27 setembro, 2009

Tipos de greve

As greves podem ser de diversos tipos, a depender de fatores como tática, propósito ou alcance do movimento. Por esta razão, não é incomum associar aos movimentos grevistas termos que o qualifiquem. Dentre os tipos mais difundidos, encontram-se:

Greve branca: Mera paralisação de atividades, desacompanhada de represálias;
Greve de braços cruzados: Paralisação de atividades, com o grevista presente no lugar de trabalho, postado em frente à sua máquina, ou atividade profissional, sem efetivamente trabalhar;
Greve de fome: O grevista recusa-se a alimentar-se para chamar a atenção das autoridades, ou da sociedade civil, para suas reivindicações;
Greve geral: Paralisação de uma ou mais classes de trabalhadores, de âmbito nacional. Geralmente é convocado um dia em especial de manifestação, procurando chamar atenção pela grande paralisação conjunta.
Greve selvagem: Iniciada e/ou levada adiante espontaneamente pelos trabalhadores, sem a participação ou à revelia do sindicato que representa a classe;
Operação-padrão (ou greve de zelo em Portugal): Consiste em seguir rigorosamente todas as normas da atividade, o que acaba por retardar, diminuir ou restringir o seu andamento. É uma forma de protesto que não pode ser contestada judicialmente, sendo muito utilizada por categorias sujeitas a leis que restringem o direito de greve, como as prestadoras de serviços considerados essenciais à sociedade, por exemplo. É muito utilizada por ferroviários, metroviários, controladores de vôo e policiais de alfândega, entre outros.
Estado de greve: Alerta para uma possível paralisação.

Um comentário:

  1. Anônimo5:27 AM

    Tem ainda a Greve Tartaruga ou Operação Tartaruga, que é quando os
    trabalhadores derrubam o ritmo de produção. Geralmente ocorre sem lider, e
    por fora dos sindicatos, sendo uma das mais perigosas pro sistema e pros
    sindicatos, pois implica em alta solidariedade entre os trabalhadores e
    potencial controle da produção por eles.

    Tem a Greve ao Contrário. Platações mandavam trabalhadores embora, aí eles
    entravam e ceifavam tudo e exigiam salário.

    Tem a greve de sexo, citada na famosa história de Lisistrata na Grécia
    antiga, quando as mulheres se negam coletivamente a transar pra forçar os
    caras a parar de beber ou a parar uma guerra.

    Tem a greve social, que é quando os trabalhadores de serviços e comércio
    oferecem suas atividades pro povo de graça sem cobrar nada. Por exemplo, a
    greve da catraca, quando os motoristas e cobradores soltam a catraca e
    deixam o povo passar de graça, ou quando os trabalhadores de supermercados
    distribuem de graça as mercadorias.

    Tem a sabotagem, que é a atividade mais perigosa pro sistema. E a greve da
    lebre, que é quando os trabalhadores forçam a maquina ao limite pra ela
    quebrar e parar tudo.
    Tem a greve do voto, quando o povo não vota.

    Tem a greve do lixo - quando os garis bloqueiam as ruas com o lixo.

    Tem a greve autogestionária e expropriadora, que é a greve selvagem com a
    formação de conselhos de trabalhadores que expropriam as empresas e
    colocam sob seu controle... uma greve revolucionária.

    Tem diversas modalidades de desobediencia civil tambem.
    De uma maneira geral, partidos e sindicatos detestam essas coisas, porque
    escapam ao seu controle e implicam em formação de relações
    anticapitalistas nos locais de trabalho.

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