AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

14 agosto, 2007

Não à reforma trabalhista!

Já há muitos anos é discurso amplamente difundido a nível global que os direitos trabalhistas representam custos, oneram as empresas, burocratizam tudo, e que a saída da Crise do Capital, estaria na “modernização” das relações de trabalho, ou seja, na flexibilização do trabalho. É com esse discurso que atacam a nós, servidores públicos, nos acusando de inépcia e nos culpabilizando pelos fracassos do Estado. Em nome do “desenvolvimento econômico” do país, tentarão transformar o Brasil numa China de mão-de-obra barata. Sobre a questão da reforma trabalhista, convém ressaltar: 1) Ela está sendo aplicada a conta-gotas, de forma intermitente, aos poucos. O que dificulta uma reação organizada por parte da sociedade. Pegam um setor por vez. 2) Ela se esconde sob vários nomes: flexibilização (flexploração), desregulamentação, desburocratização, etc. 3) Afirma-se que a “redução do custo Brasil”(nossos direitos trabalhistas viraram um “custo” para o Estado e o patronato) gerará empregos. Não existe mentira pior. Nos países em que os direitos trabalhistas foram retirados, o desemprego cresceu, beirando os 20%. Por uma razão muito simples: tirando as barreiras de defesa trabalhistas, o empresariado pode intensificar muito o trabalho dos indivíduos, e prolongar as jornadas de trabalho para além das 8 horas diárias, o que significa MENOS GENTE EMPREGADA TRABALHANDO EM DOBRO. Quem lucra com isso? Os patrões e o Estado. 4) Um nível de desemprego alto é interessante para o empresariado, pois pode usar a ameaça do desemprego para “calar a boca” dos trabalhadores e impor condições de trabalho piores e rebaixar os salários. 5) A Emenda 3, que permite contratar em massa trabalhadores sem carteira, como “autônomos” ou “empresário de si”, é uma monstruosidade que permite que os patrões contratem os trabalhadores pagando MENOS QUE UM SALÁRIO MÍNIMO! Alguém duvida disso? Isso já ocorre em larga escala no México, na Colômbia, no Chile, China, etc. 6) Na França, as reformas trabalhistas foram até hoje barradas e os direitos trabalhistas mantidos. Todos diziam que isso iria quebrar o país, mas não quebrou. O que mostra quanto esse discurso da modernização do trabalho é enganoso. E no fim, quem sai ganhando é o Capital, quem perde é a classe trabalhadora.

07 agosto, 2007

Itaú lucra R$ 4,016 bi no semestre e bate Bradesco

07/08/2007 - 09h19 Publicidadeda Folha Online
O banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 35,7% superior ao número apurado na primeira metade do ano passado e reflete ganhos não-recorrentes, sendo o principal, a venda da participação do banco na empresa de verificação de crédito Serasa. O resultado do Itaú supera o lucro semestral anunciado pelo rival Bradesco (R$ 4,007 bilhões), anunciado ontem, e que também teve impacto de ganhos extraordinários no período. No segundo trimestre, o lucro do Itaú foi de R$ 2,115 bilhões, acréscimo de 41% sobre o resultado para o mesmo período em 2006. O Itaú calculou um lucro recorrente --sem o efeito dos ganhos extraordinários-- de R$ 1,919 bilhão no período, um incremento de 0,9% sobre o primeiro trimestre deste ano e de quase 30% sobre o segundo trimestre do ano passado. As operações de crédito do banco totalizaram R$ 104,82 bilhões em junho, um crescimento de 40% sobre o resultado para o mesmo período no passado. A carteira de empréstimos para pessoa física somou R$ 45,03 bilhões, um salto de 32,9% sobre o primeiro semestre do ano passado. Na carteira de empresas, o saldo foi R$ 46,88 bilhões, um acréscimo de 32,4% sobre o ano passado. Os créditos voltados para grandes empresas totalizaram R$ 25,63 bilhões, um aumento de 16% sobre junho de 2005. A carteira de crédito voltara para micro, pequenas e médias empresas totalizou R$ 21,25 bilhões, num salto de 59,7% sobre o ano passado no mesmo período. Especial Leia o que já foi publicado sobre o Itaú

30 julho, 2007

BANCÁRIOS REJEITAM MESA ÚNICA

RESULTADO DO PLEBISCITO SOBRE A MESA ÚNICA REALIZADO EM DEZ AGÊNCIAS CEF E BB DE MOGI DAS CRUZES E BIRITIBA MIRIM ENTRE OS DIAS 24 E 27 DE JULHO/07

TOTAL GERAL
TOTAL DE VOTOS: 132 VOTANTES
VOTOS SIM: 29 VOTOS 21,97%
VOTOS NÃO: 103 VOTOS 78,03%
VOTOS NULOS: 00 VOTOS

28 julho, 2007

RESULTADO DO PLEBISCITO DE MOGI E REGIÃO SOBRE A MESA ÚNICA

Plebiscito sobre a Mesa Única da Fenaban para as negociações da campanha salarial dos bancários, realizado entre os dias 24 e 27 de julho de 2007 nas agências do Banco do Brasil e Caixa econômica Federal nas cidades de Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim


AG. CEF MOGI DAS CRUZES: 40 VOTANTES; SIM: 03 VOTOS; NÃO: 37 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG. CEF JD. DAS OLIVEIRAS: 13 VOTANTES; SIM: 04 VOTOS; NÃO: 08 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG CEF DR. DEODATO: 12 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 10 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG BB BRAZ CUBAS: 07 VOTANTES; SIM: 01 VOTOS; NÃO: 06 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG CEF BRAZ CUBAS: 16 VOTANTES; SIM: 10 VOTOS; NÃO: 06 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB MOGI (AVENIDA): 22 VOTANTES; SIM: 03 VOTOS; NÃO: 19 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB BIRITIBA MIRIM: 04 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 02 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG CEF BIRITIBA MIRIM: 11 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 09 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB JD DAS OLIVEIRAS: 06 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 04 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

PAB CEF MOGI DAS CRUZES: 02 VOTANTES; SIM: 00 VOTOS; NÃO: 02 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

TOTAL GERAL: 132 VOTANTES; SIM: 29 VOTOS (21,97%); NÃO: 103 VOTOS (78,03%); NULOS: 00 VOTOS

26 julho, 2007

PT, CUT e MESA ÚNICA

A mesa única da Fenaban foi uma imposição de cima para baixo, uma vez que os bancários dos bancos públicos nunca foram consultados a respeito do assunto. A cúpula cutista do movimento sindical gostaria de impor a mesa única durante o governo FHC para mostrar-se conciliadora com o patronato e com o governo do PSDB, para mostrar que uma futura eleição de Lula não seria uma ameaça socialista aos interesses da elite nacional e internacional. Após a chegada de Lula a presidencia da república e a mesa única imposta, provou-se então que a mesa única não era apenas uma estratégia para que o PT conseguisse seu intento de chegar ao poder central e fazer um governo para os tabalhadores, mas era de fato um engodo contra os trabalhadores e uma real capitulação definitiva do PT aos interesses da elite dominante.

13 julho, 2007

Motivos para lutar CONTRA à Mesa Única da Fenaban

Muitos bancários ainda nem sabem o que significa o termo Mesa Única, política imposta e implementada pela governista Contraf-CUT desde a campanha salarial de 2004.

O principal argumento usado pela Contraf para implementar a Mesa Única é de que a unificação de bancários de bancos públicos e de bancos privados na mesa da FENABAN (órgão patronal que representa os bancos privados nas negociações da campanha salarial) aumenta a força dos bancários para conquistar as reivindicações da campanha salarial.

Os bancários de bancos privados têm perdas acumuladas, desde julho de 1994, quando foi instituído o Plano Real, cerca de 27%, enquanto, a perda dos bancários da CEF no mesmo período atinge 98% e do BB 87%.

Pois bem. Com tal diferença de perdas entre bancários públicos e bancários privados, como, nós, bancários de bancos públicos, poderemos obter unificação de fato com os bancários privados?

A Mesa Única significa exatamente rebaixar o índice de reivindicação de reposição salarial dos bancários públicos, uma vez que, ao invés de as negociações dos bancários públicos se darem diretamente com os governos que são seus patrões diretos, se dão com os patrões dos bancos privados no patamar das perdas dos bancários privados.

A quem interessa essa política? Com toda certeza não é aos bancários públicos e nem aos privados, uma vez que, a cada ano que passa, a cada campanha salarial derrotada para os bancários públicos, estes gradativamente se desmotivam a “brigar” por migalhas diante de suas enormes perdas, deixando assim de juntar forças aos bancários privados na luta da campanha salarial.

A Mesa Única certamente divide e enfraquece a categoria bancária na medida em que faz os bancários de bancos públicos, que são os que mais tem condições de mobilização, se afastarem da necessária luta por suas reivindicações, uma vez que sabem de antemão que seu principal item da pauta de reivindicações será negociado no patamar rebaixado da FENABAN.

Portanto, o argumento da Contraf/CUT para defender a Mesa Única é falso, pois a Mesa Única implode a capacidade de uma verdadeira unificação e de uma forte mobilização.

Mas, se não são os bancários a ganhar, alguém está ganhando com a política da Mesa Única. Então, vejamos: o governo Lula é o principal beneficiado que pode continuar seguindo com sua política econômica subserviente ao FMI, ao imperialismo e à classe patronal interna e externa. Por sua vez, o governo, agradecido, beneficia seus apadrinhados nos sindicatos, encaixando-os em altos cargos que não exijam concurso público.

E, assim, os bancários, com uma direção sindical pró-governo e vendida se vê na condição de moeda política.

Podemos imaginar, então, o quão nefastas serão para os trabalhadores as reformas de interesse do governo, especialmente a sindical e trabalhista, assim como já foi e está sendo a da previdência, ajudado por um sindicalismo que tem o poder de desmobilizar qualquer luta salarial e anti reformas.

Por essas e por outras, é que, dizer NÃO à Mesa Única da FENABAN e ao peleguismo/governismo oPTado pela Contraf-CUT, é lutar pela verdadeira unidade e fortalecimento dos trabalhadores bancários.

11 julho, 2007

Plebiscito no Rio Grande do Norte: Bancários dizem não à mesa única

CAMPANHA SALARIAL
Bancários dizem NÃO à Mesa Única
O Sindicato realizou, no período de 25 a 29/6, cumprindo deliberação da Assembléia da Categoria do dia 14/6, o plebiscito a respeito da permanência, ou não, dos Bancos Públicos na Mesa Única da FENABAN. Votaram 1.341 bancários do BB, Caixa e BNB da nossa base sindical (Veja o resultado no quadro abaixo).

Nº de votantes: 1341
SIM: 202 (15,6%)
NÃO: 1.128 (84,12%)
BRANCOS: 7 (0,52%)
NULOS: 4 (0,3%)

O resultado, amplamente favorável à saída dos Bancos Públicos da Mesa Única, confirma o que já se percebia na Campanha Salarial desde 2004. Agora, não se trata mais de suposição, mas de fato concretizado com números. Esperamos que outros sindicatos caminhem na mesma direção e também realizem o plebiscito, porque não podemos aceitar que neste ano a CONTRAF/Cut se faça de surda à vontade das bases e apresente um índice de reajuste que não contemple a recuperação de perdas. Vale lembrar que as perdas salariais na Caixa são de 101%, no BB vão além de 89% e no BNB em torno de 110%.

A estratégia de negociação em Mesa Única é defendida e implementada pela governista Contraf/Cut, que vem entregando todas as campanhas salariais para proteger o governo Lula. Garantia no emprego, isonomia e reposição de perdas salariais só serão conquistadas com uma forte campanha salarial unificada, mas com negociações separadas dos Bancos estatais e com os Bancos privados, através da Fenaban.

Plebiscito em Bauru: 88,5% diz não à mesa única

Goleada no plebiscito: 88,5% dizem não!
Bancários do BB e da CEF não querem mesa única
Mesmo com a tentativa frustrada de boicote por parte de diretores ligados a governista CUT, os bancários do BB e da CEF dizem não à mesa única e referendam a necessidade imediata de negociações específicas nos bancos públicos. Vitória!De 3 a 6 de julho, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região realizou plebiscito no Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF), para saber o que os bancários desses bancos de toda a base territorial da entidade pensam sobre a questão da mesa única nas negociações.Por esmagadora margem de votos, os bancários do BB e da CEF disseram não à mesa única. Foram coletados 651 votos. 575 trabalhadores votaram pelo "não", totalizando 88,5% dos votos; 69 votos pelo "sim", 10,5% dos votos; 5 votos em branco e 2 nulos, 1%.O resultado é uma vitória para os bancários do BB e da CEF e demonstra a insatisfação desses trabalhadores sobre a questão da mesa única. O objetivo do legítimo plebiscito foi atingido. Tudo para construir, em 2007, uma campanha salarial vitoriosa, com muita luta para conseguir isonomia, PCS e reposição das gigantescas perdas no BB e na CEF. E isso só será possível com negociações específicas, rompendo com a estratégia governista da Contraf-CUT, com a "mesa única", muito boa para Lula, que fica escondidinho atrás dos banqueiros, e péssima para os bancários, que não conseguem avançar, presos à mesa inadequada da Fenaban.Plebiscito como esse já ocorreu no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Nesses estados, os bancários do BB e CEF também disseram não à mesa única.Os bancários do BB e da CEF de Bauru e região estão de parabéns pela demonstração de consciência sobre a importância de não dar aval à governista Contraf-CUT e exigir a realização de mesas específicas nas negociações. "Bancários da CUT" tentam boicotar plebiscito dos bancáriosCoisa feia! Contraf-CUT e seus emissários não querem ouvir o que pensam os bancários do BB e CEFOs "Bancários da CUT" tentaram em vão estragar o legítimo plebiscito "mesa única", realizado pelos diretores ligados à Conlutas. Num lamentável documento veiculado pelo diretor cutista Roberto Machini do BB, os "Bancários da CUT" orientaram os trabalhadores de Bauru e Região a não votarem no plebiscito. Da mesma forma que a pelega Contraf-CUT sempre boicota as greves e sabota as reivindicações, lutas e campanhas salariais dos bancários, Machini, que é liberado pela direção do Banco do Brasil, em conluio com a Contraf-CUT, sem qualquer legimidade e sem decisão de assembléia, e os demais cutistas locais agora tentaram boicotar e sabotar o legítimo plebiscito dos trabalhadores. A serviço da governista Contraf-CUT, foi produzido um documento para boicotar uma iniciativa democrática, idealizada e executada com empenho pelos diretores da Conlutas, que conversaram com cada bancário do BB e da CEF, percorrendo por uma semana inteira todos os locais de trabalho de Bauru e Região.Os sempre ausentes "Bancários da CUT" não fazem absolutamente nada para construir ou fortalecer a luta. Eles só aparecem para tentar acabar com a democracia em Bauru. Há muito tempo, os cutistas rasgaram a cartilha da democracia e abandonaram a luta dos bancários. Aprendam a ouvir e respeitar os trabalhadores, "Bancários da CUT"! Chega de governismo! A Conlutas e seus diretores conseguiram saber o que os bancários pensam: não querem mesa única. Assim, lutarão juntos por reposição de perdas salariais, isonomia e PCS. Todos juntos na trincheira dos trabalhadores. Vitória dos bancários!

09 julho, 2007

Política é para o povo, sim!

A mentalidade oficial sugere, pela voz dos meios de comunicação de massa, que o povo não deve fazer política e que, fazer política é só para os políticos. A disseminação dessa falsa mentalidade só interessa a quem tem o poder nas mãos, mas não quer dividi-lo com o povo; a quem está por cima no sistema capitalista e assim quer continuar sem que seja incomodado pelo enorme contingente de desfavorecidos dessa sociedade injusta. Injusta, por ser capitalista.

Da mesma forma, a mentalidade oficial sugere, por meio dos mesmos veículos de comunicação de massa, que vivemos numa democracia, quando, na realidade, vivemos uma ditadura dos ricos contra os pobres, ou seja, de uma minoria que detém o poder estatal, econômico e de comunicação de massa contra uma maioria que tem apenas e tão somente sua força de trabalho para vender aos ditadores ao preço que eles decidirem pagar. Portanto, essa falsa mentalidade de que vivemos numa sociedade democrática também só interessa aos que tem o poder nas mãos.

Disseminam também que todos somos iguais perante a lei; mas, aí eu pergunto: quem faz as leis? E, eu mesmo respondo: são os mesmos que usam o poder que tem para dar tudo aos amigos e “o rigor da lei” para os outros.

Ameaçam, aterrorizam, intimidam, punem, reprimem as atividades políticas do povo. Disseminam que as únicas atividades políticas possíveis para o povo são, protestar pacificamente e votar, como se apenas nisso se resumisse a democracia, pois sabem que protestos pacíficos e voto não ameaçam a ordem social imposta que sustenta sua ditadura sobre os despossuidos.

Mas, todo esse estado de coisas só é possível porque o enorme contingente de desfavorecidos, sem teto, sem terra, sem escolas, sem saúde, sem justiça, sem política tomam por verdades essas falsas mentalidades oficiais de que o povo não deve participar da política; de que, política é coisa para políticos e ao povo cabe apenas resignar-se; de que os trabalhadores não devem fazer greves, os estudantes não devem ocupar reitorias, e de que os excluídos não devem ocupar terras.

Mortos estão os que acreditam ser possível estar vivos e não fazer política. Quem se cala diante da barbárie capitalista e de suas tantas falsas mentalidades oficiais disseminadas, já está a fazer política, porém é a política do opressor que fazem ao se calarem. Muitos vão além, não se calam, mas tudo que falam é para criticar ou tentar desmotivar os que lutam por todos os oprimidos contra as falsas mentalidades oficiais, ou seja, fazem política ativa contra si mesmos e contra a humanidade.

Pois bem. No exercito de desfavorecidos mudos e distantes da política que a mentalidade oficial sugere, pela voz da imprensa capitalista, muitos preferem permanecer no conforto que suas posições lhes proporcionam; são os que não se solidarizam com colegas que optam por passar da resignação à indignação e da indignação à ação; são os que ainda não perceberam que é impossível estar vivos e não fazer política e que a omissão é, sim, uma atitude política, mas conveniente apenas para quem tem o poder nas mãos; são os que querem tapar o sol com a peneira, fingem não notar as enormes injustiças de um sistema que incita o “ter” mas não permite que todos “tenham”, são aqueles que perderam a capacidade de se indignar com os desmandos dos poderosos que usam o estado para dar tudo aos amigos e “a lei” para os outros.

06 julho, 2007

Laudos trazem indícios de tortura

Perícia realizada pelo IML aponta que ao menos dez dos 19 mortos em operação policial no Rio tinham ferimentos e escoriações

Vítimas receberam 78 tiros no total, 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%; adolescente de 15 anos levou nove disparos

SERGIO TORRESDA
SUCURSAL DO RIO

Ferimentos ensangüentados, escoriações e manchas arroxeadas estavam espalhadas pelos corpos de pelo menos dez das 19 vítimas de supostos confrontos entre policiais e traficantes ocorridos no complexo de favelas do Alemão, na zona norte carioca, no dia 27.A informação consta dos laudos cadavéricos produzidos pelo IML (Instituto Médico Legal) e que a Secretaria Estadual de Segurança Pública tem procurado manter em segredo.Para a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), as marcas são mais um indício de que, durante a operação, os policiais podem ter espancado e torturado suspeitos, como acusam parentes e moradores do local.O presidente da comissão, João Tancredo, após analisar os laudos, disse que "já se vislumbra" a hipótese de algumas das vítimas terem sido mortas depois de rendidas. "Estou comparando os laudos com o que dizem os moradores. O prudente é verificarmos o que aconteceu com uma perícia independente, mas já se vislumbra a hipótese de execução."Segundo os laudos, 13 das 19 vítimas receberam tiros por trás. Sete foram baleadas nas costas; duas, no pescoço; uma, na cabeça; uma, na panturrilha esquerda; uma, no braço esquerdo; e uma, no punho esquerdo. A perícia não indica a distância percorrida pelas balas antes de atingir o corpo nem os calibres das armas usadas pelos policiais. Mas, em cinco casos, apontam a presença de pólvora nas bordas dos ferimentos de entrada da bala, o que indicaria proximidade entre quem atirou e quem foi baleado.Dos casos de ferimentos externos não causados por armas de fogo e relacionados nos laudos corporais, o que mais chama a atenção é o de David Souza de Lima, 14. No antebraço esquerdo dele, segundo a perícia, constatou-se a existência de "uma extensa ferida irregular". A profundidade do ferimento deixa à mostra os ossos e a musculatura.Lima foi baleado nas costas quatro vezes. Desde o dia da operação, moradores e parentes dizem que o menino foi esfaqueado antes de morrer. O ferimento no braço dele pode ter sido causado por facadas ou outro objeto perfurocortante.A perícia mostra ainda que as 19 vítimas foram mortas com um total de 78 tiros, sendo 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%. O adolescente Pablo Alves da Silva, 15, recebeu nove disparos, sendo quatro nas costas, dois na cabeça, um no pescoço, um no tórax e no braço direito.As vítimas em que havia ferimentos externos, além de Lima, são Bruno Rodrigues Alves, Cléber Mendes, Geraldo Batista Ribeiro, Marcelo Luiz Madeira, Bruno Vianna Alcântara, Uanderson Ferreira, Emerson Goulart, Jairo César Caetano e Rafael Bernardino da Silva.

16 junho, 2007

Empregados pressionados e clientes mal atendidos: até quando?

15/06/2007

As denúncias sobre as más condições de trabalho nas unidades da Caixa não param de chegar à APCEF/SP e confirmam o que a Associação tem constatado em suas visitas em todo o Estado: problemas com o pagamento e as compensações de horas extras, cobrança de metas, venda casada de produtos, discriminação no atendimento a clientes de baixa renda...Leia, abaixo, os principais itens de reclamações e que precisam de solução urgente pela diretoria da Caixa:• Horas extrasDe acordo com informações recebidas, a direção da Caixa teria orientado os gestores a implantar um rigoroso controle no sentido de coibir a realização de hora extra por parte do empregado. Para cumprir tal determinação, os gerentes estariam implantando um rodízio de compensação de horas, no qual empregados seriam obrigados a faltar e os demais a arcar com a sobrecarga de trabalho. As denúncias ainda vão mais longe. Em algumas unidades, os gestores estariam orientando os empregados a diminuir o número de pessoas atendidas, aumentando o grau de precariedade do já complicado atendimento ao cliente.• MetasA pressão para o cumprimento das metas é tanta, que os empregados têm feito, inclusive, seleção de clientes que possam render alguma boa venda para a unidade, discriminando a população mais carente que procura o ponto de venda para receber o seguro-desemprego, FGTS, benefícios sociais... “Tem trabalhador que anda três ou quatro agências para ser atendido” - contou um empregado. “Para os gestores, esse tipo de serviço prestado não propicia cumprimento de metas” - completou.O encaminhamento do trabalhador para as casas lotéricas com a desculpa de que o sistema do banco apresenta falhas é um dos exemplos mais constantes das práticas utilizadas nos pontos de venda para “evitar” clientes que não ajudam o empregado a cumprir as metas impostas pela Caixa.• Venda casadaAinda de acordo com denúncias, as unidades estariam fazendo venda casada de produtos, o que é um procedimento ilegal, passível de punição. “Tem unidade que chega a condicionar a liberação do FGTS do trabalhador - que, na verdade, já está liberado pelo Conectividade - à compra de produtos” - contou outro empregado. “A Caixa, pelo seu histórico papel social, deveria ser um exemplo em dois principais pontos - como empresa, proporcionando ambiente e condições de trabalho dignos para seus empregados e como banco público, proporcionando atendimento primordial para o seu artigo de maior valor: o trabalhador” - comentou a diretora-presidente da APCEF/SP, Fabiana Matheus.“A APCEF/SP está elaborando um material, a ser encaminhado para a direção da Caixa. Além de relatar as diversas denúncias, irá pedir soluções mais do que urgentes para resolver tais problemas, como contratação de pessoal, mudança na política de metas, cumprimento do acordo das horas extras...” - finalizou Fabiana.

02 junho, 2007

Liberdade de Imprensa ou Ditadura da imprensa

Vejo, estarrecido, a completa inversão de valores que a sociedade vive em nossos dias, causada em grande medida pela ditadura dos meios de comunicação de massa, deformadores e não formadores de opinião. Quando alguém como Hugo Chaves tem a coragem que a maioria dos presidentes não tem, de cumprir com sua obrigação de chefe de estado de enfrentar o poderio dos grandes aparatos de comunicação de massa no sentido de preservar a liberdade de pensamento da população de seu país, vê-se atacado por todo o aparato de comunicação mundial e seus puxa-sacos instalados em todas as instâncias dos governos de seus respectivos países. Se for para defender o direito de imprensa ou de expressão, que se discuta profundamente em todos os seus aspectos. Aos menos avisados basta se perguntar que interesses defendem todos os meios de comunicação que hoje se prestam a apenas atacar a decisão legítima de Hugo Chaves de não renovar a concessão à criminosa RCTV ou a qualquer outra concessionária de serviço público que não cumprem com suas obrigações previstas nos contratos de concessão. Não há o mínimo resquício de ditadura nos atos do governo venezuelano.
Ditadura é uma minoria mandar na maioria, ditadura é o meio de comunicação de massa, com todo seu poder de manipular informação determinar o que a maioria deve pensar, deve vestir, deve querer, deve usar, deve comer, deve beber, em quem deve votar. Ditadura é o meio de comunicação de massa exercer todo esse poder capaz de convencer a massa do contrário do que ele realmente defende, é usar todo esse poder para perpetuar-se no poder, isso é ditadura, isso sim fere a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha, fere todos os princípios dos direitos humanos. Ditadura é essa minoria usar esse estrondoso poder para determinar o que a maioria deve ou não saber, as versões dos fatos que a população deve ou não receber. Ditadura é distorcer e omitir informações que são cruciais a formação imparcial da opinião pública. Ditatorial é o ato inconstitucional, é usar com má fé a concessão de um serviço público para envenenar as mentes, é transmitir à população apenas um lado da história, é não mostrar também os motivos, mas apenas as causas dos fatos, é emburrecer e embrutecer propositalmente a população, é usar todo seu poder de persuasão sobre a população para que ela defenda propostas contra elas mesmas para dar uma falsa idéia de vontade popular, é fazer da população massa de manobra para dar golpes de estado e reinstalar governos verdadeiramente ditatoriais que favoreçam apenas a interesses mesquinhos de uma minoria, abastada, gananciosa, pretensiosa e egoísta da sociedade. Diante de tanta informação distorcida, diante de tanta inverdade, diante de tanta manipulação da opinião pública, diante de tantas tentativas de inverter valores morais e ideológicos, não só a RCTV, mas também a Rede Globo no Brasil e qualquer outra concessionária de serviço público deveria ser intimada pelos governos a cumprir com suas obrigações morais e constitucionais sob pena de lhes serem retiradas as concessões e substituídas por quem respeite a maioria é não uma minoria de abastados preocupados apenas em manter seus privilégios e sua ditadura sobre a maioria mais pobre da população. Vale divulgar aqui as informações que são essenciais para uma formação imparcial da opinião pública, mas que, a nossa antidemocrática imprensa, por má fé contra a maioria das populações não divulga sobre o fato histórico do momento: a não renovação da concessão determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela à RCTV, principal rede nacional de televisão privada daquele país: A justiça da Venezuela já em 2002 tinha todas as razões legais do mundo para revogar a concessão da RCTV quando essa TV participou ativamente no Golpe de Estado que destituiu pela força o presidente Hugo Chaves que foi eleito em 1997, reeleito em 2002, referendado pela maioria do povo venezuelano em 2004 e novamente reeleito em 2007. Vale informar também que no golpe de estado de 2002, as forças golpistas, financiadas pela CIA, cortaram o sinal da TV estatal e empossaram um presidente cujo primeiro ato foi revogar todos os direitos constitucionais da população pobre que antes de Hugo Chaves não haviam e que a restituição de Hugo Chaves ao poder após dois dias seqüestrado pelos golpistas, só aconteceu porque militares leais a ele o resgataram após grande pressão popular em que treze pessoas foram assassinadas pelas forças golpistas. Com o corte do sinal da TV estatal a população só soube o que estava acontecendo por noticiários de TVs estrangeiras, captados por TV a cabo. Vale informar também que o dossiê de denúncias por parte da população por irregularidades na programação da RCTV é enorme e vem desde a sua primeira concessão.

Há que se perguntar quem é realmente ditatorial, se um governo que assume seu papel e governa para a maioria ou um meio de comunicação de massa, concedido pelo governo, que se aproveita maldosamente de seu poderio de comunicação para manipular a mente da população.

19 maio, 2007

TODO APOIO À OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP

Numa sociedade carcomida pela hipocrisia dos incautos e dos políticos carreiristas faz-se necessário ações ousadas como a dos estudantes que ocupam a reitoria da Universidade de São Paulo.

É muito bom saber que ainda temos pessoas que usam a massa cinzenta e valorizam o sangue que lhes corre na veia, que não se acovardam quando se trata de defender a sociedade contra os descalabros do poderoso estado capitalista que nos ataca por todos os meios, seja pela corrupção, seja pelos projetos de lei neoliberais esdrúxulos que nos tentam impor e que só podem levar a nossa sociedade cada vez mais por um caminho sem volta rumo à degradação completa do ser humano e do planeta.

Por isso é valorosa a luta dos estudantes da USP, assim como dos funcionários que estão em greve e de todos aqueles que acreditam e lutam brava e incansavelmente em defesa dos direitos da maioria, independentemente de quais sejam os CARCEREIROS (governantes) de plantão.

SAUDAÇÕES CONLUTAS

Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região

Mogi das Cruzes, 19/05/2007

10 maio, 2007

Aproveitando as ingênuas atenções dos pobres fieis à visita do papa, parlamentares aprovam aumento de seus próprios salários

Deputados aprovam aumento de salários
09/05 - 12:33, atualizada às 22:24 09/05 - Murilo Murça - Último Segundo/Santafé Idéias



A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira o aumento de salário de parlamentares, ministros e do presidente da República. O Plenário começou, neste momento, a discussão do aumento de um ponto percentual dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).


Kassab deixará Câmara aprovar "trem da alegria"
Blog dos blogs: visita do pontífice diminui a atenções sobre aumento dos salários


Como diversos deputados desistiram de discutir o Projeto de Decreto Legislativo, que reajusta os subsídios do presidente da República e dos ministros de Estado, o Plenário aprovou o projeto e, logo em seguida, a exclusão de artigo que estendia a revisão geral anual concedida aos servidores públicos da União a esses subsídios.

A Câmara também aprovou o projeto que fixa o salário dos deputados e senadores em R$ 16.512,09 - um reajuste de 29,81% relativo à inflação do período de dezembro de 2002 a março de 2007. O projeto foi aprovado em votação simbólica.

Os deputados tiveram que fazer discurso até as 19h45, pois a presente sessão é extraordinária e tem que durar exatamente quatro horas.

A primeira, obriga a que todas as votações no Poder Legislativo sejam abertas, não secretas. A segunda, aumenta em um ponto percentual a cota do Fundo de Participação dos Municipios (FPM) na repartição dos tributos recolhidos pela União.

Pelo acordo entre governo e oposição, com pressão dos prefeitos, o aumento passa a contar a partir de setembro e será pago em dezembro. Pela legislação, o FPM é uma espécie de 13º salário dos municípios, uma vez que é calculado o percentual mensal, mas o total´só é distribuído em dezembro. Se aprovada, a PEC volta ao Senado.

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), havia dito, logo após reunião da Mesa Diretora da Casa, que o aumento se trata apenas de “reposição pelas perdas com a inflação”, o que corresponderá a um acréscimo de 28,5%, o que elevará o salário dos deputados dos atuais R$ 12.847 para R$ 16.500. O mesmo porcentual será acrescido ao salário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passará de R$ 8.900 para R$ 11.400, e o dos ministros de Estado, cujos salários passarão de R$ 8.400 para R$ 10.400.

O líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio, tentou justificar o aumento para o presidente e para os ministros dizendo que é "inadmissível que eles recebam menos que os deputados", cujo aumento de salário deve ser votado nesta quarta-feira. Entretanto, ele também fez a ressalva de que os minsitros têm seus salários inchados pelos conselhos consultivos de empresas estatais, que chegam multiplicar em 3 ou 4 vezes seus vencimentos.

Mais cedo, também foram aprovadas alterações no Timemania. Agora, além dos times de futebol, as santas casas também receberão parte dos recursos da loteria. Também foi aumentado de 180 para 240 meses o prazo para os times e as santas casas pagarem suas dividas e houve redução no valor das multas já aplicadas aos clubes.

15 abril, 2007

DIA 17 É DIA DE LUTA UNIFICADA

Dia 17 é dia de luta unificada!

Dia nacional de luta e paralisação contra as reformas, em defesa dos direitos e dos salários em todo país


Neste dia, o MST inaugura o Abril Vermelho com manifestações e ocupações, os servidores federais vão realizar paralisações contra o governo e o PAC e os servidores de vários estados vão realizar protestos contra a política de arrocho salarial dos seus governadores.

A data integra o calendário do Encontro Nacional Contra as Reformas, realizado no dia 25 de março, em São Paulo. O próximo passo é a realização de grandes atos de luta no 1º de Maio.

Vamos à luta!

Veja as atividades que vão acontecer nos estados

São Paulo
Várias categorias se unirão num ato público na Avenida Paulista. Além dos servidores federais, os professores da Apeoesp e os docentes, funcionários e estudantes das universidades paulistas também se mobilizarão por suas reivindicações. O ato tem início às 15 horas no vão do Masp.

Rio Grande do Sul
Os Servidores Técnico-Administrativos das quatro Universidades Federais do Rio Grande do Sul farão uma paralisação e uma passeata pelas ruas de Porto Alegre nesse dia. Diversas outras categorias – que também farão paralisação, como Incra e IBGE – devem se juntar aos demais, fazendo, então, um grande ato que terminará em frente ao Banco Central.

Rio de Janeiro
Manifestação Unificada
Concentração: às 16h na Candelária. Passeata até a Cinelândia passando em alguns órgãos do Estado (Incra, Justiça e Educação e etc).

Maranhão
Concentração: às 15h na praça João Lisboa (centro). Ato em frente aos correios. Depois caminhada (com panfletagem) pela centro comercial.

11 abril, 2007

17 de abril é dia de luta unificada!

Em professores de São Paulo, oposição derrota Articulação e aprova paralisação


Diego Cruz
da redação
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• O próximo 17 de abril será um dia de lutas e mobilizações unificadas em todo o país, unindo o funcionalismo público a setores de luta no campo.

O dia inaugura a série de manifestações e ocupações de terras do MST no já tradicional “Abril Vermelho”, como parte do Dia Internacional de Luta pela Terra e em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no dia 17 de abril de 1996. Além disso, a data foi aprovada no calendário de lutas definido pelo Encontro Nacional Contra as Reformas, realizado dia 25 de março em São Paulo.

A Cnesf (Coordenação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) também aprovou o dia 17 como data de mobilizações e paralisação em defesa das reivindicações da categoria. Os servidores lutam contra o arrocho e os ataques aos direitos da categoria contidos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo Lula. Os servidores também se mobilizarão contra o fim do direito de greve que o governo Lula quer impor através do PLP 01 (Projeto de Lei Complementar).

Paralisações em São Paulo
O dia 17 vai balançar São Paulo com manifestações e paralisações de várias categorias. O Fórum das Seis, que reúne as entidades dos professores, funcionários e estudantes das universidades estaduais, aprovou paralisação e manifestação no dia. Os docentes, funcionários e estudantes lutam contra o arrocho, a precarização da universidade pública, a reforma universitária e a intervenção do governo José Serra nas instituições, desrespeitando a autonomia universitária.

Já na Apeoesp (professores estaduais), o maior sindicato da América Latina, a Oposição Alternativa derrotou a Articulação, aprovando um calendário de lutas que unifica a mobilização da categoria com os demais trabalhadores. Em assembléia realizada no dia 30 de março na capital, que reuniu cerca de 4 mil professores, foi aprovada por cerca de 80% dos votos paralisação com indicativo de greve no dia 17.

O eixo de luta dos docentes é a defesa da escola pública, do emprego e do salário. Além disso, a pauta de reivindicações dos professores reúne vários outros pontos, como o limite de 25 alunos por sala de aula, reajuste da hora aula de R$ 5,83 para R$ 13,70, e fim da promoção automática e da estabilidade contratada.

A assembléia também aprovou a incorporação da luta contra a reforma da Previdência na pauta de reivindicações. A Articulação, por sua vez, limitou-se a defender assembléia no dia 4 de maio, mas foi derrotada. Os professores da rede estadual também aprovaram por consenso a abertura da discussão na base sobre a relação da entidade com a CUT.

Outros setores e categorias também estão discutindo a realização de atos e manifestações no dia, engrossando a data e transformando o dia 17 num grande dia de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

19 março, 2007

Frases selecionadas - 1

"A derrota não desmoraliza ninguém, o que desmoraliza é a vitória trapaceada".

“A barricada fecha a rua, mas abre o caminho”. (Censier)

"A diferença básica entre um homem comum e um guerreiro é que um guerreiro toma tudo como desafio, enquanto um homem comum toma tudo como bênção ou como castigo”. (Autor desconhecido)

"A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender". (Albino Teixeira)

"A simplicidade é o último degrau da sabedoria".

"A tristeza pode sempre sobrevoar a sua cabeça, mas nunca a deixe fazer um ninho".

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um Revolucionário". (Che Guevara) “Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa, a ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo”. “Aos que ganham asas, a certeza de que vistas do alto, as lagartas são ainda menores do que parecem”. (Renato Lauermann)

"Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso". (Brecht)

“As revoluções são impossíveis até que se tornem inevitáveis”. (Leon Trotsky)

"As superfluidades dos ricos são as necessidades dos pobres".

"As únicas pessoas que nunca fracassam são as que nunca tentam".

14 março, 2007

Direitos dos trabalhador terceirizado

PRINCÍPIO DA ISONOMIA.
A terceirização deve se dar em obediência ao princípio da isonomia, constitucionalmente consagrado. O empregado da empresa terceirizada tem os mesmos direitos concedidos àqueles da tomadora, inclusive quanto aos salários, como disposto na Lei n. 6.019/74, art. 12. Se a lei assegura aos empregados contratados de forma temporária tal igualdade, o mesmo direito existe, e com maior força, em relação ao empregado que presta serviços de forma permanente, por aplicação analógica em face da similitude das situações, ainda que inexista dispositivo legal específico. A terceirização não pode ser utilizada como instrumento para a redução de custos com a mão-de-obra, em desrespeito ao trabalho, valor social constitucionalmente declarado, e aos princípios basilares do Direito do Trabalho. TERCEIRIZAÇÃO - PRINCÍPIO DA ISONOMIA - LEI N. 6.019/74 - APLICAÇÃO ANALÓGICA. (TRT-RO-20280/00 - 1ª T. - Rel. Juiz Marcus Moura Ferreira - Publ. MG. 09.03.01)

09 março, 2007

A nobre origem do dia internacional da mulher

Foi no bojo das manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas pela polícia, as operárias, acuadas, refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.
Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.

04 março, 2007

Mais do que nunca os trabalhadores têm que ir à luta.

Nenhuma dúvida poderá restar mais a respeito da opção do governo Lula pelos ricos depois do anúncio feito por ele mesmo de que vai propor a restrição do direito de greve de alguns setores essenciais, o que, podem ter certeza de que será apenas mais um entre os tantos direitos já restringidos e os muitos que virão até o final de seu mandato, assim, a conta gotas realizando o prometido ao FMI, ao Bush e à elite exploradora nacional e internacional, tudo com a conivência da CUT, seu braço sindical para segurar as mobilizações populares contra tantos ataques dos seu governo.

É um verdadeiro tapa na cara dos trabalhadores brasileiros querer atribuir aos trabalhadores a culpa pela ineficiencia das políticas econômicas e mazelas do sistema capitalista.

Espero que desta vez os trabalhadores se revoltem e saiam às ruas, com forças sem precedentes para impedir que nos tire o sagrado direito de greve, única forma que temos de fazer os poderosos ouvirem nossas necessidades.

28 fevereiro, 2007

Frase bíblica revolucionária

Sou um ateu convicto, mas respeito todas as crenças religiosas e, algumas frases bíblicas como a que transcrevo abaixo, até me emocionam, por isso repasso aos meus contatos. Para mim ela é uma prova de que as religiões não precisam ser necessariamente contra revolucionárias e, se elas o são hoje é porque sua disseminação está a cargo dos opressores, com rarísssimas excessões.

Mauro

"assim diz Javé: Vocês, de manhã, administrem a justiça e libertem o oprimido da mão do opressor. Se não, a minha ira devorará como fogo; ela se acenderá, e ninguém poderá apagá-la,...". Jeremias 21, 12

18 fevereiro, 2007

Bancários de Bauru - Chapa 1 vence com 64% dos votos

16/02/2007

A Chapa 1 - "Sindicato é pra Lutar!" - Conlutas venceu com ampla vantagem as eleições do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região. De um total de 1.206 votos, a Chapa 1 (Conlutas) obteve 751 (63,7%), restando à Chapa 2 (CUT), 428 votos (36,2%). Foram contabilizados ainda 16 votos nulos e 11 brancos. A posse da nova diretoria ocorrerá no dia 16 de março.

Bauru e Região querem seguir lutando!

A expressiva vitória da Chapa 1 "Sindicato é Pra Lutar!" representa o apoio e a aprovação dos bancários à luta da atual direção do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região por emprego, salário e respeito. Uma luta justa e digna, promovida por uma entidade combativa e independente, sem quaisquer atrelamentos a partidos políticos, governos ou patrões.

Os bancários de Bauru e Região deixam bem claro nas urnas que pretendem continuar lutando como sempre. Revelam também coragem e disposição para rechaçar de vez o peleguismo governista e fortalecer a Conlutas, como uma resposta concreta à degeneração da CUT.

Bauru, 15 de fevereiro de 2007

11 fevereiro, 2007

Escassez de funcionários na CEF leva a cerceamento de direitos.

Todos os funcionários da CEF e a população usuária desse banco sentem na pele o descaso do governo federal e da direção da Caixa em relação à falta de funcionários nas agências e áreas meio, que tem levado ao esgotamento físico e mental a maioria dos funcionários obrigados que são a realizar tarefas muito além de suas possibilidades. Não é raro vermos colegas muitas vezes sacrificarem sua hora de almoço ou seu intervalo de dez minutos a cada cinqüenta trabalhados ou realizarem horas extras muitas vezes privando-se de marcá-las devidamente, ou pela grande demanda de trabalho ou mesmo por desumanidade de alguns gestores. Não é a toa que em grande parte das unidades da caixa sempre há colegas afastados por doença ocupacional e, a persistir essa situação, as estatísticas tendem a aumentar. Está na hora de começarmos a por a boca no trombone, não é possível que apesar de haver tantos concursados aprovados, aguardando serem chamados, nós, funcionários tenhamos que continuar a nos sujeitar ao descaso da Caixa. É hora de os bancários da Caixa mostrarem em alto e bom som toda sua indignação e exigirem a contratação imediata de todos os concursados que estão na fila de espera. Vamos utilizar todos os meios disponíveis para que nossas exigências sejam ouvidas e respeitadas pela Direção da Caixa. Por um prazo determinado (não mais que um mês), vamos todos utilizar a CEATI, o viva voz e as entidades existentes que são os meios disponíveis para que nossas exigências possam chegar à presidência da Caixa e, em não sendo ouvidos nesse prazo, vamos partir para outras iniciativas como: denúncias na imprensa, no Ministério Público e até a mobilização de operação padrão ou greve se for necessário. O que não pode é continuar essa situação de super exploração, que vivem hoje os funcionários da Caixa que com a escassez de funcionários vêem seus direitos, garantidos em Leis e Normas serem cerceados descaradamente. Vamos dar um basta ao descaso da Caixa.

18 janeiro, 2007

Nota da Conlutas sobre o desastre na linha 4 do metrô de São Paulo

• Diante do grave acidente ocorrido na obra da Linha 4 do metrô de São Paulo, a Conlutas, em primeiro lugar, solidariza-se com todos os atingidos e aos familiares e amigos das vítimas.

Em segundo lugar não pode deixar de constatar que este é o resultado concreto da política de privatização e terceirização dos serviços públicos (no caso através das famosas PPPs) praticadas pelo governo estadual e pelo governo federal.

Responsabilizamos o governo do PSDB e do PFL, que privatizou, através de Parceria público Privada, a Linha 4, entregando nas mãos do capital privado (interessado apenas em, obter o maior lucro no menor prazo) um serviço essencial à população e que é obrigação do Estado.

É necessário também responsabilizar, criminalmente inclusive, as empresas responsáveis pelo consórcio que está construindo a linha 4. A ganância de lucros aliada a completa irresponsabilidade destas empresas já custou a vida de 7 pessoas além de prejuízos imensos a toda a sociedade.

Exigimos que governo e empreiteiras dêem, de imediato, toda a assistência devida às famílias atingidas pelo acidente. E exigimos também, do governo José Serra, a revisão dessa política de terceirização e privatização, retomando de imediato para as mãos do Estado todos os atos relativos a construção da linha 4 e à prestação do serviço de transporte através do metrô para a população de São Paulo.

São Paulo, 16 de janeiro de 2007
Secretaria da Coordenação Nacional da CONLUTAS
www.conlutas.org.br

17 janeiro, 2007

Caixa: Justiça suspende em Brasília os efeitos da Circular 293

15/01/2007









O Sindicato dos Bancários de Brasília obteve na última sexta-feira, 12 de janeiro, decisão liminar da Justiça do Trabalho contra a decisão da Caixa de estabelecer jornada de 6 horas com redução de salários para os empregados que ingressaram na justiça questionando a jornada de 8 horas. No Maranhão, o Sindicato dos Bancários segue tomando as providências judiciais cabíveis.



Confira, a seguir, os termos da decisão do juiz do Trabalho da 4ª Vara de Brasília, Denílson Bandeira Coelho:



"DEFIRO incidentalmente medida cautelar..., determinando à Caixa Econômica Federal que não promova qualquer alteração remuneratória negativa (diminuição do valor da gratificação de função) a seus empregados ocupantes de cargos em comissão do grupo operacional técnico e de assessoramento (destinatários das CIs 293/2006 e 34/2005) que venham a trabalhar 6 horas diárias, exclusivamente por retratação de opção, ajuizamento de ação judicial ou mesmo ato unilateral patronal de diminuição horária, até o julgamento final da presente ação trabalhista.



O descumprimento desta ordem de "não fazer" por parte da CEF acarretará em multa de R$5.000,00, por funcionário".



Outras liminares

A Justiça já havia proferido decisão favorável a pedidos do Sindicato do Pará/Amapá e do Sindicato de Campo Grande (MS).

09 janeiro, 2007

PELA CONSTRUÇÃO DE UMA ALTERNATIVA

A última campanha salarial acabou com mais um golpe da direção do movimento que se aliou à direção do BB e da CEF para votar nas assembléias o fim da greve. Tivemos, mais uma vez, a greve da categoria encerrada com uma traição de sua direção. Dessa vez foi ainda mais explícita a unidade com os banqueiros.

Depois de tantas traições, o fim da greve ficou como um gosto amargo na nossa garganta, mas também ficou a lição de que é preciso construir uma outra direção para o movimento. Portanto, para as próximas campanhas salariais, além da greve, devemos discutir o problema de quem vai dirigir a campanha. O processo de construção do movimento e todos os seus movimentos e armações terminou para nós com uma clara conclusão: neste ano é preciso um outro Comando de Negociação e O FIM DA MESA ÚNICA.

Para isso avançar, estamos propondo a construção de uma Associação Nacional dos Bancários. O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) está chamando todos os que fizeram greve e foram contrários ao Comando Nacional da Contraf/CUT, para construirmos uma alternativa de direção que negocie em nosso nome. Essa alternativa tem que ser democrática, de luta, e ter como objetivo a defesa dos direitos dos trabalhadores, respeitando a vontade soberana da maioria da base. Também é importante que essa alternativa seja independente de partidos e governos, tendo como finalidade a vitória das nossas lutas. Nossa proposta é a construção de uma Associação Nacional que organize essas lutas para as próximas campanhas salariais e para as lutas que virão.

Essa proposta de Associação não está acabada. Ao contrário, queremos começar essa discussão na base sem uma proposta pronta, onde o processo deve ser o resultado de um debate amplo entre os trabalhadores. Longe de ser uma resposta completa, pretende apenas iniciar a discussão do que temos que fazer para avançarmos na construção de uma direção alternativa para a categoria. Uma direção que não apenas possa negociar as verdadeiras reivindicações dos bancários, mas, sobretudo, levar adiante as lutas gerais que teremos que enfrentar no futuro próximo e também no cotidiano de nossa classe. Contra as Reformas do governo precisaremos nos organizar por fora das entidades dirigidas pela CUT, que não faz a mobilização dos trabalhadores, já que é co-participante do governo Lula.

Também queremos discutir com os sindicatos que criticaram a Contraf/CUT e que se disseram contrários a toda a política que foi ditada para esta campanha salarial, que agora sejam coerentes e construam um novo Comando Nacional de Negociação, com representantes eleitos na base, em assembléias da categoria. Essa experiência, inclusive, pode avançar e construir uma Federação dos sindicatos que sejam independentes da Contraf/CUT. As possibilidades são muitas e precisamos avançar nas discussões com a categoria em nível nacional. Só um amplo debate na base é que poderá garantir a construção dessas alternativas.

Para isso, estão sendo realizados Encontros Regionais para debater sobre essas alternativas e construir um projeto de Associação Nacional dos Bancários. O do Nordeste ocorrerá em Natal/RN, no dia 13 de janeiro. Ainda neste ano, antes da campanha salarial, deveremos realizar um Encontro Nacional que vote a fundação da Associação Nacional dos Bancários.

04 janeiro, 2007

PAÍS SANGRADO

As remessas de lucros e dividendos para fora do Brasil, de multinacionais e especuladores que operam no mercado de capitais brasileiro, triplicaram durante o governo Lula. Estas remessas foram de US$ 5,1 mil milhões de dólares em 2002 e agora, em 2006, saltaram para US$ 15,5 mil milhões (até Novembro, com as de Dezembro poderá chegar aos US$ 16 mil milhões).

03 janeiro, 2007

Para trabalho igual, salario igual

Que tal fazermos uma campanha
para informarmos aos "correspondentes"
que eles têm direitos...

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Correspondentes Bancários e seus direitos
Trabalhadores de correspondentes bancários – empresas terceirizadas que
vendem crédito pessoal e produtos bancários e recebem pagamentos de contas,
como lotéricas, agências dos Correios e supermercados – têm ampliado o fluxo
de ações trabalhistas contra seus patrões e os bancos. Em comum, as ações
pedem equiparação salarial à carreira dos bancários, que têm carga horária
de seis horas, adicional de segurança e vários outros benefícios garantidos
à categoria.
Não há uma jurisprudência definida para esses casos, pois a maior parte dos
processos tramita em primeira instância. No entanto, a justiça trabalhista
vem reconhecendo a equiparação salarial em boa parte dos casos, fazendo os
departamentos jurídicos dos bancos tremerem com a enxurrada de ações que
começa a tomar forma.
Quem paga a conta da diferença pode ser tanto os correspondentes bancários
quanto os bancos que os contratam. Segundo dados do Banco Central, o número
de correspondentes bancários no país até maio de 2006 era de 76.454. A
Febraban estima que este número encerre 2006 próximo ao 90 mil.

Fonte: Valor Econômico

31 dezembro, 2006

Sonhos de ano novo

Sobre sonhos de ano novo
Passadas as festas de fim de ano, será a hora de ver o verdadeiro significado do “ano novo, vida nova”. Não estarão presentes no imaginário popular os sonhos de grandes mudanças no país. Muitas dessas esperanças perderam o brilho, morreram de inanição ou de “morte matada” nos quatro anos do governo Lula.

28 dezembro, 2006

Veja o vídeo sobre a Palestina

Estamos compartilhando com vocês o vídeo da União da Juventude Árabe para América Latina sobre a Palestina.



Para ver acesse:

http://www.ujaal.hpg.ig.com.br/palestina.html

18 novembro, 2006

ALGO ESTRANHO ACONTECE NOS CÉUS DO BRASIL

Em fins de outubro de 2006, alguma coisa estranha começou a acontecer nos céus do Brasil. Os aviões começaram a pousar atrasados nos aeroportos. Duas, três, quatro horas de atraso. Dezenas, centenas, milhares de vôos atrasados. Não sendo freqüentador de aeroportos, este escriba limitou-se a acompanhar as notícias a respeito desse fenômeno através de notas na televisão e na internet. Mas a princípio foi muito difícil entender o que estava acontecendo. Os aviões estavam atrasando? Atrasando por quê? Será que de repente começaram a ficar mais lentos? Que tipo de bizarra distorção das leis da física poderia provocar a lentidão repentina dos engenhos aeronáuticos? O ar no Brasil começou a ficar inexplicavelmente mais espesso? Os ÓVNIs abandonaram a prática das abduções individuais e partiram diretamente para os raios de tração sobre os aviões? Refratário a explicações não-científicas, este escriba partiu para outras possíveis respostas, mesmo assim sem muito sucesso. Será que o número de aviões multiplicou-se de maneira súbita e imprevisível? Da noite para o dia, o caos do trânsito nas metrópoles reproduziu-se no céu? Na cidade o trânsito às vezes pára por causa de um único carro com pneu furado em alguma avenida crucial para a circulação urbana. Mas como isso poderia acontecer com aviões, e simultaneamente em vários aeroportos do país? Em vão tentava-se entender o mistério do atraso dos aviões. Somente depois de várias semanas foi possível descobrir que não havia nenhum fenômeno místico se desdobrando no espaço aéreo brasileiro. Para fazer essa descoberta, foi preciso juntar os cacos de diversas informações fragmentadas. O que estava em curso era uma GREVE. Uma GREVE, com nome e sobrenome: operação padrão. Os controladores de vôo dos aeroportos começaram a cumprir os normativos. Passaram a trabalhar com o número correto de aeronaves que cada um deve acompanhar. E enquanto cada aeronave recebe o devido acompanhamento, as demais esperam. Enquanto esperam, precisam manter-se no ar. E isso provoca os atrasos. Elementar, meu caro Watson. Descoberta a verdade sobre o fenômeno, multiplicaram-se as interrogações: por que a mídia não pode pronunciar o nome (GREVE) da operação padrão dos controladores de vôo? E por que motivo a GREVE estalou neste preciso momento e não em outro? Em relação à mídia, trata-se de um sintoma do seu modo estrutural de funcionamento: apresentar os dados de maneira fragmentada, justapostos arbitrariamente sem nenhuma conexão orgânica. Dessa forma, o receptor da “informação” fica impossibilitado de entender o que está acontecendo, porque não pode ter a percepção de como os diversos fatos particulares, apresentados numa avalanche infindável, se articulam na totalidade do real. Sem entender a relação entre os fatos, o público receptor permanece passivo, esperando ansiosamente pela próxima “informação”. Para entender a GREVE dos controladores de vôo (e também a tentativa da mídia de não explicá-la) é preciso relacioná-la com o restante da realidade nacional. Os controladores de vôo fazem parte do quadro de pessoal da Aeronáutica. Estão sujeitos aos regulamentos militares. Portanto, estão proibidos de fazer GREVE. Uma GREVE no interior das Forças Armadas representa quebra de hierarquia. E a hierarquia é a própria essência do dispositivo militar, portanto não se pode admitir a sua ruptura. As Forças Armadas são a instituição fundamental do Estado burguês, pois através dela preserva-se pela força a ordem social capitalista que opõe hierarquicamente dominadores e dominados. Por isso a hierarquia em seu interior é tão fundamental. A mídia, que é outro dos pilares fundamentais do sistema, bate continência e proíbe a si mesma de pronunciar a satânica palavra proibida: GREVE. Além de prestar obediência servil ao princípio hierárquico, a mídia também tratou de desempenhar a tarefa na qual é especialista: desmoralizar a organização coletiva dos trabalhadores. Passaram a circular notícias de que somente 3% dos controladores de vôo falam inglês. Com isso, o público espectador passa a associar aos controladores a idéia de que são atrasados, incompetentes, desatualizados. Essa idéia converge com a ideologia contemporânea da globalização de que “todos precisam falar inglês para competir no mercado”, etc. Por meio dessa associação subliminar, o espectador cede à campanha da mídia de promoção da globalização e do mercado, ou seja, de privatização neoliberal e destruição da soberania nacional. O que explica a GREVE dos controladores de vôo não é o fato de que não “falam inglês”, mas o fato de que o Estado brasileiro está sendo sucateado para ser vendido aos pedaços para o capital estrangeiro. Um Estado sucateado como o do Brasil não contrata servidores públicos, nem mesmo para um setor estratégico como as Forças Armadas. Sem um número adequado de funcionários, os trabalhadores são obrigados a arcar com acúmulo de serviço. Um número pequeno de trabalhadores faz o serviço que caberia a uma quantidade muito maior. Cada controlador de vôo lida com muito mais aviões do que deveria. Quando a exploração da força de trabalho se torna inaceitável, os trabalhadores partem para a GREVE. Toda GREVE é mediada pelo estado concreto de consciência do setor do proletariado em movimento. No caso do setor em questão, o grau de consciência que produziu massa crítica para a GREVE foi proporcionado pela mediação do maior desastre aéreo da história brasileira: o choque entre o jato Legacy e o boeing da Gol que provocou a morte de 154 passageiros e tripulantes. As especulações subseqüentes ao desastre terminariam por jogar a culpa sobre os controladores de vôo. A corda sempre arrebenta do lado mais fraco. De um lado, o mentecapto Estado brasileiro não pode responsabilizar os pilotos estadunidenses, já que, como vassalos que somos, não podemos jamais desacatar a hierarquia da dominação imperial. (Imagine-se a situação inversa: pilotos brasileiros provocam a morte de centenas de cidadão estadunidenses. O desdobramento dessa hipótese é óbvio, os brasileiros jamais sairiam vivos do território estadunidense: linchamento, cadeira elétrica ou prisão perpétua. Já os pilotos estadunidenses...). De outro lado, também não se pode colocar a culpa numa eventual falha dos equipamentos do Legacy da Embraer, pois isso queimaria a imagem de uma empresa sólida, fundamental para a pauta de exportações brasileira. Essa hipótese, cogitada pela mídia brasileira, que nunca cogitou de culpar a Boeing, também teve de ser descartada (aliás, como é possível que, num choque entre uma aeronave de grande porte e uma de pequeno porte, a maior caia e a menor escape praticamente ilesa? Como se um ônibus e uma bicicleta colidissem, mas só o onibus se arrebentasse. Isso também não contraria as leis da física? Este escriba não acredita nas bruxas, mas que elas existem, existem...). As apurações ainda não encontraram um culpado conveniente. Logo, uma vez que os pilotos estadunidenses são naturalmente infalíveis, a culpa só poderia ser dos incompetentes controladores de vôo brasileiros. Óbvio. A culpa é nossa? GREVE!!! Operação padrão!!! E tome “atrasos nos vôos”!!! A operação padrão dos controladores de vôo deixa uma lição inestimável para todos nós trabalhadores. Há mais mistérios entre os céus do Brasil e a consciência dos trabalhadores do que sonha a filosofia mística da mídia vendida.

Daniel M. Delfino17/11/06

08 novembro, 2006

Campanha Salarial dos bancários 2006: Balanço e perspectivas

Introdução

Tivemos, mais uma vez, a greve da categoria encerrada com uma traição de sua direção. Só que com uma diferença em relação às anteriores, desta vez foi explicita a unidade do sindicato com o banco para acabar com a greve.
O processo de construção do movimento, desde o Encontro da Contraf/CUT, a entrega da pauta sem assembléias de base para sua aprovação, o Encontro de Base alternativo, o calendário da Oposição e a greve rebelada contra o Comando Nacional da Contraf/CUT, a construção do Comando de Base eleito nas assembléias e a falência do Comando Nacional da Contraf/CUT, são todos episódios de um processo que terminou com uma conclusão clara da categoria: No ano que vem é preciso um outro Comando de negociação e o fim da mesa única. Para isso avançar estamos propondo a construção de uma Associação Nacional dos Bancários.
Este documento, longe de ser uma resposta completa pretende apenas abrir o debate que temos que fazer para avançarmos na construção de uma direção alternativa da categoria. Uma direção que não apenas possa negociar as verdadeiras reivindicações dos bancários, mas, sobretudo levar adiante as lutas gerais que teremos que enfrentar no futuro próximo e também no cotidiano de nossa classe.
Conjuntura: Governo e patrões atacam, os trabalhadores lutam e as direções sindicais traem!

O balanço de nossa campanha salarial tem que ser localizado no processo mais geral que envolve a política que o governo vem aplicando, o processo eleitoral que estava em curso durante a campanha salarial, as lutas das demais categorias e o papel da CUT traindo essas lutas para defender o governo e sua política.
O governo Lula esteve aplicando direitinho toda a política do FMI, chegou a adiantar o pagamento da dívida externa (R$ 15 bi) para dizer que se livrou do FMI e fazer sua campanha dizendo que estava superando FHC na administração do país.
Acontece que os trabalhadores sabem que o nível de vida geral não mudou para melhor, ao contrário, a miséria vem crescendo junto com o arrocho salarial, a decadência da saúde, educação e transportes públicos, além do aumento das dividas externa e interna, da dependência externa do país e da desnacionalização da economia.
A CUT cumpriu o papel de fiel escudeiro do governo e ajudou o PT a promover mais ataques aos trabalhadores, bem como protegeu o governo dos escândalos de corrupção. Até as privatizações promovidas pelo governo, como o Banco do Maranhão e o Banco do Ceará, foram completamente ignoradas pela CUT, e a própria Contraf/CUT se limitou a fazer uma nota criticando os governos estudais pela privatização quando se sabia que os bancos estavam federalizados e sob responsabilidade direta de Lula.
Na campanha salarial os bancários sabiam que as eleições seriam um bom momento para a greve, mas a Contraf/CUT só marcou uma paralisação de 24 horas no finas de setembro, quando vários sindicatos já tinham indicativo de greve por tempo indeterminado, e mesmo assim, com uma greve nacional só marcaram a greve para depois do 1º turno dividindo a greve nacional da categoria.
Isso aconteceu a outras categorias como Correios, petroleiros, metalúrgicos e funcionalismo público federal, onde em todas essas campanhas salariais a CUT boicotou a vontade da base fazendo greves fragmentadas, assinou acordos rebaixados e traiu lutas importantes que poderiam estabelecer um patamar mais elevado para as categorias que estavam entrando em luta.
Todas essas categorias são dirigidas pela CUT em nível nacional, uma unificação dessas categorias com bancários e uma greve nacional de todos colocaria a questão dos salários em evidência, pois todos veriam que o arrocho salarial é comum ao conjunto dos trabalhadores, enquanto os patrões aumentam seus lucros anualmente. Essa é a essência da política do governo Lula.
No segundo mandato de Lula a situação irá piorar muito, pois há uma crise na economia mundial que está se aproximando. O Brasil está mais dependente do mercado internacional graças à política de exportação e com uma crise mundial nosso país será afetado em cheio.
Isso é o prenuncio de que as coisas não serão as mesmas que forma no primeiro mandato, mas piores. Além, disso há todo o debate sobre as Reformas que até o NY Times anunciou que é a “única saída” do governo Lula e que deverá ser encaminhada já no ano que vem.
Essas Reformas serão uma declaração de guerra para a classe trabalhadora, que sofrerá com golpes violentos nas retiradas de direitos políticos, sociais, sindicais e trabalhistas. As Reformas irão endurecer para o lado dos trabalhadores que quiserem fazer greve facilitando a vida dos sindicatos pelegos que poderão até assinar acordo sem autorização dos trabalhadores.
As leis trabalhistas serão flexibilizadas e quaisquer dos direitos hoje assegurados poderão ser ignorados nos acordos coletivos. Por exemplo: se os banqueiros quiserem deixar de pagar nos salários os sábados, domingos e feriados eles poderão fazer um acordo neste sentido impondo que se aceite o trabalho nos fins de semana e feriado como jornada normal. Se o sindicato aceitar, o acordo é valido e não há como questionar na justiça.
Por isso, a luta dos bancários no próximo período não poderá se restringir às campanhas salariais, mas deverão ser também contras essas Reformas e se dirigir contra a política do governo Lula exigindo uma política que valorize os trabalhadores e proteja seus direitos. Se depender da CUT isso nunca irá acontecer, e temos que fortalecer a construção de Oposições contra a CUT, impulsionar a organização de base independente dos sindicatos da CUT e fortalecer a CONLUTAS como alternativa de direção nacional para organizar a luta unificada das categorias.
Neste sentido temos a proposta de participarmos ativamente nas campanhas que a CONLUTAS irá organizar contra as Reformas, que são: Os seminários regionais que deverão acontecer ainda este ano, sobre as Reformas e o Encontro Nacional que ocorrerá em Março do ano que vem para discutir uma campanha nacional contra as Reformas. Esta é uma proposta que apresentamos para nossos Encontros regionais votarem.
A preparação da Campanha Salarial deste ano

Seguindo o ritual tradicional, a Contraf/CUT convocou assembléias nas bases dos sindicatos para eleger os delegados ao Encontro Nacional que votaria a pauta de reivindicações e a mesa única da Fenaban.
No Encontro, ocorrido em São Paulo, havia uma presença de 90 % de dirigentes sindicais da CUT, que começou com o candidato Aloísio Mercadante e terminou com o plenário rachando e uma parte se retirando por conta de uma resolução que a Contraf/CUT queria votar de apoio à candidatura de Lula. Era o prenúncio do que estava para acontecer na campanha salarial.
As resoluções aprovadas lá, mais uma vez, desapontavam a categoria porque tinham o mesmo conteúdo de outras vezes, uma proposta rebaixada que não atendia aos interesses da categoria, particularmente aos bancos públicos.
O Comando Nacional foi montado de forma biônica, com indicação das federações e sem nenhum debate nas bases. Mas o pior estava por vir, depois de muitos anos da derrubada dos pelegos dos sindicatos, nós voltamos a ver uma postura das mais odiosas pela categoria.
Os sindicatos não chamaram assembléias para que a base decidisse sobre a pauta elabora no Encontro Nacional, e a Contraf/CUT enviou para os banqueiros a pauta sem consultar as bases. Com a conivência dos sindicatos foi dado um grande golpe na democracia do movimento e isso era mais um prenúncio do que estava por vir.
As traições da Contraf/CUT

Desde que se iniciou era Lula, a categoria tem feito grandes greves que fogem ao controle dos sindicatos e desafiam os limites estabelecidos pela tróica sindicato-banqueiros-governo. Isso tem se repetido nos últimos quatro anos, ora com mais força ora com mais “calma”, como foi a greve deste ano que se mostrou tranqüila, mas muito forte.
E se de um lado a categoria vem realizando essas lutas incríveis, do outro a direção do movimento vem tentando derrotar os bancários para desmoralizar o movimento e colocá-lo sob seu controle. O fato é que a cada ano a traição fica maior e mais descarada.
O desenrolar da campanha salarial deste ano fez a categoria assistir ao ressurgimento dos métodos pelegos em todos os aspectos.
Primeiro foi com relação ao calendário, pois o Comando Nacional da Contraf/CUT tinha a clara intenção de só fazer algum movimento após o primeiro turno das eleições. Naquele momento Lula estava com um índice muito alto nas pesquisas e todos davam como certo sua reeleição no 1º turno.
A CUT estava claramente fazendo campanha para o Lula, bastava entrar no sitio daquela central e ver explicito o apoio ao governo. Também nos sindicatos ligados àquela central eram correntes as propagandas nos materiais informativos das entidades, inclusive enviando correspondências às casas dos sócios dos sindicatos.
Mas não era na propaganda que se limitava o apoio, nas greves que estavam sendo construídas os trabalhadores viam seus sindicatos fazerem de tudo contra a categoria que estava em luta.
Foi assim que a categoria sentindo que antes das eleições poderia fazer uma greve e conquistar, com mais facilidade, um bom acordo. Começou uma greve antes das eleições, dia 26/09, que se alastrou e se tornou realidade na esmagadora maioria do país.
Enquanto isso, o Comando Nacional mantinha sua orientação de só se fazer uma assembléia em 04/10 para discutir o que fazer. Nos sítios da Contra/CUT e dos sindicatos cutistas não se falava nada sobre a greve em outros estados, enquanto toda a categoria já sabia que isso estava ocorrendo.
Em alguns sindicatos foram feitos abaixo assinados para assembléia como em São Paulo onde a Oposição fez dois abaixo assinados. Em alguns lugares a diretoria se recusou a receber o abaixo assinado, como em Fortaleza onde a diretoria fechou a porta, apagou a luz e fingiu que não tinha ninguém para receber o abaixo assinado.
Em outros lugares, como Curitiba, a diretoria gastou quase todo o tempo da assembléia atacando os bancários que fizeram o abaixo assinado, e elogiou o Comando Nacional que ignorava a greve da categoria.
Estes episódios demonstram bem o grau de degeneração dessa direção da CUT e como o movimento sofre para superar os problemas e enfrentar os patrões.
Com o advento do 2º turno era evidente que o governo ficou preocupado com a greve nacional e buscava um acordo par acabar com a greve. Havia condições de se alcançar uma proposta para o BB e a CEF que poderia ser referência para toda a categoria.
Mais uma vez ficou patente que a política de mesa única representa uma contrariedade aos interesses dos bancários dos bancos públicos federais. Enquanto o governo tinha essa disposição a Contraf/CUT segurava as negociações esperando que os banqueiros oferecessem alguma coisa mais próxima do BB e da CEF para poderem fechar um acordo junto na mesa única.
Para fazer uma proposta mais próxima da realidade da Fenaban, a CEF e o BB fizeram uma proposta aquém do que poderiam dar e muito mais aquém da greve que estava ocorrendo.
Por outro lado, é preciso deixar claro que a Contraf/CUT estava tramando uma derrota para os que saíram em greve “sem sua autorização”, e esperavam fechar o acordo rápido sem se preocupar com os dias parados. Foi em São Paulo que isso ficou bem claro quando a Oposição propôs que não se aceitasse um acordo sem a anistia dos dias parados e o sindicato enrolou muito para votar isso votando depois por unanimidade, e no dia seguinte defendeu assinar um acordo sem a anistia dos dias parados.
A greve estava muito forte e elles tentavam todo o tempo acabar com o movimento boicotando os piquetes e esperando as assembléias mais fracas para desmoralizar a categoria. Quando veio a proposta elles acreditavam que poderiam acabar com a greve e foram para as assembléias, em todo o país, para defendê-la e votar o fim do movimento.
Foram surpreendidos com a categoria que se recusou a aceitar o rebaixado acordo e votou pela continuidade da greve. Todos sabiam que era possível conquistar uma proposta melhor.
E foi então que a categoria assistiu al golpe mais baixo que se viu nos últimos tempos. A CEF e o BB orientavam claramente os gerentes e fura greves a irem para as assembléias, enquanto os sindicatos ficavam em silêncio e nem avisam direito a categoria sobre a assembléia e a votação, de novo, da mesma proposta já rejeitada.
Imaginem que uma assembléia, sem novidades em termos de proposta, ocorrendo nas vésperas de um feriado e com a categoria desinformada sobre o que se votaria na assembléia, não seria uma assembléia representativa dos que estavam em greve. Mas, a presença dos fura greves foi um elemento que desequilibrou de vez e colocaria um fim ao movimento.
Os sindicatos poderiam se recuar a colocar em votação a proposta já rejeitada, não só pelo fato de que a presença maior era de fura greves, como pelo fato de que não se havia novidades em termos de propostas e a greve se mantinha muito forte em todo o país. Mas, os sindicatos não vacilaram em se unir aos gerentes e fura greve e acabar com a greve.
Um golpe que causou indignação em todos que estavam presentes nas assembléias pela traição descarada dos sindicatos. Ainda que os gerentes e furta greves estivessem a mando da direção do banco eles foram apenas usados, mas era realmente os sindicatos quem estavam cometendo a maior traição.
A rebelião das bases

O questionamento dos bancários à sua direção não foi explosivo como em 2004, ao contrário, foi silencioso. A categoria ficava revoltada com as notícias que ouvia sobre o que a Contraf/CUT estava fazendo, mas não reagia.
O MNOB defendeu sozinho, nas assembléias de todo o país, contra a mesa única e por uma política de reposição de perdas que garantisse uma melhora significativa dos salários. Também defendíamos priorizar as negociações específicas para conquistar a isonomia, a jornada de seis horas sem redução dos salários e um novo PCC/PCS nos bancos públicos.
Quando a Contraf/CUT entregou a pauta sem assembléias de base, o MNOB fez um movimento de chamar um Encontro Nacional de Base que votasse uma outra pauta de reivindicações, sem a mesa única e um calendário de luta que apontava um dia de luta em 05/09.
Ao fazermos o dia de luta, vários delegados sindicais do RS perceberam que era possível construir uma mobilização mesmo sem a orientação da Contraf/CUT e foi aí que começou o processo de mobilização por fora do controle delles.
Um calendário foi votado por eles apontando uma paralisação de 24 horas e uma data indicativa de greve por tempo indeterminado a partir de 21/09. Isso foi gerando um debate em nível nacional e logo vários sindicatos tiveram um novo calendário que apontava para começar a greve em 26/09.
Até aí o Comando Nacional nem falava em greve, o que só veio a ocorrer depois das eleições gerais no país.
Com a greve que estava acontecendo em todo o país e o silêncio do Comando Nacional, boicotando claramente a greve, as bases começaram a se insurgir e eleger representantes de base para o Comando Nacional. Foram cinco sindicatos que tiveram essa iniciativa: Bauru, RN, MA, BA e Florianópolis.
Depois desses ouve outros representantes eleitos em Porto Alegre, Rio de Janeiro e em São Paulo, onde na assembléia da CEF a diretoria abandonou a assembléia para não reconhecer a eleição do representante de base.
Esses representantes procuraram o Comando Nacional da Contraf/CUT e não foram atendidos, pois o que lhes foi dito era que eles não poderiam representar a categoria nacional por não ter esse mandato.
Isso levou a que os representantes de Base formassem um novo Comando de Base e protocolasse um pedido de negociação na Fenaban, no BB e na CEF. Foi então que se descobriu o real entrosamento dos sindicatos com as direções dos bancos, pois a resposta no BB foi categórica: “Se vocês quiserem negociar ou ficam na mesa da Contraf/CUT ou na mesa da Contec.”
Ali ficou explicito que não existe livre negociação, não se respeita a autonomia das bases e que só se pode negociar com as Confederações, uma que é amiga e cúmplice e a outra porque é oficial.
Infelizmente a greve já estava no fim e não foi possível forçar a negociação nos bancos com o Comando de Base, mas essa experiência nos deixou claro a necessidade de discutirmos um outro aspecto da mesa de negociação antes mesmo de discutir a greve: Quem negocia em nome dos trabalhadores.
A rebelião das bases

O questionamento dos bancários à sua direção não foi explosivo como em 2004, ao contrário, foi silencioso. A categoria ficava revoltada com as notícias que ouvia sobre o que a Contraf/CUT estava fazendo, mas não reagia.
O MNOB defendeu sozinho, nas assembléias de todo o país, contra a mesa única e por uma política de reposição de perdas que garantisse uma melhora significativa dos salários. Também defendíamos priorizar as negociações específicas para conquistar a isonomia, a jornada de seis horas sem redução dos salários e um novo PCC/PCS nos bancos públicos.
Quando a Contraf/CUT entregou a pauta sem assembléias de base, o MNOB fez um movimento de chamar um Encontro Nacional de Base que votasse uma outra pauta de reivindicações, sem a mesa única e um calendário de luta que apontava um dia de luta em 05/09.
Ao fazermos o dia de luta, vários delegados sindicais do RS perceberam que era possível construir uma mobilização mesmo sem a orientação da Contraf/CUT e foi aí que começou o processo de mobilização por fora do controle delles.
Um calendário foi votado por eles apontando uma paralisação de 24 horas e uma data indicativa de greve por tempo indeterminado a partir de 21/09. Isso foi gerando um debate em nível nacional e logo vários sindicatos tiveram um novo calendário que apontava para começar a greve em 26/09.
Até aí o Comando Nacional nem falava em greve, o que só veio a ocorrer depois das eleições gerais no país.
Com a greve que estava acontecendo em todo o país e o silêncio do Comando Nacional, boicotando claramente a greve, as bases começaram a se insurgir e eleger representantes de base para o Comando Nacional. Foram cinco sindicatos que tiveram essa iniciativa: Bauru, RN, MA, BA e Florianópolis.
Depois desses ouve outros representantes eleitos em Porto Alegre, Rio de Janeiro e em São Paulo, onde na assembléia da CEF a diretoria abandonou a assembléia para não reconhecer a eleição do representante de base.
Esses representantes procuraram o Comando Nacional da Contraf/CUT e não foram atendidos, pois o que lhes foi dito era que eles não poderiam representar a categoria nacional por não ter esse mandato.
Isso levou a que os representantes de Base formassem um novo Comando de Base e protocolasse um pedido de negociação na Fenaban, no BB e na CEF. Foi então que se descobriu o real entrosamento dos sindicatos com as direções dos bancos, pois a resposta no BB foi categórica: “Se vocês quiserem negociar ou ficam na mesa da Contraf/CUT ou na mesa da Contec.”
Ali ficou explicito que não existe livre negociação, não se respeita a autonomia das bases e que só se pode negociar com as Confederações, uma que é amiga e cúmplice e a outra porque é oficial.
Infelizmente a greve já estava no fim e não foi possível forçar a negociação nos bancos com o Comando de Base, mas essa experiência nos deixou claro a necessidade de discutirmos um outro aspecto da mesa de negociação antes mesmo de discutir a greve: Quem negocia em nome dos trabalhadores.
A derrota da Contraf/CUT

Nesta campanha os trabalhadores deram uma lição na direção nacional e nos sindicatos que se aliaram à Contraf/CUT.
Primeiro foi com relação ao calendário que foi desrespeitado pela base e a categoria saiu de greve quando quis, depois quando foi para terminar e a Contraf/CUT defendia o fim da greve, mas a categoria se recusou a aceitar a proposta rebaixada e continuo em greve.
Depois foi a estratégia de mesa única, que com a greve e a situação do segundo turno levou o governo a puxar um acordo na mesa do BB e da CEF, mostrando a todos que a política de mesa única realmente não serve para os bancários, em particular para os bancos federais.
Finalmente, quando sai a proposta rebaixada e a Contraf/CUT insiste em defender a proposta para acabar com a greve e abre uma crise no Comando Nacional que acaba por não definir nenhuma posição. Era o triste fim e falência do Comando Nacional da Contraf/CUT.
A luta da categoria fez desmoronar o castelo da CUT e derrubou todos os obstáculos que essa direção colocou no caminho e só foi parar quando a turma da CUT se juntou ao patrão para derrotar a categoria.
A necessidade de uma alternativa para a próxima campanha

Essa campanha salarial acabou com um golpe da direção do movimento se juntando à direção do BB e da CEF votar nas assembléias o fim da greve. Depois de tantas traições, o fim da greve ficou como um gosto amargo na garganta da categoria que não queira o seu fim, mas também ficou como uma lição de que é preciso construir uma outra direção para o movimento.
Portanto, para as próximas campanhas salariais além da greve a categoria sabe que é preciso discutir o problema da direção da campanha. Isso é o que precisamos discutir neste momento.
O MNOB está chamando todos os que fizeram greve e foram contrários ao Comando Nacional da Contraf/CUT, para se construir uma alternativa de direção para negociar no ano que vem em nome dos trabalhadores.
Essa alternativa tem que ser democrática e de luta, estar a disposição da defesa dos direitos dos trabalhadores, respeitando a vontade soberana da maioria da base. Também é importante que essa alternativa seja independente de partidos e governos, tendo como objetivo a vitória das lutas da categoria.
Nossa proposta é a construção de uma Associação Nacional que organize essas lutas da categoria. Para as próximas campanhas salariais e para as lutas que virão contras as Reformas do governo precisaremos nos organizar por fora das entidades dirigidas pela CUT que não vão fazer a mobilização dos trabalhadores serem vitoriosas.
Essa proposta de Associação não está acabada, ao contrário, queremos começar essa discussão na base sem uma proposta pronta. As ansiedades dos companheiros que já querem algo pronto tem que ser contidas porque o processo tem que ser o resultado de um debate na base.
Também queremos discutir com os sindicatos que criticaram a Contraf/CUT e que se disseram contrários a toda a política que foi ditada para esta campanha salarial, que agora sejam coerentes e construam um novo Comando Nacional de Negociação, com representantes eleitos na base, em assembléias da categoria. Essa experiência, inclusive, pode avançar e construir uma Federação dos sindicatos que sejam independentes da Contraf/CUT. Uma experiência coerente deste processo foi feito pelo sindicato de Bauru, que não só elegeu seu representante para o Comando de Base, como discutiu na assembléia da categoria que não iriam entregar para a Contraf/CUT a procuração do sindicato para que eles assinassem o acordo, o Sindicato de Bauru decidiu que ele próprio é quem assinaria o acordo e assim o fez.
Ficamos sabendo também que o sindicato de Santa Maria, no RS, não assinou o acordo e estava sem a PLR do BB resistindo contra o acordo rebaixado.
As possibilidades são muitas e precisamos avançar nas discussões com a categoria em nível nacional. Só um amplo debate na base é que poderá garantir a construção dessas alternativas.
Para isso, a idéia é realizar ainda neste final de ano Encontros Regionais que façam o debates sobre essas alternativas e construam um projeto de Associação Nacional dos Bancários.
No ano que vem, antes da campanha salarial, deveremos estar realizando um Encontro Nacional que vote a fundação da Associação Nacional dos Bancários. Temos a proposta do seguinte calendário para os Encontros Regionais:

Nordeste: Todo o Nordeste se reúnem em Natal 02/12; Centro-Oeste: Se reúnem em Brasília 09/12;
Norte: Se reúnem em Belém 02/12; Minas e RJ: Reúnem no Rio dia 25/11; São Paulo: capital e interior, se reúne no dia 25/11 na capital; PR e SC: Se reúnem em Floripa no dia 02/12; RS: capital e interior se reúnem em Porto Alegre no dia 09/12;

Nestes encontros ainda precisaremos debater a mobilização contra as Reformas do governo Lula e como nos engajarmos na luta que a CONLUTAS vai organizar junto as diversas categorias.
Ainda sobre a greve

Apesar de muito forte, esta greve foi silenciosa, com uma fraca participação da categoria nas assembléias e piquetes. Isso foi um dos motivos que facilitou para os sindicatos da CUT desmontar greve colocando gerentes dentro dos sindicatos.
A base colocou o tempo todo de que não queria ir ao sindicato porque não queria ouvir os dirigentes e suas mentiras e manobras, não queriam se aborrecer. Também não queriam fazer piquetes porque estavam decepcionados com as greves passadas e não se dispunham a militar nesta greve, se limitando apenas em fazer a greve.
Essa é uma questão que temos que discutir com a base. Quando tentamos fazer o Encontro Nacional de Base para discutirmos uma alternativa ao que os sindicatos estavam fazendo contra a categoria, passando por cima de todos e entregando uma pauta que ninguém sabia, ficamos surpresos ao ver que era quase unânime o apoio a nossa iniciativa, mas ninguém se dispunha a participar do Encontro.
Portanto, não só quando os pelegos da CUT estão fazendo as atividades é que a base se ausenta, mas também quando uma alternativa está sendo proposta a omissão é grande.
A experiência das greves anteriores e a decepção com a direção do movimento são os elementos mais importantes para o ceticismo e a ausência nos debates e fóruns do movimento.
Para que possamos dar a volta por cima e construir uma nova alternativa, que tenha força e que possa realmente suplantar a turma da CUT precisaremos da ampla participação da base para legitimar nosso movimento.
Essa é mais uma questão importante par nossos debates nos Encontros. Outra questão é sobre a unidade dos bancos públicos e privados, e também a unidade com os terceirizados, já que hoje o número de terceirizados é quase igual ao de bancários.
Nesta última greve se repetiu um processo comum, que foi a greve forte nos bancos públicos federais, com alguma força nos estaduais e muito fraca nos privados. O mesmo se dava em relação a presença nas assembléias.
Esse atraso na organização dos bancos privados também precisa ser debatido e a mobilização conjunta com mesas de negociação em separado é um dos temas a ser debatido.
Também o tema sobre a automação, internet e correspondentes bancários foram elementos que levaram a categoria a ficar um tanto cética por entender que o sistema financeiro continuava funcionando apesar da forte greve. Isso não foi bem assim, e a greve colocou em crise a direção do movimento, os banqueiros e o governo, colocando uma crise na flor da sociedade.
Com a greve não só os bancos tiveram prejuízo, como também foi questionada a política do governo em relação à política econômica que está vigendo no país.
Todas essas são questões importantes para ser ressalvados nos debates sobre a greve.

06 novembro, 2006

DA DIMENSÃO DOS CRIMES

Dia 5 de Novembro o tribunal fantoche de Bagdad, ao serviço dos invasores americanos, condenou Saddam Hussein à pena de morte por ter sido considerado responsável pelo massacre de 148 cidadãos iraquianos em 1982. Só entre 2003 e 2006 a ocupação do Iraque pelas tropas americanas & britânicas ceifou as vidas de 655 mil cidadãos iraquianos, segundo a avaliação da revista The Lancet . Por tamanho crime, autêntico genocídio, a que penas devem ser condenados Bush & Blair?

04 novembro, 2006

Sobre as brutalidades em Oaxaca

Estamos extremamente alarmados por ver que, ao invés de tomar medidas severas contra os violentos paramilitares que lançaram constantes ataques contra o povo de Oaxaca, o presidente Vicente Fox utiliza os assassinatos como pretexto para escalar a violência contra a organização de base do povo. Como companheiros trabalhadores da comunicação e como artistas, honramos a memória do jornalista independente, documentalista e respeitado activista Brad Will, que foi brutalmente assassinado enquanto filmava o movimento popular em Oaxaca. Junto com Brad, nesta última semana, morreram pelo menos outras seis pessoas às mãos de agentes do governo ilegítimo de Ulises Ruiz e das forças federais que agora ocupam Oaxaca, dentre elas Emilio Alonso Fabián (professor), José Alberto López Bernal (enfermeiro), Fidel Sánchez García (marceneiro) e Esteban Zurita López. Finalmente, em solidariedade com o povo de Oaxaca acrescentamos nossas vozes a estas exigências: 1. Ulises Ruiz fora de Oaxaca! 2. Retirada imediata de Oaxaca das forças federais de ocupação! 3. Liberdade imediata e incondicional de todos os detidos! 4. Justiça para todos os companheiros assassinados e castigo para todos os culpáveis em todos os niveles! 5. Justiça, liberdade e democracia para o povo de Oaxaca! Noam Chomsky, John Berger, Arundhati Roy, Antonio Negri, Naomi Klein, Howard Zinn, Eduardo Galeano, Alice Walker, Michael Moore, Tariq Ali, Mike Davis, John Pilger, Michael Hardt, Alessandra Moctezuma, Anthony Arnove, Bernadine Dohrn, Camilo Mejía, Roxanne Dunbar Ortiz, Daniel Berger, Danny Glover, David Graeber, Eve Ensler, Francis Fox Piven, Gloria Steinem, Gustavo Esteva, Jeremy Scahill, Mira Nair, Oscar Olivera, Roisin Davis, Starhawk e Wallace Shawn.
Mais informação sobre Oaxaca em http://www.ciranda.net/spip/mot30.html O original encontra-se em http://www.jornada.unam.mx/2006/11/02/007n3pol.php Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .

A BARBÁRIE NEOLIBERAL NO MÉXICO

O governo do sr. Fox decretou a guerra contra o povo do estado de Oaxaca e as suas instituições. No momento em que se escreviam estas linhas era atacada a Rádio da Universidade, porta-voz da APPO (Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca). Um professor catedrático da Faculdade de Direito daquela universidade foi detido e enfiado aos empurrões para dentro de uma camioneta. O local foi invadido por helicópteros, tanquetas e tropas de choque, continuando operações de guerra contra o povo insurgido de Oaxaca que já provocaram vários mortos. Protestar contra os crimes em série dos neoliberais mexicanos é um dever. Aqui estão as coordenadas: Embaixada do México em Portugal Estrada de Monsanto, 78 1500-462 Lisboa Tel. 21 762 1290, Fax 21 762 0045 embamex.port@mail.telepac.pt

25 outubro, 2006

Justiça garante reembolso dos dias cortados no Banestes

24/10/2006
(Vitória) O Sindicato do Espírito Santo conseguiu na Justiça garantir o reembolso dos dois dias de greve no mês setembro que foram descontados pelo Banestes dos salários dos funcionários. A ordem judicial foi recebida na tarde desta terça-feira, 24, pelo presidente do banco, Roberto da Cunha Penedo, que tem prazo de 48 horas para fazer o pagamento dos dois dias em folha complementar.

Também nesse prazo o banco fica obrigado a fazer o desconto da mensalidade sindical nos salários dos filiados ao Sindicato. A multa em caso de descumprimento da ordem judicial é de R$ 500,00 por trabalhador por dia.

A decisão favorável aos bancários foi da juíza da 12º Vara do Trabalho de Vitória, Roberta Guimarães. Ela acatou os argumentos do Sindicato, considerando que o banco não pode efetuar descontos dos dias de greve sem que essa decisão seja fruto de acordo ou decisão judicial.

"Considerando-se que, após sucessiva evolução, o ato de greve passou a ser considerado um direito do trabalhador, não se concebe que o exercício legítimo de um direito implique na correlata supressão de vantagem trabalhista", disse a juíza.

A ação do Sindicato foi baseada na Lei de Greve (7783/89) que em seu artigo 7 estabelece que os descontos não podem ser feitos de maneira arbitrária pelo empregador.

Retomada das negociações
O Sindicato dos Bancários protocolou na manhã de segunda-feira, 23, no Banestes, o ofício que pede a retomada das negociações da Campanha Salarial 2006.

No mesmo dia, o presidente do Banestes, Roberto Penedo, confirmou o recebimento do documento e informou que marcaria a negociação. Até a tarde desta terça-feira a reunião não havia sido marcada.

Fonte: Seeb ES

11 outubro, 2006

RESULTADO DAS ASSEMBLÉIAS DOS SINDICATOS ESTADUAIS E/OU DE CAPITAIS

10/10/2006

APROVARAM AS PROPOSTAS
CEARÁ
CURITIBA
MATO GROSSO
RONDÔNIA

APROVARAM A PROPOSTA DA FENABAN
SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO
ALAGOAS
RIO GRANDE DO NORTE

NÃO APROVARAM NENHUMA PROPOSTA
BELO HORIZONTE
BRASÍLIA
BAHIA
PERNAMBUCO
AMAPÁ
CAMPO GRANDE
ESPÍRITO SANTO
FLORIANÓPOLIS
MARANHÃO
PARÁ
PARAÍBA
PIAUÍ
RORAIMASERGIPE

REALIZA ASSEMBLÉIA NA QUARTA
ACRE
PORTO ALEGRE (SÓ PRIVADOS; BB E CAIXA JÁ REJEITOU)

18 setembro, 2006

FAÇAMOS NÓS, POR NOSSAS MÃOS, TUDO QUE A NÓS DIZ RESPEITO

É com muita tristeza que vejo o movimento sindical trilhar o caminho que está trilhando atualmente, um caminho de frouxidão no trato da defesa de seus representados e, com mais tristeza ainda vejo a ingenuidade dos trabalhadores, inocentes perante as manobras políticas dos sindicalistas, com o objetivo de enfraquecer o poder de organização e luta dos trabalhadores em defesa de seus direitos perante os patrões e o estado capitalista. Não digo nem dos direitos trabalhistas conquistados com muita luta no passado, mas dos seus próprios direitos de seres humanos que são. Alienados em relação às mazelas do poder superestrutural, muitos trabalhadores acabam preferindo resignar-se diante do que lhes parece tão difícil mudar por estar tão distante de sua percepção, o que faz com que o poder de luta dos trabalhadores perca muito de sua força e, conseqüentemente as conquistas ou até mesmo, minimamente, a preservação de direitos fiquem ameaçados.

Apesar de entender o desânimo dos trabalhadores diante de tanta traição dos nossos sindicalistas, das encenações que eles chamam de negociações, não posso deixar de dizer aos colegas trabalhadores que a nossa atitude diante de tudo isso não pode ser o passivismo e muito menos o conformismo, pois isso é mais perigoso do que o próprio descaminho dos nossos representantes, pois prejudica extensivamente os próprios trabalhadores, seus familiares e fatalmente o futuro de toda a humanidade fica comprometido. O passivismo dos trabalhadores só pode levar à vitória da injustiça social generalizada e à completa barbárie e, tenho certeza absoluta que não é isso que queremos para nós e para nossos filhos, netos, bisnetos... Portanto, nós, que passamos nosso período que nos é dado viver nessa terra não temos o direito de achar que a história é imutável, que os trabalhadores não podem mudar nada, que a política superestrutural seja a única responsável pelas mudanças de rumo da sociedade; na verdade, essa ruma no sentido contrário às nossas necessidades. Os trabalhadores têm tamanho poder (embora eles próprios desconheçam), que podem destruir e reconstruir a estrutura social, tanto podem produzir e fazer desenvolver esse capitalismo cruel como pode parar de produzir e inviabilizar esse sistema forçando a um acerto de rumo para uma sociedade mais justa, e, se navegar é preciso, também é necessário tomarmos o controle do timão dessa embarcação das mãos da pequena minoria de gananciosos que a faz navegar somente no rumo de seus mesquinhos interesses.

07 setembro, 2006

Caixa decepciona na primeira rodada de negociação

06/09/2006


Fonte: Contraf-CUT, com informações da FenaeTerminou sem avanços a primeira rodada de negociações entre a Contraf-CUT e a direção da Caixa Federal, realizada nesta quarta-feira, dia 6. A empresa informou que ainda está estudando as propostas encaminhadas pela Comissão Executiva de Empregados (CEE-Caixa) e que só dará uma reposta quando fizer uma análise global das reivindicações. A pauta complementar dos bancários da Caixa foi entregue para a direção do banco em 17 de agosto.

Nova rodada de negociações com a Caixa ficou pré-agendada para 20 de setembro, data que ainda precisa ser confirmada.

02 setembro, 2006

A população é saqueada pelo sistema capitalista e nem percebe

Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupanca num banco, no dia 1o de julho de 1994 (data de lancamento do real), ele teria hoje na conta a fantastica quantia de R$ 374,00 (Trezentos Setenta e Quatro Reais). Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma divida de R$ 139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinquenta e Nove Reais), no mesmo banco. Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros populares, e com o da poupanca, conseguiria comprar apenas 4 Pneus. Nao e a toa que o Bradesco teve R$ 3.100.000.000,00 (Três Bilhoes e Cem Milhões de Reais) de lucro liquido somente no 1o semestre de 2006, seguido de perto do Itau e etc... Da para comprar um outro banco por semestre! E os Juros Exorbitantes dos cartoes de credito? VISA cobra 10,40 % ao Mês, CREDICARD cobra 11,40 % ao Mes. Em contrapartida a POUPANCA oferece 0,79 % ao Mes. FIQUE DE OLHO!