15 outubro, 2009

Greve forte na Caixa expõe governo

É preciso denunciar Dilma e Lula para que negociem
Depois de vinte e dois dias de greve a Caixa continua se escondendo na mesa única da Fenaban, pressiona os gerentes para votar o fim do movimento e não avança nas negociações. Nesta semana, o governo repassou mais 6 bilhões de reais para a CEF para investimentos no PAC e o projeto “minha casa, minha vida”. Um ótimo negócio para as empreiteiras, mas um caos para as agências lotadas sem estrutura e contratações de mais bancários.
O Banco do Brasil anunciou a contratação de mais 10 mil funcionários e a Caixa, que acabou com a terceirização da retaguarda, diz querer contratar apenas 3 mil.
A força da greve fez a empresa recuar e oferecer uma nova proposta de PLR, mas bem abaixo do aceitável. Não avançou na reposição das perdas, na isonomia de direitos como a licença-prêmio e ATS entre os mais novos e quer acompanhar a Fenaban na compensação das horas da greve, punindo os que lutam contra a intransigência do governo.
O setor que, mesmo com a crise, foi disparado o que mais lucrou na economia e que paga a folha de pagamento somente com 60% das tarifas, tem condições de repor as reais perdas dos bancários e atender as reivindicações específicas como o PCF. Também há que negociar dispositivos que estabeleça o fim das metas, o assédio moral para melhorar as condições de saúde e trabalho.
A mesa única da Fenaban não pode ser o parâmetro rebaixado, pois devemos exigir que Lula, o patrão do setor público, atenda as reivindicações específicas dos empregados.
• Pelo atendimento das reivindicações específicas: PCF já, isonomia como licença-prêmio e ATS, índice de reposição das perdas
• Contratação de mais bancários
• Não compensação dos dias da greve. Nenhuma punição!!!
Fonte: MNOB/Conlutas
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Jornal da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal de São Paulo Edição especial - 15/10/2009
Em assembleias realizadas ontem, dia 14, em todo o País, os empregados da Caixa deixaram bem claro que a greve continuará forte enquanto suas reivindicações não forem atendidas pela direção do banco. Na capital, mais de 1.500 trabalhadores deram uma lição de solidariedade e bravura ao decidirem manter a paralisação.
Apesar da pressão exercida pela empresa - que “convocou” os gerentes a participarem das assembleias com a “orientação” de votarem pelo fim da paralisação -, os empregados mantiveram-se unidos e votaram pela continuidade da greve na maioria das bases do País: Alagoas, Amapá, Bahia, Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Curitiba, Espírito Santo, Florianópolis, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Porto Alegre, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima.

O que queremos

A manutenção da greve por tempo indeterminado foi orientada pelo Comando Nacional dos Bancários, já que a proposta da Caixa não atende às reivindicações consideradas fundamentais como isonomia, evolução no Plano de Cargos Comissionados (PCC) e aumento no número de novas contratações - prioridades definidas durante o congresso nacional dos trabalhadores (25º Conecef).

“A continuidade da greve demonstra a determinação dos empregados na luta por suas reivindicações. Cabe
à direção da Caixa apresentar uma proposta que contemple a pauta dos trabalhadores” - comentou o diretorpresidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.

Situação das agências e PABs na capital - dia 15/10
SRs                  Abertas Fechadas Parciais
Ipiranga                   0            23           6
Paulista                    2            26           7
Penha                      5*          26           7
Pinheiros                  1           47            2
Santana                  14*         25            1
Santo Amaro            1          30            7
Sé                            0          28             1
Total                     23         205          31

* Nas SRs Penha e Santana, respectivamente, 2 e 14 agências abertas pertencem à base do Sindicato de Guarulhos, cujos empregados aprovaram a proposta da Caixa em assembleia realizada ontem, dia 14, e suspenderam a greve. Os totais referem-se às agências e PABs consultados pela APCEF/SP até as 12h.

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Assembleia na Quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, em 14 de outubro: mais de 1.500 empregados participaram. Maioria aprovou a manutenção da greve

22 dias em greve

Empregados mostram sua FORÇA

Foto: Paulo Pepe - Seeb/SP

Um comentário:

  1. Anônimo11:34 PM

    Eu nao tenho nada contra a greve,só
    acho uma falta de respeito com as pessoas que precisam dos serviços, tudo bem que os funcionarios revindiquem seus direitos,mas e nos como ficamos, a caixa poderia abrir pelo menos uma vez na semana para que as pessoas pudessem fazer seus serviços,pelo menos nos seríamos menos prejudicados.

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