AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

24 julho, 2008

Nenhuma confiança nos sindicalistas da Contraf/CUT

Colegas
Comentando a matéria abaixo: duvido que eles encontrem um só bancário de base que defenda a reivindicação merreca de 13,23% na campanha salarial deste ano. A alta nos preços dos alimentos nos últimos 12 meses passou de 24% no estado de São Paulo, segundo o DIEESE; sem contar que eles (os sindicalistas governistas da CUT) se recusam a discutir um plano de reposição de perdas salariais durante a vigencia do plano real que nos bancos privados passa de 30%, e nos bancos públicos chegam a passar de 100%.
Todos ao Encontro Nacional promovido pelo Movimento Nacional de Oposição Bancária que acontecerá no próximo sábado 26/07, a partir das 9 horas à Rua Bento Freitas, 71 (metrô República).
NENHUMA CONFIANÇA NOS SINDICALISTAS DA CONTRAF/CUT.

Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região
Blog: http://oposicaobancariamogi.blogspot.com
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21/07/2008
Bancários de São Paulo defenderão índice de reajuste de 13,23% na Conferência Nacional
Os representantes dos 15 sindicatos filiados à Federação dos Bancários do Estado de São Paulo (Fetec/CUT-SP) - cerca de 400 delegados - estiveram reunidos na 10ª Conferência Estadual dos Bancários, em 19 de julho, para definir as propostas a serem levadas à Conferência Nacional, que acontecerá entre os dias 25 e 29 deste mês e definirá os eixos da Campanha Salarial 2008.
Um dos principais itens aprovados no encontro, ocorrido na capital, foi o índice a ser reivindicado na Campanha Salarial: 13,23%, que se refere à inflação de 7,83%, projetada para o período de setembro de 2007 a agosto de 2008, mais aumento real de salário.
Os delegados também definiram propostas para os eixos emprego e remuneração, além de estratégias que serão utilizadas pelos trabalhadores do ramo financeiro durante as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

• Emprego
O cumprimento da jornada de trabalho, a redução da jornada para cinco horas - com dois turnos e ampliação do horário de atendimento bancário - e a garantia de emprego estiveram em pauta, além da discussão sobre a contratação de mais empregados, com estabelecimento de um efetivo mínimo para o atendimento, em especial nas agências.

• Remuneração
Na mesa que tratou a remuneração, os delegados priorizaram algumas reivindicações, como: valorização do piso da categoria - levando em consideração o mínimo estabelecido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de R$ 2.072 para o ingresso de escriturários - e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior.
Foi proposto, também, um Plano de Carreira e Salários para todos os bancários - funcionários de bancos públicos ou privados.
Para a cesta-alimentação e o vale-refeição, definiu-se que o reajuste a ser reivindicado será maior, já que a inflação no preço dos alimentos está mais elevada em relação a outros indicadores.
Na discussão da contratação da remuneração total, foi aprovada uma estratégia de incorporação das parcelas da remuneração variável à remuneração fixa do trabalhador.

• Estratégias
Os participantes da Conferência Estadual deliberaram pela manutenção da Campanha Nacional Unificada, com mesas concomitantes para debate de questões específicas e a unidade do Comando Nacional, convidando todas as Centrais Sindicais a comporem a mesa de negociação com a Fenaban.
A delegação paulista para a 10ª Conferência Nacional dos Bancários será composta de 239 delegados, todos eleitos durante o encontro.“A união de todos os bancários será determinante para a construção de uma Campanha Salarial vitoriosa” - lembrou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto. “A Conferência Nacional dos Bancários, agora, definirá todos os patamares a serem alcançados por meio de luta e mobilização dos empregados na Campanha Salarial” - concluiu.

22 julho, 2008

Boletim do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB)

Encontro Nacional discute reivindicações

No próximo dia 26/07 será realizado em São Paulo um Encontro Nacional de Bancários organizado pelo MNOB, com apoio dos sindicatos do Maranhão, Rio Grande do Norte e Bauru, além das Oposições de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Ceará, Pará e Amapá, Curitiba, Piauí e outras.

Este Encontro discutirá a Campanha Salarial e preparará uma pauta de reivindicações.

Todos os anos, a CUT apresenta uma pauta rebaixada bem ao gosto dos banqueiros. Os lucros dos bancos dispararam, mas os bancários amargam perdas desde a implantação do plano real em julho/94. Para repor estas perdas seria necessário um reajuste de 30,56% para os bancários do setor privado (Fenaban); 91,18% para os do BB e 102,91% para os da CEF.

Para conquistar a reposição integral das perdas é necessário uma grande campanha salarial para dobrar os banqueiros e o governo dentro de uma perspectiva socialista.

Por isso a idéia é que a categoria possa ter uma outra proposta de pauta para ser apresentada nas assembléias como alternativa a da CUT. A pauta que será discutida terá, entre outras, as seguintes propostas:

- 30% de reposição de perdas para todos;

- Não à mesa única;

- Isonomia de salário e de direitos;

- Contra o trabalho gratuito, defesa da jornada de seis horas;

- Contra as privatizações, defesa dos bancos públicos;

- Não à remuneração variável;

- Estabilidade no emprego;

- Não ao assédio moral;

- Piso salarial para área gerencial;

- Delegado sindical em todos os bancos.



Encontro Nacional dos Bancários, dia 26/07, a partir das 9 horas, na Casa do Professor, na Rua Bento Freitas, 71 (Metrô República), São Paulo.



Não a Mesa Única!

Queremos negociações específicas

Desde 2003 a CUT se recusa a negociar diretamente com o BB e a CEFe obriga a categoria a negociar numa mesa única com bancos privados e públicos.

Isso prejudica tanto os bancários do setor privado como os do público.

O governo quer destinar os lucros dos bancos públicos para o superávit primário. Na negociação pressiona para que o reajuste se limite à inflação e para que não se discuta a reposição das perdas acumuladas.

Este é um dos fatores que dificulta que os bancários do setor privado obtenham índices de reajuste acima da inflação.

A CUT esconde o BB e a CEF atrás da Fenaban para não negociar. O fim da mesa única colocará a luta diretamente com os bancos públicos e ampliará a chance de conquistar a reposição e a isonomia.



PLR linear para todos

Todos os bancários têm direito à PLR por igual, já que todos trabalharam para o resultado do banco. O valor da PLR pode ser bem maior do que a CUT tem negociado nos últimos anos.

Pela lei é possível conseguir uma PLR de até 25 % do lucro da empresa. Esse índice distribuído linearmente resulta em uma PLR superior a dez mil reais na maioria dos bancos e para todos os bancários.

Também é necessário um piso de PLR equivalente à média geral dos bancos.



Inflação cresce!

Precisamos de "gatilho" para proteger os salários

Segundo um estudo do DIEESE, os trabalhadores que recebem até 3 salários mínimos são os que mais sofrem com o aumento dos alimentos.

Enquanto o índice variou em 7,83% para esse extrato, para os que ganham de 3 à 10 salários minímos a variação foi de 6,59%. Já para os que ganham mais de 10 salários minímos o índice é de 4,99%. Logo, perdem os que ganham menos, ou seja, a maioria da categoria.

Por outro lado, com a inflação atingindo índices mais elevados, chegando aos dois dígitos, é preciso proteger os salários, pois não é possível ficar com reajuste só uma vez por ano.

A Oposição propõe que seja negociado um gatilho que aumente automaticamente os salários toda a vez que a inflação chegar a 5 %.



Respeito à jornada de 6 horas para todos

A maioria dos bancários trabalha mais de 6 horas por dia. A lei determina que a jornada da categoria é de 6 horas, mas nenhum banco respeita isso.

Com sobrecarga de trabalho, assédio moral, metas inalcançáveis e uma jornada estendida, os bancários estão adoecendo. E quando adoecem, os bancos demitem ou discriminam e retiram comissão.

Por esta razão é muito importante garantir o direito à jornada de 6 horas para todos. Além de ser um direito, faz bem à saúde.




Faça parte deste movimento e dê sua sugestão para a pauta de reivindicações. Entre no Blog www.mnob.blogspot.com e acesse a proposta de pauta para a CEF, BB e Fenaban; se tiver sugestões envie no próprio Blog



Nossa Caixa

Governo Serra junta-se ao Lula para acabar com o último banco público de São Paulo



Depois da privatização do Banespa, o estado de São Paulo ficou apenas com a Nossa Caixa para financiar as obras públicas, e realizar serviços para a populção mais carente e os pequenos empresários.

Agora, o governo Serra está tentando liquidar esse último banco repassando a Nossa Caixa para uma fusão ao BB. Uma política que implica em o governo Lula conceder financiamento do BNDS para a privatização da CESP (Companhia Energetica de São Paulo), que foi a leilão duas vezes e não obteve sucesso em sua venda.

Lula concordou com o acordo e agora o PT e o PSDB trabalham juntos pela privatização da CESP e fusão da Nossa Caxia ao BB.

Os funcionários da Nossa Caixa se reuniram no último sábado dia 12/07, para debater sobre isso. Foram cerca de 3.000 bancários de todo o estado que compareceram para fazer esse debate.

O pessoal da CUT tinha a proposta de discutir apenas a questão dos direitos dos trabalhadores, defendendo que o banco continuasse público, mas não deixando claro que deveria continuar como Nossa Caixa. No fundo o que eles defendiam era que a questão da incorporação pelo BB não teria problema se não houvesse perdas para os trabalhadores.

Foram flagorosamente derrotados pelos fundionários da Nossa Caixa que exigiram a defesa do banco como público e do estado de São Paulo, ou seja, nada de fusão ou privatização.

Votou-se um calendário de luta, mas a CUT não está respeitando esse calendário e nem sequer o divulgou ainda.



Dirigente da Conlutas é demitido

Reintegração de Dirceu Travesso Já!

Dentro da muitas demissões que o governo Serra já fez na Nossa Caixa, há uma em especial que precisa ser debatida pela categoria e todos os trabalhadores.

A demissão do bancário Dirceu Travesso, o Didi, lider da Oposição e direção da Conlutas, é uma afronta ao direito de organização sindical garantida pela lei de centrais sindicais.

Várias entidades sindicais já manifestram o repúdio a essa demissão e a Câmara Municipal de São Paulo e a Assembléia Legislativa, já aprovaram moção pela reintegração do Didi.

O MNOB propõem que se contrua uma grande luta pela reintegração do Didi e de todos os demitidos. Não podemos deixar que Serra ataque os tabalhadores desse jeito.

Esperamos que a Contraf/CUT e seus sindicatos divulguem o calendário de lutas do encontro dos fundionários da Nossa Caixa e encaminhem a luta.



Congresso fortalece Conlutas

Três mil delegados participaram do congresso da Conlutas. A crise econômica internacional e a resistência dos trabalhadores em todo o mundo dominaram o debate no primeiro dia. Depois foi discutida a situação dos trabalhadores brasileiros e latinoamericanos. Entre as propostas votadas está a unificação das campanhas salariais e a luta pelo gatilho salarial.

A Conlutas é uma entidade jovem que já conta com a participação dos melhores lutadores e lutadoras em todo o país. Estiveram presentes os grevistas dos Correios, os funcionários da REVAP (Petrobrás de São José dos Campos), da construção civil de Fortaleza, professores da Apeoesp/SP, entre outros.

Os bancários também estiveram presentes com 80 delegados de 10 estados e debateram os rumos da campanha salarial.

Após o Congresso, foi realizado o Encontro Latino Americano e Caribenho. Ele foi um marco na organização internacional dos trabalhadores e contou com a presença de representantes de 21 países da América Latina, da Europa e EUA.

"Com a Conlutas cresce a organização dos trabalhadores para lutar por um mundo melhor, um mundo socialista" declarou Wilson Ribeiro do MNOB.



Terceirizados conseguem uma grande vitória na Petrobrás

Após uma greve de mais de 30 dias, os trabalhadores da REVAP, de São José dos Campos, obteveram uma grande vitória. Conquistaram um reajuste que chegou aos 20%.

A luta foi difícil, pois além da intransigência da Petrobrás, também enfrentaram a traição do sindicato que é dirigido pela CUT. O presidente do sindicato foi tão pelego que a categoria nem quiz mais que o sindicato dirigisse a greve. A Conlutas acabou ajudando os trabalhadores a organizar a greve.

Essa vitória é importante para demonstrar que a luta pode conquistar e que mesmo com um sindicato pelego, é possível os trabalhadores se organizarem por fora e irem à luta.

Quando fechávamos este jornal, recebemos a notícia de que a REVPA estava demitindo os lideres da greve quando os trabalhadores voltaram ao trabalho. Isso mesmo com o acordo assinado e estabelecendo um garantia de 90 dias de estabilidade.

Como se vê o governo Lula não cumpre os acordos que faz com os trabalhadores. Não é a primeira vez que isso acontece, várias categorias do funcionalismo público federal já passaram por essa experiência com Lula.

Mas, as notícias que temos é que a greve havia sido retomada na REVAP. Este é o caminho dos trabalhadores.



Entre em contato conosco: oposicaobancaria@yahoo.com.br ou www.mnob.blogspot.com

15 julho, 2008

CEF: PCS 2008, SEM FUTURO

PCS 2008, sem futuro.

Temos agora pelo menos 3 Planos de Cargos e Salários vigorando na mesma empresa, o PCS 89, o PCS 98 e o PCS 2008.
Quem não aderir ao PCS 2008 continuará no PCS 89 (escriturários = cargo em extinção) e no 98 (técnicos bancários = funcionários que fazem as mesmas tarefas dos escriturários, porém com direitos inferiores aos destes).
Se manterá a discrepância entre escriturários e técnicos bancários, mesmo no novo PCS.
Técnicos Bancários e Escriturários que aderirem ao PCS 2008 progredirá 2,35% em seu salário a cada dois anos. No PCS 98 a progressão era de 1,84% a cada ano, ou seja, o TB que aderir ao PCS 2008 progredirá menos que os 1,84% ao ano do PCS 98, além do que, terão que trabalhar pelo menos 96 anos para chegar ao teto na escala de promoções por tempo de serviço, uma vez que são 48 níveis até chegar ao topo, com a promoção por tempo de serviço a cada dois anos.
Os escriturários que aderirem ao PCS 2008 ficarão na seguinte situação: Todos os escriturários já têm no mínimo dez anos de tempo de serviço na Caixa, restam-lhe, portanto, no mínimo 20 anos para chegarem ao topo da carreira e, como a progressão será de dois em dois anos no PCS 2008, terão que trabalhar mais 40 anos no mínimo para chegarem ao topo da escala.
As progressões por merecimento poderão ser no máximo duas por ano, mas os critérios serão por avaliação de desempenho e cumprimento de metas. Já sabemos muito bem o que isso significa, mas não custa lembrar: metas abusivas, jornadas extenuantes, assédio moral e, conseqüentemente, doenças ocupacionais.

Para fazer uma parte considerável dos funcionários da Caixa, com dificuldades financeiras, aceitarem um PCS ruim como esse e até se indisporem com os colegas que tentavam lhes alertar para a armadilha, a saída foi a Caixa oferecer uma indenização irrisória de até 10 mil reais, pagos de imediato, para saldar passivos trabalhistas causados pelas distorções nos PCS 89 e 98, incluir cláusulas de renúncia de direitos e coagir os funcionários a realizarem quantas assembléias fossem necessárias até aprová-lo, sob ameaça de não implantar o PCS 2008 nas bases sindicais que rejeitassem a proposta.

Para atender à sanha da Caixa de acabar com o REG/REPLAN que é o plano de benefício definido da FUNCEF, do qual a Caixa é patrocinadora integral, e acabar com o direito adquirido dos que querem permanecer naquele plano, a Caixa impõe como condição para aderir ao PCS 2008 o saldamento do REG/REPLAN, que também possui cláusula de renúncia de direitos e, a FUNCEF aproveita a oportunidade para reabrir o período de adesão ao novo plano de benefícios que é de contribuição definida e, do qual a Caixa não participa como patrocinadora integral, acabando com a garantia de uma aposentadoria digna a seus funcionários depois de tantos anos de dedicação.

Como as discrepâncias que existiam nos PCS 89 e 98 continuarão a existir no PCS 2008, as ações judiciais continuarão a ser impetradas, até porque, acordos trabalhistas não podem conter cláusulas de renúncia de direitos quando estas resultam em prejuízos aos trabalhadores, fato explícito no PCS 2008, tornando o novo PCS nulo de pleno direito.

Esse é o PCS 2008, vergonhosamente apoiado pela Contraf/CUT, perversamente imposto para os funcionários da Caixa pela tríplice aliança CAIXA / CONTRAF-CUT / GOVERNO FEDERAL.


PS. QUEM NÃO QUISER ADERIR AO NOVO PCS E QUISER FAZER PARTE DE UMA AÇÃO JUDICIAL COLETIVA, FAVOR RESPONDER A ESTA MENSAGEM. POSTERIORMENTE ESTAREMOS ENVIANDO A RELAÇÃO DE REIVINDICAÇÕES A SEREM PLEITEADAS NA AÇÃO.

10 junho, 2008

Fora gangsteres das eleições sindicais

Gangsterismo sindical: professor é brutalmente espancado nas eleições da APEOESP
Por Alternativa Sindical Socialista - Alto Tietê 10/06/2008 às 00:03


Relato de um brutal espancamento de um professor que é liderança de oposição sindical, durante as eleições da APEOESP em Ferraz de Vasconcelos


Encaminhamos ao CMI a Denúncia da barbaridade cometida na eleição da APEOESP de Ferraz/Poá. Professor da Oposição sindical foi brutalmente espancado antes da apuração por grupo de brutamontes ligados à direção do sindicato. Não se trata de uma mera briga, mas de uma tentativa de assassinato.
Crime chocou militantes sindicais de toda a região do Alto Tietê, que pedem justiça.


CARTA ABERTA
AOS PROFESSORES E PROFESSORAS DA REGIÃO FERRAZ/POÁ

Companheiros e Companheiras,

Indignados, fazemos abaixo um relato das agressões cometidas, na madrugada da última 6ª feira, pela Chapa 1 (Articulação Sindical) da Eleição da Apeoesp contra membros e apoiadores da Chapa 2 (Oposição Unificada).
Na madrugada do dia 06/06/08, ao tentarmos começar os trabalhos de apuração dos votos da eleição da regional de Ferraz de Vasconcelos, nós, da Chapa 2, fomos surpreendidos por enorme violência apresentada por indivíduos ligados à Chapa 1.
Sandro, Elaine e Eudes, representantes da Chapa 2 na Comissão Eleitoral, foram chamados para uma reunião pela presidenta da comissão eleitoral regional, conselheira estadual e tesoureira, Maria do Carmo Aquino Trindade, professora da E.E. Tácito Zachetta (Jardim Castelo). Nesse momento, iniciou-se um tumulto provocado por apoiadores da chapa 1, entre eles o marido e o filho da citada presidenta. O professor Sandro, da EE Maria Aparecida Ferreira/Poá, que simplesmente tentava acalmar as partes, foi violentamente agredido com fortes socos no peito e na cabeça, até cair ao chão inanimado, quando teve sua cabeça chutada, mesmo inconsciente, no chão. Apoiadores e professores de base que acompanhavam os trabalhos de apuração tentaram socorrer o companheiro Sandro e foram agredidos também.
Egidio, apoiador da chapa 2, que tentava telefonar para ambulância, teve seu celular tomado da mão e arremessado no telhado do Posto de Saúde em frente à subsede da Apeoesp por um dos agressores.
Após a chegada da Polícia, mesmo na presença de policiais, um dos professores de base, que já tivera seus óculos quebrados anteriormente, foi novamente agredido com soco no peito. Nenhuma tentativa de apaziguamento se deu por parte dos Policiais.
Inconsciente, Sandro foi encaminhado ao Hospital Regional de Ferraz, onde ficou até as 22h de sexta feira. Foi registrado BO (veja abaixo) e, posteriormente, exame de corpo delito.



Além da agressão, mentiras.

Mais uma vez, a Articulação Sindical, maioria da direção da APEOESP em nossa subsede, impede o exercício da democracia dentro do sindicato.
Desta vez, além dos tumultos que sempre fizeram, foram mais longe. Agrediram várias pessoas, entre elas, o professor Sandro de Poá.
Pior: para se eximir da acusação de agressão, estão espalhando calúnias nas escolas, alegando que o ato covarde foi em ? defesa? da professora Maria do Carmo. Mentira. Não houve qualquer agressão por parte de membros ou apoiadores da Chapa 2 a esta professora e a qualquer outra pessoa presente.

Por uma nova eleição

Após doze horas de apuração, muitas irregularidades nas urnas e sumiço de documentos, a Articulação Sindical conseguiu mais uma vez eleger a maioria dos conselheiros da subsede num processo duvidoso e pouco transparente. Por isso, nós, da Alternativa Sindical Socialista, denunciamos a todos os trabalhadores, professores e de outros setores sindicais, este ato de brutalidade e selvageria, e exigimos justiça! Que os agressores sejam punidos e que estas eleições sejam imediatamente impugnadas e refeitas, sob fiscalização de toda a sociedade!

15 maio, 2008

Nota de Protesto contra arbitrariedade da direção da APCEF/SP

Colegas
Na Edição nº 814 de 12/05/2008 do jornal "APCEF EM MOVIMENTO" produzido pela Apcef/SP, de forma arbitrária foi publicado que "os diretores da APCEF/SP apoiam os candicatos da Chapa 1 - a Chapa do Movimento nas eleições para conselheiros da Funcef". Mais abaixo, no 7º parágrafo da matéria, a frase começa assim: "Além da APCEF/SP, a Chapa 1 tem o apoio de...".

Primeiramente, "esqueceram" de esclarecer na matéria que no conselho deliberativo da APCEF/SP temos dez conselheiros eleitos pela Chapa de oposição que apoiam a Chapa 2 nas eleições para a Funcef e por isso mesmo não concordam que suas posições sejam omitidas e mais ainda, que se passe a idéia de que a entidade, enquanto tal, apoie esta ou aquela chapa, não concordam que a imprensa da APCEF/SP, custeada com recursos dos associados seja arbitrariamente utilizada sem uma prévia discussão no Conselho Deliberativo da APCEF/SP e prévia deliberação em assembléia dos associados, afinal são recursos dos associados que estão sendo utilizados. Além do mais, o mesmo espaço dado para a campanha da Chapa 1 no "APCEF EM MOVIMENTO" não foi dado aos conselheiros que apoiam a Chapa 2 - Em Defesa da Funcef.
Fica aqui o meu protesto enquanto conselheiro e também enquanto associado que vê sua mensalidade ser arbitrariamente utilizada, sem nenhuma democracia, por aqueles que ainda controlam a entidade.
Podem ter certeza de que não mais ficará sem protestos da oposição toda e qualquer atitude antidemocrática da APCEF/SP.
PELO RESPEITO AO DIREITO DA MINORIA NO CONSELHO DELIBERATIVO DA APCEF/SP
PELO USO RESPONSÁVEL DOS RECURSOS DA APCEF/SP
PELA DEMOCRACIA NO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO DOS EMPREGADOS DA CAIXA

Mauro Rodrigues de Aguiar
Delegado Sindical - ag Mogi das Cruzes
Conselheiro da APCEF/SP (eleito pela chapa de oposição)

Paulo Roque Goulart Valente
Conselheiro da APCEF/SP (eleito pela chapa de oposição)


Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região
Blog: http://oposicaobancariamogi.blogspot.com

21 abril, 2008

Apcef/RN com dor de cotovelo

NOTA EM RESPOSTA À DIREÇÃO DA APCEF/RN
Companheiros Bancários da Caixa,

No dia 04/04, tomamos conhecimento de mensagem eletrônica enviada peladireção da APCEF/RN na qual esta entidade, por motivações políticas,estimula os bancários contemplados pelos benefícios da ação dos tíquetes-alimentação a ingressar com uma petição pleiteando o não pagamento dos honorários de 10% sobre os valores da ação.

De antemão, queremos registrar o nosso repúdio a esta atitude, que desrespeita por completo as decisões tomadas na instância máxima de uma categoria – a sua Assembléia – e que vem à tona nesse momento apenas para tentar depreciar mais uma vitória do nosso Sindicato, que fez uma opção política oposta aos interesses da maioria da direção da referida associação.

Optamos pela independência de classe, não se curvando e nem colaborandocom os patrões e o Governo e esta postura fere de morte aqueles que, porforça da sua organicidade com as legendas políticas do Governo e da direção da Empresa, deixaram de lado a luta dos bancários.

Nesse sentido e tendo em vista o ocorrido, relatamos os fatos:

1 - O Sindicato dos Bancários, motivado a defender a todo custo os interesses da categoria, peticionou que os valores referentes aos honorários fossem pagos pela Caixa, afinal, a postura da própria empresa em agir de forma ilegal, retirando um direito adquirido, que fez com que o Sindicato movimentasse toda a sua máquina jurídica, para restabelecer odireito dos bancários da Caixa;

2 - Em decisão, o pleno do TRT/RN determinou que os honorários não fossem pagos pela Caixa ainda que tenha sido derrotada na ação, remetendo então os custos desse ônus para a parte reclamante, ou seja, todos os substituídos;

3 - Ainda que exista uma tabela norteadora desse tipo de despesa no patamar de 20%, o Sindicato negociou com os seus advogados para que esse valor fosse minimizado. Chegou-se a um consenso de que, diante do volume de ações e seus valores, seria cobrado um percentual de 8% sobre o valor da ação para os honorários, bem como 2% a título de reforço sindical e que a decisão final sobre essa questão deveria ser ratificada pelacategoria em Assembléia;

4 - Diante disso, o Sindicato convocou uma Assembléia Específica dos bancários da Caixa, devidamente divulgada através de edital e do jornal “Luta Bancária”, entregue diretamente aos bancários nos seus locais de trabalho. Essa Assembléia ocorreu no dia 26/04/2005 edeliberou sobre os encaminhamentos da Ação dos Tíquetes, decidindo sobre a proposta depercentual dos honorários acima apresentada;

5 - Essa Assembléia, que aprovou por UNANIMIDADE a proposta acima, reuniu diversos bancários e inclusive contou com a presença de companheiros que hoje fazem parte da direção da APCEF/RN. À época, esses companheiros não só compreenderam a importância de fecharmos um acordo extremamente vantajoso para a categoria – na qual teríamos préstimos jurídicos de excelente qualidade por um preço muito abaixo do que existe na área jurídica – como votaram a favor da proposta.

6 - Com o objetivo de garantir que esse mesmo acordo fosse estendido para as demais ações, inclusive dos trabalhadores de outros bancos, a direção do Sindicato chamou uma nova Assembléia, no dia 30/08/2005, para definir os valores acima como padrão para todas as ações individuais e coletivas impetradas pelo Sindicato. Novamente, não só os bancários da Caixa, como a categoria, aprovaram a proposta por UNANIMIDADE. Dessa vez, a Assembléia foi mais numerosa e contou também com a presença de outros companheiros que hoje compõem a direção da APCEF/RN.

7 - Contudo, nos causa ainda mais estranheza o fato de no dia 19/11/2007, a APCEF/RN ter enviado para os bancários da Caixa uma mensagem eletrônica na qual dava ciência de um convênio dessa associação com o escritório Menna Munemassa de advogados. Nessa mensagem, a APCEF/RN também enviou aos associados, em anexo, um modelo de procuração e um contrato, para que os interessados o subscrevam. Esse contrato, pasmem, propõe o pagamento de 12% a título de honorários advocatícios para o referido escritório.Para conhecimento, transcrevemos abaixo a cláusula quarta do contrato:

“CLÁUSULA QUARTA - Em remuneração destes serviços, as CONTRATADAS FAZEM jus ao pagamento de honorários correspondentes a 12% (doze por cento) dovalor total da condenação, cujo pagamento deve ser efetuado no mesmo dia emque este receber o montante objeto do feito, sob pena de aplicação de jurosdemora, correção monetária e multa equivalente a 1/30 do montante por diade atraso.”

Estando ciente de todos esses fatos acima descritos, o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte tem a declarar:

1 - O pagamento dos 8% referentes aos honorários advocatícios e dos 2% referentes ao que será recolhido para a entidade é uma decisão de Assembléia de base, na qual os trabalhadores decidiram de forma democrática sobre esta questão, dirigindo os rumos deste Sindicato;

2 - Tendo em vista não termos logrado êxito quando peticionamos o pagamento dos honorários por parte da Caixa, o pagamento desses valores é devido e legítimo aos advogados, que trabalharam, se dedicaram e foram vitoriosos numa luta que durou dois anos para beneficiar toda uma categoria. Classificamos como repugnante a postura de umaentidade que se reivindica representativa de trabalhadores e que neste momento sepropõe a defender que aqueles que trabalham não sejam remunerados por seusserviços, passando por cima de uma decisão da base e ainda fazendo referência ao seu quórum – quando a própria APCEF/RN fez aprovar em janeiro último A MUDANÇA DOS SEUS ESTATUTOS com a presença de apenas 24 bancários;

3 - Rechaçamos por completo e ficamos estarrecidos com o oportunismo e incoerência política da APCEF/RN, que lança mão de uma manobra grotesca como a que vimos na última sexta-feira uma vez que parte de sua direção esteve presente nos fóruns deliberativos, ratificando suas decisões, e quando o serviço jurídico por ela oferecido aos associados é de custo mais elevado, em comparação com o que o Sindicato conseguiu oferecer aos bancários;

O Sindicato dos Bancários do RN tem ciência do seu desafio. Num cenário em que grande parte das entidades sindicais e associativas aderiusumariamente ao peleguismo e ao colaboracionismo sindical com o patrão e com oGoverno Lula, o fato de fazermos a opção pela INDEPENDÊNCIA nos traz enormesdesafios.

Os bancários da Caixa acompanharam a via crucis que foi esse processo da Ação dos Tíquetes e viram a união entre a Caixa, Superintendência, Jurídico e APCEF, tentando a todo o momento evitar que a categoria reconhecesse o trabalho do Sindicato. Entretanto, em que pese todos esses obstáculos, o Sindicato continuará lutando para garantir que nenhum direito dos trabalhadores seja maculado e que cada vez mais conquistas sejam alcançadas.

Continuaremos na certeza de que nada manchará essa vitória emblemáticados bancários do RN, que mostraram sua força sendo os primeiros do país avencer uma batalha como a dos tíquetes. Com certeza serviremos de referênciapara os bancários de todo o país, que já estão solicitando ao nosso Sindicatoos elementos necessários para que consigam a mesma vitória país afora. Istocom certeza despertará – já está despertando – a fúria dos opositores e dostraidores de classe.

Mas a despeito disso, continuaremos firmes na luta,com independência, sem se curvar aos caprichos dos patrões e do Governo,apostando que mais vitórias – como a ação das VP’s – virão.

Por fim, deixamos os nossos mais sinceros agradecimentos aos inúmerosbancários que prestaram solidariedade ao Sindicato e também repudiarammais essa ação nefasta, verbalmente e através de comunicados por escrito.

Esses companheiros, assim como a maioria da categoria, entendem que a hora éde celebrar mais uma grande vitória e nos reforçarmos ainda mais para quepossamos vencer muitas outras batalhas que estão por vir. Saudações com lutas!

Natal, 06 de abril de 2008.

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO RIO GRANDE DO NORTE
Gestão Independência e Luta

08 abril, 2008

Aos Bancários de Mogi das Cruzes e Região

Dias 08 e 09 de abril acontece a eleição de diretoria do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região. VOTE NULO, FAÇA UM "X" QUE ANULE A CEDULA TODA E NÃO VOTE EM BRANCO, PARA GARANTIR QUE SEU VOTO NÃO POSSA SER APROVEITADO. Mais uma vez a diretoria atual usou de má fé para impedir a inscrição de chapas de oposição. A começar pela Assembléia de eleição da Comissão Eleitoral que foi realizada sem que os bancários tenham sido comunicados amplamente e depois o edital de abertura do prazo de inscrição de chapas também não divulgado amplamente e feito às pressas, antes do prazo mínimo estatutário, justamente para coincidir o período de inscrições de chapas com o período de carnaval para dificultar a formação e inscrição de chapas. Assim, essa eleição será feita apenas para legalizar o mandato por mais três anos da CHAPA ÚNICA do mesmo grupo político que hoje atua para frear nossas lutas, para não pressionar o GOVERNO LULA. Esse grupo é o mesmo que dirige o NOSSO Sindicato a 16 anos e tem tornado NOSSO Sindicato menos democrático a cada ano que passa.

CONCLAMAMOS A TODOS OS BANCÁRIOS A VOTAREM NULO, NÃO ESQUECENDO DE FAZER UM "X" BEM GRANDE QUE OCUPE TODA A CÉDULA E TAMBÉM A NÃO DEIXAR A CÉDULA EM BRANCO. NÃO LEGALIZEM E NEM LEGITIMEM ESSA ELEIÇÃO FAJUTA.

CONCLAMAMOS TAMBÉM, DESDE JÁ, OS BANCÁRIOS DE LUTA A MANTEREM CONTATO COM A OPOSIÇÃO BANCÁRIA VISANDO A LUTA DA PRÓXIMA CAMPANHA SALARIAL E A PREPARAÇÃO DE UMA CHAPA DE QUALIDADE PARA AS ELEIÇÕES DO SINDICATO EM 2011.

DIVULGUE ESSA MENSAGEM A SEUS COLEGAS.

20 fevereiro, 2008

Charge

Clique no endereço abaixo, ou copie e cole na barra de endereços e assista a charge animada. A charge em si é engraçada, mas o fato que ela aborda é de chorar
http://charges.uol.com.br/2008/02/12/brasileiros-cantam-o-meu-amor/

RÉQUIEM À CUT

O povo brasileiro não merece ver os movimentos sindical e social a mercê de oportunistas que sempre trazem na ponta da língua terem uma história de luta pela classe trabalhadora. Desgraçadamente em nossa história algumas centrais sindicais nasceram e cumpriram seus papéis, até serem cooptadas pelos sucessivos governos de plantão. A CGT/Contec era combativa, até um dia sofrer intervenção e ser cooptada pelos generais da ditadura militar.
Mas tem aquela central, a Força Sindical (não seria farsa?), que já nasceu contaminada da generosidade financeira dos patrões, além da governamental. Quer dizer, a Força Sindical é filha do conluio de interesses do governo Collor com a poderosa FIESP. Por seu turno, a CUT cumpriu importante papel na história nacional, mas hoje os Delúbios da vida dão o norte político que conduz a Central Única para a inação e a cooptação, antes tão condenada na CGT de Joaquinzão, líder operário preferido pelo patronato da FIESP e o governo da ditadura militar.
Os trabalhadores e os brasileiros em geral continuam a aguardar também a devida e antiga prometida distribuição da renda produzida em território nacional. Mas até quando esperar, se as centrais hoje existentes estão bem acomodadas com cargos e verbas governamentais? A CUT e a Força Sindical, hoje parceiras umbilicais, dão as cartas das próximas reformas previdenciária, sindical e trabalhista nos dois lados do balcão, o do governo e o que eles dizem ser dos trabalhadores. Para tanto, está aí o Luiz Marinho, ex-presidente da CUT, ex-Ministro do Trabalho e agora da Previdência. Tem ainda o Antonio Medeiros, ex-presidente da Força Sindical e atual secretário executivo do Ministério do Trabalho.
E o mais triste nisso tudo é que fatos que deveriam ser esperançosos, na verdade assustam. É o caso do deputado federal Cândido Vacarezza (PT-SP e ex-dirigente da CUT). Ele apresentou projeto que tramita na Câmara Federal para revisar e extinguir vários artigos da CLT com o objetivo de flexibilizar mais direitos trabalhistas.
Aos bancários do Maranhão caberá uma importante decisão com respeito a estes acontecimentos. O Encontro Estadual da categoria em 27/01/2008 aprovou para a segunda quinzena de maio/2008 um plebiscito que definirá a desfiliação, ou não, do SEEB-MA da CUT. Então, o momento é de reflexão sobre o caminho palmilhado pela CUT e os desmandos dos cutistas da hoje Contraf, antes CNB. Os fatos acumulados nas campanhas salariais de 2003 a 2007 são fortes o suficiente para bem sabermos de que lado eles hoje estão. Nunca é demais lembrar o quão tem sido falacioso o discurso de unidade da categoria em torno de uma mesa única de negociação. Basta observar que o pessoal do BASA e BNB até hoje marcha desprotegido e sem a PLR definitiva porque os acordos coletivos da campanha salarial 2007/2008 ainda não foram assinados.
Pois é, de há muito os bancários têm perdas acumuladas, além de que, ora coagidos pela penúria financeira e ora pelo assédio moral patronal, em troca de quimeras, firmam-se acordos espúrios para abrir mão de históricos direitos. Assim foi com o anuênio nos bancos privados, assim é hoje e será até os próximos trinta dias na Caixa Econômica Federal com a volta do Novo Plano da Funcef, sob as bençãos da direção da Caixa e da Contraf/CUT.
Vamos pensar bem, caminhar ao lado de traidores é obtusidade e não sensatez. O debate está posto, nos próximos três meses é necessário fazermos esta importante discussão.

David Sá Barros, Sec. Comunicação SEEB-MA

Brasil, até quando um país de contrastes?

Os trabalhadores brasileiros continuam a esperar o dia em que serão tratados com respeito, nunca menor ao dispensado às outras forças produtivas das riquezas nacionais.
Mas apenas esperar isso acontecer nunca foi e não é suficiente. Quando lida com os trabalhadores, a cada dia fica mais evidente que o governo Lula é capaz de entregar ao mercado o que FHC jamais conseguiu. Dentre outros feitos, há dois que tipificam esta característica nada admirável: 1) taxar a aposentadoria com imposto para sustentar a aposentadoria já obtida; 2) fazer uma reforma da previdência para adotar mudanças prejudiciais aos trabalhadores, cujas medidas eram antes pública e enfaticamente repelidas pelo PT e seu braço sindical, a CUT.
Estamos em pleno século XXI e temos no Brasil o governo do PT e sua ampla coalizão de conservadores da direita, os quais sempre participaram dos sucessivos governos desde a ditadura militar. Será que os bancários ao elegerem Lula esperavam ver José Sarney mandar e desmandar neste governo? Será que contavam com Édson Lobão na Esplanada dos Ministérios? E os bancos federais, quem em sã consciência imaginaria vê-los loteados em troca da “governabilidade”, mera reprodução da antes tão repudiada política “é dando que se recebe”.
Para se ter uma idéia, vejamos o problema no que cabe aos maranhenses no latifúndio das barganhas da politicalha nacional: o BASA tem João Alberto (PMDB-MA) na diretoria; o BB criou um cargo na direção geral para abrigar Maguito Vilela (PMDB-GO); um dos filhos de Édson Lobão está agraciado na presidência da Brasilcap. Por seu turno, Epitácio Cafeteira (PMDB-MA) ameaçou abandonar a “base aliada” e com isso conseguiu emplacar no INCRA-MA Benedito Terceiro (PMDB-MA), ex-vereador de São Luís. Essa manobra desbancou Raimundo Monteiro, candidato derrotado ao governo do Maranhão em 2002, militante histórico do PT e ex-presidente da CUT-MA. Há outros casos, este espaço não cabem todos.
Ora, do jeito como continuam a funcionar as coisas no Brasil, não é por acaso que ainda somos uma grande nação de contrastes. O Estado de São Paulo abriga a segunda frota mundial de helicópteros. A primeira voa em Nova Iorque (EUA). Aqui e lá, esses caríssimos meios de locomoção estão a servir aos barões como motos e auto-táxis servem aos cidadãos comuns. E ainda assim, até hoje, a maioria do povo brasileiro é quem sente na carne e no dia-a-dia a surra dos indicadores sociais com recordes negativos. Na Saúde, a febre amarela e a dengue vão bem, mas muita gente anda de mal a pior.
No âmbito de sua política de comunicação social, o Palácio do Planalto joga perigosamente ao esperar do senso popular comum a fácil conclusão de que, sem o dinheiro da CPMF, uma piora no caos que já é a Saúde pública recairá nos ombros dos opositores com viés mais à direita, no caso o DEM e o PSDB. E em conseqüência do revés na aprovação da CPMF, haja cortes no orçamento da União onde mais afeta o povo. Sem dó nem piedade, o Poder Executivo já cancelou dezenas de concursos públicos que empregariam dignamente milhares de brasileiros.
Enquanto isso, de modo implacável, haja chuva ou faça sol, permanece do mesmo tamanho o desvio anual de dinheiro público para bancar o “sagrado” trinômio superávit primário – juros altos – câmbio flutuante. Mas afinal, a quem serve a atual política econômica senão para remunerar fartamente as vinte mil famílias brasileiras que flanam de helicóptero e jatinhos executivos. Ora direis, é gente muito fina e cara. Pois então bancá-los custa a bagatela de R$ 165 bilhões/ano, isto é, equivalem duas vezes os gastos públicos de 2006 com as rubricas Saúde (R$ 39,7 bi), Educação (R$ 17,3 bi), Assistência Social (R$ 21,5 bi), Segurança Pública (R$ 3,4 bi) e Organização Agrária (R$ 4,2 bi).
Quanta dureza, não é mesmo? Então venham logo outros carnavais e copas do mundo que o povo brasileiro não é de ferro mesmo!

18 fevereiro, 2008

Seleção de noticias

Conlutas
1º Congresso
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"Se muito vale o já feito,
mais vale o que será"

Contra as reformas neoliberais....


- Unir os que lutam contra o governo Lula e o imperialismo

- Construir a CONLUTAS pela base e com democracia operária

- Defender a independência de classe e o Socialismo


Dias, 3, 4, 5 e 6 de julho de 2008

Betim, Minas Gerais

Brasil




Encontro Latino-Americano e Caribenho de Trabalhadores
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Fonte: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=707


Encontro para unificar as lutas
Um grande passo em direção à unificação das lutas em nosso continente. Esse é o principal objetivo do Encontro Nacional de Trabalhadores Latino-americanos e Caribenhos, organizado pela Conlutas (Brasil), COB (Bolívia), Batay Ouvriye (Haiti) e Tendência Classista e Combativa (corrente do movimento sindical uruguaio).
Em todos os países, os trabalhadores enfrentam uma dura ofensiva do imperialismo: saque por meio das dívidas externa e interna, privatizações, exploração aplicada pelas transnacionais e grandes empresas nacionais, contratos de livre comércio entre os países, reformas, implantação dos modelos econômicos neoliberais pelos governos e a presença militar de bases militares norte-americanas, além das ocupações militares estrangeiras como no Haiti.
Nesse processo global de ataques, é necessária a unificação dos trabalhadores e povos da América Latina e do Caribe em um amplo processo de mobilização e de lutas para defendermos nossos direitos e a soberania de nossos povos. Dessa forma, o encontro pretende debater esses temas e promover políticas de unificação das diversas mobilizações que ocorrem em cada um dos países.
O Encontro acontece em Betim, Minas Gerais, nos dias 7 e 8 de julho de 2008.
Para mais informações acesse o site www.elac.org.br
Fonte: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=708


Nacional
14 de fevereiro - Nota pública da CONLUTAS contra a transposição do São Francisco
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Precisamos derrotar a Transposição do São Francisco

A Coordenação Nacional de Lutas (CONLUTAS) continua firme em seu propósito de lutar contra a transposição do Rio São Francisco. Aproveitamos essa Audiência Pública realizada no Senado para reforçar esse posicionamento e manifestar a nossa solidariedade a todos que estão nesta campanha, principalmente os que vieram participar deste debate para denunciar o projeto de transposição.

O governo Lula já traiu acordo feito com dom Flávio Cáppio ao iniciar as obras mesmo se comprometendo a não fazê-lo. Ao fazer isso, Lula mostrou mais uma vez que governa para os inimigos do Rio São Francisco, para os destruidores da natureza, latifundiários, grandes empresários e representantes do capital. Impõe aos trabalhadores e ao povo pobre do país um governo com ações que degradam o meio ambiente, que retiram direitos, que geram pobreza e desemprego. Em suma, governa com a desesperança.

Por tudo isso, para que essa luta obtenha êxito e consigamos derrotar efetivamente a transposição, precisamos derrotar a política do governo Lula. Mas só será possível se conseguirmos reunir a mais ampla unidade de todos os movimentos que são contra a transposição.

Após essa Audiência Pública precisamos apontar novas perspectivas para a continuidade dessa luta.

Como já havíamos dito durante a greve de fome de dom Flávio Cáppio. “A luta de Luiz Cappio não pode ser em vão! Precisamos derrotar o projeto da Transposição do São Francisco”. A CONLUTAS coloca todas as suas forças à disposição dessa luta e soma-se a todos os movimentos contrários a Transposição.

- Suspensão definitiva do projeto da transposição!

- Por uma revitalização sob controle dos trabalhadores da cidade e do campo!

CONLUTAS – Coordenação Nacional de Luta
Brasília, 14 de fevereiro de 2008
Fonte: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=844


Diga Não à redução de direitos e salários na GM. Ato nacional dia 20.
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Protesto será realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, dia 20, às 16 horas

Representantes de entidades sindicais, lideranças populares e políticas vão realizar, no próximo dia 20 (quarta-feira), em São José, o Ato Nacional contra a Redução de Direitos e Salários.


Serão realizadas atividades durante todo o dia, como panfletagens e discussão com a população no Centro da cidade, assembléias na GM e um ato, às 16 horas, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos (rua Maurício Diamante, 65, Centro).

A iniciativa é uma resposta à campanha dos patrões, associações de empresários e setores da imprensa que querem impor redução salarial, banco de horas e flexibilização de direitos na GM. Recentemente, os trabalhadores da GM rejeitaram nos três turnos a proposta de reduzir direitos e salários e impor o banco de horas para contratar 600 temporários.

O protesto também será contra a iniciativa da Embraer de querer, por meio da Justiça, aplicar uma multa de R$ 5 milhões ao Sindicato dos Metalúrgicos.

A proposta de se realizar o Ato Nacional em São José justifica-se pela importância e força da categoria, que há anos trava lutas contra a redução de direitos e de salários.

“Em São José, não há banco de horas, nem redução de direitos. Vamos manifestar nosso apoio à luta dos companheiros da GM e de toda a categoria”, afirmou José Maria de Almeida, da coordenação nacional da Conlutas.

“A luta contra o banco de horas é de toda a classe trabalhadora. Inclusive, nas empresas em que foi implantado este sistema, os empregos não foram mantidos”, comentou Ana Paula Rosa de Simone, da Intersindical.

O professor Arnaldo Nogueira, pesquisador em relações do trabalho e professor doutor das faculdades de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo) e da PUC-SP, defende que o Sindicato dos Metalúrgicos de São José está correto em sua luta contra a reestruturação produtiva manifestada nesta mobilização na GM.

“O Sindicato, em meu modo de ver, tem que lutar pela valorização da força de trabalho no Brasil e, neste aspecto, a política adotada de desconfiar e se contrapor a reestruturação produtiva, que precariza o trabalho, está correta”, disse o pesquisador.
Fonte: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=%20noticia&id=%20853

Solidariedade ao ativista bancário Wagner Fernandes

Enviem mensagens de repúdio contra a atitude antisindical da diretoria do BNB.


O BNB (Banco do Nordeste Brasileiro) abriu processo judicial contra um comapanheiro, militante do Movimento Nacional de Oposição Bancária, mais precisamente do MOB-CE (Movimento de Oposição Bancária do Ceará) como pretexto para demití-lo por justa causa.

Seu crime: ter criado uma comunidade de bancários concursados do BNB no Orkut como forma de discussão e luta pelas reivindicações dos empregados daquele banco.

Pedimos que enviem mensagens repudiando a atitude truculenta e antisindical do BNB aos seguintes e-mails de diretores do BNB, com cópia para wagnerfj@yahoo.com.br

Roberto Smith - Presidente
robertosmith@bnb.gov.br

João Emílio Gazzana - DIRETORIA DE ADMINISTRACAO DE REC. TERCEIROS
emiliogazzana@bnb.gov.br

Luiz Carlos Everton de Farias - DIRETORIA DE CONTROLE E RISCO
lcarlos@bnb.gov.br

Luiz Henrique Mascarenhas Correa Silva - DIRETORIA
FINANCEIRA E DE CAMBIO
lh@bnb.gov.br

Paulo Sérgio Rebouças Ferraro - DIRETORIA DE NEGÓCIOS
ferraro@bnb.gov.br

Pedro Rafael Lapa - DIRETORIA DE GESTAO DO DESENVOLVIMENTO
pedrolapa@bnb.gov.br

Roberio Gress do Vale ? CHEFE DO GABINETE DA PRESIDÊNCIA
rgress@bnb.gov.br

Zilana Melo Ribeiro ? Superintendente da Ouvidoria
zilana@bnb.gov.br

02 fevereiro, 2008

GOLPE DO SEEB MOGI CONTRA OS BANCÁRIOS

INDIGNAÇÃO!!!
Já passou da hora de a categoria bancária se levantar e mudar a diretoria do sindicato! Quem deve decidir são os bancários e não a "turma do sindicato", segundo seus interesses.
Nós, da Oposição Bancária - CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas), chamamos a todos que estão indignados e querem resgatar o sindicato para a categoria a ajudar a formar uma Chapa de Oposição e de Luta! A HORA É AGORA!

GOLPE NOS BANCÁRIOS

DIRETORIA DO SINDICATO NÃO QUER LARGAR O OSSO

No último dia 21/01, a diretoria do sindicato dos bancários de Mogi das Cruzes e Região chamou uma assembléia às pressas para o dia 23/01. Motivo: eleger a comissão eleitoral que será responsável por organizar e coordenar o processo eleitoral e antecipar as eleições que tradicionalmente econteciam em maio. Uma atitude totalmente antidemocrática.
O correto seria avisar com grande antecedência, dialogar com a categoria e chamá-la a participar.PIOR AINDA! O edital anuncia o prazo de inscrições justamente nos dias de carnaval. Às escuras tentam manobrar as eleições. Após o susto dos anos passados quando mais de dois terços da categoria se opôs ao desconto assistencial - em 2007 aprovamos os desconto ZERO - escancarando um descontentamento com a atual diretoria, agora querem dar um GOLPE. NÃO PODEMOS PERMITIR!

HÁ ANOS SEM TRABALHAR NO BANCO
Cerca de dez diretores do sindicato estão a anos fora das agências. Liberados pelos banqueiros, há anos eles não sentem na pele o assédio moral, a pressão pelas metas, o desgaste do trabalho. Estão "encastelados" no sindicato e não querem ser controlados, nem sofrer a rotina diária. O PIOR É QUE NÃO TRABALHAM NEM PELOS BANCÁRIOS.

TRABALHANDO CONTRA OS BANCÁRIOS
Os diretores do sindicato defendem a CUT, a CONRAF/CUT (que coordena as nossas campanhas salariais) e o governo Lula. Juntos com os banqueiros eles tem atuado para desmontar poderosas greves, com manobras das mais variadas, dessa forma ajudando o governo Lula a garantir altíssimos lucros para os banqueiros. O Bradesco acabou de divulgar seu lucro recorde de mais de OITO BILHÕES. E, o que os trabalhadores do bradesco têm ganhado com isso????????????

Telefones de contato: 3107-7984 (CONLUTAS) ou 4743-1852 (Apeoesp Suzano)

26 janeiro, 2008

Pela eliminação das famigeradas portas giratórias

Todos os dias, à luz do dia, milhões de pessoas são submetidas a constrangimento ilegal pelas portas giratórias instaladas nos bancos, descaradamente e frente a outras milhões de pessoas por testemunha que, em seguida, serão as próximas vítimas, nas filas que se formam atrás dessas portas que são verdadeiras aberrações.

Difícil encontrar alguém que ainda não tenha passado pelo constrangimento de ficar barrado numa dessas portas.

E não é a porta que barra as pessoas, são pessoas que controlam essas portas e que as destravam dependendo da aparência da vítima, numa clara discriminação. Estando bem vestido, dificilmente alguém será impedido de entrar no banco, ainda que a porta trave uma vez e se retire um reles objeto de metal do bolso. Já, o mesmo não acontece se a pessoa não tiver uma aparência que agrade o vigilante que controla a porta giratória. A porta travará, ainda que você se submeta às esdrúxulas regras do banco e retire dos bolsos ou da bolsa todos os metais que estiver portando.

Essas portas são inúteis em se tratando de prevenir assaltos, uma vez que o julgamento da idoneidade da pessoa fica a cargo de outra pessoa, o vigilante que está com o controle remoto na mão. É verdade que a porta trava automaticamento através de sensores eletrônicos que detectam metais, mas o destravamento é manual e submetido à vontade de quem tem poder para fazê-lo.

De antemão, para essas portas, todos somos julgados culpados. joga-se no lixo a presunção de inocência e da boa fé objetiva garantida a qualquer ser humano, inverte-se a lógica do ônus da prova, obrigando a pessoa honesta a provar que é honesta, sob pena de não ter seu acesso permitido ao recinto.

Absurdamente, o movimento sindical bancário, que ironica e contraditoriamente se intitula "sindicato cidadão" é um ferrenho defensor do uso dessas portas giratórias pelos bancos, sob o pretexto de que elas dão mais segurança aos trabalhadores bancários.

Será mesmo que elas dão mais segurança aos bancários? Claro que não! Os sequestros de funcionários e de familiares de funcionários de bancos é uma modalidade de crime que não existia até o advento das portas giratórias; os assaltos a bancos não diminuiram com a adoção das tais portas e o aumento da violência decorrente do estresse causado nas pessoas que indignadas se veem coagidas e constrangidas pelo travamento dessas portas provam o contrário. Provam que, além de ofensivas a vários direitos das pessoas, são ineficientes para a prevenção de assaltos e ainda são responsáveis por violências que só seriam evitadas se o uso dessas portas por parte dos bancos fosse proibido.

20 janeiro, 2008

A sociedade da ignorância, do medo e da mídia do pensamento único da classe dominante.

Por: Mauro Rodrigues de Aguiar


Todos já devem ter ouvido falar de pensamento único, de mídia, de luta de classes e de política, mas no fundo, ignoram o significado disso tudo. Pois não deveriam ignora-los, afinal essas coisas tem a ver diretamente com os gravíssimos problemas sociais que o mundo vive que, consequentemente interfere na vida individual de cada um.
Mas, existe um problema que é o que acarreta todos os demais problemas e, se é certo que todos gostariam de ver os problemas pelo menos minorados, todos devem saber qual é esse problema e que, só a partir da tomada de consciência sobre qual é esse problema que puxa todos os outros problemas é que a sociedade poderá começar a trilhar um caminho no rumo certo da solução de todos os demais problemas.
O primeiro e principal problema a ser resolvido – e cada um tem de procurar resolve-lo, primeiro em si próprio, individualmente - é o problema da ignorância.
A verdade é que ninguém é ignorante porque quer, ninguém passa fome porque quer, ninguém tem problemas na vida porque quer, assim como também é certo que tudo pode ser mudado para melhor para si e para todos a partir da tomada da consciência sobre esse primeiro problema a ser solucionado.
Por que o problema da ignorância é o primeiro problema a ser solucionado? Resposta: porque a ignorância é o principal problema, é a ignorância que cega a compreensão de todos os demais problemas que temos que enfrentar, até a construção de um mundo melhor para todos. Como solucionar o problema da ignorância? Resposta: primeiramente, temos que combate-la em nós mesmos e, em seguida incentivar as pessoas de nosso círculo de influencia, colegas, amigos e parentes a faze-lo também. Como combater a ignorância em nós mesmos? Resposta: procurando ser autodidatas, ou seja, procurando ampliar nossos conhecimentos por conta própria, lendo, ouvindo e vendo de tudo, de direita e de esquerda, sem exceção, não esperando que todo conhecimento de que precisamos nos seja dado pela escola, levando em consideração mesmo que a escola tem um currículo e metodologia, impostos pelo estado e dirigidos à manutenção do sistema político ideológico responsável pela perpetuação dos atuais problemas e, por isso seu objetivo é perpetuar a ignorância e não nos libertar dela. O mesmo vale para a mídia escrita, falada e televisiva. O estado e seus apêndices (a escola, os poderes, a igreja e principalmente os Meios de Comunicação de Massa) sabem muito bem que manter o povão na ignorância e tirar-lhe o chão debaixo dos pés, é desarma-lo completamente e torna-lo tutelável, vulnerável, dependente.
Portanto, a partir de hoje, procure ajudar a construir uma sociedade mais justa, jogue a ignorância no lixo da história, aprenda a “filtrar”, analisar todas as informações que lhe chega, persiga mais e mais o conhecimento. Lembre-se que, se vivemos num mundo com tantas desigualdades sociais, tanta violência cega, e tantos desmandos impunes de “autoridades” é porque vivemos e nos acomodamos na ignorância e acabamos aceitando como verdades as mentiras da mídia do pensamento único da classe dominante.

12 janeiro, 2008

Insanidade midiática

INSANIDADE

Fico profundamente indignado com o simulacro de jornalismo que temos hoje. Clovis Rossi e todos os demais “articulistas” de jornais críticos mordazes ao reconhecimento de guerrilhas políticas como as FARC-EP e o ELN como movimentos insurgentes por motivos políticos e não como criminosos comuns, desprovidos de qualquer objetivo político-social, parecem não se dar conta da dimensão da injustiça que cometem; injustiça e fomentação da injustiça maior ainda do que o seqüestro em si efetivados por esses movimentos insurgentes. Agindo assim, essa mal disfarçada imitação de órgãos de imprensa e de jornalismo, parece não querer promover a paz, mas sim perpetuar a guerra. O caminho em direção à paz exige em primeiro lugar esse reconhecimento, exige que se diga a verdade sobre os fatos que originaram a criação desses movimentos, exige que se diga que esses homens e mulheres das FARC-EP e do ELN são heróicos guerrilheiros que abriram mão de uma vida “normal” como qualquer ser humano tem direito, por uma vida em inóspitas selvas, em condições sub-humanas, não por um desejo masoquista mas por circunstâncias que não foram eles que criaram, por uma guerra que não foram eles que declararam e que eles jamais desejaram.

Quem, além da crítica e da recusa em reconhecer as FARC e o ELN como movimentos políticos, envereda pelo campo da mentira, comparando-as com máfias de traficantes, de criminosos cruéis desprovidos de qualquer sentimento de amor, de qualquer ideário de justiça, fomenta ainda mais a guerra e a injustiça. Esses movimentos não existiriam se não fossem as injustiças sociais - perpetradas pela política tradicional - que assolam a humanidade e, sutilmente, mantém milhões de reféns das desumanas regras capitalistas.

A verdade é que os movimentos guerrilheiros como as FARC-EP e o ELN lutam pela paz para todos, contra a pior das violências que é a violência da fome perpetrada pelo estado contra a qual elas apenas viram a necessidade de se insurgir em armas para se defender – com o nobre objetivo de derrotar - numa guerra já declarada a muitos e muitos anos pelo estado contra os trabalhadores, para enfim implantarem a igualdade.

Quem, como essa imprensa reacionária e seus “articulistas”, apenas propaga o ódio, inventando mentiras contra os heróicos insurgentes revolucionários, contribui enormemente para a perpetuação dessa guerra contra a injustiça e da violência da fome, combustível desses movimentos insurgentes, que inevitavelmente acaba por vitimar milhares de pessoas.

Assim como os heróicos guerrilheiros das FARC-EP, do ELN e de todos os militantes socialistas, comunistas ou anarquistas que lutam contra as imposições violentas do capitalismo, tenho esperança ainda que algum dia a humanidade conquiste a paz, apesar da força dos desonestos meios formadores da opinião pública que estão na trincheira dos algozes nesta guerra suja e desigual.

Em defesa da Paz e da Justiça Social, contra a violência estatal, procuremos fomentar a paz e não a guerra. A guerra a ninguém beneficia. A imprensa tem um papel fundamental para que a humanidade possa atingir esse objetivo.

26 dezembro, 2007

URGENTE

OLÁ, AMIGOS E COLEGAS!



Sou de uma classe social ao qual me foi propiciado o acesso ao mínimo que a cidadania digna tem o direito: escola, saúde, habitação, educação.
As oportunidades que tive aproveitei-as e tento, na medida do possível, proporcioná-las aos meus filhos através de condições materiais e afetivas, para também terem uma vida digna.
Um dos meus filhos, Luís Fernando Kalife Júnior, de 21 anos, lindo, inteligente, músico, ambicioso pelo saber, batalhador desde nascença da luta pela Vida, estudante do curso de letras da UFRGS, professor-estagiário e monitor em curso pré-vestibular da própria universidade, por dificuldades de saúde encontra-se hoje dependendo de transplante dos dois pulmões. Vive dependente de "oxigenoterapia" (respiração artificial), estando atualmente na lista de espera para transplante de pulmões da Santa Casa de Misericórdia (Pavilhão Pereira Filho) POA/RS. O acompanhamento e a dedicação médica são impecáveis. O convênio (SAÚDE CAIXA) supre as necessidades para amenizar as deficiências que seus pulmões lhe impõem.
Sou sabedor e tenho muita fé que a possibilidade dele ter a continuidade da sua vida de forma normal diminuindo as dificuldades para viver e também a nossa angústia, começará a partir da doação de pulmões. E por este motivo venho recorrer a solidariedade e sensibilidade humana divulgando o presente e-mail ao número máximo de pessoas possíveis.
As doações de órgãos, por serem muito escassas, requerem uma constante, permanente e persistente campanha publicitária evocativa e esclarecedora (o que infelizmente não existe) para que tomemos consciência de que a doação autorizada dos órgãos de um "ente querido nosso com morte celebral declarada” possibilitará a outros seres humanos vida normal, saindo do sofrimento e das algemas que sua doença lhes impõem. Há na lista de pessoas que esperam a doação um índice muito grande de óbitos pela falta de doadores. Residem ai paradoxos, paradigmas e preconceitos que somente poderão ser quebrados através de uma mídia grande de esclarecimento e convocações constantes, feita por pessoas e órgãos de comunicação com credibilidade jornalística e humana para tal conscientização.
Tenho a consciência de que esta deveria ser uma função dos governos, mas se entrarmos nesta área divagaremos muito e certamente não chegaremos à objetividade vital para o momento e para a vida de muitas pessoas, as quais a vida de meu filho está incluída.
Não consigo avaliar a extensão e o resultado da minha pretensão recorrendo a vocês. É uma tentativa urgente e desesperadora de Pai.
Sofremos duas vezes nesta situação, por nós e pelos filhos.
Tenho fé e esperança que o Novo Ano traga uma boa nova para o Júnior e que ele vença esta batalha pela Vida. Conto com a sensibilidade de todos para os anseios e as necessidades humanas, dando ampla divulgação ao presente e-mail.



Tenham todos um Ano Novo de muita Paz, Saúde, Amor, Alegria e Felicidade e de muitas Esperanças.



Abraço Forte no Coração!



LUÍS FERNANDO KALIFE

GITER PO

Matrícula 5815296

Endereços eletrônicos: luis.kalife@caixa.gov.br ; kalife.voy@terra.com.br

25 dezembro, 2007

Por muitos felizes natais e demais dias a todos os que vivem do trabalho

Por um feliz natal a todos aqueles que são excluídos,
Humilhados, esquecidos, pisoteados,
Assassinados de fome, ou pela violência,
Que são encarcerados, marginalizados, caluniados,
Despejados, precarizados, desempregados e explorados.
Aqueles que não tem história,
que saem deste mundo sem deixar memória.
Aqueles a quem o Capital usurpou a vida
e condenou à sobrevivência miserável,
como expectadores passivos do Espetáculo
a sonhar e comer as migalhas de uma mesa que nunca comerão,
Vendendo sua pele como assalariados! – todos nós!

Por todos aqueles que trabalham
e são sujeitados aos ditames vorazes do deus-Capital.
A todos os despossuídos e deserdados deste mundo.
Por um Natal de solidariedade, e não de vendas e mercado.

E um ano novo que não seja mais um ano,
na estrada lenta e inexorável da nossa (sobre)vida assalariada,
Que não seja mais do mesmo, mas um ano de muitas lutas
Onde a dignidade no homem reapareça!
Onde a vida se reapresente, sem preço, não-mercadoria
Como dádiva, gratuita!

16 dezembro, 2007

Eleição Saude Caixa, muito suspeita

Alguém saberia nos responder sobre a composição da Comissão Eleitoral, se ela conta com representantes de todas as chapas ou se é formada só por apoiadores da chapa 2. Se não houver equanimidade na composição da Comissão Eleitoral que garantia podemos ter sobre a transparência no processo eleitoral?! Também recebemos aqui o folheto da chapa 2. Muito dinheiro foi gasto para rodar milhares de panfletos dessa chapa para distribuição no Brasil inteiro, inclusive para enviar aos aposentados e afastados. Muita coisa estranha está acontecendo no processo eleitoral: 1) muito dinheiro que não se sabe de onde está saindo, 2) mensagem emitida pela GESAD na véspera do início da votação, nominada a cada empregado com o texto (com efeito luminoso) na primeira linha que dizia "HOJE É O ÚLTIMO DIA PARA VOTAR, EXERÇA SEU DIREITO", o que fêz com que muitos colegas desinformados achassem não dar tempo mais para votar e deletassem a mensagem, 3) VÁRIAS tentativas de votar no primeiro dia de votação, sem sucesso, porém dando a impressão de que o voto já teria sido computado, 4) várias tentativas sem sucesso de contato com a Comissão Eleitoral através dos telefones e e-mail disponibilizados na página de votação, 5) impugnação da chapa 1 o que possibilitou que a chapa 2 fosse a primeira da lista na página de votação sem sabermos quem decidiu sobre a ordem das chapas na lista e os critérios de impugnação de chapas, 6) quem e por quê decidiu utilizar o método virtual para votação, sabemos que o método virtual pode ser fraudado e não há meios de fiscalização por parte das chapas ou de qualquer interessado. Enfim, todo o processo eleitoral está completamente comprometido e sem nenhuma credibilidade. Sendo assim, não temos dúvida de que a chapa 2 será a mais votada, mas não por merecimento.

14 dezembro, 2007

Eleição no Saúde Caixa

A eleição para conselheiros do Saude Caixa é uma farsa.
A chapa 2, que é a chapa da diretoria atual é a chapa apoiada
pela própria Caixa e pelas entidades ligadas à CUT/PT
que são entidades governistas e patronais.

Basta ver a composição da chapa, para ver a sua caracteristica;
seus componentes são gerentes e superintendentes da Caixa que,
estão infiltrados no movimento sindical e associativo dos
empregados apenas para criar obstáculos à luta; estão no movimento
para fazer o jogo do patrão dentro das entidades dos bancários.

Nessa eleição, a única chapa que tem condições de derrotar a chapa 2
é a CHAPA 6, é a chapa constuída por integrantes do Movimento Nacional
de Oposição Bancária, é a chapa dos colegas que nunca abandonaram a
luta e estão, categoricamente do lado da parte mais explorada dos
empregados da Caixa. São colegas que tem consciência de classe.

Portanto, todo respeito merecem as demais chapas (exceto a chapa 2), que provavelmente foram montadas por colegas que realmente tem boa vontade,
mas, infelizmente não estão organizados nacionalmente ainda como está a
Oposição Bancária Nacional.

Votem na chapa 6 - Saúde Caixa, Melhor e Para Todos.

A chapa 6 é apoiada por todos aqueles que acreditam na luta dos
trabalhadores

ATENÇÃO: A ELEIÇÃO VAI ATÉ DIA 20/12 ÀS 16 HORAS.