AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

11 outubro, 2015

Bancos insultam a inteligência dos bancários e da população

Os lucros dos bancos aumentaram: BB, Caixa, Itau, Bradesco Santander

Lucros de 36,3 bilhões no 1º semestre - crescimento de 27%

Juros do cheque especial 387%

Cartão de crédito 403%

Tarifas aumentaram 169%

INFLAÇÃO 9,89%

Bancários pedem 16%

O bancos oferecem 5,5%

ISSO É UM INSULTO

A resposta dos bancários

GREVE CONTINUA!

09 outubro, 2015

Jundiaí: Justiça multa HSBC em 5 milhões por interdito proibitório

Que sirva de exemplo para o Itau, Bradesco e outros bancos que costumam entrar com ação de interdito proibitório.
Interdito proibitório só procede quando há risco de invasão de propriedade, sendo assim, não cabe para atuação sindical que visa o convencimento de trabalhadores a aderirem à greve.

Acessem o link e leiam a matéria: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=43147

06 outubro, 2015

Acesse o blog http://oposicaobancariamogi.blogspot.com.br/

Neste blog há links para notícias diárias e atualizadas sobre a greve dos bancários em todo o Brasil.

É greve! E a culpa é dos bancos

Eles lucraram R$ 36,3 bilhões só no primeiro semestre deste ano, mas oferecem aos trabalhadores apenas 5,5% de reajuste nos salários e verbas, o que represents perdas de 4% para a categoria; diante da pior proposta dos últimos anos, bancários cruzam os braços
São Paulo - O setor mais lucrativo e rentável da economia brasileira leva mais uma vez seus trabalhadores à greve. A partir de terça 6, bancários de todo o país param por tempo indeterminado. Uma resposta à proposta rebaixada da federação dos bancos (Fenaban) de 5,5% de reajuste para salários, PLR, vales e auxílios, que nem chega perto de cobrir a inflação de 9,88% no período (INPC) e representa perda de 4% para os trabalhadores. E nada para questões fundamentais para a categoria como melhorias nas condições de trabalho, saúde e garantia de emprego.

http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=12823#sthash.S0jlVNTw.dpuf


http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=12823




04 outubro, 2015

Bancários de todo o país entram em greve a partir do dia 6/10

Greve a partir da próxima terça-feira (6). Essa foi a resposta que os bancários de todo o Brasil decidiram dar para a proposta desrespeitosa apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última sexta-feira (25). A categoria ainda fará novas assembleias na próxima segunda-feira (5), para organizar o movimento.
O Comando Nacional dos Bancários orientou pela rejeição das propostas dos bancos por considerá-las desrespeitosas. A Fenaban propõe reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00. O reajuste está muito abaixo da inflação, que ficou em 9,88%, em agosto deste ano.
Proposta dos bancos 
Reajuste de 5,5% (representa perda de 4% para os bancários em relação à inflação de 9,88%).
Piso portaria após 90 dias – R$ 1.321,26.
Piso escritório após 90 dias – R$ 1.895,25.
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.560,23 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).
PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 22.884,87.
PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16.
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 01/03/2016.
Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.163,44, limitado a R$ 6.241,33 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015, limitado a R$ 1.939,08.
Auxílio-refeição – R$ 27,43.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 454,87.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 378,56.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 323,84.
Gratificação de compensador de cheques – R$ 147,11.
Requalificação profissional – R$ 1.294,49.
Auxílio-funeral – R$ 868,58.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 129.522,56
Ajuda deslocamento noturno – R$ 90,67.
As reivindicações da categoria, apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, são muito diferentes da proposta dos bancos. Confira:       
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Fonte: Seeb Chapecó com Contraf

01 outubro, 2015

Confira o resultado das assembleias em todo o País

Assembléias encerradas até 21:16h.

Em assembleias que estão sendo realizadas nesta quinta-feira, 1º de outubro, bancários avaliam a proposta da Fenaban apresentada no dia 25 de setembro: reajuste de 5,5% para salários e outras verbas, e abono de R$ 2.500. Orientação do Comando Nacional é para que a categoria rejeite a proposta e deflagre greve por tempo indeterminado a partir de 6 de outubro.

Confira as bases que já aprovaram a greve (atualizada às 20h24):
Teófilo Otoni (MG)
Itabuna (BA)
Videira (SC)
Alegrete(RS)
Carazinho (RS)
Santa Cruz do Sul (RS)
Santa Rosa (RS)
Vale do Paranhana (RS)
Piauí
Macaé (RJ)
Limeira (SP)
Taubaté (SP)
Rondônia
Araranguá (SC)
ABC (SP)
Ponta Grossa (PR)
Campo Mourão (PR)
Belo Horizonte (MG)
Campina Grande (PB)
Ipatinga (MG)
Três Rios (RJ)
Blumenau (SC)
Florianópolis(SC)
Amazonas
Jundiaí (SP)
Mato Grosso
Zona da Mata e Sul de Minas
Pernambuco
Mogi das Cruzes (SP)
Nova Friburgo(RJ)
Rondonopólis (MT)
Teresópolis (RJ)
Petrópolis
Vale do Ribeira (SP)
Guarulhos
São Paulo, Osasco e Região
Cornélio Procópio (PR)
Rio Preto (SP)
Piracicaba (SP)
Angra dos Reis (RJ)
Ceará
Alagoas
Campinas (SP)
Dourados (MS)
Extremo Sul da Bahia
Acre
Piauí
Rio de Janeiro (RJ)
Na quarta-feira, dia 30, 10 bases já haviam rejeitado a proposta da Fenaban:
Brasília (DF)
Caxias do Sul (RS)
Passo Fundo (RS)
Pelotas (RS)
Porto Alegre (RS)
Maranhão
Santa Maria (RS)
Vitória da Conquista (BA)
Rio Grande do Norte
Roraima
Fonte: Agência Fenae
Todos à Assembléia neste dia 01/10 e dizer "NÃÃÃÃÃÃÃÃO!" à proposta ridícula dos bancos
Abono é perda

22 novembro, 2011

57 dias e a greve no BASA continua



A assembléia que avaliou a proposta apresentada pelo Banco na última sexta-feira feira (18), foi a maior assembléia dos últimos 5 anos, com a presença de aproximadamente 400 pessoas. A proposta da instituição mais uma vez não convenceu a categoria, não esteve a contento dos empregados do Banco da Amazônia e a grande maioria rejeitou a proposta. Votaram a favor da proposta apenas os gerentes executivos que compareceram em massa coagidos a fazer a vontade da diretoria do Banco e tentar pôr fim à greve.


Proposta informal não convence a categoria.

No início da tarde de ontem o Banco encaminhou Outlook a seus empregados contendo proposta informal. A análise do conteúdo da mensagem encaminhada pelo Banco mostra que se trata de uma variação do mesmo conteúdo que já havia sido apresentado, ilustrando mais uma tentativa do Banco de confundir a categoria e desqualificar a vontade dos empregados. A proposta que é válida e reconhecida pela categoria foi a avaliada em assembléia, apresentada pelo Banco durante a reunião com as entidades na Procuradoria Geral do Trabalho. Tal iniciativa da instituição tenta confundir seus empregados através de propostas ilusórias pelo e-mail interno, mas os empregados do Banco estão convencidos de que somente algo formal, concreto e satisfatório, que contemple a melhoria para todos, será aceita para pôr fim à maior greve protagonizada pelos guerreiros do Banco da Amazônia nos últimos 20 anos.

O movimento grevista continua por tempo indeterminado e desta vez, muito mais forte!

O que nós queremos:

- Reajuste de 12% em todas as verbas salariais (com reflexo em todo o PCS);

- 6% de reposição salarial referente a perdas salariais dos últimos 10 anos;

- Reajuste mínimo de 9% no reembolso do Plano de Saúde;

- Compensação dos dias parados durante a greve na mesma fórmula de 2010 (1h compensada para cada 2h de greve);

- PLR na regra de 60% linear mais 40% proporcional;

- Não desconto pecuniário dos dias parados.

O que o Banco propôs:

- 10% de reajuste linear a ser aplicado sobre a tabela de cargos dos empregados, o anuênio e o quinquênio, sendo que 9% desse reajuste seriam aplicados a partir de setembro de 2011, e o 1% restante a partir de março de 2012;

- 9 % de reajuste sobre as demais verbas salariais;

- Equiparação do piso dos empregados ao modelo da Fenaban R$ 1.520,00 (durante a reunião na PGT a proposta do Banco foi de piso de R$ 1.400,00);

- E compensação dos dias parados na mesma fórmula do ano passado (1h compensada para cada 2h de greve), sendo que o prazo para compensação até o dia 10 de janeiro de 2012.


07 novembro, 2011

COMPENSAÇÃO DAS HORAS DA GREVE: - Conheça nossos direitos e saiba como resistir à pressão!



Neste ano, o Governo Dilma e a direção dos bancos estão empenhados em fazer com que todos os trabalhadores compensem, até 15/12, as horas não trabalhadas da greve. O plano é reverter os baixos índices de horas compensadas nos anos anteriores. No ano passado, somente 38% dos funcionários compensaram.

Entretanto, como não conseguem nos convencer por bem, resolvem agora apostar na pressão sobre os
empregados, com comunicados oficiais de que os gestores têm o direito de planejar a compensação de horas de cada empregado, entre outras formas de assédio.

A primeira coisa que temos que ter clareza é de que a prorrogação da jornada significa somente que o
ponto eletrônico está aberto caso o funcionário deseje permanecer trabalhando além da sua jornada legal
de trabalho, independente da terminologia utilizada (se é jornada extraordinária ou “suplementar”). O fato
de termos feito uma greve não nos obriga a fazer hora extra, pois a própria CLT não deixa margem para dúvidas:

a realização de hora extra depende de disponibilidade e consentimento do funcionário, não podendo ser imposta unilateralmente pelo empregador.

Mas, o mais é importante é sabermos que a greve é um instrumento histórico de luta coletiva. Quando o empregador se nega a atender nossas reivindicações, não nos resta outra alternativa a não ser interromper o
trabalho, causando prejuízo. Portanto, a culpa pela greve é dos patrões: do Governo Dilma e dos banqueiros.

Não aceitamos que os bancos queiram transformar este instrumento em uma simples transferência das horas
não trabalhadas durante a greve para o período posterior a ela.

Nossa resposta, portanto, deve ser um índice ainda menor que os 38% neste ano. Assim, estaremos reafirmando que nossa luta, feita em benefício de todos, deve ser motivo de orgulho e não de punição.

25 outubro, 2011

Caixa credita PLR no dia 1º de novembro

17:23h 25.10.11
http://www.apcefsp.org.br/portal/data/pages/3DFEE682331DD03301333C8C939131C2.htm


Comando Nacional dos Bancários e direção do banco assinam renovação de acordo aditivo à CCT

Os empregados da Caixa Federal terão creditados no dia 1º de novembro a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do valor adicional e a PLR Social. A data do crédito foi confirmada nesta terça, 25, durante a assinatura do acordo aditivo entre os representantes dos empregados e da direção da Caixa Federal.

A PLR Social, assegurada após a forte greve nacional de 21 dias da categoria, estabelece a distribuição de 4% do lucro líquido forma linear para todos os empregados. Já a PLR (90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29) e a parcela adicional da PLR (2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.800,00) seguem a regra da Fenaban.

O que será creditado no dia 1º de novembro será uma antecipação que corresponde à distribuição de 4% do lucro líquido do primeiro semestre da Caixa a título de PLR Social; a primeira parcela da PLR de 54% do salário mais R$ 840 (com teto de R$ 4.696,37), e a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre referente à PLR adicional (teto de R$ 1.400). O restante será pago até março de 2012.

Diferenças – A Caixa Federal creditou as diferenças salariais retroativas a 1º de setembro no salário de outubro. Os acertos da cesta-alimentação, do tíquete-refeição e o crédito da 13ª cesta-alimentação (R$ 339,08) ocorrerão em novembro.

Fonte: Sindicato dos Bancários

APCEF/SP

Caixa Federal autorizada a ter 99 mil empregados

17:00h 25.10.11
http://www.apcefsp.org.br/portal/data/pages/3DFEE682331DD03301333C9000184976.htm


Os empregados da Caixa Federal obtiveram um importante avanço na luta por melhores condições de trabalho nas agências e departamentos. O Diário Oficial da União divulgou na segunda, 24, portaria do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), autorizando que o total de quadro de trabalhadores do banco público seja de 99.025 empregados.

A portaria também autoriza a Caixa a gerenciar o quadro de pessoal, repondo empregados desligados ou que vierem a se desligar, desde que respeite o limite estabelecido e as dotações orçamentárias aprovadas a cada exercício.

O Dest esclarece em sua portaria que, para fins de controle do limite no número de trabalhadores, são contabilizados além dos empregados que possuem cargos, empregos ou funções comissionadas, os bancários cedidos a outros órgãos, os empregados requisitados de outros órgãos e os afastados por doença, por acidente de trabalho e por qualquer outra razão.

Perto do ideal - Atualmente a Caixa possui cerca de 85 mil trabalhadores e, na Campanha Nacional Unificada deste ano, foram conquistadas cinco mil novas contratações. Agora com a autorização do Dest, o quadro de empregados deve chegar bem próximo ao número considerado ideal pelo movimento sindical: 100 mil trabalhadores. “Vamos cobrar que a Caixa agilize as contratações, pois a falta de pessoal tem provocado sobrecarga de trabalho, adoecimento e extrapolação da jornada”, afirma o diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa Federal, Kardec de Jesus.

Fonte: Sindicato dos Bancários com informações da Fenae

APCEF/SP

24 outubro, 2011

Não é obrigatoria a compensação da greve - está registrado

Veja abaixo o vídeo da assembléia do RJ.
Lembrando a todos que o mesmo ocorreu em todas as assembléias de definiram pelo fim da greve. 
NÃO É OBRIGATÓRIA A COMPENSAÇÃO DOS DIAS DA GREVE




23 outubro, 2011

Caixa abre sua "Caixa de Maldades" após a greve

Passada a greve, o retorno ao trabalho e... imediatamente a "Caixa" de maldades foi aberta e a primeira atitude retaliatória da Caixa Econômica Federal contra os grevistas foi uma mensagem da diretoria de gestão de pessoas, CI 006/2011, encaminhada a todas as unidades com ordem para que fosse repassada somente aos gestores, orientando-os a manter rigoroso controle para garantir a reposição das horas da greve já a partir do dia 21, data da assinatura do ACT da FENABAN. Essa postura da Caixa está em total desacordo com a palavra empenhada na mesa de negociação que foi passada aos bancários da Caixa nas assembléias. Demos nossa palavra que encerraríamos a greve e voltaríamos a trabalhar no dia 18, mas a Caixa não está cumprindo com a sua parte, portanto não estamos obrigados a cumprir com a nossa. Não vamos compensar nada, enquanto a Caixa tentar conseguir isso de nós com truculência. Não nos sentimos obrigados a compensar nada, porque, se a greve aconteceu, foi a consequência lógica da irresponsabilidade dos bancos, especialmente da Caixa que se esconde atrás da mesa da FENABAN como desculpa para não negociar. Nós, bancários da Caixa Economica Federal, não cometemos nenhum ato passível de punição quando decidimos iniciar a greve e não tivemos nenhuma responsabilidade pelo tempo que ela durou.
NÓS NÃO VAMOS PAGAR NADA!!!

CAMPANHA UNIFICADA X DESFECHO SEPARADO! ATÉ QUANDO VAMOS AGUENTAR ISSO?

Quando dizemos que o movimento sindical da CUT não representa mais os trabalhadores é exatamente porque sempre acontece o que aconteceu novamente, infelizmente, na campanha salarial dos bancários 2011: anunciam com antecedência que vão defender nas assembléias a proposta rebaixada dos patrões e do governo para forçar os trabalhadores a aceitarem e encerrarem a greve, tirando assim a condição dos trabalhadores decidirem livremente. Para que a greve espontânea não saia das suas rédeas, os sindicatos da CUT começam a desmonta-la desde o início, deixando por exemplo de impetrar recurso contra os interditos proibitórios concedidos indevidamente por alguns juizes e nada fazendo para impedir que os bancos com interditos furem a greve; não disponibilizam carros de som, panfletos e mantém desinformados os bancários. Utilizam-se da antiga, mas hoje incabível reivindicação de negociação em mesa única da FENABAN, que cabia na época do FHC mas hoje, com o PT no governo federal essa tática só serve para rebaixar o índice de reajuste salarial dos bancários de bancos públicos federais até mesmo abaixo do patamar dos bancários privados. Antigamente procedia lutar para que as negociações salariais dos bancários da CEF, do BB, do BNB e do BASA fossem feitas na mesa da FENABAN, por que havia uma política autoritária e truculenta do governo do FHC de não reajustar os salários dos bancários dos bancos públicos, tornando talvez a negociação em mesa única uma forma de forçar o governo a conceder reajuste pelo menos igual ao que era concedido pelos bancos privados aos seus empregados. Hoje, a negociação na mesa única só serve para evitar que os bancários dos bancos públicos possam conseguir a reposição das perdas acumuladas durante o governo do FHC. Em suma: a MESA ÚNICA DA FENABAN só é boa para o governo do PT e sua política de abocanhar um montante maior dos lucros dos bancos públicos para o pagamento da dívida pública, agravada pela alta taxa de juros adotada pelo governo federal. Para mudar esse quadro, é preciso trocar a diretoria do sindicato que é umbilicalmente ligado ao PT. É a única forma de resgatar os sindicatos para a luta sincera e intransigente na defesa dos bancários de bancos públicos e privados.

Greve nos bancos: Justiça cega, mas não muito

APN - [Emanuel Cancella] A mídia já disse tudo o que tinha que dizer dos bancários, e de forma pejorativa, sobre a greve.

Sindicatos contratam desempregados para piquetes, dificuldade da sociedade no pagamento das contas e aposentados sofrem para receber os salários.

Enquanto isso os banqueiros "padecem" em algum cruzeiro pelo mundo, tomando uísque doze anos, comendo caviar etc. Tudo isso com dinheiro do correntista através dos lucros estupendos, dos juros maiores do planeta e ainda o reforço oriundo do não pagamento de impostos através das brechas legais e imorais. Sem esquecer que os banqueiros não produzem nada, a não ser a agiotagem oficial.

E a greve continua! Será que os tribunais que julgam essas greves não enxergam nada além dos trabalhadores, impondo multas impagáveis aos sindicatos, efetivo mínimo etc. Será que não daria para a Justiça cega, mas não muito, dar uma espiada nos banqueiros?

Na greve, o bancário é obrigado a ficar em casa, se botar os pés na agência em que trabalha está sumariamente demitido e não trabalha mais no setor, por isso o uso dos desempregados no piquete.

O aumento real se vier, não vai além de recompor um salário baixo que não chega nem ao mínimo do DIEESE (R$ 2. 194). Para não deixar dúvidas, num dos maiores bancos privado do país, no Bradesco, o jornal do sindicato se chama "Bradescravo".

A greve continua, também pudera. As operações bancárias também continuam a ser realizadas através das máquinas onde os banqueiros cobram taxas extorsivas e ainda existe a possibilidade de os bancários pagarem os dias parados da greve, o que daria mais dinheiro aos banqueiros. Na verdade os banqueiros ganham também com a greve!

Além de os banqueiros terem um aliado poderosíssimo, que é a mídia, existem boatos fortíssimos de que os banqueiros patrocinam alguns magistrados em férias ao redor do mundo. A parcialidade dos tribunais no julgamento da greve dos bancários reforça, infelizmente, a veracidade dos boatos.

Emanuel Cancella é diretor do Sindipetro-RJ.

http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=20620:greve-nos-bancos-justica-cega-mas-nao-muito&catid=69:batalha-de-ideias&Itemid=83

22 outubro, 2011

REVERÊNCIA E RESPEITO AOS QUE LUTAM

17 de outubro de 2011, terminada mais uma campanha salarial dos bancários, infelizmente, não com o resultado que merecemos e precisamos (e que os bancos podem conceder), mas com a grata sensação do dever cumprido, fazendo uma greve difícil, de 21 dias, contra o setor mais poderoso e mais ganancioso da economia capitalista e também contra o poderio da mega estrutura do movimento sindical da CUT, atrelada ao governo federal e uma parte importante de individualistas gestores e fura-greves sem função alguma que não sabem a diferença entre vegetar e viver.

Por isso, este pequeno texto para, honrar, homenagear e merecidamente reverenciar os bancários que se dispuseram a lutar, pela disposição de luta demonstrada pela maioria dos bancários, especialmente da Caixa Econômica Federal.

Melhor que isso, só conseguiremos quando conseguirmos arrancar das diretorias dos nossos sindicatos os sindicalistas que subordinam nossas reivindicações às ordens dos governos de plantão.

JAMAIS NOS CURVEMOS DIANTE DOS QUE NOS OPRIMEM PARA QUE NÃO PAREÇAM MAIORES DO QUE SÃO!

A LUTA QUE SE PERDE É A LUTA QUE SE ABANDONA, ENTÃO, CONSIDEREM-SE VITORIOS@S