AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

18 julho, 2006

Um milhão e trezentos mil reféns

"UM PAÍS QUE AGE ASSIM, NÃO PASSA DE UM PAÍS TERRORISTA"

-As tropas nazistas na França costumavam tomar reféns e executar, em média, 50 deles para cada alemão morto.
Israel aprendeu a lição e superou seus mestres. Toda a população da Palestina – 1 milhão e 300 mil pessoas – são reféns, punidos indiscriminadamente pelas ações dos terroristas.
Qualquer um pode ser alvejado ou ter sua casa destruída por mísseis. Basta estar perto dosalvos da retaliação judaica.
A reação israelense vem sendo desproporcional. Em 2006, suas forças lançaram 8.500 mísseis contra Gaza, matando 90 palestinos, a maioria civis (diversas crianças), e ferindo 200, contra apenas 900 foguetes disparados pelos rebeldes. Foguetes feitos em casa, de pouca eficiência, pois não fizeram uma única vítima judaica. Mas não vem ao caso, conforme o primeiro-ministro Ehud Olmert: "As vidas e o bem-estar dos residentes de Sderot são mais importantes do que a morte de dezenas de palestinos inocentes" (Associated Press). Essa rotina tornou-se agora mais dramática.
No começo do mês, uma lancha militar israelense, vingando mais um inócuo ataque de foguetes domésticos, disparou mísseis contra uma praia e assassinou 8 pessoas, inclusive uma família que fazia um piquenique.Em resposta, um comando palestino independente atacou um posto militar, matando dois soldados e raptando um cabo. Para soltá-lo, exigiu a libertação de todas as mulheres e menores de idade presos em Israel.
Como sempre, a reação foi violentíssima. Aviões destruíram pontes, agências do Correio, parte da Universidade Islâmica e a principal usina elétrica de Gaza. A população foi severamente punida. Sem energia, os hospitais não podem realizar operações, ameaçando a vida de muitos doentes. As estações de bombeamento de água também não podem funcionar. 750.000 palestinos estão sem água, nem eletricidade. E isso por 6 meses -o previsto para as reparações.
Todos os 20 mil habitantes da região onde estaria o soldado israelense raptado foram evacuados. Expulsos de suas casas para bem longe, encontraram uma cidadefantasma na volta
Mas o governo Olmert foi além. Sua força aérea bombardeou edifícios do Ministério do Interior, postos policiais e o próprio escritório do primeiro-ministro.
Mais grave, ainda, tropas do exército prenderam 8 ministros do governo palestino, 30 congressistas e 30 assessores. Nestas ações, Israel violou a torto e a direito as leis internacionais. O ministro das Relações Exteriores da Suíça acusou: "Ações das forças israelenses na sua ofensiva contra a faixa de Gaza violaram o princípio da proporcionalidade…e devem ser vistas como formas de punição coletiva, o que é proibido. Não há dúvida de que Israel não tomou as necessárias precauções requeridas pela lei internacional para proteger a população civil". Para John Dugard, observador de direitos humanos da ONU, Israel desrespeitou a maioria das normas da lei internacional de direitos humanos.
Mas o Conselho de Segurança da ONU, pressionado pelos Estados Unidos, omitiu-se. O Grupo dos 8 declarou-se "preocupado" com a situação, urgindo as partes à moderação... Os americanos repetiram o refrão "Israel tem o direito de se defender", ignorando que isso tem limites. Punições coletivas são expressamente proibidas pela Convenção de Genebra. Israel não costuma dar importância a essas proibições, mas, desta vez, exagerou. Será que Olmert foi tão longe somente para libertar um cabo? Não parece.Seu governo já declarou que não soltará as autoridades palestinas seqüestradas mesmo que o soldado seja entregue. Serão processados por supostos envolvimentos com o terrorismo.É atitude de quem busca a guerra, não a boa vontade da outra parte. A prisão, além de contrariar frontalmente o direito internacional, é injusta, pois os dirigentes do Hamas não foram responsáveis pelo seqüestro do soldado. Os autores são grupos radicais que não obedecem a ninguém. Claro, depois dos ataques a Gaza, o Hamas passou a apoiá-los.Tudo indica que o verdadeiro objetivo de Olmert é desestabilizar o governo do Hamas. Esse governo não concorda com sua proposta de um Estado palestino sem os assentamentos judaicos, que traria perda de território e controle pelo exército israelense das estradas que ligam Israel aos assentamentos afastados.
O Hamas exige a volta às fronteiras de 1967, tese apoiada por várias resoluções da ONU, coisa que Olmert jamais aceitará.No recente acordo entre o Fatah e o Hamas, ficou implícito o reconhecimento do Estado judaico. Nada mais impediria a aceitação do governo do Hamas como interlocutor para as negociações de paz. Olmert ficaria numa posição muito difícil ao negar a criação de uma Palestina nos termos que ele recusa, mas que são universalmente reconhecidos como justos.
Não foi coincidência que o ataque a Gaza tenha ocorrido imediatamente após o acordo Hamas-Fatah. Salvar o soldado raptado não passou de um falso pretexto. Fosse real, a ação do governo de Telaviv seria mais hábil, via negociações. A brutalidade da retaliação israelense visa radicalizar ainda mais o outro lado. Forçá-lo a reagir também com violência e abandonar a linha pragmática que se desenhava. O que Olmert menos deseja é que os moderados passem a dar as cartas no Hamas. Eles são seus principais inimigos, já que sua causa - dois países em paz, separados pelas fronteiras de 1967 – é incontestável. Fica muito mais fácil enfrentar os radicais, graças à tremenda superioridade militar e tecnológica do exército israelense.Sem água, sem eletricidade, sem hospitais, sem segurança, sem paz, 1 milhão e 300 mil reféns continuam a ser punidos e humilhados por algo que não fizeram. Israelense tem direito à defesa, dizem os americanos. E eles, os palestinos, têm direito a quê? * Luiz Eça é jornalista

09 julho, 2006

PROPOSTA PARA A CAMPANHA SALARIAL 2006

O MNOB (Movimento Nacional da Oposição Bancária) apresenta abaixo suas propostas para a Campanha Salarial 2006 dos bancários. Pretendemos com essa apresentação que haja a participação de todos os bancários no sentido de incorporar outros pontos nesta pauta a partir do debate e do questionamento da base. Queremos também que os bancários opinem sobre a necessidade ou não da participação do MNOB (defendendo estas propostas e os adendos que a base bancária fizer) na Conferencia Nacional dos Bancários de 27 a 30/07, controlada e comandada pelo movimento sindical cutista/governista. 1) Proposta geral - Piso de R$ 1500 para 30h semanais, extensivo aos terceirizados (aplicação das perdas dos federais para o piso do DIEESE); - 30% de reposição + abertura de negociações das demais perdas desde o plano real para os bancos públicos. (30% é a reposição integral das perdas do plano real, incluindo conversão URV para privados. Também é a rentabilidade dos grandes bancos do Sistema Financeiro Nacional); - Campanha salarial unificada com petroleiros e correios na data-base em 01 de setembro, rumo à greve; - Campanha unificada, sim, mesa única da Fenaban, não (negociação específica para bancos públicos. - Encontro Nacional de base do BB, CEF, BNB e BASA com delegados eleitos por local de trabalho para definir a pauta de reivindicações; - PLR linear de 25% do lucro sem vínculo com metas (o lucro anual per capita nos grandes bancos é de cerca de R$ 100 mil – fazer tabela mostrando quanto seria a PLR para concretizar); - Estabilidade de emprego durante a vigência do dissídio; - Fim do Assédio Moral / Fim dos planos de metas; - Cipas em todos os locais de trabalho com a participação dos terceirizados; - Delegado sindical por unidade nos bancos privados; ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------INCLUIR NA PAUTA ESPECIFICA DO BB: - Isonomia para os novos concursados abrangendo também a CASSI e PREVI; - Reestabelecimento do PCS com interstícios de 12% e 16%; - Retorno do anuênio; - Não aos cortes de comissões e de dotação. Reversão da meta de 10% de redução de despesas administrativas; - Jornada de 30h semanais para todos sem redução de salário; - Abono integral dos dias parados de 2004 e 2005 com o pagamento das horas já compensadas; - Fim da terceirização e dos correspondentes bancários; - Fim da Parcela Previ. Fim do estatuto do interventor. Abertura de debate sobre novo estatuto; - Que o BB pague os R$ 420 milhões que deve à CASSI sem qualquer elevação da contribuição dos associados. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------INCLUIR NA PAUTA ESPECÍFICA DA CEF: - Isonomia para os novos concursados abrangendo também a FUNCEF; - PCC/PCS. Realinhamento da curva salarial, com diminuição das diferenças entre as funções elevando os salários mais baixos; - Efetivação de todos os caixas que exerciam a função como eventual. Abertura de 100% de vagas a mais em todas as unidades. Fim do caixa PV; - Jornada de 30h semanais para todos sem redução de salário; - Democratização dos cargos executivos através de eleição; - Não ao descomissionamento imotivado; - Abono integral dos dias parados de 2004 e 2005 com o pagamento das horas já compensadas. Respeito ao direito de greve. Não às retaliações inclusive de funções gerenciais; - Reintegração incondicional dos demitidos pela RH 008. Abaixo a chantagem da Caixa; - Abertura de migração para o plano Replan da Funcef com revisão para atender aos salários menores, incorporar o pagamento do CTVA e eliminar a idade mínima. Além destes pontos, o MNOB defende que o movimento sindical exija do governo a ratificação da convenção 158 da OIT e que os sindicatos devolvam o imposto sindical aos bancários. 2) Associação Nacional Bancária: O MNOB defende e pretende levar para a base bancaria o debate sobre a necessidade da criação de uma Associação Nacional, a necessidade de superarmos as entidades nacionais que negociam em nosso nome (CONTRAF e CONTEC), a necessidade de consolidar o MNOB como uma alternativa de direção sindical, visto sua atuação intransigente frente à subserviência da CNB/CUT e CONTEC nas últimas campanhas salariais, a necessidade de dar um passo à frente na organização da luta da categoria contra os banqueiros, o governo e os pelegos, a necessidade de criarmos uma Associação Nacional de toda a categoria que possa ser a expressão da vontade da base e não apenas mais um aparato sindical. Oposição Bancária Mogi das Cruzes

03 julho, 2006

Bancários: lembremos disso na campanha salarial

junho/2006. As receitas de prestação de serviços dos bancos. No período de altas taxas de inflação que o Brasil passou até a edição do Plano Real, em 1994, o ambiente inflacionário garantia elevadas receitas aos bancos (floating). Com a estabilidade mantida deste então, a cobrança pela prestação de serviços passa a ter papel fundamental no resultado das instituições financeiras, contribuindo para o alcance de lucros recordes. Assim, enquanto em 1994, as receitas de prestação de serviços representavam 6,25% do total das receitas do setor bancário, no final de 2005 este percentual dobra e chega 12,7%. Além do crescimento da receita proveniente dos serviços bancários, pela imposição de sua cobrança, os bancos também promoveram forte contenção de gastos com pessoal, o que contribuiu para aumentar o grau de eficiência dessas instituições, segundo alguns padrões definidos pelo mercado financeiro. Em dezembro de 1994, a soma de todas as receitas de prestação de serviços do setor “cobriam” 26,0% do total das despesas de pessoal. Em 2005, a cobertura subiu para 113,9%. A razão para essa mudança é que, entre dezembro de 1994 e dezembro de 2005, o montante das Receitas de Prestação de Serviços aumentou 582,0%, em valores nominais, enquanto as Despesas de Pessoal cresceram 56,5%, diante de uma inflação acumulada de 168,9% segundo o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE.

02 julho, 2006

FIM DA ILUSÃO, VOLTA À REALIDADE

Brasil, 17:55h, dia 01/07/06, sábado, seleção brasileira de futebol acaba de ser desclassificada da copa do mundo, um a zero para a seleção francesa. Finalmente acabou o faz de conta para a apaixonada torcida brasileira, agora felizmente temos a oportunidade de voltar à realidade, dedicar nossa paixão ao que realmente interessa, ao que realmente diz respeito ao destino de cada brasileiro, aos problemas sérios a resolver. A derrota na copa do mundo jamais será pior do que a derrota que é termos um dos mais altos níveis de corrupção do mundo, uma das populações mais pobres do mundo, uma das mais vergonhosas concentrações de renda e de terras nas mãos de poucos do mundo, uma classe dominante das mais perversas contra os trabalhadores do mundo, tudo isso coincidentemente contrastando com o fato de sermos um dos povos mais “ordeiros”, pacatos, “pacíficos”, ingênuos, alienados, subservientes e passivos do mundo, mais inocentemente manipuláveis pela mídia, mais religiosos, mais humildes, mais iletrados, mais mal informados, mais desinteressados dos assuntos políticos do mundo e, o pior de tudo: orgulha-se de ser assim. Precisamos virar esse jogo que até agora a classe trabalhadora está perdendo de goleada para a classe dominante e, para isso o segredo é deixarmos de nos orgulhar dessa vergonhosa e trágica derrota social e política e partirmos para o ataque, não esquecendo de mantermos nossa defesa forte contra o jogo psicológico da elite manipuladora de consciências, através de seu aparato de mídia que nos próximos dias insistirão com seus apelos subliminares para que continuemos a discutir os motivos da derrota no futebol para a França e para que nossa torcida agora se volte para o brasileiro “Filipão”, que dirige a seleção de Portugal. Nesse jogo sócio-político, se a defesa se deixa abater, anula a ação do ataque. Não podemos esquecer que uma derrota no futebol passa e não vale a pena sofrer por isso, enquanto a derrota na luta de classes representa a condenação da natureza e de centenas de milhares de seres humanos à miséria e à morte dela decorrente, todos os dias.

01 julho, 2006

VENEZUELA AVANÇA CONTRA O INIMIGO INTERNO CARACAS

— "Não podemos continuar a dar concessões para que usem o espaço radioeléctrico contra o povo", declarou ontem o presidente Hugo Chávez em cerimónia no Ministério da Defesa. "Dentro da Constituição, tudo. Fora dela, nada!" reiterou o presidente da República Bolivariana da Venezuela ao anunciar que serão revistas as concessões de exploração dadas pelo Estado venezuelano a emissoras de TV e rádio. Muitas delas vencem no próximo ano. O presidente Chávez mencionou, como prova da vontade democrática da Revolução Bolivariana, o diálogo mantido com as empresas de comunicação que participaram activamente no golpe de Estado de 2002. "Naquela altura poderíamos ter retirado as concessões, mas preferimos o diálogo – mas há alguns que nunca quiseram", acrescentou. Grande parte dos media venezuelanos, hoje profundamente desmoralizados, actuam como agentes do imperialismo: espalham desinformações, provocações, calúnias, apelos ao golpe e até mesmo ao magnicídio (assassínio do chefe de Estado). Assim, concluiu Chávez, "Temos que proteger o nosso povo e a unidade nacional contra a guerra psicológica para dividir a nação, debilitá-la e destruí-la. Estes media são cavalos de Troia dentro de casa".

Campanha salarial dos bancários em 2006

A partir de políticas compensatórias e assistencialistas tipo Bolsa Família e Bolsa Escola, é inegável que o governo Lula aumentou o acesso dos milhões de miseráveis brasileiros à renda nacional, ao custo anual de R$ 10 bilhões para o Erário.
Na outra ponta, este mesmo governo manteve e incrementou a política de superávit primário e juros nas alturas para garantir a expansão exponencial dos lucros e fortunas pessoais dos banqueiros e rentistas. É o Bolsa Família dos ricos, que transfere R$ 600 mil por mês para 20 mil famílias de nababos e custa R$ 144 bilhões/ano ao Tesouro Nacional.
Ao mesmo tempo, a classe média vê a cada dia sua participação no bolo do PIB despencar por conta da continuidade da política de arrocho salarial, além de ser alvo preferencial de uma pesadíssima carga fiscal, já que os trabalhadores pagam mais imposto de renda que os bancos.
Ou seja, o governo Lula ampliou a renda dos tubarões da economia nacional e distribuiu migalhas para a plebe com o objetivo de fidelizar o voto destes sem mexer no status quo, mantido e aprofundado. No arco político, ao mesclar-se com oligarquias retrógradas e corruptas, o governo Lula deu uma forte guinada rumo ao conservadorismo.
E nós bancários, como ficamos na campanha salarial deste ano eleitoral de 2006? Basta-nos apenas a reposição da inflação oficial, ou vamos buscar as perdas deste e outros governos, bem como o crescimento real da nossa renda?
A mirar-se no exemplo recente de campanhas conduzidas pela CNB/CUT, atual CONTRAF, havemos de pôr as barbas de molho mais uma vez para avançarmos em algo mais que a reposição inflacionária. Convém, portanto, ter presente a advertência bíblica de Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom."
Neste cenário nada fácil, a direção do Sindicato dos Bancários do Maranhão promove um encontro estadual no dia 15/07/2006 para discutir com a categoria a campanha salarial deste ano. Somente com mobilização e disposição de luta os bancários poderão tirar proveito do trunfo de estarmos em um ano eleitoral.
Fonte: Secretaria de Comunicação
28/06/2006

18 junho, 2006

Conlutas vai ao Congresso contra aprovação do Super Simples

A Conlutas e outras organizações sindicais vão entregar no dia 21 de junho (quarta-feira) aos parlamentares, em Brasília, uma carta aberta contra a aprovação do Super Simples (Projeto de Lei Complementar 123/2004). Nas razões colocadas na carta, as entidades sindicais destacam que se o projeto for aprovado, as micros e pequenas empresas ficam desobrigadas de respeitar direitos básicos dos trabalhadores, como por exemplo: pagar os salários em dia, férias, décimo terceiro, tudo que tem a ver com saúde e segurança do trabalho, além de reduzir a alíquota do FGTS e fragilizar a arrecadação previdenciária. Essas regras vão atingir mais de 90% das empresas do país e mais de 60% dos trabalhadores empregados. Os sindicalistas percorrerão os gabinetes dos deputados para sensibilizá-los da gravidade do Super Simples e pedir a retirada de todos os dispositivos que causam prejuízos à população brasileira. E também entrega à Procuradoria Geral da República abaixo-assinado pela anulação da reforma da Previdência Nesta data, o primeiro lote de assinaturas coletadas em todo país pela campanha da anulação da reforma da Previdência será entregue à Procuradoria Geral da república, em Brasília. O objetivo com a entrega é reforçar o pedido feito pela Conlutas e sindicatos, para que o Procurador Geral - Dr. Antonio Fernando Barros e Silva e Souza, suspenda todos os efeitos da Emenda Constitucional n. 41, da Reforma da Previdência.

15 junho, 2006

Sobre os acontecimentos na Câmara dos Deputados

*por Comissão Pastoral da Terra *

A propósito dos acontecimentos de 5 de Junho no parlamento, em Brasília envolvendo o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST).
Este documento denuncia a arrogância e o desprezo com que os políticos conluiados do sistema (governo & oposição) tratam as classes sociais marginalizadas pelo capitalismo brasileiro. Os referidos políticos e os monopólios dos media não só não põem em causa a camisa de força do "superávit primário" (que determina que o grosso da arrecadação seja destinada em primeiro lugar ao capital imperialista) como travam a Reforma Agrária, tentam criminalizar a pobreza e pregam abertamente medidas truculentas e repressivas contra o povo. Mas autoridades policiais e militares responsáveis por inumeráveis massacres contra trabalhadores
permanecem impunes no Brasil. *

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra vem a público para se manifestar acerca dos acontecimentos da última terça-feira, 5, na Câmara dos Deputados, envolvendo militantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e servidores da casa.

A CPT sempre esteve e está ao lado dos trabalhadores e defende o direito de se manifestarem, mas lastima muito que a situação tenha chegado ao ponto que chegou, inclusive com agressões físicas aos servidores públicos.

Apesar de não concordar com todas as formas utilizadas pelos trabalhadores para expressarem suas reivindicações, a CPT compreende a justa indignação que toma conta não só dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, mas de grande parte dos cidadãos e cidadãs brasileiros, diante de um Congresso cujas últimas atitudes depõem mais contra a democracia que essa atitude
isolada dos trabalhadores.

De fato, o que pensar de um Congresso que, na votação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre a terra, rejeita o relatório oficial e aprova um substitutivo que, entre outras barbaridades, propõe que as ocupações de terra sejam tipificadas como crime hediondo e ato terrorista e, ainda, coloca os trabalhadores, vítimas da violência no campo, como responsáveis pela mesma?

Como não se indignar com tantos escândalos que surgem a cada dia envolvendo parlamentares em casos de corrupção e desvio de recursos públicos? O caso desvendado pela operação da Polícia Federal, denominada sanguessuga, é simplesmente um dos poucos que chegam ao conhecimento público.

E o que dizer da absolvição dos envolvidos no conhecido caso do "mensalão"?

Como ficar em silêncio, quando projetos, como o que propõe a expropriação de áreas onde se dê a exploração do trabalho escravo, ficam, durante anos, engavetados, mostrando o pouco ou nenhum interesse em enfrentar tamanha chaga social de nosso país?

Mas o que mais agride a consciência dos trabalhadores e trabalhadoras é ver, todos os dias, deputados e senadores dos partidos que sempre praticaram a corrupção e a defesa dos interesses particulares e de grandes grupos econômicos se arvorarem em paladinos defensores da ética e da moralidade
públicas.

A imprensa e a elite se apressam em divulgar com alarde a violência que acompanha alguma das manifestações dos trabalhadores, mas não abrem espaço para suas lutas, conquistas e reivindicações. Taxam como violência as ações dos trabalhadores, mas se negam a enxergar como violência a estrutura injusta que eles mesmos fazem questão de manter intocada, e que impede que
os trabalhadores do campo tenham acesso à terra. Não é violência a situação de mais de 200 mil famílias acampadas às beiras das estradas, às vezes por vários anos, em mais que precárias situações, à espera da terra sonhada e prometida? Não é violência as centenas de despejos de famílias de trabalhadores, tanto no campo, como na cidade? Onde estava a imprensa quando, no dia 19 de maio, no município Vargem Grande, Maranhão, uma comunidade quilombola inteira, a de São Malaquias, que vivia na área há mais
de 100 anos, foi violentamente despejada? Nem mesmo o velório de uma pessoa foi respeitado. A família se viu obrigada a levar o corpo para uma comunidade vizinha, enquanto a casa era destruída e queimada, como as demais.

A CPT espera que o episódio desta terça-feira ajude a que nossas autoridades abram os olhos diante da realidade sofrida do povo e se empenhe na busca de soluções eficazes e rápidas para poder atender às mais que legítimas aspirações de nosso povo. Espera também que a situação dos presos do MLST seja encaminhada com celeridade e se lhes dêem todos os benefícios previstos em lei, mas que costumeiramente são negados aos trabalhadores.

Goiânia, 8 de junho de 2006.

09 junho, 2006

Acidentes de trabalho matam 57 mil por ano no país

Os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais matam no Brasil cerca de 57mil pessoas por ano, de acordo com estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O número é 22 vezes maior que o captado pelas estatísticas oficiais da Previdência Social para os acidentes de trabalho fatais.
Leia mais: - Quando o trabalho mata - Cerca de 42 mil morrem por enfermidades

Morrer de trabalho

Enquanto se orquestra um ataque ao sistema de aposentadorias em todo o mundo, sem qualquer aumento da participação das empresas ou do capital na pensões de seus empregados, pesquisa da OIT denuncia que 5 mil pessoas morrem por dia no trabalho
Ignacio Ramonet
A explosão de doenças do aposentado torna particularmente repugnante o ataque ao regime das aposentadorias comandado pelos motores da globalização liberal
Escondido pelos grandes meios de comunicação, um documento decisivo passou desapercebido: o relatório1, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), denunciando que, anualmente, 270 milhões de assalariados são vítimas de acidentes de trabalho e 160 milhões contraem doenças profissionais no mundo inteiro. O estudo revela que o número de trabalhadores mortos no exercício de sua profissão passa de dois milhões por ano... Portanto, o trabalho mata 5 mil pessoas por dia! “E estes números”, salienta o relatório, “estão abaixo da realidade2.”
Na França, segundo a Caisse Nationale d’Assurance Maladie (CNAM), 780 trabalhadores morrem devido ao trabalho por ano (mais de dois por dia!). Também aqui, “os números são subestimados”. E ocorrem cerca de 1,35 milhão de acidentes de trabalho3, o que corresponde a 3.700 vítimas por dia. Considerando-se uma jornada de oito horas, isso significa oito feridos por minuto...
“Imposto do sangue”
Há 30 anos, um empresário ganhava quarenta vezes mais do que o salário de um trabalhador; atualmente, ganha mil vezes mais
Antigamente, os defensores do povo chamavam esse sofrimento em silêncio, essa contribuição paga ao crescimento e à competitividade, de “imposto do sangue4”. Numa hora em que está em pauta a questão das aposentadorias, convém lembrar esse tributo. E sonhar com as centenas de milhares de trabalhadores que chegam ao fim da vida desgastados, esgotados, esfacelados. Sem poder aproveitar sua terceira idade. Pois, se a expectativa de vida aumentou, isso se traduz, devido às seqüelas da atividade profissional, numa explosão de doenças do aposentado: câncer, disfunções cardiovasculares, depressões, paradas cerebrais, deficiências sensoriais, artrose, demência senil, mal de Alzheimer etc.
Tudo isto torna particularmente repugnante o ataque ao regime das aposentadorias. Um ataque coordenado, comandado pelos motores da globalização liberal5 – G8, Banco Mundial6, OCDE7 – os quais, a partir da década de 70, conduzem uma ofensiva contra a Previdência8 e o Estado de bem-estar social. E retransmitido pela União Européia, cujos chefes de Estado e de governo, tanto de direita quanto de esquerda (Chirac e Jospin, no caso da França), decidiram, por ocasião da reunião de cúpula em Barcelona, em março de 2002, aumentar em cinco anos a idade da aposentadoria9. O que pressupõe uma séria regressão social e o abandono do projeto de construir sociedades mais equilibradas e mais igualitárias.
O desmantelamento do sistema de aposentadorias
O peso das pensões, que hoje representa 11,5% do PIB, será de 13,5% em 2020, de 15,5% em 2040 e se tornará uma despesa insuportável para o Estado
Enquanto as classes médias são desbastadas, empobrecidas, a riqueza continua se concentrando no topo: há trinta anos, um empresário ganhava quarenta vezes mais do que o salário de um trabalhador; atualmente, ganha mil vezes mais10... E pode aguardar, serenamente, a hora de parar suas atividades. O que está longe de ser o caso dos assalariados comuns, em especial dos professores.
Centenas de milhares de professores multiplicaram paralisações – na Itália, na Espanha, na Alemanha, na Grécia, na Áustria, na França... – em protesto contra o desmantelamento do sistema de aposentadorias que, no entanto, deve ser reformado. Porque diminui o número de profissionais na ativa, enquanto aumenta o dos aposentados. E porque o peso das pensões, que hoje representa 11,5% do PIB, será de 13,5% em 2020, de 15,5% em 2040 e se tornará uma despesa insuportável para o Estado.
Reforma às expensas dos assalariados
Todas as variáveis, como a idade da aposentadoria e o montante das pensões, são modificadas em detrimento do assalariado e da remuneração do trabalho
Apesar da crise da Bolsa de Valores, que acarretou uma perda de 20% do valor dos fundos de pensão11, a opção de uma aposentadoria por capitalização é menos descartada na medida em que a reforma do sistema de contribuição só é considerada às expensas dos assalariados. Como se tratasse de um problema meramente técnico, sem conseqüências para o conjunto da sociedade. Todas as variáveis – o montante e a prorrogação das prestações, a idade da aposentadoria, o montante das pensões – são sistematicamente modificadas em detrimento do assalariado e da remuneração do trabalho. Não foi discutida nenhuma solução alternativa, como incluir as empresas na contribuição ou impor uma taxa sobre os lucros financeiros.
Considera-se normal que dois assalariados percam a vida no trabalho diariamente e que oito outros sejam sacrificados, por minuto, em nome do bem-estar das empresas. Mas não se considera normal que estas, ou o capital, tenham maior participação nas pensões de seus empregados. Como deixar de compreender a raiva dos trabalhadores?
(Trad.: Jô Amado)
1 - http://www.ilo.org/public/french/bureau/inf/pr/2002/23.htm 2 - Leia a íntegra do texto do relatório: La sécurité en chiffres. Indications pour une culture mondiale de la sécurité au travail, Organização Internacional do Trabalho, Genebra, 28 de abril de 2003. 3 - Les Echos, 7 novembre 2002. 4 - Ler “Les accidents du travail. L’impôt du sang. 19 décembre 1906” in La Guerre sociale. Un journal “contre”, ed. Les Nuits rouges, Paris, 1999. 5 - A relação entre a questão das aposentadorias e a globalização liberal é bastante estreita: as aposentadorias por capitalização alimentam – nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália, no Japão, na Grã-Bretanha e na Holanda – gigantescos fundos de pensão que se tornaram os atores centrais do novo capitalismo financeiro. 6 - Ler o relatório do Banco Mundial, Reforma das aposentadoriass na Europa: progresso e processo, despacho da Agência France Presse, 8 de maio de 2003. Em relação à ofensiva do Banco Mundial contra a Previdência Social, consultar: http://forums.transnationale.org/viewtopic.php?t=11 7 - El País, Madri, 20 de maio de 2003. 8 - O Relatório Chadelat, divulgado no mês de abril, promete uma revisão profunda do auxílio-doença; tem por objetivo desmantelar e privatizar a Previdência Social. Leia o texto, na íntegra, do relatório: http://www.medito.com/article341.html 9 - Ler, de Bernard Cassen, “Est-il encore utile de voter après le Sommet de Barcelone?”, Le Monde diplomatique, abril de 2002. 10 - Libération, 21 de maio de 2003. 11 - Ler, de Martine Bulard, “Os traídos pelos fundos de pensão”, Le Monde diplomatique, maio de 2003.

28 maio, 2006

Leia o Manifesto Nacional de oposição à direção majoritária da Condsef

Sindicatos dos servidores públicos federais e oposições reuniram-se no Conat e aprovaram o texto abaixo, para avançar a luta contra a direção atual da confederação
Nem bem pisou no Planalto, Lula enterrou qualquer ilusão que os servidores pudessem ter em seu governo. Logo no primeiro ano de mandato, o governo do PT atacou a Previdência dos servidores realizando a reforma da Previdência, e continuou a aplicar o arrocho de seu antecessor FHC. Só nos três primeiros anos de seu governo a categoria amarga uma defasagem salarial de quase 30%. Desde o governo tucano são 167,49% de defasagem. Como se não bastasse aplicar a mesma política neoliberal de desmonte e arrocho dos serviços públicos imposto pelos governos anteriores, o governo Lula trata os servidores com uma intran­sigê­ncia e trucu­lên­cia nunca vistos. Tudo isso só serviu para fazer do funcionalismo a vanguarda da ruptura dos trabalhadores com o governo Lula. No entanto, se os servidores se despiram de qualquer ilusão neste governo, a CUT, pelo contrário, é cada vez mais governista. Apoiou a reforma da Previdência, colocou-se ao lado do PT e do governo diante das denúncias do mensalão, apóia o salário mínimo de fome e, coroando sua debandada para o outro lado, teve seu presidente nacional, Luiz Marinho, alçado à condição de Ministro do Trabalho. Papel traidor da CUT e da direção majoritária da Condsef O governo só conseguiu impor todos esses ataques à categoria e aos trabalhadores em geral pelo papel que sua central sindical cumpriu. Da mesma forma, a direção majoritária da Condsef, com sua política de conciliação com o governo, joga todas as lutas da categoria na derrota. A direção majoritária da Condsef nega-se sistematicamente a unificar a luta dos diversos setores representados pela própria Confederação. Tudo para impedir que qualquer processo de mobi­li­zação desgaste o governo. Com a ajuda da CUT, fragmentaram a luta do funcionalismo e, em 2005, assinaram acordos rebaixados com o governo por dentro dos gabinetes dos ministérios. Na Campanha Salarial passada praticamente decretaram o fim da nossa greve sem nenhuma discussão na base, provocando uma tremenda indignação dos servidores. A direção majoritária da Condsef impôs o fim da greve aceitando meras promessas do governo e agora, em 2006, os servidores ficaram com o pires na mão enquanto o governo simplesmente não cumpriu os acordos. Essa situação rebaixou as reivindicações da Campanha Salarial 2006, não mobilizando a categoria num movimento unificado contra o governo. Construir uma oposição nacional Isso nos mostra que essa direção não está à altura de nossa categoria, expondo uma grande contradição. Enquanto os servidores públicos estão à frente da luta contra o governo, protagonizando uma das primeiras manifestações contra Lula, a direção majoritária da Condsef vai na contramão da vontade da categoria, emperrando a unificação da luta dos servidores. Essa situação coloca uma grande responsabilidade para nós, servidores federais da base da Condsef que estamos juntos construindo a Conlutas. Da mesma forma que empenhamos todos os nossos esforços no fortalecimento de uma alternativa de luta à CUT, é fundamental que unamos forças para a construção de uma oposição nacional à direção majoritária da Condsef. Temos que construir uma alternativa de luta para dar um basta nessa direção governista e colocar nossa Confederação a serviço da mobilização da categoria. Caso essa direção que aí está se perpetue à frente da Condsef, dificilmente nossas próximas Campanhas Salariais escaparão da derrota. Essa é a responsabilidade que temos em nossas mãos. Por isso, precisamos impulsionar uma Comissão Nacional de Oposição à direção majoritária da Condsef, a fim de fortalecer e conferir organicidade ao nosso movimento. Cada estado deverá indicar 1 representante para compor a Comissão nacional que, por sua vez, irá encaminhar as próximas ações do movimento de oposição. Vamos impulsionar a luta dos servidores federais contra a política de arrocho do governo Lula, unificando nossas forças com os demais setores do funcionalismo e categorias. Só desta forma é que conseguiremos conquistar vitórias em nossas campanhas salariais e jogar um peso decisivo na luta contra as reformas Sindical e Trabalhista, que já está sendo implementada com o Super-Simples. Precisamos nos unir em torno dos seguintes pontos:- Oposição de esquerda ao governo Lula; - Construir a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) enquanto alternativa de luta à CUT; -Reconstruir a CNESF ((Coordenação Nacional dos Servidores Federais), a fim de reafirmar um pólo de unidade e luta dos servidores contra o governo; - Impulsionar a Campanha da Conlutas pela Anulação da reforma da Previdência; - Impulsionar a luta contra a aprovação do Super-Simples; -Impulsionar a luta contra as reformas Sindical e Trabalhista; -Unificar essas lutas com as reivindicações específicas da categoria; - Lutar pela paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas; - Lutar pela unificação das mobilizações dos servidores federais e demais categorias. Manifesto aprovado pelos participantes da base da Condsef presentes ao CONAT- Congresso Nacional dos Trabalhadores, realizado na cidade de Sumaré (SP), nos dias 5, 6 e 7 de maio: Sindsef-SP, Sintsep-PA, Sintsef-RN, Sintsep-AL, minoria do Sintsep-MS, oposição ao Sindsep-PE, oposição ao Sindsep-SE.

17 maio, 2006

O culpado pela violência é o Estado Capitalista

A violência generalizada deflagrada pela organização criminosa PCC Primeiro Comando da Capital é o atestado de falência da política de segurança tanto do governo estadual (PSDB-PFL) como do federal (PT). Em todas as campanhas eleitorais eles falam deste problema, e apontam como solução aumentar os efetivos policiais ou usar as Forças Armadas como polícia, mas não falam em aumentar os salários desses trabalhadores. Em nenhum momento colocam em questão o modelo econômico e a corrupção nas instituições do Estado. É irracionall pensar que a solução para a violência seja reforçar o efetivo policial, que, pela precária condição de trabalho e de salário, é uma das bases da própria violência. Sem a corrupção da polícia e do judiciário seria impossível a organização destes atentados pelo PCC desde dentro dos presídios, com armas e celulares. A cada ano aumenta o número de policiais e a corrupção e a violência seguem aumentando, aumentando também a insegurança pública. O resultado está a vista de todos: nunca houve tantos policiais no país, e nunca na história tinha ocorrido uma onda de violência urbana tão grande como nos últimos três dias. É impossível conter a violência sem acabar com as suas causas. O desemprego em massa, o subemprego e a miséria, produtos do capitalismo neoliberal são as causas básicas da violência. As máfias do narcotráfico e do seqüestro recrutam a juventude pobre sem alternativas nem perspectivas. Sem resolver este problema, nenhum outro será solucionado. Sem parar de pagar as dívidas externa e interna aos banqueiros não haverá emprego nem educação para a juventude, e essas máfias continuarão com sua base social. A outra face dos lucros escandalosos dos banqueiros neste país é o aumento da violência urbana. É impossível acabar com o narcotráfico com a repressão. É necessário reformular o sistema educacional. A ilegalidade das drogas até hoje só fez surgir um enorme mercado ilegal, com lucros fabulosos e sem impostos para os traficantes e para os banqueiros, comerciantes, policiais e juízes corruptos ligados a eles. E é impossível ainda "prender os bandidos" se não se começa por prender os grandes ladrões deste país. Qual é a autoridade moral do PT e do PSDB-PFL, que acobertam os corruptos do parlamento, para punir os outros ladrões? Defendemos o direito democrático dos trabalhadores de ficarem em casa, não indo trabalhar como forma de proteger suas vidas e a de seus filhos. Os estudantes têm o direito de não ir a escola. Os responsáveis por garantir a segurança da população são os governos federal, estadual e municipais.

16 maio, 2006

Lucro trimestral do Banco do Brasil cresceu 142,9%

Agência EFE
O Banco do Brasil registrou, no primeiro trimestre deste ano, lucro líquido de R$ 2,343 bilhões, resultado 142,9% acima do valor no mesmo período de 2005, informou hoje a entidade.

O banco explicou que o lucro se deve, em parte, a uma mudança nos critérios usados pelo Conselho Monetário Nacional para o tratamento dos créditos tributários. A alteração permitiu contabilizar um adicional de R$ 1,9 bilhão. A carteira de crédito total do Banco do Brasil cresceu 13,2% e chegou a R$ 105,5 bilhões. O índice consolida o banco como líder absoluto na concessão de crédito no país, com participação de 15,5% no mercado, informou um comunicado da instituição. Com aumento de 24,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2005, o resultado bruto da intermediação financeira ficou em R$ 4,909 bilhões. O patrimônio líquido do Banco do Brasil em 31 de março era de R$ 19,2 bilhões, um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado, acrescentou a nota. Os ativos totais da entidade subiram 7,7% em 12 meses e alcançaram, no fechamento do primeiro trimestre, R$ 264,635 bilhões, número que o mantém como maior banco do país em volume de ativos.

14 maio, 2006

Um mundo melhor é possivel

O senso comum nas sociedades que vivem sob a cultura capitalista diz que todo contrato assinado deve ser cumprido, por mais espúrio que seja. O trabalhador espoliado assume e reproduz o discurso da minoria abastada que o explora até a última gota de suor, deixando-se envenenar pelas vociferações dos reacionários, sem se darem conta que estão sendo conduzidos ideologicamente. Sob um manto de neutralidade, a grande imprensa, pertencente à classe dominante, invade e contamina os cérebros de todos os seus ouvintes, leitores e telespectadores e os transforma em robôs teleguiados, tirando-lhes a capacidade de perceber que não há neutralidade ideológica, que ela defende uma posição, a posição da classe dominante, a posição dos que se enriquecem com o suor dos que realmente trabalham. Somente no dia em que a classe explorada aprender que precisa adquirir capacidade de interpretação crítica, analisar as informações e o seu conteúdo ideológico e, a que classe interessa e favorece as opiniões que os grandes meios de comunicação de massa tentam nos impor, o mundo poderá começar a ser melhor para todos (e tudo) que nele vivem.

09 maio, 2006

Leia a entrevista com James Petras

Diego Cruz e Roberto Barros, da Ciranda do Conat
• Leia a entrevista exclusiva com James PetrasO professor e sociólogo James Petras foi uma das principais presenças no primeiro dia do Congresso Nacional de Trabalhadores. Antes de se apresentar à abertura solene, Petras concedeu uma entrevista exclusiva à Ciranda de informações do Conat, formada por jornalistas sindicais e de esquerda presentes na cobertura do evento, onde falou sobre a importância histórica da Conlutas, o governo Lula, as recentes mobilizações, entre outros temas.Petras pertence a uma geração de intelectuais marxistas norte-americanos que, apesar da passagem dos anos, mantém-se no campo da esquerda. Apesar da idade avançada, Petras mostrou uma invejável vitalidade, não perdendo sequer uma oportunidade de conversar com os trabalhadores de diferentes regiões do país ou mesmo intervir energicamente nos debates do Conat.É possível reconhecê-lo à distância. A inconfundível boina compõe, junto aos óculos escuros e o bigode, uma figura que nos remete a uma personalidade emblemática. Num tempo em que a dissimulação e o desencanto vicejam absolutos no plano das idéias, a honestidade intelectual e a inconteste esperança na classe trabalhadora de Petras constituem um verdadeiro alento à luta social.Quais são suas expectativas para o Congresso Nacional de Trabalhadores? Você acha que ele expressa historicamente um processo de reorganização do movimento de massas?Petras: Esta é uma fundação histórica porque está criando um pólo de organização para se opor ao “neo-coronelismo” neoliberal, frente à decadência de outros referenciais como a CUT, a UNE e demais organizações que apóiam Lula. Após a dispersão de forças e as lutas eleitorais já se passou a um universo superior. Com a massificação da Conlutas, me parece que agora as forças críticas e dissidentes têm já um ponto de referência para enfrentar o governo Lula. Creio que isso é muito importante pois, num primeiro momento desse governo, as forças opositoras não tinham capacidade de organizar uma resistência frontal, com conseqüências favoráveis – com alguma exceção aqui ou acolá –, mas acho que agora temos desde a base uma oposição social e um espaço para abrir uma discussão sobre uma oposição política. Isso poderia avançar na luta e preencher um grande vazio entre a direita, com Lula e os partidos do Congresso, e a grande massa, que exige reivindicações e lutas sociais.Eu quero enfatizar isso. Entre a esquerda revolucionária aqui presente, que é muito conseqüente mas pequena, e a direita governamental, há uma massa de 70% da população que reivindica mudanças, não necessariamente revolucionárias. Perderam sua referência, mas tampouco estão dispostos a ir para a esquerda revolucionária. E, nesse espaço, é importante o papel que cumpre a Conlutas. Como você avalia a degeneração do governo Lula e do PT?Petras - É um processo. Em primeiro lugar, remonta a toda a trajetória do PT a partir do final dos anos 80, uma orientação eleitoral-institucional. Com os avanços eleitorais, ocupando cargos no governo, aprofundou as alianças com partidos burgueses e começam a negociar com os setores econômicos dominantes. Frente a isso, mantém-se pendurado entre seu apoio popular, dos trabalhadores urbanos e rurais, e as negociações que articulam com os partidos e frações burguesas. Esse processo de tentar equilibrar essas duas coisas tem como resultado políticas social-democratas com um discurso radical. Esta correlação de forças se quebrou na preparação da campanha de 2002. Já era evidente que o PT era tão somente um partido da pequena burguesia, financiado pelos banqueiros. Para mim não foi nenhuma surpresa o que aconteceu após 2002.A partir de 2002 o governo rompe esse arranjo social-democrata e passa a fazer uma política liberal pró-imperialista, descartando muitos setores da pequena burguesia, empregados, pequenos empresários e, mais que nada o campo, os sem-terras. Teve particularmente um abandono do setor público, de funcionários públicos. A nova configuração de poder é um governo de direita, mas com respaldo operário. Não é algo raro. Na Inglaterra temos a história dos chamados “trabalhistas vermelhos” (“red tories”). Na Alemanha, os democratas-cristãos controlam setores importantes dos trabalhadores católicos. Na Itália, o mesmo. Então, falar de partido dos trabalhadores passa a equivaler a falar de um partido burguês. Não se define nenhuma direção, porque a política assistencialista é comum a governos da direita. Há muitos anos democratas-cristãos mantêm toda uma clientela no sul da Itália: na Sicília, Calábria e todos os lugares agrários no Sul. Nisso, discordo um pouco do PSTU quando caracteriza este governo como de frente popular. Não é frente popular. Não é por ter apoio operário que se pode dizê-lo um governo de frente popular. É um governo burguês e pró-imperialista, em composição, em financiamento e em trajetória. Neste sentido, creio que vá aprofundar ainda mais a política direitista após as eleições. Depois do setor público, agora vai atacar o setor privado: na previdência, em salários, em programas sociais. Pense na imagem de como se corta um salame. Primeiro o setor público, depois outro setor e outro e mais outro.Neste contexto, penso que devemos classificar o governo como uma grande vitória do imperialismo, cooptando as principais organizações de massas e reconvertendo-as em braços para aprofundar as privatizações e fortalecer o setor financeiro e exportador. Então, estamos nessa situação com o governo Lula: a reconversão de um partido de esquerda, social-democrata, em um governo da direita dura.A Conlutas propõe uma crítica à estrutura sindical brasileira e, ao contrário das estruturas sindicais tradicionais, congrega sem-terras, sem-tetos, desempregados, aposentados etc. Compõe um pouco do que é a classe trabalhadora hoje em dia. Como você vê a possibilidade de uma alternativa propriamente política?Petras - Primeiro, há uma enorme massa de trabalhadores em pequenas empresas, de menos de 20 operários, que serão severamente golpeados com a nova lei trabalhista de Lula [Super-Simples], de excluir todos os benefícios desse setor da pequena burguesia empresarial, “liberá-los” de todas essas obrigações. Isso vai afetar uma massa que ocupa quase 50% da mão-de-obra do país. Apesar de que isso não conta tanto no PIB. A tarefa da Conlutas é organizar essa grande massa. Temos muita experiência de grande capacidade de luta desse setor [informais] agora nos EUA. Este é o setor mais combativo e avançado que chamam apenas de latino-americanos, mas que não são só latino-americanos, mas operários e imigrantes que estão excluídos dos sindicatos, excluídos da política, mas estão agora na vanguarda de grandes marchas, boicotes, greves etc. Na França, o grande setor da juventude sem emprego está encabeçando muitos dos mais contundentes combates. E ocorre o mesmo na Itália, ao Sul, com os desempregados se mobilizando, os piqueteiros na Argentina também etc. Porém, o que falta é organizar todos esse setores, no Brasil. Dizem que é difícil, são dispersos, vão se organizar em outros lugares. Creio que são apenas desculpas...Segundo: estender aos setores metalúrgicos, sindicatos que estão em lutas internas, contestatórias. Eu creio que a grande oportunidade quando Lula começa a atacar a Previdência do setor privado é lutar contra os mega-pelegos deste setor. Terceiro: aprofundar a consciência de classe em conjunto e, principalmente, no setor público, para que tenha uma visão mais de classe e menos corporativa. Formar escolas de classe para uma formação sindical e classista. E não são exatamente a mesma coisa. São essas as perspectivas com a ampliação da luta. Construindo e fortalecendo o bloco social pode-se abrir, nesse contexto, uma discussão política. É prematuro agora lançar palavras-de-ordem político-práticas, frente ao grande desafio da organização da luta e mobilização de massas. Há o risco de se cair no debate de pequenos setores, sem ter uma base social envolvida na mobilização. Vamos falar um pouco da situação internacional. Aqui, na imprensa burguesa – e em alguns círculos socialistas também –, houve um grande impacto em torno ao anúncio da medida de nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia. Como você vê tudo isso? Um editorialista da Folha de S. Paulo chegou a dizer que se tratava da primeira medida de esquerda desde a queda do Muro de Berlim.Petras - É muito positivo, porque reflete a grande pressão das massas. Há pesquisas que indicam que entre 80 e 90% dos bolivianos exigem a nacionalização. Frente a isso, temos um presidente, Evo Morales, que depende dessa massa para negociar com as multinacionais e conseguir melhores benefícios e contratos, com co-participação numa economia mista, porque Evo é um social-democrata. Precisa da massa para pressionar a burguesia por concessões. As grandes empresas não deram bola a Evo: não levam a sério um índio, um demagogo, um populista, um indígena. Criaram uma situação impossível para ele. Evo precisa, então, “mostrar” a eles que tem força e que está disposto ao enfrentamento. Por um lado, lança a famosa nacionalização, mas junto com uma série de exigências que objetivam abertamente as negociações. Ou seja, são duas coisas. Inclusive a imprensa imperialista – o Financial Times, Wall Street Journal etc. – diz abertamente que esses atos são o alicerce para negociarem contratos. Agora, muito depende de se as empresas repensam sua intransigência e começam a negociar seriamente uma maior co-participação. Senão, vão forçar Evo a tomar medidas que ele não quer tomar. E, subseqüentemente, avançar sobre a nacionalização. Enquanto isso, aqui, a imprensa burguesa está infectando o povo com um chauvinismo que poderia chegar, inclusive, a uma aliança política, econômica e quase militar contra a Bolívia. Uma tríplice aliança – norte-americana, brasileira e argentina – contra a Bolívia. Esse é o problema de todos os países imperialistas e sub-imperialistas: infectar a massa com o chauvinismo. Nós [os norte-americanos] sabemos há muitos anos a mesma coisa que vocês vivenciam agora. Há que se desenvolver uma política que explique que a empresa estatal não é pública, é privada. Acionistas, lucros, estrutura organizativa... A Petrobras deve privilegiar o funcionamento interno, investindo no país, expandindo serviços à população e, portanto, deve sacrificar o lucro para manter as taxas de gás a preços populares. Porque eles vão utilizar o argumento de que os impostos sobem lá, e se trata de manter o “valor-de-uso” [para justificar o chauvinismo]. Em todo o caso, a importância não reside em que se trata de um gesto de Evo, mas sim que mostra que a nacionalização está na ordem do dia, e não a privatização. Assim se mostra que há alternativas de organização econômica que não passam necessariamente pela privatização. Isso é o que mais preocupa Lula e, em menor medida, Kirchner. Volta o fenômeno da nacionalização como forma de fortalecer a economia doméstica. A globalização não é sobredeterminante sobre a política econômica, que é somente uma opção imperialista e não-necessária para o desenvolvimento histórico. Volta-se novamente a se enfrentar a disjuntiva: nacionalização versus privatização. Com isso não temos nenhum problema: apoiar incondicional e politicamente a nacionalização e, ao mesmo tempo, alertando sobre a posição centrista de Evo Morales – de montar essa grande mobilização em face à necessidade de conseguir concessões. E nós devemos apoiar a luta das massas, incondicionalmente.Como você vê a situação atual da França e a luta contra a precarização do emprego no país?Petras - A França mostra outra vez, 8% da mão-de-obra está sindicalizada. Mas todas as empresas que tenham mais ou menos 5% de sindicalizados chamam assembléias populares para discutir e decidir democraticamente. A vanguarda sindicalizada convoca democraticamente todos os operários a discutir os contratos precarizados que não só prejudicam os jovens mas, também, todos os trabalhadores, porque podem ser submetidos à terceirização. Hoje prejudicam aos jovens. Amanhã, aos operários mesmos. Esse conhecimento formou a famosa aliança juventude-estudantes-operários. Temos que entender uma coisa. A burguesia e a imprensa de esquerda enfatizam o termo “estudantes”, mas os mais prejudicados são os jovens operários, secundaristas, etc. Esse é o setor mais explorado, com mais taxas de desemprego. Então, esses são os que jogam um importante papel vinculando seus pais empregados aos estudantes que estão preocupados com o emprego no mercado de trabalho. E creio que a dinâmica é parte da história e tradição do sindicalismo combativo na França, onde a hegemonia ideológica existente remete-se ao “obreirismo”, ou pelo menos ao social-protecionismo. Tudo isso influi para que seja inaceitável a política abertamente neoliberal. Não há na França, à diferença da Inglaterra, hegemonia liberal entre os trabalhadores. O que é hegemônico lá é o Estado de bem-estar social e – apesar dos ataques – segue sendo assim, uma referência.Finalmente, como você enxerga a revolta dos trabalhadores imigrantes nos Estados Unidos e que relação pode ser feita com a situação internacional?Há uma dialética que traz o antagonismo entre os trabalhadores da América Latina e a dominação imperialista para o interior do próprio império. A política neoliberal exigiu-lhes a imigração forçada – desemprego crônico, falência da assistência social, arrocho salarial etc. –, buscando melhores condições, contraditoriamente, no ventre da própria besta – lugar de origem de sua miséria.Cerca de 5 milhões de imigrantes saíram às ruas entre 26 de março e o 1º de maio deste ano. Em mais de 50 anos de história, a AFL-CIO [confederação sindical norte-americana] sequer alcançou uma ínfima fração dos trabalhadores mobilizados. São uma força social que concentra uma experiência histórica de guerrilhas urbanas, combates anti-ditatoriais e lutas de massas contra o neoliberalismo – em especial do México, América Central e Caribe –, além de toda uma memória coletiva de super-exploração, discriminação e racismo; que se enfrenta hoje nos EUA à imposição de um futuro que não é mais do que um lastro de prisões, expulsões, demissões. Este passado é um legado importantíssimo em seu horizonte de lutas, assim como em seus métodos de ação, que pode ter sido dissimulado em função das condições aterradoras – mas de forma alguma foi esquecido.O novo movimento social de trabalhadores imigrantes constitui uma luta política com independência de classe – uma nova etapa da luta de classes nas Américas Central e do Norte, depois de 50 anos de refluxo e sucessivas derrotas – dirigida contra governos municipais, estaduais e, em especial, o Estado. Tem como objetivo imediato a derrubada de uma legislação anti-imigrantes que busca ilegalizar suas existências e o direito mesmo à reprodução social, através de expulsões massivas e ameaças de detenção, além de expressar um arranjo de classe historicamente distinto do operariado tradicional do século XX. A ação direta é uma resposta contundente contra a falência histórica dos métodos legalistas e burocráticos de organizações “pró-latinos”, de composição social predominantemente pequeno-burguesa. Mas há muito o adensamento das raízes sociais – forma de solidariedade de classe desconhecida nos EUA desde os anos 30 – implantado no centro imperialista sobrepôs esta situação; as decisões do Congresso apenas catalizaram este processo, libertado de suas amarras após superar a hierarquia sindical. Tudo isso de forma absolutamente independente do “abraço-de-urso” do Partido Democrata dos EUA, e com uma crescente ascendência sobre o movimento estudantil além de uma acertada articulação entre enfoque de raça e política de classe. Porém, a contra-ofensiva capitalista – e neofascista – não tardou em se manifestar: prisões em massa, cercamento de bairros, registros policiais domiciliares.LEIA TAMBÉM
``América Central chega à América do Norte: a dialética do movimento social de trabalhadores imigrantes``, artigo de Petras, publicado no Rebelion.org (em espanhol)
Entrevista concedida ao jornal Opinião Socialista, em janeiro de 2005, por ocasião do Fórum Social Mundial

Foi fundada a CONLUTAS

Nasce uma nova direção!
O 1º Congresso Nacional de Trabalhadores acaba de votar, às 15h33 a fundação de uma nova entidade. Por decisão da ampla maioria, está fundada a Conlutas. O clima entre os delegados e participantes ainda é de muita emoção. Eles se abraçavam e cantavam “A Conlutas é para a ação, está surgindo uma nova direção!”.Saiba mais