AGORA É GREVE!

Depois de várias rodadas de negociação entre agosto e setembro, é os bancos dizendo não para todas as nossas reivindicações, agora não tem mais jeito, AGORA É GREVE!

NÃO COMPENSE AS HORAS DA GREVE - BANCOS NÃO SÃO ENTIDADES FILANTRÓPICAS


GREVE É DIREITO, NAO É DELITO!

13 outubro, 2011

Boletim eletrônico da Oposição Bancária do Rio de Janeiro

Hoje tem negociação com a Fenaban, o BB e a Caixa.

A greve nacional bancária continua forte, chegando ao 17° dia. Finalmente, a FENABAN marcou negociação para hoje, às 16 horas, e o BB e a Caixa para 18 horas. A negociação mostra a pressão da greve sobre os bancos, mas é bastante provável que a proposta seja ainda em um marco bastante rebaixado. E, com certeza, deverá vir com o indicativo de aceitação pela Contraf CUT e direção do Sindicato. Utilizarão a ameaça das consequências de um provável ajuizamento no TST, caso rejeitemos a proposta.

Uma coisa já sabemos. A proposta virá com algum tipo de punição aos grevistas, como compensação obrigatória ou até mesmo desconto de dias. Não podemos aceitar que o governo continue atacando o direito à greve. Dilma está tão intransigete porque, como fez com os colegas dos correios, quer derrotar as categorias mais importantes do país. A tentativa de disciplinar o movimento grevista tem uma clara intenção: evitar movimentos nos próximos anos e obrigar os trabalhadores a pagar pela crise econômica mundial que ainda nem chegou ao país.

Sabemos que seguir a greve, contra a orientação da Contraf CUT, colocará o quadro em outro patamar, ainda mais duro. As ameaças serão muitas. Para isto, a greve precisará, também, se colocar em outro patamar - com a efetiva participação dos bancários nos piquetes e mobilizações. Uma greve de pijama não conseguirá fazer frente a dureza do governo .

Mas acreditamos na força da nossa categoria. A nossa resposta deve ser a mesma que está sendo dada pelos trabalhadores europeus aos governos que tentam impor as medidas de ajuste fiscal como saída para a crise econômica que eles enfrentam hoje. Os trabalhadores estão “indignados” e transformaram esta indignação em luta ocupando as ruas e praças da Europa. Devemos fazer como as milhares de pessoas que hoje ocupam Wall Street contra os lucros dos bancos e o 1% da população que detém a maior parte da riqueza do país.

É fundamental a presença de todos na assembléia que ocorrerá ao final do dia de amanhã.


VEJAM ABAIXO UM TEXTO ESCRITO POR UM FUNCIONÁRIO DO BB

Enquanto a população de Nova York está nas ruas, manifestando sua indignação contra Wall Street, nosso governo endurece o jogo internamente contra a classe trabalhadora e manifesta sua intenção de oferecer ajuda à União Européia. Ocorre que os países que estão em dificuldades na Europa são aqueles que aderiram à unificação do Euro e que possuíam uma economia mais fraca e atrelada à uma conjuntura rural, tais como Grécia, Portugal, Irlanda, etc. Obviamente saíram perdendo com a instauração do padrão-euro. Os big-shots da União Européia ( Alemanha, França ) são países fortemente INDUSTRIALIZADOS e devem estar achando uma graça danada da manifestação de apreço de nossa presidente. Só falta agora a Dilma enviar uma mensagem para o Obama, declarando que também quer ajudar a socorrer os bancos norte-americanos. Os zilhões de dólares gastos com inúmeras guerras e com a farra dos bancos yankees fêz com que 34% da riqueza dos Estados Unidos ficasse concentrada nas mãos de UM POR CENTO da população. Considerando que os USA possuem e ainda possuirão por muitos e muitos anos o maior PIB do mundo, imaginem quanto isto representa em dólares. Eu pergunto: quanto será essa porcentagem no Brasil, que possui um dos PIORES índices de distribuição de renda do planeta ? Vejam matéria publicada em 25 de julho de 2010:

“Nosso país, infelizmente, encontra-se em situação extremamente desconfortável no cenário mundial em matéria de distribuição de renda. Segundo estudo da ONU, divulgado pela repórter Carolina Brígido, no Globo de 23 de julho, ocupamos a terceira pior posição, ao lado do Equador e abaixo – vejam só os leitores – até de Uganda. Na América do Sul, perdemos disparado para a Argentina, e também para o Chile e o Uruguai. E deduz-se: se estamos mal no campo da distribuição, pior ainda no plano da concentração. Sem dúvida. Uma coisa leva à outra, pois não existe débito sem crédito. Se alguns acumularam é porque muitos perderam. Não se trata de recorrer à dialética marxista. Ao contrário. Trata-se de colocar o problema sob o ângulo cristão. A desigualdade social é muito maior no Brasil. Basta dizer que 50% dos quase 59 milhões de domicílios que possuímos não são atendidos por rede tratada de esgotos. O déficit habitacional está em torno de 12 milhões de moradias, equivalendo a praticamente 50 milhões de pessoas. O salário mínimo é baixíssimo em comparação com os de países mais desenvolvidos. O salário médio, também: segundo o IBGE, 1 mil e 300 reais por mês."

A pesquisa alardeada pelo governo serve apenas a propósitos eleitorais. Aproveita-se da difusão da informação que milhões emanciparam-se da miséria absoluta. Tal emancipação é verdadeira somente do ponto de vista meramente estatístico. Milhões que possuíam apenas uma miserável renda informal, saíram das tabelas de miséria absoluta, por conta das bolsas governamentais, para as de baixíssima renda.

Estes fatos precisam ser divulgados para o público, visto que nossa campanha precisa do apoio da população. Creio que no Brasil DEZ POR CENTO da população possui CINQUENTA POR CENTO da riqueza do país. E CINQUENTA POR CENTO do povo detem apenas DEZ POR CENTO do bolo. Quanto dessa riqueza é destinada aos BANCOS???

Diante deste quadro, só nos resta vestir camisetas e portar cartazes e bandeiras que contenham o mesmo slogan do pessoal

de New York : " TRABALHE,......CONSUMA,......FIQUE CALADO,........E MORRA ! "

( WORK,....CONSUME,.....BE SILENT,.....AND DIE ! )

Negociação com o Banrisul nesta sexta, 14, às 10h

A pressão dos banrisulenses pela reabertura do processo de negociação específica atingiu o objetivo. A direção do Banco enviou comunicado à Fetrafi-RS na tarde desta quinta-feira, agendando uma nova rodada de negociação para sexta-feira, dia 14, às 10h, na matriz da instituição, em Porto Alegre.

Desde a quinta-feira, dia 6, o banco se manteve em silêncio. O impasse nas negociações iniciou quando a comissão de negociação do Banrisul não quis sequer discutir a contraproposta apresentada pelos funcionários. A posição do banco gerou grande indignação no quadro de funcionários, que ampliou a adesão à greve.

Os banrisulenses passaram a fazer protestos diários em frente à Direção Geral, que culminaram com a realização de uma passeata até o Palácio Piratini, na última terça-feira, dia 11. Na ocasião, uma comissão do Comando Nacional dos Banrisulenses foi recebida pelo chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, que se comprometeu de interceder junto à direção do Banrisul pela retomada das negociações específicas.

Greve massiva Segundo o levantamento efetuado pela Fetrafi-RS a greve atingiu mais de 83% da rede de atendimento do Banrisul, caracterizando o maior movimento dos últimos 20 anos. Nesta quinta-feira, 333 unidades do Banco estão em greve. fonte Seeb de Porto Alegre

Hoje (13/10) tem negociação com a FENABAN a partir das 16 horas

NOTA DO MNOB - MOVIMENTO NACIONAL DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA/CSP-CONLUTAS
É hora de fortalecer a greve!

A greve nacional bancária continua forte, chegando ao 17° dia. Na CEF, em SP, 213 agências estão totalmente fechadas, 36 funcionam parcialmente e somente 7 estão abertas. No RJ, 45% do funcionalismo da rede de agências do BB não registraram entrada no ponto eletrônico, contra 40% da greve passada. Nas áreas meio do BB e da CEF, os índices de paralisação são bastante altos. No geral, os dados da CONTRAF/CUT apontam que, no 15° dia da greve, existem 9165 agências fechadas no país.

Finalmente, a FENABAN marcou negociação para esta quinta-feira, às 16 horas. Achamos muito importante ter negociação, mas temos que estar em alerta, pois existe uma grande possibilidade de que, a exemplo do que ocorreu nos últimos anos, o sindicato apóie e defenda em assembleia a aceitação de uma proposta rebaixada, aquém do que podemos conquistar. Temos que reafirmar a decisão tomada pela última assembleia de SP, por iniciativa da oposição: não aceitamos nenhuma proposta que inclua desconto ou compensação dos dias parados. Também não podemos aceitar propostas que estejam abaixo do patamar conquistado no BANPARÁ e BRB.

A defesa do Direito de Greve

Não podemos aceitar que o governo continue atacando o direito à greve. Dilma está tentando impor o desconto dos dias parados, como fez com os colegas dos correios para penalizar todos os que fizeram greve e derrotar todos os trabalhadores do país. A tentativa de disciplinar o movimento grevista tem uma clara intenção: evitar movimentos nos próximos anos e obrigar os trabalhadores a pagar pela crise econômica mundial que ainda nem chegou ao país.

Temos que aumentar a pressão sobre o governo Dilma para que abra negociações específicas no BB e CEF. Os sindicatos da Bahia e de Bauru já aprovaram a publicação em jornais de cartas exigindo que o governo abra estas negociações e também denunciando o ataque ao direito de greve. A assembleia de SP aprovou enviar uma carta à Dilma, mas precisamos exigir que ela seja publicada em um jornal de grande circulação nacional. Independente da negociação com a FENABAN, o comando nacional precisa manter o pedido de audiência com Dilma para deixar claro que não aceitamos o ataque ao direito de greve que o governo tem feito.

Unificar com as demais categorias em luta

Para enfrentar a intransigência do governo, também necessitamos de unidade com outros setores em greve e mobilização. A manifestação convocada pela CONTRAF para esta sexta- feira tem que ser unificada com os funcionários do judiciário federal, que estão em greve, com os controladores de aeroportos, que têm paralisação de 48 horas marcada para o dia 20 e com os petroleiros, que estão em campanha salarial. Não podemos aceitar o que aconteceu na última terça, quando mais de mil trabalhadores do judiciário federal fizeram um protesto na paulista enquanto os bancários faziam um ato isolado na Praça Patriarca com apenas 200 pessoas.

Participe das atividades para fortalecer a greve

Quinta-feira é um dia muito importante, pois teremos negociação. É fundamental que os colegas, além de permanecerem em greve, participem das atividades que puderem. Os piquetes no BB e na CEF são muito importantes. Estaremos a partir das 6 horas da manhã nos Complexos São João e Verbo Divino do BB e às 7 horas da manha nos prédios da compe do BB (Via Mariana) e da CEF da Joaquim Eugênio, próximo a paulista. A partir desses locais, vamos organizar outras atividades em prédios e agências próximas. Na quinta, às 15 horas, teremos reunião da oposição na sede da CONLUTAS /SP, na Rua Praça Padre Manuel da Nobrega, n° 16, 4° andar.

Todos à assembleia!

Há mais de uma semana não temos assembleia para avaliar e definir os rumos do movimento. Depois de perder a votação na última assembleia, a opção da diretoria do sindicato foi a de não convocar mais nenhuma até que tenhamos uma proposta dos banqueiros. Isso é muito ruim, pois enfraquece nosso movimento.

Provavelmente, teremos assembleia na sexta feira para deliberar sobre a proposta da negociação. Nos últimos anos, o sindicato tem feito um operativo com a direção dos bancos públicos: quando querem acabar com a greve, convocam assembleias para as 19 horas e os bancos convocam os administradores para comparecerem e votarem pela aceitação de acordos rebaixados, pondo fim a greve. Precisamos convocar os colegas a comparecerem à assembleia, pois não podemos deixar que quem defina a aceitação ou não da proposta seja quem não fez greve.

Greve dos Correios

Na 3ª feira, no 28º dia de greve, houve o julgamento do dissídio coletivo da greve dos trabalhadores dos Correios. Foi concedido apenas o índice de inflação (6,78%). A greve não foi considerada abusiva, mas foi determinado o desconto de 7 dias e a compensação dos outros 21 dias. O TST também aprovou os R$ 80,00 de valor fixo no salário a partir de 1º de outubro (na conciliação seria a partir de 1º de janeiro de 2012). Foi aprovado ainda o vale extra de R$ 575 para dezembro, vale-alimentação de R$ 25 e vale-cesta de R$ 140. Após o julgamento das reivindicações, foi determinada a volta ao trabalho à 0h de quinta-feira, dia 13.

Segundo Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, membro da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC), oposição à maioria da Fentect, que acompanhou o julgamento em Brasília. ”O sentimento da base da categoria é de muita revolta”, diz. Foi a primeira vez na história que a ECT determina o corte nos salários de grevistas. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, chegou a comparar na imprensa a greve com férias.

Porém a categoria não sai desmoralizada porque foi a força de greve que conquistou para o mísero salário base de R$ 807,00 a reposição de R$ 80,00, que significa 10%.Após as primeiras semanas de forte paralisação, o governo já aceitava conceder aumento real, mas só após 2012. Agora, mesmo a determinação rebaixada do TST já contempla reposição já. ”Foi a força do movimento que arrancou o aumento já”, explica, Geraldinho.

O segundo grande momento dessa greve foi a verdadeira rebelião de base que atropelou a direção majoritária da Fentect (PT e PCdoB) em todo o país. No dia 4 de outubro, a maioria do Comando Nacional de Greve havia firmado acordo com a direção da empresa durante audiência de conciliação no TST que abria mão dos dias parados. Apesar de a Fentect orientar a aprovação da proposta nas assembléias do dia seguinte, todos os 35 sindicatos que compõem a Federação rejeitaram por unanimidade o acordo.

A direções dos sindicato não foram capaz de realizar asssembleias representativas para debater a decisão do TST. Em SP foi realizada uma assembleia no feriado onde os trabalhadores somente foram informados que deveriam retornar ao trabalho e no Rio o sindicato simplesmente desmarcou a assembleia e comunicou que a greve estava encerrada.
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REUNIÃO OPOSIÇÃO BANCÁRIA - SÃO PAULO

5ª feira – 13/10/11 - 15h - Sede CSP/Conlutas

Pça Manoel da Nóbrega, 16 – 4º and. – Sé – Perto do Pátio do Colégio.

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Objetivo: avaliar situação da greve dos bancários; o resultado dos Correios; a política do governo Dilma e a continuidade do movimento.

Ao final deste ponto, vamos discutir sobre os novos movimentos nos EUA (Ocupe Wall Street), Espanha (Indignados), Grécia e mundo Árabe.

12 outubro, 2011

Conforme o previsto, após 16 dias de greve bancos decidem retomar negociações

Comando Nacional volta a negociar com a Fenaban nesta quinta


CEE Caixa e Comissão de Empresa do BB também reúnem em São Paulo

As negociações da Campanha Salarial 2011 finalmente serão retomadas. A Fenaban chamou o Comando Nacional para uma nova rodada nesta quinta-feira, 13, às 16h, em São Paulo.

Após 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.

"Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Reunião do Comando Nacional

Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=2275

NOTA DO SINDICATO PARA PUBLICAÇÃO NOS JORNAIS DE BAURU

GREVE DOS BANCÁRIOS: A CULPA É DO GOVERNO DILMA E DOS BANQUEIROS

11/10/2011

Hoje, a greve nacional dos bancários completa 16 dias. A proposta apresentada pelos banqueiros é a mesma de quando a greve foi decretada: apenas repõe a inflação, sem novas contratações, sem ampliação do horário de atendimento ao público e sem qualquer avanço em cláusulas específicas.

O governo Dilma poderia encaminhar o fim das greves, com a apresentação de uma proposta que contemple as reivindicações da categoria. O BRB, o Banco do Pará e o Banrisul apostaram nas negociações específicas e, dois destes três bancos, resolveram rapidamente suas negociações.

Essa postura intransigente do governo federal já tinha sido anunciada pela própria presidente Dilma, quando disse que as estatais não deveriam dar reajustes superiores à inflação em 2011 nem em 2012. E esta postura de conflito vem marcando a negociação também de outras greves, como a dos servidores das universidades federais e a dos Correios. Nesta última greve, além de não negociar, o governo recorreu ao TST e cortou o salário dos grevistas.

É um escândalo que uma presidente eleita por um partido que se construiu nas grandes greves da década de 80, adote hoje uma postura de tamanha truculência. A greve é um direito dos trabalhadores e apenas recorremos a ela pela intransigência do governo e dos banqueiros em não atenderem, minimamente, nossas reivindicações. Eles são os responsáveis por esta situação. Portanto, não cabe nenhum tipo de punição aos trabalhadores que estão reivindicando seus direitos.

Quando é para fazer propaganda de sua política econômica, Dilma afirma que o Brasil está preparado para enfrentar a crise. Ela chegou a oferecer ajuda à União Européia para enfrentar a crise econômica mundial. Mas o discurso muda quando é para falar das reivindicações dos trabalhadores.

Os banqueiros que lucraram em apenas seis meses mais de R$ 27 bilhões pegam carona no discurso do governo sobre a crise para também negarem uma proposta justa.

Os bancários continuarão a lutar por um aumento decente e pela retomada de direitos neste ano, pois a chantagem sobre o cenário de crise econômica tende a ser ainda mais forte na Campanha de 2012.



SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BAURU E REGIÃO / CONLUTAS

Manifesto da Frente Nacional de Oposição Bancária

Exigimos negociação já. Não às ameaças ao direito de greve


Após duas semanas de paralisação nacional, os bancários seguem sem nenhuma proposta, tanto no que se refere às questões econômicas, discutidas na mesa da Fenaban, quanto em relação às demais reivindicações da pauta específica, entregue há mais de um mês às diretorias do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.


O governo Dilma poderia encaminhar o fim das greves nesses bancos, com a apresentação de uma proposta que contemple as reivindicações da categoria. O BRB, o Banco do Pará e o Banrisul apostaram nas negociações específicas e, dois destes três bancos, resolveram rapidamente suas negociações. Os bancos públicos federais, no entanto, nem tentaram solução alguma, e hoje se escondem atrás da negociação da Fenaban, que também não avançou um milímetro sequer desde a deflagração da greve.


Essa postura intransigente do governo federal já tinha sido anunciada pela própria presidenta Dilma, quando disse que as estatais não deveriam dar reajustes superiores à inflação em 2011 nem em 2012. E esta postura de conflito vem marcando a negociação também de outras greves, como a dos servidores das universidades federais e a dos Correios. Nesta última greve, além de não negociar, o governo recorreu ao TST e cortou o salário dos grevistas.


Não é esse o caminho que queremos para a greve dos bancários. Porém, conforme parte da imprensa divulgou nos últimos dias, incluindo veículos tradicionais como a Folha e o portal UOL, Dilma teria anunciado que as diretorias do BB e da CEF cortariam o ponto dos grevistas, tal como ocorreu nos Correios.


Tal medida, se efetivada, consistiria num ataque inaceitável ao direito de greve e uma atitude intimidadora e truculenta contra uma categoria que não recebeu uma proposta sequer desde que iniciou sua paralisação. O tempo das ameaças e desrespeito contra o livre direito de greve deveriam ter ficado para trás, nas eras Collor e FHC. Não podemos aceitar que tal prática volte a pautar a resolução dos dissídios coletivos no atual governo.


Diante da realidade já aplicada em outras categorias e da ameaça de corte de ponto dos bancários de instituições públicas federais, nós defendemos uma forte reação do movimento grevista e sindical, começando com a aprovação de moções contra este possível ataque, além de manifestações em todos os estados pelo legítimo direito de greve e pela abertura imediata de negociações por parte do governo federal e da Fenaban.


Por fim, propomos que as centrais sindicais e confederações que atuam e representam a categoria construam, unitariamente, um ato nacional em Brasília para rechaçar essas ameaças e exigir a negociação com as diretorias de BB, CEF, BNB e BASA
 
 
FRENTE NACIONAL DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA

11 outubro, 2011

Bancários em greve vão pedir audiência com presidente Dilma

11/10/2011 14h48 - Atualizado em 11/10/2011 17h23

Categoria está em greve desde 27 de setembro.

Sindicalistas reclamam de 'silêncio' dos bancos.

Do G1, em São Paulo

Em greve desde 27 de setembro, os bancários vão pedir uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro.

"Vamos discutir o lucro dos bancos e a remuneração dos executivos, e vamos dialogar que nesse momento de negociações salariais é preciso tratar de distribuição de renda", afirmou ele ao G1.

Em reunião em São Paulo nesta terça-feira (11), a categoria decidiu ainda intensificar o movimento grevista, que fechou, segundo balanço da entidade, 9.090 agências na terça-feira. Os bancários também afirmam que pedirão uma audiência com o presidente da Febraban, Murilo Portugal.

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban), por sua vez, informou que fez "duas propostas completas visando acordo com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical para tratar de eventuais acertos que fossem necessários".

Na segunda-feira, os bancários paralisaram 9.090 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço da Contraf-CUT. O número equivale a 45,28% das 20.073 agências existentes no país.


Greve dos bancários chegou ao 15º dia nesta terça-feira (10) (Foto: Anderson Barbosa/AE)

saiba mais

De acordo com a Contraf, a atual paralisação, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias. A deste ano completa 14 dias nesta segunda.

Carlos Cordeiro, presidente da entidade e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, afirma, em nota, que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf na última terça-feira (5), solicitando a retomada das negociações. “Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar.”

Reivindicações

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Fonte: CONTRAF/CUT

Confira o levantamento feito pela APCEF nesta terça-feira, dia 11, 15º dia da greve nacional da categoria bancária.

Duas agências da Caixa (Avenida Zelina e Vereador José Diniz), com atendimento ao público, estão abertas hoje. As demais unidades abertas fazem atendimento específico (como no caso da agência Shopping Penha) ou são Postos de Atendimento Bancário (PABs), que não prestam atendimento ao público.



Fonte: APCEF/SP

10 outubro, 2011

E, por falar em boatos que surgem em tempos de greve...

Hoje foi a vez do gerente de atendimento, Luciano, da agência Mogi das Cruzes da Caixa Econômica Federal, dar início a um boato, a partir de informação que este passou a um cliente do banco, que por sinal tem amizade com colegas que estão em greve a quem repassou o recado, de que "a greve nessa agência não passaria de amanhã porque amanhã chegaria uma ordem judicial proibindo os bancários da agência de continuar em greve".

É o boato mais sem pé nem cabeça e cheio de más intenções que eu já vi.

Bem, a minha postagem anterior, acho que já serviu como vacina contra boatos que surgem em tempos de greve, mas não é exagero acrescentar que não existe na ordem jurídica brasileira ordem judicial de primeira instância capaz de proibir o direito de greve. Os dissídios coletivos de categorias organizadas nacionalmente e mais principalmente de uma autarquia do governo federal, como é o caso da Caixa Econômica Federal, só pode ser julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho e a empresa só pode pedir o julgamento com a concordância da maioria dos sindicatos que representam a categoria. Portanto, além de boato, é uma informação falsa, plantada para confundir a cabeça dos menos avisados.

Para deixar bem claro, a greve inicia-se por deliberação de uma assembléia e só uma assembléia pode determinar o seu fim e, a melhor forma de se anular os efeitos dos boatos e garantir a força da greve é jamais sofrer por antecipação, especialmente esse boato, cuja informação passada não tem nenhum fundamento legal.

Esclarecimentos sobre a greve em Mogi das Cruzes

Por Mauro Rodrigues de Aguiar

Nesta greve, sem reuniões com os bancários, que deveriam ser convocadas pelo sindicato e também sem informações atualizadas no site da entidade, é comum os bancários em greve ficarem apreensivos com as informações distorcidas e tendenciosas veiculadas pela "imprensa empresa" e com os boatos que se espalham no seio do povo, que nem sempre traduzem a realidade.

Para esclarecer aos colegas que estejam carentes de informações a respeito de como está a greve dos bancários em Mogi das Cruzes e região, segue os fatos que tem ocorrido em nossa cidade que geraram boatos de que a greve por aqui teria acabado.

Primeiramente, é preciso dizer que A GREVE É NACIONAL e, em não havendo proposta por parte dos bancos, nas regiões onde tem ocorrido Assembléias periódicas, nenhuma até agora deliberou pelo fim do movimento grevista, portanto, A GREVE CONTINUA NACIONALMENTE e tem mantido uma força histórica.

Em relação à GREVE em Mogi das Cruzes, o fato de haver interditos proibitórios concedidos por juízes arcaicos da nossa cidade ao Bradesco, HSBC, Itaú/Unibanco e Santander/Real, fêz com que estes bancos abrissem normalmente em plena greve no decorrer da semana passada, gerando o boato de que a "greve em Mogi teria acabado", o que não corresponde à realidade, pois, a GREVE permanece fortíssima em Mogi na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Mercantil do Brasil, acompanhando o cenário nacional. 

Vale salientar que os interditos proibitórios são descabidos em caso de greve, pois este instrumento judicial só é aplicável para casos de ameaça de ocupação de propriedade alheia, o que não é o caso da greve dos bancários e seu efeito punitivo é somente sobre o sindicato, em caso de descumprimento, não impedindo que os bancários voluntáriamente façam a greve. Contudo, não se tem notícia de que o sindicato tenha acionado seu departamento jurídico para cassar os interditos e nem usou seu jornal para denunciar os absurdos dos interditos e os gerentes que assediam moralmente os bancários para abandonarem a greve, aproveitando-se dos interditos.

Seria fundamental o sindicato informar aos bancários que o interdito proibitório não impede o DIREITO DE GREVE dos trabalhadores que é garantido pela Constituição Brasileira e regulamentada pela LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989. A falta de informações essenciais por parte dos sindicatos, torna os trabalhadores vulneráveis e alvos fáceis para o assédio moral dos seus superiores hierárquicos, acaba por facilitar aos gerentes inescrupulosos pressionarem moralmente seus subordinados a voltarem ao trabalho, mesmo sem que nenhuma Assembléia tenha deliberado dessa forma.

Por fim e após dadas estas explicações, quero dizer que estou a disposição dos colegas para qualquer informação adicional que queiram ter para sentirem-se confiantes e firmes na luta. Deixem suas indagações clicando no aplicativo "comentários" abaixo desta postagem.

A GREVE CONTINUA E A CULPA É DOS BANCOS E DO GOVERNO, POR ISSO VAMOS ATÉ O FIM, PELO MENOS PARA NÃO TERMOS MOTIVOS PARA NOS ENVERGONHAR DE NÃO TERMOS LUTADO ATÉ A ÚLTIMA POSSIBILIDADE DE VITÓRIA!

Bancários continuam de braços cruzados aguardando nova proposta dos banqueiros

A greve nacional dos bancários entra nesta segunda-feira, dia 10, em seu 14º dia. O movimento continua forte em todo o País e a tendência é aumentar ainda mais diante da intransigência dos banqueiros, que se recusam a apresentar uma proposta decente.
A greve começou em 27 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 8% (0,56% de aumento real). Atinge bancos públicos e privados em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. Na última sexta-feira, dia 7, o movimento parou 8.951 agências e vários centros administrativos do País, segundo balanço da Contraf-CUT.
"Os bancos lucraram mais de R$ 27 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. Por isso, têm plenas condições de fazer uma proposta que seja capaz de atender as justas reivindicações dos bancários. Estamos abertos ao diálogo, aguardando uma nova proposta, e indignados com tamanho descaso", ressaltou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.
A categoria reivindica reajuste de 12,8% (5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria no atendimento aos clientes.
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reúne-se nesta terça-feira, dia 11, para avaliar o movimento e ampliar ainda mais a mobilização.
Greve na Caixa - Veja abaixo o levantamento feito pela APCEF/SP nesta segunda-feira, dia 10, e saiba como está a mobilização nas agências vinculadas às SRs da capital.
 

09 outubro, 2011

BANCÁRIOS DE SÃO PAULO PASSAM POR CIMA DA DIRETORIA DO SINDICATO E VENCEM A ASSEMBLÉIA

Direção do sindicato manobra e encerra assembleia para não reconhecer derrota em votação.

Depois de 8 dias de greve e de muita insistência, os bancários de São Paulo conseguiram, na assembléia de 05/10, apresentar propostas que expressassem a vontade da base.

A diretoria do sindicato, majoritariamente composta pela Articulação/CUT, usualmente se esconde atrás de um pelotão de seguranças, e do alto do palco da quadra dos bancários, se arroga o direito de abrir ou não inscrições, encaminhar ou não as propostas. Quando são abertas inscrições, dezenas de diretores se inscrevem, e diante de um número “inviável” de falas, a mesa “sorteia” 5 felizardos para falar. Os componentes da CUT sorteados usam o tempo para repetir as mesmas orientações já veiculadas exaustivamente pela mesa.

Os bancários que estão na base, no dia a dia dos piquetes, usaram seu tempo para fazer propostas para que o movimento avance.

1) Carta à presidenta Dilma pedindo abertura de negociações. Hoje o governo federal é o principal empecilho para as negociações tanto dos bancários como dos correios. A carta à Dilma é uma forma de pressionar o governo a voltar à mesa de negociação para atender as demandas dos trabalhadores.

2) Passeata conjunta com outros setores em greve como correios e judiciário federal. O objetivo é utilizar esta unidade para ampliar a pressão sobre o governo, repetindo o sucesso da passeata de sexta-feira passada.

3) Utilização da Folha Bancária (jornal do sindicato) como instrumento para organizar e fortalecer nossa luta, divulgando todas as propostas feitas pelos diversos bancos, bem como os acordos fechados nas assembléias pelo país. BRB, Banrisul e Banpará já fizeram propostas, em muitos aspectos superiores até mesmo à pauta apresentada pela CONTRAF-CUT à Fenaban, mas elas não são divulgadas pelo sindicato, nem na Folha Bancária, nem no site da entidade. Devemos utilizar este jornal também para denunciar os gerentes assediadores, citando seus nomes, começando pelo gerente-geral do CSL (Banco do Brasil), Sr. Leonel Prado de Moraes, já famoso pela prática de assédio sistemático (na Folha Bancária de 06/10, já está estampado o nome deste gerente).

4) Não aceitar propostas que tragam o desconto dos dias parados ou sua compensação. O governo Dilma decidiu atropelar o direito de greve e, frente a qualquer greve, está pressionando pelo desconto dos dias parados para desmoralizar os grevistas. Foi o que tentou fazer nos correios, mas as assembléias não aceitaram. Por isso esta questão se transformou em estratégica para nossa luta hoje e nos anos vindouros.

5) Estabelecer o horário de 16h para as assembléias, e apreciar a proposta econômica da FEBANAN em assembléia unificada. O objetivo é dificultar a vinda de setores que não estão em greve e que só aparecem para votar pela aceitação da proposta. Também o objetivo é que lutemos e decidamos juntos sobre a proposta da FENABAN.

A diretoria do sindicato, por pressão da base, aceitou as três primeiras propostas, mas se opôs às duas últimas e perdeu as duas votações. Gostaríamos de reafirmar a importância destas duas propostas. Na verdade o que está em jogo é o direito de greve. O desconto dos dias parados que o governo quis impor nos correios, o interdito proibitório que o BB foi o primeiro a utilizar, o envio de centenas de fura-greves para as assembléias para terminar com as greves são práticas anti-democráticas que temos que combater.

Na votação da proposta sobre o desconto dos dias parados, a mesa retirou sua oposição após perder a votação. No entanto, na segunda, sobre o horário das assembléias e sua unificação, a diretoria perdeu a votação, mas não reconheceu o resultado, e se recusou a contar os votos. E, de forma absurdamente anti-democrática, encerrou a assembléia.

A falta de democracia acabou levando a um conflito ao final da assembléia. A truculência da diretoria do sindicato foi desnecessária. A melhor forma de garantir nossa unidade é discutir as propostas, votá-las e, se há dúvidas, contar os votos. Que vença a melhor. Atropelar o processo democrático por perder uma votação só leva à divisão e ao enfraquecimento.

Os bancários presentes, dando mostras de disposição de luta e organização, permaneceram reunidos para garantir o cumprimento das propostas votadas! Bancários independentes em conjunto com as correntes de oposição discutiram democraticamente e de forma unitária as tarefas necessárias para fortalecer a greve. Os trabalhadores tomaram a luta em suas mãos!

A vitória da greve é uma necessidade de todos nós. Continuaremos a ir às assembléias após os piquetes para lutarmos por um espaço democrático onde todos possamos discutir e decidir os rumos do nosso movimento. Chamamos todos os bancários em greve a fazer o mesmo. A próxima assembléia ainda não está marcada. Devemos permanecer em alerta e, quando convocada a assembléia, comparecermos todos para fazer valer a nossa vontade!

- Pela vitória dos bancários! Pelo atendimento de todas as reivindicações!

- Vamos encaminhar a passeata conjunta dos setores em greve!

- Não ao desconto dos dias parados ou sua compensação!

- Assembléias sempre às 16h!

- Assembléia conjunta para deliberar sobre a proposta da Fenaban e assembléia específica para os acordos específicos!

Assinam esta nota:

Bancários independentes

Coletivo Avesso (Intersindical)

Coletivo Bancários de Base

Movimento Nacional de Oposição Bancária – MNOB (CSP-Conlutas)

Greve dos bancários fecha 8.951 agências no 11º dia e pressiona Fenaban

http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28321

07/10/2011
A greve nacional dos bancários chega a seu décimo primeiro dia nesta sexta-feira (7) ainda mais forte. Os trabalhadores fecharam 8.951 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

"A greve segue se fortalecendo a cada dia. Os bancários estão indignados com o silêncio e a hipocrisia dos bancos. Se de um lado eles não marcam nova negociação e sequer respondem à carta enviada pela Contraf-CUT na terça-feira (4), de outro divulgam informações falsas para confundir os bancários e a sociedade ao dizer que as tratativas continuam e que estão abertos ao diálogo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"A culpa pela greve é dos bancos, que mesmo com um lucro altíssimo, que chegou a de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre, se recusam a negociar com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais", destaca Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Enquanto dão as costas para as reivindicações de seus funcionários, os bancos gastam cada vez mais com a remuneração dos altos executivos", diz Cordeiro. Segundo dados do Dieese, entre junho do ano passado e o mesmo mês de 2011 o crescimento foi de 12% em média. No Itaú Unibanco, por exemplo, os gastos com os executivos aumentaram de R$ 297,6 milhões para quase R$ 333 milhões.

"Além de ignorar as reivindicações da categoria, os bancos desrespeitam o direito constitucional de greve ao utilizar práticas antissindicais, pressionando e intimidando seus funcionários para que furem o movimento. Eles chegam a utilizar helicópteros para levar bancários para os centros administrativos", indigna-se Cordeiro. "Mesmo assim, a participação na greve continua aumentando e nesta sexta, os trabalhadores fecharam áreas de callcenter de vários bancos", completa.

Fonte: Contraf-CUT

07 outubro, 2011

Aos banqueiros e à Caixa: estamos em GREVE! Nosso movimento é FORTE!

Os responsáveis pela greve nacional dos bancários são os patrões. Nenhuma agência está aberta para atendimento ao público hoje, dia 7. Confira o quadro no âmbito das SRs da capital

Veja só a enrolação dos patrões: as minutas com as reivindicações gerais da categoria bancária e as específicas da Caixa estão nas mãos dos banqueiros e da direção do banco público desde agosto.

De lá para cá, nada avançou nas primeiras rodadas de negociações. Os patrões não dão "sinal de vida" há quase duas semanas: um descaso enorme com os trabalhadores!

No último dia 4, diante do silêncio patronal, a Contraf-CUT enviou carta à Fenaban cobrando a retomada das negociações. Até agora, NENHUMA resposta foi dada!

Irrisório - em relação à proposta rejeitada da Fenaban, o 0,56% de aumento real nem merece ser discutido diante dos exorbitantes lucros que os bancos têm apresentado no último ano. Em relação à Caixa, nada avançou e, ainda, não foi garantida a PLR Social, uma conquista dos empregados na campanha salarial do ano passado e que não foi renovada até o momento.

Greve na Caixa - nesta sexta-feira, NENHUMA agência está aberta para atendimento ao público no âmbito das SRs da capital, demonstrando a força dos empregados no movimento paredista.

Assembleia - fique atento aos informes do sindicato de sua região para saber a data, o horário e o local da próxima assembleia. Participe ativamente da campanha salarial!

Quadro - confira, abaixo, o levantamento feito pela APCEF nesta sexta-feira, dia 7, 11º dia da greve nacional da categoria bancária.



Informamos aos clientes que permanecem abertos apenas Postos de Atendimento Bancários (PABs), que são postos de atendimentos específicos nos locais em que estão instalados. Não prestam atendimento ao público.

>> Confira a situação das agências e PABs vinculados às SRs da capital. http://www.apcefsp.org.br/portal/data/pages/3DFEE68232BA0AA60132DF1543F7370F.htm?__akacao=604203&__akcnt=c997bedb&__akvkey=d672&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim+especial+campanha+salarial+-+7%2F10%2F2011

>> Áreas-meio da capital. http://www.apcefsp.org.br/portal/data/pages/3DFEE68232BA0AA60132DF1543F7370F.htm?__akacao=604203&__akcnt=c997bedb&__akvkey=d672&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim+especial+campanha+salarial+-+7%2F10%2F2011

>> Movimento nas demais bases sindicais. http://www.apcefsp.org.br/portal/data/pages/3DFEE68232BA0AA60132DF1543F7370F.htm?__akacao=604203&__akcnt=c997bedb&__akvkey=d672&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim+especial+campanha+salarial+-+7%2F10%2F2011



Fonte: APCEF/SP

06 outubro, 2011

Maior dos últimos 20 anos, 8758 unidades bancárias fechadas neste dia 06/10/11

06/10/2011 - Greve completa 10 dias, fecha 8.758 agências e cobra negociações

A greve nacional dos bancários completou 10 dias nesta quinta-feira (6). O movimento cresceu e paralisou 8.758 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

"Trata-se da maior paralisação da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico da greve de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A culpa pela greve é dos bancos, que permanecem em silêncio, recusando-se a retomar o diálogo com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais", destaca.

A Fenaban ainda não respondeu à carta enviada na terça-feira (4) pela Contraf-CUT cobrando a retomada das negociações. "Vamos despertar os banqueiros ampliando ainda mais a greve, a fim de que tragam uma proposta à altura dos lucros estrondosos de R$ 27,4 bilhões que acumularam somente no primeiro semestre deste ano", destaca Cordeiro.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Segundo dados do Dieese, o setor financeiro apresentou o terceiro maior crescimento na economia, comparando-se o segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2010. A intermediação financeira cresceu 4,5% no período, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu 3,1%. "Esse ganho é fruto do trabalho dos bancários, que merecem uma remuneração digna. Além disso, os bancos estão devendo contrapartidas sociais como forma de melhorar a prestação de serviços e contribuir para o desenvolvimento do país", afirma Cordeiro.

O presidente da Contraf-CUT destaca a importância da valorização do piso salarial dos bancários. Dados do Dieese demonstram que o salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

O valor por hora trabalhada também é bastante inferior no Brasil. O piso dos bancários brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo a pesquisa, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

"O Brasil está crescendo e já é a sétima economia do mundo, mas ocupa a vergonhosa posição entre os dez países mais desiguais do planeta. O setor financeiro está entre os que mais lucraram nos últimos anos, mas se nega a distribuir renda aos seus funcionários, enquanto paga bônus milionários para os seus altos executivos, que chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso de um bancário. O caminho para mudar essa situação passa por aumentos reais de salários para os trabalhadores", defende Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Sem proposta GREVE continua e cresce diante da intransigência da Fenaban e da Caixa

Bancários da capital mantêm a paralisação, que entra em seu décimo dia hoje.

A falta de respeito por parte dos banqueiros e da direção da Caixa parece não ter fim, pois, até o momento, sequer acenaram com a possibilidade de retomada das negociações.

"Nosso movimento é forte e não se enfraquecerá diante da postura dos patrões, pelo contrário, será ampliado", afirmou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.

Levantamento - a greve nacional dos bancários de 2011 já é a mais forte dos últimos 20 anos, de acordo com dados da Contraf-CUT. A categoria fechou 8.556 agências de bancos públicos e privados em todos os 26 Estados e no Distrito Federal ontem, 5 de outubro, nono dia de paralisação, superando o pico da greve de 2010, quando os trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo o País.

Greve na Caixa - nesta quinta-feira, apenas a agência Maracatins, do âmbito das unidades vinculadas às SRs da capital, permaneceu aberta para atendimento ao público. O movimento paredista segue firme entre os empregados da Caixa. Confira o quadro completo abaixo.



Assembleia - fique atento aos informes do sindicato de sua região para saber a data, o horário e o local da próxima assembleia. Participe ativamente da campanha salarial!

Confira abaixo a greve na Caixa nas bases sindicais do estado de São Paulo

Sindicatos do Estado

6/10, quinta-feira

Sindicatos / Agências base / Agências paradas

ABC 40 agências TODAS

Andradina 04 agências TODAS

Araçatuba 8 agências TODAS

Araraquara 3 agências TODAS

Assis 4 agências e 2 postos 04 agências

Barretos 08 agências 04 agências

Bauru 11 agências TODAS

Bragança Paulista 03 agências e 1 posto 3 agências

Campinas 59 agências 47 agências

Catanduva 11 agências TODAS

Franca 07 agências 06 agências

Guaratinguetá 08 agências TODAS

Guarulhos 17 agências 16 agências

Jaú 11 agências TODAS

Jundiaí 14 agências TODAS

Limeira 04 agências TODAS

Lins 03 agências TODAS

Marília 09 agências TODAS

Mogi das Cruzes 10 agências 08 agências

Pereira Barreto 4 agências TODAS

Piracicaba 16 agências 15 agências

Presidente Prudente 8 agências TODAS

Presidente Venceslau *** ***

Ribeirão Preto 32 agências 17 agências

Rio Claro 07 agências TODAS

Sorocaba* 28 agências 27 agências

Taubaté 9 agências TODAS

Tupã 07 agências 06 agências

Vale do Ribeira 03 agências TODAS

Votuporanga 04 agências TODAS

Santos 27 agências 26 agências

São Carlos 11 agências 03 agências

São José do Rio Preto 11 agências 10 agências

Vale do Paraíba 35 agências TODAS



Fonte: site da APCEF:SP

Bancários FALAM MAIS ALTO que silêncio dos patrões

Se os patrões pensam que vamos esmorecer diante do silêncio em relação à retomada das negociações, estão enganados!

O movimento grevista segue forte, com adesão de mais bancários a cada dia, em todo o País. Ontem, 4 de outubro, eram 8.328 agências fechadas de bancos públicos e privados em todos os Estados e no Distrito Federal.

Greve na Caixa - os empregados da Caixa seguem firmes na paralisação, mantendo índices altíssismos de adesão ao movimento paredista. Nesta quarta-feira, dia 5, nenhuma agência com atendimento ao público está aberta no âmbito das SRs da capital. Confira o quadro completo abaixo.


Plantão - o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido nesta terça-feira, na capital paulista, aguardando contato da Fenaban ou da direção da Caixa para a retomada das negociações. A iniciativa não obteve êxito, uma vez que os patrões continuam calados, um sinal gritante de falta de respeito para com os bancários.

Diante da situação, o Comando Nacional divulgou uma nota oficial (veja aqui: http://www.apcefsp.org.br/portal/data/pages/3DFEE68232BA0AA60132D46C6CD67E45.htm?__akacao=600749&__akcnt=c997bedb&__akvkey=a24a&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim+especial+campanha+salarial+-+5%2F10%2F2011 ) repudiando a falta de iniciativa dos bancos. “A participação de cada um na mobilização, nas manifestações e nas assembleias é muito importante para o fortalecimento do movimento grevista”, lembrou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.

04 outubro, 2011

04/10, oitavo dia de greve na Caixa mantém a força

Incoerência


Dilma fala de crescimento, porém, não investe em seus empregados

Até agora, governo não se manifestou em relação aos itens específicos e à PLR Social

Em viagem a Bruxelas, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff afirmou, em entrevista, que "é difícil sair de uma crise sem enfocar o crescimento e o consumo". Contudo, o que tem sido feito nesse sentido no Brasil? No que se refere à gestão dos bancos públicos, em especial da Caixa, muito pouco.

Enquanto a campanha salarial segue, a todo vapor, com um movimento grevista fortíssimo e em ascensão a cada dia - sendo os empregados da Caixa e dos demais bancos públicos e federais os mais engajados no movimento -, o governo parece viver em um outro mundo. Não se manifesta em relação à retomada das negociações, que estão "estacionadas" desde antes do início da paralisação.

"A postura do governo em não negociar evidencia a total falta de respeito com aqueles que ajudam a construir um País competitivo economicamente, sem contar o empenho que todos os trabalhadores despendem para a implementação das políticas públicas do governo", comentou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto. "Pensar em crescimento na Caixa passa, obrigatoriamente, pela implantação de uma política de gestão de pessoas decente, que trate o empregado com respeito, com direito a salários justos e condições dignas de trabalho. É preciso uma melhor distribuição do lucro, negociar a PLR Social...", concluiu.

Greve na Caixa - a resposta dos empregados a esse discurso contraditório do governo é o fortalecimento do movimento paredista, que entra hoje, 4 de outubro, em seu oitavo dia de greve.

As agências e PABs vinculados às SRs da capital estão, praticamente, todos fechados ou funcionando parcialmente. Apenas seis unidades continuam abertas.

Confira o quadro completo desta terça-feira, abaixo.



Plantão - os integrantes do Comando Nacional dos Bancários estão de plantão, nesta terça-feira, para a retomada das negociações tanto com a Caixa quanto com a Fenaban. "Estamos dispostos a negociar. Depende apenas dos patrões se manifestarem. Enquanto isso não acontece, a greve continua", afirmou Sérgio Takemoto.

Nova assembleia na capital - os bancários da capital voltam a reunir-se na Quadra do Sindicato amanhã, 5 de outubro. No restante do Estado, as assembleias também devem ser realizadas nesta quarta-feira. Consulte horário e local no sindicato de sua região e participe!

03 outubro, 2011

Sem novas propostas, bancários de São Paulo decidem, em assembleia, manter greve

Os bancários de São Paulo, Osasco e Região decidiram, em assembleia realizada nesta segunda-feira, 3 de outubro, manter a greve por tempo indeterminado. Sem proposta da Federação dos Bancos (Fenaban), os trabalhadores entram na segunda semana de paralisação.

A categoria está em greve desde 27 de setembro, após rejeitar proposta dos donos de bancos, que previa aumento real de apenas 0,56%. Após cinco rodadas de negociação, os banqueiros, além de oferecer baixo reajuste salarial, disseram não às demais reivindicações: não à valorização nos pisos, não à participação maior nos lucros e resultados (PLR), não à melhoria nas condições de trabalho, não à segurança, não à saúde e não para mais contratações – o que permitiria melhorar o atendimento nas agências e reduziria o ritmo estressante de trabalho.

“Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria - apesar de acumularem lucros 20% maiores - levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim às paralisações. Os bancos são um dos setores mais lucrativos do país, têm condições de apresentar proposta decente à categoria”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. “Vamos reunir o Comando Nacional dos Bancários para definir estratégias e fortalecer ainda mais o movimento”, completou.

>> Clique aqui http://www.apcefsp.org.br/ftp/sp/cadastro_boletins2.htm e cadastre-se para receber boletins eletrônicos com informações atualizadas sobre a campanha salarial.

>> Receba, também, informes em seu celular: cadastre-se aqui http://www.apcefsp.org.br/ftp/sp/cadastro_torpedo.htm ou acompanhe o andamento da campanha pelo Twitter http://twitter.com/#!/apcefsp .

Adesão – balanço final aponta que na base territorial deste Sindicato, 773 locais de trabalhos - tanto de bancos públicos como privados - foram paralisados nesta segunda-feira, dia 3, abrangendo 26 mil trabalhadores.

Assembleia – uma nova assembleia será realizada na quarta-feira, 5 de outubro, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, centro da capital).

Passeata dos bancários e funcionários dos Correios - realizado em 30 de setembro, o protesto contou com a participação de mais de 8 mil trabalhadores (entre eles, dirigentes da APCEF/SP), que fizeram a manifestação pelo centro velho da capital. As duas categorias estão de braços cruzados por melhores salários e condições de trabalho.


Clique aqui http://www.apcefsp.org.br/portal/main.jsp?lumPageId=3DFEE6821FF9F9CE01200194206B64EB&itemId=3DFEE68232BA0AA60132CA97AA6E7595 para ver fotos da passeata.

Hoje, 03 de outubro, uma segunda feira, 1º dia útil e desde o início, greve na Caixa só aumenta

Mais uma vez os bancos apostaram errado. Apostaram que os bancários não teriam capacidade e coragem para fazer uma forte greve.

Em todos os estados brasileiros a adesão é forte, especialmente na Caixa Econômica Federal que está dando uma verdadeira lição de coragem e determinação, mantendo, com adesão espontânea, 95% de unidades paralizadas e a cada dia mais colegas que não haviam aderido à greve no dia 27, se convencem da necessidade da greve, como única forma de fazer os bancos cederem.

Os acordos fechados no BRB e no BANPARÁ, que são bancos com lucros muito menores que a Caixa, que o Banco do Brasil, que o Bradesco, que o Itaú, entre outros, mostram claramente que os bancos podem e devem atender as reivindicações dos seus trabalhadores e por isso não cederemos na firme decisão de continuar a greve.

Apesar das ameaças de descomissionamento por parte de gestores inescrupulosos e interditos proibitórios, ilegalmente aplicados por alguns juizes em favor de bancos como Bradesco, Itaú e HSBC, em geral os próprios bancários estão aderindo à greve sem que haja a necessidade de enfrentamento e multas desnecessárias aos sindicatos por descumprimento dessas decisões judiciais.

É assim que se faz forte uma greve, com ou sem sindicato nas portas das unidades, partindo dos próprios bancários, com determinação, auto estima e coragem.

PARABÉNS BANCÁRIOS! ESTAMOS DANDO UMA LIÇÃO DE DIGNIDADE.

VAMOS SEGUIR FIRMES NA LUTA, ATÉ A VITÓRIA!