AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

28 abril, 2006

1º de Maio - Dia de luta e de luto do trabalhador

O 1o. de Maio
O dia 1o. de Maio é dia do Trabalhador e deve servir para reavivar a memória dos trabalhadores, todo ano, em relação àqueles que morreram para conquistar condiçoes dignas de trabalho.

22 abril, 2006

Revolução Socialista

Uma das últimas obsessões da elite dominante brasileira, através do seus meios de comunicação de massa, tem sido publicar matérias todos os dias a respeito da potencialidade corrupta de cada pessoa comum habitante desta terra, numa tentativa clara de induzir a população pobre a acreditar que a corrupção na política não tem jeito e justificar assim a corrupção na política brasileira.

Acredito sim na veracidade e consistência das pesquisas que tem sido publicadas que mostram que quase 80% da população brasileira respondeu afirmativamente, ao ser perguntada se se corromperia se estivesse no lugar dos políticos, mas, atribuo essa tendência às regras nefastas que o sistema capitalista nos impõe, à luta cruenta pela sobrevivência que esse nefasto sistema socio-econômico nos impõe a todos.

Para contruir uma sociedade mais justa, menos individualista, mais humana e com valores mais nobres é preciso uma revolução socialista, que derrote definitivamente o sistema capitalista em nível mundial, com o povo nas ruas, armados, já que isto será inevitável, para derrotar os governos representantes desse sistema perverso.

Ponto de vista

Impossível compactuar com os crimes cometidos pela elite governante que sucessivamente é eleita no Brasil, crimes que começam desde as campanhas eleitorais. Entenda-se por elite governante, não só os partidos, mas também o empresariado de todas as categorias, especialmente dos meios de comunicação de massa, ou melhor, de manipulação das massas. A massa trabalhadora, inocentemente se deixa induzir à passividade diante da impressionante força do aparato do poder dessa elite governante, força esta também que só se faz real na medida em que as massas se mantém na passividade, caso contrário, nenhum aparato bilionário da burguesia seria forte o suficiente para derrotar a revolta das massas.

20 abril, 2006

Conheça a Conlutas

Coordenação pretende se construir como uma alternativa de luta para os trabalhadores. A CONLUTAS - Coordenação Nacional de Lutas - é, como o próprio nome diz, uma coordenação, composta por entidades sindicais, organizações populares, movimentos sociais etc, que tem como objetivo organizar a luta contra as reformas neoliberais do governo Lula (Sindical/Trabalhista, Universitária, Tributária e Judiciária) e também contra o modelo econômico que este governo aplica no país, seguindo as diretrizes do FMI. Foi constituída como desdobramento do Encontro Nacional Sindical, que aconteceu em março de 2004 em Luziânia (GO) e que reuniu mais de 1.800 dirigentes e ativistas sindicais e de movimentos sociais. Este encontro definiu um calendário de lutas contra a reforma Sindical, cuja primeira grande atividade foi a manifestação, organizada pela CONLUTAS, em Brasília, em 16 de junho passado, reunindo cerca de 20 mil manifestantes. A CONLUTAS é uma coordenação aberta à participação de qualquer entidade, organização popular, estudantil ou movimento social, que queira somar-se à luta contra as reformas neoliberais e contra o modelo economico de Lula/FMI. A participação ou não em centrais sindicais, não se constitui em restrição ou obstáculo à participação das entidades na CONLUTAS. A CONLUTAS, no entanto, busca construir-se como uma alternativa para as lutas dos trabalhadores, frente a degeneração da CUT, que se transformou em uma entidade "chapa-branca", preferindo apoiar o governo do que defender os trabalhadores. Há, neste momento, um debate em curso nas entidades que compõem a coordenação para definir a natureza e a forma dessa alternativa que precisamos construir.

12 abril, 2006

Alta programada: desumano e humilhante para o trabalhador

Alta programada: sob medida para humilhar os trabalhadores

Moção de repúdio contra a perseguição do dirigente sindical Marcos Silvestre

Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região, vem através desta moção expressar total repúdio à atitude do gerente Aparício, da agência 0004 Bauru - Centro, do Santander Banespa, ocorrida no último dia 3 de abril, ao atacar e transferir arbitrariamente o funcionário desta agência e diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Marcos Silvestre, para o posto localizado na Ciesp, no Distrito Industrial. Para o movimento sindical, a medida visa cercear a atividade do diretor do sindicato. De um local com cerca de 100 bancários, ele passa a atuar em um outro, com apenas um bancário. Assim, fica inviabilizada a atuação do diretor sindical no Santander Banespa, e, por conseqüência, prejudica a militância no conjunto da categoria bancária, já que o posto na Ciesp é distante do centro, local onde concentra-se o maior número de bancários. A atitude configura claramente em ataque político e, portanto, perseguição. Ao levar adiante a transferência, o banco fere o artigo 543 da CLT que, expressamente, veda essa prática. Esse artigo prescreve: "O empregado eleito para o cargo de administração sindical ou representação profissional, inclusive junto a órgão de deliberação coletiva, não poderá ser impedido do exercício de suas funções, nem transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne impossível o desempenho das suas atribuições sindicais."A prática desta gerência é absurda. Marcos Silvestre tem atuação destacada no movimento que visa barrar as demissões no Santander Banespa, que acontecem em Bauru e cidades próximas, tendo participado de diversas atividades de protesto contra as dispensas. Como está impedido de demitir Silvestre por determinação legal, o banco preferiu utilizar a tática de tentar isolar e calar o dirigente. O pedido do gerente Aparício é uma clara represália a Silvestre. Em janeiro, o gerente ofendeu pessoalmente o diretor do sindicato e cometeu o crime de injúria, capitulado pelo Código Penal. Com o apoio da diretoria do sindicato, Silvestre levou adiante a apuração do caso. Com certeza, Aparício decidiu persegui-lo a partir de então. Por isso, a entidade signatária desta Moção, Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região, dirige-se a gerência da agência 0004 - Bauru - Centro e ao Departamento de Recursos Humanos do Santander Banespa para externar sua indignação ante a este ataque político de perseguição, que fere inclusive o artigo 543 da CLT e, consequentemente, torna impossível o desempenho das atribuições sindicais do dirigente Marcos Silvestre. Também exige que sejam tomadas as devidas providências para que sua transferência seja revertida. Não à transferência! Sim à liberdade sindical! 12 de abril de 2006, Oposiçao Bancária de Mogi das Cruzes e Região.

09 abril, 2006

Mais um grande sindicato se desfiliou da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Servidores aprovam desfiliação do Sindsprev/RJ da CUT.
Em plebiscito que começou na segunda-feira (27/03) e terminou na última sexta-feira (31/03), os servidores da seguridade social (saúde, trabalho e Previdência Social) decidiram que o Sindsprev/RJ deve se desfiliar da CUT. O motivo é que a central sindical tem se afastado de suas origens e passado a defender posições cada vez mais favoráveis aos patrões e ao governo, tendo se transformado em braço sindical do governo Lula. O resultado não deixou dúvidas quanto à insatisfação da categoria com a CUT. Foram 7.648 votos. Destes, 6.791 pela desfiliação e 782 contra; 31 votos nulos e 44 em branco. Ainda faltam apurar duas urnas, a do Hospital dos Servidores e a da Regional Noroeste, cujo número de votos não trará alteração significativa na contagem final. A CUT só interessa ao governo A CUT há muito tempo deixou de ser uma entidade combativa, independente dos patrões e do governo, que organize os trabalhadores para lutar em defesa dos seus direitos e por mais conquistas. Desde o final da década de 1990 passou a se aproximar e a propor pactos aos governantes e empresários. Alterações em seus estatutos acabaram afastando as bases das decisões, cada vez mais centralizadas na corrente Articulação Sindical. Isto permitiu que, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, sem qualquer consulta às bases, o então presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, fechasse um acordo, no que seria a primeira reforma da Previdência, trocando a contagem da aposentadoria de tempo de serviço por tempo de contribuição, uma traição a todos os trabalhadores. O plebiscito por tudo isto, em seu Congresso Estadual, em maio de 2002, no Hotel Glória, os servidores da seguridade social do Rio de Janeiro aprovaram indicativamente a desfiliação do Sindsprev/RJ da CUT, a ser confirmada em plebiscito, caso a central fosse contrária a greves do serviço público. Aprovou, ainda, a imediata suspensão das contribuições à entidade. Com a eleição de Lula, a central se transformou no braço sindical do governo, apoiando todos os seus projetos, sua política econômica e suas reformas neoliberais. Em assembléia em 25 de agosto de 2003, com mais de 2 mil servidores da seguridade social, é novamente aprovado o indicativo de desfiliação. Em seu 8º Congresso Nacional (8º Concut), a central decide apoiar a reforma da Previdência, exigida pelo FMI, e que prejudicaria os servidores públicos, e todas as demais reformas neoliberais do governo Lula. O então presidente eleito da CUT, Luiz Marinho (hoje ministro do Trabalho), se colocou contra a greve dos servidores e a favor da reforma. Depois, passou a defendê-la parcialmente, ajudando, assim, a aprovar o texto do governo indo contra a categoria. Mais informações com os diretores do Sindsprev/RJ, Clara Fonseca (8882-7973), Janira Rocha (8889-0031) e Isaac 06/04/2006

31 março, 2006

UM GRANDE EXEMPLO DO POVO FRANCÊS

Mais de um milhão de trabalhadores na manifestação de Paris, a que se juntaram todas as principais cidades de França, num total que ultrapassou as 200 manifestações. O povo francês mostrou a sua decisão de defender os direitos conquistados, rejeitando uma lei do primeiro emprego iníqua. Depois de, em votação histórica, ter derrotado nas urnas o Tratado da Constituição Europeia, esta jornada vem dizer-nos que o povo francês começa a reaprender que é pela luta de massas que passa a derrota da política neoliberal. A enorme participação da juventude em todo o processo e a sua disponibilidade em continuar a lutar, constituem um sinal mais de esperança na derrota da política neoliberal e na defesa de que outro mundo é possível. É pela luta que lá vamos.

Todo apoio à chapa 2 dos bancários do Rio

Veja o pedido de apoio à chapa dos bancários do Rio

29 março, 2006

Parabéns MST

Ter, 28 Mar - 18h15 MST ocupa e destrói fazenda no Pará
Agência Estado
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Uma série de protestos violentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) contra a desocupação de dez fazendas na região de Eldorado dos Carajás começou ontem com o incêndio da casa principal, a destruição de tratores e de um laboratório de inseminação de matrizes bovinas dentro na fazenda Peruana. O MST programou o fechamento de estradas, a invasão da sede da superintendência do Incra em Marabá e de outras fazendas se tiver de sair das áreas que hoje ocupa. A região está cercada por 280 homens da Polícia Militar.
O juiz da Vara Agrária de Marabá, Sérgio Lima da Costa, autor das liminares de reintegração de posse, não pretende recuar da decisão tomada, garantindo que a lei será cumprida. A primeira das fazendas desocupadas foi a Rio Vermelho, em Sapucaia. Sem-terra ligados ao MST, em represália, promoveram quebra-quebra e incêndio na Peruana, cerca de 50 quilômetros distante do local do despejo.
Peritos da Polícia Civil começaram ontem a levantar os estragos provocados pelos sem terra. Funcionários da Peruana contaram que foram ameaçados de morte e receberam um aviso de que o MST retornaria à propriedade ainda esta semana para ocupá-la definitivamente. O fazendeiro Benedito Mutran reforçou a segurança, temendo novos atos de vandalismo. "O prejuízo aqui já passa de R$ 3 milhões. Foi uma barbaridade o que fizeram", disse.
Para o secretário de Defesa Social do Pará, Manoel Santino, o que aconteceu na fazenda tem o mesmo perfil da destruição feita a duas semanas em uma fazenda da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul. "Isso obedece a uma orquestração nacional do MST e só ocorre porque os vândalos se sentem protegidos e impunes diante da fraqueza do governo federal." Ele acrescenta que as metas de reforma agrária não foram cumpridas, o que contribui para o quadro de "insegurança no campo".
O líder do MST Alberto da Silva Lima, o Tim Maia, preso na operação na fazenda Rio Vermelho, disse que a chegada da PM à região foi uma surpresa para os sem terra. "Havíamos combinado que as desocupações seriam comunicadas antecipadamente aos movimentos sociais, mas isso não foi cumprido". Sua prisão, segundo ele, teve o objetivo de atingir o MST.

28 março, 2006

Assessor especial de Alckmin pede demissão após denúncia

Da Redação
20:03 27/03, atualizada às 20:08 27/03
O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aceitou nesta segunda-feira o pedido de exoneração de seu Assessor Especial de Comunicação Roger Ferreira. Segundo Ferreira, sua saída não representa uma confissão de culpa das denúncias publicadas no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.
Leia abaixo o texto
O jornal denunciou possíveis irregularidades nas contas de publicidade da Nossa Caixa, e colocou o ex-assessor na posição de intermediário em um esquema que direcionava verbas públicas para veículos de comunicação designados por deputados estaduais.
Em sua carta de demissão, Roger Ferreira fez questão de afirmar que, durante sua atuação dentro da Assessoria, nada fez “que ferisse os ditames da ética e do espírito público”. O ex-assessor justificou sua saída como uma forma de evitar pretextos que poderiam “provocar desgastes injustificáveis à candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República”.
Alckmin agradeceu os serviços prestados por Roger Ferreira e aceitou sensibilizado o pedido de exoneração do ex-assessor. O governador ainda considerou que a decisão de Ferreira foi uma demonstração de "lealdade e alto espírito público".

Assessor especial de Alckmin pede demissão após denúncia

Da Redação
20:03 27/03, atualizada às 20:08 27/03
O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aceitou nesta segunda-feira o pedido de exoneração de seu Assessor Especial de Comunicação Roger Ferreira. Segundo Ferreira, sua saída não representa uma confissão de culpa das denúncias publicadas no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.
Leia abaixo o texto
O jornal denunciou possíveis irregularidades nas contas de publicidade da Nossa Caixa, e colocou o ex-assessor na posição de intermediário em um esquema que direcionava verbas públicas para veículos de comunicação designados por deputados estaduais.
Em sua carta de demissão, Roger Ferreira fez questão de afirmar que, durante sua atuação dentro da Assessoria, nada fez “que ferisse os ditames da ética e do espírito público”. O ex-assessor justificou sua saída como uma forma de evitar pretextos que poderiam “provocar desgastes injustificáveis à candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República”.
Alckmin agradeceu os serviços prestados por Roger Ferreira e aceitou sensibilizado o pedido de exoneração do ex-assessor. O governador ainda considerou que a decisão de Ferreira foi uma demonstração de "lealdade e alto espírito público".

Assessor especial de Alckmin pede demissão após denúncia

Da Redação
20:03 27/03, atualizada às 20:08 27/03
O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aceitou nesta segunda-feira o pedido de exoneração de seu Assessor Especial de Comunicação Roger Ferreira. Segundo Ferreira, sua saída não representa uma confissão de culpa das denúncias publicadas no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.
Leia abaixo o texto
O jornal denunciou possíveis irregularidades nas contas de publicidade da Nossa Caixa, e colocou o ex-assessor na posição de intermediário em um esquema que direcionava verbas públicas para veículos de comunicação designados por deputados estaduais.
Em sua carta de demissão, Roger Ferreira fez questão de afirmar que, durante sua atuação dentro da Assessoria, nada fez “que ferisse os ditames da ética e do espírito público”. O ex-assessor justificou sua saída como uma forma de evitar pretextos que poderiam “provocar desgastes injustificáveis à candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República”.
Alckmin agradeceu os serviços prestados por Roger Ferreira e aceitou sensibilizado o pedido de exoneração do ex-assessor. O governador ainda considerou que a decisão de Ferreira foi uma demonstração de "lealdade e alto espírito público".

27 março, 2006

Presidente da Caixa afirma que repassou extrato de caseiro a Palocci

15:29 27/03, atualizada às 23:29 27/03
Tiago Pariz, repórter Último Segundo em Brasília
BRASÍLIA – O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, afirmou em depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira que entregou o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Mattoso deixou a sede da PF, em Brasília, indiciado e responderá a processo por violação de sigilo funcional.
Palocci pede demissão; Guido Mantega é o novo ministro da Fazenda
Em carta à Lula, Palocci nega ter quebrado sigilo de caseiro
Mattoso nega ter sido o responsável pelo vazamento do sigilo de caseiro e pede demissão
Lula nomeia funcionária de carreira para presidência da CEF
Consultor Ricardo Schumann revelou ação de Mattoso
Leia abaixo o texto
O presidente da Caixa afirmou que foi alertado pela equipe técnica do banco sobre a movimentação atípica de Santos Costa e em posse do extrato telefonou ao ministro da Fazenda. Mattoso repassou o documento em uma conversa na residência do ministro. O presidente da Caixa recebeu o extrato do consultor de recursos humanos da presidência do banco, Ricardo Schumann.
De acordo com Mattoso, o pedido para acessar o sigilo do caseiro partiu dele próprio. Segundo o depoimento, no dia 16 (o mesmo dia em que Francenildo depôs na CPI dos Bingos), o presidente da Caixa jantou com Schumann, recebeu o dado e encontrou-se com Palocci depois.
O governo calculava que a saída dele e a demissão de subordinados da CEF deveriam reduzir pressões pela exoneração do ministro Antonio Palocci, alvo de denúncias do caseiro. A nova presidente da Caixa é a superintendente do Departamento Nacional de Negociações Estratégicas e Empresariais, Maria Fernanda Ramos Coelho, funcionária de carreira com 22 anos de instituição. A exoneração de Mattoso e a nomeação de Maria Fernanda estarão no Diário Oficial de amanhã.
A polícia já identificou todos os funcionários com cargo de chefia que participaram da quebra de sigilo. No domingo, a PF ouviu três funcionários. O gerente Jeter Ribeiro Souza, a superintendente Suely Aparecida Mascarenhas e a diretora de logística Diva de Souza Dias.
Jeter admitiu ao delegado Rodrigo Carneiro Gomes, responsável pelo inquérito, que consultou o dado bancário do caseiro, imprimiu e o entregou para Suely. A superintendente, por sua vez, disse que repassou o dado ao consultor da presidência.
A diretora de logística da Caixa foi ouvida por estar dentro da cadeia hierárquica da instituição, mas a PF descarta qualquer envolvimento dela no caso. A PF também descarta envolvimento do vice-presidente da Caixa, Carlos Alberto Cotta.

O telhado de vidro de alckmin

Nossa Caixa beneficiou aliados de Alckmin

Caseiro X Ministro

CEF x Extrato

25 março, 2006

Eleições Cassi: Todo apoio à Chapa 5 - Saude para Cassi

Chapa 5 - Saude para Cassi

De Plinio de Arruda Sampaio a Eduardo Suplicy

Essa carta resposta a Eduardo Suplicy merece e presisa ser muito divulgada, pela lucidez com que o advogado e presidente da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária) Plinio de Arruda Sampaio defende lindamente a ação das mulheres da Via Campesina no caso da destruição de mudas eucalípto em laboratório de pesquisas da criminosa Aracruz no Rio Grande do Sul. Dediquem um pouquinho de seu tempo nessa leitura. É imprescindível.

Eis a íntegra da carta: "Meu caro Eduardo Suplicy: Temos uma longa amizade e um longo companheirismo político. Não me esqueço -e aproveito para agradecer publicamente- do corajoso apoio que você deu a minha candidatura a presidente do PT, numa hora em que isso iria lhe custar -como está custando agora- dificuldades com a oligarquia dirigente do partido. Por isso mesmo, sei que você receberá estas palavras como uma contribuição sincera de um velho companheiro. Levanto duas objeções à carta aberta que você enviou ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), publicada neste mesmo espaço na última sexta-feira, a propósito da destruição de mudas de espécies florestais em um centro de pesquisas da Aracruz, no Rio Grande do Sul. A primeira é a invocação das ações de Gandhi e Martin Luther King Jr. como exemplos de ações não violentas que o MST deveria seguir. No entanto, a ação das mulheres do MST, na Aracruz, se enquadra perfeitamente na tradição das lutas desses dois mártires dos oprimidos. O que elas praticaram foi um ato de desobediência civil -uma ação que desafia a lei, a medida ou a omissão injustas sem incitar agressão a pessoas. Em seus respectivos contextos, os atos de desobediência civil comandados por esses dois grandes líderes foram considerados inaceitáveis e escandalizaram as pessoas sérias, honestas, cumpridoras das leis. Ora, o objetivo das ações de desobediência civil é precisamente este: desassossegar consciências tranqüilas, como um meio de fazê-las ver a responsabilidade que têm na manutenção de situações inaceitáveis, porém admitidas como normais e corretas. Trata-se de um gesto extremo para despertar sociedades anestesiadas, incapazes de ouvir os clamores do povo. Vejamos, por exemplo, em que deu a marcha pacífica que os sem-terra realizaram em Brasília, no ano passado, a fim de pedir, de forma respeitosa e ordeira, a reforma agrária. Que resposta obtiveram do governo? Que solidariedade receberam da sociedade? Que noticiário deram os jornais? A não-violência de Gandhi e Luther King não diz respeito às coisas, mas, sim, às pessoas humanas. Repare bem no próprio texto transcrito na sua carta aberta: Luther King diz que o protesto "não pode degenerar em violência física". Não há menção a causar prejuízos ao capital. Por acaso, o boicote do sal e do tecido inglês na Índia, o dos ônibus segregacionista no Sul dos Estados Unidos e tantos outros movimentos de desobediência civil em todo o mundo deixaram de causar enormes prejuízos materiais aos capitalistas? Violência física não houve no ato das mulheres. Houve a destruição de mudas destinadas a implantar a monocultura florestal no Rio Grande do Sul. Sem falar nos danos que esse tipo de agricultura causa ao meio ambiente, é preciso que todos saibam que se trata de uma forma de agricultura extremamente nociva à pequena agricultura. Poucos sabiam disso. Agora, com a cobertura que a imprensa deu ao episódio, todos ficaram sabendo. Nisso consiste a desobediência civil. É selvagem porque a realidade é selvagem. Minha segunda objeção a sua carta aberta se refere à falta de uma outra carta aberta: aquela que teria de ser enviada à Aracruz, reclamando da destruição da aldeia indígena dos guaranis no Estado do Espírito Santo e falando sobre a ameaça que representa atualmente a monocultura da celulose para os pequenos agricultores. Essa forma de violência, sim, se volta contra a existência física das pessoas, na medida em que destrói o ambiente em que essas pequenas unidades familiares podem sobreviver. No entanto, isso se faz daquela forma disfarçada, asséptica, que o capitalismo usa para dar uma aparência de racionalidade à destruição dos grupos humanos que perturbam o "progresso" -o outro nome da sua fome insaciável de lucro e de acumulação de capital. Prezado Eduardo, o MST vive uma hora dificílima, porque o governo depositário de suas esperanças não tem coragem de realizar a reforma agrária nem de enfrentar as forças políticas que tentam criminalizá-lo, como estamos vendo com a CPI da Terra. Sei o quanto você já fez pelo movimento e sei também o apreço e o respeito que os sem-terra têm por você. Seu artigo, contudo, embora obviamente contra sua vontade, fornece munição aos adversários. Peço que o reconsidere e que venha somar conosco na defesa incondicional dos legítimos interesses dos trabalhadores rurais sem terra. Por que não enviar uma carta aberta ao governo, a fim de exigir a publicação dos índices atualizados de produtividade da terra? Isso permitiria acelerar a reforma. Caso a reforma fosse acelerada -você o sabe tão bem quanto eu-, as pacíficas e extraordinárias mulheres do MST não seriam compelidas -como estão sendo- a realizar gestos extremos a fim de chamar a atenção da sociedade para o drama que vivem há muito tempo.

Justiça anula punição a bancário da CEF

CEF: TRT confirma anulação de punição a bancário

22 março, 2006

A CASSI E O PESO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Estamos velhos. Com a idade, mazelas corriqueiras nos sobressaltam. Nada sério, na maioria das vezes... É o tempo cobrando seu dízimo. Alguns de nós padecemos de males graves, frutos do deterioramento do sistema, dos órgãos. Mas, fomos jovens! E foi na juventude quando ingressamos no BB de antigamente. O Banco precisava de nós. O Banco queria expandir suas agências para o sertão. Era um Banco do povo, pioneiro e eu bem me lembro da inauguração da agência de número 1.000 e do slogan "O Brasil tem mil Bancos do Brasil"! Foi em Barra dos Bugres! Muito antes da minha época, o Banco foi chamado a interiorizar-se para promover o desenvolvimento do país, financiar a safra, atender ao pequeno e médio produtor e lá fomos nós, os colegas que deixavam suas cidades de origem para "fazer carreira no mato". Para tanto, tínhamos a segurança da CASSI. O Banco não nos deixava a míngua. Agências do interior... Sem luz elétrica, somadora FACIT à manivela, fichas gráficas, tudo feito a mão! Ter letra bonita era qualidade valorizada. E jovens e fortes, fomos criando família e trazíamos pequenas despesas para a CASSI: pré-natal, parto, assistência aos nossos pequerruchos. Com o crescimento da carreira e a solidariedade do plano, o que pagávamos sem nada usar cobria a despesa daquele colega cujo infortúnio à sua porta bateu. Éramos felizes e poucos de nós tínhamos a sensibilidade para disso se dar conta. Depois veio a tempestade... Na forma de um movimento sindical parasitário e ávido por boquinhas e cabides de emprego. Negociaram na surdina um Estatuto para a CASSI que desobrigava o BB de tudo o que lhe era afeto. A desculpa? Ora, "iríamos participar da gestão", "a saúde seria gerida pelos trabalhadores"... Deu no que deu.. O patrocinador, BB, assumiu as rédeas dessa nova Cassi, fez de nossos gestores eleitos figurinhas decorativas e foi cassando uma a uma as conquistas que custaram a dedicação de tantos colegas do passado. Agora estamos velhos... No Grande Sertão Veredas e alhures, o atendimento da Cassi passa longe... Estamos a mercê de um 0800 impessoal e tele marketing que lá está pra nos dizer, quase sempre,"que esse procedimento não é previsto", "necessita de senha prévia". "o senhor vai estar recebendo uma autorização.." E a gente olha para um lado e para o outro, procura uma cadeira para descansar os ossos osteoporóticos e fica bem quietinho, pois se a gente se zangar corre o risco de nem ser atendido por desacato a "autoridade" Hoje é minha neta que está fazendo pré-natal... Morre de medo de não poder contar com seu médico de confiança quando a hora chegar porque isso não é mais assegurado. Hoje sou eu quem procura o cardiologista e ouço a secretária dizer que só tem vaga para daqui a dois meses... Sossega coração, dois meses passam rápido... Agüenta ai ... O pior é que essa artrite me dói tanto que quase não posso ficar em pé, dizem que não é nada disso, "e o ciático", mas o neurologista só tem vaga para... Sei! Daqui a dois meses...Tem importância não.. A gente agüenta. Isa Musa de Noronha

Oposição suspeita de diretora da Caixa por vazamento de sigilo de caseiro

16:00 21/03, atualizada às 20:58 21/03
Tiago Pariz, repórter Último Segundo em Brasília
BRASÍLIA – A oposição passou a acusar uma diretora da Caixa Econômica Federal pela divulgação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O PFL quer convocá-la para depor na CPi dos Bingos.
Leia mais:
PF abre inquérito para apurar quebra de sigilo ilegal de caseiro
Procuradoria Geral da República investigará quebra de sigilo de caseiro
CEF diz que precisa do extrato original para apurar violação
Ministro diz que nem Planalto nem PF quebraram sigilo
Leia abaixo o texto
A Caixa abriu inquérito na segunda-feira para apurar o vazamento da informação. Três senadores da CPI, Flávio Arns (PT-PR), Wellington Dias (PMDB-MG) e Álvaro Dias (PSDB-PR) reuniram-se com o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, para pedir agilidade nas apurações.

“São cerca de 200 milhões de operações diárias e centenas de sistemas corporativos empresariais, A dificuldade de conseguir o resultado é muito grande”, afirmou o presidente da Caixa, acrecentando ser necessário o extrato original de Santos Costa e que já pediu à CPI que colabore com o que for possível. A informação pode demorar até 15 dias, segundo Mattoso, que pediu colaboração da CPI para ter acesso ao original do extrato de Francenildo.

A suspeita de que o vazamento tenha sido feito por uma diretora da Caixa foi confirmada pelo senador Álvaro Dias.

Santos Costa foi caseiro da residência alugada por assessores e ex-funcionários da prefeitura de Ribeirão Preto, na época em que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, administrava a cidade do interior paulista. O ministro rechaçou as acusações feitas pelo caseiro de que o viu na residência. A “república de Ribeirão”, como era conhecida a casa, era usada como escritório de lobby e de confraternização e entretenimento adulto.

Mas o PT responde à ameaça do PFL com a possibilidade de voltar ao Supremo Tribunal Federal caso a CPI dos Bingos insista em atuar fora do foco das investigações. "A CPI não pode se tornar um órgão de investigação em nome da disputa política. É por isso que ela constitucionalmente deve ter um fato determinado. Uma CPI não pode extrapolar o fato determina", afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Drible no governo

O caseiro entregou nesta terça-feira à CPI dos Bingos autorização para que sejam quebrados os sigilos fiscal, bancário e telefônico. O presidente da Comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB), afirmou que encaminhará o pedido já amanhã. E o clima no plenário do Senado voltou a esquentar com a disputa entre governistas e oposicionistas.

“O Francenildo quer deixar claro que está falando a verdade. Ele não teme e não treme. Estamos abrindo o sigilo que já foi aberto”, afirmou o advogado do caseiro, Wlício Chaveiro Nascimento, ao entregar a autorização a Efraim.

A disputa política em torno do caseiro voltou a ficar quente no plenário do Senado. A líder do PT, senadora Idelli Salvatti (SC), propôs que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), repassasse as fitas de segurança para saber com quem Santos Costa reuniu-se antes de dar a entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo".

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) reagiu imediatamente dizendo que esteve com o caseiro em seu gabinete e que fez os contatos com a imprensa para arranjar a entrevista. O palamentar tucano afirmou que se reuniu com Santos Costa depois de o depoimento de Francisco Chagas Costa na CPI dos Bingos que também afirmou ter visto Palocci na residência.

O clima ferveu no plenário e coube ao líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP) desautorizar Idelli e afirmar que entendia desnecessário a proposta de requisitar as fitas de segurança. A temperatura baixou, mas não o suficiente para enterrar as discussões.

Desde que surgiram as acusações, o ministro da Fazenda tem adotado uma postura frugal evitando exposição à imprensa, mas a vida política de Palocci complicou-se e a disputa acirrou-se depois de o PT conseguir liminar no Supremo Tribunal Federal para impedir o testemunho de Santos Costa na CPI dos Bingos.

A autorização repassada pelo caseiro à CPI ainda tem de ser votada pelos integrantes da Comissão. Mas não devem surgir dificuldades pela aprovação. “Amanhã mesmo já darei encaminhamento a esse tema. E tenho certeza de que ninguém vai contestar já que a iniciativa é dele mesmo”, afirmou o senador Efraim Morais.

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) pretende propor que Palocci seja enquadrado por crime de responsabilidade no caso da suposta quebra de sigilo ilegal do caseiro da “república de Ribeirão”.

18 março, 2006

Chapa 2 no Rio de Janeiro para derrotar a diretoria pelega do sindicato

Oposição Bancária do Rio lança chapa de lutaCom apoio e representatividade na categoria, objetivo é resgatar o sindicato do peleguismo da CUT
André Freiredo Rio de Janeiro (RJ)


Outros textos deste(a) autor(a)• Entre os dias 3 e 7 de abril acontecerão as eleições para o Sindicato dos Bancários da cidade do Rio de Janeiro, uma das principais entidades da categoria em nível nacional.A Chapa 2, da Oposição Bancária, foi lançada em 21 de fevereiro e sua construção é uma vitória para os bancários, pois significará uma alternativa forte e combativa ao governo neoliberal de Lula e ao sindicalismo chapa branca do PT, PCdoB e da CUT.Esta chapa representa a unificação de diversos setores que resistem ao atrelamento do movimento sindical brasileiro ao governo federal e aos partidos da sua base de sustentação.Compõem a chapa bancários militantes do PSTU, PCB (que acaba de anunciar seu rompimento com a CUT), P-SOL, MRB (grupo sindical regional), Reage Socialista, MTL, União Comunista e, principalmente, bancários independentes que se destacaram na organização das greves protagonizadas pela categoria nos três anos de governo Lula.A companheira Eliana Oliveira, funcionária do Itaú há 20 anos, diretora da Federação dos Bancários do RJ / ES e que rompeu com a Articulação Sindical por discordar do governismo e do “corpo mole” frente aos banqueiros, será a candidata a presidente pela Chapa 2.No programa da chapa, consta o compromisso de abrir o debate democrático na categoria sobre a desfiliação do sindicato da CUT e a posterior filiação à Conlutas ou a outra organização que seja alternativa à falência dessa central. Durante a campanha eleitoral, a chapa deixará clara sua proposta de que o sindicato se desfilie da CUT.Outro ponto fundamental no programa é a denúncia da falsa polarização entre a Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC). A chapa vai debater a proposta de construção de uma entidade intersindical nacional dos bancários, que represente uma alternativa de direção para as futuras lutas dos bancários, sobretudo nas campanhas salariais.Ainda antes da inscrição da Chapa 2, foram lançados dois manifestos de apoio à Oposição Bancária. O primeiro obteve mil assinaturas de bancários do Banco do Brasil, e o segundo, 500 assinaturas de funcionários da Caixa Econômica Federal.Outra vitória muito importante foi a inscrição de 29 candidatos de bancos privados, mesmo com a ameaça de demissões e a parceria entre os banqueiros e a atual maioria da diretoria do sindicato.Afirma o companheiro Cyro Garcia, militante do PSTU e candidato a vice-presidente de bancos públicos pela Chapa 2: “Chamamos todo o movimento sindical, popular e estudantil que se coloca na oposição de esquerda ao governo Lula e ainda se mantém fiel aos interesses dos trabalhadores a apoiar ativamente a Chapa 2. A vitória política dessa chapa representará mais um importante passo no fortalecimento de uma alternativa de direção para a classe trabalhadora e a juventude brasileira”.

Educação em greve no Rio Grande do Sul

Greve da Educação do Rio Grande do Sul ganha força

Greve unificada na PUC para enfrentar a intransigência da reitoria e do governo

Assembléia unificada aprova greve na PUC

Jovens trabalhadores franceses lutam bravamente contra o governo

Protesto com 120 mil jovens incendeia a França

Mais um crime do governo israelense contra os palestinos

De olho nas eleições, Israel seqüestra dirigente palestino

14 março, 2006

Leia a carta dos sindicatos de Alagoas, rompendo com a CUT. CARTA DE DESFILIAÇÃO DA CUT/AL ABERTA A TODOS OS ALAGOANOS

Desfiliação foi feita no dia 31 de janeiro
``“...tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá...” (Renato Russo) Há mais de vinte anos, os trabalhadores brasileiros davam um importante passo na construção de um projeto político independente da burguesia e dos patrões, já representados politicamente no regime bipartidarista. Nas lutas e nas heróicas greves do ABC paulista surgiu o PT como legítimo representante destas lutas e dos trabalhadores. No encalço deste processo surge um novo modelo sindical, rompendo os grilhões do sindicalismo amarelo getulista, sindicalismo pelêgo e estatal, totalmente atrelado ao governo. A CUT, cuja formação e consolidação se deu graças aos esforços de heróicos lutadores, dentre os quais os que estão representados pelos sindicatos subscritores do presente documento, surgiu como alternativa àquele modelo sindical “amarelado”, trazendo o vermelho das lutas de volta ao sindicalismo brasileiro e banindo dos sindicatos as centrais sindicais pelegas e atreladas ao governo. Porém, infelizmente, já que este era o projeto do PT e da CUT, a adaptação à “democracia dos ricos” e seu calendário eleitoral fez com que ambos depusessem as armas com as quais lutavam junto aos trabalhadores. O PT, ainda para garantir sua vitória nas eleições presidenciais, sinalizou para os patrões e para a burguesia nacional e internacional que Lula, por ser de origem operária e contar com o apoio da então iludida maioria da classe trabalhadora brasileira teria condições de terminar de aplicar à risca o projeto neoliberal iniciado no governo FHC. Da mesma forma que Lula foi guindado pela burguesia nacional e internacional para valer-se de sua credibilidade perante a maioria da classe trabalhadora brasileira e terminar de aplicar os planos neoliberais impostos pelo FMI, a CUT, atualmente através de seu presidente de fato, Luis Marinho, foi guindada para impedir que seus sindicatos filiados lutassem contra estes planos. Nossa certeza se baseia no fato de a CUT jamais ter-se colocado como obstáculo contra a Reforma da Previdência e os ataques do Governo Lula, bem como, por outro lado, jamais ter-se colocado ao lado dos trabalhadores na luta contra esses ataques. Enquanto o funcionalismos público federal amarga mais de uma década de arrocho salarial, a CUT se limita em negociar e referendar o mísero salário mínimo pago no País. Enquanto a luta pela terra gera conflitos agrários e cada vez mais mortes no campo, a CUT e seu “presidente” ocupa o prédio do Ministério do Trabalho próximo ao do Ministro latifundiário da Agricultura, Sr. Roberto Rodrigues. Enquanto há fome, desemprego e arrocho salarial no País, a CUT assente e silencia diante do Governo que melhor honrou os compromissos com o FMI na história do Brasil, já tendo amortizado recentemente mais de 15 bilhões de dólares. Por tudo já exposto, os sindicatos subscritores do presente documento vêm, de forma irrevogável, comunicar sua DESFILIAÇÃO desta Central Sindical. A decisão tomada, exaustiva e longamente discutida nas bases de cada sindicato subscritor, o que contou, ao final, com representativas assembléias as quais deliberaram quase que unanimemente pela presente desfiliação, não é motivo de alegria, tampouco de comemoração. Afinal, não é com alegria que “sepultamos” projetos e sonhos. Porém, as armas que foram depostas pela CUT precisam, urgentemente, passar para as mãos daqueles que querem prosseguir lutando e, mais ainda, dos que ainda acreditam na vitória do SOCIALISMO, e será sobre os escombros de uma Central Sindical outrora de luta e, hoje, incorporada ao projeto neoliberal que construiremos a verdadeira alternativa de esquerda e de luta! Saudações Sindicais, SINDJUS – SINTSEP – SINPOFAL – SIND. MUNIC. SÃO MIGUEL DOS CAMPOS`` [ 31/1/2006 17:13:00 ]

12 março, 2006

MST e os eucaliptos

Se há 30 anos alguém atacasse uma fábrica de equipamentos de refrigeração ou de desodorantes aerosol para denunciar o papel do gás CFC como destruidor da camada de ozônio, todos os chamariam de loucos. Lembro-me como era difícil, naquele tempo, alguém entender que o gás do inocente desodorante aerosol e o do ar condicionado eram tão nocivos. Hoje está lá o buracão na atmosfera, ajudando a derreter a calota polar e a aumentar a incidência de câncer de pele. E ainda vemos os americanos resistirem à idéia de que a poluição pela emissão de gases de carbono tem a ver com a maior incidência de furacões, para não terem que investir na limpeza da sua indústria, com aumento dos custos. Não aderem ao Protocolo de Kyoto insistindo na falta de comprovação entre poluição e aquecimento global, nem com a pressão de muitos países que já aderiram. A ação do MST contra algo de podre na agricultura não é a primeira. Da outra vez, atacaram uma fazenda experimental da Monsanto, monopólio mundial de sementes transgênicas, que produzem alimentos cujos efeitos sobre o ser humano ainda não são comprovadamente inócuos, e exigem grande quantidade de agrotóxicos. Agora, contra a desertificação provocada pelo plantio de eucaliptos, que consome enorme quantidade de água do subsolo, eleva a umidade e a temperatura locais, e impede qualquer outra espécie de conviver na sua floresta. Como o Brasil ainda é um feudo do latifúndio e da sua versão "high-tech", o agronegócio, é natural que a mídia tenha feito o espalhafato com a destruição do laboratório no Rio Grande do Sul. Em todas as matérias jornalísticas, abordaram o protesto como ato de vandalismo e a destruição de uma pesquisa que poderia dar muito dinheiro, nunca o objetivo da denúncia. O MST devia ter um departamento de marketing melhor, para explicar o que fazem, afinal, se a gente não corre atrás de ver o que houve, fica a versão da imprensa burguesa como única verdade.
Fernando Branquinho
Fortaleza, 11/03/06

10 março, 2006

Todo apoio aos grevistas do Banco Central

São Paulo dá largada na greve do Banco Central

Intervenção criminosa das forças armadas no Rio de Janeiro

Leia o artigo de Demétrio Magnoli sobre a operação militar no Rio de Janeiro

Descaramento: acordão no Congresso Nacional para absolver corruptos

Pizza no Congresso: mais dois mensaleiros são absolvidos

Rede Globo defende a insana Aracruz e tenta criminalizar a Via Campesina

Todo apoio ao MST e a Via Campesina!

O que os soldados do exército pensam estar defendendo?

A violência oficial, ou seja, a violência do estado, materializada na ação do exército no Rio de Janeiro, ataca os efeitos mas não a causa dos males que a ignorância política desses soldados os impedem de ver. Os verdadeiros bandidos não estão nas favelas mas sim nos palacetes e gabinetes.

09 março, 2006

Vinte armas foram roubadas do exército. Custo diário da operação do exército para tentar recuperá-las daria para comprar mais de mil por dia.

Seis dias sem resultados nos cercos às favelas do Rio, em busca de armas roubadas de um quartel, sexta-feira passada, levaram o Exército a ocupar os principais acessos à cidade por terra, mar e ar. Desde ontem e por tempo indeterminado, tropas estão posicionadas nas rodovias Presidente Dutra, Washington Luís, Rio-Santos, Rio-Teresópolis e na saída da Ponte Rio-Niterói, na pista em direção à Região dos Lagos. Enquanto militares patrulham as estradas, quatro helicópteros sobrevoam esses pontos e uma lancha da Polícia Federal fiscaliza a Baía de Guanabara, em apoio ao Exército.
Por terra, além das estradas, dez comunidades dominadas por facções criminosas continuam cercadas pelas forças militares. Ao todo, são aproximadamente 1.500 homens em busca dos dez fuzis e uma pistola 9mm roubados do Estabelecimento Central de Transporte (ECT), em São Cristóvão, e dos suspeitos de participação no assalto. Na manhã de ontem, duas favelas em Vila Kennedy foram ocupadas por 300 soldados.
À medida que a operação se amplia, a tensão nas comunidades também cresce. Na madrugada de ontem, traficantes voltaram a desafiar o Exército. Em Manguinhos, eles fizeram vários disparos a esmo na tentativa de assustar os soldados que ocupam os acessos à comunidade.
A disputa entre militares e traficantes vem sitiando moradores dessas regiões. Em várias delas, as tropas impõem toque de recolher. No Morro da Providência, além de fecharem a Ladeira do Barroso, principal acesso à favela, às 20 horas, elas impedem a ligação de um gerador, deixando sem luz a parte central da comunidade. No Jacarezinho, na Zona Norte, moradores denunciaram que às 19h já não podem mais circular na rua.
Para quem vive de perto a ocupação, a sensação é de que aos poucos os militares vão tomando a cidade.
- Os soldados não podem impedir a gente de ir e vir - desabafou o dono de um bar, há 52 anos na Providência, sem querer se identificar.
Relações-públicas do Comando Militar do Leste (CLM), o coronel Fernando Lemos afirmou apenas que todos os abusos cometidos pelas tropas serão apurados. Procurada pelo Jornal do Brasil, a governadora Rosinha Matheus indicou o secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa do secretário informou que ele não se pronunciaria porque a operação está sob o comando do Exército.

Se o povo não cobra, os deputados fazem o que querem

Acordão salva mandatos de Luizinho e Brant

Sem pressão popular, acordão PT/PSDB/PFL livra mais dois deputados corruptos confessos

O nome do deputado do PT surgiu nas denúncias do “mensalão” por ter tido um assessor que sacou R$ 20 mil das contas do empresário Marcos Valério de Souza e usado para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2004 na cidade de Santo André, curral eleitoral de Luizinho.

Se a absolvição do deputado Roberto Brant (PFL-MG) era tida como certa, ainda restavam dúvidas sobre Luizinho. Na oposição, alguns defendiam que o deputado tivesse o mandato cassados e os direitos políticos perdidos por oito ano por ter sido líder do governo na Câmara na época em que eram distribuídos os recursos de Marcos Valério para os parlamentares da base aliada.

“É a Pizza do Lulão. Não vejo porque subir a tribuna para fazer a defesa de alguém que já está absolvido. Claro porque o Brant foi agora é a vez de um petista”, afirmou o deputado João Fontes (PDT-SE) ao subir à tribuna para defender a cassação de Luizinho.

Nas câmeras e fora delas, oposição e governo negavam que havia sido firmado um acordo para salvar o mandato dos correligionários, mas tanto Luizinho quanto Brant foram absolvidos com ajuda de PT, PSDB, PMDB, PP, PTB. A votação foi secreta. Sobrou o instinto da auto-preservação em ano eleitoral.

Até agora, somente os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB), autor das denúncias do "mensalão", e José Dirceu (PT), acusado por Jefferson de comandar o esquema, foram cassados. Sandro Mabel (PL-GO), Romeu Queiroz (PTB-MG) foram absolvidos.
Defesa
"Tenho confiança que os processos serão analisados individualmente. Não há função pública que me honre mais. Por mais contundente que possa ter sido, o nosso embate não afetou a nossa relação", afirmou o ex-líder do governo na Câmara. "A pena a mim já está dada. Nunca menti, nunca faltei com a verdade. Não dei autorização a ninguém. Confio no Parlamento", disse Professor Luizinho, encerrando o discurso de 19 minutos na tribuna da Câmara.
Luizinho discursou após a Câmara absolver o deputado Roberto Brant (PFL-MG), que recebeu R$ 104 mil de "caixa 2" da Usiminas, via SMPB, agência de publicidade de Marcos Valério de Souza, acusado de ser um dos operadores do "mensalão".

07 março, 2006

Forma-se a Chapa da Oposição Bancária no Rio de Janeiro

No dia 3 de março passado (2006) foi inscrita a Chapa Independente da Oposição Bancária para as eleições do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. A chapa é uma aliança formada por bancários do P-SOL (Partido Socialismo e Liberdade), PCB (Partido Comunista Brasileiro), MRB (Movimento de Reconstrução Bancária), FES (Frente de Esquerda Socialista), PSTU e independentes. As eleições devem se realizar entre os dias 4 e 7 de abril próximo. A Oposição vai enfrentar a atual diretoria petista (composta majoritariamente pela Articulação Sindical, grupo Lulista dentro do PT) e que conta com o apoio do governo federal, do CSC (Corrente Sindical Classista, do PCdoB) e da direção burocrática da CUT. A vitória dos bancários cariocas contra os pelegos pode significar o início da reconstrução do movimento sindical bancário em nível nacional.

É possível que o amplo leque de forças que formam a Chapa de Oposição derrotem os pelegos da chapa da situação. As divergências em relação à discussão sobre o rompimento com a CUT e construção de uma nova central sindical não foram empecilho para a construção da aliança, sendo que, em caso de vitória nas eleições, existe o compromisso de levar esse debate para a base da categoria.

Apóie a Oposição Bancária!!!

Vamos derrotar os pelegos agentes dos banqueiros!!!

01 março, 2006

23 fevereiro, 2006

É um momento crucial da campanha pela liberdade e não extradição do lutador pela paz Olivério Medina

Não podemos vacilar nesta fase de nossa luta!No dia 17 de fevereiro de 2006, o CONARE (Conselho Nacional de Refugiados) se reuniu para julgar o pedido de concessão do status de refugiado para o Padre Olivério Medina. No entanto, não decidiram nada neste dia deixando o resultado para a próxima reunião ainda não definida a data.

Caso o parecer seja favorável para o padre Olivério ele não correrá mais o risco de ser extraditado para a Colômbia ou para os Estados Unidos, evitando assim que um lutador pela paz na América Latina seja torturado e morto.

Para reforçar a nossa luta e ratificar o nosso apoio, clamamos a todos os companheiros e companheiras que acreditam na luta pela paz com justiça social que manifestem seu apoio enviando e-mails para os integrantes do CONARE exigindo a concessão do status de refugiado ao Padre Olivério Medina, militante da União Patriótica e um exemplo da luta pela paz e justiça, com urgência.

21 fevereiro, 2006

EFEITO PALOCCI NO BB?

A Super III, responsável pela rede de agências no interior, foi transferida do complexo Paulista para Ribeirão Preto, afetando a vida de 70 colegas. No entanto, a cidade mais importante da região é Campinas. O município mais central é Bauru. Tudo indica que a escolha que a escolha de Ribeirão se deve ao Palocci, que desrespeita o banco e os funcionários para atender seus objetivos politiqueiros.

CASSI TEM CHAPA DE LUTA!

Estão inscritas três chapas. Uma das discussões centrais é sobre a situação financeira da CASSI. O BB quer aumentar a contribuição dos funcionários para 4,5% e implantar a co-participação nos exames laboratoriais. Aposta na eleição de uma das chapas da atual gestão. A única chapa de OPOSIÇÃO defende que o banco cumpra integral e retroativamente sua contribuição de 4,5% bem como pague as despesas com o tratamento de doenças profissionais. De São Paulo são candidatas as colegas Sara (Ag. Shopping Paulista) para o Conselho Deliberativo, e a Belela (Gerel Verbo Divino) para o Conselho Fiscal. As eleições serão em abril.

BOTE A BOCA NO TROMBONE! BRADESCO ITAQUERA: GERENTE BABÃO BOTA TERROR NA AGÊNCIA!

Anotem bem o nome da figura: Paulo Sérgio, novo gerente do Bradesco Itaquera. Vejam só o que ele aprontou: demitiu colegas com estabilidade pré-aposentadoria e lesionados. No dia do aniversário do superintendente, para puxar o saco, comprou um presentinho para o chefe, tirou onda, mas depois foi cobrar dos funcionários o pagamento do presente! É mole!!?? Se o sindicato não faz, a oposição manda bala! Paulo, fique esperto. Se não parar com o terror na agência, nós vamos tomar outras providências! Estamos de olho em você!

BANESPA: O "MELHOR" BANCO DO MUNDO DESCUMPRE LEIS TRABALHISTAS!

Após demitir mil funcionários em dezembro, o Grupo espanhol está pressionando os bancários para concluir a fusão tecnológica entre Banespa e Santander. As férias foram suspensas e o trabalho é de domingo a domingo, sem consulta ao sindicato. O curioso é que o banco não paga horas extras para os gerentes e os consultores - bancários sem direitos de bancários - não recebem adicional por hora extra. Esse dinheiro confiscado dos trabalhadores engorda a remessa de lucros para Madri. Muy amigo, no? Lula deveria cumprir sua obrigação legal e fiscalizar essas irregularidades ao invés de bajular o dono do banco, Don Emilio Botin, toda vez que ele vem ao Brasil.

CEF ROMPE ACORDO E SINDICALISTAS APÓIAM MATOSO

Em outubro passado, a CEF assinou um acordo coletivo que previa a criação de 7.250 vagas de caixa efetivo para incorporar todos os que são caixas flutuantes e ainda sobrariam vagas para novos caixas. Jorge Matoso, presidente da Caixa, descumpriu o acordo e cortou caixas nas agências. A FENAE governista se limita a "negociações permanentes" e ainda soltou uma nota de apoio ao Sr. Matoso, cuja administração está envolvida em uma série de irregularidades, entre as quais a renovação do contrato com a Gtech (CPI dos Bingos). No Rio de Janeiro, 80 delegados sindicais iniciaram um movimento independente do sindicato e estão chamando um encontro nacional para março. É hora de dar um basta nos desmandos do Matoso!

Oposição vai tirar delegados ao CONAT em Sampa

No dia 22 de março, quarta-feira à noite, a Oposição Bancária vai se reunir para eleger seus delegados ao CONAT. Precisamos de uma assembléia representativa dos bancários de São Paulo. Esperamos que o mesmo aconteça pelo país afora. Todos os bancários e terceirizados que trabalham em bancos podem participar. Converse com seus colegas e organize o seu local de trabalho! O local será divulgado no próximo jornal.

Chega de CUT e Força Sindical!

É hora de construir uma alternativa de luta para os trabalhadores! Frente às traições da CUT e da Força Sindical, está a todo vapor a preparação do Congresso Nacional dos Trabalhadores, o CONAT. Impulsionado pela CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas), o CONAT vai discutir a fundação de uma entidade de luta nos dias 5, 6 e 7 de maio na cidade de Sumaré (interior de São Paulo).

CONLUTAS NA BRIGA PELA CORREÇÃO INTEGRAL DA TABELA DO IR!

A correção da tabela do Imposto de Renda é um direito de todos os brasileiros e não uma concessão do governo. Segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais da União (UNAFISCO) a correção devida é de 57%. A CUT e a Força Sindical traíram a luta pela correção integral da tabela e aceitaram as migalas de 8%. A CONLUTAS luta pela correção integral e participa ativamente dos atos em todo o país. Em São Paulo foi realizado um ato na Câmara Municipal no último 11 de fevereiro.

NOSSA CAIXA: FORA MONTEIRO E CIA!

Funcionários comemoram a demissão do Chico Picadinho (Luiz Francisco Monteiro de Barros Neto - diretor indicado pelo Alckmin para ser diretor da Nossa Caixa é funcionário de carreira da CEF), diretor que fazia do assédio moral método gerencial. Ele está citado na CPI dos Bingos por irregularidades dos contratos da Gtech com a CEF no governo FHC. Na Nossa Caixa, ele não está sozinho nas arbitrariedades contra os funcionários e nas irregularidades que a imprensa noticiou sobre os contratos publicitários. Na verdade, o primeiro que deveria ser afastado é o Carlos Eduardo para que a Nossa Caixa mude de postura com os funcionários. Chega de assédio moral e ameaças! Queremos que todas as denúncias sejam apuradas e cadeia para os responsáveis. O Sindicato ainda não chamou uma assembléia para defender os bancários, lutar contra a corrupção e reverter as demissões na Nossa Caixa. Enquanto Monteiro for presidente e Alckmin governador do estado, corremos risco: eles querem privatizar o último banco público de São Paulo. As irregularidades que a imprensa noticiou: Contrato de pai para filho com a ASBACE no valor de R$ 150 milhões para a terceirização do auto-atendimento e serviços de digitação... Pagamento sem comprovação às agências de publicidade Colucci & Associados Propaganda Ltda e Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda para favorecer deputados da base aliada de Alckmin...

Banqueiros, eu quero a minha parte! Sindicato, é hora de lutar! PLR: DOIS SALÁRIOS SEM DESCONTO!

Vem mais aí uma temporada de resultados recordes dos bancos. O Bradesco deverá superar o Itaú pela primeira vez em quatro anos. O maior banco privado do país elevará seu resultado anual de R$ 3,02 bilhões para inacreditáveis R$ 5,5 bilhões, alta de 83% em relação de 2004. Logo atrás, o Itaú elevará seu resultado para R$ 5,2 bi, alta de 36%. O lucro previsto para o BB também é recorde: R$ 4,8 bilhões. A nossa situação salarial e a lucratividade absurda dos banqueiros levam à seguinte conclusão: mais que antecipar a segunda parcela da PLR, os bancos podem dar um valor superior ao acordo fechado com o sindicato no ano passado. Se em setembro o acordo salarial já era pouco, hoje ele é troco! Tá errado só pedir a antecipação da segunda parcela conforme acordo. Temos que exigir dois salários para todos sem o desconto da primeira parcela da PLR. Também está errado poupar o governo Lula, principal responsável pelo lucro obsceno dos bancos, e nada falar sobre a PLR na CEF e no BB. Chega de governismo! Também está errado só entregar uma cartinha para cada banco. É preciso colocar o bloco na rua com outdoors, cartazes, atos nas principais concentrações, exigindo aumento da PLR já! Quadro comparativo: Com o lucro do Bradesco, Cypriano compraria 250 mil carros populares.... Com a PLR do sindicato e dos banqueiros o bancário compra as 4 rodas e dois volantes de um carro popular... (R$ 1.000 - segunda parcela para a faixa salarial de R$ 1.500) A Oposição pergunta: isso é PLR? Isso é justiça? Propostas da Oposição: 1. Antecipar o pagamento já! 2. Dois salários de PLR já para todos sem o desconto da primeira parcela! 3. Campanha de denúncia dos lucros dos bancos e que o sindicato chame assembléia para mobilizar a categoria!

No Pará empresa é condenada a pagar a maior indenização da história por manter trabalhadores em situação de trabalho escravo

Trabalho escravo: Clique ao lado e veja a matéria

18 fevereiro, 2006

Maldito Banespa

Banespa dá treino no domingo e não quer pagar hora-extra - CNB

Solidariedade ao revolucionário padre Olivério Medina, o governo Lula decretará sua pena de morte se extraditá-lo

Textos de apoio a Olivério Medina

Mais um crime internacional do governo norte americano

Alerta! Alerta! Alerta! Tropas norte-americanas desembarcam no solo dominicano

Lucro do Unibanco cresce 43%

- Valor Econômico
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O notável aumento das operações de crédito especialmente para pessoas físicas foi o principal motor do lucro líquido de R$ 1,838 bilhão do Unibanco em 2005. O resultado é nada menos que 43,26% superior ao de 2004. O retorno obtido sobre o patrimônio líquido médio ficou em 21,1%, antecipando em um ano a promessa feita em 2004 de dar ao acionista um retorno acima de 20%. No quarto trimestre de 2005, o retorno anualizado do Unibanco já atingira os 24,2%, ficando acima dos 20% pelo quinto trimestre consecutivo. Mas é a primeira vez que a rentabilidade do período de um ano fechado supera o patamar prometido. A carteira de crédito do Unibanco cresceu 25,4% para R$ 39,875 bilhões, em linha com o mercado, ampliando sua fatia dentro dos ativos totais do banco, que aumentaram 15,73% para R$ 91,831 bilhões. Com isso, as receitas de crédito aumentaram 26,66% para R$ 9,629 bilhões, crescendo mais do que os ganhos com títulos e serviços. As operações de crédito, informou o vice-presidente Geraldo Travaglia, foram responsáveis por 42% do lucro líquido de 2005 em comparação com 38% em 2004. Já a tesouraria perdeu espaço e recuou de 9% para 6% do lucro. E o ganho com tarifas ficou com uma contribuição estável de 25% do lucro líquido. Travaglia notou que o vigoroso crescimento do crédito exigiu um reforço das provisões. As despesas com provisões cresceram 45,9% para R$ 1,904 bilhão elevando o saldo para R$ 2,1 bilhões, o equivalente a 5,3% da carteira. Desse total, R$ 441 milhões excedem as exigências do Banco Central (BC). Ainda assim, a margem financeira aumentou 29,2% para R$ 8,397 bilhões por causa da ênfase nas operações de maior spread de um lado e no esforço de captação de recursos mais baratos, por meio do produto Superpoupe. A participação do crédito de varejo no saldo total da carteira chegou a 56% no final do ano, em comparação com 54% em 2004 e 50% em 2003. A carteira de crédito de pessoas físicas cresceu 31,1% no ano para R$ 15,170 bilhões. A Merrill Lynch ressaltou em avaliação aos clientes que o Unibanco aumentou as operações de crédito para pessoa física em 8% no quarto trimestre, o dobro dos 4,4% de crescimento das operações com recursos livres do mercado financeiro. As units do Unibanco subiram 4,87% ontem para R$ 36,60 cada, em um dia em que o índice Bovespa teve alta de 2,73%. Um destaque foi a carteira do cartões de crédito que saltou 43,2% no ano e 20,3% apenas no quarto trimestre para R$ 4 bilhões. Em março de 2004 o Unibanco adquiriu do grupo holandês Ahold, a Hipercard Administradora de Cartões de Crédito por R$ 630 milhões, incluindo ágio de R$ 415 milhões. O Hipercard era o cartão da rede de supermercados Bompreço, forte no Nordeste. Agora, é o cartão da rede Wal-Mart, que adquiriu o Bompreço e também está em expansão no Sul, onde comprou o Sonae, agregando 2 milhões para o plástico. O Unibanco ampliou em 40% a base de cartões no ano passado para 13 milhões de plásticos, compensando com vantagem, segundo Travaglia, a venda na participação da Credicard. "Depois da compra do Nacional, o negócio estratégico mais importante do Unibanco foi o Hipercard", disse o executivo. Outro destaque foi a expansão do financiamento ao consumo, conduzido pela Fininvest e pelas parceria com o Magazine Luiza e com o Ponto Frio, que cresceram 13,9% no quarto trimestre. A parceria com o Wal-Mart, segundo Travaglia, também favoreceu o aumento de 30,3% das operações de crédito com pequenas e médias empresas no ano para R$ 7,335 bilhões. A forte expansão do crédito não foi acompanhada, como costuma acontecer, de uma deterioração da qualidade da carteira. As operações de crédito classificadas entre AA-C representavam 92,3% da carteira em dezembro de 2005, em comparação com 91,0% em 2004. O Unibanco fechou o ano com 20 milhões de clientes, incluindo os cartões e as operações de financiamento ao consumo. Desse total, 5,5 milhões são clientes do banco.

Corretoras podem ter abastecido caixa dois

- O Globo Corretoras que operavam com fundos de pensão também podem ter ajudado a financiar partidos da base governista, como ocorreu no valerioduto. A CPI dos Correios está perto de comprovar que o esquema montado pelo empresário Marcos Valério pode não ter sido o único operado pelo PT e partidos aliados. A partir de um cruzamento de dados, a comissão já teria identificado assessores parlamentares da Câmara que sacaram dinheiro de corretoras, o que pode aumentar a lista de deputados beneficiados por recursos não-contabilizados. — Estamos fazendo essa investigação, que pode envolver novos parlamentares. Mas antes de divulgar qualquer nome, pretendemos checar todos os dados para que não haja equívoco — confirmou o relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Para ele, os fundos de pensão deveriam passar por uma devassa mais ampla do que a que está sendo feita agora na CPI. — Apesar do esforço do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), não teremos tempo de concluir essa devassa total — disse Serraglio. O vazamento para a imprensa de que novos parlamentares estariam sendo investigados, além dos 19 deputados que tiveram seus nomes encaminhados para o Conselho de Ética por terem se beneficiados com recursos do valerioduto, levou o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), a convocar anteontem à noite uma reunião de emergência com Serraglio e seu adjunto, deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ). A orientação é que todos tenham o máximo de cautela. — Não divulgaremos nada que não tenha dados consistentes — afirmou Serraglio, sem querer adiantar nem quantos assessores ou parlamentares estão na mira da CPI.

17 fevereiro, 2006

Ato público contra a extradição do padre Olivério Medina

Companheiros estará sendo realizado dia 17/02 às 9h um Ato Público contra a
extradição do Companherio Padre Olivério Medina, o Ato será na frente do
Anexo II do Ministério da Justiça em Brasília, neste momento estará sendo
julgado o processo de extradição do Padre, saqbemos que a extradição para a
Colômbia é o equivalente a uma sentença de Morte para este Revolucionário,
companheiros devemos estar presentes.

Caixa Econômica Federal reduz número de Caixas enquanto a população sofre nas filas e os funcionários adoecem com a sobrecarga de trabalho

NOTA DE REPÚDIO

A Caixa Econômica Federal cometeu uma violência contra seus funcionários e contra a população ao descumprir o que foi negociado na Campanha Salarial de 2005.

Sob o pretexto de estar atendendo a uma antiga e justa reivindicação dos funcionários de extinção dos “caixas flutuantes” (funcionários que trabalhavam na função de caixa executivo, porém sem os mesmos direitos deste), a CEF, a partir de 05 de janeiro de 2006 extinguiu a função de CAEX (caixa executivo) e criou o CAIXA/PV (caixa de ponto de venda), aumentou as atribuições dessa nova função introduzindo a obrigatoriedade de vender os produtos da Caixa e, o pior: reduziu o número de caixas, o que fatalmente sobrecarrega os caixas e aumenta para a população o tempo de espera nas filas. Com essas medidas, a direção da Caixa Econômica Federal demonstra toda sua irresponsabilidade social, mostra que não tem interesse algum em que a Caixa cumpra com sua função social.

Por outro lado, a CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários, filiada à CUT) tem demonstrado uma certa passividade, uma vez que, diante de tão grave fato, não tem procurado mobilizar os bancários para combater a postura da Caixa. A explicação para essa passividade é política, ou seja, hoje os dirigentes do sindicalismo cutista estão estreitamente ligados politicamente com o governo do PT e com a direção da Caixa nomeada por este, parte dela são ex-sindicalistas, antigos “companheiros” do movimento sindical cutista.

O MNOB - MOVIMENTO NACIONAL DE OPOSIÇÃO BANCARIA EXIGE A REVOGAÇÃO IMEDIATA DAS MEDIDAS DE EXTINÇÃO DOS CAIXAS EXECUTIVOS E DE REDUÇÃO DAS VAGAS DE CAIXA, EXIGE A AMPLIAÇÃO DAS VAGAS DE CAIXAS EXECUTIVOS, EXIGE O FIM DA OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIMENTO DE METAS DE VENDAS E REPUDIA A PASSIVIDADE DA CNB-CUT QUE AO INVÉS DE CONVOCAR SEUS SINDICATOS A REALIZAREM ASSEMBLÉIAS SIMULTANEAMENTE EM TODO O BRASIL, SE RESUME A PUBLICAR EM SEU SITE ALGUMAS MOBILIZAÇÕES ISOLADAS DE ALGUNS SINDICATOS, MOSTRANDO ASSIM QUE NÃO DESEJA UMA FORTE MOBILIZAÇÃO NACIONAL CONTRA AS ARBITRARIEDADES DA CEF E DO GOVERNO LULA DEVIDO À AFINIDADE POLÍTICA QUE MANTÉM COM ESTES.

Bancos brasileiros cobram as taxas mais altas do mundo

Bancos do país cobram maior juro do planeta, clique aqui e veja a matéria

12 fevereiro, 2006

Bancos em nova temporada de recordes

- Jornal do Brasil: A temporada de divulgação de resultados do setor bancário em 2005 se inicia na próxima semana, com o balanço do Unibanco, previsto para o dia 16. A estrela, porém, será o Bradesco, cujo lucro deverá superar o Itaú pela primeira vez em quatro anos, na previsão da Austin Rating. Para a classificadora de risco, o maior banco privado em ativos do país elevará seu resultado anual de R$ 3,02 bilhões em 2005 para inacreditáveis R$ 5,5 bilhões, alta de 83% em relação aos R$ 3,02 bi amealhados em 2004, quando já tinha crescido 32%. Logo atrás, mas não tão distante, o Itaú elevará seu resultado a R$ 5,2 bi, alta de 36%. O resultado do setor crescerá 40%, em média, pelas contas do presidente da agência, Erivelto Rodrigues, que não prevê horizonte sombrio para os bancos nem mesmo se os juros caírem.. - O resultado vem impulsionado pela carteira de crédito, que avançou 22%, pelo spread altíssimo e pela receita com serviços - avalia Rodrigues. Por receita sobre serviços, entende-se a cobrança das tarifas, que subiram até 22 vezes acima da inflação, como mostrou recentemente reportagem publicada pelo JB, graças à facilidade do débito automático, camuflando-se nos extratos sob a forma de inocentes siglas, que se aproveitam do fato de serem financeiramente irrelevantes para o cliente menos atento. Pois, nas contas da Austing Rating, o segmento, que representava apenas 3,5% da receita operacional do setor, avançou para 15% em 2005. - As tarifas foram uma alternativa de ganhos que se apresentou aos bancos quando o plano Real anulou os ganhos obtidos até então com a corrosão da moeda pela inflação. Ano passado, o percentual dessas receitas era de 13%, o que demonstra a tendência de alta. A receita com tesouraria - resultante da aquisição de títulos públicos com os recursos originados dos depósitos - que corresponde a 50% do total, está em declínio. O crédito, hoje com 35%, ganhará ainda mais força. Nesse cenário, a taxa de juros em tendência de queda, ao contrário do que possa parecer, só contribui. - Quando os juros caírem, a demanda por crédito aumentará ainda mais e a inadimplência despencará - avalia Rodrigues, mostrando que banco ganha em qualquer cenário.

Margarina faz mal à saúde

MargarinaxManteiga.pps

11 fevereiro, 2006

RELATORIO CONLUTAS 02/02 (DEFINIÇÕES CONAT)

Relatório da Reunião de Coordenação Nacional da CONLUTAS, realizada dia02/02/06, na sede da FENAFISCO, em Brasília. Presentes as seguintes entidades: Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais; SINASEFE; Sind. Trab. nas Indústrias da Alimentação de São José dos Campos e Região; Sindicato dos Gráficos de Minas Gerais; Federação Nacional dos Gráficos; SINAIT; Oposição Nacional dos Correios; SINDIPETRO- AL/SE; FENAFISCO; SINDSEF/SP; SINTRAJUD/SP; Oposição SINTFUB; CONLUTAS/RS; CONLUTAS/MG; CONLUTAS/RJ; CONLUTAS/SE; CONLUTE; A pauta da reunião foi a seguinte: 1) Informes; 2) Encaminhamentos /Conjuntura; 3) Organização do CONAT; 4) Finanças. 1) Informes - O representante da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas - FNTIG - informou que a federação decidiu enviar delegação ao CONAT e que marcou para o início de julho, uma plenária nacional para debater a desfiliação da CUT. - Os companheiros que estiveram presentes em Caracas no FSM deram informe da sua participação lá, das atividades de divulgação da CONLUTAS que aconteceram. Vão fazer um relato mais detalhado, com fotos, inclusive, que será disponibilizado no SITE da CONLUTAS. - Foram dados ainda vários informes pelas entidades presentes e aquilo que foi encaminhado por escrito está anexado ao final deste relatório. 2) Encaminhamentos / Conjuntura As várias falas das entidades neste ponto apontaram para a continuidade do cenário político geral identificado na reunião de dezembro. Reafirmou-se, portanto, a necessidade de dar curso aos encaminhamentos aprovados na reunião passada, acrescentados de outros que respondem a processos surgidos desde então. - Campanha Contra o Pagamento das Dívidas Externa e Interna Esta será a campanha central da CONLUTAS no próximo período e a idéia é fazê-la de forma integrada às lutas dos diversos setores sociais representados na nossa Coordenação. Ou seja, queremos fazer uma campanha muito concreta, que seja entendida claramente por todos os trabalhadores, mostrando, por exemplo, que os recursos que faltam para o investimento na geração de empregos, para um salário mínimo digno, para a moradia, para a reforma agrária, a saúde, a educação, etc. etc, estão sendo canalizados para o pagamento destas dívidas. E que a solução destes problemas que afligem a vida de todos depende, portanto, da suspensão do pagamento das dívidas para que estes recursos sejam canalizados ao atendimento das necessidades do povo. Esta campanha estará integrada também a luta contra a ALCA, a OMC, os planos do FMI e a Militarização da América Latina pelo império do norte. Esta campanha, por outro lado, se dará de forma integrada à Campanha Contra o Pagamento das Dívidas e em defesa da Auditoria Cidadã que está sendo conduzida pelo Jubileu Sul. Já há uma referencia para a mobilização em torno ao tema: realizar na semana da pátria (primeira semana de setembro) uma grande jornada de manifestações pelo país, contra o pagamento das dívidas externa e interna. Precisamos massificar essa discussão em cada um dos setores onde atuamos para que possamos participar a funda desse processo. Para isto a Secretaria ficou encarregada da edição de um folheto que explique de forma simples estas idéias e que possa ser utilizado para difundir a campanha entre todas as entidades e movimentos sociais. Assim que tivermos pronta uma proposta faremos contato com as entidades. Por outro lado, identificou-se também a necessidade de que haja um instrumento para ajudar a massificar a campanha, para estimular a participação da base, como um abaixo assinado, ou a realização de plebiscitos. Todos na reunião concordaram que isto ajudaria bastante a campanha e ficou-se de estudar mais esta questão para definir uma orientação concreta na próxima reunião da coordenação nacional. - Campanha pela Valorização do Salário Mínimo Foi informado na reunião que estava pronta a arte da Cartilha da Campanha pela Valorização do Salário Mínimo. O SINDILEGIS deve fazer uma primeira impressão para divulgação da Campanha, e a reunião decidiu também fazer uma consulta a todas as entidades sobre quantas cartilhas cada uma quer (ao custo de 1 real cada), para definirmos qual a tiragem da impressão que faremos. Foi informado também que já houve uma manifestação nacional realizada em Aparecida do Norte, onde foi tratado este tema. A manifestação foi convocada pela COBAP - Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas - e a CONLUTAS também participou. A Orientação é que sejam organizadas atividades políticas (pode ser em local fechado ou atividade de rua) para lançamento dessa campanha em cada estado. É importante buscar as organizações de aposentados de cada estado para tentar reproduzir a parceira que estamos fazendo com a COBAP nacionalmente. Neste atos é preciso dar destaque importante para a reivindicação dos aposentados, de que aqueles que ganham benefício maior que o salário mínimo, recebam reajuste com o mesmo percentual concedido ao salário mínimo. O governo Lula manteve a política dos seus antecessores, de arrochar o salário dos aposentados até que todos passem a ganhar salário mínimo, e é preciso denunciar essa vergonha. As Centrais Sindicais que negociaram o valor de 350 reais para o mínimo, nem tocaram neste assunto no acordo que fizeram com o governo. Por último, está marcado para 8 de março, em Brasília, manifestação nacional convocada pela COBAP para cobrar do governo um salário mínimo digno e reajuste com igual percentual a quem ganha mais de um salário. É importante apoiarmos e participarmos da manifestação, enviando representantes das entidades/estados a Brasília. - Campanha pela Anulação da Reforma da Previdência Ainda nesta próxima semana a CONLUTAS dará entrada na Procuradoria Geral da República com novo pedido para que seja encaminhado processo pedindo a suspensão dos efeitos da reforma da previdência. Os que fatos novos (relatório parcial da CPMI dos Correios e relatório pedindo a cassação do Dep. Zé Dirceu - aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados ) derrubam o argumento usado pela Procuradoria para negar aceitação do primeiro pedido encaminhado pela CONLUTAS. No ano passado, a resposta da procuradoria dizia que ainda não havia provas. Pois bem, agora há o reconhecimento do próprio plenário da Câmara e há o relatório parcial da CPMI que comprovam os pagamentos aos deputados. Como sabemos que sem pressão não haverá nenhuma medida concreta por parte da procuradoria, estaremos lançando ao mesmo tempo um abaixo assinado na base de todo o funcionalismo. Este abaixo assinado, ao mesmo tempo que serve como pressão sobre a procuradoria, ajuda a criar massa crítica pela anulação da reformo e prepararmos novas atividades no futuro exigindo uma atitude por parte da Procuradoria Geral da República. Estamos tentando articular um ato político em Brasília, a partir de iniciativa dos companheiros do SINDICAL, para fazer o lançamento dessa campanha ainda em Fevereiro. Assim que houver novidade faremos contato. - Os companheiros de São Paulo (DCE da USP, SINTUSP e ADUSP) estarão lançando, dia 22 de fevereiro, uma campanha em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e para todos. A coordenação aprovou integração da CONLUTAS nesta campanha e orienta as entidades de São Paulo a participarem da atividade convocada pelos companheiros da USP. - As entidades de servidores do Rio de Janeiro em conjunto com a CONLUTAS/RJ decidiram organizar uma campanha em defesa do serviço público. Estarão encaminhando os materiais que fizerem para os demais estados, de forma que esta experiência possa ser reproduzida em outros lugares. - Campanha pela Correção da Tabela do Imposto de Renda As Centrais Sindicais, também nesta questão, fizeram um acordo vergonhoso com o governo e aceitaram uma correção de 8% de uma tabela cuja defasagem exige um reajuste de 57%. A UNAFISCO/SP tomou a iniciativa e está encaminhando, junto a diversas outras entidades, uma campanha para exigir do governo uma correção real da tabela do IR. Está marcado para o dia 14, às 10 hs da manhã, um ato político dessa campanha na Câmara Municipal de São Paulo. É muito importante que as entidades, especialmente as de São Paulo, participem. - Pinheirinho - Solidariedade e apoio à luta em defesa do direito a moradia Esta é outra campanha importante, em defesa do direito a moradia, que todos devemos abraçar. Conforme informado em mensagens já enviadas a todos, a Justiça de são José dos Campos acolheu pedido da prefeitura da cidade e autorizou a demolição de todas as casas das mais de 1300 famílias que ocupam a área já há vários anos. O detalhe macabro é que a prefeitura, ao não poder pedir o despejo das famílias (porque o terreno onde estão não é propriedade da prefeitura) pediu para que a justiça determinasse a derrubada das casas das pessoas, baseada na lei de zoneamento. E a justiça concedeu o pedido!!!. Já estão sendo tomadas medidas jurídicas para tentar reverter esta situação e os companheiros da região estão mobilizando-se para preparar a resistência contra a execução dessa determinação judicial. É muito importante que, de todo o país, continuem a ser enviadas notas de solidariedade às famílias do Pinheirinho e em defesa do direito à moradia. Os endereços para onde enviar as mensagens estão no SITE da CONLUTAS. Também destacou-se a importância de que esta luta, e outras desta natureza, sejam encaminhadas dentro dos marcos de uma luta mais geral contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, pois esta é uma conseqüência concreta desse tipo de ataque que é feito aos movimentos. Ainda nesta semana que passou várias lideranças do MST de Pernambuco tiveram decretada sua prisão preventiva (veja no site da CONLUTAS como participar da campanha de solidariedade aos companheiros do MST). - Luta contra a impunidade - assassinato dos fiscais do trabalho e do motorista em Minas Gerais A reunião decidiu que a CONLUTAS deve somar forças à campanha que o SINAIT está fazendo, denunciando a impunidade do assassinatos dos fiscais e do motorista, dois anos atrás em Unaí/MG, e exigindo a punição dos assassinos e mandantes. Mais dadeos podem ser encontrados no SITE do SINAIT (www.sinait.org.br) - Mobilização dos Previdenciários Há uma mobilização em curso entre os trabalhadores da previdência social, contra o aumento da sua jornada de trabalho que o governo vem tentando implantar. Havia greve marcada para ao dias 23 e 24 mas na medida em que o governo recuou temporariamente da implantação do aumento da jornada, a paralisação foi suspensa e segue o estado de mobilização. É importante que todas as entidades e coordenações estaduais vejam como apoiar os companheiros, ajudando inclusive no diálogo com a população, pois o governo, cinicamente, argumenta a favor do aumento da jornada dizendo que é para melhorar o atendimento. Precisamos colocar esta discussão nos boletins dos nossos sindicatos e movimentos, explicando que, da mesma forma que os previdenciários, nós também queremos melhorar o atendimento nos postos do INSS, mas para isso queremos concurso público e contratação demais servidores, salário digno e condições de trabalho adequadas. Também é importante participar das atividades promovidas pelos companheiros. Para mais informações, acessar o site do SINSPREV-SP (www.sinsprev.org.br) 3) Organização do CONAT Formatação do Congresso A reunião fez uma boa discussão sobre este tema, a partir de proposta de formatação apresentada pela secretaria. Ao final foi aprovada uma proposta geral de formatação, passível ainda de ajustes na próxima reunião de coordenação nacional. A proposta aprovada foi a seguinte: 1º dia - sexta feira Parte da manhã - Solenidade de abertura, com a fala das entidades, movimentos e partidos convidados; - Aprovação do regimento interno do CONAT; - Painel de Conjuntura. A idéia não seria realizar um debate, e sim um painel que servisse de base para a primeira rodada de debates em grupo. Os painelistas seriam os seguintes (ainda passível de confirmação): James Petras, Valério Arcary, Ricardo Antunes e Maria Lucia Fattorelli (esta para destacar a questão da dívida externa e interna - campanha central da CONLUTAS). Parte da tarde - Grupos sobre o tema conjuntura, até por volta das 17 hs; - Plenária do Congresso para discussão dos movimentos sociais (com foco na discussão sobre a importância da unidade de todos os movimentos, sindicatos, movimentos populares, estudantes, em uma mesma luta). Noite livre. 2º dia - sábado Parte da manhã - Painel organizado pela coordenação, sobre organização da CONLUTAS (máximo de 1 hora) - Grupos sobre concepção e programa da CONLUTAS Parte da tarde - Grupos sobre funcionamento, estatutos, etc (até por volta das 17 hs) - Final da tarde e noite: período reservado para plenárias específicas(negros e negras, mulheres, GLBT) 3º dia - domingo Parte da manhã - Plenária geral sobre conjuntura: as discussões e votações serão feitas a partir das propostas vindas dos grupos, das planárias específicas, e da plenária sobre movimentos sociais - Início da Plenária geral sobre concepção, programa, estatutos e funcionamento da CONLUTAS; Parte da tarde - Continuidade da Plenária geral sobre concepção, programa, estatutos e funcionamento da CONLUTAS; - Encerramento. OBS 1: Faremos o máximo de esforço para terminar o congresso o mais cedo possível no domingo, para facilitar o retorno das delegações. No entanto, é pouco provável que seja possível termina-lo antes das 18 hs do domingo.PORTANTO PEDIMOS ÀS DELEGAÇÕES QUE NÃO PROGRAMEM RETORNO ANTES DESTE HORÁRIO. Serão deliberações fundamentais que estarão sendo tomadas nesta fase do congresso e seria muito ruim que parte dos delegados não pudessem participar. OBS 2: Cada grupo definirá relator para cada tema e, terminada a discussão de cada tema no grupo, os relatores se reunião com responsáveis designados pela organização do congresso para sistematização do relatório para a Plenária. A próxima reunião deve definir a percentagem de votos que a proposta apresentada nos grupos terá que conseguir para ser remetida aoplenário. OBS 3: Conforme já informado anteriormente, é preciso atenção para a forma como se dará o debate preparatório ao congresso e os debates no próprio congresso: -As teses e textos de contribuição aos debates do Congresso, feitas pelas entidades e movimentos sociais, deverão ser encaminhadas o mais rápido possível e serão disponibilizadas - via SITE da CONLUTAS ou impressão de cadernos que porventura alguma região queira fazer - para o debate na base. - O relato destes debates na base - incluindo todas as propostas que aí surgirem também irão sendo disponibilizados no SITE na medida em que cheguem à secretaria da CONLUTAS. - Terminado o processo de debate na base - no encerramento das assembléias de eleição de delegados - a organização do congresso fará uma sistematização das propostas aprovadas/surgidas nas discussões na base com a qual editará um caderno que será distribuído a todos os delegados do Congresso. Esta será a base dos debates no Congresso. Isso não significa que outros textos/tese não possam ser distribuídos aos delegados, mas isso ficará a cargo dos proponentes de cada texto ou tese. Convidados/Observadores A reunião discutiu esta questão e definiu o seguinte: -Serão admitidos no Congresso, Convidados com direito a voz e sem direito a voto, indicados pelas entidades e movimentos que fazem parte da CONLUTAS. Cada entidade poderá indicar convidados até o máximo de 20% da delegação a que tem direito no CONAT. Para participar do congresso, os Convidados pagarão as mesmas taxas que os delegados. -Serão admitidos no Congresso, Observadores sem direito a voz e nem a voto, das entidades que não fazem parte da CONLUTAS e não quiserem eleger delegados ao CONAT, mas que quiserem assistir o Congresso. Cada entidade poderá indicar até 3 observadores e eles também deverão pagar as mesmas taxas que os delegados. Organização do Congresso - Infra-estrutura e Secretaria Foi constituída uma comissão de infra-estrutura e secretaria que funcionará semanalmente em São Paulo, encarregada de dar conta dos encaminhamentos concretos relacionados à organização do CONAT. A primeira reunião desta comissão acontecerá na terça, dia 7 de fevereiro, na sede da CONLUTAS. Esta comissão tratará de confeccionar circulares periódicas com informações e orientações para a participação no CONAT. Convocação CONAT / Debate na Base / Eleição de delegados Já foi enviado aos estados uma primeira remessa dos jornais de convocação do CONAT e cartazes com o mesmo objetivo. É importante que em cada estado seja organizado um trabalho intenso de divulgação do CONAT, de forma a atingir o maior número possível de sindicatos e movimentos populares, para ampliar ainda mais a participação no congresso. É preciso que cada coordenação estadual cuide de fazer um plano detalhado para garantir este objetivo. Da mesma forma é importante intensificar o debate na base em preparação ao CONAT. Isso significa promover seminários, plenárias, etc, em cada categoria e movimento. E também promover encontros e seminários com a participação de diversas categorias e movimentos de forma a socializar as diversas experiências. Apenas dessa forma não só asseguraremos um vigoroso processo de eleição de delegados, como garantiremos também que os delegados irão ao CONAT conscientes do seu papel e preparados para as decisões que lá serão tomadas. Finanças Foi informado que está em fase final o encaminhamento para providenciar o CNPJ da CONLUTAS. Assim que isto estiver pronto abriremos conta bancária da própria coordenação e informaremos às entidades. Próxima Reunião da Coordenação Nacional A próxima reunião será dia 14 de março, das 9 às 18 hs, na sede da CONLUTAS em São Paulo (Rua Silveira Martins, 46, centro, São Paulo - ao lado da Praçada Sé e da estação de Metrô de mesmo nome). Na pauta. Conjuntura e encaminhamentos e organização do CONAT. Pedimos que as Coordenações Estaduais mandem representantes para a reunião, e que estes representantes tragam informe de como está a organização do Congresso em seu estado (debate na base, plano para eleição de delegados, operativo financeiro para garantir o transporte dos delegados e pagamento das taxas, etc). Brasília, 02 de fevereiro de 2006 Secretaria da reunião Anexos INFORMES 1. CONLUTAS VALE DO PARAÍBA-SP 1.1 Eleição de Metalúrgicos de São José dos Campos A eleição ocorrerá nos dias 22 e 23 de fevereiro do ano corrente. Essa é principal prioridade da região já que o sindicato dos Metalúrgicos cumpre um papel importantíssimo na construção da Conlutas. A disputa está entre a chapa da Conlutas e a chapa cutista que tentou recentemente dividir o sindicato ao tentar montar um sindicato "fantasma" na Embraer. É fundamental a ajuda do conjunto das entidades e ativistas, enviando gente para ajudar no processo eleitoral, campanha e também se faz necessário ajuda financeira. 1.2 Ataque aos Movimentos Sociais no Vale. Na Região do Vale do Paraíba há um ataque enorme aos movimentos sociais organizados. A tentativa de criminalização de sindicalistas e ativistas de movimentos populares levou à prisão Paulinho, um ativista da região que atua em Condutores. Após a prisão e a tentativa de criminalização de Paulinho por um crime que ele não cometeu (estava em uma atividade de greve com outras dezenas de pessoas de sua categoria quando o advogado da empresa foi assassinado) foi a vez de atacarem a ocupação do Pinheirinho. Essa ocupação possui hoje cerca de1300 famílias de sem-tetos, sua principal direção está sendo perseguida, o Marrom. Mas os ataques não param por aí, os trabalhadores da AMBEV (área de alimentação) estão sofrendo ameaças de morte por tentar organizar assembléias contra o banco de horas. Para que possamos reagir à esses ataques foi criado um comitê contra a criminalização dos movimentos sociais, a Conlutas Vale junto à outras entidades estão marcando uma audiência pública - dia 10 de fevereiro às 18 horas - na Câmara Municipal de Jacaraí contra a criminalização dos movimentos sociais e pela absolvição de Paulinho. 1.3 Greve de terceirizados da Telefônica A Conlutas Vale dirigiu um importante processo de lutas no setor de terceirizados da Telefônica na região. A greve foi forte, paralisando 90% dos serviços de manutenção. Apesar do sindicato ser dirigido pela Força Sindical, a atuação da Conlutas foi tão expressiva que foi reconhecida como parte integrante no processo de dissídio de greve no TRT da 15ª Região/Campinas. 1.4 Fusões e Demissões As fusões e aquisições no setor cervejeiro como no caso da Kaiser que foi vendida a norte americana FENSA - dona da coca-cola - tem gerado muitas demissões no setor em todo o país. 1.5 Sindicalismo de cartório Como citamos acima sobre a política cutista da criar um sindicato na EMBRAER, é preciso que se denuncie esse tipo de entidade de cartório, pois entidades assim não têm representação real e só servem pra ajudar ao governo na tentativa de implementar a reforma sindical e trabalhista. 2. CONLUTAS SE/AL 2.1 Eleições SINTSEP -SE Dia 8 de fevereiro do ano corrente acontecerá a eleição para nova direção do SINTSEP SE. Disputam o pleito duas chapas, sendo a chapa Resistência e Luta, a chapa que hoje é parte da construção da Conlutas. 2.2 Eleições SINDICAGESE Haverá eleições para o SINDICAGESE, este já desfiliou-se da CUT e aderiu à Conlutas. A chapa do sindicato será a chapa 1 - Resistência e Luta 2.3 I Encontro Estadual da Conlutas Foi realizado o I encontro estadual da Conlutas SE, este considerado um bom encontro aprovou resoluções políticas; planos de ação, calendário de reuniões a cada 15 dias com plenária mensal aberta em março e abril. Vide site da Conlutas, lá está o documento que trata sobre o encontro. 2.4 Seminário Internacional Proposta de fazer o seminário Internacional nos dias 9,10 e 11 de junho, em Aracajú. Pauta: Geopolítica do Petróleo, ALCA e Dívida externa. 2.5 Eleições de Petroleiros do Litoral Paulista Estão abertas as inscrições de chapa de petroleiros para o LP-Santos e Região. Inscrição até dia 03/02/06 e eleição nos dias 22 e 23 de março. 2.6 CONFUP De 25 a 28 de maio realizar-se-á o CONFUP - Congresso da Federação Única dos Petroleiros. A oposição BASE/CONLUTAS participará do congresso com delegados eleitos nas assembléias com a política de construir uma nova direção para petroleiros, sendo oposição à direção majoritária, que é o setor governista: Articulação (PT)/CSD/Corrente sindical Classista (CSC - PCdoB). 2.7 Crime contra o direito à livre organização sindical Foi feita campanha de denúncia nacional em relação à Petrobrás por ir contra a organização sindical e a livre negociação. Os materiais estão à disposição no site da Conlutas. 2.8 Debate: Sindicato/Sindicalistas e trabalhadores Faz-se necessário a organização de debates sobre a relação dos dirigentes sindicais com os trabalhadores das entidades. Estamos vivendo o caso do SINTESE, onde seus diretores, que são trabalhadores de sindicatos, sofrem perseguição por parte dos dirigentes do SINTES. 2.9 Campanha pela Anulação da Reforma da Previdência

08 fevereiro, 2006

Porque tanto medo?

Maria de Fátima Guimarães escreveu:
Caros colegas, Estou lhes enviando esse poema por que é muito significativo, especialmente no momento em que nós, funcionários da Nossa Caixa estamos vivendo. É também para divulgar o trabalho da dra. Margarida Barreto, médica do trabalho que estudou e publicou diversos trabalhos sobre assédio moral, inclusive com os bancários do Banespa no processo de privatização. Quem quiser conhecer mais, o site é www.assediomoral.org

Violência: pare e pense!

Quando demitiram os negros, eu não era negro e não fiz nada.

Quando demitiram os adoecidos e acidentados do trabalho, eu não era adoecido do trabalho, porque iria defende-los?

Quando demitiram as mulheres, eu não era mulher. Ia fazer o que?

Quando demitiram os mais velhos, eu não era velho e não fiz nada.

Quando vieram contra meus colegas de trabalho, o assunto não me dizia respeito e nada fiz. Calado fiquei.

Finalmente, quando vieram contra mim... Ninguém me defendeu!

Aquele que nunca sofreu qualquer tipo de violência sempre pensará que o sofrimento do outro não é grande coisa, que é exagero. Alguns até acham que a violência moral, as discriminações e o racismo não existem! Que não existe discriminação contra os negros, contra as mulheres, os doentes, os acidentados do trabalho, os desempregados, os favelados, os sem teto, os sem terra... E assim seguimos e fazemos todos os dias: desprezamos ou diminuímos o sofrimento alheio. Não dando atenção à dor do outro nos condenamos a sofrer em silêncio a nossa própria dor. O nosso silêncio favorece os opressores e nos faz cúmplices. Quem, por medo, se cala, De alguma forma, concorda com o tirano. E tudo parece muito normal, tão normal quanto sofrido e solitário. E as injustiças são banalizadas. Quem sabe, aquelas frases ditas anteriormente poderiam ser reescritas assim? Quando vieram contra os negros, eu nada fiz. Pois em meu silencio, eu também era contra os negros. Quando vieram contra os adoecidos e acidentados do trabalho eu não era adoecido e fiquei em silencio. Na verdade, eu era contra aqueles que adoeciam, pois eu achava que eles fingiam. Quando vieram contra as mulheres, eu não era mulher e permaneci em silencio. Eu era contra as mulheres. Quando vieram contra os desempregados, eu não era desempregado e não fiz nada e, calado, também eu era contra os desempregados. Quando vieram contra os analfabetos, os favelados, os sem teto e os sem terra, não fiz nada e, em silencio, também eu era contra os favelados, os sem teto e sem terra. Quando vieram contra mim, ninguém me defendeu, usaram o silêncio e a indiferença para apoiar meus inimigos. Talvez uma lição a ser aprendida: o que nos faz iguais é que somos, todos, diferentes uns dos outros. Então, reflitam: de onde vem esse medo de ser diferente? Por que permanecemos em silêncio? Porque nos submetemos? Porque nos calamos ante as injustiças? Por que aceitamos os desmandos e abuso de poder? Por que nos resignamos a viver fechados e solitários e tratamos o outro com frieza e indiferença? Por que ignoramos a positividade da sociabilidade? Porque abrimos mão de nossa liberdade e nos sujeitamos ao tirano? Por que nos identificamos e até acreditamos nas tagarelices televisivas? Por que tanto medo? Por que? por que? Pensem nisso.

(Inspirado no filme: "Olhos azuis" de Jane Elliott) M. Barreto