AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

06 outubro, 2007

Ameaça da Caixa de ir ao TST faz adesão à greve crescer para 80%

05/10/2007
Após ameaça da Caixa, greve cresce e atinge 80%


(São Paulo) A ameaça da Caixa Econômica Federal de ajuizar dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, caso os bancários não encerrassem a greve, foi respondida pelos empregados nesta sexta-feira, dia 5, com mais paralisações.

A greve, que começou na quarta-feira com o fechamento de 70% dos postos de trabalho no Brasil inteiro, cresceu e já atinge 80% das agências e departamentos do banco.

Até o final desta sexta-feira, não houve nenhuma sinalização da Caixa para a retomada das negociações, embora os bancários tenham deixado claro na última rodada que apostam num acordo negociado. Sem avanço, os bancários da Caixa devem ampliar a greve ainda mais na segunda-feira.

Confira abaixo como foram as mobilizações na sexta, conforme informações enviadas pelos sindicatos e federações até as 21h.

CENTRO OESTE
A paralisação foi forte em todo o Distrito Federal, atingindo praticamente todas as agências da Caixa, além de grande parte dos prédios administrativos. Na avaliação do Sindicato, a adesão é grande e crescente.

No Mato Grosso, os bancários da Caixa de Cuiabá, Várzea Grande e também do interior do Estado paralisaram mais de 32 unidades de atendimento ligadas à Caixa. Só na capital foram onze agências paradas.

No Mato Grosso do Sul, os bancários mantiveram fechadas todas as dez agências da Caixa e o Escritório de Negócios de Campo Grande. No interior, a greve atingiu as cidades de Dourados, Fátima do Sul, Maracaju, Corumbá, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas.

No Pará e Amapá, os trabalhadores da Caixa ampliaram a greve, que já atinge cerca de 80% da categoria. No Pará, os bancários decidiram reforçar o movimento nas cidades do interior para obter uma adesão massiva em resposta à ameaça da Caixa.

A greve dos bancários também prosseguiu forte no Acre, com novas adesões. Os bancários do Basa no Estado aprovaram a proposta específica e acabaram com a greve.

NORDESTE
As ameaças e tentativas de intimidação por parte da Caixa surtiram efeito contrário ao desejado pelo banco em Pernambuco e ajudaram a fortalecer o movimento. Em todo o Estado, somente duas agências do interior abriram nesta sexta: Salgueiro e Sanharó. Outras seis funcionaram parcialmente. Na capital e Região Metropolitana, todas as agências e postos pararam, o que significa 90% de adesão em todo o estado.

Em Alagoas, os bancários da Caixa fizeram pela manhã um "despacho" de macumba na porta da Filial, onde funciona a superintedência e outros departamentos da empresa. O ato simbólico, lembrando uma das práticas do candomblé, foi um apelo aos orixás, no sentido de quebrar o autoritarismo e a má vontade da diretoria em atender as reivindicações do funcionalismo. A macumba teve tudo que é de direito dos orixás, de pipoca e arruda a galinha e cachaça. A iniciativa ajudou a descontrair os grevistas e a levantar ainda mais o ânimo da paralisação na Filial, que vem sendo um sucesso. O Sindicato dos Bancários prepara outras manifestações parecidas para a próxima semana.

No Maranhão, todas as agências da Caixa Econômica Federal pararam, com exceção de duas que ficam no interior do Estado. Na capital, São Luiz, os bancários participaram em peso do movimento.

Na Bahia, a mobilização continua forte em Salvador e foi ampliada nesta sexta-feira no interior do estado. Os bancários de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, região do Sindicato de Cariri, entraram em greve e engrossaram o movimento. A paralisação prosseguiu forte nas cidades que já haviam aderido, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Jequié

A greve no Ceará também continuou forte, com 100% dos bancários envolvidos no movimento.

SUDESTE
A greve dos bancários da Caixa em São Paulo cresceu nesta sexta-feira, com 76% das agências paradas total ou parcialmente. Neste terceiro dia da paralisação, 187 das 247 agências aderiram. Os bancários dos centros administrativos também pararam, com 14 unidades fechadas. Em outros dois, um em Osasco e um na região Sul, a mobilização foi parcial. Segundo dados do Sindicato, a greve cresce a cada dia. Na quarta, foram 3,5 mil bancários de braços cruzados, número que subiu para 4,5 mil na quinta e para 4,8 mil nesta sexta. A Caixa tem 8 mil na capital paulista e na região de Osasco. No interior do Estado, a greve continuou forte em todas as regiões: Grande ABC, Baixada Santista, Campinas, Catanduva, Araçatuba, Araraquara, Assis, Barretos, Bauru, Bragança Paulista, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Jaú, Jundiaí, Limeira, Lins, Marília, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté, Tupã e Votuporanga.

No Rio de Janeiro, os bancários também ampliaram a mobilização e pararam quase 100% das agências da Caixa na capital. A greve também cresceu no interior, Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Campos dos Goytacazes, Itaguaí, Itaperuna, Macaé, Nova Friburgo, Parati, Petrópolis, Seropédica, Sul Fluminense, Teresópolis e Três Rios.

Os bancários da Caixa em Belo Horizonte pararam cerca de 90% das agências e departamentos da capital mineira e da região metropolitana, além das cidades de Congonhas, Itaúna, Mateus Leme, Pará de Minas, Pitangui e Sete Lagoas, todas da base do Sindicato de BH. No interior, a greve foi forte em Juiz de Fora, Uberaba, Patos de Minas e Teófilo Otoni.

No Espírito Santo, os bancários pararam 48 unidades, entre agências e postos de atendimento, cinco a mais do que ontem. Aderiram ao movimento os bancários das agências de Aracruz, Barra de São Francisco, João Neiva, Mimoso do Sul e São José do Calçado. Permaneceram paralisadas todas as 25 agências da Grande Vitória e as unidades de Colatina e São Silvano, Linhares, Nova Venécia, São Gabriel da Palha, São Mateus, Alegre, três unidades de Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Domingos Martins, Guaçuí, Guarapari, Iúna, Itapemirim, Muqui e Anchieta. Na capital também estão em greve os funcionários de todos os departamentos que funcionam no edifício Castelo Branco, no Centro de Vitória. No prédio da Enseada do Sua, a paralisação foi parcial.

SUL
Subiu para 96 o número de unidades da Caixa Econômica Federal fechadas no Paraná nesta sexta-feira. No terceiro dia de greve dos bancários, a novidade foi a adesão de todos os trabalhadores na Caixa na região de Arapoti e das agências de Guaíra e da Justiça Federal em Guarapuava. No total, são mais de 3.500 bancários em greve, o que significa paralisação em 98% dos municípios. Na Região Metropolitana de Curitiba, as atividades de 47 agências e três centros administrativos foram paralisadas. Também aderiu ao movimento a maioria dos 16 postos de atendimento. Na região, a única agência que abriu foi a da Lapa. No interior a greve foi forte em Arapongas, Cambé, Rolândia, Ibiporã, Assai, Porecatu, Londrina, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Cambará, Jacarezinho, Santo Antonio da Platina, Umuarama, Assis Chateubriand, Guaíra, Iporã, Paranavaí, Apucarana, Jandaia do Sul, Ivaiporã, Ribeirão Claro, Siqueira Campos, Ibaiti, Wenceslau Braz, Jaguariaíva, Arapoti, Campo Mourão, Mamborê, Guarapuava, Pitanga, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Palotina.

Em Santa Catarina, a greve na Caixa também foi ampliada. Todas as agências de Florianópolis fecharam. No Besc, a paralisação também foi forte. A greve se manteve no interior do Estado, com 100% de adesão em Concórdia, Criciúma e Chapecó.

A greve dos bancários também é forte em todo Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre e na região metropolitana, mais de 90% das agências e postos ficaram fechados, de um total de 55 agências e postos bancários. Na capital, funcionou apenas a agência do Bourbon Ipiranga. Os funcionários preparam uma passeata na próxima terça-feira, dia 9, para chamar a atenção da sociedade para o descaso do banco e para a ameaça de ajuizar dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em função da paralisação. No interior, a greve atinge as cidades de Cachoeira do Sul, Camaquã, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Guaporé, Horizontina, Ijuí, Lajeado, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rosário do Sul, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo, São Borja, São Leopoldo, Uruguaiana, Vacaria e Vale do Paranhana.

Fonte: Contraf-CUT, com federações e sindicatos

05 outubro, 2007

O fura-greve

Acima do direito INDIVIDUAL do “fura-greve” está o direito COLETIVO dos Trabalhadores em greve.

O “fura-greve” SABE que a decisão de uma Assembléia se sobrepõe à decisão individual, mas, simplesmente recusa-se a participar das Assembléias cuja pauta seja a deflagração de greve, achando, talvez, que com isso ficará isento de acatar suas deliberações. Ele SABE que, recusando-se a participar da Assembléia, aceita tacitamente que outras pessoas decidam por ela.

O “fura-greve” SABE que a greve é um DIREITO e um instrumento LEGÍTIMO de reivindicação dos trabalhadores na relação capital X trabalho, onde o lado mais fraco é o trabalhador e que daí nasce a necessidade da união de todos os trabalhadores, para ao menos minimizar a brutal desigualdade na correlação de forças.

O “fura-greve” SABE que sua atitude de furar a greve enfraquece, dificulta e desgasta a luta dos colegas grevistas, diminui as possibilidades de um resultado melhor para todos e aumenta as possibilidades de punições injustas sobre os colegas em greve.

O “fura-greve” SABE o quanto sua atitude de furar a greve colabora com o patrão que o explora e para a CONTINUIDADE dessa situação injusta.

A única coisa que talvez o “fura-greve” NÃO SAIBA é que ele, ao DESRESPEITAR a decisão da maioria de uma assembléia de deflagrar greve, ESTÁ DESRESPEITANDO A SI MESMO, pois, furar greve significa ACEITAR PASSIVAMENTE o desrespeito e a injustiça do patrão sobre ele e sobre os demais colegas, significa abrir mão da própria dignidade.

Por fim, espero que a leitura desse texto não ofenda os que furam greve, mas possa fazer com que o “fura-greve” reflita sobre sua atitude, reveja seus conceitos e passe a somar forças com os grevistas. Ainda que o resultado final da greve seja uma incógnita, certo é que a quem luta solidariamente com os demais colegas sempre ficará preservado o incomparável valor da dignidade.

03 outubro, 2007

Parabéns bancários da CEF

Na Assembléia de Mogi das Cruzes foi aprovada greve por tempo
indeterminado apenas na CEF.
As votações foram separadas. Primeiro foi votada só pelos bancos
privados que aprovaram a propost apor unanimidade cerca de 30
bancários. Depois foi a vez do BB que tinha a gerência em peso, uns
trinta, na assembléia e votaram pela aceitação da proposta mas pelo
menos três bancários preferiram se abster intimidados prela presença
massiva dos gerentes. Por último ficou a votação dos bancários da CEF
que eram uns 90 na Assembléia e com apenas três abstenções aprovamos a
greve por tempo indeterminado. Com a força da mobilização dos bancários
da CEF em todo o país podemos avançar para o rompimento com a mesa única,
a reposição de perdas, necessidade de eleger bancários de base para compor
a comissão de negociação e a contratação de mais funcionários.

01 outubro, 2007

Prevenção contra possíveis manobras

Colegas da CEF e do Banco do Brasil

Sinto-me na obrigação de prevenir aos bancários da CEF e do BB sobre o que poderá acontecer nas assembléias de amanhã. Com a nova proposta que a Fenaban apresentou (conforme descrito abaixo extraído do site da Contraf/CUT) poderá acontecer de os sindicatos "contraficustistas" orientarem a aprovação nas assembleias que ocorrerão amanhã em todo o Brasil. Essa proposta é irrisória até mesmo para os bancários privados, portanto temos que ficar prevenidos para as possíveis manobras que virão. Torço para que eu esteja enganado, mas nunca é demais se prevenir. Nossa única chance de atrapalharmos qualquer manobra que possa acontecer é comparecendo massivamente nas assembléias para rejeitarmos a proposta apresentada.

Se nenhum banco teve lucro líquido abaixo de 20%, por quê vamos aceitar um reajuste de apenas 6%?

Mauro Aguiar



Fenaban avança na proposta
Reajuste de 6% sobre salários e benefícios (o que siginica aumento real para inflação de 4,82%), incorporação da 13ª. Cesta-alimentação na Convenção Coletiva e melhora na PLR são alguns dos pontos

Na negociação extraordinária que aconteceu nesta segunda-feira a pedido dos bancos, os representantes da Fenaban apresentaram nova proposta econômica. Entre os principais pontos estão reajuste de salários e benefícios com aumento real (6% contra inflação de 4,82% no período), pagamento da 13ª. Cesta-Alimentação no valor de R$ 252,36, incorporada a partir de agora na Convenção Coletiva Nacional, e melhora na Participação nos Lucros e Resultados.

No caso da PLR, a regra básica seria de 80% dos salários mais R$ 878, com parcela adicional de 8% da variação do lucro líquido do banco entre 2006 e 2007. Para os bancos em que o lucro aumentou mais de 15%, ficaria garantido o mínimo de R$ 1.200 e o máximo de R$ 1.800.

Em caso de aprovação nas assembléias, o pagamento da primeira parcela da PLR aconteceria em 10 dias da assinatura. As diferenças salariais e sobre os benefícios seriam pagas na folha de novembro. O Comando Nacional está avaliando a proposta e deve soltar em breve sua recomendação.

Fonte: Contraf-CUT

Os tipos de fura-greves

Sempre que uma greve é deflagrada, sempre há os que resolvem furar a greve.
Aqui vai uma singela homenagem a esses “bravos” puxa-sacos, traidores da categoria a que pertencem, ignóbeis, muito úteis aos interesses dos patrões.

O tímido: é aquele que passa caladinho pelo piquete, de cabeça baixa, pois tem vergonha de sua própria covardia ou incompetência.

O angustiado: é aquele que não consegue deixar de furar a greve, mas também não consegue trabalhar por ficar o tempo todo pensando na besteira que está fazendo.

O neurótico: é aquele que perde completamente o controle emocional quando é barrado num piquete e parte pra briga com os grevistas.

O dissimulado: é aquele que antes de furar um piquete, pára, conversa com os grevistas e ri sozinho das próprias piadas que conta.

O chorão: é aquele que abre o berreiro é pede “por favor” aos grevistas para que o deixem entrar para trabalhar.

O revoltado: é aquele que finge estar descontente com o patrão, reclama com os colegas, mas quando começa a greve é o primeiro a sabotá-la.

O enrustido: é aquele que chega mais cedo só para não ter que passar pelo piquete e, lá dentro fica se escondendo atrás dos móveis para não ser visto pelos grevistas.

O puxa-saco: é aquele que adora furar a greve só porque vai ter mais tempo e privacidade para bajular o patrão e falar mal dos colegas.

O carreirista: é aquele que fura a greve só porque tem uma função de confiança ou porque o patrão lhe prometeu uma promoção.

O incompetente: é aquele que fura a greve porque tem medo de ser demitido.

O chantagista: é aquele que tem coragem até de inventar que a mãe morreu para comover os grevistas para deixá-lo entrar para o trabalho.

O vagabundo: é aquele que fura a greve, mas adora que os colegas a façam para ter desculpa para não trabalhar.

O parasita: é aquele que fura a greve, mas adora quando seu salário vem com o aumento conquistado pelos grevistas.

O dedo-duro: é aquele que fura a greve e fica observando a movimentação dos grevistas para informar ao chefe.

Há características que são comuns a qualquer tipo de fura-greve. Eles são mesquinhos, egoístas, individualistas, hipócritas, covardes, oportunistas e traiçoeiros.

Lembre-se, acima do direito individual do fura-greve está o direito coletivo dos trabalhadores em greve.

30 setembro, 2007

ESCLARECIMENTO À POPULAÇAO

O por que da Greve dos Bancários

Bancos lucram como nunca e quem paga são os bancários e a população

A greve nacional dos bancários poderá iniciar em 03/10

Nunca na historia os bancos bateram tantos recordes consecutivos de lucros. Nos últimos quatro anos os bancos têm aumentado consecutivamente seus lucros em média 30%. Neste ano todos os bancos aumentaram seus lucros em mais de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso a população continua sofrendo nas filas intermináveis e com as altas taxas, tarifas, juros e multas cobradas e os bancários vivem um verdadeiro inferno com o assédio moral pelo cumprimento de metas de venda, com as perdas salariais que se acumulam ano a ano, com os assaltos, com as demissões imotivadas, com a extrapolação de jornada de trabalho e com falta de compromisso dos bancos para com a população, com os bancários e com o país ao não contratarem mais funcionários para atenderem melhor a população e gerar empregos.

Hoje o salário do bancário vale a metade do que valia há treze anos atrás, quando foi instituído o plano Real, por que os reajustes salariais nesses treze anos não acompanharam a inflação. Essa é a realidade dos bancários e da maior parte da população brasileira. Por isso, nós bancários vamos à luta por nós e pelo respeito que a população merece e há muito tempo não recebe por parte dos bancos.

Já fizemos uma paralisação de advertência de 24 horas na sexta-feira, dia 28 de setembro e se os bancos não se sensibilizarem poderemos iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 03 de outubro. A população merece esse esclarecimento. Contamos com o apoio de toda a população. Pedimos desculpas à população pelo transtorno inevitável, muito embora a culpa seja dos banqueiros e do governo federal.

Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região

Os lucros dos bancos sobem, o salário dos bancários descem

É bom lembrar que nos últimos 4 anos
todos os bancos tem tido aumentos nos
lucros em média 30% acima de recordes
dos anos anteriores e os reajustes
salariais tem sido muito, muito, muito
aquém desses aumentos de rentabilidade.
Conclui-se daí que ano a ano aumenta
também o lucro líquido dos bancos sobre
a despesa com a folha de pagamento.
Ao mesmo tempo não vemos o retorno disso
em geração de emprego e melhorias nas
condições de trabalho dos bancários, o
que, consequentemente traduz-se na
continuidade do mal atendimento à população
usuária dos bancos.

Ou fazemos agora um movimento muito forte
para recuperarmos perdas passadas ou quando
chegar o tempo de vacas magras os "pobres"
banqueiros terão mais desculpas para se
recusarem a reajustar nossos salários.

24 setembro, 2007

Todos às Assembléias para impor a vontade da base bancária

Neste ano 3 sindicatos, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru entregaram outra pauta, tanto na Fenaban, quanto no BB e na CEF, exigindo o fim da mesa única. As assembléias que acontecem essa semana tem que exigir a votação de pauta. Rejeitar a farsa da mesa única, não aceitar a reivindicação rebaixada de 10 % que legitima a negociação rebaixada e eleger nas assembléias de base quem vai negociar em nome da categoria.
Que o bancário decida, chega de manobras dos sindicalistas governistas amigos dos banqueiros.
Esse é o desafio : preparar a greve para derrotar os banqueiros, o governo e seus amigos da CONTRAF/CUT.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DA NOSSA PAUTA:
29,27 % de reajuste para todos os bancários;
Fim da mesa única
Negociação das perdas especificas do BB (89,31%) e da CEF (100,93%);
Isonomia de salários e direitos;
Jornada de 6 horas para todos! Chega de estrapolação de jornada!
PLR – 25 % do lucro distribuído de forma linear para todos
Não à comissão sobre tarifas, que divide a categoria e explora a população
Fim da mesa única
Fim das metas e do assédio moral

Preparar a GREVE - Informe SEEB Oposição Bauru

Fenaban oferece apenas a reposição da inflação: 4,82%
Todos à assembléia dia 26, às 19 horas, para REJEITAR proposta
rebaixada e EXIGIR campanha salarial para valer! Em negociação na última
sexta-feira, dia 21, a Fenaban teve a cara-de-pau de propor reajuste de salários e benefícios em 4,82%, equivalente à inflação de 1º de setembro de 2006 a
31 de agosto de 2007. Apresentou ainda o mesmo formato da Participação nos
Lucros e Resultados, PLR, de 2006: 80% do salário + R$ 828 de parcela
fixa e a continuidade do programa de PLR adicional, ou seja, só ganhará os R$
1.500 de PLR adicional o bancário cujo banco tiver lucro maior que 15%. Essas verbas também serão corrigidas pelo índice de 4,82%. Foi apresentada
ainda uma 13ª cesta-alimentação no mesmo valor da que é paga mensalmente.
Hoje, ocorre nova rodada de negociação com a Fenaban.
Esta proposta tem de ser rejeitada. Desde 1994, os bancários dos privados
têm perdas de 29,28%, os do Banco do Brasil de 89,31% e os da CEF de
100,93%. Portanto, apenas a reposição da inflação não contempla uma
categoria com salário tão defasado. A proposta de PLR é um crime, pois
insiste na PLR adicional ao invés de uma PLR linear e sem vinculação à
porcentagem de lucratividade dos bancos. A 13ª cesta-alimentação é
positiva, mas apenas uma esmola frente ao que os banqueiros podem oferecer.

Assembléia
Na quarta-feira, 26, às 19 horas, ocorrerá assembléia para rejeitar
esta proposta dos banqueiros e deliberar sobre paralisação nos dias 27 e
28/9. Em nível nacional, impera o imobilismo da Contraf-CUT, que insiste nas
negociações no lugar da mobilização dos bancários. Por isso, as bases
de sindicatos como Porto Alegre e Rio de Janeiro já atropelaram suas
direções - petistas, cutistas e governistas - e chamam paralisação para o dia 27 junto com os sindicatos da Conlutas. É possível fazer desta campanha
vencedora.
Para isso, os bancários precisam ir à luta, participarem da assembléia
e paralisações. Chega de índice rebaixado e propostas costuradas na
calada da noite com a Contraf-CUT.

Bauru, 24 de setembro de 2007

Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

Preparar a GREVE - Informe Oposição Brasília

PREPARAR A GREVE:
CONTRA O DESRESPEITO DA FENABAN E DO GOVERNO

Não há nenhuma dúvida. Mais uma proposta sacana dos banqueiros
(Fenaban), articulada junto com o governo (BB e CEF).
Com os lucros subindo, em média, 30% por ano toda essa enrolação para
apresentar uma proposta de 4,82 %.
É claro que querem manter os lucros nas alturas. Para isso, continuar
com a rapinagem contra a população ( com os juros e tarifas ) e a exploração
em cima dos bancários (ritmo e condições de trabalho insanos e arrocho
salarial é fundamental.
Por isso é preciso preparar uma grande greve nacional dos Bancários
para inverter essa lógica.


E CONTRA A ENROLAÇÃO DA CONTRAF/CUT

Para manter essa situação os banqueiros e o governo contam com seus
principais aliados, a CONTRAF/CUT e seus sindicalistas.
Mais uma vez estão tentando facilitar para a Fenaban e o governo.
Com perdas salariais que variam de 29,27 % (nos bancos privados) à
quase 100 % (BB e CEF) desde o governo FHC os sindicalistas governistas da
CONTRAF/CUT apresentam uma pauta rebaixada (10 % de reajuste). A lógica é simples, escondem as perdas, para vender a idéia que um reajuste na casa de 7 % é uma grande conquista.
Ai o roteiro do filminho B é o seguinte. Reivindicação rebaixada, muita
enrolação na negociação, nenhuma preparação da mobilização, aparece uma
proposta (4,82 %) os sindicalistas da Contraf/CUT dizem que tem que
melhorar, fazem algum agito, melhoram a proposta e tentam acabar com a
luta vendendo a idéia de vitória.

TODOS À ASSEMBLÉIA DIA 27
VOTAR OUTRA PAUTA
NÃO À MESA ÚNICA
QUEM NEGOCIA TEM QUE SER ELEITO PELA BASE

Esse ano 3 sindicatos, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru entregaram
outra pauta, tanto na Fenaban, quanto no BB e na CEF, exigindo o fim da
mesa única. As assembléias que acontecem essa semana tem que exigir a
votação de pauta. Rejeitar a farsa da mesa única, não aceitar a reivindicação
rebaixada de 10 % que legitima a negociação rebaixada e eleger nas assembléias de base quem vai negociar em nome da categoria.
Que o bancário decida, chega de manobras dos sindicalistas governistas
amigos dos banqueiros.
Esse é o desafio : preparar a greve para derrotar os banqueiros, o
governo e seus amigos da CONTRAF/CUT.

NOSSA PAUTA :
29,27 % de reajuste para todos os bancários;
Fim da mesa única
Negociação das perdas especificas do BB (89,31%) e da CEF (100,93%);
Isonomia de salários e direitos;
Jornada de 6 horas para todos!
PLR – 25 % do lucro distribuído de forma linear para todos
Não à comissão sobre tarifas, que divide a categoria e explora a população
Fim da mesa única
Fim das metas e do assédio mora

22 setembro, 2007

Fenaban propõe reajuste irrisório - 4,82%

Matéria do site do Sindicato dos Bancários do Riogrande do Norte - http://www.bancariosrn.com.br . Não estranhem os 27,29%. De fato o SEEB RN, juntamente com o SEEB Bauru e SEEB Maranhão repudiam a merreca de 10,3% reivindicado pela Contraf e estão reivindicando a reposição de todas as perdas para os bancários privados.
Os três sindicatos estão reivindicando também: BB 89,31% e CEF: 100,93%, que são as reais perdas dos bancários desses bancos.
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Bancos propõem reajuste irrisório de 4,82%
Fenaban faz a primeira proposta econômica de reajuste: 4,82% e 13ª Cesta Alimentação

Na reunião que ocorreu hoje (21/9) às 16h30, os representantes da Fenaban apresentaram a primeira proposta econômica desta campanha nacional.

O índice de reajuste proposto é de 4,82% para salários e demais benefícios, equivalente à inflação de 31 de agosto de 2006 a 1º de setembro de 2007. Outro ponto é o pagamento de 13ª cesta-alimentação, no mesmo valor da cesta de todo mês.

O valor e o formato da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, seria o mesmo do ano passado, corrigido apenas pela inflação.

A proposta está bem abaixo da reivindicação e anseios dos bancários, que lutam por um reajuste de 27,29% com reposição das perdas entre junho de 1994 e setembro de 2007. Ainda assim, o Comando Nacional está reunido neste momento analisando a proposta e fará sua avaliação ainda nesta tarde.

12 setembro, 2007

Pasmem, Contraf/CUT pede vigência de 2 anos para reajuste salarial dos bancários

Existem algumas cláusulas que introduzem vigência de 2 anos para o acordo da categoria bancária e, pasmem, faz parte da minuta da Contraf / CUT, portanto, a proposta dos banqueiros foi costurada a seis mãos (CUT / Fenaban / Governo) e para quem não sabe, o artigo 1 (que a Contraf quer que passe a valer por dois anos) diz respeito ao reajuste salarial dos bancários. Imaginem se os banqueiros não vão aceitar esse presentão.

ARTIGO 102 – VIGÊNCIA
Os artigos da presente convenção coletiva de trabalho terão dois períodos de vigência, nos seguintes termos:
a) Terão a duração de 1 (um) ano, de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008, os artigos 2, 4, 5, 9, 15, 17, 18, 20, 21, 22, 25, 26, 50, 56, 68 e 99.
b) Terão a duração de 2 (dois) anos, de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2009, todos os artigos não relacionados na aliena acima.

10 setembro, 2007

Em busca da autonomia operária

Depois de ler essa matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, concluo que é mais sensato acreditar que os funcionários do BB tenham sido mal informados durante o processo eleitoral e que também a eleição (eletrônica e sob total controle do banco) tenha sido fraudada. Os funcionários, em sã consciencia, jamais aprovariam as alterações que foram feitas no estatuto da Cassi. O mais triste é saber que esse golpe contra os trabalhadores foi feito com a cumplicidade dos sindicatos filiados à CUT e Contec.

Hoje, após a experiência histórica e desastrosa com o PT e com a CUT, o que resta aos trabalhadores é construirmos nossos próprios foruns autônomos de decisão e organização da luta onde prevaleçam a democracia direta e o repudio à "democracia" representativa. Não é de hoje que a instituição sindicato se enquadra entre as instituições capitalistas ao lado do Estado, dos partidos políticos, das empresas, dos governos e da igreja.

A matéria do Correio Brasiense sobre o que fizeram com a Cassi, bem como todas as traições e peleguismos sindicais, nos confirma a tese de que os trabalhadores precisam buscar a "Autonomia Operária" como forma embrionária de uma futura organização social justa e igualitária.

Mauro

Por Leonel Rocha - Correio Braziliense
>
> Depois de uma longa campanha, o Banco do Brasil conseguiu alterar o estatuto da Caixa de Assistência dos seus 80 mil funcionários e de 60 mil aposentados para dividir com eles eventuais futuros prejuízos que venham a ser registrados pela Cassi. O novo estatuto foi registrado ontem no cartório do 1º ofício de registro civil de Brasília e começará a vigorar em janeiro do próximo ano. A mudança altera o artigo 9º da regra antiga que isentava os bancários do BB, "direta ou subsidiariamente", pelas obrigações da Caixa de Assistência.
>
> Além de passarem a ter co-responsabilidade nos resultados futuros
> da Cassi, as alterações obrigam os funcionários a pagar 10% sobre o valor dos exames médicos e terapias realizadas sem internação
> hospitalar. Ficou mantido o percentual de 30% sobre o valor das
tabelas de preços de consultas pago hoje pelos trabalhadores. Os
percentuais de contribuição para a caixa ficaram unificados em 3% para os funcionários e aposentados e 4,5% da parte do BB. Pelo estatuto antigo, as contribuições eram paritárias de 3% para os funcionários e o BB (veja quadro).
>
> Para conseguir alterar o estatuto, a direção do BB se comprometeu a repassar à Cassi R$ 300 milhões referentes a contribuições antigas e não recolhidas. Desse total, metade será repassada em um só pagamento ainda este ano. O restante será pago em três parcelas de R$ 50 mil a cada ano. O pagamento servirá para sanear a caixa de assistência que registrou um prejuízo de R$ 112 milhões no balanço de 2006. "As mudanças visam garantir a sustentabilidade do plano de assistência médica", disse o vice-presidente de gestão de pessoas e relações com os funcionários, Luiz Oswaldo de Souza.
>
> As modificações foram aprovadas pelos funcionários e aposentados em eleições realizadas pela intranet entre os dias 8 e 21 de agosto. O BB mantém dois planos de assistência médica. O mais antigo, plano de Associados, é deficitário e o causador dos prejuízos da Cassi. O outro plano, Cassi Família, é superavitário e a contribuição é exclusiva dos trabalhadores e depende do número de dependentes e da faixa salarial. A Cassi hoje tem 400 mil associados. Do total, 140 mil são funcionários.
>
> A alteração no estatuto provocou uma briga política entre os
> dirigentes da Cassi e os diretores do BB. O registro recebeu um
parecer negativo do cartório que alegou desobediência ao Código Civil e à falta de clareza sobre os direitos e deveres dos associados. O BB teve dificuldades para encontrar advogados da Cassi e do próprio banco para "vistar" as páginas do documento no cartório. O banco despachou executivos da instituição para convencer o responsável pelo cartório de que o novo texto é legal. A mudança no estatuto causou uma crise na diretoria da Cassi e deve provocar a substituição do diretor-superintendente da entidade, Sérgio de Oliveira.
>
> Alterações - principais mudanças no estatuto da Cassi
>
> 1 Os associados passam a ter co-responsabilidade jurídica em caso de insolvência da entidade.
>
> 2 O percentual de contribuição dos funcionários fica limitado a 3% sobre o salário bruto. O BB vai contribuir com 4,5% de todos os 13 salários.
>
> 3 Associados passam a pagar 10% dos valores dos exames e terapias
> não vinculados à internação hospitalar, limitados a 1/24 do salário bruto a partir de janeiro de 2008. As transfusões de sangue,
> radioterapia, quimioterapia, hemodiálise, oxigenoterapia
hiperbárica, doenças do trabalho, tratamentos e cirurgias ambulatoriais e tratamento de deficientes ficam isentos de participação.
>
> 4 O BB vai pagar R$ 150 milhões à Cassi, referentes à metade da
> dívida do banco com a caixa de assistência. Outros R$ 150 milhões serão pagos em três anos.

08 setembro, 2007

SINDICATO DO RN É IMPEDIDO DE ACOMPANHAR NEGOCIAÇÕES

Não bastasse tamanho autoritarismo quando decidiu expulsar
o Sindicato do RN da Mesa de Negociação às vésperas da Campanha
Salarial, a Contraf/CUT expulsou o Sindicato, agora, do Comando
Nacional dos Bancários, um dia antes da primeira reunião de
negociação com os banqueiros, que está sendo realizada à portas
fechadas desde ontem, quinta-feira, em São Paulo.

O Sindicato do RN esteve representado, na capital paulista, pelo
diretor Juary Chagas. Ele conta que durante a reunião que antecedeu
a negociação com os banqueiros, a direção da Contraf/CUT questionou
a presença do RN e pediu um esclarecimento. "Dissemos que estávamos
ali atendendo ao chamado da formação de um Comando, até porque foi a
própria Contraf que, há um mês, deu uma vaga nesse mesmo Comando ao
RN. Isso demonstra a incoerência dessa entidade. Como resposta,
disseram que nossa participação era inviável porque apresentamos
outra pauta à Fenaban", disse.

Juary Chagas não tem dúvidas de que essa decisão, tomada de cima
para baixo, se trata de uma retaliação pelo fato da base ter
recusado, em assembléia, a proposta de pauta rebaixada da
Contraf. "É retaliação sim. Atitude de retaliação pelo fato do RN
não ter aprovado a pauta da Contraf/CUT. Já tinham nos expulsado da
mesa e agora nos expulsaram do Comando. Isso está claro! O objetivo
deles também é não permitir que os trabalhadores não tomem
conhecimento do que é dito lá", afirmou.

Negociação

Na quinta-feira, o Comando da Contraf/CUT se reuniu com os
banqueiros sem a presença do RN. As negociações não avançaram e
prosseguem hoje. Na pauta, apenas questões referentes à saúde e
condições de trabalho que, no primeiro dia, não foram aceitas pela
Fenaban. Até o momento, nada de reajuste salarial e incorporação das
perdas que a categoria vem acumulando desde 1994. Outro ponto
negativo é a falta de mobilização da entidade. Setembro já chegou e
a Contraf sequer organizou um calendário de mobilização para a
Campanha Salarial. "O objetivo deles (Contraf) é continuar enrolando
cada vez mais, assim privilegiam os banqueiros", completou Juary
Chagas.

02 setembro, 2007

Contraf-CUT, aliada dos banqueiros e do governo Lula, contra os bancários

Aliada dos banqueiros, Contraf-CUT bate outra vez a porta na cara dos bancários de oposição

Já o presidente Vagner Freitas declara, em alto e bom som:
"a base não pode saber sobre o acordo de dois anos!"

Que marmelada!

A primeira rodada de negociação entre o comando dos bancários e a Fenaban, quinta, dia 23, em São Paulo, deixou algo de muito podre no ar. Acordo por dois anos, arrocho salarial, remuneração variável e sindicalização de terceirizados são alguns dos golpes já preparados pela Contraf-CUT, em seu eterno conluio com governo e banqueiros.

Parecia 2006. Mais uma vez, na base do "tratorzão", os dirigentes cutistas já foram logo exclamando: "só entra pra negociar quem for da CUT! Quem tem outra pauta e desautorizou a Contraf está fora da mesa!" Ou seja, nada de oposição na mesa dos banqueiros! A Contraf-CUT tratou de expulsar os bancários da sala. Afinal, se alguns bancários de verdade assistissem ao que ocorre lá dentro da sala, poderiam ver e ouvir coisas cabeludas, que desmascarariam ainda mais as sujas artimanhas dos dirigentes da Contraf-CUT, eternos defensores do governo e velhos amigos dos banqueiros.

Enquanto Carlos Cordeiro, secretário geral, pedia para que os demais dirigentes cutistas escondessem o miserável índice de 10,3% atrás de outras cláusulas banais, Vagner Freitas, presidente da mesma Contraf-CUT, ordenava que ninguém revelasse aos trabalhadores as negociações por um acordo de dois anos. A Contraf-CUT vem ajudando os banqueiros a implementarem três históricos projetos dos patrões: acordo bianual, regularização da remuneração variável e da terceirização de mão-de-obra. Realmente, a Contraf-CUT é o sonho de todo banqueiro.

Contraf também sacaneou na negociação 2006
A mesma truculência já fora adotada pelos cutistas na campanha passada.
Todos se recordam que o comando de base, composto por bancários grevistas eleitos por assembléias, também foi sumariamente barrado pela Contraf-CUT da mesa de negociações em 2006. Medo? Pode ser, afinal os bancários de oposição estão bem preparados politicamente para o embate e foram munidos de uma grande pauta alternativa de reivindicações.
Os trabalhadores acabaram representando um risco ainda maior para a Contraf-CUT, confederação reconhecidamente governista e traidora, que já vem agonizando entre os bancários, principalmente desde os vexames da campanha salarial do ano passado. Quem poderá se esquecer das históricas traições cutistas de 2006? Foi um festival de traições, que já começou com encontros viciados e pauta rebaixada. Depois, passaram por cima das assembléias,
boicotando a greve e fazendo conchavos com as direções dos bancos e apoiando a reeleição de Lula. Pra encerrar, deram uma rasteira nos grevistas, empurrando um péssimo e já rejeitado índice de 3,5% e enterrando a greve com a ajuda da administração dos bancos.

2007 tem que ser diferente
Basta de engolir sapo! Ninguém agüenta mais as campanhas salariais fajutas da Contraf-CUT. Por isso, os bancários de oposição construíram uma pauta de verdade e irão novamente à luta contra a orientação cutista. O Sindicato seguirá nesse mesmo caminho de enfrentamento, insistindo na negociação de uma pauta séria, limpa e coerente, defendendo as bandeiras históricas dos trabalhadores. Haverá nova rodada de negociação com a Fenaban, quinta 31, e o Sindicato marcará presença novamente para, junto com Maranhão, Rio Grande do Norte e Oposição, impor as verdadeiras reivindicações dos trabalhadores.
Todos à luta, até a vitória!

29 agosto, 2007

Caixa lucra R$ 1,716 bi e cobre folha de pagamento só com tarifas e taxas

Segundo a matéria abaixo, postada no site da própria Contraf/CUT, só com tarifas e taxas a Caixa cobre a folha de pagamentos dos funcionários. O que justifica então a contraf impor apenas 10,3% de reivindicação aos bancários desse banco?


(São Paulo) A Caixa Econômica Federal lucrou R$ 1,716 bilhão no primeiro semestre deste ano e ampliou seus ganhos em 27,6% na relação com o mesmo período de 2006. A principal justificativa do banco para a melhora do resultado foi a receita das operações de crédito, que ficou em R$ 5,766 bilhões, e a captação da caderneta de poupança, da ordem de R$ 4,3 bilhões.

"O aumento na lucratividade do banco foi impressionante e mostra que a Caixa tem todas as condições de atender as reivindicações dos empregados, que estão em plena Campanha Nacional. Já entregamos nossa pauta para a empresa e não há justificativas para não atendê-la. Ainda mais em se tratando de um banco público", afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira, dia 28, pela Caixa, a instituição teve um ganho de R$ 3,353 bilhões somente com a prestação de serviços, que nada mais é do que as tarifas e taxas cobradas dos clientes e usuários. O montante representa um crescimento de 22,1% sobre os primeiros seis meses do ano passado.

"É lamentável que um banco público como a Caixa aumente em 22% a sua receita com as cobranças de tarifas e taxas, enquanto a despesa para cobrir a folha de pagamento teve um crescimento de apenas 10,4%. Só para se ter uma idéia, a Caixa gastou R$ 3,360 bilhões com os empregados no primeiro semestre, enquanto arrancou a mesma quantia dos clientes e usuários com as prestações de serviço", ressalta Plínio.

Fonte: Contraf-CUT

27 agosto, 2007

Construir uma alternativa

Estamos completamente abandonados à própria sorte nesta campanha salarial. Nenhuma mobilização, nenhuma luta, nenhum chamado aos bancários, nenhuma informação sobre o andamento das negociações com Fenaban ou com os bancos públicos. A lógica da CUT e do PT hoje é a mesma da patronal, manter os trabalhadores na ignorância para melhor dominá-los.

Temos que cair na real. Não fomos nós que abandonamos a CUT e o PT, mas eles é que nos abandoram, nos trairam e, agora cabe a nós construir outra orgnização, com outro modelo, com outra estrutura, com mecanismos internos que imunizem essa nova organização contra o virus que degenerou a CUT e O PT.

Primeira lição: Para ter autonomia e jamais correr o risco de perdê-la, o movimento dos trabalhadores não pode ser tentáculo de partidos políticos.

Tenho dito!

23 agosto, 2007

Onde está a LUTA neste calendário da Contraf????

22/08/2007 - (São Paulo)
Campanha: Contraf aprova calendário de mobilizações e jornada de lutas

A Executiva da Contraf-CUT aprovou nesta quarta-feira, dia 22, uma proposta de mobilização para a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. O objetivo é aumentar a pressão sobre os bancos e garantir o envolvimento da sociedade na luta que é de todos.A proposta de mobilização da Contraf-CUT prevê a realização de semanas temáticas.

O objetivo é que nas próximas três semanas, os trabalhadores realizem atividades ligadas a um tema específico, começando pela saúde e condições de trabalho, seguida pela semana da garantia de emprego e ampliação da renda e, por último, sobre o sistema financeiro nacional e desenvolvimento sócio-econômico.

Após essas atividades temáticas, a Contraf-CUT vai realizar uma Jornada de Lutas da categoria, em Brasília. Durante a quarta semana, os representantes dos bancários estarão na capital federal em audiências com as autoridades governamentais, entre elas, os ministro do Trabalho e Emprego, da Fazenda, da Previdência Social, o Ministério Público do Trabalho, o Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores.Os objetivos das audiências, entre outros, é discutir o impacto da venda do ABN/Real na concentração do setor bancário brasileiro, as especulações quanto à fusão BB e Caixa Federal, a fiscalização precária dos bancos por parte do Bacen, entre outros.

Confira abaixo a proposta de atividades da Contraf-CUT. E clique aqui para ler a entrevista com o presidente da Confederação, Vagner Freitas, sobre as mobilizações.

Semanas temáticas
1. Saúde e condição de trabalho*
Assédio Moral / violência organizacional*
Metas abusivas*
Igualdade de oportunidades*
Respeito à jornada de trabalho*
Segurança bancária.
2. Garantia de emprego e ampliação da renda*
Isonomia.*
Respeito à convenção 158 da OIT.*
Elevação dos pisos de funções.*
PLR.*
Contratação da remuneração variável.*
Representação e contratação do ramo financeiro.
3. Sistema financeiro nacional e desenvolvimento sócio-econômico * Regulamentação do sistema financeiro nacional.*
As atribuições dos bancos públicos.*
Debater a natureza e o alcance da concessão pública das atividades bancárias.* Ampliação do crédito bancário e o crescimento econômico, com distribuição de renda.* Tarifas abusivas e qualidade do atendimento bancário.

Jornada Nacional de Lutas da categoria (em Brasília)
Além as semanas temáticas e da Jornada Nacional de Lutas, a Contraf-CUT pretende audiências com as autoridades públicas:
* Ministro do Trabalho e Emprego.
* Ministro da Fazenda.
* Ministro da Previdência Social.
* Ministério Público do Trabalho.
* Supremo Tribunal Federal.
* Audiências públicas no Senado e na Câmara Federal.
* Polícia Federal (relacionada à segurança bancária).
* E canais de interlocução com a ANAMATRA.

Os objetivos das audiências, entre outros, é:
* O impacto da venda do ABN-Real na concentração do setor bancário brasileiro.
* As especulações quanto à fusão BB e Caixa Federal.
* Fiscalização precária dos bancos por parte do BACEN.
* Controle social do sistema financeiro com a ampliação do Conselho Monetário Nacional.
* Expansão do crédito agrícola para pequenos produtores e agricultura familiar.
* Universalização do atendimento bancário com mais contratações.
* Debater a relação do governo com o sistema financeiro.

Fonte: Contraf

20 agosto, 2007

Nossa realidade política atual

A realidade dos bancários nos dias de hoje exige mudanças profundas.
Tivemos um curto período, lá pela decada de 80, em que a CUT e o PT
apoiaram nossas lutas. Isso ocorreu porque, naquela época a CUT e o PT
tinham como política prioritária defender os trabalhadores e não eleger
Lula presidente da república. Mas, tudo mudou, quando, em 1999, Lula
perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello. Daí para frente a política
prioritária do PT e da CUT passou a ser a eleição de Lula e, para atingir
esse objetivo, PT e CUT passaram a fazer de tudo para apagar a pecha de
radicais, assumindo uma postura mais moderada e conciliadora com o
patronato e governos. Com a nova política de conciliação, começamos a
perder essas importantes ferramentas de luta e, consequentemente,
começamos a retroceder das conquistas que havíamos tido na década de
80. Durante toda a década de 90, até os dias de hoje o que vimos foi a
degeneração cada vez mais crescente do PT e da CUT, a ponto de trair
completamente os trabalhadores, os quais deveria defender. Hoje, o PT,
no governo federal, não passa de um continuador da mesma política que
condenava nos governos anteriores, aplica as mesmas políticas contra os
trabalhadores, e, pior ainda, monta esquemas de corrupção tal qual os
governos anteriores. Por ser um governo considerado de esquerda por
boa parte da classe trabalhadora e ter ainda o domínio sobre o movimento
sindicail, a eleição de Lula para presidente não poderia ter sido melhor
para a direita brasileira, só ele pode promover as políticas que só
interessam à direita sem causar grandes protestos dos trabalhadores,
utilizando a CUT para controlar as revoltas populares.
Cabe aos trabalhadores forjar uma nova organização de defesa dos
trabalhadores que assumam o vácuo deixado diante da falência da CUT
e do PT.

15 agosto, 2007

Violência imperceptível

Violencia imperceptivel, dissimulada, mas violencia. Violencia da fome, dos salarios miseraveis, da falta de saneamento, da corrupçao, da defesa da propriedade privada/especulativa em detrimento da propriedade coletiva/produtiva. Violencia da policia e da justiça burguesas, guardiãs da violencia dos ricos contra os pobres para forçar as vítimas a calarem-se, sem direito à legitima defesa, expressão concreta da violência do estado. Violência sem sentido, pois só faz perpetuar a violência, pois não existe ação sem reação. Violência dos meios de comunicação de massa (imprensa da classe dominante e dominadora da sociedade) que nos induz subliminarmente (sutilmente) em toda sua programação ao seu tipo de pensamento, à sua ideologia, a criminalizar e condenar movimentos sociais justos e legítimos, violência que induz a sociedade a condenar a solidariedade e o altruísmo dos que lutam contra a violência do estado e dos patrões, violência que nos induz a querer o que o burguês quer, a pensar como o burguês pensa e assim reproduzir o sistema que o burguês gosta. Quem não acredita, basta olhar atento a sua volta, a violência latente, mas disfarçada, a qual estamos todos constantemente submetidos, porém, não reagimos e, por isso essa violência se perpetua. Resignação, cumplicidade ou ignorância da nossa parte? Não sei; talvez as três coisas. É necessário e urgente que despertemos ou estaremos contribuindo para nossa própria destruição e de nossos filhos e netos. Tenho certeza de que não é isso que queremos.
Como acabar com toda essa violência sem uma revolução dos justos que acabe com todas as estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais hoje vigentes. Mas, antes, como fazer essa revolução dos justos se os justos não saírem da letargia e, antes ainda, como sair da letargia se os justos continuarem na ignorância.

14 agosto, 2007

Assembléia dos bancários do Rio Grande do Norte foi show de democracia

Um show de democracia operária, uma assembléia onde a base se sentiu à vontade para falar, teve esclarecida a questão das duas pautas (do MNOB e da Contraf), pode escolher qual queria e ainda eleger um representante para as negociações.

Que diferença de São Paulo, o maior sindicato do país, que nem assembléia chamou. Ou do RJ que chamou uma assembléia em cima da hora, não colocou a pauta do MNOB em votação, muito menos botou para votar a proposta de eleger um representante no Comando Nacional.

Aqui no RN, dá para sentir que há um crescimento da compreensão da base em relação à política nacional (a pauta rebaixada da Contraf, a relação da cut com o governo e os banqueiros, a luta do MNOB para construir uma alternativa, etc).

A assembléia aprovou apoio à construção da política do MNOB em nível nacional. Apareceram na assembléia um representante da CSC e dois da Articulação. Estavam em franca minoria, apenas um fez um pronunciamento desmiolado, sem conteúdo, completamente decadente e tiveram apenas dois votos favoraveis à pauta da Contraf/CUT. O nome escolhido pela base para o Comando Nacional é do companheiro Juary, empregado da CEF (tecnico bancário), diretor de base do sindicato. Dois suplentes foram eleitos também: Luciano (funcionário do BB, de base) e Marcos Tinoco (funcionário do Mercantil, diretor liberado do sindicato).

Saudações de luta

Não à reforma trabalhista!

Já há muitos anos é discurso amplamente difundido a nível global que os direitos trabalhistas representam custos, oneram as empresas, burocratizam tudo, e que a saída da Crise do Capital, estaria na “modernização” das relações de trabalho, ou seja, na flexibilização do trabalho. É com esse discurso que atacam a nós, servidores públicos, nos acusando de inépcia e nos culpabilizando pelos fracassos do Estado. Em nome do “desenvolvimento econômico” do país, tentarão transformar o Brasil numa China de mão-de-obra barata. Sobre a questão da reforma trabalhista, convém ressaltar: 1) Ela está sendo aplicada a conta-gotas, de forma intermitente, aos poucos. O que dificulta uma reação organizada por parte da sociedade. Pegam um setor por vez. 2) Ela se esconde sob vários nomes: flexibilização (flexploração), desregulamentação, desburocratização, etc. 3) Afirma-se que a “redução do custo Brasil”(nossos direitos trabalhistas viraram um “custo” para o Estado e o patronato) gerará empregos. Não existe mentira pior. Nos países em que os direitos trabalhistas foram retirados, o desemprego cresceu, beirando os 20%. Por uma razão muito simples: tirando as barreiras de defesa trabalhistas, o empresariado pode intensificar muito o trabalho dos indivíduos, e prolongar as jornadas de trabalho para além das 8 horas diárias, o que significa MENOS GENTE EMPREGADA TRABALHANDO EM DOBRO. Quem lucra com isso? Os patrões e o Estado. 4) Um nível de desemprego alto é interessante para o empresariado, pois pode usar a ameaça do desemprego para “calar a boca” dos trabalhadores e impor condições de trabalho piores e rebaixar os salários. 5) A Emenda 3, que permite contratar em massa trabalhadores sem carteira, como “autônomos” ou “empresário de si”, é uma monstruosidade que permite que os patrões contratem os trabalhadores pagando MENOS QUE UM SALÁRIO MÍNIMO! Alguém duvida disso? Isso já ocorre em larga escala no México, na Colômbia, no Chile, China, etc. 6) Na França, as reformas trabalhistas foram até hoje barradas e os direitos trabalhistas mantidos. Todos diziam que isso iria quebrar o país, mas não quebrou. O que mostra quanto esse discurso da modernização do trabalho é enganoso. E no fim, quem sai ganhando é o Capital, quem perde é a classe trabalhadora.

07 agosto, 2007

Itaú lucra R$ 4,016 bi no semestre e bate Bradesco

07/08/2007 - 09h19 Publicidadeda Folha Online
O banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 35,7% superior ao número apurado na primeira metade do ano passado e reflete ganhos não-recorrentes, sendo o principal, a venda da participação do banco na empresa de verificação de crédito Serasa. O resultado do Itaú supera o lucro semestral anunciado pelo rival Bradesco (R$ 4,007 bilhões), anunciado ontem, e que também teve impacto de ganhos extraordinários no período. No segundo trimestre, o lucro do Itaú foi de R$ 2,115 bilhões, acréscimo de 41% sobre o resultado para o mesmo período em 2006. O Itaú calculou um lucro recorrente --sem o efeito dos ganhos extraordinários-- de R$ 1,919 bilhão no período, um incremento de 0,9% sobre o primeiro trimestre deste ano e de quase 30% sobre o segundo trimestre do ano passado. As operações de crédito do banco totalizaram R$ 104,82 bilhões em junho, um crescimento de 40% sobre o resultado para o mesmo período no passado. A carteira de empréstimos para pessoa física somou R$ 45,03 bilhões, um salto de 32,9% sobre o primeiro semestre do ano passado. Na carteira de empresas, o saldo foi R$ 46,88 bilhões, um acréscimo de 32,4% sobre o ano passado. Os créditos voltados para grandes empresas totalizaram R$ 25,63 bilhões, um aumento de 16% sobre junho de 2005. A carteira de crédito voltara para micro, pequenas e médias empresas totalizou R$ 21,25 bilhões, num salto de 59,7% sobre o ano passado no mesmo período. Especial Leia o que já foi publicado sobre o Itaú

30 julho, 2007

BANCÁRIOS REJEITAM MESA ÚNICA

RESULTADO DO PLEBISCITO SOBRE A MESA ÚNICA REALIZADO EM DEZ AGÊNCIAS CEF E BB DE MOGI DAS CRUZES E BIRITIBA MIRIM ENTRE OS DIAS 24 E 27 DE JULHO/07

TOTAL GERAL
TOTAL DE VOTOS: 132 VOTANTES
VOTOS SIM: 29 VOTOS 21,97%
VOTOS NÃO: 103 VOTOS 78,03%
VOTOS NULOS: 00 VOTOS

28 julho, 2007

RESULTADO DO PLEBISCITO DE MOGI E REGIÃO SOBRE A MESA ÚNICA

Plebiscito sobre a Mesa Única da Fenaban para as negociações da campanha salarial dos bancários, realizado entre os dias 24 e 27 de julho de 2007 nas agências do Banco do Brasil e Caixa econômica Federal nas cidades de Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim


AG. CEF MOGI DAS CRUZES: 40 VOTANTES; SIM: 03 VOTOS; NÃO: 37 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG. CEF JD. DAS OLIVEIRAS: 13 VOTANTES; SIM: 04 VOTOS; NÃO: 08 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG CEF DR. DEODATO: 12 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 10 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS.

AG BB BRAZ CUBAS: 07 VOTANTES; SIM: 01 VOTOS; NÃO: 06 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG CEF BRAZ CUBAS: 16 VOTANTES; SIM: 10 VOTOS; NÃO: 06 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB MOGI (AVENIDA): 22 VOTANTES; SIM: 03 VOTOS; NÃO: 19 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB BIRITIBA MIRIM: 04 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 02 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG CEF BIRITIBA MIRIM: 11 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 09 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

AG BB JD DAS OLIVEIRAS: 06 VOTANTES; SIM: 02 VOTOS; NÃO: 04 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

PAB CEF MOGI DAS CRUZES: 02 VOTANTES; SIM: 00 VOTOS; NÃO: 02 VOTOS; NULOS: 00 VOTOS

TOTAL GERAL: 132 VOTANTES; SIM: 29 VOTOS (21,97%); NÃO: 103 VOTOS (78,03%); NULOS: 00 VOTOS

26 julho, 2007

PT, CUT e MESA ÚNICA

A mesa única da Fenaban foi uma imposição de cima para baixo, uma vez que os bancários dos bancos públicos nunca foram consultados a respeito do assunto. A cúpula cutista do movimento sindical gostaria de impor a mesa única durante o governo FHC para mostrar-se conciliadora com o patronato e com o governo do PSDB, para mostrar que uma futura eleição de Lula não seria uma ameaça socialista aos interesses da elite nacional e internacional. Após a chegada de Lula a presidencia da república e a mesa única imposta, provou-se então que a mesa única não era apenas uma estratégia para que o PT conseguisse seu intento de chegar ao poder central e fazer um governo para os tabalhadores, mas era de fato um engodo contra os trabalhadores e uma real capitulação definitiva do PT aos interesses da elite dominante.

13 julho, 2007

Motivos para lutar CONTRA à Mesa Única da Fenaban

Muitos bancários ainda nem sabem o que significa o termo Mesa Única, política imposta e implementada pela governista Contraf-CUT desde a campanha salarial de 2004.

O principal argumento usado pela Contraf para implementar a Mesa Única é de que a unificação de bancários de bancos públicos e de bancos privados na mesa da FENABAN (órgão patronal que representa os bancos privados nas negociações da campanha salarial) aumenta a força dos bancários para conquistar as reivindicações da campanha salarial.

Os bancários de bancos privados têm perdas acumuladas, desde julho de 1994, quando foi instituído o Plano Real, cerca de 27%, enquanto, a perda dos bancários da CEF no mesmo período atinge 98% e do BB 87%.

Pois bem. Com tal diferença de perdas entre bancários públicos e bancários privados, como, nós, bancários de bancos públicos, poderemos obter unificação de fato com os bancários privados?

A Mesa Única significa exatamente rebaixar o índice de reivindicação de reposição salarial dos bancários públicos, uma vez que, ao invés de as negociações dos bancários públicos se darem diretamente com os governos que são seus patrões diretos, se dão com os patrões dos bancos privados no patamar das perdas dos bancários privados.

A quem interessa essa política? Com toda certeza não é aos bancários públicos e nem aos privados, uma vez que, a cada ano que passa, a cada campanha salarial derrotada para os bancários públicos, estes gradativamente se desmotivam a “brigar” por migalhas diante de suas enormes perdas, deixando assim de juntar forças aos bancários privados na luta da campanha salarial.

A Mesa Única certamente divide e enfraquece a categoria bancária na medida em que faz os bancários de bancos públicos, que são os que mais tem condições de mobilização, se afastarem da necessária luta por suas reivindicações, uma vez que sabem de antemão que seu principal item da pauta de reivindicações será negociado no patamar rebaixado da FENABAN.

Portanto, o argumento da Contraf/CUT para defender a Mesa Única é falso, pois a Mesa Única implode a capacidade de uma verdadeira unificação e de uma forte mobilização.

Mas, se não são os bancários a ganhar, alguém está ganhando com a política da Mesa Única. Então, vejamos: o governo Lula é o principal beneficiado que pode continuar seguindo com sua política econômica subserviente ao FMI, ao imperialismo e à classe patronal interna e externa. Por sua vez, o governo, agradecido, beneficia seus apadrinhados nos sindicatos, encaixando-os em altos cargos que não exijam concurso público.

E, assim, os bancários, com uma direção sindical pró-governo e vendida se vê na condição de moeda política.

Podemos imaginar, então, o quão nefastas serão para os trabalhadores as reformas de interesse do governo, especialmente a sindical e trabalhista, assim como já foi e está sendo a da previdência, ajudado por um sindicalismo que tem o poder de desmobilizar qualquer luta salarial e anti reformas.

Por essas e por outras, é que, dizer NÃO à Mesa Única da FENABAN e ao peleguismo/governismo oPTado pela Contraf-CUT, é lutar pela verdadeira unidade e fortalecimento dos trabalhadores bancários.

11 julho, 2007

Plebiscito no Rio Grande do Norte: Bancários dizem não à mesa única

CAMPANHA SALARIAL
Bancários dizem NÃO à Mesa Única
O Sindicato realizou, no período de 25 a 29/6, cumprindo deliberação da Assembléia da Categoria do dia 14/6, o plebiscito a respeito da permanência, ou não, dos Bancos Públicos na Mesa Única da FENABAN. Votaram 1.341 bancários do BB, Caixa e BNB da nossa base sindical (Veja o resultado no quadro abaixo).

Nº de votantes: 1341
SIM: 202 (15,6%)
NÃO: 1.128 (84,12%)
BRANCOS: 7 (0,52%)
NULOS: 4 (0,3%)

O resultado, amplamente favorável à saída dos Bancos Públicos da Mesa Única, confirma o que já se percebia na Campanha Salarial desde 2004. Agora, não se trata mais de suposição, mas de fato concretizado com números. Esperamos que outros sindicatos caminhem na mesma direção e também realizem o plebiscito, porque não podemos aceitar que neste ano a CONTRAF/Cut se faça de surda à vontade das bases e apresente um índice de reajuste que não contemple a recuperação de perdas. Vale lembrar que as perdas salariais na Caixa são de 101%, no BB vão além de 89% e no BNB em torno de 110%.

A estratégia de negociação em Mesa Única é defendida e implementada pela governista Contraf/Cut, que vem entregando todas as campanhas salariais para proteger o governo Lula. Garantia no emprego, isonomia e reposição de perdas salariais só serão conquistadas com uma forte campanha salarial unificada, mas com negociações separadas dos Bancos estatais e com os Bancos privados, através da Fenaban.

Plebiscito em Bauru: 88,5% diz não à mesa única

Goleada no plebiscito: 88,5% dizem não!
Bancários do BB e da CEF não querem mesa única
Mesmo com a tentativa frustrada de boicote por parte de diretores ligados a governista CUT, os bancários do BB e da CEF dizem não à mesa única e referendam a necessidade imediata de negociações específicas nos bancos públicos. Vitória!De 3 a 6 de julho, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região realizou plebiscito no Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF), para saber o que os bancários desses bancos de toda a base territorial da entidade pensam sobre a questão da mesa única nas negociações.Por esmagadora margem de votos, os bancários do BB e da CEF disseram não à mesa única. Foram coletados 651 votos. 575 trabalhadores votaram pelo "não", totalizando 88,5% dos votos; 69 votos pelo "sim", 10,5% dos votos; 5 votos em branco e 2 nulos, 1%.O resultado é uma vitória para os bancários do BB e da CEF e demonstra a insatisfação desses trabalhadores sobre a questão da mesa única. O objetivo do legítimo plebiscito foi atingido. Tudo para construir, em 2007, uma campanha salarial vitoriosa, com muita luta para conseguir isonomia, PCS e reposição das gigantescas perdas no BB e na CEF. E isso só será possível com negociações específicas, rompendo com a estratégia governista da Contraf-CUT, com a "mesa única", muito boa para Lula, que fica escondidinho atrás dos banqueiros, e péssima para os bancários, que não conseguem avançar, presos à mesa inadequada da Fenaban.Plebiscito como esse já ocorreu no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Nesses estados, os bancários do BB e CEF também disseram não à mesa única.Os bancários do BB e da CEF de Bauru e região estão de parabéns pela demonstração de consciência sobre a importância de não dar aval à governista Contraf-CUT e exigir a realização de mesas específicas nas negociações. "Bancários da CUT" tentam boicotar plebiscito dos bancáriosCoisa feia! Contraf-CUT e seus emissários não querem ouvir o que pensam os bancários do BB e CEFOs "Bancários da CUT" tentaram em vão estragar o legítimo plebiscito "mesa única", realizado pelos diretores ligados à Conlutas. Num lamentável documento veiculado pelo diretor cutista Roberto Machini do BB, os "Bancários da CUT" orientaram os trabalhadores de Bauru e Região a não votarem no plebiscito. Da mesma forma que a pelega Contraf-CUT sempre boicota as greves e sabota as reivindicações, lutas e campanhas salariais dos bancários, Machini, que é liberado pela direção do Banco do Brasil, em conluio com a Contraf-CUT, sem qualquer legimidade e sem decisão de assembléia, e os demais cutistas locais agora tentaram boicotar e sabotar o legítimo plebiscito dos trabalhadores. A serviço da governista Contraf-CUT, foi produzido um documento para boicotar uma iniciativa democrática, idealizada e executada com empenho pelos diretores da Conlutas, que conversaram com cada bancário do BB e da CEF, percorrendo por uma semana inteira todos os locais de trabalho de Bauru e Região.Os sempre ausentes "Bancários da CUT" não fazem absolutamente nada para construir ou fortalecer a luta. Eles só aparecem para tentar acabar com a democracia em Bauru. Há muito tempo, os cutistas rasgaram a cartilha da democracia e abandonaram a luta dos bancários. Aprendam a ouvir e respeitar os trabalhadores, "Bancários da CUT"! Chega de governismo! A Conlutas e seus diretores conseguiram saber o que os bancários pensam: não querem mesa única. Assim, lutarão juntos por reposição de perdas salariais, isonomia e PCS. Todos juntos na trincheira dos trabalhadores. Vitória dos bancários!

09 julho, 2007

Política é para o povo, sim!

A mentalidade oficial sugere, pela voz dos meios de comunicação de massa, que o povo não deve fazer política e que, fazer política é só para os políticos. A disseminação dessa falsa mentalidade só interessa a quem tem o poder nas mãos, mas não quer dividi-lo com o povo; a quem está por cima no sistema capitalista e assim quer continuar sem que seja incomodado pelo enorme contingente de desfavorecidos dessa sociedade injusta. Injusta, por ser capitalista.

Da mesma forma, a mentalidade oficial sugere, por meio dos mesmos veículos de comunicação de massa, que vivemos numa democracia, quando, na realidade, vivemos uma ditadura dos ricos contra os pobres, ou seja, de uma minoria que detém o poder estatal, econômico e de comunicação de massa contra uma maioria que tem apenas e tão somente sua força de trabalho para vender aos ditadores ao preço que eles decidirem pagar. Portanto, essa falsa mentalidade de que vivemos numa sociedade democrática também só interessa aos que tem o poder nas mãos.

Disseminam também que todos somos iguais perante a lei; mas, aí eu pergunto: quem faz as leis? E, eu mesmo respondo: são os mesmos que usam o poder que tem para dar tudo aos amigos e “o rigor da lei” para os outros.

Ameaçam, aterrorizam, intimidam, punem, reprimem as atividades políticas do povo. Disseminam que as únicas atividades políticas possíveis para o povo são, protestar pacificamente e votar, como se apenas nisso se resumisse a democracia, pois sabem que protestos pacíficos e voto não ameaçam a ordem social imposta que sustenta sua ditadura sobre os despossuidos.

Mas, todo esse estado de coisas só é possível porque o enorme contingente de desfavorecidos, sem teto, sem terra, sem escolas, sem saúde, sem justiça, sem política tomam por verdades essas falsas mentalidades oficiais de que o povo não deve participar da política; de que, política é coisa para políticos e ao povo cabe apenas resignar-se; de que os trabalhadores não devem fazer greves, os estudantes não devem ocupar reitorias, e de que os excluídos não devem ocupar terras.

Mortos estão os que acreditam ser possível estar vivos e não fazer política. Quem se cala diante da barbárie capitalista e de suas tantas falsas mentalidades oficiais disseminadas, já está a fazer política, porém é a política do opressor que fazem ao se calarem. Muitos vão além, não se calam, mas tudo que falam é para criticar ou tentar desmotivar os que lutam por todos os oprimidos contra as falsas mentalidades oficiais, ou seja, fazem política ativa contra si mesmos e contra a humanidade.

Pois bem. No exercito de desfavorecidos mudos e distantes da política que a mentalidade oficial sugere, pela voz da imprensa capitalista, muitos preferem permanecer no conforto que suas posições lhes proporcionam; são os que não se solidarizam com colegas que optam por passar da resignação à indignação e da indignação à ação; são os que ainda não perceberam que é impossível estar vivos e não fazer política e que a omissão é, sim, uma atitude política, mas conveniente apenas para quem tem o poder nas mãos; são os que querem tapar o sol com a peneira, fingem não notar as enormes injustiças de um sistema que incita o “ter” mas não permite que todos “tenham”, são aqueles que perderam a capacidade de se indignar com os desmandos dos poderosos que usam o estado para dar tudo aos amigos e “a lei” para os outros.

06 julho, 2007

Laudos trazem indícios de tortura

Perícia realizada pelo IML aponta que ao menos dez dos 19 mortos em operação policial no Rio tinham ferimentos e escoriações

Vítimas receberam 78 tiros no total, 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%; adolescente de 15 anos levou nove disparos

SERGIO TORRESDA
SUCURSAL DO RIO

Ferimentos ensangüentados, escoriações e manchas arroxeadas estavam espalhadas pelos corpos de pelo menos dez das 19 vítimas de supostos confrontos entre policiais e traficantes ocorridos no complexo de favelas do Alemão, na zona norte carioca, no dia 27.A informação consta dos laudos cadavéricos produzidos pelo IML (Instituto Médico Legal) e que a Secretaria Estadual de Segurança Pública tem procurado manter em segredo.Para a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), as marcas são mais um indício de que, durante a operação, os policiais podem ter espancado e torturado suspeitos, como acusam parentes e moradores do local.O presidente da comissão, João Tancredo, após analisar os laudos, disse que "já se vislumbra" a hipótese de algumas das vítimas terem sido mortas depois de rendidas. "Estou comparando os laudos com o que dizem os moradores. O prudente é verificarmos o que aconteceu com uma perícia independente, mas já se vislumbra a hipótese de execução."Segundo os laudos, 13 das 19 vítimas receberam tiros por trás. Sete foram baleadas nas costas; duas, no pescoço; uma, na cabeça; uma, na panturrilha esquerda; uma, no braço esquerdo; e uma, no punho esquerdo. A perícia não indica a distância percorrida pelas balas antes de atingir o corpo nem os calibres das armas usadas pelos policiais. Mas, em cinco casos, apontam a presença de pólvora nas bordas dos ferimentos de entrada da bala, o que indicaria proximidade entre quem atirou e quem foi baleado.Dos casos de ferimentos externos não causados por armas de fogo e relacionados nos laudos corporais, o que mais chama a atenção é o de David Souza de Lima, 14. No antebraço esquerdo dele, segundo a perícia, constatou-se a existência de "uma extensa ferida irregular". A profundidade do ferimento deixa à mostra os ossos e a musculatura.Lima foi baleado nas costas quatro vezes. Desde o dia da operação, moradores e parentes dizem que o menino foi esfaqueado antes de morrer. O ferimento no braço dele pode ter sido causado por facadas ou outro objeto perfurocortante.A perícia mostra ainda que as 19 vítimas foram mortas com um total de 78 tiros, sendo 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%. O adolescente Pablo Alves da Silva, 15, recebeu nove disparos, sendo quatro nas costas, dois na cabeça, um no pescoço, um no tórax e no braço direito.As vítimas em que havia ferimentos externos, além de Lima, são Bruno Rodrigues Alves, Cléber Mendes, Geraldo Batista Ribeiro, Marcelo Luiz Madeira, Bruno Vianna Alcântara, Uanderson Ferreira, Emerson Goulart, Jairo César Caetano e Rafael Bernardino da Silva.

16 junho, 2007

Empregados pressionados e clientes mal atendidos: até quando?

15/06/2007

As denúncias sobre as más condições de trabalho nas unidades da Caixa não param de chegar à APCEF/SP e confirmam o que a Associação tem constatado em suas visitas em todo o Estado: problemas com o pagamento e as compensações de horas extras, cobrança de metas, venda casada de produtos, discriminação no atendimento a clientes de baixa renda...Leia, abaixo, os principais itens de reclamações e que precisam de solução urgente pela diretoria da Caixa:• Horas extrasDe acordo com informações recebidas, a direção da Caixa teria orientado os gestores a implantar um rigoroso controle no sentido de coibir a realização de hora extra por parte do empregado. Para cumprir tal determinação, os gerentes estariam implantando um rodízio de compensação de horas, no qual empregados seriam obrigados a faltar e os demais a arcar com a sobrecarga de trabalho. As denúncias ainda vão mais longe. Em algumas unidades, os gestores estariam orientando os empregados a diminuir o número de pessoas atendidas, aumentando o grau de precariedade do já complicado atendimento ao cliente.• MetasA pressão para o cumprimento das metas é tanta, que os empregados têm feito, inclusive, seleção de clientes que possam render alguma boa venda para a unidade, discriminando a população mais carente que procura o ponto de venda para receber o seguro-desemprego, FGTS, benefícios sociais... “Tem trabalhador que anda três ou quatro agências para ser atendido” - contou um empregado. “Para os gestores, esse tipo de serviço prestado não propicia cumprimento de metas” - completou.O encaminhamento do trabalhador para as casas lotéricas com a desculpa de que o sistema do banco apresenta falhas é um dos exemplos mais constantes das práticas utilizadas nos pontos de venda para “evitar” clientes que não ajudam o empregado a cumprir as metas impostas pela Caixa.• Venda casadaAinda de acordo com denúncias, as unidades estariam fazendo venda casada de produtos, o que é um procedimento ilegal, passível de punição. “Tem unidade que chega a condicionar a liberação do FGTS do trabalhador - que, na verdade, já está liberado pelo Conectividade - à compra de produtos” - contou outro empregado. “A Caixa, pelo seu histórico papel social, deveria ser um exemplo em dois principais pontos - como empresa, proporcionando ambiente e condições de trabalho dignos para seus empregados e como banco público, proporcionando atendimento primordial para o seu artigo de maior valor: o trabalhador” - comentou a diretora-presidente da APCEF/SP, Fabiana Matheus.“A APCEF/SP está elaborando um material, a ser encaminhado para a direção da Caixa. Além de relatar as diversas denúncias, irá pedir soluções mais do que urgentes para resolver tais problemas, como contratação de pessoal, mudança na política de metas, cumprimento do acordo das horas extras...” - finalizou Fabiana.

02 junho, 2007

Liberdade de Imprensa ou Ditadura da imprensa

Vejo, estarrecido, a completa inversão de valores que a sociedade vive em nossos dias, causada em grande medida pela ditadura dos meios de comunicação de massa, deformadores e não formadores de opinião. Quando alguém como Hugo Chaves tem a coragem que a maioria dos presidentes não tem, de cumprir com sua obrigação de chefe de estado de enfrentar o poderio dos grandes aparatos de comunicação de massa no sentido de preservar a liberdade de pensamento da população de seu país, vê-se atacado por todo o aparato de comunicação mundial e seus puxa-sacos instalados em todas as instâncias dos governos de seus respectivos países. Se for para defender o direito de imprensa ou de expressão, que se discuta profundamente em todos os seus aspectos. Aos menos avisados basta se perguntar que interesses defendem todos os meios de comunicação que hoje se prestam a apenas atacar a decisão legítima de Hugo Chaves de não renovar a concessão à criminosa RCTV ou a qualquer outra concessionária de serviço público que não cumprem com suas obrigações previstas nos contratos de concessão. Não há o mínimo resquício de ditadura nos atos do governo venezuelano.
Ditadura é uma minoria mandar na maioria, ditadura é o meio de comunicação de massa, com todo seu poder de manipular informação determinar o que a maioria deve pensar, deve vestir, deve querer, deve usar, deve comer, deve beber, em quem deve votar. Ditadura é o meio de comunicação de massa exercer todo esse poder capaz de convencer a massa do contrário do que ele realmente defende, é usar todo esse poder para perpetuar-se no poder, isso é ditadura, isso sim fere a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha, fere todos os princípios dos direitos humanos. Ditadura é essa minoria usar esse estrondoso poder para determinar o que a maioria deve ou não saber, as versões dos fatos que a população deve ou não receber. Ditadura é distorcer e omitir informações que são cruciais a formação imparcial da opinião pública. Ditatorial é o ato inconstitucional, é usar com má fé a concessão de um serviço público para envenenar as mentes, é transmitir à população apenas um lado da história, é não mostrar também os motivos, mas apenas as causas dos fatos, é emburrecer e embrutecer propositalmente a população, é usar todo seu poder de persuasão sobre a população para que ela defenda propostas contra elas mesmas para dar uma falsa idéia de vontade popular, é fazer da população massa de manobra para dar golpes de estado e reinstalar governos verdadeiramente ditatoriais que favoreçam apenas a interesses mesquinhos de uma minoria, abastada, gananciosa, pretensiosa e egoísta da sociedade. Diante de tanta informação distorcida, diante de tanta inverdade, diante de tanta manipulação da opinião pública, diante de tantas tentativas de inverter valores morais e ideológicos, não só a RCTV, mas também a Rede Globo no Brasil e qualquer outra concessionária de serviço público deveria ser intimada pelos governos a cumprir com suas obrigações morais e constitucionais sob pena de lhes serem retiradas as concessões e substituídas por quem respeite a maioria é não uma minoria de abastados preocupados apenas em manter seus privilégios e sua ditadura sobre a maioria mais pobre da população. Vale divulgar aqui as informações que são essenciais para uma formação imparcial da opinião pública, mas que, a nossa antidemocrática imprensa, por má fé contra a maioria das populações não divulga sobre o fato histórico do momento: a não renovação da concessão determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela à RCTV, principal rede nacional de televisão privada daquele país: A justiça da Venezuela já em 2002 tinha todas as razões legais do mundo para revogar a concessão da RCTV quando essa TV participou ativamente no Golpe de Estado que destituiu pela força o presidente Hugo Chaves que foi eleito em 1997, reeleito em 2002, referendado pela maioria do povo venezuelano em 2004 e novamente reeleito em 2007. Vale informar também que no golpe de estado de 2002, as forças golpistas, financiadas pela CIA, cortaram o sinal da TV estatal e empossaram um presidente cujo primeiro ato foi revogar todos os direitos constitucionais da população pobre que antes de Hugo Chaves não haviam e que a restituição de Hugo Chaves ao poder após dois dias seqüestrado pelos golpistas, só aconteceu porque militares leais a ele o resgataram após grande pressão popular em que treze pessoas foram assassinadas pelas forças golpistas. Com o corte do sinal da TV estatal a população só soube o que estava acontecendo por noticiários de TVs estrangeiras, captados por TV a cabo. Vale informar também que o dossiê de denúncias por parte da população por irregularidades na programação da RCTV é enorme e vem desde a sua primeira concessão.

Há que se perguntar quem é realmente ditatorial, se um governo que assume seu papel e governa para a maioria ou um meio de comunicação de massa, concedido pelo governo, que se aproveita maldosamente de seu poderio de comunicação para manipular a mente da população.

19 maio, 2007

TODO APOIO À OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP

Numa sociedade carcomida pela hipocrisia dos incautos e dos políticos carreiristas faz-se necessário ações ousadas como a dos estudantes que ocupam a reitoria da Universidade de São Paulo.

É muito bom saber que ainda temos pessoas que usam a massa cinzenta e valorizam o sangue que lhes corre na veia, que não se acovardam quando se trata de defender a sociedade contra os descalabros do poderoso estado capitalista que nos ataca por todos os meios, seja pela corrupção, seja pelos projetos de lei neoliberais esdrúxulos que nos tentam impor e que só podem levar a nossa sociedade cada vez mais por um caminho sem volta rumo à degradação completa do ser humano e do planeta.

Por isso é valorosa a luta dos estudantes da USP, assim como dos funcionários que estão em greve e de todos aqueles que acreditam e lutam brava e incansavelmente em defesa dos direitos da maioria, independentemente de quais sejam os CARCEREIROS (governantes) de plantão.

SAUDAÇÕES CONLUTAS

Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região

Mogi das Cruzes, 19/05/2007

10 maio, 2007

Aproveitando as ingênuas atenções dos pobres fieis à visita do papa, parlamentares aprovam aumento de seus próprios salários

Deputados aprovam aumento de salários
09/05 - 12:33, atualizada às 22:24 09/05 - Murilo Murça - Último Segundo/Santafé Idéias



A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira o aumento de salário de parlamentares, ministros e do presidente da República. O Plenário começou, neste momento, a discussão do aumento de um ponto percentual dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).


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Como diversos deputados desistiram de discutir o Projeto de Decreto Legislativo, que reajusta os subsídios do presidente da República e dos ministros de Estado, o Plenário aprovou o projeto e, logo em seguida, a exclusão de artigo que estendia a revisão geral anual concedida aos servidores públicos da União a esses subsídios.

A Câmara também aprovou o projeto que fixa o salário dos deputados e senadores em R$ 16.512,09 - um reajuste de 29,81% relativo à inflação do período de dezembro de 2002 a março de 2007. O projeto foi aprovado em votação simbólica.

Os deputados tiveram que fazer discurso até as 19h45, pois a presente sessão é extraordinária e tem que durar exatamente quatro horas.

A primeira, obriga a que todas as votações no Poder Legislativo sejam abertas, não secretas. A segunda, aumenta em um ponto percentual a cota do Fundo de Participação dos Municipios (FPM) na repartição dos tributos recolhidos pela União.

Pelo acordo entre governo e oposição, com pressão dos prefeitos, o aumento passa a contar a partir de setembro e será pago em dezembro. Pela legislação, o FPM é uma espécie de 13º salário dos municípios, uma vez que é calculado o percentual mensal, mas o total´só é distribuído em dezembro. Se aprovada, a PEC volta ao Senado.

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), havia dito, logo após reunião da Mesa Diretora da Casa, que o aumento se trata apenas de “reposição pelas perdas com a inflação”, o que corresponderá a um acréscimo de 28,5%, o que elevará o salário dos deputados dos atuais R$ 12.847 para R$ 16.500. O mesmo porcentual será acrescido ao salário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passará de R$ 8.900 para R$ 11.400, e o dos ministros de Estado, cujos salários passarão de R$ 8.400 para R$ 10.400.

O líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio, tentou justificar o aumento para o presidente e para os ministros dizendo que é "inadmissível que eles recebam menos que os deputados", cujo aumento de salário deve ser votado nesta quarta-feira. Entretanto, ele também fez a ressalva de que os minsitros têm seus salários inchados pelos conselhos consultivos de empresas estatais, que chegam multiplicar em 3 ou 4 vezes seus vencimentos.

Mais cedo, também foram aprovadas alterações no Timemania. Agora, além dos times de futebol, as santas casas também receberão parte dos recursos da loteria. Também foi aumentado de 180 para 240 meses o prazo para os times e as santas casas pagarem suas dividas e houve redução no valor das multas já aplicadas aos clubes.

15 abril, 2007

DIA 17 É DIA DE LUTA UNIFICADA

Dia 17 é dia de luta unificada!

Dia nacional de luta e paralisação contra as reformas, em defesa dos direitos e dos salários em todo país


Neste dia, o MST inaugura o Abril Vermelho com manifestações e ocupações, os servidores federais vão realizar paralisações contra o governo e o PAC e os servidores de vários estados vão realizar protestos contra a política de arrocho salarial dos seus governadores.

A data integra o calendário do Encontro Nacional Contra as Reformas, realizado no dia 25 de março, em São Paulo. O próximo passo é a realização de grandes atos de luta no 1º de Maio.

Vamos à luta!

Veja as atividades que vão acontecer nos estados

São Paulo
Várias categorias se unirão num ato público na Avenida Paulista. Além dos servidores federais, os professores da Apeoesp e os docentes, funcionários e estudantes das universidades paulistas também se mobilizarão por suas reivindicações. O ato tem início às 15 horas no vão do Masp.

Rio Grande do Sul
Os Servidores Técnico-Administrativos das quatro Universidades Federais do Rio Grande do Sul farão uma paralisação e uma passeata pelas ruas de Porto Alegre nesse dia. Diversas outras categorias – que também farão paralisação, como Incra e IBGE – devem se juntar aos demais, fazendo, então, um grande ato que terminará em frente ao Banco Central.

Rio de Janeiro
Manifestação Unificada
Concentração: às 16h na Candelária. Passeata até a Cinelândia passando em alguns órgãos do Estado (Incra, Justiça e Educação e etc).

Maranhão
Concentração: às 15h na praça João Lisboa (centro). Ato em frente aos correios. Depois caminhada (com panfletagem) pela centro comercial.

11 abril, 2007

17 de abril é dia de luta unificada!

Em professores de São Paulo, oposição derrota Articulação e aprova paralisação


Diego Cruz
da redação
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• O próximo 17 de abril será um dia de lutas e mobilizações unificadas em todo o país, unindo o funcionalismo público a setores de luta no campo.

O dia inaugura a série de manifestações e ocupações de terras do MST no já tradicional “Abril Vermelho”, como parte do Dia Internacional de Luta pela Terra e em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no dia 17 de abril de 1996. Além disso, a data foi aprovada no calendário de lutas definido pelo Encontro Nacional Contra as Reformas, realizado dia 25 de março em São Paulo.

A Cnesf (Coordenação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) também aprovou o dia 17 como data de mobilizações e paralisação em defesa das reivindicações da categoria. Os servidores lutam contra o arrocho e os ataques aos direitos da categoria contidos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo Lula. Os servidores também se mobilizarão contra o fim do direito de greve que o governo Lula quer impor através do PLP 01 (Projeto de Lei Complementar).

Paralisações em São Paulo
O dia 17 vai balançar São Paulo com manifestações e paralisações de várias categorias. O Fórum das Seis, que reúne as entidades dos professores, funcionários e estudantes das universidades estaduais, aprovou paralisação e manifestação no dia. Os docentes, funcionários e estudantes lutam contra o arrocho, a precarização da universidade pública, a reforma universitária e a intervenção do governo José Serra nas instituições, desrespeitando a autonomia universitária.

Já na Apeoesp (professores estaduais), o maior sindicato da América Latina, a Oposição Alternativa derrotou a Articulação, aprovando um calendário de lutas que unifica a mobilização da categoria com os demais trabalhadores. Em assembléia realizada no dia 30 de março na capital, que reuniu cerca de 4 mil professores, foi aprovada por cerca de 80% dos votos paralisação com indicativo de greve no dia 17.

O eixo de luta dos docentes é a defesa da escola pública, do emprego e do salário. Além disso, a pauta de reivindicações dos professores reúne vários outros pontos, como o limite de 25 alunos por sala de aula, reajuste da hora aula de R$ 5,83 para R$ 13,70, e fim da promoção automática e da estabilidade contratada.

A assembléia também aprovou a incorporação da luta contra a reforma da Previdência na pauta de reivindicações. A Articulação, por sua vez, limitou-se a defender assembléia no dia 4 de maio, mas foi derrotada. Os professores da rede estadual também aprovaram por consenso a abertura da discussão na base sobre a relação da entidade com a CUT.

Outros setores e categorias também estão discutindo a realização de atos e manifestações no dia, engrossando a data e transformando o dia 17 num grande dia de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

19 março, 2007

Frases selecionadas - 1

"A derrota não desmoraliza ninguém, o que desmoraliza é a vitória trapaceada".

“A barricada fecha a rua, mas abre o caminho”. (Censier)

"A diferença básica entre um homem comum e um guerreiro é que um guerreiro toma tudo como desafio, enquanto um homem comum toma tudo como bênção ou como castigo”. (Autor desconhecido)

"A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender". (Albino Teixeira)

"A simplicidade é o último degrau da sabedoria".

"A tristeza pode sempre sobrevoar a sua cabeça, mas nunca a deixe fazer um ninho".

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um Revolucionário". (Che Guevara) “Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa, a ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo”. “Aos que ganham asas, a certeza de que vistas do alto, as lagartas são ainda menores do que parecem”. (Renato Lauermann)

"Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso". (Brecht)

“As revoluções são impossíveis até que se tornem inevitáveis”. (Leon Trotsky)

"As superfluidades dos ricos são as necessidades dos pobres".

"As únicas pessoas que nunca fracassam são as que nunca tentam".

14 março, 2007

Direitos dos trabalhador terceirizado

PRINCÍPIO DA ISONOMIA.
A terceirização deve se dar em obediência ao princípio da isonomia, constitucionalmente consagrado. O empregado da empresa terceirizada tem os mesmos direitos concedidos àqueles da tomadora, inclusive quanto aos salários, como disposto na Lei n. 6.019/74, art. 12. Se a lei assegura aos empregados contratados de forma temporária tal igualdade, o mesmo direito existe, e com maior força, em relação ao empregado que presta serviços de forma permanente, por aplicação analógica em face da similitude das situações, ainda que inexista dispositivo legal específico. A terceirização não pode ser utilizada como instrumento para a redução de custos com a mão-de-obra, em desrespeito ao trabalho, valor social constitucionalmente declarado, e aos princípios basilares do Direito do Trabalho. TERCEIRIZAÇÃO - PRINCÍPIO DA ISONOMIA - LEI N. 6.019/74 - APLICAÇÃO ANALÓGICA. (TRT-RO-20280/00 - 1ª T. - Rel. Juiz Marcus Moura Ferreira - Publ. MG. 09.03.01)

09 março, 2007

A nobre origem do dia internacional da mulher

Foi no bojo das manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas pela polícia, as operárias, acuadas, refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.
Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.

04 março, 2007

Mais do que nunca os trabalhadores têm que ir à luta.

Nenhuma dúvida poderá restar mais a respeito da opção do governo Lula pelos ricos depois do anúncio feito por ele mesmo de que vai propor a restrição do direito de greve de alguns setores essenciais, o que, podem ter certeza de que será apenas mais um entre os tantos direitos já restringidos e os muitos que virão até o final de seu mandato, assim, a conta gotas realizando o prometido ao FMI, ao Bush e à elite exploradora nacional e internacional, tudo com a conivência da CUT, seu braço sindical para segurar as mobilizações populares contra tantos ataques dos seu governo.

É um verdadeiro tapa na cara dos trabalhadores brasileiros querer atribuir aos trabalhadores a culpa pela ineficiencia das políticas econômicas e mazelas do sistema capitalista.

Espero que desta vez os trabalhadores se revoltem e saiam às ruas, com forças sem precedentes para impedir que nos tire o sagrado direito de greve, única forma que temos de fazer os poderosos ouvirem nossas necessidades.

28 fevereiro, 2007

Frase bíblica revolucionária

Sou um ateu convicto, mas respeito todas as crenças religiosas e, algumas frases bíblicas como a que transcrevo abaixo, até me emocionam, por isso repasso aos meus contatos. Para mim ela é uma prova de que as religiões não precisam ser necessariamente contra revolucionárias e, se elas o são hoje é porque sua disseminação está a cargo dos opressores, com rarísssimas excessões.

Mauro

"assim diz Javé: Vocês, de manhã, administrem a justiça e libertem o oprimido da mão do opressor. Se não, a minha ira devorará como fogo; ela se acenderá, e ninguém poderá apagá-la,...". Jeremias 21, 12

18 fevereiro, 2007

Bancários de Bauru - Chapa 1 vence com 64% dos votos

16/02/2007

A Chapa 1 - "Sindicato é pra Lutar!" - Conlutas venceu com ampla vantagem as eleições do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região. De um total de 1.206 votos, a Chapa 1 (Conlutas) obteve 751 (63,7%), restando à Chapa 2 (CUT), 428 votos (36,2%). Foram contabilizados ainda 16 votos nulos e 11 brancos. A posse da nova diretoria ocorrerá no dia 16 de março.

Bauru e Região querem seguir lutando!

A expressiva vitória da Chapa 1 "Sindicato é Pra Lutar!" representa o apoio e a aprovação dos bancários à luta da atual direção do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região por emprego, salário e respeito. Uma luta justa e digna, promovida por uma entidade combativa e independente, sem quaisquer atrelamentos a partidos políticos, governos ou patrões.

Os bancários de Bauru e Região deixam bem claro nas urnas que pretendem continuar lutando como sempre. Revelam também coragem e disposição para rechaçar de vez o peleguismo governista e fortalecer a Conlutas, como uma resposta concreta à degeneração da CUT.

Bauru, 15 de fevereiro de 2007

11 fevereiro, 2007

Escassez de funcionários na CEF leva a cerceamento de direitos.

Todos os funcionários da CEF e a população usuária desse banco sentem na pele o descaso do governo federal e da direção da Caixa em relação à falta de funcionários nas agências e áreas meio, que tem levado ao esgotamento físico e mental a maioria dos funcionários obrigados que são a realizar tarefas muito além de suas possibilidades. Não é raro vermos colegas muitas vezes sacrificarem sua hora de almoço ou seu intervalo de dez minutos a cada cinqüenta trabalhados ou realizarem horas extras muitas vezes privando-se de marcá-las devidamente, ou pela grande demanda de trabalho ou mesmo por desumanidade de alguns gestores. Não é a toa que em grande parte das unidades da caixa sempre há colegas afastados por doença ocupacional e, a persistir essa situação, as estatísticas tendem a aumentar. Está na hora de começarmos a por a boca no trombone, não é possível que apesar de haver tantos concursados aprovados, aguardando serem chamados, nós, funcionários tenhamos que continuar a nos sujeitar ao descaso da Caixa. É hora de os bancários da Caixa mostrarem em alto e bom som toda sua indignação e exigirem a contratação imediata de todos os concursados que estão na fila de espera. Vamos utilizar todos os meios disponíveis para que nossas exigências sejam ouvidas e respeitadas pela Direção da Caixa. Por um prazo determinado (não mais que um mês), vamos todos utilizar a CEATI, o viva voz e as entidades existentes que são os meios disponíveis para que nossas exigências possam chegar à presidência da Caixa e, em não sendo ouvidos nesse prazo, vamos partir para outras iniciativas como: denúncias na imprensa, no Ministério Público e até a mobilização de operação padrão ou greve se for necessário. O que não pode é continuar essa situação de super exploração, que vivem hoje os funcionários da Caixa que com a escassez de funcionários vêem seus direitos, garantidos em Leis e Normas serem cerceados descaradamente. Vamos dar um basta ao descaso da Caixa.

18 janeiro, 2007

Nota da Conlutas sobre o desastre na linha 4 do metrô de São Paulo

• Diante do grave acidente ocorrido na obra da Linha 4 do metrô de São Paulo, a Conlutas, em primeiro lugar, solidariza-se com todos os atingidos e aos familiares e amigos das vítimas.

Em segundo lugar não pode deixar de constatar que este é o resultado concreto da política de privatização e terceirização dos serviços públicos (no caso através das famosas PPPs) praticadas pelo governo estadual e pelo governo federal.

Responsabilizamos o governo do PSDB e do PFL, que privatizou, através de Parceria público Privada, a Linha 4, entregando nas mãos do capital privado (interessado apenas em, obter o maior lucro no menor prazo) um serviço essencial à população e que é obrigação do Estado.

É necessário também responsabilizar, criminalmente inclusive, as empresas responsáveis pelo consórcio que está construindo a linha 4. A ganância de lucros aliada a completa irresponsabilidade destas empresas já custou a vida de 7 pessoas além de prejuízos imensos a toda a sociedade.

Exigimos que governo e empreiteiras dêem, de imediato, toda a assistência devida às famílias atingidas pelo acidente. E exigimos também, do governo José Serra, a revisão dessa política de terceirização e privatização, retomando de imediato para as mãos do Estado todos os atos relativos a construção da linha 4 e à prestação do serviço de transporte através do metrô para a população de São Paulo.

São Paulo, 16 de janeiro de 2007
Secretaria da Coordenação Nacional da CONLUTAS
www.conlutas.org.br

17 janeiro, 2007

Caixa: Justiça suspende em Brasília os efeitos da Circular 293

15/01/2007









O Sindicato dos Bancários de Brasília obteve na última sexta-feira, 12 de janeiro, decisão liminar da Justiça do Trabalho contra a decisão da Caixa de estabelecer jornada de 6 horas com redução de salários para os empregados que ingressaram na justiça questionando a jornada de 8 horas. No Maranhão, o Sindicato dos Bancários segue tomando as providências judiciais cabíveis.



Confira, a seguir, os termos da decisão do juiz do Trabalho da 4ª Vara de Brasília, Denílson Bandeira Coelho:



"DEFIRO incidentalmente medida cautelar..., determinando à Caixa Econômica Federal que não promova qualquer alteração remuneratória negativa (diminuição do valor da gratificação de função) a seus empregados ocupantes de cargos em comissão do grupo operacional técnico e de assessoramento (destinatários das CIs 293/2006 e 34/2005) que venham a trabalhar 6 horas diárias, exclusivamente por retratação de opção, ajuizamento de ação judicial ou mesmo ato unilateral patronal de diminuição horária, até o julgamento final da presente ação trabalhista.



O descumprimento desta ordem de "não fazer" por parte da CEF acarretará em multa de R$5.000,00, por funcionário".



Outras liminares

A Justiça já havia proferido decisão favorável a pedidos do Sindicato do Pará/Amapá e do Sindicato de Campo Grande (MS).

09 janeiro, 2007

PELA CONSTRUÇÃO DE UMA ALTERNATIVA

A última campanha salarial acabou com mais um golpe da direção do movimento que se aliou à direção do BB e da CEF para votar nas assembléias o fim da greve. Tivemos, mais uma vez, a greve da categoria encerrada com uma traição de sua direção. Dessa vez foi ainda mais explícita a unidade com os banqueiros.

Depois de tantas traições, o fim da greve ficou como um gosto amargo na nossa garganta, mas também ficou a lição de que é preciso construir uma outra direção para o movimento. Portanto, para as próximas campanhas salariais, além da greve, devemos discutir o problema de quem vai dirigir a campanha. O processo de construção do movimento e todos os seus movimentos e armações terminou para nós com uma clara conclusão: neste ano é preciso um outro Comando de Negociação e O FIM DA MESA ÚNICA.

Para isso avançar, estamos propondo a construção de uma Associação Nacional dos Bancários. O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) está chamando todos os que fizeram greve e foram contrários ao Comando Nacional da Contraf/CUT, para construirmos uma alternativa de direção que negocie em nosso nome. Essa alternativa tem que ser democrática, de luta, e ter como objetivo a defesa dos direitos dos trabalhadores, respeitando a vontade soberana da maioria da base. Também é importante que essa alternativa seja independente de partidos e governos, tendo como finalidade a vitória das nossas lutas. Nossa proposta é a construção de uma Associação Nacional que organize essas lutas para as próximas campanhas salariais e para as lutas que virão.

Essa proposta de Associação não está acabada. Ao contrário, queremos começar essa discussão na base sem uma proposta pronta, onde o processo deve ser o resultado de um debate amplo entre os trabalhadores. Longe de ser uma resposta completa, pretende apenas iniciar a discussão do que temos que fazer para avançarmos na construção de uma direção alternativa para a categoria. Uma direção que não apenas possa negociar as verdadeiras reivindicações dos bancários, mas, sobretudo, levar adiante as lutas gerais que teremos que enfrentar no futuro próximo e também no cotidiano de nossa classe. Contra as Reformas do governo precisaremos nos organizar por fora das entidades dirigidas pela CUT, que não faz a mobilização dos trabalhadores, já que é co-participante do governo Lula.

Também queremos discutir com os sindicatos que criticaram a Contraf/CUT e que se disseram contrários a toda a política que foi ditada para esta campanha salarial, que agora sejam coerentes e construam um novo Comando Nacional de Negociação, com representantes eleitos na base, em assembléias da categoria. Essa experiência, inclusive, pode avançar e construir uma Federação dos sindicatos que sejam independentes da Contraf/CUT. As possibilidades são muitas e precisamos avançar nas discussões com a categoria em nível nacional. Só um amplo debate na base é que poderá garantir a construção dessas alternativas.

Para isso, estão sendo realizados Encontros Regionais para debater sobre essas alternativas e construir um projeto de Associação Nacional dos Bancários. O do Nordeste ocorrerá em Natal/RN, no dia 13 de janeiro. Ainda neste ano, antes da campanha salarial, deveremos realizar um Encontro Nacional que vote a fundação da Associação Nacional dos Bancários.

04 janeiro, 2007

PAÍS SANGRADO

As remessas de lucros e dividendos para fora do Brasil, de multinacionais e especuladores que operam no mercado de capitais brasileiro, triplicaram durante o governo Lula. Estas remessas foram de US$ 5,1 mil milhões de dólares em 2002 e agora, em 2006, saltaram para US$ 15,5 mil milhões (até Novembro, com as de Dezembro poderá chegar aos US$ 16 mil milhões).

03 janeiro, 2007

Para trabalho igual, salario igual

Que tal fazermos uma campanha
para informarmos aos "correspondentes"
que eles têm direitos...

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Correspondentes Bancários e seus direitos
Trabalhadores de correspondentes bancários – empresas terceirizadas que
vendem crédito pessoal e produtos bancários e recebem pagamentos de contas,
como lotéricas, agências dos Correios e supermercados – têm ampliado o fluxo
de ações trabalhistas contra seus patrões e os bancos. Em comum, as ações
pedem equiparação salarial à carreira dos bancários, que têm carga horária
de seis horas, adicional de segurança e vários outros benefícios garantidos
à categoria.
Não há uma jurisprudência definida para esses casos, pois a maior parte dos
processos tramita em primeira instância. No entanto, a justiça trabalhista
vem reconhecendo a equiparação salarial em boa parte dos casos, fazendo os
departamentos jurídicos dos bancos tremerem com a enxurrada de ações que
começa a tomar forma.
Quem paga a conta da diferença pode ser tanto os correspondentes bancários
quanto os bancos que os contratam. Segundo dados do Banco Central, o número
de correspondentes bancários no país até maio de 2006 era de 76.454. A
Febraban estima que este número encerre 2006 próximo ao 90 mil.

Fonte: Valor Econômico