Fim da greve em Mogi, mas continua a luta, a luta do dia a dia no local de trabalho. O conquistado não foi o esperado, porque muitas forças lutaram contra, uns que se dizem eleitos por nós para serem nossos representantes, mas fraudam essa representatividade, opinam e decidem sobre o que não deveriam opinar nem decidir, sobre o que é de nossa única e exclusiva competência decidir, outros que apesar de serem nossos colegas do dia a dia no local de trabalho, vítimas da mesma opressão, aceitam-na passivamente e preferem abster-se da luta, desfalcando seriamente o coletivo e assim favorecem nosso opressor comum.
Heróicos são os que respeitam as decisões da assembléia, quando esta deflagra a greve, os que lutam, os que reconhecem a força do companheirismo, da luta solidária e parasitas são os que se acovardam e embora não se contentem com a opressão, se calam, preferindo ficar na cômoda posição de quem auferirá o que vier a mais em virtude dos bravos colegas que lutaram. O patrão, aquele que nos oprime, que suga nossa saúde e nosso sangue, este se torna mais forte quando conta com a omissão de alguns colegas que se abstem de lutar e sindicalistas que manobra e nos trai, impondo suas próprias decisões como se nossa fossem. Aos que se acovardam, aos que nos traem e aos que nos oprimem, a nossa resposta é que continuaremos lutando, incessantemtne, senão por melhorias imediatas, pelo menos para os que virão depois de nós.
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