Aqui em Mogi das Cruzes, apesar da grande quantidade de gerentes que foram à assembléia, de hoje, a mando do banco, foi aprovada por ampla maioria a continuidade da greve. A gerentada, percebendo a lavada que levariam, não tiveram coragem e hombridade de votar contra e se abstiveram.
Mas ainda me preocupa o fato de não termos conseguido sair das amarras da Contraf, que continua posando como a grande defensora da greve na CEF, quando, no fundo, sabemos que estão só preparando terreno para desmontar nossa forte mobilização. Se estivessem realmente do lado dos bancários, não imporiam a mesa única da Fenaban para os bancários públicos, reivindicariam intransigentemente a reposição de todas as perdas com o Plano Real e não apenas míseros 10% a troco de pseudobenefícios que não agregam ao salário e permitiriam que realmente os bancários decidissem, democraticamente e sem manipulações, a pauta de reivindicações e o destino da mobilização.
Por outro lado, é muito preocupante a ausência dos grevistas nas assembléias. A assembléia é o único fórum onde podemos garantir a continuidade da greve, o fortalecimento do movimento e a derrota da intransigência do banco. Não podemos faltar ás assembléias, para não corrermos o risco de sermos a qualquer momento atropelados pelos gerentes na votação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Se discordar, seja pelo menos educado na crítica.