O resultado esmagador das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte não deixa dúvidas: o Movimento Nacional de Oposição Bancária e a Conlutas crescem em bancários.
JUARY CHAGAS
de Natal (RN), também escreve o blog http://juary-chagas.blogspot.com/
Na madrugada de 25 de fevereiro, um som ecoava do Palácio dos Esportes, no centro de Natal. Era a palavra de ordem “Eu sou Conlutas! Sou radical! Não sou capacho do Governo Federal!”, ecoada pelos bancários do RN e apoiadores que vieram de vários estados do país (SP, MA, RS, CE, etc.), durante a apuração das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.
A Chapa 1 – Independência e Luta –, do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) e da Conlutas, venceu com impressionantes 82,82%, enquanto a chapa 2, que era formada pela Articulação/CUT e pela patronal, obteve apenas 17,18% dos votos
Membros da Chapa da Conlutas, bancários, militantes e ativistas comemoram a vitória esmagadora contra a chapa da CUT e da patronal;
válidos. Após anunciada a vitória, os membros da Chapa 1, junto com os bancários da categoria, militantes e apoiadores, comemoraram o resultado histórico que sepultou de uma vez a CUT na categoria bancária do RN.
O gangsterismo sindical da CUT não foi suficiente para impedir a derrota
A campanha para a sucessão no Sindicato durou cerca de dois meses, período em que toda a categoria pôde tomar conhecimento da diferença brutal entre os dois projetos apresentados nas eleições.
Enquanto a chapa da CUT reafirmava a defesa da Mesa Única da FENABAN, do colaboracionismo com os patrões e o Governo Lula, a Chapa 1 defendeu a independência de classe frente a patrões e Governos, a autonomia frente aos partidos, além de todas as bandeiras de luta reivindicadas pelos bancários. Essas diferenças foram elementos norteadores que fizeram com que os bancários do RN, já antes do dia da votação, sinalizassem uma votação em massa na Chapa da Conlutas.
Diante dessa realidade e tendo a ciência de que sofreria uma derrota esmagadora, a Chapa da CUT tentou de todas as maneiras inviabilizar o processo de votação com posturas claras de banditismo e gangsterismo sindical. Provocações, intimidações, ofensas, tentativas seguidas de parar a coleta de votos foram apenas alguns exemplos do que a CUT tentou fazer para criar fatos políticos que manchassem ou diminuíssem o tamanho da vitória da Conlutas.
Em uma das maiores urnas, o mesário ligado à Chapa da CUT fez de tudo para sumir com a relação de votantes e quando foi impelido pelos próprios bancários que estavam no local de trabalho, tentou engolir (literalmente) a relação. Antes de iniciar a apuração, a CUT também tentou de todas as formas inviabilizar a contagem dos votos que selariam a humilhante derrota e, incentivados pelos próprios candidatos da Chapa 2, invadiram o ginásio com uma grande quantidade de militantes e capangas contratados.
Felizmente, a Comissão Eleitoral conseguiu garantir a continuidade e a segurança do processo, de forma que não tendo mais como impedir a deflagração do resultado das eleições, a CUT se retirou da apuração, reconhecendo tacitamente a sua derrota.
Foram episódios lamentáveis que demonstraram cada vez mais a decadência absoluta da CUT como instrumento da classe trabalhadora. No entanto, a melhor resposta para toda a violência, ofensas e provocações foi dada sem dúvida pela própria categoria, que varreu de uma vez o peleguismo ao depositar o voto na Chapa 1.
A propaganda ideológica contra o PSTU também virou pó
Além do gangsterismo da CUT, outra coisa chamou atenção na campanha. Mesmo com a Chapa 1 tendo sido construída a partir da composição de várias forças políticas e mesmo com a minoria de militantes sendo organicamente do partido, a chapa da CUT tentou utilizar um artifício político desonesto para evitar a derrota: atacar o PSTU.
A CUT procurou, durante todo o processo, fazer a sua campanha a partir de uma propaganda ideológica que tentava convencer os bancários a votar nos governistas, pois se não o fizessem, estariam colocando o sindicato “sob o controle” dos “radicais”, dos “xiitas da Conlutas e do PSTU”. A CUT simplesmente acreditava que nossa já reconhecida política de oposição de esquerda ao Governo Lula, ruptura com o imperialismo e construção das lutas da classe trabalhadora a serviço da transformação social, afloraria o conservadorismo da categoria e faria com que não depositassem o voto na nossa chapa.
Felizmente, o tiro saiu pela culatra. De nada adiantou o falatório cutista que procurou se apoiar nas concepções mais atrasadas disseminadas no seio da classe, pois a resposta de mais de 80% dos bancários do RN foi clara: o que queremos é um sindicato classista, combativo, com disposição e independência para enfrentar patrões, governos e quem mais se colocar à frente contra as nossas reivindicações imediatas e históricas.
“Me parece... que a Conlutas cresce!”
O anúncio oficial do resultado das urnas, que revelou a esmagadora maioria de votos para a Chapa 1, mostra que quem hoje está isolada é a CUT. Não ainda isolada do ponto de vista da estrutura e da quantidade dos sindicatos que dirige, mas sobretudo pelo aparato falido, engessado e “chapa branca” que se tornou.
A falência da CUT e os resultados expressivos obtidos nos locais onde o conjunto das categorias fez alguma experiência com a Conlutas e com as direções combativas mostram que é possível avançar na construção de uma ferramenta da classe trabalhadora que esteja a serviço não apenas da luta contra os governos e as burocracias sindicais governistas, mas principalmente que possa impulsionar um processo de organização da classe trabalhadora em direção ao socialismo.
Esta vitória dos bancários do RN é parte indissociável desse processo e deve ser repetida sempre que houver a possibilidade de unir os lutadores em torno de um programa que se norteie pelo classismo, democracia operária, independência de classe e pela ação direta em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Esta é uma vitória histórica dos bancários, mas principalmente da nossa classe, que vê a influência do projeto da Conlutas se ampliar e se fortalecer.
Ao final da apuração das eleições dos bancários do RN, um outro grito ecoava no Palácio dos Esportes, no centro da Natal: “Me parece... Me parece... Me parece... Que a Conlutas cresce! Na luta!”. Mas não nos parece. Simplesmente, não temos dúvidas.
Juary Chagas é diretor do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
A oposição Bancária de Mogi das Cruzes e região tem por objetivos, juntamente com a Oposição Bancária Nacional, resgatar a autonomia e independência frente a governos, partidos e patrões, há muito deixados de lado pelo movimento sindical da CUT e colocar novamente os sindicatos a favor da luta dos trabalhadores.
AGORA É GREVE!
Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!
NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS
GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!
25 fevereiro, 2010
22 fevereiro, 2010
Bancários da Caixa decidem nesta terça (23) sobre greve contra redução de salários
18/02/2010
Os bancários da Caixa estão sendo convocados para realizar assembleia na próxima terça-feira (23), às 19h, diante do prédio Matriz 1, no SBS, e deliberar sobre indicativo de greve no dia 1° de março, caso a direção da Caixa insista em implementar a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, mas com redução proporcional de salários para as funções técnicas e de assessoramento.
A assembleia antecede em um dia a reunião de negociação entre a direção da Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados da empresa (CEE/Caixa). Está marcada para quarta (24) a retomada das conversações, a primeira desde que a direção da Caixa enviou comunicado eletrônico aos empregados no último dia 4, informando que reduzirá salários de quase 40 cargos, ignorando completamente as negociações em andamento e desrespeitando os empregados e suas entidades representativas.
Essa proposta indecente da direção da Caixa afetará profunda e negativamente a vida de milhares de bancários e contraria completamente a reivindicação da categoria, que é o cumprimento da jornada legal de seis horas sem redução salarial. A Caixa quer impor a medida antes de prosseguir a discussão para implementação de um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), batizado de Plano Funções Gratificadas (PFG).
Dependendo do que a Caixa colocar na mesa de negociação, nova assembleia deverá, antes do final de semana, ratificar a decisão de fazer a greve em 1º de março.
Reunião de delegados sindicais
Para preparar a assembléia e intensificar a mobilização da categoria, os delegados sindicais de todas as dependências da Caixa estão sendo convocados para reunião nesta segunda (22), às 19h, na sede do Sindicato.
“Não aceitamos nenhum acordo que promova o rebaixamento de salário, afetando a subsistência dos empregados e o sustento de suas famílias. Além disso, a medida poderá se estender, posterior e paulatinamente, a todos os funcionários que trabalham oito horas atualmente. Portanto, essa é uma questão que interessa a todos os funcionários da Caixa. Assim, contamos com a presença geral e o envolvimento de todos nessa luta contra mais uma medida injusta e irresponsável da direção da Caixa”, afirmou Alexandre Severo, diretor do Sindicato.
Fonte: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=5646&Itemid=23
Os bancários da Caixa estão sendo convocados para realizar assembleia na próxima terça-feira (23), às 19h, diante do prédio Matriz 1, no SBS, e deliberar sobre indicativo de greve no dia 1° de março, caso a direção da Caixa insista em implementar a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, mas com redução proporcional de salários para as funções técnicas e de assessoramento.
A assembleia antecede em um dia a reunião de negociação entre a direção da Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados da empresa (CEE/Caixa). Está marcada para quarta (24) a retomada das conversações, a primeira desde que a direção da Caixa enviou comunicado eletrônico aos empregados no último dia 4, informando que reduzirá salários de quase 40 cargos, ignorando completamente as negociações em andamento e desrespeitando os empregados e suas entidades representativas.
Essa proposta indecente da direção da Caixa afetará profunda e negativamente a vida de milhares de bancários e contraria completamente a reivindicação da categoria, que é o cumprimento da jornada legal de seis horas sem redução salarial. A Caixa quer impor a medida antes de prosseguir a discussão para implementação de um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), batizado de Plano Funções Gratificadas (PFG).
Dependendo do que a Caixa colocar na mesa de negociação, nova assembleia deverá, antes do final de semana, ratificar a decisão de fazer a greve em 1º de março.
Reunião de delegados sindicais
Para preparar a assembléia e intensificar a mobilização da categoria, os delegados sindicais de todas as dependências da Caixa estão sendo convocados para reunião nesta segunda (22), às 19h, na sede do Sindicato.
“Não aceitamos nenhum acordo que promova o rebaixamento de salário, afetando a subsistência dos empregados e o sustento de suas famílias. Além disso, a medida poderá se estender, posterior e paulatinamente, a todos os funcionários que trabalham oito horas atualmente. Portanto, essa é uma questão que interessa a todos os funcionários da Caixa. Assim, contamos com a presença geral e o envolvimento de todos nessa luta contra mais uma medida injusta e irresponsável da direção da Caixa”, afirmou Alexandre Severo, diretor do Sindicato.
Fonte: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=5646&Itemid=23
09 fevereiro, 2010
Sindicato realiza plenária para debater PFG da Caixa amanhã, dia 10, às 19 horas
O departamento jurídico da entidade já está preparado para tirar dúvidas e orientar tecnicamente os empregados da CEF nesse importante momento de resistência e luta por nossos salários e direitos
Na Trincheira 120
O encontro já está marcado. Amanhã, quarta-feira, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, todos os empregados da Caixa estão convocados para, em conjunto com a direção da entidade e com nosso departamento jurídico, darmos um importante passo rumo à construção de um sólido pólo de resistência contra as artimanhas que envolvem a implementação do PFG. Já sabemos que, com a ajuda dos pelegos, a Caixa pretende reduzir salários e retirar direitos dos trabalhadores. E isso nós não podemos admitir jamais! Contra as manobras ardilosas do banco e as invariáveis e iminentes traições da Contraf-CUT, temos que estar bem organizados e bem preparados, inclusive tecnicamente. Nesse aspecto, surge a necessidade de estarmos muito bem informados, também juridicamente.
Nesse sentido, o Sindicato decidiu, como sempre, convocar o departamento jurídico para a luta, designando, desde já, o advogado Dr. Sérgio Luiz Ribeiro para estar à frente das discussões na plenária de amanhã e também para acompanhar todo o caso a partir de agora. Esse olhar técnico seguramente fará a diferença na dura luta que deveremos travar para, primeiro manter nossos direitos e salários, e avançar na construção de um PFG justo e digno para todos os empregados da Caixa.
Além do PFG, outros temas também deverão ser abordados, como o já concebido PAA e uma eventual reestruturação absurda que a Caixa pretenderia implementar, segundo nos trazem assustadores rumores Brasil afora. Também aí temos que estar bem preparados.
O Sindicato reafirma a importância da plenária e a necessidade de estarmos muito bem preparados e organizados para resistir e lutar por um PFG à altura do que nós merecemos. Não deixe de comparecer.
A hora de lutarmos é agora!
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1224
Na Trincheira 120
O encontro já está marcado. Amanhã, quarta-feira, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, todos os empregados da Caixa estão convocados para, em conjunto com a direção da entidade e com nosso departamento jurídico, darmos um importante passo rumo à construção de um sólido pólo de resistência contra as artimanhas que envolvem a implementação do PFG. Já sabemos que, com a ajuda dos pelegos, a Caixa pretende reduzir salários e retirar direitos dos trabalhadores. E isso nós não podemos admitir jamais! Contra as manobras ardilosas do banco e as invariáveis e iminentes traições da Contraf-CUT, temos que estar bem organizados e bem preparados, inclusive tecnicamente. Nesse aspecto, surge a necessidade de estarmos muito bem informados, também juridicamente.
Nesse sentido, o Sindicato decidiu, como sempre, convocar o departamento jurídico para a luta, designando, desde já, o advogado Dr. Sérgio Luiz Ribeiro para estar à frente das discussões na plenária de amanhã e também para acompanhar todo o caso a partir de agora. Esse olhar técnico seguramente fará a diferença na dura luta que deveremos travar para, primeiro manter nossos direitos e salários, e avançar na construção de um PFG justo e digno para todos os empregados da Caixa.
Além do PFG, outros temas também deverão ser abordados, como o já concebido PAA e uma eventual reestruturação absurda que a Caixa pretenderia implementar, segundo nos trazem assustadores rumores Brasil afora. Também aí temos que estar bem preparados.
O Sindicato reafirma a importância da plenária e a necessidade de estarmos muito bem preparados e organizados para resistir e lutar por um PFG à altura do que nós merecemos. Não deixe de comparecer.
A hora de lutarmos é agora!
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1224
Prazo para apresentação de plano odontológico é reiteradamente descumprido pelo BB
Falta de compromisso do banco levou os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas para a frente da agência Primeiro de Agosto. Questões referentes à saúde dos funcionários não podem ser motivo de descaso
Na Trincheira 120
Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas fizeram ontem, dia 8, mais um protesto contra a diretoria petista do Banco do Brasil. A manifestação foi em frente à agência da rua Primeiro de Agosto, para denunciar o descaso da instituição com a saúde de seus funcionários, que estão esperando há mais de um ano pela implementação de um plano odontológico.
Na campanha salarial de 2008 o BB se comprometeu a apresentar o plano até 30 de junho de 2009. Chegado o dia, o banco não tinha nada pronto. O movimento sindical cutista, então, resolveu estender o prazo para 31 de janeiro de 2010. Sete meses a mais, portanto. Tempo de sobra para que alguma equipe do BB se dedicasse à tarefa, já que ela estava prevista no acordo de 2008.
Só que já é fevereiro e o Banco do Brasil ainda não conseguiu tirar o plano odontológico do papel. Houve na semana passada, no dia 3, mais uma rodada da "mesa de enrolação permanente", onde estiveram sentados alguns representantes do banco e da Contraf/CUT. Aqueles que esperavam alguma novidade saíram do encontro de mãos abanando. Não deram nem sequer uma satisfação sobre o motivo de tanta demora.
Diante desse absurdo, o departamento jurídico do Sindicato está ajuizando uma ação para exigir que o BB cumpra aquilo que está no acordo assinado. Basta de desprezo!
O caos
A manifestação estava planejada para denunciar o desprezo do BB quanto a um compromisso assumido em acordo coletivo, mas acabou ganhando outros contornos no decorrer da manhã.
Durante o protesto, os diretores do Sindicato presenciaram o verdadeiro caos no atendimento prestado aos clientes do banco. O relógio já marcava mais de 11 horas e a fila para entrar na agência já quase descia as escadas da entrada.
Além da demora -- que, muito infelizmente, é fato corriqueiro na maior parte dos bancos brasileiros --, o Sindicato verificou que até o elevador para facilitar o acesso a idosos e deficientes estava em frangalhos. Quem quis usá-lo não pôde. É esse o retrato do maior banco do país, com mais de 200 anos de vida e prestes a apresentar o maior lucro da história.
Terceirização
O Sindicato recebeu denúncias de terceirização em algumas agências de sua base sindical e está apurando tais irregularidades para tomar as medidas cabíveis caso sejam confirmadas. O Sindicato é contra qualquer forma de terceirização. Quem trabalha em banco, bancário é!
O original está em: http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1217
Na Trincheira 120
Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas fizeram ontem, dia 8, mais um protesto contra a diretoria petista do Banco do Brasil. A manifestação foi em frente à agência da rua Primeiro de Agosto, para denunciar o descaso da instituição com a saúde de seus funcionários, que estão esperando há mais de um ano pela implementação de um plano odontológico.
Na campanha salarial de 2008 o BB se comprometeu a apresentar o plano até 30 de junho de 2009. Chegado o dia, o banco não tinha nada pronto. O movimento sindical cutista, então, resolveu estender o prazo para 31 de janeiro de 2010. Sete meses a mais, portanto. Tempo de sobra para que alguma equipe do BB se dedicasse à tarefa, já que ela estava prevista no acordo de 2008.
Só que já é fevereiro e o Banco do Brasil ainda não conseguiu tirar o plano odontológico do papel. Houve na semana passada, no dia 3, mais uma rodada da "mesa de enrolação permanente", onde estiveram sentados alguns representantes do banco e da Contraf/CUT. Aqueles que esperavam alguma novidade saíram do encontro de mãos abanando. Não deram nem sequer uma satisfação sobre o motivo de tanta demora.
Diante desse absurdo, o departamento jurídico do Sindicato está ajuizando uma ação para exigir que o BB cumpra aquilo que está no acordo assinado. Basta de desprezo!
O caos
A manifestação estava planejada para denunciar o desprezo do BB quanto a um compromisso assumido em acordo coletivo, mas acabou ganhando outros contornos no decorrer da manhã.
Durante o protesto, os diretores do Sindicato presenciaram o verdadeiro caos no atendimento prestado aos clientes do banco. O relógio já marcava mais de 11 horas e a fila para entrar na agência já quase descia as escadas da entrada.
Além da demora -- que, muito infelizmente, é fato corriqueiro na maior parte dos bancos brasileiros --, o Sindicato verificou que até o elevador para facilitar o acesso a idosos e deficientes estava em frangalhos. Quem quis usá-lo não pôde. É esse o retrato do maior banco do país, com mais de 200 anos de vida e prestes a apresentar o maior lucro da história.
Terceirização
O Sindicato recebeu denúncias de terceirização em algumas agências de sua base sindical e está apurando tais irregularidades para tomar as medidas cabíveis caso sejam confirmadas. O Sindicato é contra qualquer forma de terceirização. Quem trabalha em banco, bancário é!
O original está em: http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1217
Santander apresenta proposta de acordo aditivo e de PPR; assembleia é nesta quinta, às 19 horas
Na Trincheira 120
Depois de enrolar os trabalhadores por mais de cinco meses, na quarta-feira passada o Santander finalmente apresentou sua nova proposta para o acordo aditivo e para o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os acordos cobrirão tanto os funcionários do Santander quanto os do Banco Real e terão validade de dois anos.
Todas as cláusulas do Acordo Aditivo 2008/2009 do Santander serão mantidas. Apenas os valores serão aumentados: em 6% neste primeiro momento -- reajuste obtido pelos bancários na última campanha salarial -- e, depois, pelo índice a ser conquistado na campanha salarial deste ano.
PPR
O acordo de PPR proposto pelo Santander Brasil prevê pagamento de R$ 1.250 na sexta-feira da semana que vem, dia 19, juntamente com a segunda parcela da PLR. O banco também garantiu que, em 2011, o valor do PPR será de, no mínimo, R$ 1.350.
Peleguismo
Depois de cinco meses de enrolação pelo Santander, os pelegos cutistas conseguiram negociar um acordo rebaixado e com validade de dois anos, o que é péssimo para os bancários. E, para piorar, tiveram a cara-de-pau de dizer que tudo foi conquistado com muita luta. Alguém viu a pelegada lutando por um aditivo e PPR melhores? Mais uma piada de mau gosto... Ah, também ignoraram uma negociação decente porque estão mesmos preocupados com as eleições que se aproximam.
Assembleia
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas convoca os funcionários do Grupo Santander Brasil para discutir e deliberar sobre o Acordo Aditivo referente ao período 2009/2010 nesta quinta-feira, dia 11, às 18h30, ou às 19 horas, em segunda convocação. Participe!
Depois de enrolar os trabalhadores por mais de cinco meses, na quarta-feira passada o Santander finalmente apresentou sua nova proposta para o acordo aditivo e para o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os acordos cobrirão tanto os funcionários do Santander quanto os do Banco Real e terão validade de dois anos.
Todas as cláusulas do Acordo Aditivo 2008/2009 do Santander serão mantidas. Apenas os valores serão aumentados: em 6% neste primeiro momento -- reajuste obtido pelos bancários na última campanha salarial -- e, depois, pelo índice a ser conquistado na campanha salarial deste ano.
PPR
O acordo de PPR proposto pelo Santander Brasil prevê pagamento de R$ 1.250 na sexta-feira da semana que vem, dia 19, juntamente com a segunda parcela da PLR. O banco também garantiu que, em 2011, o valor do PPR será de, no mínimo, R$ 1.350.
Peleguismo
Depois de cinco meses de enrolação pelo Santander, os pelegos cutistas conseguiram negociar um acordo rebaixado e com validade de dois anos, o que é péssimo para os bancários. E, para piorar, tiveram a cara-de-pau de dizer que tudo foi conquistado com muita luta. Alguém viu a pelegada lutando por um aditivo e PPR melhores? Mais uma piada de mau gosto... Ah, também ignoraram uma negociação decente porque estão mesmos preocupados com as eleições que se aproximam.
Assembleia
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas convoca os funcionários do Grupo Santander Brasil para discutir e deliberar sobre o Acordo Aditivo referente ao período 2009/2010 nesta quinta-feira, dia 11, às 18h30, ou às 19 horas, em segunda convocação. Participe!
Sindicato dos Bancários de Bauru barra horas extras no Santander
Iniciativa do departamento jurídico da entidade enseja matéria da Folha de S.Paulo e ganha projeção nacional
Na Trincheira 120
A Folha de S.Paulo deu repercussão nacional a uma vitoriosa ação movida pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas contra o Santander em 2003. No dia 4, o jornal publicou matéria sobre a decisão do juiz do trabalho Levi Rosa Tomé, de Ourinhos.
Por ser uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, mas o fato é que, por enquanto, os funcionários do Santander da região de Ourinhos estão livres da exigência de horas extras.
Tudo aconteceu porque, motivado pela denúncia do Sindicato, o Ministério Público do Trabalho realizou uma auditoria nas agências do banco e constatou fraudes no controle do ponto eletrônico. "Após cumprido o tempo de trabalho, o ponto dava como encerrada a atividade do funcionário. Só que, a pedido do gerente, ele continuava na agência, com outra senha", explica um procurador.
O MPT, inclusive, já pretende fazer com que a decisão se estenda para todo o estado de São Paulo.
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1220
Na Trincheira 120
A Folha de S.Paulo deu repercussão nacional a uma vitoriosa ação movida pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas contra o Santander em 2003. No dia 4, o jornal publicou matéria sobre a decisão do juiz do trabalho Levi Rosa Tomé, de Ourinhos.
Por ser uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, mas o fato é que, por enquanto, os funcionários do Santander da região de Ourinhos estão livres da exigência de horas extras.
Tudo aconteceu porque, motivado pela denúncia do Sindicato, o Ministério Público do Trabalho realizou uma auditoria nas agências do banco e constatou fraudes no controle do ponto eletrônico. "Após cumprido o tempo de trabalho, o ponto dava como encerrada a atividade do funcionário. Só que, a pedido do gerente, ele continuava na agência, com outra senha", explica um procurador.
O MPT, inclusive, já pretende fazer com que a decisão se estenda para todo o estado de São Paulo.
http://www.seebbauru.com.br/conteudo.php?cid=7&id=1220
28 janeiro, 2010
Eleição no SEEB Bauru - Conlutas vence a CUT por esmagadora maioria dos votos
Acabada a apuração das eleições para o sindicato dos bancários de Bauru.
A chapa da Conlutas teve 940 votos (78%) e a chapa da CUT teve 268 (22%).
A vitória se deve à atuação da diretoria do sindicato na defesa dos interesses da categoria.
Esta vitória reforça a luta pela construção de uma alternativa combativa, classista e independente dos banqueiros e do governo para os bancários.
A chapa da Conlutas teve 940 votos (78%) e a chapa da CUT teve 268 (22%).
A vitória se deve à atuação da diretoria do sindicato na defesa dos interesses da categoria.
Esta vitória reforça a luta pela construção de uma alternativa combativa, classista e independente dos banqueiros e do governo para os bancários.
20 janeiro, 2010
Haiti urgente!
Encaminhamos a solicitação da Conlutas Nacional para que todos possam fazer sua contribuição solidaria, humanitaria e classista já que ajuda vai para uma organização dos trabalhadores que antes do terremoto já estava na luta contra a ocupação das tropas e por um Haiti dos trabalhadores.
Oposição Bancária Mogi
20/01/2010
Nova conta para depósito: Campanha de Solidariedade ao Povo Haitiano
Às Entidades, oposições, movimentos e ativistas.
Escrevemos a todos e todas em caráter de urgência para solicitar contribuições financeiras imediatas a todas as entidades e militantes para que possamos enviar para nossos companheiros de Batay Ouvrie. Conseguimos finalmente contatos com Didier e tanto ele quanto Raquel sua companheira, estão bem. Carole que esteve conosco nas atividades em julho último também esta bem.
Nossos companheiros relatam de maneira concreta a luta pela vida que temos visto pelas cenas da imprensa. A luta dos companheiros que buscam cuidar de seus feridos, garantir sua sobrevivência mas em uma lógica de resgatar sua organização. O funcionamento coletivo, a organização e participação popular, única forma de se contrapor a ofensiva hipócrita do imperialismo, travestindo de ajuda humanitária o envio de mais tropas militares para monitorar e controlar o povo haitiano. Agora com o imperialismo norte americano mostrando quem manda de fato. O envio de 10.000 militares norte americanos com os mariners à frente cuja especialidade nunca foi salvar vidas em nenhum lugar do mundo, é mais do que simbólico.
Queremos fazer uma campanha nas bases de nossas organizações, de solidariedade de classe. Chamando a contribuição dos trabalhadores brasileiros para os trabalhadores haitianos, que ao mesmo tempo mantenha a denúncia da ocupação militar que ganha novas proporções. Mas essa campanha, com material na base, arrecadação de contribuição nas empresas, universidades ou votadas em assembléias, com uma idéia do tipo “um dia de salário para o povo haitiano”, absolutamente necessária, vai demorar para conseguirmos recursos mais imediatos como estão necessitando os companheiros.
Por isso queremos que cada entidade, movimento e organização discuta até a semana que vem contribuição direta de seus recursos normais para que possamos enviar.
Para isso abrimos uma conta bancária específica para depósito das contribuições a serem enviadas a Batay Ouvriey. Isto nos permitirá divulgar posteriormente, o extrato desta conta às entidades que contribuíram bem como a prestação de contas em relação à Campanha.
Abaixo segue o número da conta.
Favorecido: Campanha Haiti
Banco do Brasil
Agência 4223-4
Conta 8844-7
Solicitamos às entidades, oposições, movimentos e ativistas que por ventura tenham realizado contribuições na conta da Conlutas, que nos enviem identificação do depósito com data e valor, para que possamos dar o devido encaminhamento.
Conlutas
Secretaria Nacional Executiva
São Paulo, 19 de janeiro de 2010.
Oposição Bancária Mogi
20/01/2010
Nova conta para depósito: Campanha de Solidariedade ao Povo Haitiano
Às Entidades, oposições, movimentos e ativistas.
Escrevemos a todos e todas em caráter de urgência para solicitar contribuições financeiras imediatas a todas as entidades e militantes para que possamos enviar para nossos companheiros de Batay Ouvrie. Conseguimos finalmente contatos com Didier e tanto ele quanto Raquel sua companheira, estão bem. Carole que esteve conosco nas atividades em julho último também esta bem.
Nossos companheiros relatam de maneira concreta a luta pela vida que temos visto pelas cenas da imprensa. A luta dos companheiros que buscam cuidar de seus feridos, garantir sua sobrevivência mas em uma lógica de resgatar sua organização. O funcionamento coletivo, a organização e participação popular, única forma de se contrapor a ofensiva hipócrita do imperialismo, travestindo de ajuda humanitária o envio de mais tropas militares para monitorar e controlar o povo haitiano. Agora com o imperialismo norte americano mostrando quem manda de fato. O envio de 10.000 militares norte americanos com os mariners à frente cuja especialidade nunca foi salvar vidas em nenhum lugar do mundo, é mais do que simbólico.
Queremos fazer uma campanha nas bases de nossas organizações, de solidariedade de classe. Chamando a contribuição dos trabalhadores brasileiros para os trabalhadores haitianos, que ao mesmo tempo mantenha a denúncia da ocupação militar que ganha novas proporções. Mas essa campanha, com material na base, arrecadação de contribuição nas empresas, universidades ou votadas em assembléias, com uma idéia do tipo “um dia de salário para o povo haitiano”, absolutamente necessária, vai demorar para conseguirmos recursos mais imediatos como estão necessitando os companheiros.
Por isso queremos que cada entidade, movimento e organização discuta até a semana que vem contribuição direta de seus recursos normais para que possamos enviar.
Para isso abrimos uma conta bancária específica para depósito das contribuições a serem enviadas a Batay Ouvriey. Isto nos permitirá divulgar posteriormente, o extrato desta conta às entidades que contribuíram bem como a prestação de contas em relação à Campanha.
Abaixo segue o número da conta.
Favorecido: Campanha Haiti
Banco do Brasil
Agência 4223-4
Conta 8844-7
Solicitamos às entidades, oposições, movimentos e ativistas que por ventura tenham realizado contribuições na conta da Conlutas, que nos enviem identificação do depósito com data e valor, para que possamos dar o devido encaminhamento.
Conlutas
Secretaria Nacional Executiva
São Paulo, 19 de janeiro de 2010.
09 janeiro, 2010
CEF - DIA 12, USE VERMELHO
Caixa descumpre Acordo coletivo mais uma vez
Vamos construir um dia de mobilização e demonstrar nossa insatisfação
Dia 12 - USE VERMELHO
Depois de haver assinado o Acordo em 2007 para implantar o PCC em 2008, a Caixa demonstra, mais uma vez, o descaso com os empregados e não cumpre o que assinou.
Infelizmente, não se trata de um contratempo, como a empresa poderia alegar, mas de uma postura de desrespeito mesmo, pois o processo de elaboração do novo PCC não foi negociado com o movimento e, até agora, ninguém sabe ao certo qual a proposta da Caixa para o PFG.
A maior expectativa dos empregados é para que acabe a função de 8 horas, reduzindo a jornada de trabalho para 6 horas sem redução de salário. No entanto há outras questões que também interessam muito aos empregados.
O fim do CTVA é uma delas, pois cada aumento na RB não significa um aumento no salário, uma vez que esse aumento é compensado com uma redução do CTVA. Assim, cada vez que se recebe um delta, não se percebe o aumento porque não há aumento no salário liquido.
A não discriminação dos empregados que estão no Reg/Replan é outra questão importante, pois a Caixa não pode fazer a exigência de que os empregados façam o Saldamento e mudem de plano na Funcef para entrar no novo PCC. Isso caracteriza um assédio moral. É direito de quem quiser permanecer no Reg/Replan faze-lo sem ser discriminado.
Também tem outra questão que é a exigência de abrir mão de ações na justiça. Isso é inclusive inconstitucional.
Os empregados que estão com ação na justiça por hora extra ou pela incorporação do CTVA, têm todo o direito de fazê-lo e a Caixa não pode exigir que os empregados retirem suas ações.
Há informações oficiosas de que a Caixa está preparando um “incentivo” para quem migrar para o novo PCC. Seria oferecido um valor como forma de “cala boca” para aceitar as condições impostas pela Caixa. O valor que se cogita de forma não oficial é algo entre R$ 50.000,00 e R$ 60.000,00.
Não acreditamos que isso possa acontecer, mas mesmo que for verdade temos que estar atentos aos nossos direitos, pois uma ação de hora extra gera um valor muito superior a isso (é só perguntar aos colegas que já ganharam na justiça) uma vez que sobre o valor oferecido pela Caixa ainda vai ter desconto do imposto de renda.
Mas, a Caixa quer o aval dos sindicatos para que não haja ação na justiça depois. Assim, temos que estar alerta para quando o sindicato chamar uma assembléia e ver se a proposta que ele vai defender interessa realmente aos empregados. Lembre-se que na assembléia do PCS, de 700 pessoas presentes, nós perdemos por 13 votos e o sindicato assinou acordo com a Caixa.
Se o sindicato aprovar em assembléia o novo PCC e assinar Acordo com a Caixa, qualquer ação na justiça tem pouquíssimas chances de ganhar, pois a justiça considera o Acordo Coletivo como regra valida para todos.
Precisamos estar muito mobilizados e unidos para conseguir um bom PCC que atenda aos interesses de todos os empregados, portanto vamos nos mobilizar para o dia de luta e cobrar da Caixa que cumpra o Acordo Coletivo e implante imediatamente o novo PCC. Incentive seu colega a participar do dia de luta e vir de vermelho no dia 12.
Assinam,
Wilson Ribeiro
Wilson Leite
Delegados Sindicais da Gifus/SP
Vamos construir um dia de mobilização e demonstrar nossa insatisfação
Dia 12 - USE VERMELHO
Depois de haver assinado o Acordo em 2007 para implantar o PCC em 2008, a Caixa demonstra, mais uma vez, o descaso com os empregados e não cumpre o que assinou.
Infelizmente, não se trata de um contratempo, como a empresa poderia alegar, mas de uma postura de desrespeito mesmo, pois o processo de elaboração do novo PCC não foi negociado com o movimento e, até agora, ninguém sabe ao certo qual a proposta da Caixa para o PFG.
A maior expectativa dos empregados é para que acabe a função de 8 horas, reduzindo a jornada de trabalho para 6 horas sem redução de salário. No entanto há outras questões que também interessam muito aos empregados.
O fim do CTVA é uma delas, pois cada aumento na RB não significa um aumento no salário, uma vez que esse aumento é compensado com uma redução do CTVA. Assim, cada vez que se recebe um delta, não se percebe o aumento porque não há aumento no salário liquido.
A não discriminação dos empregados que estão no Reg/Replan é outra questão importante, pois a Caixa não pode fazer a exigência de que os empregados façam o Saldamento e mudem de plano na Funcef para entrar no novo PCC. Isso caracteriza um assédio moral. É direito de quem quiser permanecer no Reg/Replan faze-lo sem ser discriminado.
Também tem outra questão que é a exigência de abrir mão de ações na justiça. Isso é inclusive inconstitucional.
Os empregados que estão com ação na justiça por hora extra ou pela incorporação do CTVA, têm todo o direito de fazê-lo e a Caixa não pode exigir que os empregados retirem suas ações.
Há informações oficiosas de que a Caixa está preparando um “incentivo” para quem migrar para o novo PCC. Seria oferecido um valor como forma de “cala boca” para aceitar as condições impostas pela Caixa. O valor que se cogita de forma não oficial é algo entre R$ 50.000,00 e R$ 60.000,00.
Não acreditamos que isso possa acontecer, mas mesmo que for verdade temos que estar atentos aos nossos direitos, pois uma ação de hora extra gera um valor muito superior a isso (é só perguntar aos colegas que já ganharam na justiça) uma vez que sobre o valor oferecido pela Caixa ainda vai ter desconto do imposto de renda.
Mas, a Caixa quer o aval dos sindicatos para que não haja ação na justiça depois. Assim, temos que estar alerta para quando o sindicato chamar uma assembléia e ver se a proposta que ele vai defender interessa realmente aos empregados. Lembre-se que na assembléia do PCS, de 700 pessoas presentes, nós perdemos por 13 votos e o sindicato assinou acordo com a Caixa.
Se o sindicato aprovar em assembléia o novo PCC e assinar Acordo com a Caixa, qualquer ação na justiça tem pouquíssimas chances de ganhar, pois a justiça considera o Acordo Coletivo como regra valida para todos.
Precisamos estar muito mobilizados e unidos para conseguir um bom PCC que atenda aos interesses de todos os empregados, portanto vamos nos mobilizar para o dia de luta e cobrar da Caixa que cumpra o Acordo Coletivo e implante imediatamente o novo PCC. Incentive seu colega a participar do dia de luta e vir de vermelho no dia 12.
Assinam,
Wilson Ribeiro
Wilson Leite
Delegados Sindicais da Gifus/SP
22 novembro, 2009
Pesquisa revela expressiva taxa de suicídio entre bancários
São Paulo – As péssimas condições de trabalho nos bancos estão levando centenas de bancários ao suicídio. Segundo pesquisa inédita da Universidade de Brasília (UnB), 181 bancários deram cabo à própria vida no Brasil entre 1996 e 2005, uma média de um suicídio a cada 20 dias. Entre as principais causas que levam o trabalhador a tomar essa medida extrema estão as pressões para o cumprimento de metas, a falta de funcionários para muitas tarefas, o assédio moral e perseguições gratuitas. O medo do desemprego ou de retaliações também abre uma brecha para o sofrimento.
“O estudo demonstrou que qualquer pessoa considerada normal está sujeita a passar pelo mesmo processo. Por mais equilibrada que seja a pessoa, caso não encontre soluções práticas para livrar-se das causas do sofrimento, seja por meio de uma remoção para outro setor na empresa, seja por meio da troca de emprego ou aposentadoria, a possibilidade de adoecimento é enorme. Alguns somatizam doenças físicas, outros desenvolvem transtornos mentais. De forma extrema, alguns entendem que a vida não merece ser vivida, optando pela radicalização por meio do suicídio”, explica o pesquisador Marcelo Finazzi, mestre em administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho, em entrevista para o do Instituto Humanitas Unisinos.
O pesquisador, que também é funcionário do Banco do Brasil, associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirmou em entrevista para o site da UnB. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão. “Cabe ressaltar que as reengenharias organizacionais também costumam resultar em enorme sofrimento, pois quase sempre geram demissões, mais trabalho para os que mantêm o emprego e, não raro, desorganização completa da vida pessoal do sujeito. A perda do equilíbrio se completa pela constatação de que o discurso reiteradamente veiculado nos informativos da organização, impregnados de mensagens de amor à empresa e empregados felizes, contrasta violentamente com a percepção de realidade do trabalhador”, explica.
Para Marcelo, o fator mais determinante que leva o empregado à desestabilização e à perda da vontade de viver é a falta de reconhecimento pelo esforço despendido para a realização das tarefas. “O trabalho é poderosa fonte de identidade e pertencimento social: o que os sujeitos esperam, no mínimo, é a valorização do que está sendo feito em prol dos objetivos organizacionais. O problema é que, em algumas ocasiões, o sujeito se dedica durante 10, 20, 30 anos, desenvolve laços afetivos com a empresa e, de repente, é convidado a se retirar ou é excluído compulsoriamente, como se toda a dedicação incondicional não tivesse valor algum”, comenta.
Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.
Redação, com informações do site da UnB, no endereço: http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=569
“O estudo demonstrou que qualquer pessoa considerada normal está sujeita a passar pelo mesmo processo. Por mais equilibrada que seja a pessoa, caso não encontre soluções práticas para livrar-se das causas do sofrimento, seja por meio de uma remoção para outro setor na empresa, seja por meio da troca de emprego ou aposentadoria, a possibilidade de adoecimento é enorme. Alguns somatizam doenças físicas, outros desenvolvem transtornos mentais. De forma extrema, alguns entendem que a vida não merece ser vivida, optando pela radicalização por meio do suicídio”, explica o pesquisador Marcelo Finazzi, mestre em administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho, em entrevista para o do Instituto Humanitas Unisinos.
O pesquisador, que também é funcionário do Banco do Brasil, associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirmou em entrevista para o site da UnB. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão. “Cabe ressaltar que as reengenharias organizacionais também costumam resultar em enorme sofrimento, pois quase sempre geram demissões, mais trabalho para os que mantêm o emprego e, não raro, desorganização completa da vida pessoal do sujeito. A perda do equilíbrio se completa pela constatação de que o discurso reiteradamente veiculado nos informativos da organização, impregnados de mensagens de amor à empresa e empregados felizes, contrasta violentamente com a percepção de realidade do trabalhador”, explica.
Para Marcelo, o fator mais determinante que leva o empregado à desestabilização e à perda da vontade de viver é a falta de reconhecimento pelo esforço despendido para a realização das tarefas. “O trabalho é poderosa fonte de identidade e pertencimento social: o que os sujeitos esperam, no mínimo, é a valorização do que está sendo feito em prol dos objetivos organizacionais. O problema é que, em algumas ocasiões, o sujeito se dedica durante 10, 20, 30 anos, desenvolve laços afetivos com a empresa e, de repente, é convidado a se retirar ou é excluído compulsoriamente, como se toda a dedicação incondicional não tivesse valor algum”, comenta.
Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.
Redação, com informações do site da UnB, no endereço: http://www.unb.br/noticias/bcopauta/index2.php?i=569
12 novembro, 2009
DIREITO NA MEDICINA – POR CÂNDIDO OCAMPO - CID no Atestado Médico
[ARTIGO] [Quinta-feira, 20 de Março de 2008 - 10:21]
Uma das questões enfrentadas pelo médico em sua rotina profissional é a que se refere à legalidade da aposição da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde –CID nos atestados. Muitos a chamam erroneamente de código internacional de doenças. A CID é um sistema de categorias atribuídas a entidades mórbidas segundo os critérios internacionalmente estabelecidos.
Em regra os profissionais da medicina devem exarar atestados sem fazer qualquer referência ao diagnóstico, vez que este é de interesse única e exclusivamente do paciente, e está protegido pelo dever ao sigilo profissional.
O segredo médico é uma espécie do segredo profissional assim erigido na busca da prevenção da intimidade do paciente, intimidade esta protegida, inclusive, pela Constituição Federal. Conseqüentemente, o segredo médico existe e pertence exclusivamente ao paciente, única pessoa com legitimidade para dele dispor.
A aposição da CID no atestado médico é plenamente legal e se torna obrigação do médico quando é o próprio paciente ou seu responsável legal que solicita. Neste caso não há qualquer dúvida. É aconselhável, no entanto, que o médico registre formalmente o pedido autorizatório do paciente, se possível no próprio verso do atestado, evitando assim discussões futuras.
Dúvidas surgem quando órgãos públicos de auditoria solicitam diretamente do médico assistente a aposição da CID no atestado do paciente. Em relação aos pedidos de órgãos como juntas médicas oficiais, entendemos que não há óbce legal ou ético na aposição da CID, vez que se tratam de setores de perícia médica, portanto sem a identificação da doença que legitimou os direitos do paciente torna-se impossível a realização da perícia e posterior homologação.
Por outro lado, os profissionais das juntas médicas que tiverem acesso ao respectivo atestado também estão obrigados a manter o sigilo profissional, não ferindo assim os direitos do paciente. Este entendimento encontra arrimo na ordem insculpida no artigo 108 do Código de Ética Médica que estabelece ser “vedado ao médico facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso”.
O mesmo não se pode dizer de empresas privadas que condicionam a validade do atestado à aposição da CID, sendo esta postura totalmente ilegal, pois fere o direito constitucional do paciente à sua privacidade e constrange o médico a praticar ato contrário aos seus princípios deontológicos. Nestes casos cabe ao paciente/empregado procurar seus direitos recorrendo ao Judiciário, e ao médico recusar-se a fazer aquilo que seu regulamento ético não permite.
Cândido Ocampo, advogado atuante no ramo do Direito Médico.
Fonte: CÂNDIDO OCAMPO
Autor: CÂNDIDO OCAMPO
http://www.rondoniagora.com/web/ra/noticias.asp?data=20/3/2008&cod=17279
Uma das questões enfrentadas pelo médico em sua rotina profissional é a que se refere à legalidade da aposição da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde –CID nos atestados. Muitos a chamam erroneamente de código internacional de doenças. A CID é um sistema de categorias atribuídas a entidades mórbidas segundo os critérios internacionalmente estabelecidos.
Em regra os profissionais da medicina devem exarar atestados sem fazer qualquer referência ao diagnóstico, vez que este é de interesse única e exclusivamente do paciente, e está protegido pelo dever ao sigilo profissional.
O segredo médico é uma espécie do segredo profissional assim erigido na busca da prevenção da intimidade do paciente, intimidade esta protegida, inclusive, pela Constituição Federal. Conseqüentemente, o segredo médico existe e pertence exclusivamente ao paciente, única pessoa com legitimidade para dele dispor.
A aposição da CID no atestado médico é plenamente legal e se torna obrigação do médico quando é o próprio paciente ou seu responsável legal que solicita. Neste caso não há qualquer dúvida. É aconselhável, no entanto, que o médico registre formalmente o pedido autorizatório do paciente, se possível no próprio verso do atestado, evitando assim discussões futuras.
Dúvidas surgem quando órgãos públicos de auditoria solicitam diretamente do médico assistente a aposição da CID no atestado do paciente. Em relação aos pedidos de órgãos como juntas médicas oficiais, entendemos que não há óbce legal ou ético na aposição da CID, vez que se tratam de setores de perícia médica, portanto sem a identificação da doença que legitimou os direitos do paciente torna-se impossível a realização da perícia e posterior homologação.
Por outro lado, os profissionais das juntas médicas que tiverem acesso ao respectivo atestado também estão obrigados a manter o sigilo profissional, não ferindo assim os direitos do paciente. Este entendimento encontra arrimo na ordem insculpida no artigo 108 do Código de Ética Médica que estabelece ser “vedado ao médico facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso”.
O mesmo não se pode dizer de empresas privadas que condicionam a validade do atestado à aposição da CID, sendo esta postura totalmente ilegal, pois fere o direito constitucional do paciente à sua privacidade e constrange o médico a praticar ato contrário aos seus princípios deontológicos. Nestes casos cabe ao paciente/empregado procurar seus direitos recorrendo ao Judiciário, e ao médico recusar-se a fazer aquilo que seu regulamento ético não permite.
Cândido Ocampo, advogado atuante no ramo do Direito Médico.
Fonte: CÂNDIDO OCAMPO
Autor: CÂNDIDO OCAMPO
http://www.rondoniagora.com/web/ra/noticias.asp?data=20/3/2008&cod=17279
CLIMA DE GUERRA NO BB: EXECUTIVOS QUEREM DETONAR DIRETOR, MAS NÃO CONSEGUEM
Uma nuvem negra está pairando sobre o Banco do Brasil. O comando da instituição -- presidente e vice-presidentes -- decidiu demitir um diretor pelo estrago que ele vem fazendo em sua área, mas não consegue. Esse diretor é protegido do deputado federal Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT.
Por causa desse diretor, o BB está tendo que responder a uma série de ações judiciais por danos morais e abuso de poder. Em apenas uma ação, foi condenado a pagar R$ 100 mil a um funcionário que perdeu o cargo de advogado de forma sumária, depois de 10 anos na função.
Diante do estrago que os processos podem causar à imagem do BB, uma instituição de capital aberto, o banco entrou com pedido para que tudo corresse em segredo de Justiça. Mas ontem, dia 9, o pleito foi negado.
A guerra entre o comando do BB e o tal diretor já chegou ao Palácio do Planalto. Lá, dizem que é questão de dias para que o tal diretor deixe o cargo.
http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente
Indico aos amigos a leitura no sitio www.correiobrasiliense.com.br da matéria publicada no blog do Vicente, sobre situação do jurídico do BB.
É lamentável...
Por causa desse diretor, o BB está tendo que responder a uma série de ações judiciais por danos morais e abuso de poder. Em apenas uma ação, foi condenado a pagar R$ 100 mil a um funcionário que perdeu o cargo de advogado de forma sumária, depois de 10 anos na função.
Diante do estrago que os processos podem causar à imagem do BB, uma instituição de capital aberto, o banco entrou com pedido para que tudo corresse em segredo de Justiça. Mas ontem, dia 9, o pleito foi negado.
A guerra entre o comando do BB e o tal diretor já chegou ao Palácio do Planalto. Lá, dizem que é questão de dias para que o tal diretor deixe o cargo.
http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente
Indico aos amigos a leitura no sitio www.correiobrasiliense.com.br da matéria publicada no blog do Vicente, sobre situação do jurídico do BB.
É lamentável...
11 novembro, 2009
Veja de quem foi a maior PLR da Caixa... E em uma só parcela.
CEF banca festa de arromba para o advogado do PT que se tornou o novo ministro do STF
Na Trincheira 109
10/11/2009
O Brasil todo acompanhou a polêmica em torno da nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país. Não custa lembrar que Toffoli ganhou visibilidade como um dos mais aguerridos advogados do PT, principalmente na época em que a sigla ganhou novo significado: ao invés de Partido dos Trabalhadores, passou a ser lida como "Partido dos Trambiqueiros".
Mesmo sabendo que o jovem advogado ficará para sempre sob o manto da suspeição, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva não teve dúvida -- nem muito menos vergonha na cara -- e indicou seu escudeiro para a vaga aberta pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu no dia 1o de setembro.
A Caixa Econômica Federal, petista que é, destinou nada menos que R$ 40 mil para homenagear o infiltrado do partido no STF. Alguém tem dúvida de que José Antonio Dias Toffoli foi posto no STF para ajudar os companheiros do PT no caso do mensalão? O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas não!
Nossa entidade também espera que o governo Lula tenha um pouco de escrúpulos e pare de utilizar recursos de um banco público para fazer festanças para seus comparsas! É absurdo e enojante fazer festa com dinheiro da CEF para agradar ministro enquanto seus trabalhadores lutam justamente para pedir aumento de salários e uma PLR melhorada, o que é negado pela diretoria petista da instituição.
http://www.seebbauru.com.br/
Na Trincheira 109
10/11/2009
O Brasil todo acompanhou a polêmica em torno da nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país. Não custa lembrar que Toffoli ganhou visibilidade como um dos mais aguerridos advogados do PT, principalmente na época em que a sigla ganhou novo significado: ao invés de Partido dos Trabalhadores, passou a ser lida como "Partido dos Trambiqueiros".
Mesmo sabendo que o jovem advogado ficará para sempre sob o manto da suspeição, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva não teve dúvida -- nem muito menos vergonha na cara -- e indicou seu escudeiro para a vaga aberta pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu no dia 1o de setembro.
A Caixa Econômica Federal, petista que é, destinou nada menos que R$ 40 mil para homenagear o infiltrado do partido no STF. Alguém tem dúvida de que José Antonio Dias Toffoli foi posto no STF para ajudar os companheiros do PT no caso do mensalão? O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas não!
Nossa entidade também espera que o governo Lula tenha um pouco de escrúpulos e pare de utilizar recursos de um banco público para fazer festanças para seus comparsas! É absurdo e enojante fazer festa com dinheiro da CEF para agradar ministro enquanto seus trabalhadores lutam justamente para pedir aumento de salários e uma PLR melhorada, o que é negado pela diretoria petista da instituição.
http://www.seebbauru.com.br/
08 novembro, 2009
Avaliação da campanha salarial dos bancários 2009
A categoria protagonizou mais uma grande luta, que faz parte do ciclo iniciado em 2003. Houve variações de banco para banco, mas no geral a luta neste ano foi fantástica.
A greve na CEF e no BNB foram as mais robustas. Durou 28 dias no primeiro e 29 em alguns estados; no outro banco atingiu 30 dias.
No BB a greve não foi tão forte, mas foi mais expressiva que no ano passado. Nos bancos privados houve uma participação maior que nos últimos anos, ainda que a greve ainda tenha a característica de ser de dentro pra fora.
O Acordo aprovado tem efeitos diferentes de banco para banco. Nos privados é visto como um acordo vitorioso na maioria deles (a exceção é o HSBC), nos públicos federais é visto como muito ruim e nos estaduais regionais tende a ser ruim na maioria deles também.
Os diferentes graus de satisfação têm muito haver com os diferentes graus de mobilização. Quem lutou mais esperava conquistar mais.
Assim, as conquistas da greve são vistas de forma diferente entre os bancários, com os bancos privados na ponta da satisfação e os públicos federais na ponta oposta da insatisfação. No entanto, de fato, as conquistas são muito pequenas frente à força da greve que foi feita e, principalmente, diante das necessidades e expectativa das bases e do lucro do setor.
Se a greve seguisse em todo o setor, poderia se conquistar mais. Mas, mesmo se ela seguisse apenas no BB e na CEF, já haveria espaço para mais conquistas.
O papel da direção sindical, mais uma vez, foi determinante para desmontar a greve e limitar as conquistas. Primeiro acabando com a greve na Fenaban e BB, depois na CEF.
Os bancários do BB e da CEF bem que tentaram passar por cima da direção, como em 2004, mas não conseguiram fazer isso nacionalmente. Depois que o Comando da Contraf/CUT orientou a aceitação do Acordo, no BB seguiu a greve em vários estados e depois, na CEF, vimos a mesma cena acontecendo.
Assim, podemos afirmar que havia uma greve forte que podia arrancar um Acordo bem melhor, mas que a traição da direção sindical impediu isso.
Isso coloca uma tarefa que é a de construir uma organização por local de trabalho e preparar para o ano que vem uma greve mais forte e que possa passar por cima da direção sindical quando ela for puxar o tapete do movimento.
Para que essa tarefa tenha êxito, é preciso fazer um movimento forte contra a compensação das horas da greve. Esse movimento não terá o apoio da maioria dos sindicatos, principalmente os ligados à CUT, mas é fundamental para manter a "moral" da tropa em alta.
O MNOB teve um papel determinante, mantendo uma coerência na sua política. Desde o Encontro Nacional promovido por fora da CUT, da pauta de reivindicação e do Comando Eleito na Base, até o plano de lutas com mobilizações, não só nas bases dos sindicatos do MNOB, mas também nas bases da CUT, onde o MNOB é Oposição.
Essa coerência foi determinante na hora da greve para enfrentar a intransigência do governo e dos banqueiros, ajudando na realização de uma greve forte da categoria.
Claro que o MNOB teve alguns problemas de organização, mas que não comprometeram a atuação da categoria. Isso significa que mesmo que o MNOB fosse bem mais organizado, não seria capaz de alterar de qualidade a realidade submetida.
Ou seja, não dependia do MNOB a mudança de qualidade nessa greve, mas da força da própria greve. Nesse sentido é que lamentamos a greve de pijama, com uma esmagadora parte da categoria ficando em casa ou indo viajar.
Por fim, é preciso dizer que os problemas de organização do MNOB não pode ser o centro do debate de balanço, mas a política que tivemos e nossa coerência. Nenhuma outra corrente do movimento enfrentou a CUT e se manteve na defesa da luta da categoria pelos seus direitos até o fim.
Isto é o que faz do MNOB a única alternativa viável e coerente de luta. E mesmo aqueles que criticam o MNOB pelas suas falhas organizativas, não são capazes de apresentar uma proposta superior.
Por isso, é fundamental organizarmos um Encontro Nacional, não apenas para ficarmos fazendo Balanços, mas para construirmos uma política de mobilização e de organização superior ao que acumulamos neste ano.
Wilson Ribeiro
(Este texto é uma contribuição dos Bancários do PSTU para o debate na categoria)
A greve na CEF e no BNB foram as mais robustas. Durou 28 dias no primeiro e 29 em alguns estados; no outro banco atingiu 30 dias.
No BB a greve não foi tão forte, mas foi mais expressiva que no ano passado. Nos bancos privados houve uma participação maior que nos últimos anos, ainda que a greve ainda tenha a característica de ser de dentro pra fora.
O Acordo aprovado tem efeitos diferentes de banco para banco. Nos privados é visto como um acordo vitorioso na maioria deles (a exceção é o HSBC), nos públicos federais é visto como muito ruim e nos estaduais regionais tende a ser ruim na maioria deles também.
Os diferentes graus de satisfação têm muito haver com os diferentes graus de mobilização. Quem lutou mais esperava conquistar mais.
Assim, as conquistas da greve são vistas de forma diferente entre os bancários, com os bancos privados na ponta da satisfação e os públicos federais na ponta oposta da insatisfação. No entanto, de fato, as conquistas são muito pequenas frente à força da greve que foi feita e, principalmente, diante das necessidades e expectativa das bases e do lucro do setor.
Se a greve seguisse em todo o setor, poderia se conquistar mais. Mas, mesmo se ela seguisse apenas no BB e na CEF, já haveria espaço para mais conquistas.
O papel da direção sindical, mais uma vez, foi determinante para desmontar a greve e limitar as conquistas. Primeiro acabando com a greve na Fenaban e BB, depois na CEF.
Os bancários do BB e da CEF bem que tentaram passar por cima da direção, como em 2004, mas não conseguiram fazer isso nacionalmente. Depois que o Comando da Contraf/CUT orientou a aceitação do Acordo, no BB seguiu a greve em vários estados e depois, na CEF, vimos a mesma cena acontecendo.
Assim, podemos afirmar que havia uma greve forte que podia arrancar um Acordo bem melhor, mas que a traição da direção sindical impediu isso.
Isso coloca uma tarefa que é a de construir uma organização por local de trabalho e preparar para o ano que vem uma greve mais forte e que possa passar por cima da direção sindical quando ela for puxar o tapete do movimento.
Para que essa tarefa tenha êxito, é preciso fazer um movimento forte contra a compensação das horas da greve. Esse movimento não terá o apoio da maioria dos sindicatos, principalmente os ligados à CUT, mas é fundamental para manter a "moral" da tropa em alta.
O MNOB teve um papel determinante, mantendo uma coerência na sua política. Desde o Encontro Nacional promovido por fora da CUT, da pauta de reivindicação e do Comando Eleito na Base, até o plano de lutas com mobilizações, não só nas bases dos sindicatos do MNOB, mas também nas bases da CUT, onde o MNOB é Oposição.
Essa coerência foi determinante na hora da greve para enfrentar a intransigência do governo e dos banqueiros, ajudando na realização de uma greve forte da categoria.
Claro que o MNOB teve alguns problemas de organização, mas que não comprometeram a atuação da categoria. Isso significa que mesmo que o MNOB fosse bem mais organizado, não seria capaz de alterar de qualidade a realidade submetida.
Ou seja, não dependia do MNOB a mudança de qualidade nessa greve, mas da força da própria greve. Nesse sentido é que lamentamos a greve de pijama, com uma esmagadora parte da categoria ficando em casa ou indo viajar.
Por fim, é preciso dizer que os problemas de organização do MNOB não pode ser o centro do debate de balanço, mas a política que tivemos e nossa coerência. Nenhuma outra corrente do movimento enfrentou a CUT e se manteve na defesa da luta da categoria pelos seus direitos até o fim.
Isto é o que faz do MNOB a única alternativa viável e coerente de luta. E mesmo aqueles que criticam o MNOB pelas suas falhas organizativas, não são capazes de apresentar uma proposta superior.
Por isso, é fundamental organizarmos um Encontro Nacional, não apenas para ficarmos fazendo Balanços, mas para construirmos uma política de mobilização e de organização superior ao que acumulamos neste ano.
Wilson Ribeiro
(Este texto é uma contribuição dos Bancários do PSTU para o debate na categoria)
31 outubro, 2009
Os banqueiros são amigos do Lulla e a Contraf / CUT é amiga do Lulla, tudo a ver...
Graças à Contraf / CUT esta campanha não foi melhor... Graças à garra dos bancários esta campanha não foi pior...
Compare o reajuste de 6% com os índices necessários para a REPOSIÇÃO INTEGRAL das perdas salariais:
dos bancários de bancos privados e Nossa Caixa - 23,25%;
dos bancários do Banco do Brasil - 80,49% e
dos bancários da Caixa Econômica Federal - 90,84%
Esta é a situação que vive o bancário. Sistema financeiro faturando e o bancário se ferrando. De abono em abono, de PLR em PLR, as perdas se acumulam. Para o bancário melhorar de vida, não bastam PLR e abonos: TEM QUE TER REPOSIÇÃO DAS PERDAS E AUMENTO DE SALÁRIO!
Os banqueiros são amigos do Lulla e a Contraf / CUT é amiga do Lulla, tudo a ver... Por isso que não temos campanha salarial pra valer... Sindicato não pode ter o rabo preso com os patrões e nem com o governo. Tem que ser independente para defender direitos dos bancários.
Por esse motivo - ser amiga do governo - que a Contraf / CUT não colocou a discussão da fusão da Nossa Caixa com o BB. A campanha salarial era o momento propício para construir a defesa dos empregos e direitos dos funcionários da Nossa Caixa.
Portanto, para o bancário melhorar de vida, tem que tomar as campanhas salariais em suas mãos. Chega de sindicato amigo de banqueiro e que não defende nossos direitos dirigindo as campanhas salariais.
Repasse para os bancários da sua lista de e-mails e vamos fortalecer o MNOB para construir campanhas salariais alternativas que aponte a reposição integral das perdas como eixo de reivindicação...
Vamos construir uma alternativa de direção para os bancários...
Chega de dirigentes governistas da Contraf / CUT no comando das nossas campanhas salariais!
Para a luta dos bancários ser vitoriosa sua participação é fundamental! Participe para que os heróis sejamos todos nós, bancários!
Compare o reajuste de 6% com os índices necessários para a REPOSIÇÃO INTEGRAL das perdas salariais:
dos bancários de bancos privados e Nossa Caixa - 23,25%;
dos bancários do Banco do Brasil - 80,49% e
dos bancários da Caixa Econômica Federal - 90,84%
Esta é a situação que vive o bancário. Sistema financeiro faturando e o bancário se ferrando. De abono em abono, de PLR em PLR, as perdas se acumulam. Para o bancário melhorar de vida, não bastam PLR e abonos: TEM QUE TER REPOSIÇÃO DAS PERDAS E AUMENTO DE SALÁRIO!
Os banqueiros são amigos do Lulla e a Contraf / CUT é amiga do Lulla, tudo a ver... Por isso que não temos campanha salarial pra valer... Sindicato não pode ter o rabo preso com os patrões e nem com o governo. Tem que ser independente para defender direitos dos bancários.
Por esse motivo - ser amiga do governo - que a Contraf / CUT não colocou a discussão da fusão da Nossa Caixa com o BB. A campanha salarial era o momento propício para construir a defesa dos empregos e direitos dos funcionários da Nossa Caixa.
Portanto, para o bancário melhorar de vida, tem que tomar as campanhas salariais em suas mãos. Chega de sindicato amigo de banqueiro e que não defende nossos direitos dirigindo as campanhas salariais.
Repasse para os bancários da sua lista de e-mails e vamos fortalecer o MNOB para construir campanhas salariais alternativas que aponte a reposição integral das perdas como eixo de reivindicação...
Vamos construir uma alternativa de direção para os bancários...
Chega de dirigentes governistas da Contraf / CUT no comando das nossas campanhas salariais!
Para a luta dos bancários ser vitoriosa sua participação é fundamental! Participe para que os heróis sejamos todos nós, bancários!
23 outubro, 2009
Não vamos compensar as horas de greve!
Quem lutou por todos não merece ser punido!
O acordo abre brecha para punir aqueles que lutaram, uma vez que prevê a compensação das horas de greve, a ser realizada até 15 de dezembro.
Mas, também segundo o acordo, os bancos não pode efetuar nenhum tipo de desconto em relação aos dias parados. As horas negativas ( não compensadas ) serão zeradas em 16/12.
Sabemos que haverá pressão para que os funcionários paguem todas as horas, utilizando isso para jogar o funcionalismo contra seu instrumento de luta, a greve. Não podemos deixar que isso aconteça.
A greve é um direito e ela só foi iniciada e se prolongou pela intransigência dos banqueiros e do governo nas negociações.
22 outubro, 2009
Os dias não compensados serão abonados - não aceite pressão de gerente. Denuncie se acontecer, não se cale.
A Contraf-CUT entrou em contato com a direção da Caixa na manhã desta quinta-feira para negociar o não-desconto deste dia 22 de outubro para os bancários das localidades que optaram por manter a greve nas assembléias realizadas ontem. O banco confirmou que o dia não será descontado, sendo incluído na compensação, que terá seu prazo limite estendido para o dia 21 de dezembro. Após essa data, os dias não compensados serão abonados.
A regra acordada com a Caixa segue a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e prevê a compensação dos dias parados em função da greve, sem possibilidade de desconto. A compensação será feita por meio de prestação de jornada suplementar de trabalho, que não poderá ultrapassar duas horas diárias, nem ser realizada em fins de semana ou feriados. Além disso, as horas extra realizadas antes da assinatura do acordo não poderão compensar os dias não trabalhados.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio e Porto Alegre
A regra acordada com a Caixa segue a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e prevê a compensação dos dias parados em função da greve, sem possibilidade de desconto. A compensação será feita por meio de prestação de jornada suplementar de trabalho, que não poderá ultrapassar duas horas diárias, nem ser realizada em fins de semana ou feriados. Além disso, as horas extra realizadas antes da assinatura do acordo não poderão compensar os dias não trabalhados.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio e Porto Alegre
Utilizando os mesmos argumentos da empresa, Contraf/CUT orientou o fim da greve na Caixa
Sob orientação do Comando dos empregados e da Contraf/CUT, a maioria dos funcionários da Caixa encerraram a greve
Utilizando os mesmos argumentos da empresa de que este era o limite, em negociação na noite do dia 20, a direção da Caixa apresentou a proposta que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700,00 a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, prontamente aceita pelo Comando.
A greve que completava o vigésimo oitavo dia lutava por questões urgentes como a Isonomia de direitos de ATS com 1% e licença-prêmio para todos, regras claras sobre o PCF (Plano de Cargos e Funções) com jornada de 6 horas sem rebaixamento de salário, reposição das perdas salariais e não punição dos empregados com a anistia dos dias de greve.
Mesmo com a greve seguindo forte em todo o país e o TST declarando que o movimento não era abusivo, a Contraf e o comando defenderam a aceitação da proposta e enterraram a paralisação.
O movimento e a disposição da base eram nitidamente contra o fim da greve, tanto que seis capitais (Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Porto Alegre e os estados de Goiás e Tocantins) continuam paradas e, em assembléias como as de SP e Brasília, os sindicatos precisaram se apoiar nos gerentes e fura-greves para aprovar o acordo.
Relatos de vários locais deixam claro a contrariedade pela proposta.
Em assembléia no Sindicato do Maranhão, a nova proposta da Caixa foi reprovada pela maioria dos empregados do banco. No entanto, considerando a decisão das assembléias em âmbito nacional pela aprovação, todos os empregados retornaram ao trabalho hoje.
“Também rejeitaram a proposta as assembléias de Bauru (SP), Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pará Goiás, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na avaliação da direção do Sindicato dos Bancários do Maranhão, houve avanço quando o banco assume que vai aumentar o número de contratação, mas as cláusulas econômicas estão muito aquém do que o banco poderia oferecer e, mais, que a greve obrigou o banco a melhorar suas ofertas – o que demonstra que a resistência dos trabalhadores poderia arrancar muito mais” afirma a diretoria da Entidade.
Os bancários da Caixa no RN voltam ao trabalho a partir desta quinta-feira. A Assembléia da categoria decidiu rejeitar a proposta apresentada pela Empresa, mas seguir o resultado da maioria das bases que, no caso, aprovaram a volta ao trabalho. Foram 28 dias de uma greve forte que, segundo o coordenador geral do Sindicato, Liceu Carvalho, expôs A VERDADEIRA FACE DO GOVERNO LULA e, mais uma vez, da Contraf/CUT, entidade que insiste em fazer o papel duplo de dirigir o movimento e andar de braços dados com o Governo. “Toda greve traz muitas lições e com essa não seria diferente. Tiramos a lição da solidariedade, mas acima de tudo das contradições do governo lula, que se mostrou de novo a serviço dos banqueiros e dos latifundiários. A greve serviu para que os bancários da Caixa aprofundassem essa visão. Quanto à Contraf/CUT, está mais do que clara a posição nefasta de trair o movimento dessa confederação que não defende o trabalhador”, afirmou.
Em assembléia na tarde desta quarta-feira, em Bauru/SP os bancários da Caixa Federal rejeitaram a proposta absurda de índice de 6% e abono de R$ 700 e decidiram submeter à da decisão das outras bases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.
“A greve aqui no Rio continua, pelo menos até sexta feira, à espera da conciliação no TST, ou proposta melhorada da Caixa. A direção do sindicato votou pelo fim da greve junta, com a intersindical e a CTB fazendo críticas, mas alegando o isolamento, etc.
A votação na Assembléia foi apertada 314 a 312, com uma abstenção, a ampla maioria de gerentes votando pelo fim da greve” relata Octacílio da Oposição Bancária do RJ.
“A greve continua no Pará e Amapá. Na 1ª votação houve empate: 28 a 28.
Na 2ª votação, a proposta de fim da greve teve 25 votos e se interrompeu a votação e o Sindicato propôs nova forma de contar os votos. Aí deu 26 votos contra a greve e 30 pela continuidade. O detalhe é que não houve defesa da continuidade da greve, ou seja a DS que dirige o sindicato, perdeu para ela mesma” afirma Norma, funcionária da CEF e do MNOB.
“Ficou visível que a base queria continuar em greve no Piauí. Vários dos colegas que votaram pelo fim da greve, ao final da assembléia me disseram que votaram porque não queriam ficar sozinhos na greve, que a Caixa, "na mesa" dissera que esse era o limite dela, que se fôssemos para o julgamento poderíamos perder outras cláusulas sociais, que essa era uma saída honrosa..., mas que queriam mesmo era manter a greve, pois tínhamos condições de melhorar a proposta, porém se estivéssemos unidos em nível nacional. Como SP, Brasília, BH e outras bases já haviam aceito, não tínhamos outra saída, a não ser retornar ao trabalho” declara Solimar do MNOB/Pi.
Utilizando os mesmos argumentos da empresa de que este era o limite, em negociação na noite do dia 20, a direção da Caixa apresentou a proposta que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700,00 a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, prontamente aceita pelo Comando.
A greve que completava o vigésimo oitavo dia lutava por questões urgentes como a Isonomia de direitos de ATS com 1% e licença-prêmio para todos, regras claras sobre o PCF (Plano de Cargos e Funções) com jornada de 6 horas sem rebaixamento de salário, reposição das perdas salariais e não punição dos empregados com a anistia dos dias de greve.
Mesmo com a greve seguindo forte em todo o país e o TST declarando que o movimento não era abusivo, a Contraf e o comando defenderam a aceitação da proposta e enterraram a paralisação.
O movimento e a disposição da base eram nitidamente contra o fim da greve, tanto que seis capitais (Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Porto Alegre e os estados de Goiás e Tocantins) continuam paradas e, em assembléias como as de SP e Brasília, os sindicatos precisaram se apoiar nos gerentes e fura-greves para aprovar o acordo.
Relatos de vários locais deixam claro a contrariedade pela proposta.
Em assembléia no Sindicato do Maranhão, a nova proposta da Caixa foi reprovada pela maioria dos empregados do banco. No entanto, considerando a decisão das assembléias em âmbito nacional pela aprovação, todos os empregados retornaram ao trabalho hoje.
“Também rejeitaram a proposta as assembléias de Bauru (SP), Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pará Goiás, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na avaliação da direção do Sindicato dos Bancários do Maranhão, houve avanço quando o banco assume que vai aumentar o número de contratação, mas as cláusulas econômicas estão muito aquém do que o banco poderia oferecer e, mais, que a greve obrigou o banco a melhorar suas ofertas – o que demonstra que a resistência dos trabalhadores poderia arrancar muito mais” afirma a diretoria da Entidade.
Os bancários da Caixa no RN voltam ao trabalho a partir desta quinta-feira. A Assembléia da categoria decidiu rejeitar a proposta apresentada pela Empresa, mas seguir o resultado da maioria das bases que, no caso, aprovaram a volta ao trabalho. Foram 28 dias de uma greve forte que, segundo o coordenador geral do Sindicato, Liceu Carvalho, expôs A VERDADEIRA FACE DO GOVERNO LULA e, mais uma vez, da Contraf/CUT, entidade que insiste em fazer o papel duplo de dirigir o movimento e andar de braços dados com o Governo. “Toda greve traz muitas lições e com essa não seria diferente. Tiramos a lição da solidariedade, mas acima de tudo das contradições do governo lula, que se mostrou de novo a serviço dos banqueiros e dos latifundiários. A greve serviu para que os bancários da Caixa aprofundassem essa visão. Quanto à Contraf/CUT, está mais do que clara a posição nefasta de trair o movimento dessa confederação que não defende o trabalhador”, afirmou.
Em assembléia na tarde desta quarta-feira, em Bauru/SP os bancários da Caixa Federal rejeitaram a proposta absurda de índice de 6% e abono de R$ 700 e decidiram submeter à da decisão das outras bases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.
“A greve aqui no Rio continua, pelo menos até sexta feira, à espera da conciliação no TST, ou proposta melhorada da Caixa. A direção do sindicato votou pelo fim da greve junta, com a intersindical e a CTB fazendo críticas, mas alegando o isolamento, etc.
A votação na Assembléia foi apertada 314 a 312, com uma abstenção, a ampla maioria de gerentes votando pelo fim da greve” relata Octacílio da Oposição Bancária do RJ.
“A greve continua no Pará e Amapá. Na 1ª votação houve empate: 28 a 28.
Na 2ª votação, a proposta de fim da greve teve 25 votos e se interrompeu a votação e o Sindicato propôs nova forma de contar os votos. Aí deu 26 votos contra a greve e 30 pela continuidade. O detalhe é que não houve defesa da continuidade da greve, ou seja a DS que dirige o sindicato, perdeu para ela mesma” afirma Norma, funcionária da CEF e do MNOB.
“Ficou visível que a base queria continuar em greve no Piauí. Vários dos colegas que votaram pelo fim da greve, ao final da assembléia me disseram que votaram porque não queriam ficar sozinhos na greve, que a Caixa, "na mesa" dissera que esse era o limite dela, que se fôssemos para o julgamento poderíamos perder outras cláusulas sociais, que essa era uma saída honrosa..., mas que queriam mesmo era manter a greve, pois tínhamos condições de melhorar a proposta, porém se estivéssemos unidos em nível nacional. Como SP, Brasília, BH e outras bases já haviam aceito, não tínhamos outra saída, a não ser retornar ao trabalho” declara Solimar do MNOB/Pi.
21 outubro, 2009
A luta não pode parar
Fim da greve em Mogi, mas continua a luta, a luta do dia a dia no local de trabalho. O conquistado não foi o esperado, porque muitas forças lutaram contra, uns que se dizem eleitos por nós para serem nossos representantes, mas fraudam essa representatividade, opinam e decidem sobre o que não deveriam opinar nem decidir, sobre o que é de nossa única e exclusiva competência decidir, outros que apesar de serem nossos colegas do dia a dia no local de trabalho, vítimas da mesma opressão, aceitam-na passivamente e preferem abster-se da luta, desfalcando seriamente o coletivo e assim favorecem nosso opressor comum.
Heróicos são os que respeitam as decisões da assembléia, quando esta deflagra a greve, os que lutam, os que reconhecem a força do companheirismo, da luta solidária e parasitas são os que se acovardam e embora não se contentem com a opressão, se calam, preferindo ficar na cômoda posição de quem auferirá o que vier a mais em virtude dos bravos colegas que lutaram. O patrão, aquele que nos oprime, que suga nossa saúde e nosso sangue, este se torna mais forte quando conta com a omissão de alguns colegas que se abstem de lutar e sindicalistas que manobra e nos trai, impondo suas próprias decisões como se nossa fossem. Aos que se acovardam, aos que nos traem e aos que nos oprimem, a nossa resposta é que continuaremos lutando, incessantemtne, senão por melhorias imediatas, pelo menos para os que virão depois de nós.
Heróicos são os que respeitam as decisões da assembléia, quando esta deflagra a greve, os que lutam, os que reconhecem a força do companheirismo, da luta solidária e parasitas são os que se acovardam e embora não se contentem com a opressão, se calam, preferindo ficar na cômoda posição de quem auferirá o que vier a mais em virtude dos bravos colegas que lutaram. O patrão, aquele que nos oprime, que suga nossa saúde e nosso sangue, este se torna mais forte quando conta com a omissão de alguns colegas que se abstem de lutar e sindicalistas que manobra e nos trai, impondo suas próprias decisões como se nossa fossem. Aos que se acovardam, aos que nos traem e aos que nos oprimem, a nossa resposta é que continuaremos lutando, incessantemtne, senão por melhorias imediatas, pelo menos para os que virão depois de nós.
Assembleia de Bauru rejeita proposta ridícula da CEF
Em assembleia na tarde desta quarta-feira, os bancários da Caixa Federal rejeitaram a proposta absurda de índice de 6% e abono de R$ 700, por considerá-la insuficiente.
Como até o término da assembleia de Bauru a maioria das assembleias do país ainda não tinha terminado, os funcionários da CEF além de rejeitarem a proposta decidiram submeter à da decisão das outras bases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.
Como até o término da assembleia de Bauru a maioria das assembleias do país ainda não tinha terminado, os funcionários da CEF além de rejeitarem a proposta decidiram submeter à da decisão das outras bases sindicais sobre a continuidade ou não da greve.
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