AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

22 novembro, 2009

Pesquisa revela expressiva taxa de suicídio entre bancários

São Paulo – As péssimas condições de trabalho nos bancos estão levando centenas de bancários ao suicídio. Segundo pesquisa inédita da Universidade de Brasília (UnB), 181 bancários deram cabo à própria vida no Brasil entre 1996 e 2005, uma média de um suicídio a cada 20 dias. Entre as principais causas que levam o trabalhador a tomar essa medida extrema estão as pressões para o cumprimento de metas, a falta de funcionários para muitas tarefas, o assédio moral e perseguições gratuitas. O medo do desemprego ou de retaliações também abre uma brecha para o sofrimento.

“O estudo demonstrou que qualquer pessoa considerada normal está sujeita a passar pelo mesmo processo. Por mais equilibrada que seja a pessoa, caso não encontre soluções práticas para livrar-se das causas do sofrimento, seja por meio de uma remoção para outro setor na empresa, seja por meio da troca de emprego ou aposentadoria, a possibilidade de adoecimento é enorme. Alguns somatizam doenças físicas, outros desenvolvem transtornos mentais. De forma extrema, alguns entendem que a vida não merece ser vivida, optando pela radicalização por meio do suicídio”, explica o pesquisador Marcelo Finazzi, mestre em administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho, em entrevista para o do Instituto Humanitas Unisinos.

O pesquisador, que também é funcionário do Banco do Brasil, associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirmou em entrevista para o site da UnB. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão. “Cabe ressaltar que as reengenharias organizacionais também costumam resultar em enorme sofrimento, pois quase sempre geram demissões, mais trabalho para os que mantêm o emprego e, não raro, desorganização completa da vida pessoal do sujeito. A perda do equilíbrio se completa pela constatação de que o discurso reiteradamente veiculado nos informativos da organização, impregnados de mensagens de amor à empresa e empregados felizes, contrasta violentamente com a percepção de realidade do trabalhador”, explica.

Para Marcelo, o fator mais determinante que leva o empregado à desestabilização e à perda da vontade de viver é a falta de reconhecimento pelo esforço despendido para a realização das tarefas. “O trabalho é poderosa fonte de identidade e pertencimento social: o que os sujeitos esperam, no mínimo, é a valorização do que está sendo feito em prol dos objetivos organizacionais. O problema é que, em algumas ocasiões, o sujeito se dedica durante 10, 20, 30 anos, desenvolve laços afetivos com a empresa e, de repente, é convidado a se retirar ou é excluído compulsoriamente, como se toda a dedicação incondicional não tivesse valor algum”, comenta.

Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.

Redação, com informações do site da UnB, no endereço: http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=569

12 novembro, 2009

DIREITO NA MEDICINA – POR CÂNDIDO OCAMPO - CID no Atestado Médico

[ARTIGO] [Quinta-feira, 20 de Março de 2008 - 10:21]

Uma das questões enfrentadas pelo médico em sua rotina profissional é a que se refere à legalidade da aposição da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde –CID nos atestados. Muitos a chamam erroneamente de código internacional de doenças. A CID é um sistema de categorias atribuídas a entidades mórbidas segundo os critérios internacionalmente estabelecidos.

Em regra os profissionais da medicina devem exarar atestados sem fazer qualquer referência ao diagnóstico, vez que este é de interesse única e exclusivamente do paciente, e está protegido pelo dever ao sigilo profissional.

O segredo médico é uma espécie do segredo profissional assim erigido na busca da prevenção da intimidade do paciente, intimidade esta protegida, inclusive, pela Constituição Federal. Conseqüentemente, o segredo médico existe e pertence exclusivamente ao paciente, única pessoa com legitimidade para dele dispor.

A aposição da CID no atestado médico é plenamente legal e se torna obrigação do médico quando é o próprio paciente ou seu responsável legal que solicita. Neste caso não há qualquer dúvida. É aconselhável, no entanto, que o médico registre formalmente o pedido autorizatório do paciente, se possível no próprio verso do atestado, evitando assim discussões futuras.

Dúvidas surgem quando órgãos públicos de auditoria solicitam diretamente do médico assistente a aposição da CID no atestado do paciente. Em relação aos pedidos de órgãos como juntas médicas oficiais, entendemos que não há óbce legal ou ético na aposição da CID, vez que se tratam de setores de perícia médica, portanto sem a identificação da doença que legitimou os direitos do paciente torna-se impossível a realização da perícia e posterior homologação.

Por outro lado, os profissionais das juntas médicas que tiverem acesso ao respectivo atestado também estão obrigados a manter o sigilo profissional, não ferindo assim os direitos do paciente. Este entendimento encontra arrimo na ordem insculpida no artigo 108 do Código de Ética Médica que estabelece ser “vedado ao médico facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso”.

O mesmo não se pode dizer de empresas privadas que condicionam a validade do atestado à aposição da CID, sendo esta postura totalmente ilegal, pois fere o direito constitucional do paciente à sua privacidade e constrange o médico a praticar ato contrário aos seus princípios deontológicos. Nestes casos cabe ao paciente/empregado procurar seus direitos recorrendo ao Judiciário, e ao médico recusar-se a fazer aquilo que seu regulamento ético não permite.

Cândido Ocampo, advogado atuante no ramo do Direito Médico.

Fonte: CÂNDIDO OCAMPO
Autor: CÂNDIDO OCAMPO

http://www.rondoniagora.com/web/ra/noticias.asp?data=20/3/2008&cod=17279

CLIMA DE GUERRA NO BB: EXECUTIVOS QUEREM DETONAR DIRETOR, MAS NÃO CONSEGUEM

Uma nuvem negra está pairando sobre o Banco do Brasil. O comando da instituição -- presidente e vice-presidentes -- decidiu demitir um diretor pelo estrago que ele vem fazendo em sua área, mas não consegue. Esse diretor é protegido do deputado federal Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT.

Por causa desse diretor, o BB está tendo que responder a uma série de ações judiciais por danos morais e abuso de poder. Em apenas uma ação, foi condenado a pagar R$ 100 mil a um funcionário que perdeu o cargo de advogado de forma sumária, depois de 10 anos na função.

Diante do estrago que os processos podem causar à imagem do BB, uma instituição de capital aberto, o banco entrou com pedido para que tudo corresse em segredo de Justiça. Mas ontem, dia 9, o pleito foi negado.

A guerra entre o comando do BB e o tal diretor já chegou ao Palácio do Planalto. Lá, dizem que é questão de dias para que o tal diretor deixe o cargo.

http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente


Indico aos amigos a leitura no sitio www.correiobrasiliense.com.br da matéria publicada no blog do Vicente, sobre situação do jurídico do BB.

É lamentável...

11 novembro, 2009

Veja de quem foi a maior PLR da Caixa... E em uma só parcela.

CEF banca festa de arromba para o advogado do PT que se tornou o novo ministro do STF

Na Trincheira 109
10/11/2009

O Brasil todo acompanhou a polêmica em torno da nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país. Não custa lembrar que Toffoli ganhou visibilidade como um dos mais aguerridos advogados do PT, principalmente na época em que a sigla ganhou novo significado: ao invés de Partido dos Trabalhadores, passou a ser lida como "Partido dos Trambiqueiros".

Mesmo sabendo que o jovem advogado ficará para sempre sob o manto da suspeição, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva não teve dúvida -- nem muito menos vergonha na cara -- e indicou seu escudeiro para a vaga aberta pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu no dia 1o de setembro.

A Caixa Econômica Federal, petista que é, destinou nada menos que R$ 40 mil para homenagear o infiltrado do partido no STF. Alguém tem dúvida de que José Antonio Dias Toffoli foi posto no STF para ajudar os companheiros do PT no caso do mensalão? O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas não!

Nossa entidade também espera que o governo Lula tenha um pouco de escrúpulos e pare de utilizar recursos de um banco público para fazer festanças para seus comparsas! É absurdo e enojante fazer festa com dinheiro da CEF para agradar ministro enquanto seus trabalhadores lutam justamente para pedir aumento de salários e uma PLR melhorada, o que é negado pela diretoria petista da instituição.
 
http://www.seebbauru.com.br/

08 novembro, 2009

Avaliação da campanha salarial dos bancários 2009

A categoria protagonizou mais uma grande luta, que faz parte do ciclo iniciado em 2003. Houve variações de banco para banco, mas no geral a luta neste ano foi fantástica.


A greve na CEF e no BNB foram as mais robustas. Durou 28 dias no primeiro e 29 em alguns estados; no outro banco atingiu 30 dias.

No BB a greve não foi tão forte, mas foi mais expressiva que no ano passado. Nos bancos privados houve uma participação maior que nos últimos anos, ainda que a greve ainda tenha a característica de ser de dentro pra fora.

O Acordo aprovado tem efeitos diferentes de banco para banco. Nos privados é visto como um acordo vitorioso na maioria deles (a exceção é o HSBC), nos públicos federais é visto como muito ruim e nos estaduais regionais tende a ser ruim na maioria deles também.

Os diferentes graus de satisfação têm muito haver com os diferentes graus de mobilização. Quem lutou mais esperava conquistar mais.

Assim, as conquistas da greve são vistas de forma diferente entre os bancários, com os bancos privados na ponta da satisfação e os públicos federais na ponta oposta da insatisfação. No entanto, de fato, as conquistas são muito pequenas frente à força da greve que foi feita e, principalmente, diante das necessidades e expectativa das bases e do lucro do setor.

Se a greve seguisse em todo o setor, poderia se conquistar mais. Mas, mesmo se ela seguisse apenas no BB e na CEF, já haveria espaço para mais conquistas.

O papel da direção sindical, mais uma vez, foi determinante para desmontar a greve e limitar as conquistas. Primeiro acabando com a greve na Fenaban e BB, depois na CEF.

Os bancários do BB e da CEF bem que tentaram passar por cima da direção, como em 2004, mas não conseguiram fazer isso nacionalmente. Depois que o Comando da Contraf/CUT orientou a aceitação do Acordo, no BB seguiu a greve em vários estados e depois, na CEF, vimos a mesma cena acontecendo.

Assim, podemos afirmar que havia uma greve forte que podia arrancar um Acordo bem melhor, mas que a traição da direção sindical impediu isso.

Isso coloca uma tarefa que é a de construir uma organização por local de trabalho e preparar para o ano que vem uma greve mais forte e que possa passar por cima da direção sindical quando ela for puxar o tapete do movimento.

Para que essa tarefa tenha êxito, é preciso fazer um movimento forte contra a compensação das horas da greve. Esse movimento não terá o apoio da maioria dos sindicatos, principalmente os ligados à CUT, mas é fundamental para manter a "moral" da tropa em alta.

O MNOB teve um papel determinante, mantendo uma coerência na sua política. Desde o Encontro Nacional promovido por fora da CUT, da pauta de reivindicação e do Comando Eleito na Base, até o plano de lutas com mobilizações, não só nas bases dos sindicatos do MNOB, mas também nas bases da CUT, onde o MNOB é Oposição.

Essa coerência foi determinante na hora da greve para enfrentar a intransigência do governo e dos banqueiros, ajudando na realização de uma greve forte da categoria.

Claro que o MNOB teve alguns problemas de organização, mas que não comprometeram a atuação da categoria. Isso significa que mesmo que o MNOB fosse bem mais organizado, não seria capaz de alterar de qualidade a realidade submetida.

Ou seja, não dependia do MNOB a mudança de qualidade nessa greve, mas da força da própria greve. Nesse sentido é que lamentamos a greve de pijama, com uma esmagadora parte da categoria ficando em casa ou indo viajar.

Por fim, é preciso dizer que os problemas de organização do MNOB não pode ser o centro do debate de balanço, mas a política que tivemos e nossa coerência. Nenhuma outra corrente do movimento enfrentou a CUT e se manteve na defesa da luta da categoria pelos seus direitos até o fim.

Isto é o que faz do MNOB a única alternativa viável e coerente de luta. E mesmo aqueles que criticam o MNOB pelas suas falhas organizativas, não são capazes de apresentar uma proposta superior.

Por isso, é fundamental organizarmos um Encontro Nacional, não apenas para ficarmos fazendo Balanços, mas para construirmos uma política de mobilização e de organização superior ao que acumulamos neste ano.



Wilson Ribeiro

(Este texto é uma contribuição dos Bancários do PSTU para o debate na categoria)

31 outubro, 2009

Os banqueiros são amigos do Lulla e a Contraf / CUT é amiga do Lulla, tudo a ver...

Graças à Contraf / CUT esta campanha não foi melhor... Graças à garra dos bancários esta campanha não foi pior...

Compare o reajuste de 6% com os índices necessários para a REPOSIÇÃO INTEGRAL das perdas salariais:

dos bancários de bancos privados e Nossa Caixa - 23,25%;

dos bancários do Banco do Brasil - 80,49% e

dos bancários da Caixa Econômica Federal - 90,84%




Esta é a situação que vive o bancário. Sistema financeiro faturando e o bancário se ferrando. De abono em abono, de PLR em PLR, as perdas se acumulam. Para o bancário melhorar de vida, não bastam PLR e abonos: TEM QUE TER REPOSIÇÃO DAS PERDAS E AUMENTO DE SALÁRIO!

Os banqueiros são amigos do Lulla e a Contraf / CUT é amiga do Lulla, tudo a ver... Por isso que não temos campanha salarial pra valer... Sindicato não pode ter o rabo preso com os patrões e nem com o governo. Tem que ser independente para defender direitos dos bancários.

Por esse motivo - ser amiga do governo - que a Contraf / CUT não colocou a discussão da fusão da Nossa Caixa com o BB. A campanha salarial era o momento propício para construir a defesa dos empregos e direitos dos funcionários da Nossa Caixa.

Portanto, para o bancário melhorar de vida, tem que tomar as campanhas salariais em suas mãos. Chega de sindicato amigo de banqueiro e que não defende nossos direitos dirigindo as campanhas salariais.

Repasse para os bancários da sua lista de e-mails e vamos fortalecer o MNOB para construir campanhas salariais alternativas que aponte a reposição integral das perdas como eixo de reivindicação... 

Vamos construir uma alternativa de direção para os bancários... 

Chega de dirigentes governistas da Contraf / CUT no comando das nossas campanhas salariais! 

Para a luta dos bancários ser vitoriosa sua participação é fundamental! Participe para que os heróis sejamos todos nós, bancários!

23 outubro, 2009

Não vamos compensar as horas de greve!




Quem lutou por todos não merece ser punido!
O acordo abre brecha para punir aqueles que lutaram, uma vez que prevê a compensação das horas de greve, a ser realizada até 15 de dezembro. 
Mas, também segundo o acordo, os bancos não pode efetuar nenhum tipo de desconto em relação aos dias parados. As horas negativas ( não compensadas ) serão zeradas em 16/12.
Sabemos que haverá pressão para que os funcionários paguem todas as horas, utilizando isso para jogar o funcionalismo contra seu instrumento de luta, a greve. Não podemos deixar que isso aconteça.
A greve é um direito e ela só foi iniciada e se prolongou pela intransigência dos banqueiros e do governo nas negociações.

22 outubro, 2009

Os dias não compensados serão abonados - não aceite pressão de gerente. Denuncie se acontecer, não se cale.

A Contraf-CUT entrou em contato com a direção da Caixa na manhã desta quinta-feira para negociar o não-desconto deste dia 22 de outubro para os bancários das localidades que optaram por manter a greve nas assembléias realizadas ontem. O banco confirmou que o dia não será descontado, sendo incluído na compensação, que terá seu prazo limite estendido para o dia 21 de dezembro. Após essa data, os dias não compensados serão abonados.

A regra acordada com a Caixa segue a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e prevê a compensação dos dias parados em função da greve, sem possibilidade de desconto. A compensação será feita por meio de prestação de jornada suplementar de trabalho, que não poderá ultrapassar duas horas diárias, nem ser realizada em fins de semana ou feriados. Além disso, as horas extra realizadas antes da assinatura do acordo não poderão compensar os dias não trabalhados.









Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio e Porto Alegre

Utilizando os mesmos argumentos da empresa, Contraf/CUT orientou o fim da greve na Caixa

Sob orientação do Comando dos empregados e da Contraf/CUT, a maioria dos funcionários da Caixa encerraram a greve

Utilizando os mesmos argumentos da empresa de que este era o limite, em negociação na noite do dia 20, a direção da Caixa apresentou a proposta que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700,00 a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, prontamente aceita pelo Comando.

A greve que completava o vigésimo oitavo dia lutava por questões urgentes como a Isonomia de direitos de ATS com 1% e licença-prêmio para todos, regras claras sobre o PCF (Plano de Cargos e Funções) com jornada de 6 horas sem rebaixamento de salário, reposição das perdas salariais e não punição dos empregados com a anistia dos dias de greve.

Mesmo com a greve seguindo forte em todo o país e o TST declarando que o movimento não era abusivo, a Contraf e o comando defenderam a aceitação da proposta e enterraram a paralisação.

O movimento e a disposição da base eram nitidamente contra o fim da greve, tanto que seis capitais (Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Porto Alegre e os estados de Goiás e Tocantins) continuam paradas e, em assembléias como as de SP e Brasília, os sindicatos precisaram se apoiar nos gerentes e fura-greves para aprovar o acordo. 

Relatos de vários locais deixam claro a contrariedade pela proposta.

Em assembléia no Sindicato do Maranhão, a nova proposta da Caixa foi reprovada pela maioria dos empregados do banco. No entanto, considerando a decisão das assembléias em âmbito nacional pela aprovação, todos os empregados retornaram ao trabalho hoje.

“Também rejeitaram a proposta as assembléias de Bauru (SP), Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pará Goiás, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na avaliação da direção do Sindicato dos Bancários do Maranhão, houve avanço quando o banco assume que vai aumentar o número de contratação, mas as cláusulas econômicas estão muito aquém do que o banco poderia oferecer e, mais, que a greve obrigou o banco a melhorar suas ofertas – o que demonstra que a resistência dos trabalhadores poderia arrancar muito mais” afirma a diretoria da Entidade.

Os bancários da Caixa no RN voltam ao trabalho a partir desta quinta-feira. A Assembléia da categoria decidiu rejeitar a proposta apresentada pela Empresa, mas seguir o resultado da maioria das bases que, no caso, aprovaram a volta ao trabalho. Foram 28 dias de uma greve forte que, segundo o coordenador geral do Sindicato, Liceu Carvalho, expôs A VERDADEIRA FACE DO GOVERNO LULA e, mais uma vez, da Contraf/CUT, entidade que insiste em fazer o papel duplo de dirigir o movimento e andar de braços dados com o Governo. “Toda greve traz muitas lições e com essa não seria diferente. Tiramos a lição da solidariedade, mas acima de tudo das contradições do governo lula, que se mostrou de novo a serviço dos banqueiros e dos latifundiários. A greve serviu para que os bancários da Caixa aprofundassem essa visão. Quanto à Contraf/CUT, está mais do que clara a posição nefasta de trair o movimento dessa confederação que não defende o trabalhador”, afirmou.

Em assembléia na tarde desta quarta-feira, em Bauru/SP os bancários da Caixa Federal rejeitaram a proposta absurda de índice de 6% e abono de R$ 700 e decidiram submeter à da decisão das outras bases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.

“A greve aqui no Rio continua, pelo menos até sexta feira, à espera da conciliação no TST, ou proposta melhorada da Caixa. A direção do sindicato votou pelo fim da greve junta, com a intersindical e a CTB fazendo críticas, mas alegando o isolamento, etc.

A votação na Assembléia foi apertada 314 a 312, com uma abstenção, a ampla maioria de gerentes votando pelo fim da greve” relata Octacílio da Oposição Bancária do RJ.

“A greve continua no Pará e Amapá. Na 1ª votação houve empate: 28 a 28.

Na 2ª votação, a proposta de fim da greve teve 25 votos e se interrompeu a votação e o Sindicato propôs nova forma de contar os votos. Aí deu 26 votos contra a greve e 30 pela continuidade. O detalhe é que não houve defesa da continuidade da greve, ou seja a DS que dirige o sindicato, perdeu para ela mesma” afirma Norma, funcionária da CEF e do MNOB.

“Ficou visível que a base queria continuar em greve no Piauí. Vários dos colegas que votaram pelo fim da greve, ao final da assembléia me disseram que votaram porque não queriam ficar sozinhos na greve, que a Caixa, "na mesa" dissera que esse era o limite dela, que se fôssemos para o julgamento poderíamos perder outras cláusulas sociais, que essa era uma saída honrosa..., mas que queriam mesmo era manter a greve, pois tínhamos condições de melhorar a proposta, porém se estivéssemos unidos em nível nacional. Como SP, Brasília, BH e outras bases já haviam aceito, não tínhamos outra saída, a não ser retornar ao trabalho” declara Solimar do MNOB/Pi.

21 outubro, 2009

A luta não pode parar

Fim da greve em Mogi, mas continua a luta, a luta do dia a dia no local de trabalho. O conquistado não foi o esperado, porque muitas forças lutaram contra, uns que se dizem eleitos por nós para serem nossos representantes, mas fraudam essa representatividade, opinam e decidem sobre o que não deveriam opinar nem decidir, sobre o que é de nossa única e exclusiva competência decidir, outros que apesar de serem nossos colegas do dia a dia no local de trabalho, vítimas da mesma opressão, aceitam-na passivamente e preferem abster-se da luta, desfalcando seriamente o coletivo e assim favorecem nosso opressor comum.
Heróicos são os que respeitam as decisões da assembléia, quando esta deflagra a greve, os que lutam, os que reconhecem a força do companheirismo, da luta solidária e parasitas são os que se acovardam e embora não se contentem com a opressão, se calam, preferindo ficar na cômoda posição de quem auferirá o que vier a mais em virtude dos bravos colegas que lutaram. O patrão, aquele que nos oprime, que suga nossa saúde e nosso sangue, este se torna mais forte quando conta com a omissão de alguns colegas que se abstem de lutar e sindicalistas que manobra e nos trai, impondo suas próprias decisões como se nossa fossem. Aos que se acovardam, aos que nos traem e aos que nos oprimem, a nossa resposta é que continuaremos lutando, incessantemtne, senão por melhorias imediatas, pelo menos para os que virão depois de nós.  

Assembleia de Bauru rejeita proposta ridícula da CEF

Em assembleia na tarde desta quarta-feira, os bancários da Caixa Federal rejeitaram a proposta absurda de índice de 6% e abono de R$ 700, por considerá-la insuficiente.

Como até o término da assembleia de Bauru a maioria das assembleias do país ainda não tinha terminado, os funcionários da CEF além de rejeitarem a proposta decidiram submeter à da decisão das outras bases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.

VERGONHA: Comando Nacional (CUT e PT) orientam aceitação da esmola proposta pela Caixa

Mesmo sendo a proposta da Caixa muito aquém da força da greve que realizam os empregados, o Comando Nacional, controlado por CUT e PT, tal qual a direção da Caixa também é, orienta a aceitação da proposta rebaixada.
É impressionante a falta de pudor desses que se dizem nossos representantes, mas na verdade representam os interesses da Caixa e do governo do PT.
A proposta na verdade é de pagar até 10 de janeiro de 2010 um "cala boca" de R$ 700,00 para o bancário da Caixa acreditar que a empresa irá contratar a insuficiente quantidade de 5000 novos empregados até dezembro de 2010, além de aceitar um reajuste indigno de 6% e uma PLR maior para os gerentes fura-greves e assediadores, que não tem a menor noção de coleguismo, companheirismo e luta coletiva.
Justamente quando a Caixa mais sentia o peso da greve e demonstrou isso através de mentiras quanto ao ajuizamento no TST que não passou de uma farsa (dissídio só pode ser ajuizado mediante concordância das duas partes em conflito trabalhista), o máximo que a Caixa fêz foi entrar com pedido de liminar no TST para que este declarasse a abusividade da greve, a qual foi negada, levando a Caixa ao desespero pela quase certeza de perder no julgamento do mérito.
Infelizmente, tudo indica que houve um conluio entre nossos pseudo-sindicalistas e a direção da Caixa para que na assembléia passada os empregados desautorizassem os sindicatos de concordar com um ajuizamento que não existia. Tudo foi cuidadosamente planejado para preparar o caminho para a Caixa apresentar essa vergonhosa proposta de ontem e cancelamento da audiência que aconteceria hoje pela manhã no TST.
A Caixa pode oferecer muito mais se continuarmos em greve.

Proposta da Caixa não está à altura da forte greve dos empregados

 Ontem à noite, dia 20, a direção da Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700,00 a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, e a contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010.

Em relação aos dias de greve, a Caixa propõe a aplicação da mesma regra da Fenaban, que estabelece o não-desconto dos dias parados, mas com a ampliação do prazo de compensação até o dia 18 de dezembro de 2009.

Todas as demais propostas, incluindo a forma de pagamento da PLR, a implantação de novo PCF em dezembro, “desde” que aprovado pelos órgãos controladores, são as mesmas já apresentadas. 

Completando o vigésimo oitavo dia de greve, a Caixa tenta impor um abono para acabar com o movimento. Questões urgentes como a Isonomia de direitos de ATS com 1% e licença-prêmio para todos, regras claras sobre o PCF com jornada de 6 horas sem rebaixamento de salário, reposição das perdas salariais e não punição dos empregados com a anistia dos dias de greve, nem foram tratados.

Em declarações dos membros do da Contraf/CUT nota-se um tom de que, repetindo o discurso da empresa, este é o limite das negociações, adiando inclusive a audiência de conciliação no TST desta quarta-feira.

As assembléias de hoje serão decisivas.

Os empregados em greve devem participar massivamente para impor sua vontade.


MOVIMENTO NACIONAL DE OPOSICAO BANCÁRIA

Medo de percer no TST faz Caixa apresentar nova proposta, mas ainda é inaceitável

Caixa: Nova proposta, audiência no TST adiada e assembleia hoje 17h

A disposição para a continuidade da luta pelos empregados da Caixa, nesses 28 dias de greve, arrancou nova negociação, ontem à noite, com apresentação de nova proposta: aumentou o número de novas contratações de três para cinco mil até dezembro de 2010 e ofereceu um abono de R$ 700,00 a ser pago em janeiro próximo. Vide a íntegra abaixo.
A diretoria do Sindicato dos Bancários do Maranhão avalia que houve avanço quando o banco assume que vai aumentar o número de contratação, mas as cláusulas econômicas estão muito aquém do que o banco pode oferecer e, mais, que a greve já obrigou o banco a melhorar suas ofertas – o que demonstra que a resistência dos trabalhadores pode arrancar muito mais.
Em todo Brasil as assembleias avaliarão hoje esta nova proposta da Caixa e os rumos da greve nacional. No Maranhão, a assembleia acontece, às 17h, no Sindicato dos Bancários.

Fique por dentro da nova proposta:
1. Abono linear de R$ 700,00 para todos os empregados, a ser pago na folha de janeiro de 2010;
2. Compensação dos dias parados, nos moldes da FENABAN, até o dia 18.12.2009, com o compromisso de não descontar nenhum dos dias paralisados;
3. Contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010; 
4. Contratação de 1.450 adolescentes aprendizes; 

Ficam mantidos: 
1. O reajuste salarial, de 6% sobre os salários e demais benefícios, inclusive sobre a indenização por assalto/sinistro, que ficou congelada por dois anos; e,
2. Pagamento da PLR da seguinte forma:
a. Em 03.11.2009, adiantamento de parcela da PLR, de 100% da Regra Básica FENABAN; e,
b. Em março 2010, pagamento da segunda parcela, aplicando a tabela Caixa, com possibilidade de elevação, se houver aumento do lucro. 

Tabela de Pagamento PLR: 
VALOR POR GRUPO DE CARGOS 
GRUPO                               CARGOS                                                                VALORES
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
1                                          Superintendente Nacional                                             10.000,00
                                            Chefe de Gabinete 
                                            Consultor da Diretoria 
                                            Consultor de Relações Institucionais 
                                            Ouvidor 
                                            Superintendente Regional 
----------------------------------------------------------------------------------------------
2                                          Consultor Jurídico                                                        9.500,00
                                            Super. Projetos Especiais 
                                            Gerente Nacional 
                                            Consultor Técnico 
----------------------------------------------------------------------------------------------
3                                          Gerente Geral                                                              9.000,00
                                            Gerente Regional Negócios e Canais 
                                            Coord. de Projetos Especiais 
                                            Gerente de Produto 
                                            Gerente de Segmento 
                                            Gerente de Tecnologia 
----------------------------------------------------------------------------------------------
4                                          Gerente de Auditoria Regional                                     8.000,00
                                            Gerente de Padrões e Planejamento 
                                            Gerente de Relacionamento Institucional 
                                            Gerente de Jurídico Regional 
                                            Gerente Operacional 
----------------------------------------------------------------------------------------------
5                                          Coordenador Jurídico                                                  7.500,00
                                            Gerente de Filial 
                                            Gerente de Representação 
                                            Gerente Administrativo 
                                            Gerente de Relacionamento 
                                            Gerente de Atendimentoe Relacionamento Institucional 
                                            Gerente de Tecnologia 
----------------------------------------------------------------------------------------------
6                                          Coordenador                                                               6.500,00
                                            Gerente de Projetos 
                                            Gerente de Serviços 
                                            Líder de Projetos e Tecnologia 
                                            Supervisor 
                                            Profissionais 
----------------------------------------------------------------------------------------------
7                                          Analista de Op. Financeiras                                          5.750,00 
                                            Auditor 
                                            Assessor Institucional 
                                            Assistente Jurídico 
                                            Consultor de processo 
                                            Consultor Interno  
                                            Consultor Regional de canais 
                                            Especialista 
                                            Gerente de RETPV 
                                            Secretário da Presidência 
----------------------------------------------------------------------------------------------
8                                          Agente de Conformidade                                             5.250,00
                                            Analista 
                                            Assessor 
                                            Assessor Regional de Mkt 
                                            Assistente Regional 
                                            Consultor Regional 
                                            Secretário do Colegiado 
                                            Técnico Social 
----------------------------------------------------------------------------------------------
9                                          Avaliador Executivo                                                     4.500,00
                                            Caixa PV 
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10                                        Assistente de Negócios                                                4.250,00 
                                            Agente de atendimento 
                                            Assistente administrativo 
                                            Auxiliar de enfermagem do trabalho 
                                            Bibliotecário 
                                            Compensador 
                                            Enfermeiro do Trabalho 
                                            Monitor de Telemarketing 
                                            Perito documentoscópio 
                                            Programador 
                                            Operador de computador 
                                            Operador de Telemarketing 
                                            Secretário 
                                            Secretário Executivo 
                                            Técnicos de nível médio 
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11                                        Empregado sem função                                                4.000,00
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Entre as cláusulas sociais, também ficam mantidas:
1. A isenção de anuidade de cartão de crédito;
2. Redução dos juros do cheque especial com inclusão na faixa 6;
3. Devolução em 10 meses, sem juros ou correção, do adiantamento de férias; 

A Caixa contrapropôs também: 
1. O gozo das férias em dois períodos, será permitido a todos, independente da idade, exigindo-se requerimento específico, no caso de ter o empregado mais de 50 anos de idade.
2. Jornada de Trabalho: Acréscimo de 45 minutos no intervalo de 15 minutos para repouso e alimentação, para compensação no final da jornada. 

TST – Audiência de Conciliação e Instrução - Com a apresentação da nova contraproposta, a Caixa ficou de requerer o adiamento da audiência de conciliação e instrução que ocorreria hoje, no Tribunal Superior do Trabalho, para que esta nova proposta, seja submetida às assembléias de base dos empregados da Caixa.

Fonte: Com informações da CONTEC

Últimas Notícias: CEF apresenta nova proposta rebaixada e pede adiamento da audiência no TST

Depois de ter seu pedido de liminar contra a greve rejeitado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), a direção da CEF apresentou ontem mais uma proposta fajuta em que manteve os principais itens das propostas anteriores, acrescentando apenas itens secundários, como a contratação de 5 mil bancários e um abono individual de R$ 700, distribuído linearmente entre todos os bancários, a ser pago na folha de janeiro.

A Caixa também se comprometeu a não descontar nenhum dos dias parados durante a greve e a promover uma compensação desse período, de acordo com a convenção assinada pela Fenaban, mas até 18 de dezembro. O banco afirmou que continuará a debater uma proposta para a regra da PLR após a assinatura do acordo - um absurdo!

Diante da proposta apresentada, a CEF e a Contraf-CUT solicitaram o adiamento da audiência de conciliação, que aconteceria nesta quarta-feira 21, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para protestar contra mais uma proposta rebaixada, que não contempla as reivindicações dos lutadores da CEF, os bancários fizeram um ato na manhã desta quarta-feira em frente à agência Bauru da Caixa. A greve na CEF entra hoje em seu 28º dia.

Assembleia
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas orienta a rejeição da nova proposta apresentada pela diretoria petista da CEF e a manutenção da greve. A assembleia ocorrerá às 17 horas, na sede do sindicato. Participe!

Nova proposta da Caixa continua insuficiente, mas há indícios de que a traição da Contraf/CUT será hoje, após reunião entre o Comando Nacional e a CEE-Caixa que acontecerá às 10 horas. - TODOS ÀS ASSEMBLÉIAS QUE DEVEM ACONTECER HOJE!

Caixa retoma negociação com Comando Nacional e apresenta nova proposta

No 27º dia da greve nacional dos empregados e às vésperas da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a direção da Caixa Econômica Federal se reuniu na noite desta terça-feira, dia 20, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), em Brasília, retomando o processo de negociação.

A Caixa apresentou uma nova proposta aos trabalhadores da instituição, que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700, a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, e a contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010.

Em relação aos dias de greve, a Caixa propõe a aplicação da mesma regra definida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, já assinada entre a Contraf-CUT e a Fenaban, que estabelece o não-desconto dos dias parados, mas com a ampliação do prazo de compensação até o dia 18 de dezembro de 2009, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados, além de não ser utilizado eventual saldo de horas extras feitas anteriormente.

Todas as demais propostas já apresentadas no processo negocial da campanha salarial 2009, inclusive a forma de pagamento da PLR, permanecem valendo. Além disso, a Caixa concorda em discutir na mesa de negociação permanente os dias descontados das greves de 2007 e 2008.

O Comando Nacional e a CEE/Caixa se reúnem nesta quarta, dia 21, às 10h, em Brasília, para avaliar a nova proposta e definir orientações para as assembléias dos sindicatos, que ocorrerão em todo país.

Diante da retomada do processo negocial, o Comando Nacional e a Caixa irão encaminhar, no início da manhã desta quarta, um pedido conjunto de adiamento da audiência de conciliação no TST, agendada para as 9h. 

A greve completa 28 dias nesta quarta e ocorre nos 26 estados e no Distrito Federal.

Fonte: http://www.contrafcut.org.br/

20 outubro, 2009

Caixa resolve negociar

20/10/2009

Às vésperas da audiência de conciliação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Caixa Econômica Federal procurou o Comando Nacional dos Bancários e agendou uma negociação para as 21h30 desta terça-feira, 20, em Brasília. A nova rodada acontece no 27º dia de greve dos trabalhadores, que atinge os 26 estados e o Distrito Federal.

Leia a matéria completa em http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=19315

Cordel dos fura-greve

EU FAÇO GREVE, GREVANDO

EM VINTE ANOS DE BANCO
A COISA TÁ PIORANDO
MEU SALÁRIO REGREDINDO
MINHAS CONTAS AUMENTANDO
É POR ISSO QUE EM SETEMBRO
EU FAÇO GREVE, GREVANDO


NA ERA FHC
A COISA SÓ PIORAVA
EM OITO ANOS DE LUTAS
“1%” JÁ BASTAVA
AMEAÇAS TODO DIA
ÀS VEZES A “FALTA” COMIA
E MESMO ASSIM EU GREVAVA


QUANDO VEIO A ERA LULA
PENSEI, ESTAMOS NO CÉU
TRABALHADOR NO PODER
ISTO É “SOPA NO MEL”
SARNEY RECEBEU APOIO
BANCÁRIO FICOU AO LÉU


A “NOSSA’ CONTRAF-CUT
DE QUAL LADO ELA FICA?
DO NOSSO LADO NÃO É !
O “10%” INDICA
NÃO LUTA MAIS POR SUA BASE
ELA APENAS “CONTRAFICA”


NO BANCO A META É CUMPRIDA
COM CHUVA, SOL OU TROVÃO
MAS A META LÁ DE CASA
NÃO SE CUMPRE FÁCIL NÃO
COLÉGIO E ALUGUEL ATRASA
LUZ E ÁGUA, EU PAGAVA...
UM DIA COMO O ARROZ
NO OUTRO COMO O FEIJÃO


ENQUANTO ESTAMOS NA LUTA
NA CAMPANHA TRABALHANDO
TEM GENTE QUE ATRAPALHA
E FICA SE ACOVARDANDO
POIS NA AGÊNCIA G. DIAS
TEM FURA-GREVE FURANDO


MAS A GREVE CONTINUA
A ASSEMBLÉIA ASSIM O QUIS
VOU CONTINUAR LUTANDO
E OS FURA-GREVES FURANDO
NA AGÊNCIA SÃO LUIS


FORTALEÇAMOS A LUTA
NÃO VAMOS DEIXAR BARATO
O BANCO GANHA DINHEIRO
COM OU SEM CRISE, ISTO É FATO!
TEM FURA-GREVE FURANDO
LÁ NA AGÊNCIA “MULATOS”


SEXTA-FEIRA NA G. DIAS
A CONFUSÃO FOI “DAQUELAS”
FURA GREVE SE PUDESSE
ENTRAVA PELA JANELA
E O “VALBER CHAMA PM”
CHUTANDO NOSSA CANELA


Zé Trombone
Bancário do Maranhão

Nota sobre a Greve na Caixa Econômica Federal

A greve da CEF caminha para completar 1 mês. Mais uma vez a direção da CEF reproduz a postura intransigente. Depois do descumprimento do acordo do ano passado, com a tentativa de impor o desconto dos dias, esse ano a direção da CEF mantém a mesma postura autoritária. Agora a presidente Maria Fernanda dá um salto de qualidade buscando a saída através do TST tentando caracterizar a greve como abusiva. Abusiva tem sido a gestão de Dona Maria Fernanda com sua incapacidade de atender os mínimos anseios e reivindicações dos empregados. Falta de funcionários, falta de isonomia, salários rebaixados, não valorização profissional e tantos outros problemas justamente no banco que o governo Lula quer mostrar como o Banco de sua “grande obra”, o PAC. Os Sindicatos dos Bancários do Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru, o MNOB e a Conlutas preocupados com a defesa das reivindicações dos empregados da CEF estão, neste dia 20 de outubro, em Brasília, junto com uma comissão de parlamentares para exigir da presidente da CEF a retomada de negociação. Neste momento tão importante para os empregados da CEF, chamamos a todo o movimento sindical bancário do país a se somar nesta iniciativa de pressão. Convidamos todos os Sindicatos do país, ligados a Contraf-CUT, CONTEC, CTB, Intersindical e as entidades de representação internas dos empregados da CEF a participarem desta atividade em Brasília.
 
Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Bancários do Maranhão
Sindicato dos Bancários de Bauru e região
MNOB – Movimento Nacional de Oposição Bancária
Conlutas

Greve dos empregados da Caixa é um exemplo de resistência contra a opressão

Veja como está a paralisação em São Paulo nesta terça-feira, dia 20

Na terça-feira, dia 20, a greve dos bancários da Caixa permanece forte em todo o País. Das Superintendências Regionais da capital, consultadas diariamente pela APCEF/SP, 234 agências estão fechadas ou funcionando parcialmente.

Estão abertas as seguintes unidades: Alberto Byington, Av. Mateo Bei, Brooklin, Metrô Santa Cruz, Moema, Shopping Penha, e PAB Justiça Federal de Osasco.

• Confira o quadro por SR*




















Fonte: http://www.apcefsp.org.br/