Três importantes eleições estão em curso e os bancários são chamados a decidir, e nas três, a Oposição Bancária concorre com Chapa nº 3, portanto, em cada uma dessas três eleições, a Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região apoia e indica voto nas Chapas 3. São elas:
-Eleição para troca de diretoria do Sindicato dos bancários de Brasília, onde concorremos com a Chapa "BANCARIO, É HORA DE MUDAR". Votação de 29 a 31 de março de 2010.
-Eleição para troca do Conselho Deliberativo, Conselho fiscal e Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI. Nesta, concorremos com a Chapa 3: "UMA NOVA CASSI". Votação de 01 a 9 de abril.
-Eleição para troca do Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da FUNCEF. A Oposição concorre com a Chapa 3: "CHAPA d@s Associad@s . Votação: de 26 de abril a 6 de maio.
Componentes das Chapas:
Eleições para troca de diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasilia.
Chapa 3 - Bancário, é hora de mudar
PRESIDÊNCIA RODRIGO DE SOUSA CLAUDIO (Caixa)
Sec. Geral Carlos Mauro Valente Antunes (BB)
Sec. de Finanças Kleber Renato Albuquerque Araújo (BRB)
Sec. de Administração Luciana Ferreira Pinto (Real Santander)
Sec. de Imprensa Antônio Carlos Tarragô Giordano (BRB)
Sec. de Assuntos Jurídicos Waldimir Leastro dos Santos (BB)
Sec. de Formação Sindical Antonio Carlos Victorio (BB)
Sec. de Política Sindical Alberto Silva Junior (Caixa)
Sec. Social e Cultural Maiara Goulart Farias Victorio (BRB)
Sec. de Relações com a Comunidade Carlos Henrique Menezes Pinto (BB)
Sec. de Comunicação e Divulgação Geraldo Modrack Lira Júnior (BRB)
Sec. de Assuntos Parlamentares José Eugênio Cunha da Costa (Caixa)
Sec. de Estudos Socioeconômicos Ricardo César Alves de Oliveira (Caixa)
Sec. de Saúde e Condições de Trabalho Ivone Vidal Lisa (BB)
Conselho Fiscal Efetivo Amir Pedro de Melo (Caixa)
Conselho Fiscal Efetivo Genival Almeida Peixoto (BB)
Conselho Fiscal Efetivo Lucas Gonçalves de Araújo (BB)
Conselho Fiscal Suplente Gabrielle Teresa Araújo de Jesus (BRB)
Conselho Fiscal Suplente Giovanni de Moraes Aviani (Caixa)
Conselho Fiscal Suplente Patrícia Virmond Prates Correia (BB)
DIRETORIA
Aldy Alves Ferreira Filho (BB)
André Luiz Nascimento de Abreu Nunes (BB)
Antonio Augusto Maciel Neto (Caixa)
Bruno Rodrigues Chermont Vidal (BB)
Daniel Malcher Pereira de Sousa (BB)
Domingos Jose D’amico (Caixa)
Edison Vieira dos Santos Junior (BB)
Felipe Bergmann de Castro (BRB)
Fernando Allah de Farias Moreira (BB)
Gilmar Godoi Anunciação (Caixa)
Gustavo Carvalho Porto (Caixa)
Hermes Geraldo Soares (Caixa)
Leila Marta Borges Queiroz (BB)
Letícia Karla Lopes da Silva (Caixa)
Marcelo Filgueira Lopes (BRB)
Marcia Mhariy Yasuda (BB)
Marcia Pina da Silva (Caixa)
Marcio Antonio Hohne (BRB)
Marcos Aurelio Rangel da Silva (Caixa)
Ramiro Diegues Álvares Junior (Caixa)
Rosa Olímpia Martins de Melo (BB)
Silvio de Jesus Pereira (Caixa)
Silvio Soares Filho (BB)
Tiago Raposo Gadelha (BRB)
Wendy Santos Medeiros (BRB)
Antonio Augusto de Lima (BB)
Carlos Alberto Viana de Lacerda (BB)
Eva Maria Gitirana de Oliveira (BB)
Gladstone Machado de Menezez (BB)
Ivan Kaminski do Nascimento (BB)
Luiz Carlos Bandeira Mendes (BB)
Pedro Soares Arruda (BB)
Renato Oliveira Borges (BB)
Renan Rosa de Arruda (BB)
Samuel Carvalho Silva de Jesus (BB)
Sidnei Pereira de Macedo (BB)
Silvio Serpa (BB)
Waldefrance Jose Ferreira de Aguiar (BB)
_________________________________________________________________________
Eleição CASSI
CHAPA 3 - ”UMA NOVA CASSI”
Para membro do Conselho Deliberativo
Titulares
6.846.446-0 Maria Goretti Fassina Barone Falqueto (Goretti Barone) - Disponibilidade SEEB Espírito Santo
6.873.136-1 Maria Valéria Sarmento Coêlho da Paz (Belela) - CSL São Paulo
Suplentes
8.031.293-4 Paula Regina Goto (Paula Goto) - Agência Paiçandu-PR
3.763.506-9 Gilberto Luis Fernandes Monteiro (Gilberto Monteiro) - Agência Tirol-RN
Para membro do Conselho Fiscal
Titular
8.766.860-2 Ronaldo de Moraes Ferreira (Ronaldo) - CSL Rio de Janeiro
Suplente
6.771.670-9 Marcelo Valente Antunes (Marcelo Valente) - Diretoria Gestão de Pessoas
Para Diretor de Saúde e Rede de Atendimento
4.311.970-0 Humberto Santos Almeida (Humberto Almeida) - Disponibilidade SEEB Bahia
________________________________________________________________________
Eleição FUNCEF
Chapa 3: A Chapa d@s Associad@s
Diretoria Executiva
Emanoel Souza de Jesus (efetivo)
Paulo Roberto Carpenedo (efetivo)
Josias Galeno Santiago de Oliveira (efetivo)
Conselho Deliberativo
Rita de Cassia Santos Lima (efetivo)
Fernando Batista dos Santos (suplente)
Carlos Alberto Oliveira Lima (efetivo)
Léo Paim de Mesquita (suplente)
Conselho Fiscal
Dirceu Alves (efetivo)
Carlos Alberto Castilho (suplente)
A oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região tem por objetivos, juntamente com a Oposição Bancária Nacional, resgatar a autonomia e independência frente a governos, partidos e patrões, há muito deixados de lado pelo movimento sindical da CUT e colocar novamente os sindicatos a favor da luta dos trabalhadores.
AGORA É GREVE!
Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!
NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS
GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!
28 março, 2010
Eleições FUNCEF 2010 - Apoiamos e indicamos voto na Chapa 3 - A Chapa d@s Associad@s
A votação ocorrerá de 26 de abril a 6 de maio. O resultado será divulgado dia 7 de maio e os eleitos tomarão posse em 1º de junho.
São três vagas para a Diretoria Executiva, quatro para o Conselho Deliberativo (dois titulares e dois suplentes) e duas para o Conselho Fiscal (um titular e um suplente). As eleições serão realizadas em turno único, por meio de sistema eletrônico, com acesso por senha pessoal do eleitor.
Como votar - Os empregados da ativa votarão pelo SISRH 4.1 da CAIXA. Já os aposentados, pensionistas, autopatrocinados, licenciados e empregados ativos afastados votarão pelo site www.funcef.com.br ou pelo telefone 0800 722 0158. A ligação é gratuita.
A Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região apoia e pede voto para a CHAPA 3: A Chapa d@s Associad@s
Composição da Chapa 3: A Chapa d@s Associad@s
Diretoria Executiva
Emanoel Souza de Jesus (efetivo)
Paulo Roberto Carpenedo (efetivo)
Josias Galeno Santiago de Oliveira (efetivo)
Conselho Deliberativo
Rita de Cassia Santos Lima (efetivo)
Fernando Batista dos Santos (suplente)
Carlos Alberto Oliveira Lima (efetivo)
Léo Paim de Mesquita (suplente)
Conselho Fiscal
Dirceu Alves (efetivo)
Carlos Alberto Castilho (suplente)
São três vagas para a Diretoria Executiva, quatro para o Conselho Deliberativo (dois titulares e dois suplentes) e duas para o Conselho Fiscal (um titular e um suplente). As eleições serão realizadas em turno único, por meio de sistema eletrônico, com acesso por senha pessoal do eleitor.
Como votar - Os empregados da ativa votarão pelo SISRH 4.1 da CAIXA. Já os aposentados, pensionistas, autopatrocinados, licenciados e empregados ativos afastados votarão pelo site www.funcef.com.br ou pelo telefone 0800 722 0158. A ligação é gratuita.
A Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região apoia e pede voto para a CHAPA 3: A Chapa d@s Associad@s
Composição da Chapa 3: A Chapa d@s Associad@s
Diretoria Executiva
Emanoel Souza de Jesus (efetivo)
Paulo Roberto Carpenedo (efetivo)
Josias Galeno Santiago de Oliveira (efetivo)
Conselho Deliberativo
Rita de Cassia Santos Lima (efetivo)
Fernando Batista dos Santos (suplente)
Carlos Alberto Oliveira Lima (efetivo)
Léo Paim de Mesquita (suplente)
Conselho Fiscal
Dirceu Alves (efetivo)
Carlos Alberto Castilho (suplente)
22 março, 2010
Governo Lula retoma política de privatização de Collor e FHC para Caixa Econômica Federal
A Caixa Econômica Federal anuncia um plano de “reestruturação” para reduzir custos, centralizar serviços e aumentar sua lucratividade com uma exploração ainda maior sobre os bancários.
JUARY CHAGAS
de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/
O início do mês de março foi um verdadeiro pesadelo para os bancários da Caixa Econômica Federal que trabalham nos setores administrativos (filiais) da empresa. Em decisão unilateral e absolutamente autoritária, a direção da Caixa decidiu implantar um plano de “reestruturação” das filiais, que determina – sem qualquer consulta ou debate com os trabalhadores – a centralização, fusão e extinção de diversas unidades administrativas.
O resultado disso é que uma grande quantidade de empregados que até então trabalhavam nessas filiais serão obrigados a migrar para outras cidades do país se quiserem manter suas atuais funções, ou, procurar outro local para trabalhar – muitas das vezes diminuindo salário e abrindo mão de outras garantias.
Trata-se, portanto, de mais um ataque brutal do Governo Lula, que colocou à frente da direção da Caixa uma ex-sindicalista de sua inteira confiança – Maria Fernanda Ramos Coelho – para melhor executar as mesmas políticas neoliberais aplicadas pelos governos anteriores.
Centralização: uma política deliberada a serviço do “Estado Mínimo”
A centralização dos serviços já é uma política conhecida pelos empregados da Caixa. Nos governos Collor e FHC, a orientação dada à empresa era de centralizar nas grandes metrópoles as atividades que não eram consideradas bancárias (infra-estrutura, recursos humanos, segurança, tecnologia, etc.), abrindo espaço para que essas atividades fossem terceirizadas em grande parte do país.
A terceirização se apóia basicamente em duas concepções: reduzir os custos com folha de pessoal através da contratação de empresas que exploram trabalho precarizado (trabalhadores que exercem a mesma atividade, mas na modalidade de “prestação de serviços” e, por isso, ganham salários muito menores); e desobrigar o Estado da execução de atividades que, na ótica neoliberal, “devem ser exercidas pela iniciativa privada”.
Essa política, portanto, era uma decisão deliberada de privatização gradativa, na medida em que a iniciativa privada aumentava sua influência no cotidiano da Caixa e, ao mesmo tempo, diminuía a responsabilidade do Estado sobre todas as atividades da empresa, deixando-a cada vez mais “enxuta” e preparada para ser comprada por grandes corporações financeiras. Essa mesma política foi aplicada em inúmeras empresas como, por exemplo, na Vale do Rio Doce, na EMBRAER e no antigo Banespa – todas elas já totalmente privatizadas.
Agora, essa orientação retorna com força na Caixa, mostrando que embora tenha a aparência e uma origem na classe trabalhadora, Lula e o PT não se diferenciam de FHC e do PSDB na prática, pois aplicam o mesmo programa neoliberal de sucateamento, privatização e “Estado Mínimo”, privilegiando os interesses da burguesia e das grandes empresas.
As primeiras faturas da crise econômica começam a chegar
Há também outro elemento importante que explica essa política adotada por Lula. Durante o auge da crise econômica, o governo não teve nenhum constrangimento em tentar contornar a crise salvando os lucros dos capitalistas e especuladores nacionais e internacionais.
Ao invés de garantir a estabilidade no emprego e estatizar as empresas que demitissem, colocando-as sob o controle dos trabalhadores, Lula socorreu as empresas e os bancos com mais de 300 bilhões de reais e para isso, utilizou tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa para comprar ações e incorporar instituições financeiras à beira da bancarrota.
Mas uma hora essa conta precisaria ser paga e as primeiras faturas estão chegando para os trabalhadores da Caixa. Com a nova “reestruturação”, além de fomentar um processo de privatização silenciosa, a direção da Caixa pretende, ao centralizar os serviços, deixar que todo trabalho das filiais antes realizado por uma quantidade maior de trabalhadores seja feito por um contingente mínimo de empregados, que serão super-explorados nas unidades que se fundirem ou que forem centralizadas a partir do fechamento de outros setores.
Na outra ponta do processo, os trabalhadores que perderam seus postos serão direcionados em sua maioria para o setor negocial (agências), mas não para amenizar o ritmo de trabalho e a pressão absurda por metas quase inalcançáveis. O objetivo da Caixa é submeter os recém-chegados nas agências ao mesmo nível de exploração ao qual estão submetidos os que hoje trabalham nas unidades de ponta para aumentar a lucratividade do banco e utilizar esses recursos não a serviço dos interesses dos trabalhadores, mas para pagar a conta de uma crise que é de responsabilidade da burguesia e do capitalismo.
A CUT mais uma vez se cala diante dos ataques de Lula
Infelizmente, essa “reestruturação” imposta pela Caixa e pelo Governo Lula não vem sendo combatida pela CUT, que controla a maioria das entidades do movimento sindical bancário do país.
Logo após o anúncio do plano, a CUT se limitou a comentá-lo “criticamente”, questionando apenas o “motivo” da Caixa ter agido dessa forma, sem apontar qualquer sinalização de que vai organizar os trabalhadores para lutar contra esse ataque.
Para se ter uma idéia, A FENAE (Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa), que é ligada à CUT, afirmou em nota que apenas “questionou” à presidenta da Caixa se “não haveria como suspender essas mudanças”, enganando os trabalhadores para fazê-los crer que é possível obrigar a empresa a recuar sem construir as lutas. Um de seus diretores, também em nota, chegou ao ponto de afirmar que “considerando o ano eleitoral”, não vê “outra razão para essa insanidade a não ser os interesses da oposição (PSDB) que ainda atuam (nas sombras?) na alta direção da Caixa”.
Como podemos ver, a CUT não apenas se omite diante dos ataques do Governo Lula, como também não tem nenhum pudor em tentar ludibriar os trabalhadores ao insinuar que os responsáveis pela política de uma estatal controlada pelo Governo Lula seria a oposição de direita (PSDB), e não o próprio Lula.
Durante os governos Collor e FHC, a CUT rechaçava as políticas privatizantes de centralização e colocava (acertadamente) toda a responsabilidade por isso nas políticas neoliberais dos governos. Agora, com Lula à frente desses ataques, a CUT se cala e se nega a construir a resistência, mostrando a sua falência absoluta como instrumento de luta da classe trabalhadora.
Somente com lutas é possível derrotar os ataques de Lula aos bancários
Sabemos que a maioria dos bancários ainda confia no Governo Lula. Se não confiam totalmente, mas temem que com o PSDB a situação possa piorar.
Não queremos a volta do PSDB e sabemos que o período dos governos da direita tradicional foram anos de chumbo para os bancários e a classe trabalhadora como um todo. Mas, por outro lado, o Governo Lula que encheu essa categoria de esperanças, foi uma decepção. Os bancários continuam trabalhando em ritmo alucinante, continuam adoecendo, recebendo pressão para atingimento de metas e continuam tendo o salário cada vez mais rebaixado, na medida em que Lula nunca se dispôs a fazer um plano de reposição das perdas da categoria.
Lula também não mudou a vida dos trabalhadores naquilo que de fato interessa: não alterou a situação geral de vida da classe, não estatizou nem o sistema financeiro nem nenhuma das empresas privatizadas por FHC e continuou governando para os empresários e banqueiros (que financiaram suas campanhas e nunca lucraram tanto como agora). Lula, em resumo, não está do lado dos trabalhadores e não tem nenhum compromisso com a luta por uma sociedade sem exploradores e sem explorados.
Por isso, é fundamental que os bancários se unam à Conlutas e se organizem para lutar contra Lula e todos os que aplicam as políticas neoliberais que afetam negativamente a vida dos trabalhadores. Somente dessa maneira é possível barrar esses ataques que são desferidos a cada dia contra a categoria e contra toda a classe trabalhadora.
JUARY CHAGAS
de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/
O início do mês de março foi um verdadeiro pesadelo para os bancários da Caixa Econômica Federal que trabalham nos setores administrativos (filiais) da empresa. Em decisão unilateral e absolutamente autoritária, a direção da Caixa decidiu implantar um plano de “reestruturação” das filiais, que determina – sem qualquer consulta ou debate com os trabalhadores – a centralização, fusão e extinção de diversas unidades administrativas.
O resultado disso é que uma grande quantidade de empregados que até então trabalhavam nessas filiais serão obrigados a migrar para outras cidades do país se quiserem manter suas atuais funções, ou, procurar outro local para trabalhar – muitas das vezes diminuindo salário e abrindo mão de outras garantias.
Trata-se, portanto, de mais um ataque brutal do Governo Lula, que colocou à frente da direção da Caixa uma ex-sindicalista de sua inteira confiança – Maria Fernanda Ramos Coelho – para melhor executar as mesmas políticas neoliberais aplicadas pelos governos anteriores.
Centralização: uma política deliberada a serviço do “Estado Mínimo”
A centralização dos serviços já é uma política conhecida pelos empregados da Caixa. Nos governos Collor e FHC, a orientação dada à empresa era de centralizar nas grandes metrópoles as atividades que não eram consideradas bancárias (infra-estrutura, recursos humanos, segurança, tecnologia, etc.), abrindo espaço para que essas atividades fossem terceirizadas em grande parte do país.
A terceirização se apóia basicamente em duas concepções: reduzir os custos com folha de pessoal através da contratação de empresas que exploram trabalho precarizado (trabalhadores que exercem a mesma atividade, mas na modalidade de “prestação de serviços” e, por isso, ganham salários muito menores); e desobrigar o Estado da execução de atividades que, na ótica neoliberal, “devem ser exercidas pela iniciativa privada”.
Essa política, portanto, era uma decisão deliberada de privatização gradativa, na medida em que a iniciativa privada aumentava sua influência no cotidiano da Caixa e, ao mesmo tempo, diminuía a responsabilidade do Estado sobre todas as atividades da empresa, deixando-a cada vez mais “enxuta” e preparada para ser comprada por grandes corporações financeiras. Essa mesma política foi aplicada em inúmeras empresas como, por exemplo, na Vale do Rio Doce, na EMBRAER e no antigo Banespa – todas elas já totalmente privatizadas.
Agora, essa orientação retorna com força na Caixa, mostrando que embora tenha a aparência e uma origem na classe trabalhadora, Lula e o PT não se diferenciam de FHC e do PSDB na prática, pois aplicam o mesmo programa neoliberal de sucateamento, privatização e “Estado Mínimo”, privilegiando os interesses da burguesia e das grandes empresas.
As primeiras faturas da crise econômica começam a chegar
Há também outro elemento importante que explica essa política adotada por Lula. Durante o auge da crise econômica, o governo não teve nenhum constrangimento em tentar contornar a crise salvando os lucros dos capitalistas e especuladores nacionais e internacionais.
Ao invés de garantir a estabilidade no emprego e estatizar as empresas que demitissem, colocando-as sob o controle dos trabalhadores, Lula socorreu as empresas e os bancos com mais de 300 bilhões de reais e para isso, utilizou tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa para comprar ações e incorporar instituições financeiras à beira da bancarrota.
Mas uma hora essa conta precisaria ser paga e as primeiras faturas estão chegando para os trabalhadores da Caixa. Com a nova “reestruturação”, além de fomentar um processo de privatização silenciosa, a direção da Caixa pretende, ao centralizar os serviços, deixar que todo trabalho das filiais antes realizado por uma quantidade maior de trabalhadores seja feito por um contingente mínimo de empregados, que serão super-explorados nas unidades que se fundirem ou que forem centralizadas a partir do fechamento de outros setores.
Na outra ponta do processo, os trabalhadores que perderam seus postos serão direcionados em sua maioria para o setor negocial (agências), mas não para amenizar o ritmo de trabalho e a pressão absurda por metas quase inalcançáveis. O objetivo da Caixa é submeter os recém-chegados nas agências ao mesmo nível de exploração ao qual estão submetidos os que hoje trabalham nas unidades de ponta para aumentar a lucratividade do banco e utilizar esses recursos não a serviço dos interesses dos trabalhadores, mas para pagar a conta de uma crise que é de responsabilidade da burguesia e do capitalismo.
A CUT mais uma vez se cala diante dos ataques de Lula
Infelizmente, essa “reestruturação” imposta pela Caixa e pelo Governo Lula não vem sendo combatida pela CUT, que controla a maioria das entidades do movimento sindical bancário do país.
Logo após o anúncio do plano, a CUT se limitou a comentá-lo “criticamente”, questionando apenas o “motivo” da Caixa ter agido dessa forma, sem apontar qualquer sinalização de que vai organizar os trabalhadores para lutar contra esse ataque.
Para se ter uma idéia, A FENAE (Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa), que é ligada à CUT, afirmou em nota que apenas “questionou” à presidenta da Caixa se “não haveria como suspender essas mudanças”, enganando os trabalhadores para fazê-los crer que é possível obrigar a empresa a recuar sem construir as lutas. Um de seus diretores, também em nota, chegou ao ponto de afirmar que “considerando o ano eleitoral”, não vê “outra razão para essa insanidade a não ser os interesses da oposição (PSDB) que ainda atuam (nas sombras?) na alta direção da Caixa”.
Como podemos ver, a CUT não apenas se omite diante dos ataques do Governo Lula, como também não tem nenhum pudor em tentar ludibriar os trabalhadores ao insinuar que os responsáveis pela política de uma estatal controlada pelo Governo Lula seria a oposição de direita (PSDB), e não o próprio Lula.
Durante os governos Collor e FHC, a CUT rechaçava as políticas privatizantes de centralização e colocava (acertadamente) toda a responsabilidade por isso nas políticas neoliberais dos governos. Agora, com Lula à frente desses ataques, a CUT se cala e se nega a construir a resistência, mostrando a sua falência absoluta como instrumento de luta da classe trabalhadora.
Somente com lutas é possível derrotar os ataques de Lula aos bancários
Sabemos que a maioria dos bancários ainda confia no Governo Lula. Se não confiam totalmente, mas temem que com o PSDB a situação possa piorar.
Não queremos a volta do PSDB e sabemos que o período dos governos da direita tradicional foram anos de chumbo para os bancários e a classe trabalhadora como um todo. Mas, por outro lado, o Governo Lula que encheu essa categoria de esperanças, foi uma decepção. Os bancários continuam trabalhando em ritmo alucinante, continuam adoecendo, recebendo pressão para atingimento de metas e continuam tendo o salário cada vez mais rebaixado, na medida em que Lula nunca se dispôs a fazer um plano de reposição das perdas da categoria.
Lula também não mudou a vida dos trabalhadores naquilo que de fato interessa: não alterou a situação geral de vida da classe, não estatizou nem o sistema financeiro nem nenhuma das empresas privatizadas por FHC e continuou governando para os empresários e banqueiros (que financiaram suas campanhas e nunca lucraram tanto como agora). Lula, em resumo, não está do lado dos trabalhadores e não tem nenhum compromisso com a luta por uma sociedade sem exploradores e sem explorados.
Por isso, é fundamental que os bancários se unam à Conlutas e se organizem para lutar contra Lula e todos os que aplicam as políticas neoliberais que afetam negativamente a vida dos trabalhadores. Somente dessa maneira é possível barrar esses ataques que são desferidos a cada dia contra a categoria e contra toda a classe trabalhadora.
18 março, 2010
Sindicato de Bauru/Conlutas vai devolver imposto sindical a todos os bancários
Todo ano, no mês de março, o governo federal garfa 3,33% do salário de todos os brasileiros com carteira assinada. A porcentagem corresponde exatamente a um dia de trabalho. Por exemplo: se um trabalhador tem salário mensal de R$ 1.200, praticamente R$ 40 ficam com o governo. Depois de abocanhar essa quantia, o governo distribui o dinheiro entre os sindicatos (60%), as federações (15%), as confederações (5%) e as centrais sindicais (10%). Os 10% restantes ficam com o governo, indo diretamente para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Essa cobrança — o imposto sindical — foi instituída por Getúlio Vargas em 1939. Na época, o presidente resolveu pôr os trabalhadores no bolso, doando uma montanha de dinheiro aos sindicatos em troca de silêncio. Estava instituído o peleguismo, vigente até hoje, 70 anos depois.
Aberração
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/ Conlutas abomina essa prática. Os diretores da Conlutas são unânimes em defender que um sindicato deve ser sustentado unicamente pelas doações voluntárias da categoria que representa. Os trabalhadores sabem diferenciar quando a entidade briga para defendê-los e quando a entidade é apenas “de fachada”. Por isso, os bancários de Bauru e região podem ficar tranquilos: o sindicato vai devolver os 60% que lhes cabem do imposto sindical assim que for creditado na conta da entidade.
O resto do dinheiro ficará com a Contraf/CUT (5%), com a Fetec/CUT (15%) e com a própria CUT (10%). Esses 30%, portanto, podem ser considerados “perdidos”.
Essa cobrança — o imposto sindical — foi instituída por Getúlio Vargas em 1939. Na época, o presidente resolveu pôr os trabalhadores no bolso, doando uma montanha de dinheiro aos sindicatos em troca de silêncio. Estava instituído o peleguismo, vigente até hoje, 70 anos depois.
Aberração
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/ Conlutas abomina essa prática. Os diretores da Conlutas são unânimes em defender que um sindicato deve ser sustentado unicamente pelas doações voluntárias da categoria que representa. Os trabalhadores sabem diferenciar quando a entidade briga para defendê-los e quando a entidade é apenas “de fachada”. Por isso, os bancários de Bauru e região podem ficar tranquilos: o sindicato vai devolver os 60% que lhes cabem do imposto sindical assim que for creditado na conta da entidade.
O resto do dinheiro ficará com a Contraf/CUT (5%), com a Fetec/CUT (15%) e com a própria CUT (10%). Esses 30%, portanto, podem ser considerados “perdidos”.
16 março, 2010
BANCÁRIO DE BRASÍLIA, VOTE CHAPA 3 - BANCÁRIO, É HORA DE MUDAR!
A Chapa 3 avisa: o nosso Rodrigo ("Bocão") não tem nada a ver com o outro do Sindicato. O nosso é de luta e comprometido com a categoria. Já o outro... Não se deixe enganar!!!
Fomos surpreendidos por matéria divulgada no site do sindicato na última sexta-feira insinuando que a Chapa 3 estaria querendo gerar confusão nos bancários e induzi-los ao erro ao divulgar um artigo com o nome do candidato à presidente da chapa 3 que também se chama Rodrigo. Na verdade este artigo mostra o desespero da atual diretoria que está com medo de perder o sindicato e está vendo a adesão da categoria à chapa 3- Bancário, é hora de mudar! Oposição. Por isso partem para baixaria.
Queremos esclarecer que de nenhuma maneira queremos confundir o nosso candidato à presidente com o atual presidente do sindicato. Afinal de contas foi o atual presidente que esteve a frente dessa gestão desastrosa do sindicato. Foi com ele como presidente que os bancários de brasília tiveram desconto dos dias de greve de 2008, perderam a ação da CI 293 na Caixa, não conquistaram até hoje a isonomia, viram a caixa desrespeitar dois acordos coletivos e não implementar até agora um PFG digno com garantia da jornada de 6 horas sem redução salarial, no BRB, viram o sindicato assinar um acordo rebaixado que reduz a PLR pela metade e no BB até agora não viram o PCCS e o plano odontológico. De maneira nenhuma queremos confusão do nosso candidato à presidente Rodrigo com o atual presidente do sindicato, isso é desespero da atual diretoria. Nós queremos mudança!
Vamos mudar o sindicato! Por uma nova diretoria independente dos governos, banqueiros e da diretoria dos bancos públicos!
VOTE CHAPA 3 - BANCÁRIO, É HORA DE MUDAR!
Fomos surpreendidos por matéria divulgada no site do sindicato na última sexta-feira insinuando que a Chapa 3 estaria querendo gerar confusão nos bancários e induzi-los ao erro ao divulgar um artigo com o nome do candidato à presidente da chapa 3 que também se chama Rodrigo. Na verdade este artigo mostra o desespero da atual diretoria que está com medo de perder o sindicato e está vendo a adesão da categoria à chapa 3- Bancário, é hora de mudar! Oposição. Por isso partem para baixaria.
Queremos esclarecer que de nenhuma maneira queremos confundir o nosso candidato à presidente com o atual presidente do sindicato. Afinal de contas foi o atual presidente que esteve a frente dessa gestão desastrosa do sindicato. Foi com ele como presidente que os bancários de brasília tiveram desconto dos dias de greve de 2008, perderam a ação da CI 293 na Caixa, não conquistaram até hoje a isonomia, viram a caixa desrespeitar dois acordos coletivos e não implementar até agora um PFG digno com garantia da jornada de 6 horas sem redução salarial, no BRB, viram o sindicato assinar um acordo rebaixado que reduz a PLR pela metade e no BB até agora não viram o PCCS e o plano odontológico. De maneira nenhuma queremos confusão do nosso candidato à presidente Rodrigo com o atual presidente do sindicato, isso é desespero da atual diretoria. Nós queremos mudança!
Vamos mudar o sindicato! Por uma nova diretoria independente dos governos, banqueiros e da diretoria dos bancos públicos!
VOTE CHAPA 3 - BANCÁRIO, É HORA DE MUDAR!
PL da Isonomia é retirado da pauta mais uma vez!
O SEEB-MA por várias vezes já comparou o andamento do PL que restaura a isonomia para os empregados dos bancos públicos e Casa da Moeda com os passos da tartaruga. Depois do que ocorreu na última quarta-feira, dia 10 no plenário da Comissão de Trabalho na Câmara, descobrimos que estamos sendo injustos com o inocente animal.
O PL da Isonomia estava na pauta da Comissão de Trabalho nesta quarta (dia 10) para apreciação. Se aprovado passaria ainda por duas comissões e iria para o Senado sem necessidade de votação em plenário. Entretanto para decepção de milhares de bancários, o relator do projeto, deputado Eudes Xavier (pasmem, PT-CE), pediu sua retirada da pauta atendendo a um pedido do governo.
Não tem desculpa!
Pior foi ver as diferentes justificativas das entidades governistas para o novo adiamento da votação. Segundo a ANABB o motivo foi a necessidade de estreitar as relações com as entidades representativas dos empregados. Já a FENAE em seu site comunicou que o motivo foi o risco do projeto ser derrubado!!
Tudo mentira! Todos sabemos que as relações destas entidades são tão estreitas com o governo que nas greves e mobilizações da categoria não sabemos mais quem é patrão e quem é trabalhador. Além disso, a base de apoio do Governo tem a maioria da Comissão de Trabalho na Câmara e no momento da reunião dos 21 deputados presentes, apenas 2 não eram da base aliada do governo.
Agora o projeto não tem data para ser colocado em votação. Somente a mobilização dos trabalhadores dos bancos públicos pode conquistar a isonomia. Não podemos depositar nenhuma confiança nas entidades governistas que estão apenas a servir o interesse do governo e das direções dos bancos.
Abaixo a lista de deputados presentes na reunião.
ALEX CANZIANI PTB-PR
GORETE PEREIRA PR-CE
SABINO CASTELO BRANCO PTB-AM
ANDREIA ZITO PSDB-RJ
DANIEL ALMEIDA PC do B-BA
EDGAR MOURY PMDB-PE
EMILIA FERNANDES PT-RS
EUDES XAVIER PT-CE
FERNANDO NASCIMENTO PT-PE
GERALDO PUDIM PR-RJ
JULIO DELGADO PSB-MG
LUCIANO CASTRO PR-RR
LUIZ CARLOS BUSATO PTB-RS
MAURO NAZIF PSB-RO
PAULO PEREIRA DA SILVA PDT-SP
PAULO ROCHA PT-PA
PEDRO HENRY PP-MT
ROBERTO SANTIAGO PV-SP
SERGIO MORAES PTB-RS
VANESSA GRAZZIOTIN PC do B-AM
WILSON BRAGA PMDB-PB
O PL da Isonomia estava na pauta da Comissão de Trabalho nesta quarta (dia 10) para apreciação. Se aprovado passaria ainda por duas comissões e iria para o Senado sem necessidade de votação em plenário. Entretanto para decepção de milhares de bancários, o relator do projeto, deputado Eudes Xavier (pasmem, PT-CE), pediu sua retirada da pauta atendendo a um pedido do governo.
Não tem desculpa!
Pior foi ver as diferentes justificativas das entidades governistas para o novo adiamento da votação. Segundo a ANABB o motivo foi a necessidade de estreitar as relações com as entidades representativas dos empregados. Já a FENAE em seu site comunicou que o motivo foi o risco do projeto ser derrubado!!
Tudo mentira! Todos sabemos que as relações destas entidades são tão estreitas com o governo que nas greves e mobilizações da categoria não sabemos mais quem é patrão e quem é trabalhador. Além disso, a base de apoio do Governo tem a maioria da Comissão de Trabalho na Câmara e no momento da reunião dos 21 deputados presentes, apenas 2 não eram da base aliada do governo.
Agora o projeto não tem data para ser colocado em votação. Somente a mobilização dos trabalhadores dos bancos públicos pode conquistar a isonomia. Não podemos depositar nenhuma confiança nas entidades governistas que estão apenas a servir o interesse do governo e das direções dos bancos.
Abaixo a lista de deputados presentes na reunião.
ALEX CANZIANI PTB-PR
GORETE PEREIRA PR-CE
SABINO CASTELO BRANCO PTB-AM
ANDREIA ZITO PSDB-RJ
DANIEL ALMEIDA PC do B-BA
EDGAR MOURY PMDB-PE
EMILIA FERNANDES PT-RS
EUDES XAVIER PT-CE
FERNANDO NASCIMENTO PT-PE
GERALDO PUDIM PR-RJ
JULIO DELGADO PSB-MG
LUCIANO CASTRO PR-RR
LUIZ CARLOS BUSATO PTB-RS
MAURO NAZIF PSB-RO
PAULO PEREIRA DA SILVA PDT-SP
PAULO ROCHA PT-PA
PEDRO HENRY PP-MT
ROBERTO SANTIAGO PV-SP
SERGIO MORAES PTB-RS
VANESSA GRAZZIOTIN PC do B-AM
WILSON BRAGA PMDB-PB
14 março, 2010
06 março, 2010
Solidariedade a Fábio Bosco e à luta dos trabalhadores
No último dia 1 de fevereiro foi demitido pelo Banco Santander, sem justa causa, após 24 anos de banco o amigo e companheiro Fábio Bosco: http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=4675
Apesar de ser integrante da Executiva da Conlutas-SP, o Banco não reconhece qualquer estabilidade sindical, apesar do registro da Conlutas junto ao Ministério do Trabalho a partir da lei que legalizou as Centrais Sindicais em 01 de maio de 2008.
Desde a privatização do Banespa em 2 de novembro de 2000, este foi o primeiro mês que o Fábio Bosco trabalhou sem estabilidade sindical ou de cipeiro. Ou seja, o Banco esperou a primeira oportunidade para demiti-lo.
Na assembléia dos funcionários do Santander em São Paulo foi votado o repúdio a este ataque ao direito de organização dos trabalhadores. O Sindicato dos Bancários de SP enviou um documento ao banco exigindo a sua reintegração mas ainda não há qualquer sinalização positiva.
Vamos atuar em duas frentes.
De um lado o Fábio Bosco precisa do apoio de todos os ativistas bancários, sindicatos e entidades para enviar um email para o presidente do Banco Santander (e também da Fenaban) sr. Fábio Barbosa exigindo sua reintregração (segue modelo e emails abaixo). Por favor, copiem a Conlutas para que possamos acompanhar o envio das mensagens. Em seguida o sindicato vai buscar uma nova negociação com o Banco.
Por outro lado, os advogados da Conlutas prepararam uma ação judicial para questionar a demissão baseado no direito de organização sindical, e no reconhecimento legal da Conlutas. Esta ação será feita em conjunto com o Sindicato.
Vou manter todos informados do andamento da campanha. Com certeza não será uma campanha fácil nem rápida. Mas tem que ser feita.
Segue abaixo o modelo de email e os email do presidente do banco e da Conlutas.
"À Presidência do Banco Santander SA
Sr Fábio Barbosa
Pela readmissão de sindicalista demitido pelo Banco Santander
Vimos através desta reivindicar a reintegração do dirigente da Conlutas Fábio José Bosco, demitido sem justa causa no último dia 1 de fevereiro de 2010.
A classe trabalhadora brasileira lutou muitos anos pelo direito de livre organização dos trabalhadores. As Centrais Sindicais foram legalizadas e reconhecidas no Brasil em 1 de maio de 2008. A Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas – é uma das Centrais Sindicais cadastradas junto ao Ministério do Trabalho conforme a legislação em vigor.
Fábio Bosco trabalha há 24 anos no Banco. Ingressou por concurso público no antigo Banespa, foi representante eleito no Conselho de Representação e Participação dos funcionários, cipeiro por vários mandatos, diretor da AFUBESP e da FETEC-SP. Teve atuação destacada na luta contra a privatização do Banespa.
O Banco Santander, ao demitir dirigentes sindicais, desrespeita esta conquista histórica dos trabalhadores e se coloca na contramão dos direitos democráticos do povo brasileiro. Por isso reivindicamos a imediata reversão desta demissão.
(ASSINATURA DA PESSOA OU ENTIDADE)
Enviar para:
fabio.barbosa@santander.com.br
fabio.barbosa@gruposantanderbrasil.com.br
Com cópia para:
secretaria@conlutas.org.br "
Apesar de ser integrante da Executiva da Conlutas-SP, o Banco não reconhece qualquer estabilidade sindical, apesar do registro da Conlutas junto ao Ministério do Trabalho a partir da lei que legalizou as Centrais Sindicais em 01 de maio de 2008.
Desde a privatização do Banespa em 2 de novembro de 2000, este foi o primeiro mês que o Fábio Bosco trabalhou sem estabilidade sindical ou de cipeiro. Ou seja, o Banco esperou a primeira oportunidade para demiti-lo.
Na assembléia dos funcionários do Santander em São Paulo foi votado o repúdio a este ataque ao direito de organização dos trabalhadores. O Sindicato dos Bancários de SP enviou um documento ao banco exigindo a sua reintegração mas ainda não há qualquer sinalização positiva.
Vamos atuar em duas frentes.
De um lado o Fábio Bosco precisa do apoio de todos os ativistas bancários, sindicatos e entidades para enviar um email para o presidente do Banco Santander (e também da Fenaban) sr. Fábio Barbosa exigindo sua reintregração (segue modelo e emails abaixo). Por favor, copiem a Conlutas para que possamos acompanhar o envio das mensagens. Em seguida o sindicato vai buscar uma nova negociação com o Banco.
Por outro lado, os advogados da Conlutas prepararam uma ação judicial para questionar a demissão baseado no direito de organização sindical, e no reconhecimento legal da Conlutas. Esta ação será feita em conjunto com o Sindicato.
Vou manter todos informados do andamento da campanha. Com certeza não será uma campanha fácil nem rápida. Mas tem que ser feita.
Segue abaixo o modelo de email e os email do presidente do banco e da Conlutas.
"À Presidência do Banco Santander SA
Sr Fábio Barbosa
Pela readmissão de sindicalista demitido pelo Banco Santander
Vimos através desta reivindicar a reintegração do dirigente da Conlutas Fábio José Bosco, demitido sem justa causa no último dia 1 de fevereiro de 2010.
A classe trabalhadora brasileira lutou muitos anos pelo direito de livre organização dos trabalhadores. As Centrais Sindicais foram legalizadas e reconhecidas no Brasil em 1 de maio de 2008. A Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas – é uma das Centrais Sindicais cadastradas junto ao Ministério do Trabalho conforme a legislação em vigor.
Fábio Bosco trabalha há 24 anos no Banco. Ingressou por concurso público no antigo Banespa, foi representante eleito no Conselho de Representação e Participação dos funcionários, cipeiro por vários mandatos, diretor da AFUBESP e da FETEC-SP. Teve atuação destacada na luta contra a privatização do Banespa.
O Banco Santander, ao demitir dirigentes sindicais, desrespeita esta conquista histórica dos trabalhadores e se coloca na contramão dos direitos democráticos do povo brasileiro. Por isso reivindicamos a imediata reversão desta demissão.
(ASSINATURA DA PESSOA OU ENTIDADE)
Enviar para:
fabio.barbosa@santander.com.br
fabio.barbosa@gruposantanderbrasil.com.br
Com cópia para:
secretaria@conlutas.org.br "
25 fevereiro, 2010
Vitória dos trabalhadores: Chapa da Conlutas derrota a CUT na eleição de bancários do RN
O resultado esmagador das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte não deixa dúvidas: o Movimento Nacional de Oposição Bancária e a Conlutas crescem em bancários.
JUARY CHAGAS
de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/
Na madrugada de 25 de fevereiro, um som ecoava do Palácio dos Esportes, no centro de Natal. Era a palavra de ordem “Eu sou Conlutas! Sou radical! Não sou capacho do Governo Federal!”, ecoada pelos bancários do RN e apoiadores que vieram de vários estados do país (SP, MA, RS, CE, etc.), durante a apuração das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.
A Chapa 1 – Independência e Luta –, do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) e da Conlutas, venceu com impressionantes 82,82%, enquanto a chapa 2, que era formada pela Articulação/CUT e pela patronal, obteve apenas 17,18% dos votos
Membros da Chapa da Conlutas, bancários, militantes e ativistas comemoram a vitória esmagadora contra a chapa da CUT e da patronal;
válidos. Após anunciada a vitória, os membros da Chapa 1, junto com os bancários da categoria, militantes e apoiadores, comemoraram o resultado histórico que sepultou de uma vez a CUT na categoria bancária do RN.
O gangsterismo sindical da CUT não foi suficiente para impedir a derrota
A campanha para a sucessão no Sindicato durou cerca de dois meses, período em que toda a categoria pôde tomar conhecimento da diferença brutal entre os dois projetos apresentados nas eleições.
Enquanto a chapa da CUT reafirmava a defesa da Mesa Única da FENABAN, do colaboracionismo com os patrões e o Governo Lula, a Chapa 1 defendeu a independência de classe frente a patrões e Governos, a autonomia frente aos partidos, além de todas as bandeiras de luta reivindicadas pelos bancários. Essas diferenças foram elementos norteadores que fizeram com que os bancários do RN, já antes do dia da votação, sinalizassem uma votação em massa na Chapa da Conlutas.
Diante dessa realidade e tendo a ciência de que sofreria uma derrota esmagadora, a Chapa da CUT tentou de todas as maneiras inviabilizar o processo de votação com posturas claras de banditismo e gangsterismo sindical. Provocações, intimidações, ofensas, tentativas seguidas de parar a coleta de votos foram apenas alguns exemplos do que a CUT tentou fazer para criar fatos políticos que manchassem ou diminuíssem o tamanho da vitória da Conlutas.
Em uma das maiores urnas, o mesário ligado à Chapa da CUT fez de tudo para sumir com a relação de votantes e quando foi impelido pelos próprios bancários que estavam no local de trabalho, tentou engolir (literalmente) a relação. Antes de iniciar a apuração, a CUT também tentou de todas as formas inviabilizar a contagem dos votos que selariam a humilhante derrota e, incentivados pelos próprios candidatos da Chapa 2, invadiram o ginásio com uma grande quantidade de militantes e capangas contratados.
Felizmente, a Comissão Eleitoral conseguiu garantir a continuidade e a segurança do processo, de forma que não tendo mais como impedir a deflagração do resultado das eleições, a CUT se retirou da apuração, reconhecendo tacitamente a sua derrota.
Foram episódios lamentáveis que demonstraram cada vez mais a decadência absoluta da CUT como instrumento da classe trabalhadora. No entanto, a melhor resposta para toda a violência, ofensas e provocações foi dada sem dúvida pela própria categoria, que varreu de uma vez o peleguismo ao depositar o voto na Chapa 1.
A propaganda ideológica contra o PSTU também virou pó
Além do gangsterismo da CUT, outra coisa chamou atenção na campanha. Mesmo com a Chapa 1 tendo sido construída a partir da composição de várias forças políticas e mesmo com a minoria de militantes sendo organicamente do partido, a chapa da CUT tentou utilizar um artifício político desonesto para evitar a derrota: atacar o PSTU.
A CUT procurou, durante todo o processo, fazer a sua campanha a partir de uma propaganda ideológica que tentava convencer os bancários a votar nos governistas, pois se não o fizessem, estariam colocando o sindicato “sob o controle” dos “radicais”, dos “xiitas da Conlutas e do PSTU”. A CUT simplesmente acreditava que nossa já reconhecida política de oposição de esquerda ao Governo Lula, ruptura com o imperialismo e construção das lutas da classe trabalhadora a serviço da transformação social, afloraria o conservadorismo da categoria e faria com que não depositassem o voto na nossa chapa.
Felizmente, o tiro saiu pela culatra. De nada adiantou o falatório cutista que procurou se apoiar nas concepções mais atrasadas disseminadas no seio da classe, pois a resposta de mais de 80% dos bancários do RN foi clara: o que queremos é um sindicato classista, combativo, com disposição e independência para enfrentar patrões, governos e quem mais se colocar à frente contra as nossas reivindicações imediatas e históricas.
“Me parece... que a Conlutas cresce!”
O anúncio oficial do resultado das urnas, que revelou a esmagadora maioria de votos para a Chapa 1, mostra que quem hoje está isolada é a CUT. Não ainda isolada do ponto de vista da estrutura e da quantidade dos sindicatos que dirige, mas sobretudo pelo aparato falido, engessado e “chapa branca” que se tornou.
A falência da CUT e os resultados expressivos obtidos nos locais onde o conjunto das categorias fez alguma experiência com a Conlutas e com as direções combativas mostram que é possível avançar na construção de uma ferramenta da classe trabalhadora que esteja a serviço não apenas da luta contra os governos e as burocracias sindicais governistas, mas principalmente que possa impulsionar um processo de organização da classe trabalhadora em direção ao socialismo.
Esta vitória dos bancários do RN é parte indissociável desse processo e deve ser repetida sempre que houver a possibilidade de unir os lutadores em torno de um programa que se norteie pelo classismo, democracia operária, independência de classe e pela ação direta em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Esta é uma vitória histórica dos bancários, mas principalmente da nossa classe, que vê a influência do projeto da Conlutas se ampliar e se fortalecer.
Ao final da apuração das eleições dos bancários do RN, um outro grito ecoava no Palácio dos Esportes, no centro da Natal: “Me parece... Me parece... Me parece... Que a Conlutas cresce! Na luta!”. Mas não nos parece. Simplesmente, não temos dúvidas.
Juary Chagas é diretor do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
JUARY CHAGAS
de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/
Na madrugada de 25 de fevereiro, um som ecoava do Palácio dos Esportes, no centro de Natal. Era a palavra de ordem “Eu sou Conlutas! Sou radical! Não sou capacho do Governo Federal!”, ecoada pelos bancários do RN e apoiadores que vieram de vários estados do país (SP, MA, RS, CE, etc.), durante a apuração das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.
A Chapa 1 – Independência e Luta –, do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) e da Conlutas, venceu com impressionantes 82,82%, enquanto a chapa 2, que era formada pela Articulação/CUT e pela patronal, obteve apenas 17,18% dos votos
Membros da Chapa da Conlutas, bancários, militantes e ativistas comemoram a vitória esmagadora contra a chapa da CUT e da patronal;
válidos. Após anunciada a vitória, os membros da Chapa 1, junto com os bancários da categoria, militantes e apoiadores, comemoraram o resultado histórico que sepultou de uma vez a CUT na categoria bancária do RN.
O gangsterismo sindical da CUT não foi suficiente para impedir a derrota
A campanha para a sucessão no Sindicato durou cerca de dois meses, período em que toda a categoria pôde tomar conhecimento da diferença brutal entre os dois projetos apresentados nas eleições.
Enquanto a chapa da CUT reafirmava a defesa da Mesa Única da FENABAN, do colaboracionismo com os patrões e o Governo Lula, a Chapa 1 defendeu a independência de classe frente a patrões e Governos, a autonomia frente aos partidos, além de todas as bandeiras de luta reivindicadas pelos bancários. Essas diferenças foram elementos norteadores que fizeram com que os bancários do RN, já antes do dia da votação, sinalizassem uma votação em massa na Chapa da Conlutas.
Diante dessa realidade e tendo a ciência de que sofreria uma derrota esmagadora, a Chapa da CUT tentou de todas as maneiras inviabilizar o processo de votação com posturas claras de banditismo e gangsterismo sindical. Provocações, intimidações, ofensas, tentativas seguidas de parar a coleta de votos foram apenas alguns exemplos do que a CUT tentou fazer para criar fatos políticos que manchassem ou diminuíssem o tamanho da vitória da Conlutas.
Em uma das maiores urnas, o mesário ligado à Chapa da CUT fez de tudo para sumir com a relação de votantes e quando foi impelido pelos próprios bancários que estavam no local de trabalho, tentou engolir (literalmente) a relação. Antes de iniciar a apuração, a CUT também tentou de todas as formas inviabilizar a contagem dos votos que selariam a humilhante derrota e, incentivados pelos próprios candidatos da Chapa 2, invadiram o ginásio com uma grande quantidade de militantes e capangas contratados.
Felizmente, a Comissão Eleitoral conseguiu garantir a continuidade e a segurança do processo, de forma que não tendo mais como impedir a deflagração do resultado das eleições, a CUT se retirou da apuração, reconhecendo tacitamente a sua derrota.
Foram episódios lamentáveis que demonstraram cada vez mais a decadência absoluta da CUT como instrumento da classe trabalhadora. No entanto, a melhor resposta para toda a violência, ofensas e provocações foi dada sem dúvida pela própria categoria, que varreu de uma vez o peleguismo ao depositar o voto na Chapa 1.
A propaganda ideológica contra o PSTU também virou pó
Além do gangsterismo da CUT, outra coisa chamou atenção na campanha. Mesmo com a Chapa 1 tendo sido construída a partir da composição de várias forças políticas e mesmo com a minoria de militantes sendo organicamente do partido, a chapa da CUT tentou utilizar um artifício político desonesto para evitar a derrota: atacar o PSTU.
A CUT procurou, durante todo o processo, fazer a sua campanha a partir de uma propaganda ideológica que tentava convencer os bancários a votar nos governistas, pois se não o fizessem, estariam colocando o sindicato “sob o controle” dos “radicais”, dos “xiitas da Conlutas e do PSTU”. A CUT simplesmente acreditava que nossa já reconhecida política de oposição de esquerda ao Governo Lula, ruptura com o imperialismo e construção das lutas da classe trabalhadora a serviço da transformação social, afloraria o conservadorismo da categoria e faria com que não depositassem o voto na nossa chapa.
Felizmente, o tiro saiu pela culatra. De nada adiantou o falatório cutista que procurou se apoiar nas concepções mais atrasadas disseminadas no seio da classe, pois a resposta de mais de 80% dos bancários do RN foi clara: o que queremos é um sindicato classista, combativo, com disposição e independência para enfrentar patrões, governos e quem mais se colocar à frente contra as nossas reivindicações imediatas e históricas.
“Me parece... que a Conlutas cresce!”
O anúncio oficial do resultado das urnas, que revelou a esmagadora maioria de votos para a Chapa 1, mostra que quem hoje está isolada é a CUT. Não ainda isolada do ponto de vista da estrutura e da quantidade dos sindicatos que dirige, mas sobretudo pelo aparato falido, engessado e “chapa branca” que se tornou.
A falência da CUT e os resultados expressivos obtidos nos locais onde o conjunto das categorias fez alguma experiência com a Conlutas e com as direções combativas mostram que é possível avançar na construção de uma ferramenta da classe trabalhadora que esteja a serviço não apenas da luta contra os governos e as burocracias sindicais governistas, mas principalmente que possa impulsionar um processo de organização da classe trabalhadora em direção ao socialismo.
Esta vitória dos bancários do RN é parte indissociável desse processo e deve ser repetida sempre que houver a possibilidade de unir os lutadores em torno de um programa que se norteie pelo classismo, democracia operária, independência de classe e pela ação direta em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Esta é uma vitória histórica dos bancários, mas principalmente da nossa classe, que vê a influência do projeto da Conlutas se ampliar e se fortalecer.
Ao final da apuração das eleições dos bancários do RN, um outro grito ecoava no Palácio dos Esportes, no centro da Natal: “Me parece... Me parece... Me parece... Que a Conlutas cresce! Na luta!”. Mas não nos parece. Simplesmente, não temos dúvidas.
Juary Chagas é diretor do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
22 fevereiro, 2010
Bancários da Caixa decidem nesta terça (23) sobre greve contra redução de salários
18/02/2010
Os bancários da Caixa estão sendo convocados para realizar assembleia na próxima terça-feira (23), às 19h, diante do prédio Matriz 1, no SBS, e deliberar sobre indicativo de greve no dia 1° de março, caso a direção da Caixa insista em implementar a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, mas com redução proporcional de salários para as funções técnicas e de assessoramento.
A assembleia antecede em um dia a reunião de negociação entre a direção da Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados da empresa (CEE/Caixa). Está marcada para quarta (24) a retomada das conversações, a primeira desde que a direção da Caixa enviou comunicado eletrônico aos empregados no último dia 4, informando que reduzirá salários de quase 40 cargos, ignorando completamente as negociações em andamento e desrespeitando os empregados e suas entidades representativas.
Essa proposta indecente da direção da Caixa afetará profunda e negativamente a vida de milhares de bancários e contraria completamente a reivindicação da categoria, que é o cumprimento da jornada legal de seis horas sem redução salarial. A Caixa quer impor a medida antes de prosseguir a discussão para implementação de um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), batizado de Plano Funções Gratificadas (PFG).
Dependendo do que a Caixa colocar na mesa de negociação, nova assembleia deverá, antes do final de semana, ratificar a decisão de fazer a greve em 1º de março.
Reunião de delegados sindicais
Para preparar a assembléia e intensificar a mobilização da categoria, os delegados sindicais de todas as dependências da Caixa estão sendo convocados para reunião nesta segunda (22), às 19h, na sede do Sindicato.
“Não aceitamos nenhum acordo que promova o rebaixamento de salário, afetando a subsistência dos empregados e o sustento de suas famílias. Além disso, a medida poderá se estender, posterior e paulatinamente, a todos os funcionários que trabalham oito horas atualmente. Portanto, essa é uma questão que interessa a todos os funcionários da Caixa. Assim, contamos com a presença geral e o envolvimento de todos nessa luta contra mais uma medida injusta e irresponsável da direção da Caixa”, afirmou Alexandre Severo, diretor do Sindicato.
Fonte: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=5646&Itemid=23
Os bancários da Caixa estão sendo convocados para realizar assembleia na próxima terça-feira (23), às 19h, diante do prédio Matriz 1, no SBS, e deliberar sobre indicativo de greve no dia 1° de março, caso a direção da Caixa insista em implementar a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, mas com redução proporcional de salários para as funções técnicas e de assessoramento.
A assembleia antecede em um dia a reunião de negociação entre a direção da Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados da empresa (CEE/Caixa). Está marcada para quarta (24) a retomada das conversações, a primeira desde que a direção da Caixa enviou comunicado eletrônico aos empregados no último dia 4, informando que reduzirá salários de quase 40 cargos, ignorando completamente as negociações em andamento e desrespeitando os empregados e suas entidades representativas.
Essa proposta indecente da direção da Caixa afetará profunda e negativamente a vida de milhares de bancários e contraria completamente a reivindicação da categoria, que é o cumprimento da jornada legal de seis horas sem redução salarial. A Caixa quer impor a medida antes de prosseguir a discussão para implementação de um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), batizado de Plano Funções Gratificadas (PFG).
Dependendo do que a Caixa colocar na mesa de negociação, nova assembleia deverá, antes do final de semana, ratificar a decisão de fazer a greve em 1º de março.
Reunião de delegados sindicais
Para preparar a assembléia e intensificar a mobilização da categoria, os delegados sindicais de todas as dependências da Caixa estão sendo convocados para reunião nesta segunda (22), às 19h, na sede do Sindicato.
“Não aceitamos nenhum acordo que promova o rebaixamento de salário, afetando a subsistência dos empregados e o sustento de suas famílias. Além disso, a medida poderá se estender, posterior e paulatinamente, a todos os funcionários que trabalham oito horas atualmente. Portanto, essa é uma questão que interessa a todos os funcionários da Caixa. Assim, contamos com a presença geral e o envolvimento de todos nessa luta contra mais uma medida injusta e irresponsável da direção da Caixa”, afirmou Alexandre Severo, diretor do Sindicato.
Fonte: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=5646&Itemid=23
09 fevereiro, 2010
Sindicato realiza plenária para debater PFG da Caixa amanhã, dia 10, às 19 horas
O departamento jurídico da entidade já está preparado para tirar dúvidas e orientar tecnicamente os empregados da CEF nesse importante momento de resistência e luta por nossos salários e direitos
Na Trincheira 120
O encontro já está marcado. Amanhã, quarta-feira, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, todos os empregados da Caixa estão convocados para, em conjunto com a direção da entidade e com nosso departamento jurídico, darmos um importante passo rumo à construção de um sólido pólo de resistência contra as artimanhas que envolvem a implementação do PFG. Já sabemos que, com a ajuda dos pelegos, a Caixa pretende reduzir salários e retirar direitos dos trabalhadores. E isso nós não podemos admitir jamais! Contra as manobras ardilosas do banco e as invariáveis e iminentes traições da Contraf-CUT, temos que estar bem organizados e bem preparados, inclusive tecnicamente. Nesse aspecto, surge a necessidade de estarmos muito bem informados, também juridicamente.
Nesse sentido, o Sindicato decidiu, como sempre, convocar o departamento jurídico para a luta, designando, desde já, o advogado Dr. Sérgio Luiz Ribeiro para estar à frente das discussões na plenária de amanhã e também para acompanhar todo o caso a partir de agora. Esse olhar técnico seguramente fará a diferença na dura luta que deveremos travar para, primeiro manter nossos direitos e salários, e avançar na construção de um PFG justo e digno para todos os empregados da Caixa.
Além do PFG, outros temas também deverão ser abordados, como o já concebido PAA e uma eventual reestruturação absurda que a Caixa pretenderia implementar, segundo nos trazem assustadores rumores Brasil afora. Também aí temos que estar bem preparados.
O Sindicato reafirma a importância da plenária e a necessidade de estarmos muito bem preparados e organizados para resistir e lutar por um PFG à altura do que nós merecemos. Não deixe de comparecer.
A hora de lutarmos é agora!
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1224
Na Trincheira 120
O encontro já está marcado. Amanhã, quarta-feira, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, todos os empregados da Caixa estão convocados para, em conjunto com a direção da entidade e com nosso departamento jurídico, darmos um importante passo rumo à construção de um sólido pólo de resistência contra as artimanhas que envolvem a implementação do PFG. Já sabemos que, com a ajuda dos pelegos, a Caixa pretende reduzir salários e retirar direitos dos trabalhadores. E isso nós não podemos admitir jamais! Contra as manobras ardilosas do banco e as invariáveis e iminentes traições da Contraf-CUT, temos que estar bem organizados e bem preparados, inclusive tecnicamente. Nesse aspecto, surge a necessidade de estarmos muito bem informados, também juridicamente.
Nesse sentido, o Sindicato decidiu, como sempre, convocar o departamento jurídico para a luta, designando, desde já, o advogado Dr. Sérgio Luiz Ribeiro para estar à frente das discussões na plenária de amanhã e também para acompanhar todo o caso a partir de agora. Esse olhar técnico seguramente fará a diferença na dura luta que deveremos travar para, primeiro manter nossos direitos e salários, e avançar na construção de um PFG justo e digno para todos os empregados da Caixa.
Além do PFG, outros temas também deverão ser abordados, como o já concebido PAA e uma eventual reestruturação absurda que a Caixa pretenderia implementar, segundo nos trazem assustadores rumores Brasil afora. Também aí temos que estar bem preparados.
O Sindicato reafirma a importância da plenária e a necessidade de estarmos muito bem preparados e organizados para resistir e lutar por um PFG à altura do que nós merecemos. Não deixe de comparecer.
A hora de lutarmos é agora!
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1224
Prazo para apresentação de plano odontológico é reiteradamente descumprido pelo BB
Falta de compromisso do banco levou os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas para a frente da agência Primeiro de Agosto. Questões referentes à saúde dos funcionários não podem ser motivo de descaso
Na Trincheira 120
Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas fizeram ontem, dia 8, mais um protesto contra a diretoria petista do Banco do Brasil. A manifestação foi em frente à agência da rua Primeiro de Agosto, para denunciar o descaso da instituição com a saúde de seus funcionários, que estão esperando há mais de um ano pela implementação de um plano odontológico.
Na campanha salarial de 2008 o BB se comprometeu a apresentar o plano até 30 de junho de 2009. Chegado o dia, o banco não tinha nada pronto. O movimento sindical cutista, então, resolveu estender o prazo para 31 de janeiro de 2010. Sete meses a mais, portanto. Tempo de sobra para que alguma equipe do BB se dedicasse à tarefa, já que ela estava prevista no acordo de 2008.
Só que já é fevereiro e o Banco do Brasil ainda não conseguiu tirar o plano odontológico do papel. Houve na semana passada, no dia 3, mais uma rodada da "mesa de enrolação permanente", onde estiveram sentados alguns representantes do banco e da Contraf/CUT. Aqueles que esperavam alguma novidade saíram do encontro de mãos abanando. Não deram nem sequer uma satisfação sobre o motivo de tanta demora.
Diante desse absurdo, o departamento jurídico do Sindicato está ajuizando uma ação para exigir que o BB cumpra aquilo que está no acordo assinado. Basta de desprezo!
O caos
A manifestação estava planejada para denunciar o desprezo do BB quanto a um compromisso assumido em acordo coletivo, mas acabou ganhando outros contornos no decorrer da manhã.
Durante o protesto, os diretores do Sindicato presenciaram o verdadeiro caos no atendimento prestado aos clientes do banco. O relógio já marcava mais de 11 horas e a fila para entrar na agência já quase descia as escadas da entrada.
Além da demora -- que, muito infelizmente, é fato corriqueiro na maior parte dos bancos brasileiros --, o Sindicato verificou que até o elevador para facilitar o acesso a idosos e deficientes estava em frangalhos. Quem quis usá-lo não pôde. É esse o retrato do maior banco do país, com mais de 200 anos de vida e prestes a apresentar o maior lucro da história.
Terceirização
O Sindicato recebeu denúncias de terceirização em algumas agências de sua base sindical e está apurando tais irregularidades para tomar as medidas cabíveis caso sejam confirmadas. O Sindicato é contra qualquer forma de terceirização. Quem trabalha em banco, bancário é!
O original está em: http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1217
Na Trincheira 120
Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas fizeram ontem, dia 8, mais um protesto contra a diretoria petista do Banco do Brasil. A manifestação foi em frente à agência da rua Primeiro de Agosto, para denunciar o descaso da instituição com a saúde de seus funcionários, que estão esperando há mais de um ano pela implementação de um plano odontológico.
Na campanha salarial de 2008 o BB se comprometeu a apresentar o plano até 30 de junho de 2009. Chegado o dia, o banco não tinha nada pronto. O movimento sindical cutista, então, resolveu estender o prazo para 31 de janeiro de 2010. Sete meses a mais, portanto. Tempo de sobra para que alguma equipe do BB se dedicasse à tarefa, já que ela estava prevista no acordo de 2008.
Só que já é fevereiro e o Banco do Brasil ainda não conseguiu tirar o plano odontológico do papel. Houve na semana passada, no dia 3, mais uma rodada da "mesa de enrolação permanente", onde estiveram sentados alguns representantes do banco e da Contraf/CUT. Aqueles que esperavam alguma novidade saíram do encontro de mãos abanando. Não deram nem sequer uma satisfação sobre o motivo de tanta demora.
Diante desse absurdo, o departamento jurídico do Sindicato está ajuizando uma ação para exigir que o BB cumpra aquilo que está no acordo assinado. Basta de desprezo!
O caos
A manifestação estava planejada para denunciar o desprezo do BB quanto a um compromisso assumido em acordo coletivo, mas acabou ganhando outros contornos no decorrer da manhã.
Durante o protesto, os diretores do Sindicato presenciaram o verdadeiro caos no atendimento prestado aos clientes do banco. O relógio já marcava mais de 11 horas e a fila para entrar na agência já quase descia as escadas da entrada.
Além da demora -- que, muito infelizmente, é fato corriqueiro na maior parte dos bancos brasileiros --, o Sindicato verificou que até o elevador para facilitar o acesso a idosos e deficientes estava em frangalhos. Quem quis usá-lo não pôde. É esse o retrato do maior banco do país, com mais de 200 anos de vida e prestes a apresentar o maior lucro da história.
Terceirização
O Sindicato recebeu denúncias de terceirização em algumas agências de sua base sindical e está apurando tais irregularidades para tomar as medidas cabíveis caso sejam confirmadas. O Sindicato é contra qualquer forma de terceirização. Quem trabalha em banco, bancário é!
O original está em: http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1217
Santander apresenta proposta de acordo aditivo e de PPR; assembleia é nesta quinta, às 19 horas
Na Trincheira 120
Depois de enrolar os trabalhadores por mais de cinco meses, na quarta-feira passada o Santander finalmente apresentou sua nova proposta para o acordo aditivo e para o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os acordos cobrirão tanto os funcionários do Santander quanto os do Banco Real e terão validade de dois anos.
Todas as cláusulas do Acordo Aditivo 2008/2009 do Santander serão mantidas. Apenas os valores serão aumentados: em 6% neste primeiro momento -- reajuste obtido pelos bancários na última campanha salarial -- e, depois, pelo índice a ser conquistado na campanha salarial deste ano.
PPR
O acordo de PPR proposto pelo Santander Brasil prevê pagamento de R$ 1.250 na sexta-feira da semana que vem, dia 19, juntamente com a segunda parcela da PLR. O banco também garantiu que, em 2011, o valor do PPR será de, no mínimo, R$ 1.350.
Peleguismo
Depois de cinco meses de enrolação pelo Santander, os pelegos cutistas conseguiram negociar um acordo rebaixado e com validade de dois anos, o que é péssimo para os bancários. E, para piorar, tiveram a cara-de-pau de dizer que tudo foi conquistado com muita luta. Alguém viu a pelegada lutando por um aditivo e PPR melhores? Mais uma piada de mau gosto... Ah, também ignoraram uma negociação decente porque estão mesmos preocupados com as eleições que se aproximam.
Assembleia
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas convoca os funcionários do Grupo Santander Brasil para discutir e deliberar sobre o Acordo Aditivo referente ao período 2009/2010 nesta quinta-feira, dia 11, às 18h30, ou às 19 horas, em segunda convocação. Participe!
Depois de enrolar os trabalhadores por mais de cinco meses, na quarta-feira passada o Santander finalmente apresentou sua nova proposta para o acordo aditivo e para o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os acordos cobrirão tanto os funcionários do Santander quanto os do Banco Real e terão validade de dois anos.
Todas as cláusulas do Acordo Aditivo 2008/2009 do Santander serão mantidas. Apenas os valores serão aumentados: em 6% neste primeiro momento -- reajuste obtido pelos bancários na última campanha salarial -- e, depois, pelo índice a ser conquistado na campanha salarial deste ano.
PPR
O acordo de PPR proposto pelo Santander Brasil prevê pagamento de R$ 1.250 na sexta-feira da semana que vem, dia 19, juntamente com a segunda parcela da PLR. O banco também garantiu que, em 2011, o valor do PPR será de, no mínimo, R$ 1.350.
Peleguismo
Depois de cinco meses de enrolação pelo Santander, os pelegos cutistas conseguiram negociar um acordo rebaixado e com validade de dois anos, o que é péssimo para os bancários. E, para piorar, tiveram a cara-de-pau de dizer que tudo foi conquistado com muita luta. Alguém viu a pelegada lutando por um aditivo e PPR melhores? Mais uma piada de mau gosto... Ah, também ignoraram uma negociação decente porque estão mesmos preocupados com as eleições que se aproximam.
Assembleia
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas convoca os funcionários do Grupo Santander Brasil para discutir e deliberar sobre o Acordo Aditivo referente ao período 2009/2010 nesta quinta-feira, dia 11, às 18h30, ou às 19 horas, em segunda convocação. Participe!
Sindicato dos Bancários de Bauru barra horas extras no Santander
Iniciativa do departamento jurídico da entidade enseja matéria da Folha de S.Paulo e ganha projeção nacional
Na Trincheira 120
A Folha de S.Paulo deu repercussão nacional a uma vitoriosa ação movida pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas contra o Santander em 2003. No dia 4, o jornal publicou matéria sobre a decisão do juiz do trabalho Levi Rosa Tomé, de Ourinhos.
Por ser uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, mas o fato é que, por enquanto, os funcionários do Santander da região de Ourinhos estão livres da exigência de horas extras.
Tudo aconteceu porque, motivado pela denúncia do Sindicato, o Ministério Público do Trabalho realizou uma auditoria nas agências do banco e constatou fraudes no controle do ponto eletrônico. "Após cumprido o tempo de trabalho, o ponto dava como encerrada a atividade do funcionário. Só que, a pedido do gerente, ele continuava na agência, com outra senha", explica um procurador.
O MPT, inclusive, já pretende fazer com que a decisão se estenda para todo o estado de São Paulo.
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1220
Na Trincheira 120
A Folha de S.Paulo deu repercussão nacional a uma vitoriosa ação movida pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas contra o Santander em 2003. No dia 4, o jornal publicou matéria sobre a decisão do juiz do trabalho Levi Rosa Tomé, de Ourinhos.
Por ser uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, mas o fato é que, por enquanto, os funcionários do Santander da região de Ourinhos estão livres da exigência de horas extras.
Tudo aconteceu porque, motivado pela denúncia do Sindicato, o Ministério Público do Trabalho realizou uma auditoria nas agências do banco e constatou fraudes no controle do ponto eletrônico. "Após cumprido o tempo de trabalho, o ponto dava como encerrada a atividade do funcionário. Só que, a pedido do gerente, ele continuava na agência, com outra senha", explica um procurador.
O MPT, inclusive, já pretende fazer com que a decisão se estenda para todo o estado de São Paulo.
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1220
28 janeiro, 2010
Eleição no SEEB Bauru - Conlutas vence a CUT por esmagadora maioria dos votos
Acabada a apuração das eleições para o sindicato dos bancários de Bauru.
A chapa da Conlutas teve 940 votos (78%) e a chapa da CUT teve 268 (22%).
A vitória se deve à atuação da diretoria do sindicato na defesa dos interesses da categoria.
Esta vitória reforça a luta pela construção de uma alternativa combativa, classista e independente dos banqueiros e do governo para os bancários.
A chapa da Conlutas teve 940 votos (78%) e a chapa da CUT teve 268 (22%).
A vitória se deve à atuação da diretoria do sindicato na defesa dos interesses da categoria.
Esta vitória reforça a luta pela construção de uma alternativa combativa, classista e independente dos banqueiros e do governo para os bancários.
20 janeiro, 2010
Haiti urgente!
Encaminhamos a solicitação da Conlutas Nacional para que todos possam fazer sua contribuição solidaria, humanitaria e classista já que ajuda vai para uma organização dos trabalhadores que antes do terremoto já estava na luta contra a ocupação das tropas e por um Haiti dos trabalhadores.
Oposição Bancária Mogi
20/01/2010
Nova conta para depósito: Campanha de Solidariedade ao Povo Haitiano
Às Entidades, oposições, movimentos e ativistas.
Escrevemos a todos e todas em caráter de urgência para solicitar contribuições financeiras imediatas a todas as entidades e militantes para que possamos enviar para nossos companheiros de Batay Ouvrie. Conseguimos finalmente contatos com Didier e tanto ele quanto Raquel sua companheira, estão bem. Carole que esteve conosco nas atividades em julho último também esta bem.
Nossos companheiros relatam de maneira concreta a luta pela vida que temos visto pelas cenas da imprensa. A luta dos companheiros que buscam cuidar de seus feridos, garantir sua sobrevivência mas em uma lógica de resgatar sua organização. O funcionamento coletivo, a organização e participação popular, única forma de se contrapor a ofensiva hipócrita do imperialismo, travestindo de ajuda humanitária o envio de mais tropas militares para monitorar e controlar o povo haitiano. Agora com o imperialismo norte americano mostrando quem manda de fato. O envio de 10.000 militares norte americanos com os mariners à frente cuja especialidade nunca foi salvar vidas em nenhum lugar do mundo, é mais do que simbólico.
Queremos fazer uma campanha nas bases de nossas organizações, de solidariedade de classe. Chamando a contribuição dos trabalhadores brasileiros para os trabalhadores haitianos, que ao mesmo tempo mantenha a denúncia da ocupação militar que ganha novas proporções. Mas essa campanha, com material na base, arrecadação de contribuição nas empresas, universidades ou votadas em assembléias, com uma idéia do tipo “um dia de salário para o povo haitiano”, absolutamente necessária, vai demorar para conseguirmos recursos mais imediatos como estão necessitando os companheiros.
Por isso queremos que cada entidade, movimento e organização discuta até a semana que vem contribuição direta de seus recursos normais para que possamos enviar.
Para isso abrimos uma conta bancária específica para depósito das contribuições a serem enviadas a Batay Ouvriey. Isto nos permitirá divulgar posteriormente, o extrato desta conta às entidades que contribuíram bem como a prestação de contas em relação à Campanha.
Abaixo segue o número da conta.
Favorecido: Campanha Haiti
Banco do Brasil
Agência 4223-4
Conta 8844-7
Solicitamos às entidades, oposições, movimentos e ativistas que por ventura tenham realizado contribuições na conta da Conlutas, que nos enviem identificação do depósito com data e valor, para que possamos dar o devido encaminhamento.
Conlutas
Secretaria Nacional Executiva
São Paulo, 19 de janeiro de 2010.
Oposição Bancária Mogi
20/01/2010
Nova conta para depósito: Campanha de Solidariedade ao Povo Haitiano
Às Entidades, oposições, movimentos e ativistas.
Escrevemos a todos e todas em caráter de urgência para solicitar contribuições financeiras imediatas a todas as entidades e militantes para que possamos enviar para nossos companheiros de Batay Ouvrie. Conseguimos finalmente contatos com Didier e tanto ele quanto Raquel sua companheira, estão bem. Carole que esteve conosco nas atividades em julho último também esta bem.
Nossos companheiros relatam de maneira concreta a luta pela vida que temos visto pelas cenas da imprensa. A luta dos companheiros que buscam cuidar de seus feridos, garantir sua sobrevivência mas em uma lógica de resgatar sua organização. O funcionamento coletivo, a organização e participação popular, única forma de se contrapor a ofensiva hipócrita do imperialismo, travestindo de ajuda humanitária o envio de mais tropas militares para monitorar e controlar o povo haitiano. Agora com o imperialismo norte americano mostrando quem manda de fato. O envio de 10.000 militares norte americanos com os mariners à frente cuja especialidade nunca foi salvar vidas em nenhum lugar do mundo, é mais do que simbólico.
Queremos fazer uma campanha nas bases de nossas organizações, de solidariedade de classe. Chamando a contribuição dos trabalhadores brasileiros para os trabalhadores haitianos, que ao mesmo tempo mantenha a denúncia da ocupação militar que ganha novas proporções. Mas essa campanha, com material na base, arrecadação de contribuição nas empresas, universidades ou votadas em assembléias, com uma idéia do tipo “um dia de salário para o povo haitiano”, absolutamente necessária, vai demorar para conseguirmos recursos mais imediatos como estão necessitando os companheiros.
Por isso queremos que cada entidade, movimento e organização discuta até a semana que vem contribuição direta de seus recursos normais para que possamos enviar.
Para isso abrimos uma conta bancária específica para depósito das contribuições a serem enviadas a Batay Ouvriey. Isto nos permitirá divulgar posteriormente, o extrato desta conta às entidades que contribuíram bem como a prestação de contas em relação à Campanha.
Abaixo segue o número da conta.
Favorecido: Campanha Haiti
Banco do Brasil
Agência 4223-4
Conta 8844-7
Solicitamos às entidades, oposições, movimentos e ativistas que por ventura tenham realizado contribuições na conta da Conlutas, que nos enviem identificação do depósito com data e valor, para que possamos dar o devido encaminhamento.
Conlutas
Secretaria Nacional Executiva
São Paulo, 19 de janeiro de 2010.
09 janeiro, 2010
CEF - DIA 12, USE VERMELHO
Caixa descumpre Acordo coletivo mais uma vez
Vamos construir um dia de mobilização e demonstrar nossa insatisfação
Dia 12 - USE VERMELHO
Depois de haver assinado o Acordo em 2007 para implantar o PCC em 2008, a Caixa demonstra, mais uma vez, o descaso com os empregados e não cumpre o que assinou.
Infelizmente, não se trata de um contratempo, como a empresa poderia alegar, mas de uma postura de desrespeito mesmo, pois o processo de elaboração do novo PCC não foi negociado com o movimento e, até agora, ninguém sabe ao certo qual a proposta da Caixa para o PFG.
A maior expectativa dos empregados é para que acabe a função de 8 horas, reduzindo a jornada de trabalho para 6 horas sem redução de salário. No entanto há outras questões que também interessam muito aos empregados.
O fim do CTVA é uma delas, pois cada aumento na RB não significa um aumento no salário, uma vez que esse aumento é compensado com uma redução do CTVA. Assim, cada vez que se recebe um delta, não se percebe o aumento porque não há aumento no salário liquido.
A não discriminação dos empregados que estão no Reg/Replan é outra questão importante, pois a Caixa não pode fazer a exigência de que os empregados façam o Saldamento e mudem de plano na Funcef para entrar no novo PCC. Isso caracteriza um assédio moral. É direito de quem quiser permanecer no Reg/Replan faze-lo sem ser discriminado.
Também tem outra questão que é a exigência de abrir mão de ações na justiça. Isso é inclusive inconstitucional.
Os empregados que estão com ação na justiça por hora extra ou pela incorporação do CTVA, têm todo o direito de fazê-lo e a Caixa não pode exigir que os empregados retirem suas ações.
Há informações oficiosas de que a Caixa está preparando um “incentivo” para quem migrar para o novo PCC. Seria oferecido um valor como forma de “cala boca” para aceitar as condições impostas pela Caixa. O valor que se cogita de forma não oficial é algo entre R$ 50.000,00 e R$ 60.000,00.
Não acreditamos que isso possa acontecer, mas mesmo que for verdade temos que estar atentos aos nossos direitos, pois uma ação de hora extra gera um valor muito superior a isso (é só perguntar aos colegas que já ganharam na justiça) uma vez que sobre o valor oferecido pela Caixa ainda vai ter desconto do imposto de renda.
Mas, a Caixa quer o aval dos sindicatos para que não haja ação na justiça depois. Assim, temos que estar alerta para quando o sindicato chamar uma assembléia e ver se a proposta que ele vai defender interessa realmente aos empregados. Lembre-se que na assembléia do PCS, de 700 pessoas presentes, nós perdemos por 13 votos e o sindicato assinou acordo com a Caixa.
Se o sindicato aprovar em assembléia o novo PCC e assinar Acordo com a Caixa, qualquer ação na justiça tem pouquíssimas chances de ganhar, pois a justiça considera o Acordo Coletivo como regra valida para todos.
Precisamos estar muito mobilizados e unidos para conseguir um bom PCC que atenda aos interesses de todos os empregados, portanto vamos nos mobilizar para o dia de luta e cobrar da Caixa que cumpra o Acordo Coletivo e implante imediatamente o novo PCC. Incentive seu colega a participar do dia de luta e vir de vermelho no dia 12.
Assinam,
Wilson Ribeiro
Wilson Leite
Delegados Sindicais da Gifus/SP
Vamos construir um dia de mobilização e demonstrar nossa insatisfação
Dia 12 - USE VERMELHO
Depois de haver assinado o Acordo em 2007 para implantar o PCC em 2008, a Caixa demonstra, mais uma vez, o descaso com os empregados e não cumpre o que assinou.
Infelizmente, não se trata de um contratempo, como a empresa poderia alegar, mas de uma postura de desrespeito mesmo, pois o processo de elaboração do novo PCC não foi negociado com o movimento e, até agora, ninguém sabe ao certo qual a proposta da Caixa para o PFG.
A maior expectativa dos empregados é para que acabe a função de 8 horas, reduzindo a jornada de trabalho para 6 horas sem redução de salário. No entanto há outras questões que também interessam muito aos empregados.
O fim do CTVA é uma delas, pois cada aumento na RB não significa um aumento no salário, uma vez que esse aumento é compensado com uma redução do CTVA. Assim, cada vez que se recebe um delta, não se percebe o aumento porque não há aumento no salário liquido.
A não discriminação dos empregados que estão no Reg/Replan é outra questão importante, pois a Caixa não pode fazer a exigência de que os empregados façam o Saldamento e mudem de plano na Funcef para entrar no novo PCC. Isso caracteriza um assédio moral. É direito de quem quiser permanecer no Reg/Replan faze-lo sem ser discriminado.
Também tem outra questão que é a exigência de abrir mão de ações na justiça. Isso é inclusive inconstitucional.
Os empregados que estão com ação na justiça por hora extra ou pela incorporação do CTVA, têm todo o direito de fazê-lo e a Caixa não pode exigir que os empregados retirem suas ações.
Há informações oficiosas de que a Caixa está preparando um “incentivo” para quem migrar para o novo PCC. Seria oferecido um valor como forma de “cala boca” para aceitar as condições impostas pela Caixa. O valor que se cogita de forma não oficial é algo entre R$ 50.000,00 e R$ 60.000,00.
Não acreditamos que isso possa acontecer, mas mesmo que for verdade temos que estar atentos aos nossos direitos, pois uma ação de hora extra gera um valor muito superior a isso (é só perguntar aos colegas que já ganharam na justiça) uma vez que sobre o valor oferecido pela Caixa ainda vai ter desconto do imposto de renda.
Mas, a Caixa quer o aval dos sindicatos para que não haja ação na justiça depois. Assim, temos que estar alerta para quando o sindicato chamar uma assembléia e ver se a proposta que ele vai defender interessa realmente aos empregados. Lembre-se que na assembléia do PCS, de 700 pessoas presentes, nós perdemos por 13 votos e o sindicato assinou acordo com a Caixa.
Se o sindicato aprovar em assembléia o novo PCC e assinar Acordo com a Caixa, qualquer ação na justiça tem pouquíssimas chances de ganhar, pois a justiça considera o Acordo Coletivo como regra valida para todos.
Precisamos estar muito mobilizados e unidos para conseguir um bom PCC que atenda aos interesses de todos os empregados, portanto vamos nos mobilizar para o dia de luta e cobrar da Caixa que cumpra o Acordo Coletivo e implante imediatamente o novo PCC. Incentive seu colega a participar do dia de luta e vir de vermelho no dia 12.
Assinam,
Wilson Ribeiro
Wilson Leite
Delegados Sindicais da Gifus/SP
22 novembro, 2009
Pesquisa revela expressiva taxa de suicídio entre bancários
São Paulo – As péssimas condições de trabalho nos bancos estão levando centenas de bancários ao suicídio. Segundo pesquisa inédita da Universidade de Brasília (UnB), 181 bancários deram cabo à própria vida no Brasil entre 1996 e 2005, uma média de um suicídio a cada 20 dias. Entre as principais causas que levam o trabalhador a tomar essa medida extrema estão as pressões para o cumprimento de metas, a falta de funcionários para muitas tarefas, o assédio moral e perseguições gratuitas. O medo do desemprego ou de retaliações também abre uma brecha para o sofrimento.
“O estudo demonstrou que qualquer pessoa considerada normal está sujeita a passar pelo mesmo processo. Por mais equilibrada que seja a pessoa, caso não encontre soluções práticas para livrar-se das causas do sofrimento, seja por meio de uma remoção para outro setor na empresa, seja por meio da troca de emprego ou aposentadoria, a possibilidade de adoecimento é enorme. Alguns somatizam doenças físicas, outros desenvolvem transtornos mentais. De forma extrema, alguns entendem que a vida não merece ser vivida, optando pela radicalização por meio do suicídio”, explica o pesquisador Marcelo Finazzi, mestre em administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho, em entrevista para o do Instituto Humanitas Unisinos.
O pesquisador, que também é funcionário do Banco do Brasil, associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirmou em entrevista para o site da UnB. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão. “Cabe ressaltar que as reengenharias organizacionais também costumam resultar em enorme sofrimento, pois quase sempre geram demissões, mais trabalho para os que mantêm o emprego e, não raro, desorganização completa da vida pessoal do sujeito. A perda do equilíbrio se completa pela constatação de que o discurso reiteradamente veiculado nos informativos da organização, impregnados de mensagens de amor à empresa e empregados felizes, contrasta violentamente com a percepção de realidade do trabalhador”, explica.
Para Marcelo, o fator mais determinante que leva o empregado à desestabilização e à perda da vontade de viver é a falta de reconhecimento pelo esforço despendido para a realização das tarefas. “O trabalho é poderosa fonte de identidade e pertencimento social: o que os sujeitos esperam, no mínimo, é a valorização do que está sendo feito em prol dos objetivos organizacionais. O problema é que, em algumas ocasiões, o sujeito se dedica durante 10, 20, 30 anos, desenvolve laços afetivos com a empresa e, de repente, é convidado a se retirar ou é excluído compulsoriamente, como se toda a dedicação incondicional não tivesse valor algum”, comenta.
Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.
Redação, com informações do site da UnB, no endereço: http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=569
“O estudo demonstrou que qualquer pessoa considerada normal está sujeita a passar pelo mesmo processo. Por mais equilibrada que seja a pessoa, caso não encontre soluções práticas para livrar-se das causas do sofrimento, seja por meio de uma remoção para outro setor na empresa, seja por meio da troca de emprego ou aposentadoria, a possibilidade de adoecimento é enorme. Alguns somatizam doenças físicas, outros desenvolvem transtornos mentais. De forma extrema, alguns entendem que a vida não merece ser vivida, optando pela radicalização por meio do suicídio”, explica o pesquisador Marcelo Finazzi, mestre em administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho, em entrevista para o do Instituto Humanitas Unisinos.
O pesquisador, que também é funcionário do Banco do Brasil, associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirmou em entrevista para o site da UnB. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão. “Cabe ressaltar que as reengenharias organizacionais também costumam resultar em enorme sofrimento, pois quase sempre geram demissões, mais trabalho para os que mantêm o emprego e, não raro, desorganização completa da vida pessoal do sujeito. A perda do equilíbrio se completa pela constatação de que o discurso reiteradamente veiculado nos informativos da organização, impregnados de mensagens de amor à empresa e empregados felizes, contrasta violentamente com a percepção de realidade do trabalhador”, explica.
Para Marcelo, o fator mais determinante que leva o empregado à desestabilização e à perda da vontade de viver é a falta de reconhecimento pelo esforço despendido para a realização das tarefas. “O trabalho é poderosa fonte de identidade e pertencimento social: o que os sujeitos esperam, no mínimo, é a valorização do que está sendo feito em prol dos objetivos organizacionais. O problema é que, em algumas ocasiões, o sujeito se dedica durante 10, 20, 30 anos, desenvolve laços afetivos com a empresa e, de repente, é convidado a se retirar ou é excluído compulsoriamente, como se toda a dedicação incondicional não tivesse valor algum”, comenta.
Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.
Redação, com informações do site da UnB, no endereço: http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=569
12 novembro, 2009
DIREITO NA MEDICINA – POR CÂNDIDO OCAMPO - CID no Atestado Médico
[ARTIGO] [Quinta-feira, 20 de Março de 2008 - 10:21]
Uma das questões enfrentadas pelo médico em sua rotina profissional é a que se refere à legalidade da aposição da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde –CID nos atestados. Muitos a chamam erroneamente de código internacional de doenças. A CID é um sistema de categorias atribuídas a entidades mórbidas segundo os critérios internacionalmente estabelecidos.
Em regra os profissionais da medicina devem exarar atestados sem fazer qualquer referência ao diagnóstico, vez que este é de interesse única e exclusivamente do paciente, e está protegido pelo dever ao sigilo profissional.
O segredo médico é uma espécie do segredo profissional assim erigido na busca da prevenção da intimidade do paciente, intimidade esta protegida, inclusive, pela Constituição Federal. Conseqüentemente, o segredo médico existe e pertence exclusivamente ao paciente, única pessoa com legitimidade para dele dispor.
A aposição da CID no atestado médico é plenamente legal e se torna obrigação do médico quando é o próprio paciente ou seu responsável legal que solicita. Neste caso não há qualquer dúvida. É aconselhável, no entanto, que o médico registre formalmente o pedido autorizatório do paciente, se possível no próprio verso do atestado, evitando assim discussões futuras.
Dúvidas surgem quando órgãos públicos de auditoria solicitam diretamente do médico assistente a aposição da CID no atestado do paciente. Em relação aos pedidos de órgãos como juntas médicas oficiais, entendemos que não há óbce legal ou ético na aposição da CID, vez que se tratam de setores de perícia médica, portanto sem a identificação da doença que legitimou os direitos do paciente torna-se impossível a realização da perícia e posterior homologação.
Por outro lado, os profissionais das juntas médicas que tiverem acesso ao respectivo atestado também estão obrigados a manter o sigilo profissional, não ferindo assim os direitos do paciente. Este entendimento encontra arrimo na ordem insculpida no artigo 108 do Código de Ética Médica que estabelece ser “vedado ao médico facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso”.
O mesmo não se pode dizer de empresas privadas que condicionam a validade do atestado à aposição da CID, sendo esta postura totalmente ilegal, pois fere o direito constitucional do paciente à sua privacidade e constrange o médico a praticar ato contrário aos seus princípios deontológicos. Nestes casos cabe ao paciente/empregado procurar seus direitos recorrendo ao Judiciário, e ao médico recusar-se a fazer aquilo que seu regulamento ético não permite.
Cândido Ocampo, advogado atuante no ramo do Direito Médico.
Fonte: CÂNDIDO OCAMPO
Autor: CÂNDIDO OCAMPO
http://www.rondoniagora.com/web/ra/noticias.asp?data=20/3/2008&cod=17279
Uma das questões enfrentadas pelo médico em sua rotina profissional é a que se refere à legalidade da aposição da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde –CID nos atestados. Muitos a chamam erroneamente de código internacional de doenças. A CID é um sistema de categorias atribuídas a entidades mórbidas segundo os critérios internacionalmente estabelecidos.
Em regra os profissionais da medicina devem exarar atestados sem fazer qualquer referência ao diagnóstico, vez que este é de interesse única e exclusivamente do paciente, e está protegido pelo dever ao sigilo profissional.
O segredo médico é uma espécie do segredo profissional assim erigido na busca da prevenção da intimidade do paciente, intimidade esta protegida, inclusive, pela Constituição Federal. Conseqüentemente, o segredo médico existe e pertence exclusivamente ao paciente, única pessoa com legitimidade para dele dispor.
A aposição da CID no atestado médico é plenamente legal e se torna obrigação do médico quando é o próprio paciente ou seu responsável legal que solicita. Neste caso não há qualquer dúvida. É aconselhável, no entanto, que o médico registre formalmente o pedido autorizatório do paciente, se possível no próprio verso do atestado, evitando assim discussões futuras.
Dúvidas surgem quando órgãos públicos de auditoria solicitam diretamente do médico assistente a aposição da CID no atestado do paciente. Em relação aos pedidos de órgãos como juntas médicas oficiais, entendemos que não há óbce legal ou ético na aposição da CID, vez que se tratam de setores de perícia médica, portanto sem a identificação da doença que legitimou os direitos do paciente torna-se impossível a realização da perícia e posterior homologação.
Por outro lado, os profissionais das juntas médicas que tiverem acesso ao respectivo atestado também estão obrigados a manter o sigilo profissional, não ferindo assim os direitos do paciente. Este entendimento encontra arrimo na ordem insculpida no artigo 108 do Código de Ética Médica que estabelece ser “vedado ao médico facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso”.
O mesmo não se pode dizer de empresas privadas que condicionam a validade do atestado à aposição da CID, sendo esta postura totalmente ilegal, pois fere o direito constitucional do paciente à sua privacidade e constrange o médico a praticar ato contrário aos seus princípios deontológicos. Nestes casos cabe ao paciente/empregado procurar seus direitos recorrendo ao Judiciário, e ao médico recusar-se a fazer aquilo que seu regulamento ético não permite.
Cândido Ocampo, advogado atuante no ramo do Direito Médico.
Fonte: CÂNDIDO OCAMPO
Autor: CÂNDIDO OCAMPO
http://www.rondoniagora.com/web/ra/noticias.asp?data=20/3/2008&cod=17279
CLIMA DE GUERRA NO BB: EXECUTIVOS QUEREM DETONAR DIRETOR, MAS NÃO CONSEGUEM
Uma nuvem negra está pairando sobre o Banco do Brasil. O comando da instituição -- presidente e vice-presidentes -- decidiu demitir um diretor pelo estrago que ele vem fazendo em sua área, mas não consegue. Esse diretor é protegido do deputado federal Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT.
Por causa desse diretor, o BB está tendo que responder a uma série de ações judiciais por danos morais e abuso de poder. Em apenas uma ação, foi condenado a pagar R$ 100 mil a um funcionário que perdeu o cargo de advogado de forma sumária, depois de 10 anos na função.
Diante do estrago que os processos podem causar à imagem do BB, uma instituição de capital aberto, o banco entrou com pedido para que tudo corresse em segredo de Justiça. Mas ontem, dia 9, o pleito foi negado.
A guerra entre o comando do BB e o tal diretor já chegou ao Palácio do Planalto. Lá, dizem que é questão de dias para que o tal diretor deixe o cargo.
http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente
Indico aos amigos a leitura no sitio www.correiobrasiliense.com.br da matéria publicada no blog do Vicente, sobre situação do jurídico do BB.
É lamentável...
Por causa desse diretor, o BB está tendo que responder a uma série de ações judiciais por danos morais e abuso de poder. Em apenas uma ação, foi condenado a pagar R$ 100 mil a um funcionário que perdeu o cargo de advogado de forma sumária, depois de 10 anos na função.
Diante do estrago que os processos podem causar à imagem do BB, uma instituição de capital aberto, o banco entrou com pedido para que tudo corresse em segredo de Justiça. Mas ontem, dia 9, o pleito foi negado.
A guerra entre o comando do BB e o tal diretor já chegou ao Palácio do Planalto. Lá, dizem que é questão de dias para que o tal diretor deixe o cargo.
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