso sejam aprovadas as pautas e a estratégia de Campanha do Encontro, eles elegerão, na própria assembléia, um membro para o Comando Nacional que irá entregar as pautas até os bancos.

Outra importante resolução foi preparar desde já um dia nacional de luta da categoria para o dia 14 de Agosto, unificando com outras categorias que estarão se mobilizando contra a crise econômica e seus efeitos.

Agora, o desafio é divulgar as propostas para a categoria e fortalecer a Campanha Salarial para conseguirmos recuperar nossas perdas, obter a Isonomia, a estabilidade contra demissões imotivadas, o fim do assédio moral, o respeito aos direitos da jornada de 6 horas, da mulher gestante, e dos que forem acometidos por problemas de saúde, etc.

As resoluções completas do Encontro serão divulgadas pelo site do MNOB, WWW.mnob.org. Clique no título desta postagem para ver o site.

28 junho, 2009

Escândalo - Normativo da CEF prevê compra de sindicalistas

A cooptação de dirigentes sindicais, de entidades de representação de empregados, por parte de patrões é uma prática que sempre circulou "a boca pequena" entre os trabalhadores e militantes de oposição, mas não me lembro de ter ouvido dizer que alguém houvesse conseguido comprovar tal fato. Porém, a partir do que vou relatar agora, não haverá mais dúvida sobre a efetivação dessa prática repulsiva.

O Manual Normativo da Caixa, RH 132, versão 003, com vigência a partir de 29/07/2008, prevê justamente o Nível remuneratório N2 (previsto no RH 060, ítem 6.1.71.2), que é o nível salarial de gerente para dirigentes sindicais liberados que tenham 10 anos de efetivo exercício na Caixa, se constar no Acordo Coletivo de Trabalho.
Diz o ítem 3.4.3.1 do RH 132: "Se constar no ACT, por opção da entidade especificada, é assegurado aos empregados liberados com ônus para e com tempo igual ou superior a 10 anos de efetivo exercício na CAIXA, até o seu retorno, no mínimo o valor do Piso de Referência de Mercado e da respectiva Gratificação de Cargo em Comissão do nível N2.".

O Acordo Coletivo de Trabalho 2008/2009 celebrado entre a Caixa e a Contraf/CUT, na sua Cláusula 27, trata da liberação de dirigentes sindicais, não especifica a remuneração, só a quantidade de 139 dirigentes a serem liberados, com ônus para a Caixa, a serem indicados pela Contraf/CUT.
Diz na íntegra: "CLÁUSULA 27 – LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL
Fica assegurada a liberação de até 139 (cento e trinta e nove) empregados, com ônus para a CAIXA, para exercício de mandato em entidade de representação, sendo o afastamento considerado de efetivo exercício, com todos os direitos e vantagens
."

Isso precisa ser investigado e, se comprovado que algum dirigente sindical da Caixa teve seu salário majorado por conta de liberação sindical, tem que ser repudiado veementemente por todos os bancários e pelos militantes da oposição bancária e pedido seu afastamento do sindicato. Quem recebe tamanho "agrado" do patrão, não tem a menor condição de continuar representando os trabalhadores.

20 junho, 2009

Dia 20 de junho – Dia Mundial do Refugiado. Nada a comemorar. Tudo a lamentar e denunciar.

Imagine que você é alguém que viu membros da sua família e amigos serem trucidados por bombas e tiros e teve que fugir deixando tudo para trás tentando às pressas salvar o que for possível. Imagine que para todo lugar, onde você vá, na tentativa de se proteger encontre pessoas armadas que te odeiam pelo único motivo de você ter nascido numa terra que eles ambicionam, e por isso querem te matar e aos seus. Imagine que você é uma pessoa pacífica, que condena a violência, as armas, o ódio e o que você mais quer é ver as pessoas vivendo solidariamente e em paz e mesmo assim, você, sua família e seus amigos que pensam como você são caçados como bichos. Imagine que o único lugar que lhe sobrou para alojar o que sobrou da sua família e amigos é um deserto, sob tendas de lona de 10 metros quadrados, em meio a cobras, escorpiões, tempestades de areia, temperaturas extremas para cima durante o dia e para baixo durante a noite e nesse lugar você será obrigado a viver por tempo indefinido, contando apenas com a sorte para que os que querem lhe ver morto não lhe encontrem antes do que alguém que lhe queira ajudar. Agora imagine que após anos nessa agonia da espera, alguém chegue lhe prometendo ajuda, lhe prometendo levar para outro país, distante e seguro de toda a violência que há em sua terra, longe das pessoas que querem te matar, um lugar muito bom de se viver, lhe prometendo, documentos, emprego, oportunidades para reconstruir sua vida, assistência médica e odontológica, aulas do idioma da nova terra que lhe está sendo oferecida. Agora, imagine que depois de toda a tragédia do passado de sua vida e do “paraíso” prometido, nesse “paraíso” você se depara com miséria e todo tipo de dificuldade, sem que todas aquelas promessas de uma nova vida, digna, sejam cumpridas, sejam reais e então, você cai na real de que, aqueles que a prometeram, apenas usaram da sua necessidade extrema, da sua ansiedade, do seu maior sonho, da sua esperança de uma vida melhor, para tirarem proveito próprio, uma oportunidade de ascensão política, talvez.

Essa é a situação em que se encontram hoje os palestinos que foram trazidos como refugiados para o Brasil em setembro e outubro de 2007, sendo 57 para Mogi das Cruzes, de um total de 108. Foram trazidos, sem ter a oportunidade de escolher. Aos que se recusavam a vir porque já previam as dificuldades de adaptação, era dito de forma ameaçadora que então eles seriam entregues ao exército da coalisão norte americana ou às milícias que os queriam ver mortos. Chegando aqui, foram separados em localidades distantes, os que não foram trazidos para Mogi foram levados para o Rio Grande do Sul e Paraná. Todos eles falam a lingua inglesa, além da língua árabe, mas não foram levados para algum país de língua inglesa, mas sim para um país de língua portuguesa, e a ajuda prometida não passaram de promessas.

Neste dia 20 de junho, dia dedicado a lembrar os refugiados, minha maneira de homenagear os refugiados palestinos, com quem tenho convivido e visto o quanto são amáveis, agradecidos, amigos e também vulneráveis, é contando essa verdade que não é dita, não é divulgada.

Que a ACNUR, o governo brasileiro e o Cáritas cumpram, com urgência, com suas promessas de lhes dar todas as condições para que possam reconstruir suas vidas, já que aceitaram recebê-los aqui. Os próximos três meses serão cruciais para eles, visto que termina o prazo de dois anos da ajuda de custo irrisória paga pela ACNUR, através do Cáritas Diocesana.

Mauro Rodrigues de Aguiar
Coletivo Libertário Trinca
P.S.: Não sou palestino, sou um brasileiro que tem acompanhado as dificuldades dos palestinos refugiados em Mogi das Cruzes e as mazelas do cáritas diocesana.

08 junho, 2009

Clique aqui e assine a petição on line que exige a contratação de mais empregados para a Caixa

Se você é cliente da Caixa Econômica Federal e não aguenta mais a demora no atendimento.

Se você é empregado da CEF e não aguenta mais ter de trabalhar tanto e mesmo assim continua tendo de se matar de fazer hora extra para conseguir dar conta do trabalho acumulado.

Se você é aprovado nos concursos de 2006 ou 2008 da CEF e não aguenta mais a agonia de tanta espera para ser chamado.

ASSINE ESSE ABAIXO ASSINADO, CLICANDO NO TÍTULO DESSA POSTAGEM.

E NÃO SE ESQUEÇA DE DIVULGAR O LINK: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4313

19 maio, 2009

Assine a petição on-line para que a Caixa Econômica Federal contrate com urgência mais empregados

Nós, abaixo assinados, esperamos sinceramente, com esse instrumento democrático que é o abaixo-assinado, sensibilizar as autoridades do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG e à Diretoria da Caixa Econômica Federal, para que entrem em entendimentos com o propósito de atender urgentemente a nossa justa e premente reivindicação de aumento considerável no quadro de empregados para a Caixa Econômica Federal, em número suficiente para propiciar um atendimento condizente com as necessidades e direitos dos usuários e funcionários desse banco público. O número insuficiente de empregados tem acarretado, além do precário atendimento aos usuários, diversos problemas no dia-a-dia dos funcionários, como sobrecarga de serviço, extrapolação de jornada, estresse, doenças do trabalho... e, esses problemas, há muito tempo por nós enfrentados, começaram a se agravar com o início da demanda referente ao programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”, sendo assim, faz-se urgente a contratação de mais empregados e para que essa reivindicação seja atendida com urgência, subscrevemos:

14 maio, 2009

CONVITE ABERTO - ATIVIDADE SOLIDÁRIA AOS REFUGIADOS PALESTINOS EM MOGI DAS CRUZES

Serão apresentados dois vídeos, em telão. O primeiro, “A chave de casa”, documentário comovente que relata as dificuldades dos refugiados palestinos que vieram para Mogi das Cruzes no final de 2007 (duração 55 min.)

O segundo vídeo, “Filhos de Nakba”, com duração de apenas 20 minutos, com entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes.

Estarão presentes os próprios palestinos que participam dos dois vídeos. Será uma experiência muito rica para todos que comparecerem.

Será no dia 30/05, às 16 horas, na APEOESP – sub sede Mogi, à rua Hamilton Silva e Costa, nº 427, Mogilar. COMPAREÇAM! A ENTRADA É GRATUITA.

N.B. Mogi das Cruzes é a cidade brasileira para onde veio a maior quantidade de refugiados palestinos no final de 2007.

RESUMO SEMANAL - BOLETIM DO DELEGADO SINDICAL - 08 a 14 de maio de 2009

CE SUGAT 099/2009, meteórica ascensão e queda

No dia 27/04, emitiu a CE SUGAT 099/2009 que determinava o destacamento de 1500 empregados de áreas meio para reforçarem o atendimento em agências, em decorrência do aumento da demanda por conta do programa do governo federal “minha casa, minha vida”. A medida deixou os empregados indignados, uma vez que o que se exige há muito tempo é que a Caixa contrate os concursados. Desde a divulgação da CE, os empregados protestaram fortemente de diversas maneiras, forçando a Apcef/SP a encaminhar carta à presidenta Maria Fernanda Ramos Coelho, exigindo a revogação da CE, e um abaixo assinado que rapidamente conseguiu a adesão maciça dos empregados, levando o gerente da SUGAT a suspender a infame CE. Mais uma vez, fica provado, que só a mobilização e a ação concreta dos empregados em torno das reivindicações coletivas pode fazer com que elas sejam atendidas.

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Caixa, intransigente, ajuíza dissídio para intimidar a greve dos profissionais

Apesar da política colaboracionista com o governo federal, do movimento sindical e associativo dos empregados da Caixa, monopolizado pela Contraf/CUT, de isolamento da mobilização dos profissionais, engenheiros, arquitetos, advogados, entre outros, a greve desses colegas por um PCS digno, iniciada no dia 28 de abril mantém-se forte em todo o país. Porém, na sexta-feira dia 08, a CEF ajuizou dissídio coletivo no TST, contra a greve e, se não houver, por parte dos sindicatos e associações, um empenho em mobilizar os demais empregados, a mobilização dos empregados profissionais poderá sofrer uma derrota humilhante e se dissipar. Se isso acontecer, não só os profissionais serão prejudicados, mas também os da carreira administrativa que em breve terão que lutar por um Plano de Cargos Comissionados digno. Percebem a relação que existe entre a luta atual dos profissionais com a luta que virá ainda este ano sobre o PCC?

A audiência de conciliação do dissídio está marcada para o dia 20/05.

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A FARSA da sistemática da promoção por merecimento na CEF
No dia 08 de maio, na ag. Mogi, já foi possível constatar na prática a farsa, com fachada de democrática, que foi a sistemática de promoção por merecimento, elaborada e aprovada sem assembléias pelo conluio entre Contraf/CUT e Caixa. Colegas que dedicam a maior parte de suas vidas à Caixa, tiveram zero delta. Como se isso não bastasse, estranhamente e não por mera coincidência, a maioria dos colegas do REG/REPLAN, que resistiram às pressões da Caixa e do movimento sindical Cutista, para que migrassem para o Novo Plano da FUNCEF e os colegas companheiros que sempre estão na linha de frente das lutas pelo respeito aos direitos de todos, indubitavelmente merecedores de alguns deltas a título de promoção por merecimento, também tiveram zero delta.

Embora não nos surpreenda que esses descalabros aconteçam na CEF, não podemos fingir que está tudo bem e deixar de lutar. A farsa esteve justamente no fato de que toda a sistemática e critérios foram elaborados por quem tem outros interesses que não coincidem com os da maioria dos empregados.

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CONVITE ABERTO - ATIVIDADE SOLIDÁRIA AOS REFUGIADOS PALESTINOS EM MOGI DAS CRUZES

Serão apresentados dois vídeos, em telão. O primeiro, “A chave de casa”, documentário comovente que relata as dificuldades dos refugiados palestinos que vieram para Mogi das Cruzes no final de 2007 (duração 55 min.)

O segundo vídeo, “Filhos de Nakba”, com duração de apenas 20 minutos, com entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes. Estarão presentes os próprios palestinos que participam dos dois vídeos. Será uma experiência muito rica para todos que comparecerem.

Será no dia 30/05, às 16 horas, na APEOESP – sub sede Mogi, à rua Hamilton Silva e Costa, nº 427, Mogilar. COMPAREÇAM! A ENTRADA É GRATUITA.

09 maio, 2009

Boletim de 01 a 07 de maio

Eleições de delegados sindicais

Nos dias 06 e 07/05 houveram eleições para delegados sindicais da CEF, para o mandato 2009/2010, na base sindical de Mogi das Cruzes e região.
Os eleitos foram:
Ag. Mogi das Cruzes: Titular - Mauro Rodrigues de Aguiar (MNOB); suplente - Jose Carlos Torralbo Garcia;
Ag. Braz Cubas: Titular - Maria Cecília Fraguas Kozma;
Ag. Suzano: Titular - Marcus Vinicius Ramalho (MNOB)
Ag. Poá: Titular - Orlando Bráz Mastropaulo Junior

NB. Na ag Mogi houveram 3 candidatos e nas demais apenas um candidato em cada uma.

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Abaixo-assinado por melhorias no saúde caixa

O abaixo-assinado que exige da Caixa a revogação dos aumentos de mais de 300% na mensalidade ocorrida nos últimos 4 anos e melhorias na qualidade do plano de saúde dos empregados da Caixa será entregue pelo Sindicato dos Bancários de Bauru. Só falta agendar a data e assim que isso ocorrer, todos os colegas serão informados. Meus agradecimentos à diretoria do Sindicato de Bauru que se prontificou a fazer as mais de 600 cópias e fazer a entrega às áreas pertinentes da Caixa, em Brasília, desse abaixo-assinado que foi de iniciativa exclusiva de empregados de base da CEF e obteve mais de 6.700 adesões.

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CE SUGAT 099/2009, paliativo para não chamar concursados

Ao invés de contratar urgentemente os concursados para reforçar o quadro de empregados, a Caixa impôs um infame paliativo. Infame, porque a CE SUGAT 099/09 simplesmente, destaca por 15 dias, prorrogáveis por mais 15, 1500 colegas de áreas-meio para atender em agências. As áreas-meio já estavam tão necessitadas quanto as agências de mais empregados, antes mesmo desses destacamentos. Aí eu pergunto: quem vai cobrir a falta de empregados nessas áreas-meio?

CONTRATAÇÃO JÁ! PALIATIVO NÃO!

PS: Na sexta-feira, graças aos protestos dos empregados, a Caixa suspendeu a CE 099/09

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CONECEF 2009, mesmos atores e o mesmo filme

O CONECEF (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal), que se realiza anualmente e neste ano aconteceu em Brasília, de 23 a 25 de abril, pelo 25º ano consecutivo, mais uma vez decepcionou os empregados da Caixa. Tudo que os empregados da Caixa não querem e não precisam para ter uma campanha salarial vitoriosa em 2009, foi aprovado, entre elas, mais uma vez, a famigerada mesa única...

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Greve dos profissionais da Caixa

A greve dos profissionais da Caixa, que começou no dia 28 de abril último, está muito forte, mas está isolada pela política da Contraf/CUT que não ampliou o movimento para o setor administrativo. São cerca de 2.000 trabalhadores que representam esse setor (Arquitetos, Engenheiros, Advogados, etc). A reivindicação que estão fazendo é em torno à implantação do novo Plano de Cargos e Salários, onde eles querem isonomia e um reajuste no piso do setor. Essa greve é importante, sobretudo porque ela antecipa uma situação que vai estar colocada daqui a pouco para o pessoal da carreira administrativa, com a implantação do novo Plano de Cargos e Comissões - PCC.

29 abril, 2009

CONECEF: SÓ ENGODO E DERROTA PARA OS EMPREGADOS CAIXA

Em cima do texto na íntegra das resoluções do 25º CONECEF que reproduzo abaixo, enviada para meu caixa-mail pelo presidente da FENAE (Pedro Eugênio Beneduzzi Leite), que foi quem presidiu também o CONECEF, destaquei em negrito as afirmações que considero como engodo e/ou derrota para os empregados da Caixa.

É bom lembrar aqui e não é nenhum exagero afirmar que não é o CONECEF que aprova ou rejeita as propostas, mas sim o PT. Afinal, infelizmente, ainda vigoram as tramóias do submundo da política, onde se misturam política partidária com política sindical e a primeira controla a segunda, ao invés de se priorizar a autonomia e independência no movimento sindical, em respeito às categorias representadas. Sendo assim, nem mesmo as propostas aprovadas, que aparentemente sejam boas para os empregados, podemos ter a convicção de serão mesmo defendidas como se deve.

Quanto à aprovação da reivindicação de criação de DIREP e VIREP, é necessário aqui um comentário adicional: Nada melhoraria para os empregados ter um diretor e um vice presidente eleito pelos empregados, pois hoje já funciona assim. Ou não sabemos que na direção da Caixa temos "representantes dos empregados", (ou o PT e a CUT hoje não são mais representantes dos trabalhadores?). A Caixa não terá problemas em aceitar "conceder" essa reivindicação, pois ela apenas institucionalizaria (com o agravante de ser com o aval formalizado dos empregados) o que já acontece na prática.

POR QUE SERÁ QUE O PEDRO EUGÊNIO NEM SEQUER CITOU AS PROPOSTAS QUE FORAM REJEITADAS, ENTRE ELAS, O ABSURDO QUE É A PRÓPRIA FENAE MANTER O CONVÊNIO COM A CAIXA PARA A VENDA DE SEGUROS, CUMPLICIANDO-SE COM A CAIXA NO ASSÉDIO MORAL PELO CUMPRIMENTO DE METAS DE SUAS VENDAS, POR EMPREGADOS CAIXA?.

Desculpem minha sinceridade, mas eu precisava desabafar.

Mauro

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Conecef aprova resoluções para fortalecer a luta dos empregados da Caixa

Encerrado no último sábado em Brasília (DF), com a participação de 366 delegados de todo o país – entre empregados da ativa e aposentados, o 25º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) debateu e aprovou propostas que apontam para o avanço da luta dos trabalhadores da empresa. O rumo a ser dado é por novas conquistas. O evento definiu a pauta de reivindicações a ser negociada com a Caixa.

As resoluções da plenária final do 25º Conecef contemplaram todos os segmentos de empregados da Caixa, abrangendo a complexidade de assuntos que serão tratados em mesa de negociação permanente com a empresa. Foi aprovada, por exemplo, o caráter de campanha unificada com toda a categoria bancária, com mesa única para questões gerais e mesas específicas concomitantes.

Os Conecefs, que antes integravam o calendário da Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, passaram a ser desvinculados do processo de campanha nacional dos bancários, com a finalidade de permitir uma maior organização das reivindicações específicas, com maior envolvimento e mobilização dos empregados por todo o país. Esse processo, na visão do 25º Conecef, fortalecerá também a campanha salarial a partir de setembro.

Na campanha salarial de 2009, os empregados da Caixa vão priorizar a luta por mudança no Plano de Cargos Comissionados (PCC), para solução de vários problemas relacionados a cargos e funções. A aprovação da proposta dos empregados para um novo modelo de PCC foi adiada, sendo que esse debate deverá ser concluído em plenária nacional a ser convocada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

Somada à luta por mudança no PCC, o 25º Conecef aprovou itens como isonomia de direitos entre todos os empregados (novos e antigos), cumprimento da jornada de trabalho de seis horas, tíquete e cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas e recomposição do poder de compra dos salários.

Também foi aprovada a realização de uma campanha para implantação imediata do Direp e do Virep, com abaixo-assinado dos trabalhadores da Caixa e de outras categorias, para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da lei 3.407/08, que dispõe sobre a participação dos trabalhadores em órgãos de administração das empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pela União, direta ou indiretamente. Esse projeto prevê ainda que os representantes dos trabalhadores sejam escolhidos pelo voto direto de seus pares.

As reivindicações aprovadas pelo 25º Conecef incluem questões relacionadas à Funcef/Prevhab, ao Saúde Caixa, à refomulação do PCC, à isonomia e PCS (distribuição de deltas por merecimento), à jornada de trabalho, à saúde e condições de trabalho, à segurança bancária, à representação dos trabalhadores na gestão da Caixa e à organização do movimento.

Entre as moções aprovadas, destaca-se a de menção honrosa aos participantes dos 25 Conecef, sobretudo para quem esteve presente em todas as edições. Foram aprovadas ainda moções em apoio à luta da carreira profissional, apoio aos empregados da Bahia, Minas Gerais e Sergipe punidos pela Caixa em função da greve da campanha salarial de 2007, apoio ao projeto do senador Paulo Paim (PT/RS) pela extinção do fator previdenciário e em apoio à migração da Prevhab para a Funcef. Uma das moções de repúdio foi para a direção da Caixa, por descumprimento do acordo coletivo de 2008 em relação ao desconto dos dias parados na greve da campanha salarial do ano passado. Uma moção de solidariedade também foi aprovada e apóia o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), em seu bate-boca com o também ministro Gilmar Mendes (presidente do ST¨F), durante sessão ocorrida em 22 de abril.

Foram as seguintes as principais deliberações do 25º Conecef:

Jornada de trabalho
- Revogação da CI Supes 293\06 e respeito à jornada de seis horas para todos os empregados, com o fim da jornada de oito horas para cargos comissionados e de assessoria e para as carreiras técnica e profissional.
- Registro obrigatório do ponto para todos os empregados, inclusive os de nível gerencial.
- Fim das horas extras sistemáticas.
- Pagamento de todas as horas extras acrescidas de 100% da hora normal, sem a obrigatoriedade de "in itineri" nos casos de deslocamentos por solicitação da Caixa (destacamento em serviço), com remuneração a partir de uma hora antes do horário de saída e uma hora após o horário de chegada. O valor da hora "in itineri" deverá ser pago: a) como hora normal trabalhada no período de seis horas às 22hs em dias úteis; b) como hora extra no período noturno e em finais de semana ou feriados, conforme determina a legislação pertinente.
- Extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e do bloqueio de acesso motivado por falta de homologação do gestor ou decorrente de hora extra não acordada, bem como adoção de login único para acesso aos sistemas corpoativos.

Isonomia
- Isonomia de direitos entre os novos e antigos empregados com extensão à licença-prêmio, anuênios e VPs. Normatização das Apips.
- Mecanismo de composição dos salários dos substitutos eventuais em equiparação com o titular da função (para grupo de PCC).

Funcef
- Estudo pela Caixa/Funcef para unificação dos planos de benefícios.
- Reconhecimento, por parte da Caixa, do CTVA como verba salarial para fins de aporte à Funcef, aos que permaneceram no REG/Replan não-saldado.
- Não a qualquer forma de discriminação aos colegas que permanecem no REG/Replan não-saldado.
- Apoio à mudança do método de custeio do REG/Replan não-saldado, conforme proposta apresentada pelos conselheiros eleitos.
- Fim do voto de minerva nas instâncias da Funcef.
- Solução imediata da situação das mulheres pré-79.
- Migração imediata dos participantes do REB para o Novo Plano, com possibilidade de retroação da contribuição à 14 de junho de 2006, do participante e da patrocinadora.

Prevhab
- Imediata abertura para a migração dos participantes da Prevhab para a Funcef, com garantia de prioridade dos 40 participantes que foram vetados e solução imediata para o Plano Espelho.

Aposentados
- Criação, pela Caixa, de auxílio medicamento de uso contínuo e alto custo e/ou reembolso de 70% dos gastos com esses medicamentos.
- Garantia do direito ao Saúde Caixa a todos os aposentados.
- Garantia do direito ao Saúde Caixa para aposentados saídos do PADV e filhos maiores de 24 anos.
- Auxílio e cesta alimentação a todos os aposentados e pensionistas.

Saúde Caixa
- Aumento do valor de restituição de livre-escolha de exames laboratoriais.
- Conselho de Usuários com poderes deliberativos.
- Criação de unidades específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa, em todas as unidades do país, com estruturas técnica e administrativa compatíveis com suas atribuições, eliminando-se a terceirização de atividades e criando-se Conselhos de Usuários consultivos estaduais.
- Fim da carência para atendimentos de pronto-socorro.
- Inclusão de filhos com necessidades especiais maiores de 21 anos como dependentes do Saúde Caixa.
- Extensão do Saúde Caixa para os aposentados que saíram por PADV.

Saúde e condições de trabalho
- Criação de enfermarias em prédios com mais de 300 pessoas.
- Mínimo de três empregados por setor de atendimento em cada agência.
- Retorno imediato do contador de tempo para logon.
- Que a compensação de horas extras seja feita em dia negociado entre o gestor e o empregado, não sendo um ato discricionário do gestor.
- Reabertura do debate sobre o Sipon para eliminar a possibilidade de formação de bancos de horas (horas negativas) e outros problemas que ainda persistem no sistema.
- Campanha nacional de operação-padrão pelo cumprimento da jornada de trabalho, intervalo de descanso e alimentação e que não haja compartilhamento de senha.

Segurança bancária
- Instalação de divisórias entre os guichês de caixa e penhor, separando os clientes durante o atendimento, nos moldes da lei municipal existente em Jundiaí/SP.
- Que as demandas de segurança, como reparo de porta giratória, sejam tratadas com caráter de emergência, adotando-se a dispensa de licitação, sob pena de fechamento da unidade até a solução do problema.
- Proibição de transporte de valores por empregados da Caixa.

Democratização da gestão
- Campanha para implantação imediata do Direp (Diretor Representante) e do Virep (Vice-Presidente Representante), com abaixo-assinado dos trabalhadores da Caixa e de outras categorias, pressionando o Congresso Nacional para aprovação da lei 3.704/08.
- Os processos eleitorais para Direp e Virep devem ter comissão eleitoral composta por membros das chapas inscritas de forma paritária.
- Instituição de representantes dos empregados do Conselho de Administração, Fiscal e Diretor, com direito a voz e voto, com mandatos fixos e eleitos pelo voto direto dos empregados.
- Instituição do Comitê de Políticas de Pessoal, de caráter deliberativo, composto de forma paritária, com representantes da empresa e movimento sindical, com atribuições relacionadas aos seguintes temas: carreira, remuneração, benefícios e qualificação.

07 abril, 2009

Desrespeito da CEF aos empregados pode atrasar obras do PAC

Nesta terça, 07/04, estão acontecendo paralisações de 24 horas dos Engenheiros, arquitetos e advogados da Caixa em todo o país.
A Associação de Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Anaec) e a Associação Nacional dos Advogados da Caixa (Advocef), estão organizando a greve contra à proposta de reajuste de R$ 70,00 para os iniciantes e de R$ 26,00 para os de final de carreira oferecido pela direção da Caixa.

São cerca de 2,4 mil empregados no país que lutam por um novo enquadramento do PCS.

Os Sindicatos dos Bancários de Bauru, Maranhão e Rio Grande do Norte, além de ativistas do MNOB/Conlutas, estão na linha de frente na organização desta greve em todo o país. Na base destes três sindicatos a paralisação é de 100% dos empregados.

Em São Paulo, os Engenheiros e Arquitetos, junto com alguns advogados, realizaram uma manifestação, com capacetes e uma faixa, na porta da Agência Avenida Paulista, em uma forte paralisação.

No momento em que o governo anuncia um programa habitacional com liberação de recursos para o PAC, estes profissionais, que são os responsáveis pela análise dos projetos e a liberação destes recursos, dão a resposta a esta afronta da diretoria da Caixa.

Nova rodada de negociações estão marcadas para esta semana. Existem duas mesas de negociações: Uma da Contec, que abriu para a participação do pessoal de carreira profissional e outra da Contraf/CUT que não abriu, até o momento, para a participação dos empregados.

Se a diretoria da Caixa não atender as justas reivindicações dos empregados, uma greve por tempo indeterminado tem que ser o caminho.

Todo apoio à luta dos companheiros de carreira profissional.

31 março, 2009

Caixa Econômica Federal - Paralisação ameaça PAC

Todo apoio à mobilização dos colegas das Carreiras Profissionais da CAIXA !

Essa direção tem que parar de explorar seus trabalhadores, de fazer chantagens, ameças e outros tipos de "terrorismo" - posturas e ações indignas do corpo funcional da Empresa !

QUEM PRECISA DE TANTOS PROGRAMAS, CONTROLES, SIGLAS E MARKETING DE RH ? QUEREMOS VALORIZAÇÃO REAL DE TODOS OS TRABALHADORES DA CAIXA !

Ana Cláudia Dolores // Diario


O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa de habitação recém-lançado pelo governo federal Minha Casa, Minha Vida estão ameaçados em Pernambuco. Arquitetos, engenheiros e advogados da Caixa Econômica Federal que são responsáveis pela análise de projetos e liberação dos recursos do PAC, assim como das obras do novo plano habitacional, ameaçam entrar em greve caso a Caixa não apresente um plano de cargos e salários coerente com o que foi solicitado pelos representantes da carreira profissional.

O movimento está sendo organizado em todo Brasil pela Associação de Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Aneac) e pela Associação Nacional dos Advogados da Caixa (Advocef). No último dia 26, a Caixa apresentou a proposta do novo Plano de Cargos e Salários (PCS) para a categoria, que não foi aceita pelos funcionários. Segundo o diretor da Advocef, Carlos Castro, a proposta colocada pelo banco é a de acrescentar R$ 70 ao salário dos profissionais iniciantes e mais R$ 26 ao final da carreira. "Queremos isonomia com empresas e instituições públicas federais que exercem funções iguais ou similares às nossas", explicou.

No estado, a Caixa possui 100 empregados na carreira profissional. Ontem, eles passaram uma hora com os computadores desligados, em estado de mobilização. Na última sexta-feira, um grupo de funcionários do Rio Grande do Sul entregou uma carta à ministra-chefe da Casa Civil e coordenadora do PAC, Dilma Rousseff, com as propostas da categoria para a reformulação do PCS.

Hoje, representantes das duas associações, além da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), irão apresentar, em Brasília, uma contraproposta ao banco. Caso não haja acordo, os funcionários vão se reunir para decidir sobre a greve.

"Essa mobilização é para levantar o ânimo da categoria. Se a empresa não nos atender, essa mobilização pode terminar em uma greve, observando todas as diretrizes legais", disse o representante estadual da Aneac, Valdecir Reis. "Não queríamos que chegasse a tanto porque uma greve é muito desgastante, mas a Caixa precisa saber que estamos dispostos a ir até as últimas consequências", concluiu.

A Caixa divulgou uma nota confirmando a pauta tratada na reunião do dia 26 e informando que vai aguardar a contraproposta da categoria. Informou, ainda, através da assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o assunto até que as negociações sejam concluídas, o que não tem prazo para acontecer.

Até o final da última semana, Pernambuco possuía 264 operações do PAC contratadas pela Caixa, representando o montante de R$ 1.520.207.791,96. Para que os recursos do PAC sejam liberados para as prefeituras, os projetos apresentados precisam ser analisados e ter a aprovação do corpo técnico da Caixa. Já o novo plano habitacional do governo Lula para a construção de um milhão de casas para famílias que ganham até dez salários mínimos deverá ser,em parte, operado pela Caixa.

26 março, 2009

Tese da Oposição Bancária ao 25º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal - CONECEF

Conheça, discuta com seus colegas, envie sugestões ao Movimento Nacional de Oposição Bancária sobre a tese a ser defendida no 25º CONECEF.

Tese do MNOB ao 25º Conecef (2009)

Conjuntura
A Crise Econômica Mundial é o que dá a dinâmica da conjuntura. Não se trata de uma crise do sistema financeiro, mas de um colapso do sistema capitalista que atingiu o coração do capitalismo (EUA, Europa e Japão).
Dizer que esta crise é um “marolinha” ou que vai passar rápido é uma política contra os trabalhadores, pois desarma nossa classe para a luta difícil que precisamos fazer.
Em todo o mundo, os governos estão despejando bilhões em recursos públicos para a iniciativa privada. Isso acaba de vez com a propaganda neoliberal, mas não é só isso. O governo americano condiciona a aprovação do pacote de recursos para as empresas a uma política protecionista fechando o mercado americano para as produções estrangeiras. É o fim também da globalização.
Mas, nesta conjuntura não são apenas os recursos do Estado que interessam à burguesia, mas também a retirada de direitos e as demissões em massa para reduzir custos e manter os lucros.
Neste sentido, a luta de classes está se acirrando, pois de um lado os patrões avançam com voracidade sobre os direitos dos trabalhadores e impõem uma exploração muito maior de nossa classe; de outro lado, os trabalhadores começam a se organizar e responder com greves, greves gerais e várias mobilizações em todo o mundo, buscando a defesa de seus empregos e direitos.
Existem dois grandes dificultadores nessa luta: Um; é a divisão e o isolamento das lutas, pois não há como obter uma vitória definitiva no marco de uma luta por fábrica, ou por banco. É preciso um processo de luta que unifique os trabalhadores dos mais diversos ramos de atividade, ruma a uma greve geral. Uma greve política que exija do governo uma lei de proteção aos empregos e aos direitos.
Dois; As direções do movimento de massas são um empecilho para que os trabalhadores consigam fazer a mobilização unificada. A política de chamar para fazer acordos por fábrica ou por banco, sem unificar os setores e chamar uma grande mobilização, combinado com os acordos rebaixados que reduzem salários, suspendem contratos de trabalho e retiram direitos, leva os trabalhadores a um ceticismo e um medo em relação à luta.
Por outro lado, com a falência do capitalismo, esse é o melhor momento para se avançar num projeto socialista. O programa de todas as lutas deve colocar exigências ao governo Lula que avancem para a superação do sistema capitalista.
A estatização do sistema financeiro é uma dessas bandeiras que o movimento deveria levantar nessa crise, onde o Estado vem despejando bilhões nos bancos privados. Aliás, nos EUA a discussão sobre a estatização do City Group e do Bank of America é uma tese defendida por parte do governo daquele país e que tem apoio de parte da intelectualidade americana.
Por outro lado, também é necessário levantar a questão da estatização para defender so empregos que estão sendo fechados pelas empresas. A Embraer, que recebeu em 2008 cerca de R$ 8,5 bi está promovendo a maior demissão em massa do país desde 1989 (o Estadão).
Oras, a Embraer foi uma empresa pública que o governo FHC privatizou. Nela tem o dinheiro da Previ, que o governo Lula controla, e tem recursos do BNDS. Alem disso, a Embraer não está em crise como a GM, pelo contrario, sua produção de aviões que em 2008 foi de 205 aeronaves será de 285 em 2009.
A re-estatização da Embraer passa a ser uma bandeira de todo o movimento, pois além de ser algo compreensível para a grande maioria dos trabalhadores, é também a única solução contra as demissões naquela fábrica.
A mobilização dos trabalhadores deve começar já, em todo o país e em todas as categorias e unificando com trabalhadores de outros países. É necessário que nossa classe supere a burguesia com determinação e força.
A CUT, a Força Sindical, a CTB devem parar de negociar acordos de suspensão de contrato de trabalho e retirada de direitos e se empenharem em construir, junto com a Conlutas, uma grande mobilização dos trabalhadores contra a Crise.
Que os ricos paguem pela crise.

Papel da Caixa
A Crise Econômica é um grande momento para defendermos a Caixa como um banco público, porém, todo avanço que for conquistado agora, neste sentido, poderá se perder no futuro se não houver uma estatização do sistema financeiro.
Isso é fácil de entender, porque tão logo os capitalistas se recuperem da crise eles começarão a avançar para a privatização dos bancos públicos. O processo de fusões segue acontecendo em todo o mundo e no Brasil isso não será diferente, o que já vem ocorrendo no setor privado nacional e estrangeiro e também no setor público com o BB incorporando vários bancos estaduais.
A concorrência no sistema capitalista obriga as empresas a assumirem a disputa pelo lucro e, nessa disputa, avançam para o processo de desnacionalização e privatização, através de fusões e outros processos.
Num sistema financeiro privado, a Caixa não pode cumprir seu papel social de forma conseqüente. Não é possível a Caixa abaixar as taxas de juros de modo significativo, nem realizar uma quantidade de empréstimos ilimitada.
A Caixa não pode utilizar todos os seus recursos na construção de casas populares, obras de saneamento básico, saúde e transportes, porque tem que apresentar lucro no final do período. Por isso, “precisa” realizar operações semelhantes aos concorrentes privados para se mostrar uma empresa “viável”.
Neste sentido, discutir o papel da Caixa só faz sentido se formos discutir a estatização do sistema financeiro, e o papel de fomento do desenvolvimento econômico e social no país, despreocupado com a questão do lucro.
Outro tema que precisa ser debatido aqui é a direção da empresa, que não deve ficar nas mãos de políticos de plantão e muito menos de empresários com interesses pessoais na administração de empresas públicas. Em nossa opinião é preciso um processo de escolha da direção da Caixa baseado nos empregados de carreira e com um Conselho de Administração formado por Entidades sindicais e sociais.
A Caixa precisa restabelecer uma condição de salário melhor para a grande maioria dos empregados, respeitar a jornada de trabalho contratando muitos empregados para dar conta de um bom atendimento e melhorar o atendimento ao público equipando melhor as unidades da Caixa, inclusive acabando com a segmentação e atendendo a todos com a mesma prioridade.

PCC e PCS / Deltas por Merecimento
Foi inadmissível o acordo feito pela Contraf/CUT com a Caixa, dando o aval do movimento para a implantação de um PCS que discrimina uma parcela dos empregados por não querer mudar de plano no Fundo de Pensão e, mais grave ainda, exigindo a assinatura de um documento abrindo mão de direitos e ações judiciais por esses direitos.
Que a Caixa quisesse isso já seria revoltante, mas que os sindicatos aceitassem isso e ainda defendessem essa proposta, isso é demais!
Mas, não é só isso. A categoria ficou de fora da elaboração do PCS, foi surpreendida com uma proposta rebaixada, que não recompunha o poder de compra e nem melhorava o plano de carreira dando melhores condições ao pessoal que estava na referencia 95. Embora tenham ocorrido muitas manifestações contrárias ao PCS apresentado pela Caixa, não houve assembléias democráticas nos grandes sindicatos que construíssem uma posição unificada pelo PCS.
Foi lamentável ver que a Contraf/CUT correu assinar o acordo do PCS com a Caixa, tão logo a assembléia de São Paulo aprovasse a proposta com 13 votos de diferença. Isso, mesmo sabendo que assembléias importantes como Rio, Brasília e outros haviam rejeitado a proposta.
Agora é preciso reverter isso na luta, exigindo na próxima campanha salarial que essas condicionantes da Caixa sejam retiradas. Este Conecef tem que aprovar essa reivindicação e colocarmos isso na mesa de negociação em Setembro.
Na questão dos deltas de merecimento, continua a vergonha por parte do movimento sindical. A aceitação de uma proposta que deixa 20% dos colegas sem delta é uma falta de vergonha.
O MNOB defendeu que os deltas fossem distribuídos de forma linear para todos, num total de cinco deltas. Isso porque nós defendemos que o mérito dos empregados é certo na medida em que todos trabalham e fazem a Caixa ser a grande empresa que é; casos isolados de alguns poucos empregados que sejam considerados maus exemplos, não podem ser usados como desculpas para se implantar um critério competitivo entre os empregados.
Defendemos que para as futuras distribuições de deltas por merecimento, todos os empregados, que ainda não estão no topo da carreira sejam agraciados com deltas.
O futuro PCC não pode seguir o mesmo processo do PCS. É preciso que haja uma ampla discussão nas bases e que assembléias sejam realizadas antes de se fechar uma proposta com a Caixa. Nenhum dirigente sindical está autorizado a fechar acordo sem que as assembléias aprovem a proposta.
Para o PCC é preciso que se lute contra a postura discriminatória da Caixa contra o pessoal do Reg/Replan e exigências de renuncia de direitos.
O novo PCC tem que ter como premissa básica o direito à jornada de 6 horas para todas as funções, sem redução de salário. Também é preciso acabar com o Adicional de Mercado e garantir a incorporação integral da função nos benefícios.

Funcef/Prevhab
No passado, a Caixa obrigou os participantes da Prevhab e migrarem para a Funcef. A maioria fez essa migração com medo da retaliação da Caixa e que isso comprometesse o futuro da Prevhab.
Hoje a Prevhab é um fundo estável e garante tranquilamente os benefícios dos seus assistidos que resistiram e ficaram. A questão é que muitos dos que saíram nutrem um desejo de voltar para a Prevhab.
A exigência que temos que fazer é que esse direito seja garantido aos que querem isso.
Mas, a Caixa está dando continuidade na política neoliberal de redução de custos e ataque aos direitos dos trabalhadores. Neste sentido, o plano Reg/Replan é uma vitima contumaz desse ataque.
Os empregados que preferem continuar no Reg/Replan são alvo de uma intensa campanha publicitária e agressiva, mas não para aí. Há um brutal assédio que faz com que muitos migrem para o Saldamento cada vez que se abre para isso.
O assédio pode ser caracterizado pelas ameaças que depois vão se concretizando, como o do aumento da contribuição para a Funcef e chega até a ameaça de retirada do patrocínio da CEF ao plano Reg/Replan.
Não podemos exigir o fim do Novo Plano e do Saldamento, pois sabemos que há empregados satisfeitos com esses planos e respeitamos a vontade dos colegas. Mas, exigimos o direito de quem quiser voltar para o Reg/Replan que assim o faça, bem como aos novos participantes que queiram aderir a essa modalidade.
A Caixa não pode restringir o direito aos empregados de escolher o plano de beneficio definido (Reg/Replan não saldado) e muito menos pressionar os que estão nesse plano para sair.
É preciso que o movimento negocie nesta campanha salarial o fim das restrições à participação do pessoal do Reg/Replan ao novo PCS.

Saúde e Condições de Trabalho
Este é um tema que se divide em duas questões: O Plano de Saúde e a saúde dos empregados.
O Plano de Saúde tem ficado cada dia mais caro e muitos descredenciamentos causados pelos atrasos no pagamento e baixos valores de remuneração.
A Caixa restringiu muito sua participação no Plano de Saúde e está jogando o custo do Plano, cada vez mais, sobre as costas dos empregados. É preciso mudar isso imediatamente.
A negociação e implantação do Saúde Caixa, não foi debatida em assembléias, nem foi elaborada pelo conjunto dos empregados. Uma Comissão nomeada pela Contraf/CUT fechou acordo com a Caixa e implantaram esse Plano.
Agora, precisamos retomar esse debate e fazer uma ampla discussão na base de como reverter essa situação do Saúde Caixa, cobrando da Caixa sua responsabilidade para com a saúde dos empregados. A proposta do MNOB é que a Caixa pague integralmente os custos do Plano destinando um valor ilimitado de recursos, pois nossa saúde não tem preço.
Quanto à saúde dos empregados temos que debater duas coisas que estão interligadas: A pressão da administração e a falta de recursos para o desenvolvimento do trabalho.
A combinação de uma política de metas, com pressões que chegam ao assédio moral, com a situação de falta de empregados e de equipamentos e instalações adequadas, está levando muitos empregados a adoecerem.
Nossa reivindicação tem que ser pelo fim das metas e pela contratação de mais empregados, aquisição de equipamentos melhores e abertura de mais unidades com amplos espaços para atendimento aos clientes.
No ultimo acordo coletivo foi acertado a contratação de mais empregados e a Caixa não cumpriu o Acordo. A Contraf/CUT não reagiu a isso, não foi à justiça exigir o cumprimento do Acordo.
Esta postura passiva da Contraf/CUT demonstra um servilismo inaceitável. O movimento sindical não pode ficar de joelhos para a Caixa, principalmente quando estamos sob um governo de origem operaria/sindical.
Se a Caixa não cumprir o Acordo, o movimento sindical tem de mobilizar imediatamente a categoria para cobrar isso. A mobilização não pode ficar restrita á Setembro.

Assédio Moral e Saúde Caixa
A Caixa não é uma empresa privada e seu objetivo não é o lucro. Para fazer o social, muitas vezes é preciso abrir mão de se obter lucro.
A venda de produtos e outras atividades com critérios de produção, que geram as metas, têm como único objetivo obter lucro.
Mas, para atingir as metas, a administração implanta uma política igual ao dos bancos privados, que vai desde um estimulo com remuneração até a pressão com transferências, descomissionamentos, etc.
Essa pressão exerce um mal estar nos locais de trabalho, pois muitos gerentes são despreparados para lidar com isso e acabam subjugando os empregados e realizando um assédio para que a unidade atinja as metas.
Isto é uma das maiores causas de problemas de saúde na categoria.
A Caixa tenta dissimular essa situação com suas políticas de “Clima Organizacional” e “Comitê de Valorização e Reconhecimento” para disfarçar a situação grave que se vive nas unidades da Caixa.
É preciso uma ação enérgica do movimento sindical para acabar com essa política das metas. Isso deve ser desde um boicote organizado nacionalmente, até ações judiciais contra a Caixa e aos administradores que pratiquem o assédio contra os empregados.

Jornada de trabalho
A primeira discussão que nos cabe apresentar para a Caixa é de 6 horas para todos, sem redução de salários e direitos. Mas, precisamos avançar para a discussão da jornada de 5 horas, com criação de dois turnos de atendimento ao público.
A Caixa tem que entrar na política de combate à Crise Econômica, dando exemplos.

Democratização da Gestão
O governo Lula incorporou muitos sindicalistas no seu governo e nas direções da empresas estatais. Porém, isso não significou um avanço, já que a gestão dessas empresas continua atrelada à política do governo de plantão.
A autonomia administrativa, combinada com uma direção de carreira, pode alavancar o desempenho da Caixa e melhorar muito seu papel social.
A Contraf/CUT se preocupar em eleger um representante do movimento sindical para a direção da empresa, o que não serve para nada no que se refere ao funcionamento da empresa. Nossa preocupação não é a mera fiscalização, mas a gestão como um todo.
Isto porque fiscalizar uma empresa do tamanho da Caixa, com apenas uma vaga na diretoria é ridículo. Ou se toma a administração para o controle dos trabalhadores, para se realizar uma política realmente social, ou não se consegue fazer nada a não ser arrumar um cabide para dirigentes sindicais.
Neste sentido é que o MNOB defende uma diretoria toda de carreira, eleita pelos empregados e com autonomia administrativa, baseada no papel social que Caixa tem que cumprir.
É necessária uma campanha exigindo isso do governo Lula. Uma campanha que seja feita em conjunto com outras estatais e junto à população colocando a importância dessa Gestão das estatais pelos trabalhadores e a serviço dos trabalhadores.
Além da direção eleita e de carreira é preciso um conselho formado por representantes das entidades dos movimentos sociais para acompanhar o desenvolvimento da administração das estatais. Com isso, o controle das estatais pelo conjunto dos trabalhadores será garantido.

Isonomia e Organização do Movimento
O movimento dos empregados da Caixa precisa retomar sua auto-organização e se democratizar. A construção de uma mobilização dos empregados tem que ser feita a partir das discussões concretas dos próprios empregados.
O MNOB defende que uma pauta completa seja entregue à Caixa, contendo todas as reivindicações, inclusive o índice. Isso porque não acreditamos que na atual conjuntura seja correto manter a política de mesa única de toda a categoria.
Também defendemos que o movimento da CEF possa ser feito a partir de assembléias especificas, encontros próprios que elegem uma Comissão democraticamente e uma pauta própria para negociação.
Porém, o MNOB não defende que os empregados lutem sozinhos em Setembro, sem se preocupar com o movimento nos outros bancos. Ao contrário, defendemos um calendário de luta unificado, que aponte par uma greve unificada da toda a categoria e, se possível, de várias categorias como petroleiros, carteiros, metalúrgicos, etc.
Portanto, o MNOB defende o fim da mesa única da Fenaban e mobilização unificada.
A Contraf/CUT acabou com a autonomia no movimento dos empregados da Caixa e atrelou nosso movimento à política de mesa única da Fenaban. Desde então, os empregados da Caixa fazem greve, mas a negociação é sempre com Itaú e Bradesco.
Com a volta das negociações na Caixa, poderemos ter mais possibilidades de pressionar o governo e conseguir melhores acordos, a exemplo dos funcionários públicos, do Banco Central e do BNDS.
O ideal, inclusive, é a construção de uma mesa de negociação dos bancos públicos federais para que possamos negociar junto ao governo. Afinal, se nossos problemas são muito diferentes dos bancos privados, eles são muito semelhantes aos de outros bancos públicos.
Para concretizar essa política de campanha salarial, defendemos a eleição de uma Comissão de Empresa no próprio Conecef, com proporcionalidade para contemplar a presença de todas as correntes de opinião no movimento e fortalecer a mobilização.
Para a pauta de reivindicações queremos o índice que contemple as perdas desde a criação do Plano Real, ou seja, desde Junho de 1994.
Também, defendemos a desvinculação da PLR da campanha salarial, tendo uma negociação própria para ela posterior ao movimento de Setembro. Isso para que a discussão de PLR não seja um limitador em nossas negociações.
Por fim, somos totalmente contra a negociação de remuneração variável, banco de horas, ou qualquer outra flexibilização dos direitos. Os trabalhadores precisam preservar seus direitos neste momento de Crise e qualquer negociação que aponte para a flexibilização enfraquece a nossa luta na preservação desses direitos.


Acompanhe também o blog www.abaixoassinadosaudecaixa.blogspot.com

01 fevereiro, 2009

EVENTO: Sarau "PALESTINA LIVRE"

Convite aos amigos

Se vocês querem saber mais sobre a história do povo palestino e prestar apoio e solidariedade à causa desse sofrido povo que, expulso de sua pátria, vive como refugiado pelo mundo e até mesmo em sua própria terra, compareça ao Sarau "PALESTINA LIVRE", organizado pelo Coletivo Libertário Trinca.


Dia 14 de Fevereiro, sábado, na APEOESP de Mogi das Cruzes, das 16 às 22 horas.


O sarau terá música, poesia, comida e vídeos palestinos e ainda bar, debate com refugiados palestinos e exposição de fotos gentilmente cedidas pela fotógrafa inglesa Jennifer Balcombe, feitas na Faixa de Gaza.

Participe! Ajude esta luta!

APEOESP Mogi das Cruzes
Rua Hamilton Silva Costa, 427, Mogilar, Mogi das Cruzes - SP (Essa rua começa na passagem de nivel das estação CPTM de Mogi das Cruzes e segue sentido bairro Mogilar)


organização: Coletivo Libertário Trinca
http://coletivotrinca.wordpress.com

28 janeiro, 2009

Atividade em prol da causa palestina

Segue o blog Liberdade Palestina - uma mídia alternativa sobre o conflito
em Gaza, organizada pelo Coletivo Trinca. Temos um programa de rádio
organizado pelo nosso companheiro Wagner, no blog.
Acessem! E ajudem a divulgar!
Abração!


http://liberdadepalestina.blogspot.com/

http://coletivotrinca.wordpress.com/


No dia 14 de fevereiro de 2009, das 16:00h às 22:00h, haverá um sarau em
pról da causa Palestina, na sub-sede da APEOESP de Mogi das Cruzes, que fica na Rua
Hamilton Silva Costa, 427, Mogilar, tanto para divulgar a bela cultura palestina como para
trazer à tona a discussão sobre a causa e também para apoiar os palestinos residentes em Mogi das Cruzes, que não têm recebido o apoio devido por parte das autoridades da cidade.

Entrada gratuita!

25 janeiro, 2009

Caixa desconta horas de greve dos empregados e as nossas entidades ajudaram que isso acontecesse

A Caixa Econômica Federal não ficou só na ameaça de desdontar horas de greve dos empregados que tiveram a dignidade de lutar pelos direitos de todos. E não era de se esperar atitude diferente por parte da Caixa.

E, só não houve uma mobilização maior por parte dos empregados, por que as nossas direções sindicais e assiciativas mais uma vez frearam a vontade de luta dos bancários da Caixa que estavam dispostos a fazer até uma nova greve contra a retaliação da Caixa com a publicação da CI SUAPE/SURSE 0107/08.

Mas, infelizmente, ContrafCUT, Contec, FENAE & cia, em acordo com a Caixa permitiram que a Caixa descontasse.

É PRECISO TIRAR ESSAS DIREÇÕES DAS NOSSAS ENTIDADES.

05 janeiro, 2009

Viva o Povo Palestino e o Hamas

As terras onde hoje está o estado de Israel, foi até sessenta anos atrás a pátria dos palestinos. Israel, com o apoio dos Estados Unidos, nestes últimos sessenta anos, desde que expulsou os palestinos de suas terras para delas apropriar-se e fundar o estado israelense, vem, covardemente através da força, confinando o povo palestino cada vez mais, num espaço cada vez menor, ou seja, na chamada “Faixa de Gaza”, com 365 km2, onde se amontoam mais de 1 milhão e quinhentos mil pessoas.

As notícias divulgadas pela grande mídia atribuem ao Hamas a culpa pelo conflito, mas a verdade é que o Hamas jamais teria sido criado se não fosse a necessidade de defender em armas a vida do povo palestino da crueldade dos governos israelenses que se sucederam, sempre expulsando de forma violenta, utilizando seu poderoso aparato bélico, os palestinos de suas terras e destruindo suas casas utilizando enormes tratores, mesmo com as famílias dentro.

Sentiu o drama, a tragédia do povo palestino? Então. O que você faria se estivesse no lugar de qualquer um dos palestinos que hoje vive na faixa de gaza e não tivesse a menor condição de fugir do poderio bélico israelo/estadunidense? Esperaria a morte chegar passivamente ou enfrentaria as forças de Israel?

02 janeiro, 2009

O que a mídia grotesca omite sobre a trágica história das famílias palestinas

EXTRAÍDO DO ARTIGO DE ROBERT FISK: Bombardeio de Ashkelon é ironia trágica
DO "INDEPENDENT" de quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A grotesca mídia a serviço da elite dominante da sociedade evita criminosamente de publicar a verdade sobre Gaza que em qualquer outro conflito estaria entre os primeiros fatos a serem mencionados pelos jornalistas: o fato de que os proprietários originais, legais, das terras israelenses é o sofrido povo que hoje vive confinado em Gaza.

É por isso que Gaza existe: os palestinos que viviam em Ashkelon e nos campos vizinhos - Askalaan, em árabe - foram expulsos de suas terras em 1948, quando Israel foi criado, e terminaram nas praias de Gaza.

Eles ou seus filhos, netos e bisnetos estão entre o 1,5 milhão de palestinos amontoados na fossa fétida de Gaza, onde 80% das famílias um dia viveram em terras que hoje pertencem a Israel.

Esse é o verdadeiro assunto, em termos históricos: a maioria dos moradores de Gaza não vem de Gaza.

Mas, ao assistir aos telejornais, seria de imaginar que a história começou ontem, que um bando de islâmicos anti-semitas, barbados e lunáticos subitamente irrompeu dos cortiços de Gaza e começou a disparar mísseis contra Israel, um Estado democrático e amante da paz, e por isso atraiu a justa vingança da Força Aérea israelense.

09 dezembro, 2008

Outra visão sobre a Crise - MUNDO EM QUE VIVEMOS

Tomei a liberdade, de reproduzir aqui o texto que segue abaixo que recebi por e-mail. Não conheço o autor, mas nem precisa, vocês verão o por que.

Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa? O nosso almoço tá garantido mesmo..."